EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Domingo, 31 de Outubro de 2010

Declaração MIL sobre a eleição de Dilma Rousseff



Não tendo tomado posição nas eleições presidenciais brasileiras, o MIL: Movimento Internacional Lusófono saúda a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ser eleita para o mais alto cargo político brasileiro.

Esperamos que dê continuidade aos aspectos mais positivos do mandato do seu antecessor, Lula da Silva – em particular, o combate às desigualdades sociais, ainda tão gritantes neste nosso país irmão.

Esperamos igualmente que reforce a aposta na CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, onde o Brasil, dada a sua cada maior importância geo-estratégica à escala global, tem decerto um papel decisivo.

MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

Diário da NOVA ÁGUIA: 30 de Outubro

Elísio Gala, Joaquim Domingues, Pedro Martins e Luís Paixão

Foi um encerramento com “chave de ouro” do ciclo “Portugal Renascente”, ainda projectado por António Telmo, que se realizou, ao longo do ano, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, com o sempre inestimável apoio da Dra. Maria José Albuquerque, em parceria com os Cadernos de Filosofia Extravagante.

Hoje, numa sessão particularmente cheia, intervieram Pedro Martins, Elísio Gala, Luís Paixão e Joaquim Domingues. Os dois primeiros falando de dois insignes republicanos – Sampaio Bruno e Guerra Junqueiro –, de dois republicanos tão insignes quanto diferentes dos republicanos do seu tempo. E, como foi também dito, de hoje… Luís Paixão falou-nos de alguns arquitectos mais marcantes da época, destacando a figura, tão injustamente vilipendiada (como também salientou António Carlos Carvalho), de Raul Lino. É caso para dizer que não é só na Filosofia que uma pessoa paga um alto preço ao assumir-se como patriota… Por fim, Joaquim Domingues falou-nos da subtil, da abissal diferença entre a república pombalina e república aquilina (lembrando, a esse propósito, a presença simbólica da Águia na Heráldica da Dinastia de Avis). Ou seja, como todos percebemos, entre a República que existe e aquela que mais importa cumprir…

Houve ainda tempo para apresentarmos o presente número da NOVA ÁGUIA. E para prometermos voltar a Sesimbra, um dos locais de eleição do nosso Mapiáguio, para apresentarmos os dois números de 2011...

Sábado, 30 de Outubro de 2010

Hoje: lançamento em Sesimbra da NOVA ÁGUIA nº 6

30.10.10 – 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra

Apresentação de Renato Epifânio. Com intervenções de Pedro Martins (“Sampaio Bruno”), Elísio Gala (“Guerra Junqueiro”), Luís Paixão ("A Arquitectura na República”) e Joaquim Domingues (“A República Pombalina").

Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Cavaco Silva: nada a não ser avisos…



Cavaco é decerto uma pessoa estimável e, se a Presidência da República fosse uma espécie de “prémio de carreira”, ele seria das pessoas que mereceria mais esse prémio – pela sua dedicação à causa pública, independentemente de todos os erros que cometeu como Primeiro-Ministro.

Simplesmente, a Presidência da República não é, ou não deve ser, vista como um “prémio de carreira”, como de facto tem sido vista. Para mais, numa altura como esta, de profunda crise do país, em que se exige, mais do que nunca, acção e determinação.

A esse respeito, o mandato de Cavaco Silva não pode senão ser visto com profunda decepção. Tal como Jorge Sampaio – outra pessoa decerto estimável –, que assistiu impotente ao descalabro do Governo de António Guterres, também Cavaco Silva nada fez para evitar o descalabro ainda maior do Governo de José Sócrates, que tudo parece fazer para entregar de novo o país ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

É certo que foi dando avisos disso – falando de uma situação “explosiva” e “insustentável”. Mas de um Presidente espera-se certamente muito mais do que avisos. Espera-se acção e determinação. Se ele, de facto, sabia que o país caminhava para uma situação “explosiva” e “insustentável”, deveria, em tempo útil, ter demitido este Governo e, caso não houve outra alternativa, assumir o ónus de um Governo de iniciativa presidencial.

Mas não. Cavaco Silva, escudando-se numa interpretação minimalista dos poderes presidenciais, nada fez, tendo-se limitado a assistir.

