EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.

- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).

- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.

Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 24

Capa da NOVA ÁGUIA 24

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24

As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.

Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).

Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!

Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.


A Direcção da NOVA ÁGUIA


Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.

NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE

Editorial…5
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274

Lançamento da NOVA ÁGUIA 24

Lançamento da NOVA ÁGUIA 24
18 de Outubro, no Palácio da Independência (na foto: Abel Lacerda Botelho, Renato Epifânio e António Braz Teixeira). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

18 de Janeiro, na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa....

Capelas Imperfeitas – Dispersos e inéditos, Volume X das Obras Completas de António Telmo, que sairá a lume com a proverbial chancela da Zéfiro, será lançado no próximo dia 18 de Janeiro, na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, em Lisboa. A apresentação da obra será feita por António Carlos Carvalho e a sessão, que se realiza na Sala Araújo Ferreira, terá início às 18:30, contemplando ainda a apresentação do número 22 da revista Nova Águia pelo seu Director, Renato Epifânio.
Prefaciado por Pedro Martins, que o organizou e anotou, e reunindo os epistolários, em boa parte inéditos, que Telmo manteve com os seus mestres Álvaro Ribeiro e José Marinho, bem como trinta cartas que escreveu a António Cândido Franco, numa selecção muito representativa que agora vem a lume, Capelas Imperfeitas inclui ainda, sempre sob o lema Bellum sine Bello, a segunda e derradeira parte da polémica, que ficou sanada, com o biógrafo de Agostinho da Silva a propósito das relações da Filosofia Portuguesa com o Surrealismo e Mário Cesariny, bem como a colaboração do filósofo na página cultural de O SetubalenseArca do Verbo, quase integralmente preenchida pela polémica com um outro membro do seu círculo, o malogrado João Rêgo. Abrindo com Textos de Escrita Vária, em que avultam vinte e cinco Apontamentos e Fragmentos, e fechando com dois textos de intervenção em prol do movimento da Filosofia Portuguesa, publicados no primeiro número dos Cadernos de Filosofia Extravagante, estas Capelas Imperfeitas têm porventura nos Diálogos do Mês de Outubro, de que acaba de sair um excerto no mais recente número da revista Nova Águia, ontem lançado em Lisboa, o seu mais forte motivo de interesse. Tudo leva a crer, desde logo pelas indicações manuscritas no respectivo caderno manuscrito, mas também pelo seu teor, que se destinavam à primitiva versão de Filosofia e Kabbalah, que Telmo, em carta para António Quadros de Junho de 1986, dava já por completa. Como, no prefácio, escreve Pedro Martins:
«Precedidos de uma “Explicação”, encontramos sete diálogos, correspondentes aos sete dias da semana, em referência expressa aos deuses pagãos da mitologia clássica que respectivamente os regem, deste modo se predispondo os temas das conversas. Da Explicação, como da maior parte dos diálogos, encontraremos mais do que uma versão.
Os interlocutores tomam para seus nomes próprios os de mestres do filósofo, ou, talvez melhor dizendo, de «famosos filósofos que, de facto, foram decisivos para a orientação espiritual do autor», sem que com os mesmos possam, todavia, ser identificados em termos de pura coincidência. São eles Eudoro (de Sousa), José (Marinho) e Álvaro (Ribeiro). Mas Eudoro será, muitas vezes, substituído por Leonardo, e José irá, não raro, aparecer nomeado como Marinho.
Cada um destes nomes deve, pois, ser encarado como um símbolo. Como se explicita numa das versões, a primeira, da “Explicação”, Eudoro é «o católico ortodoxo»; Marinho, «o gnóstico, o oriental, o pensador da luz e do abismo»; Álvaro, «o católico ocultista, o cristão novo, o sefardi converso». Estas «três perspectivas (…) coexistem no espírito do autor deste livro», que as pôs «a conversar umas com as outras», procurando «ser o quarto que as conduz como um pastor». Quanto se pode ler na terceira e última versão da “Explicação” permite-nos, de algum modo, referir Leonardo à ortodoxia católica, Álvaro à Kabbalah sefardi e Marinho ao Islão iniciático do sufismo, o que nos conduz a um reencontro com a tese da confluência das três tradições peninsulares na formação da Filosofia Portuguesa, que foi a de Álvaro Ribeiro.
A identificação de Telmo com Álvaro será, de resto, e de longe, a mais flagrante, e não poderia ser de outra forma, pois que os Diálogos ostentem a seguinte dedicatória: «Ao filósofo do meu alvoroço, meu terceiro e verdadeiro mestre, Álvaro Ribeiro.» E é por essa identificação, como «uma dominante que harmonize entre si os vários aspectos do horóscopo mental», que a reintegração conciliatória das partes no todo poderá, enfim, ser lograda. Como diz o filósofo na primeira versão da “Explicação”: «Em mim, o católico ortodoxo de tradição familiar e o ocultista que procura fora do catolicismo aquela verdade esotérica que é pertença de todas as religiões vêm conciliar-se ou harmonizar-se no católico ocultista, que vê no Homem o nome de Deus que devemos santificar». Já de si António Telmo afirmara, logo no fragmento com que abre o presente volume, que «é Tomé, de uma família vagamente judaica». O seu marranismo resolve-se, assim, numa superior síntese conciliatória dos aspectos antagónicos associados, prima facie, aos dois credos.»
Refira-se, por último, a marginália destas Capelas Imperfeitas, em que se publica uma carta de Henri Gouhier para António Telmo encontrada no espólio de Álvaro Ribeiro, juntamente com as cartas que o autor de Arte Poética escreveu ao seu mestre, artigos de Afonso Botelho e Dalila Pereira da Costa sobre Telmo, publicados num dos dois números com que a já referida Arca do Verbo o homenageou em 1991, e uma carta aberta de António Cândido Franco a João Rêgo, no âmbito da polémica, também já referida, que este manteve com António Telmo naquele suplemento.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

