EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa", nos 15 anos da CPLP.

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos do falecimento de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, nos 100 anos d’O Criacionismo.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): António Quadros "rosto mais visível da Filosofia Portuguesa" - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da Mensagem 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos d' Orpheu e d'Arte de Ser Português.

- 16º número (2º semestre de 2015): Sampaio Bruno, “fundador da filosofia portuguesa”: nos 100 anos do seu falecimento.

Para o 16º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.


Capa da NOVA ÁGUIA 15

Capa da NOVA ÁGUIA 15

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 15

2015 é um ano rico em centenários e a NOVA ÁGUIA, como sempre tem acontecido desde a sua génese, não deixa esquecer o que verdadeiramente merece ser lembrado, na vasta área da cultura portuguesa e lusófona.
Assim, começamos por evocar o centenário do “Orpheu”, essa revista que, não obstante a sua brevidade, marcou profundamente o panorama cultural da época. Começando com duas estreias na NOVA ÁGUIA – Eduardo Lourenço e Jerónimo Pizarro –, coligimos neste número mais de uma dúzia de abordagens – sobre “Orpheu” e as suas primaciais figuras: desde logo, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.
Neste ano assinala-se igualmente o centenário da “Arte de Ser Português”, essa obra tão emblemática dos desígnios da Revista “A Águia” e do Movimento da “Renascença Portuguesa”. Ainda que de forma menos extensa, evocamos também aqui essa obra maior de Teixeira de Pascoaes.
Fiel à sua condição trans-nacional lusófona, a NOVA ÁGUIA publica neste número as Comunicações proferidas na I Conferência Cabo-Verdiana “Filosofia, Literatura e Educação”, promovida pelo MIL na Universidade de Cabo Verde, a 18 e 19 de Outubro de 2013, em parceria com esta Universidade e com o Instituto Camões. E evocamos ainda, na secção EVO(O)CAÇÕES, a cabo-verdiana Nela Barbosa e o brasileiro Sílvio Romero, pela mão de Ricardo Vélez Rodríguez.
Neste ano assinala-se ainda o centenário do nascimento de Banha de Andrade e Pinharanda Gomes destaca bem o valor da sua obra – “a favor da filosofia portuguesa”, como refere. De resto, por exortação da sua família, a NOVA ÁGUIA assumiu o patrocínio institucional de uma carta aberta, assinada por algumas das mais insignes figuras da nossa cultura, em prol da reedição da obra de Banha de Andrade – que, quer pela sua extensão, quer, sobretudo, pela sua qualidade, bem merece não ser esquecida.
Pinharanda Gomes é, de resto, uma figura igualmente em destaque neste número, não só pela sua sempre valiosa colaboração, como, em particular, pela breve mais incisiva entrevista feita por Luís de Barreiros Tavares – publicada na secção EXTRAVOO, onde se poderá ler igualmente uma muito interessante entrevista a José Eduardo Franco, onde, entre outros assuntos, se fala da recente edição da Obra Completa do Padre António Vieira, decerto, sob todos os pontos de vista, um dos maiores acontecimentos editoriais nos últimos anos no universo lusófono. Para o próximo número, está já na calha uma outra entrevista feita por Luís de Barreiros Tavares a Eduardo Lourenço.
No próximo número, a figura em maior destaque será Sampaio Bruno, igualmente por ocasião do seu centenário (de falecimento). Como sempre, na perspectiva futurante que nos caracteriza, o que procuraremos reflectir será não apenas sobre a importância do pensamento de Sampaio Bruno na sua época, como, sobretudo, sobre a sua importância no século XXI. É esse o repto que desde já lançamos ao universo dos nossos colaboradores, universo esse que, como é manifesto, se vem alargando de número para número, em termos quantitativos e qualitativos. Ao décimo quinto número, a NOVA ÁGUIA é já um clássico.