Hoje, no anúncio da sua recandidatura, disse que os portugueses “sabiam o que podiam esperar dele”. Isso é verdade. Cinco anos depois, sabemos que não podemos esperar nada. A não ser avisos...

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/10/cavaco-silva-nada-nao-ser-avisos.html

Domingo, 24 de Outubro de 2010

Encontro internacional debate trunfos do português num mundo globalizado


A utilização e difusão do português nas novas plataformas tecnológicas é um dos desafios da língua portuguesa que estará em debate no encontro internacional da língua portuguesa e cultura lusófonas, segunda e terça-feira, em Lisboa (Portugal).

O encontro, promovido pela União Latina em cooperação com a Fundação Gulbenkian, reúne dezenas de académicos, políticos, diplomatas, gestores e outras individualidades.

“Hoje estamos num mundo globalizado e nele a língua portuguesa tem um trunfo, por ser uma das cinco mais faladas no mundo e pela presença nos cinco continentes, e com potencialidades culturais muito evidentes”, salientou Renée Gomes, representante da União Latina em Portugal.

Mas há também desafios e alguns dos principais, destacou, têm a ver com o facto de “não ser língua oficial nos organismos internacionais” e ter “uma das taxas mais fracas em matéria de produção e difusão para as novas plataformas, como a Internet”.

Estes dois temas vão estar em destaque no debate, além de outros como o valor da língua portuguesa e a diáspora e a imigração

“Queremos que este fórum seja de reflexão, do qual saiam propostas concretas para superar esses desafios”, disse à agência Lusa Renée Gomes.

O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e o secretário de Estado da Comunidades Portuguesas, António Braga, vão estar na sessão de abertura do encontro, ao lado do presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, e o secretário geral da União Latina, e abrir a conferência o ex-ministro da cultura, Manuel Maria Carrilho, que esteve colocado nos últimos anos como embaixador na Unesco.

Nos vários painéis de debate estão presidentes de empresas de media, como Francisco Pinto Balsemão, do grupo Impresa, e Afonso Camões, presidente do conselho de administração da Agência Lusa, de várias editoras, centros de línguas e universidades.

Segundo o programa, encerram o encontro o Presidente da República, Cavaco Silva, a ministra da Educação, Isabel Alçada, o secretário geral da União Latina, José Luis Dicenta, e o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira.

Fonte: Notícias Lusófonas

Sábado, 23 de Outubro de 2010

Diário da NOVA ÁGUIA: 22 de Outubro


Miguel Real e José Lança Coelho


Foi mais um lançamento muito participado, ontem, no Centro Cultural de Oeiras. O José Lança Coelho, um amigo da NOVA ÁGUIA (e colaborador na revista), conseguiu, uma vez mais, trazer muita gente, que nos ouviu: a mim, que apresentei os dois últimos números, e ao Miguel Real, que fez uma tão longa quanto iluminante exposição sobre a instauração da República…

Prometemos voltar, já no próximo semestre.