20 de Janeiro, às 15h30, na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, em Lisboa...

Lançamento de dois novos livros: História Oculta de Portugal precedida de No meio do caminho da vida e Os meus prefácios, Volume VIII das Obras Completas de António Telmo, que será apresentado por Rui Lopo e Renato Epifânio, e António Telmo, Literatura e Iniciação, de Risoleta C. Pinto Pedro, segundo volume da Colecção Thomé Nathanael – Estudos sobre António Telmo, que será apresentado por António Carlos Carvalho.
Renato Epifânio apresentará ainda o número 20 da revista NOVA ÁGUIA, onde foi publicado um escrito inédito de António Telmo. 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Nos 90 anos de António Telmo...

No dia 2 de Maio do corrente ano, António Telmo completaria 90 anos de idade. Em sua memória, publicaremos no próximo número da NOVA ÁGUIA um texto seu, intitulado Apresentação a Oriente de Estremoz de uma revista literária.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

De António Telmo, para a NOVA ÁGUIA 13

Desde a publicação da História Secreta de Portugal, caí nas redes do prestígio. Desde então tenho recebido cartas e visitas de muitos desconhecidos que seria capaz de esperar me viessem procurar para aprender qualquer coisa de mim. É, porém, divertido, observar que todas essas pessoas se põem a ensinar-me. Leio as suas cartas e, salvou um ou outro caso, não respondo; se vêm ver-me, escuto-os placidamente e, em geral, não voltam a procurar-me.
Ultimamente, recebi de um desses desconhecidos por três vezes uma série enorme de poemas patrióticos, católicos, messianistas, claros de dizer, mas sem a força da metáfora vidente. Nenhuma mensagem em prosa os acompanhava, talvez porque os fez a pensar em mim, que aliás, interpela aqui e além. Todavia, na última desses três cartas, havia uma página em A-4, onde estava escrito só o seguinte: Dedução do número 13 pelo três e pelo quatro e umas contas arbitrárias mostrando o procedimento dedutivo. Apesar de quanto isto me aparece como estranho e digno de atenção, não respondi. Responderei?

(excerto)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Próxima sessão de apresentação da NOVA ÁGUIA 12

07.11.13 - 19h00: Livraria Bertrand Chiado (por Renato Epifânio).

Na mesma sessão, Miguel Real apresentará a recente reedição da "História Secreta de Portugal", de António Telmo, e Ruy Ventura a mais recente obra de Pedro Martins, "Teoria Nova da Saudade" (edições Zéfiro).

sábado, 28 de setembro de 2013

28 DE SETEMBRO, ÀS 15:00, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SESIMBRA: COLÓQUIO «DO AMOR»

 
a verdade do amor
Carlos Aurélio – “A Libertação pelo Teatro em Orlando Vitorino”
Isabel Xavier – “Uma leitura de A Rainha Morta e o Rei Saudade, de António Cândido Franco”
José Paulo Albuquerque – “A Verdade do Amor . O teatro de António Telmo”.

sábado, 29 de junho de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

14 Abril: DA HISTÓRIA SECRETA DE PORTUGAL AO “BRASIL OCULTO”


14 de Abril – Congeminações em Sintra (Casa do Fauno)
DA HISTÓRIA SECRETA DE PORTUGAL AO “BRASIL OCULTO”