NOVA ÁGUIA Nº 15: ÍNDICE

Editorial…5
NOS 100 ANOS DO “ORPHEU”
Eduardo Lourenço, “ORFEU” OU A POESIA COMO REALIDADE…8
Jerónimo Pizarro, ORPHEU: NÃO FALTA UM PREFÁCIO-MANIFESTO?...16
Nuno Sotto Mayor Ferrão, O COSMOPOLITISMO MODERNISTA E LUSÓFONO NA REVISTA ORPHEU…18
Renato Epifânio, ENTRE “ORPHEU” E “A ÁGUIA”, ENTRE FERNANDO PESSOA E TEIXEIRA DE PASCOAES…25
Annabela Rita, DE PORTUGAL À MENSAGEM…28
Brunello Natale De Cusatis, O DESASSOSSEGO RELIGIOSO DE FERNANDO PESSOA…34
Jesus Carlos, FERNANDO PESSOA, O AFRICANO…38
Maria João Carvalho, A ARTE POÉTICA DE ÁLVARO DE CAMPOS EM ODE TRIUNFAL…39
José Almeida, NO LABIRINTO DO ESPÍRITO: DALILA PEREIRA DA COSTA E FERNANDO PESSOA…42
Paula Oleiro, O DIÁLOGO DE RUBEN A. COM FERNANDO PESSOA…45
Susana Bravo, O CREPÚSCULO EM FERNANDO PESSOA E
FLORBELA ESPANCA…48
Luís de Barreiros Tavares, PONTE, ACELERAÇÃO E
VELOCIDADE EM MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO…54
Luís Lóia, MANUCURE E O SENSACIONISMO...61
Pedro Jacob Morais, ALMADA NEGREIROS: O MENINO D’OLHOS DE GIGANTE…63
Edward Ayres de Abreu, RUY COELHO E A GERAÇÃO D’ORPHEU…64
Manuel Ferreira Patrício, SOBRE O POEMA DE FERNANDO PESSOA: Ó SINO DA MINHA ALDEIA…72
NOS 100 ANOS DA "ARTE DE SER PORTUGUÊS", DE TEIXEIRA DE PASCOAES
Maria Luísa de Castro Soares, NOS 100 ANOS D' ORPHEU E D' ARTE DE SER PORTUGUÊS: AS ANTINOMIAS DO PROGRESSO…76
José Almeida, ITINERÁRIO E ACTUALIDADE D’ ARTE DE SER PORTUGUÊS…82
Renato Epifânio, A ARTE DE SER LUSÓFONO…86
I CONFERÊNCIA CABO-VERDIANA “FILOSOFIA, LITERATURA E EDUCAÇÃO”
Arminda Brito, A (DES)CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE EM ROSALINDA, A NENHUMA DE MIA COUTO…88
Daniel Medina, DEUS E O AMOR EM EUGÉNIO TAVARES…93
Fátima Fernandes, A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO NA LITERATURA CABO-VERDIANA CONTEMPORÂNEA…96
Manuel Veiga, CHUVA BRABA NO IDEÁRIO PROGRAMÁTICO DA REVISTA CLARIDADE…106
Márcia Couto, LÍNGUAS EM PORTUGUÊS: OUVINDO A LUSOFONIA PLURAL…111
Ondina Ferreira, REFLEXOS DE VALORES HUMANISTAS/CRISTÃOS NA CRIAÇÃO POÉTICA CABO-VERDIANA…114
Octávio Cândida Francisca, JOÃO RODRIGUES, O ÚLTIMO CLARÃO DA CLARIDADE…117
EVO(O)CAÇÕES
AIRES TORRES, por António José Queiroz…128
BANHA DE ANDRADE, por J. Pinharanda Gomes…130
CAMILO CASTELO BRANCO, por António Braz Teixeira…142
MANUEL DE OLIVEIRA LIMA, por André Heráclio do Rêgo…146
NELA BARBOSA, por Elter Manuel Carlos…151
PADRE FREI ESTEVÃO DA PURIFICAÇÃO, por José Luís Neto…160
SÍLVIO ROMERO E TEÓFILO BRAGA, por Ricardo Vélez Rodríguez…169
TOMÉ NATANAEL, por Carlos Aurélio…175
WINSTON CHURCHILL, por José Lança-Coelho…180
OUTROS VOOS
Adriano Moreira, DA SEGURANÇA DO ATLÂNTICO E DA MARITIMIDADE DA CPLP…184
Artur Manso, A RENASCENÇA PORTUGUESA E A RENOVAÇÃO DEMOCRÁTICA…192
João Pereira de Matos, DAMNATIO…197
Maria Leonor L.O. Xavier, UM ANTÍDOTO ANTIFUNDAMENTALISTA NA EXEGESE SIMBÓLICA MEDIEVAL…199
Paulo Ferreira da Cunha, CIDADANIA PRIVADA E CIDADANIA PÚBLICA…201
Pedro Vistas, DA DIDÁCTICA À PEDAGOGIA – PARA UMA RESTAURAÇÃO DA FILOSOFIA…213
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…228
REGISTOS, de Eduardo Aroso…231
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…232
CARTAS SEM RESPOSTA, de João Bigotte Chorão…234
BIBLIÁGUIO
LA VITA PLURALE DI FERNANDO PESSOA, por José Almeida…238
PESSOA EXISTE?, por Miguel Real…239
NOVA TEORIA DO SEBASTIANISMO, por Joaquim Domingues…242
EMIGRANTES, EXILADOS E PERSEGUIDOS. A COMUNIDADE PORTUGUESA NA GALIZA (1890-1940), por Maria Dovigo…246
O PUTO – AUTÓPSIA DOS VENTOS DA LIBERDADE, por António Cândido Franco…249
ESCOLA DE BRAGA. A CORRESPONDÊNCIA COM DELFIM SANTOS, por Manuel Maria de Magalhães…251
EXTRAVOO
ENTREVISTA A PINHARANDA GOMES, por Luís de Barreiros Tavares…258
ENTREVISTA A JOSÉ EDUARDO FRANCO, por Norberto Dallabrida…262
POEMÁGUIO
Renato Epifânio, MANOEL DE OLIVEIRA / HERBERTO HELDER…6-7
José Valle de Figueiredo, GOULART NOGUEIRA…7
Manoel Tavares Rodrigues-Leal, AMADEO DE SOUZA-CARDOSO…38
António José Borges, SECOND SIGHT / FAZER (E) O LUGAR…75
Delmar Maia Gonçalves, POETA…127
Filomena Xavier, O JARDIM DA ESTRELA…127
Gabriela Correia, PORQUE SOMOS ESTRANGEIROS…127
Joaquim Morgado, HINOS…182-183
Samuel Dimas, SEI DE TI / CHOREI SOLETRADAMENTE A PARTIDA / SEI DE POEMAS…198
Jaime Otelo, O PROSÉLITO…226
Maria Dovigo, A VIDA SUAVE…227
Maria Luísa Francisco, UMA ARTE DE SER…227
Jesus Carlos, NIGREDO…236
Kiba-Mwenyu, MUSAMBU WA KAYADI SEGUNDA ORAÇÃO...270
MAPIÁGUIO…271
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…271
ASSINATURAS…274