Biblioteca particular de Pessoa está toda na Internet




A biblioteca particular de Fernando Pessoa, a primeira biblioteca portuguesa a ser integralmente digitalizada, está a partir de hoje na Internet.
Em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt - um site bilingue (português e inglês) - encontra-se agora acessível o legado de uma das figuras maiores da literatura portuguesa: são 1317 volumes (1140 dos quais pertencentes à Casa Fernando Pessoa e os restantes são pertença dos herdeiros), num total de 337.187 páginas digitalizadas e 2089 ficheiros disponíveis para descarrega-mento gratuito.
Além das obras propriamente ditas - que podem ser consultadas por autor, ano, ordem alfabética ou categorias temáticas -, é possível ler, nas margens de muitas páginas, poemas, textos e anotações de Fernando Pessoa (1888-1935), que permitem perceber o diálogo do poeta com os livros e fazer uma viagem temporal pela sua vida e formação como escritor.
As páginas que incluem manuscritos de Fernando Pessoa estão destacadas no site, que inclui também interpretações sobre as motivações do poeta para a compra de determinadas obras.
Este projecto, que contou com o apoio da Fundação Vodafone Portugal, foi levado a cabo por uma equipa de 30 pessoas, liderada pelo investigador colombiano Jerónimo Pizarro e integrada pelos estudiosos italianos Patricio Ferrari e Antonio Cardiello, que, ao longo de mais de dois anos, tiraram mais de 500 mil fotografi as dos livros de Pessoa.
A parte desse trabalho relativa aos 1140 volumes pertencentes à Casa Fernando Pessoa foi publicada em livro pela editora Dom Quixote em Julho, numa edição bilingue que constitui o primeiro catálogo completo dos livros que aí se encontram - e o primeiro de uma colecção de três volumes, sendo o segundo dedicado aos objectos de Pessoa e o terceiro ao acervo de Artes Plásticas da Casa Fernando Pessoa.
No site apresentado, numa sessão em que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, atribuiu a Jerónimo Pizarro a Medalha de Mérito Municipal, há também uma secção de estudos.
O investigador pessoano instou as pessoas a contribuírem para enriquecerem a secção. “O site vai continuar a crescer, a actualizar-se, a ser cada vez melhor, para que seja o lugar mais completo da Biblioteca de Fernando Pessoa”, assegurou Jerónimo Pizarro. “Esta é, ao contrário de outras, uma biblioteca aberta”.
Em vésperas do II Congresso Internacional Fernando Pessoa, que acontecerá entre 23 e 25 de Novembro, em Lisboa, e no primeiro dia da qual será lançado um novo número da revista Tabacaria - e depois de completado o projecto de digitalização da biblioteca particular de Pessoa, a Casa Fernando Pessoa pretende agora proceder ao restauro dos livros que a compõem, um trabalho com orçamento da Fundação Ricardo Espírito Santo que aguarda patrocínios para avançar, disse à Agência Lusa a directora da Casa Fernando Pessoa,
Inês Pedrosa.

Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Encontros culturais de língua portuguesa a partir de Novembro no Rio de Janeiro


A partir do dia 1º de Novembro, o Rio de Janeiro será ponto de convergência da cultura lusófona. Durante uma semana, a cidade recebe os Encontros Culturais de Língua Portuguesa, uma iniciativa do Ministério da Cultura com apoio do Oi Futuro e Fundação Casa de Rui Barbosa e realização da Talu Produções.

Até o dia 7 de Novembro, o evento reunirá espectáculos de dança, música, circo, teatro, exposição, mesas de debates e oficinas teatrais nas unidades do Oi Futuro de Ipanema e Flamengo, Casa de Rui Barbosa e Circo Voador, todos com entrada gratuita.

“O Brasil tem assumido cada vez mais um papel protagonista na promoção do intercâmbio cultural entre as nações de língua portuguesa e este é mais um passo para consolidar esta posição”, destaca o director de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.

“É uma honra estarmos à frente deste evento que vem ao encontro de nossos ideais de promoção da cultura lusófona”, endossa a actriz e produtora Tânia Pires, que coordena o evento.

Os Encontros Culturais serão divididos em cinco diferentes eventos. Um deles é a exposição ‘Teatro Sem Fronteiras’, que ocupará o foyer do Oi Futuro Flamengo a partir do dia 1º de Novembro e ficará aberta durante os sete dias do projecto.

São fotografias tiradas por Tânia Pires, Sérgio Ferrara, Valmyr Ferreira e Val Ferreira durante o projecto de oficina teatral itinerante idealizado pela TALU Produções que circulou no ano passado pelos países da CPLP com o objectivo de unir os países que falam português e disseminar a cultura por meio do teatro.

No mesmo local acontece a oficina teatral ‘Máscaras em movimento’, durante os dias 1 e 2 de Novembro, ministrada pelo português Nuno Pino Custódio para estudantes de teatro. Desde 1990, Nuno desenvolve esta metodologia, leccionando em universidades e escolas profissionalizantes de Portugal. Criou encenações em companhias como Teatro Meridional, O Bando, Teatro Oficina, Companhia do Chapitô, A Barca, Teatrão e Teatro do Montemuro, entre outras.

No Oi Futuro Ipanema o público carioca terá a oportunidade de conferir a Mostra ‘Artes Sem Fronteiras’, que reúne espectáculos de dança, circo e teatro trazidos por grupos como o Elinga Teatro, de Angola; Estação Teatral, de Portugal; Raiz Di Polon, de Cabo Verde, e o GTO (Teatro do Oprimido) da Guiné-Bissau.