15h: Em torno da História Secreta de Portugal e de outras obras de António Telmo
Intervenções de António Carlos Carvalho (História Secreta de Portugal), Luís Paixão (A Aventura Maçónica) e Pedro Martins (Congeminações de um Neopitagórico)
Miguel Real: Apresentação d’O Segredo de Grão Vasco

Intervalo

17h: Em torno do “Brasil oculto”
Intervenções de Manuel Gandra, Lúcia Helena Alves de Sá e Loryel Rocha
Renato Epifânio: Apresentação da NOVA ÁGUIA nº 11 

sábado, 23 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

19 Março: Lançamento NOVA ÁGUIA 11

Na ocasião, serão igualmente apresentadas as obras:
História Secreta de Portugal, de António Telmo
A Saudade dos Heróis, de Rodrigo Sobral Cunha


quinta-feira, 7 de março de 2013

De António Telmo, para a NOVA ÁGUIA 11

Senhor Deus da Luz, seja concedido 
Que num ponto concentre o sol difuso 
Neste meu ser inquieto e dividido 
Onde, se olho, é só treva e caos confuso. 
Toda essa luz esparsa o mago fuso 
Do pensamento a busca, em si perdido, 
E o fio de oiro ao acaso recolhido 
Quebra-se contra o ser opaco e ocluso. 
Concentre-se a luz num ponto! Dá-me a lente 
Com que punha, em criança, a arder a palha 
E fazia um incêndio grande e ardente! 
Dá-me o poder da Fé, puro e sem falha! 
De uma fé que se move e pensa e sente 
E ouve dizer baixinho: "Deus nos valha!"

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

24 de Novembro/ 9 de Dezembro

 

II ciclo de estudos em homenagem a António Telmo
O legado da Renascença Portuguesa: livros e autores
 
24 de Novembro, 15h, Biblioteca Municipal de Sesimbra
Colóquio A Renascença Portuguesa e o futuro de Portugal
Oradores:
João Pedro Secca – António Telmo e as novas gerações
Helder Cortes – A Renascença Portuguesa e o interior de Portugal
Paulo Santos – A Renascença Portuguesa: recolocação dos problemas
Pedro Paquim Ribeiro – A Renascença Portuguesa e o Amor

9 de Dezembro, 15h, Casa do Fauno (Sintra)
- Lançamento de Interiores, quarto volume dos Cadernos de Filosofia Extravagante.
- Conferência de encerramento: “A Renascença Portuguesa – um balanço centenário”, pelo
Professor António Braz Teixeira.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

27 de Outubro, 15:00, em Sesimbra...

II ciclo de estudos em homenagem a António Telmo
O legado da Renascença Portuguesa: livros e autores
Março a Novembro de 2012
Biblioteca Municipal de Sesimbra

Apresentação do décimo número da revista NOVA ÁGUIA: Leonardo Coimbra – Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de “O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)”, por Renato Epifânio

intervalo
Colóquio Leonardo Coimbra no centenário de O Criacionismo

Carlos Aurélio – Criacionismo: Ocidente, Arte e Vida Poética
Joaquim Domingues – A teoria e a prática da educação em Leonardo Coimbra
Elísio Gala – A arte poética n’A Alegria, a Dor e a Graça

terça-feira, 9 de outubro de 2012

De António Carlos Carvalho, sobre a «Arte de Ser Português», de Teixeira de Pascoaes, e a «História Secreta de Portugal», de António Telmo



Ambas as obras [a «Arte de Ser Português», de Teixeira de Pascoaes, e a «História Secreta de Portugal», de António Telmo] foram publicadas em momentos decisivos da nossa História: a primeira em 1915, cinco anos depois de implantada a República, com tudo o que esta tinha significado de tentativa de re-fundação do País; a segunda em 1977, três anos depois de uma suposta revolução que prometia concretizar todas as esperanças e dar nova vida a um país totalmente mergulhado na decadência e à deriva no mar da História. António Telmo salientava então: «Fala-se ainda de Pátria, mas já ninguém sabe o que ela é»

Excerto do prefácio à reedição de «História Secreta de Portugal», de António Telmo

terça-feira, 21 de agosto de 2012

The man who tells: para o António Telmo, nos 2 anos da sua morte


António Telmo
The man who told, who tells
To me, to us

How Portugal was
How Portugal is
How Portugal will be

And how wonderful is
The Portugal
Of António Telmo