Apresentação da NOVA ÁGUIA 15: 17 Abril, no Palácio da Independência, em Lisboa

Apresentação da NOVA ÁGUIA 15: 17 Abril, no Palácio da Independência, em Lisboa
Na mesa: Constança Marcondes César, António Braz Teixeira e Renato Epifânio

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas, Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela, São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas

À venda nas melhores livrarias do país.


O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
Existe e actuam entre nós, neste momento, três instrumentos estratégicos que de formas diferentes mas convergentes trabalham em prol da realização espiritual futuro do mundo lusófono: o MIL – Movimento Internacional Lusófono, a NOVA ÁGUIA – Revista de Cultura para o Século XXI e a CPLP – Comunidades dos Países de Língua Portuguesa. Consideramos ser Portugal, neste momento, um projecto de esperança lusófona, tendo alojado na raiz a ideia de Fernando Pessoa de que Minha Pátria é a Língua Portuguesa. O espaço lusófono é aquele que pretendemos a sinta, pense e queira nesta Língua [“Nótulas sobre a recepção de Ortega y Gasset em Portugal e no espaço luso-brasileiro”, in Margarida Amoedo (coord.) A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset, Universidade de Évora Edições, 2014, pp. 7-16].

sexta-feira, 3 de julho de 2015

"Há uma solução geopolítica para Portugal, sem vergonhas e sem preconceitos"

"O Diabo", 13.11.12

Edição revista e actualizada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org
 