Os rumos da cultura de língua portuguesa serão debatidos nos dias 3 e 4 de Novembro, quando a Casa de Rui Barbosa sediará quatro Mesas de Debates com temas ligados à música e ao teatro, com a participação de expoentes nas áreas da dramaturgia, música, crítica jornalística e educação.

A música tem seu grande momento na noite de 4 de Novembro, quando subirão ao palco do Circo Voador no show ‘O Som da Língua’, o Afroreggae, o moçambicano Cheny Wa Gune e Quarteto, DJ MAM, o grupo português Kumpania Algazarra e ainda Fernanda Abreu, que faz participação especial apresentando o evento e cantando três músicas com o Afroreggae.

Fonte: Notícias Lusófonas

Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

LUZ DE ALMEIDA – UM REPUBLICANO A CONHECER MELHOR

DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

São diversos os republicanos – mulheres e homens – que, tendo participado no 5 de Outubro de 1910, com acções decisivas, se encontram esquecidos pela grande maioria das pessoas.

Está neste caso, Artur Augusto Duarte Luz de Almeida, nascido em Alenquer, no ano de 1867, filho de um regente escolar, que viria a diplomar-se em Lisboa no curso de Bibliotecário e Arquivista.

Enquanto estudante, Luz Almeida filiara-se na Maçonaria Académica, fundando a Loja Montanha, local onde mais tarde nasceria a Carbonária Portuguesa, quando as ‘lojas’ passaram a ‘choças’.

Vivendo na freguesia lisboeta de S. Vicente de Fora, Luz Almeida tornou-se o director da biblioteca da Rua do Saco, deambulando pela cidade, procurando arregimentar activamente cidadãos para a sua luta clandestina, nomeadamente, no Rossio, em pleno Café Gelo – que mais tarde, por volta do final dos anos quarenta, princípio dos cinquenta do século XX, se tornaria o poiso do movimento surrealista – jovens activos e empenhados na mudança da estrutura da sociedade, principalmente alunos militares.

Os seus contemporâneos descrevem-no do seguinte modo: sempre vestido de negro, com um grande lenço a cobrir-lhe o peito e a gaforinha negra do revolucionário.

A obra de aliciamento para a Carbonária, executada por Luz Afonso, foi uma das traves-mestras para a implantação da República, como o provam os quarenta mil membros existentes nas vésperas da revolução, bem treinados em pontaria na carreira de tiro de Alcântara.

Entre os angariados por Luz Almeida, contam-se personalidades como, o escritor Aquilino Ribeiro, o oficial da Armada Machado Santos, um dos heróis da Rotunda, e, o almirante Cândido dos Reis que, num acto de desespero, se suicidaria na véspera do golpe de 5 de Outubro de 1910 por julgar tudo perdido.

Apesar do escol anunciado, a Carbonária caracterizava-se por, ao contrário da Maçonaria, concentrar entre os seus membros cidadãos de baixa categoria social, como operários e militares de baixa patente, ao mesmo tempo que, sobrevalorizava a luta armada.

Luz Almeida não se limitava à capital, deambulando por todo o país na captação de membros para a sua causa.

A 28 de Janeiro de 1908, três dias antes do Regicídio, participou no golpe falhado conhecido historicamente por ‘Janeirada’, tendo ido parar à cadeia.

Em Outubro do ano seguinte, já em liberdade, é acusado de ter morto, em Cascais, mais precisamente no local conhecido por Boca do Inferno, um apaniguado seu que, ameaçava denunciar todos os seus camaradas à polícia. Embora inocente, Luz Almeida é metido quase à força, pelos seus amigos, dentro de um carro que o conduzirá a Paris.

Voltando a Portugal, já depois do 5 de Outubro de 1910, continua a trabalhar na biblioteca da Rua do Saco, sendo eleito deputado no ano seguinte. Porém, não aceita esse cargo, preferindo rumar ao Norte, com o objectivo de combater as incursões monárquicas.

Em 1913, com o progressivo desagregamento e, consequente desaparecimento da Carbonária, Luz de Almeida dedica-se ao seu novo cargo, o de inspector das bibliotecas populares e móveis, no entanto, não abandona em definitivo a sua luta, sendo inclusivamente preso no governo liderado por Sidónio Pais.

De novo em liberdade, tenta a fundação de nova organização secreta, porém, sem qualquer êxito. Perseguido, passa mais uma vez à clandestinidade, até que morre em Lisboa, no ano de 1939.

Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Ciclo Agostinho da Silva no Botequim da Graça

. 20 de Outubro (22h): Noite de Folia, com o Grupo de Teatro TapaFuros - Inauguração do ciclo;
. 22 de Outubro (18h): 1.ª sessão: A Educação Hoje, com Christopher Auretta;
. 29 de Outubro (18h): 2.ª sessão: Univers(al)idade, com António Nunes dos Santos;
. 5 de Novembro (18h): 3ª sessão:As Ideias nas Palavras, com Jorge Menezes e Rui Lopo;
. 12 de Novembro (18h): 4.ª sessão: Quinto Império, com Paulo Borges;
. 19 de Novembro (18h): 5.ª sessão:Cultura Portuguesa, com Miguel Real;
. 26 de Novembro (18h): 6.ª sessão: Europa, com António Cândido Franco e Dirk Hennrich

Hoje

Domingo, 17 de Outubro de 2010

J. VIANNA DA MOTTA (1868-1948), COMPOSITOR PORTUGUÊS DE MATRIZ NACIONALISTA E MUNDIVIDÊNCIA GLOBAL

21 de Outubro

CÉSAR FRAZÃO – UM JORNALISTA REPUBLICANO

DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

Nascido em 1883, António César do Amaral Frazão, foi director de diversos jornais de cariz republicano, não só no concelho de Oeiras, mas também no concelho de Santiago de Cacém, onde dirigiu o jornal ‘O Semeador’.

Em Oeiras, dirigiu diversos jornais, porém, torna-se necessário chamar a atenção para um facto que se prende, primeiro, com a ditadura do primeiro-ministro de D. Carlos instaurada entre 1906 e 1908, e depois, com a repressão existente durante o reinado de D. Manuel II até 5 de Outubro de 1910, data da implantação da República.

O facto a que aludimos no parágrafo acima é, como já se adivinhou, a falta de liberdade de expressão. Esta última, fazia com que os diversos funcionários dos jornais desta época, mudassem, pelo menos teoricamente, a função que exerciam no órgão de informação, tentando assim escapar às penas com que as autoridades pretendiam castigá-los, chegando também, a alterar o nome do jornal para que este não fosse definitivamente proibido.

César Frazão é o caso paradigmático do que acabamos de frisar. Vejamos, então, os diversos cargos que este jornalista republicano exerceu nos vários jornais onde trabalhou.

Sediados em Algés, analisemos, então, quatro jornais republicanos a que o nome de César Frazão ficou ligado.

O primeiro é ‘A Praia’, fundado a 5 de Janeiro de 1908, cuja ideologia acompanha as duas grandes correntes filosóficas do século XX, o Positivismo e o Racionalismo, em que o primado da ciência e da razão se afirmam como pontos essenciais à vivência e à liberdade do Homem, decorrendo daqui a emancipação humana que se esperava ser aportada pela República.

A 26 de Janeiro de 1908 publicou-se o último número de ‘A Praia’, e a 9 de Fevereiro do mesmo ano, surgiu um novo jornal, intitulado ‘Pátria Nova’.

Será aqui no ‘Pátria Nova’ que encontramos César Frazão, primeiro como Administrador entre os números 21 e 30 e, depois como Colaborador. O ‘Pátria Nova’ terminará a 30 de Agosto de 1908.

Seguiu-se-lhe um outro seminário intitulado ‘O Povo d’ Oeiras’, fundado a 18 de Outubro de 1908, onde vamos encontrar César Frazão com as seguintes funções: entre os números 1 e 52 surge como Director e Proprietário, sendo substituído neste cargo por o seu colega Lourenço Correia Gomes.

Finalmente, a 3 de Julho de 1910, ‘O Povo d’ Oeiras’ deu origem ao último jornal desta saga que vimos relatando, de seu nome ‘A Voz do Povo’.

Neste jornal, César Frazão desempenhou os seguintes cargos:

Aparece como ‘Administrador’ entre os números 1 e 14; ‘Redactor Gerente’ dos números 15 a 42; e, entre os números 17 e 42 com o seu nome próprio António, a anteceder César Frazão.