Plataforma de Associações Lusófonas



No rescaldo dos três Congressos da Cidadania Lusófona, que decorreram em 2013, 2014 e 2015, na Sociedade de Geografia de Lisboa, foi lançada a PALUS: Plataforma de Associações Lusófonas, visando agregar as Associações da Sociedade Civil (independentes nos planos governativo, partidário e religioso) de todo o Espaço da Lusofonia. Como já foi mil vezes reiterado, todos teremos a ganhar com a afirmação da Sociedade Civil. A nosso ver, essa afirmação será tanto mais forte quanto mais se realizar em rede, à escala de todo o Espaço da Lusofonia. Assim se afirmará, em última instância, a Sociedade Civil Lusófona, grande desígnio estratégico do Século XXI.   
Para mais informações:

Para além de Sampaio Bruno, na NOVA ÁGUIA 16


ALMADA NEGREIROS, por Manuel Ferreira Patrício

CAMÕES, por Albel Lacerda Botelho

EUDORO DE SOUSA, por Carlos H.C. Silva


FRANÇOIS GUIZOT, por Ricardo Vélez Rodríguez


JOSÉ ENES, por Manuel Cândido Pimentel


JOSÉ DA SILVA MAIA FERREIRA, por William Rougle

RAUL LEAL, por Joaquim Domingues
RUI KNOPFLI, por António Braz Teixeira

Em parceria com a NOVA ÁGUIA e o MIL:

Festival Literário de Fátima
1ª Edição | 18 a 22 Novembro de 2015

quinta-feira, 2 de julho de 2015

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA: JÁ COM MAIS DE 40 TÍTULOS


Para ver:

BIOBIBLIOGRAFIA DE SAMPAIO (BRUNO), PARA A NOVA ÁGUIA 16...

por JOSÉ LANÇA-COELHO

1857 – A 30 de Novembro, pelas 17h, na cidade do Porto, na rua de Santa Catarina, nº 429, nasceu José Pereira de Sampaio (Bruno), filho de José Pais de Sampaio e Ana Albina Pereira Barroso.

1860 – Sampaio (Bruno) muda-se para a rua do Bonjardim, nº 410, também no Porto.

1867 – Na biblioteca do pai, Sampaio (Bruno) lê tudo o que apanha à mão. Na sua obra Carta Íntima destaca três livros que preencheram a sua adolescência, Mário, de Silva Gaio, a versão portuense de Santos Silva de Os Miseráveis de Victor Hugo e, Mistérios do Povo de Eugène Sue.

1872 – A 8 de Abril, com apenas catorze anos, publica o seu primeiro artigo no Diário da Tarde, influenciado pelos artigos de Guilherme Braga, e assina-o com o pseudónimo de Sampaio (Bruno), condoído com o suplício infligido pela Inquisição a Giordano Bruno. «Anchi io son pittore» (Também eu sou pintor), exclamou Corrégio ao ver a primeira vez um quadro de Rafael, o que levou Sampaio a pensar, «Também eu hei-de redigir artigos».  

Ainda neste ano, de colaboração com Júlio A. Barbosa e Silva, Henrique Barbosa e A. Cardoso, funda o jornal académico O Laço Branco, de que se publicaram três números. Também publicou o romance Os Três Frades.

1873 – De colaboração com Gervásio Ferreira de Araújo e António Pereira de Sampaio (Aubin), fundou outro jornal, O Vampiro, também de curta existência, seis números.

                Ainda neste ano, surgiu a revista Harpa, dirigida por Joaquim de Araújo. Desta revista saíram vinte números e nela participaram, além de Sampaio (Bruno), Magalhães Lima, Bettencourt Rodrigues, Cesário Verde, etc.

 1874 – Tinha Sampaio (Bruno) dezasseis anos e frequentava o 5º ano do Liceu, quando começou a escrever a Tribuna, revista onde participaram Latino Coelho, Pinheiro Chagas e outros. Fundou um cenáculo literário onde se discutiam problemas de toda a índole. Dessa tertúlia faziam parte Manuel Teixeira-Gomes, Basílio Teles e Gomes Leal.

                Neste ano Sampaio (Bruno) publicou Análise da Crença Cristã,  Porto.

1875 – Adoeceu gravemente, não pôde matricular-se na Escola Politécnica do Porto.

1876/77 – Realizou os exames de física, química, e história natural com aprovação. Desde então trocou a carreira das ciências pelas letras.

1879 – Surgiu a Gazeta do Realismo de que só saiu um número e foi apreendida pela polícia devido ao seu sucesso. Sampaio (Bruno) participou nela com o pseudónimo de Alphonse Daudet, escrevendo o artigo de fundo, Enquanto o pano não sobe.