Ao contrário dos outros semanários, ‘A Voz do Povo’ não teve continuador, sendo o último número encontrado o quadragésimo segundo de 18 de Junho de 1911.

Relativamente à biografia de César Frazão, diremos a terminar que publicou, entre outros, os seguintes livros de carácter jurídico e social: O Problema da Assistência, Cartas para o Alentejo, Código Policial, tendo- -se aposentado da Assistência Pública como funcionário superior.

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Aníbal Pinto de Castro: colaborou no nº 2 da NOVA ÁGUIA


Aníbal Pinto Castro, professor jubilado da Faculdade de Letras, foi no passado sábado a sepultar, aos 72 anos, tendo falecido nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde estava internado há cerca de um mês. Diz o site do Diário de Coimbra que, natural e residente em Cernache, onde nasceu a 17 de Janeiro de 1938, Aníbal Pinto Castro se licenciou em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1960, com a tese Balzac em Portugal. Considerada uma das maiores referências das Letras em Portugal e no estrangeiro, doutorou-se em Literatura Portuguesa na "sua" universidade e, em 2007, recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade Católica Portuguesa, na celebração dos 40 anos desta instituição.

Com uma vasta obra que ultrapassa os 200 títulos, Aníbal Pinto Castro debruçou-se sobre vários domínios e personalidades, com a Universidade de Coimbra a destacar a tese de doutoramento, Retórica e teorização literária em Portugal: do Humanismo ao Classicismo, estudos sobre a obra do padre António Vieira, Camões – foi fundador do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos da Universidade de Coimbra , António Ferreira, Camilo Castelo Branco ou Eça de Queirós, sem esquecer os textos sobre teorização e crítica literária, crítica textual e história da Cultura.

Enquanto director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (1988 a 2004), a ele se deveu a aquisição da Livraria de Oliveira Martins, dos epistolários de Eugénio de Castro, do 2.º Marquês de Alorna ou as bibliotecas de ciências musicais do tenente Manuel Joaquim e de Maria Augusta Barbosa. Foi também graças à sua insistência que foi adquirido o primeiro sistema integrado de gestão bibliográfica, instrumento que associou várias biblioteca da Universidade.

Entre as distinções recebidas, Aníbal Pinto Castro era comendador da Ordine al Mérito della Republica Italiana, comendador da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepulcro.

Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Diário da NOVA ÁGUIA: 12 de Outubro

Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Renato Epifânio, Celeste Natário e Miguel Real


Mais um grande lançamento hoje, na sede do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, como já se tornou tradição. Conforme salientou o Professor António Braz Teixeira, faz todo o sentido o Instituto apoiar este projecto, como o tem feito, dada a estreita afinidade de ideários: do Instituto e da NOVA ÁGUIA. Ambos, promovem, sem complexos, o pensamento na sua radicação histórico-cultural.

Os nossos agradecimentos a todos os muitos amigos da NOVA ÁGUIA presentes e, em particular, ao Professor Pinharanda Gomes, que fez, como era de esperar, uma brilhante apresentação deste número da nossa revista.

HOJE: lançamento em Lisboa da NOVA ÁGUIA nº6



Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Diário da NOVA ÁGUIA: 7 de Outubro

Maria João Reynaud, Celeste Natário, Arnaldo Pinho e José Gama

Se o lançamento em Bragança, no âmbito do 14º Colóquio da Lusofonia, foi a chave de ouro da quinta ronda da NOVA ÁGUIA, o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA nº 6 também não poderia ter sido mais promissor. No Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, falou primeiro o José Gama, que fez o devido enquadramento relativo à revista “A Águia”, depois a Maria João Reynaud, que se centrou mais na figura de Raul Brandão. Por fim, falou o Carlos Magno, que fez uma incisiva e muito espirituosa apresentação da Revista…

Isto perante uma plateia composta, onde, entre muitos amigos da NOVA ÁGUIA, apareceu o Bernardino Cervantes, vindo da Galiza. Já em Bragança, a primeira pessoa que encontrámos foi a Concha Rousia. Há sempre alguém da Galiza no caminho da NOVA ÁGUIA – porque será?

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

SAMPAIO BRUNO, TEIXEIRA REGO E CAMILO CASTELO BRANCO POR AGOSTINHO DA SILVA

DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

Agostinho da Silva no seu livro Ir à Índia sem Abandonar Portugal, mais especificamente no capítulo intitulado ‘A Cidade do Porto’ (p. 29), tece interessantes considerações que têm como intervenientes Sampaio Bruno (1857-1915), Teixeira Rego (1880-1934) e Camilo Castelo Branco (1825-1890).

Agostinho da Silva diz que Teixeira Rego foi o professor que mais seguiu e admirou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cujas habilitações literárias eram a 3ª classe da Instrução Primária ou o 3º ano do liceu, pois isso, nunca ninguém o averiguou.

Porém, as suas habilitações literárias oficiais nada tinham que ver com as privadas, uma vez que, desde menino, Teixeira Rego, ia muito cedo para a Biblioteca Municipal do Porto ler tudo o que apanhava à mão.

Ainda de acordo com o testemunho de Agostinho da Silva, Sampaio Bruno, que era o director da Biblioteca Municipal, um dia, ao entrar nesta instituição, viu aquele menino a ler. Aproximou-se dele e ficou surpreendido com a matéria que ocupava a sua atenção. Porém, Agostinho da Silva não nos sabe informar, qual a matéria que Teixeira Rego indagava.

A partir deste momento, Sampaio Bruno interessou-se a fundo com a educação daquela criança precocemente inteligente, e de tal modo o guiou que, quando fundaram no Porto, simultaneamente, a Faculdade de Letras e o Instituto Superior de Comércio, houve a dúvida de pôr Teixeira Rego, na primeira instituição a dar aulas de Gramática Comparativa das Línguas Românicas, ou na segunda, a ministrar Matemáticas Gerais.

Agostinho da Silva confessa então, que, para sua sorte, Teixeira Rego foi colocado como professor de Gramática Comparativa das Línguas Românicas na Faculdade de Letras do Porto, facto que levou Agostinho da Silva a ser seu aluno e a conhecer o homem extraordinário que ele era.

O autor de Ir à Índia sem Abandonar Portugal afirma que, no Porto que conheceu, haviam duas tradições. A referida até este momento, a que chama a de Sampaio Bruno, e uma outra que envolve o nome do homem de S. Miguel de Seide.

Na verdade, Agostinho da Silva afirma ter conhecido lojistas estabelecidos “em frente à estação de S. Bento que ainda tinham uma raiva danada do Camilo, porque o Camilo dizia mal deles (…)”.

Para além destas tradições do seu tempo, Agostinho da Silva refere ainda que havia o hábito de conversar em redor da estátua do rei D. Pedro IV (1798-1834), local que afirma ser “uma verdadeira universidade”, em que se encontrava gente muito interessante, não só portuguesa, mas também espanhola, porque o Porto ficava no caminho para Espinho, havendo muitos espanhóis, principalmente de Salamanca, que quando queriam ir à praia, lhes dava mais jeito deslocarem-se a Espinho do que à distante costa espanhola, como eram os casos de Unamuno (1864-1936) e Carracid.

Inicias agora...

Inicias agora
A sexta ronda
O sexto round

Nada te atinge, nunca
Nem tiros de frente
Nem pelas costas

Nada te atinge, nada de afasta
Do teu Rumo, do teu Desígnio
Ronda a ronda, ele cumprir-se-á

Sábado, 2 de Outubro de 2010

Hoje

Da autoridade

Fez bem o Doutor Fernando Nobre em demarcar-se frontalmente da proposta de aumento de impostos do Governo. Este Governo não tem a menor autoridade para agravar ainda mais os nossos impostos. Nem este, nem nenhum daqueles que o antecedeu, nem nenhum daqueles que lhe sucederá. Só quando houver um Governo que acabe primeiro com todos os organismos paralelos criados, sobretudo, para dar emprego aos “boys” e “girls” da partidocracia – em que estes recebem logo, para além de um chorudo salário, uma série de “prendas”: carro, cartão de crédito, telemóvel, etc. –, que são o principal sorvedouro dos dinheiros públicos, é que haverá autoridade política para decretar aumentos de impostos ou cortes nos salários. Até lá…



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Publicada por Renato Epifânio em MILHAFRE: O BLOGUE DO MIL, O FÓRUM DA LUSOFONIA
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/10/da-autoridade.html