 1881 – Fundou os semanários O Democrático e O Norte Republicano, e deu colaboração ao jornal Folha Nova, dirigido por Emídio de Oliveira (Spada).

                Prefacia o livro de Alexandre Braga, Discurso Anti-Jesuítico, Porto.

1883 – Organizou o diário A Discussão.

1884 – Prefacia o livro de Joaquim de Araújo, Lira Íntima, Braga.

1886 – Publicou A Geração Nova, Porto.

            Prefacia o livro de Pacheco de Amorim, Aerólitos, Braga.

1889 – Prefacia o livro de Simão José da Luz Soriano, História do Cerco do Porto, Porto.

1890 – Surgiu o jornal A República Portuguesa, onde também participaram João Chagas, Júlio de Matos, Guerra Junqueiro, entre outros.

1891 – Bruno foi para o exílio, de onde só regressou após a amnistia, sendo acolhido por Guerra Junqueiro.

Publicou Manifesto dos Emigrados da Revolução Republicana Portuguesa de 31 de Janeiro de 1891, Paris.

1893 – Regressou a Portugal, depois de viver na Galiza e em Paris.

                Publicou Notas do Exílio, Porto.

1895 – Prefaciou o livro de Guilherme Braga, O Bispo, Porto.

1896 – Prefaciou o livro de Moreira Lopes, Lágrimas de Amor, Porto.

1897/1908 – Escreveu no diário A Voz Pública.

1898 – Publicou O Brasil Mental, Porto.

1901 – Prefaciou o livro de D. João de Castro, Paráfrase e Concordância, Porto.

1902 – Sampaio (Bruno) é vítima de uma agressão praticada por Afonso Costa.

                Publicou A Ideia de Deus, Porto; e, prefaciou os livros de H. Schaefer, História de Portugal, Porto; e de António Nobre, Despedidas, Porto.

1903 – Publicou um folheto escrito em francês intitulado Theorie Exacte et notation finale de la musique, Porto, no qual demonstrou a solução do problema sobre as divisões musicais. A essas divisões, rigorosamente exactas, chamou-lhes Escala Tessaradecatónica. Resolveu mandar construir um pequeno harmónio para demonstrar a sua solução.

                Prefaciou o livro de Maximiano Rica, Líricas, Porto.

1904 – Publicou O Encoberto, Porto.

1905 – Prefaciou a tradução portuguesa da obra de Vítor Hugo, Os Génios, Porto.

1906 – Publicou Os Modernos Publicistas Portugueses, Porto; e, Portugal e a Guerra das Nações, Porto.

1907 – Publicou A Questão Religiosa, Porto.

                Prefaciou o livro de Augusto Luso, Últimos Versos, Porto; e o de Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos, Porto.

1908 – É nomeado 2º oficial conservador da Biblioteca Municipal do Porto.

                Publicou Portugueses Ilustres, 3 vols., Porto.

1909 – Surgiu o jornal A Pátria, cujo director era Duarte Leite, onde Bruno escreveu três artigos por semana até 1910. Por morte de Rocha Peixoto, é nomeado primeiro bibliotecário da Real Biblioteca Municipal do Porto.

                Publicou A Ditadura, Porto; e prefaciou a obra de Joaquim Costa, A Alma Portuguesa, Porto.

1910 - Prefacia os livros de Afonso Vasques Calvo, O Livro da Corte Imperial, e do Infante D. Pedro, O Livro Virtuosa Benfeitoria, manuscritos dados à estampa pela Biblioteca Pública Municipal do Porto.

1911 – No Porto, publicou no jornal Diário da Tarde, uma declaração ao povo e ao Governo expondo razões porque resolvia suspender esta publicação. Enviou também a vários jornais a seguinte declaração: «Rogo-lhes o obséquio de darem publicidade no seu jornal a esta declaração que entendo dever fazer, e é de que, desta data em diante, me retiro, completa e absolutamente enojado, da vida política portuguesa.»

                Prefacia o livro de Tomé Pinheiro da Veiga, O Livro  Fastigímia, manuscrito dado à estampa pela Biblioteca Pública Municipal do Porto.

1912 – Publicou O Porto Culto, Porto; e, prefacia a obra de Manuel Pereira de Novais, Anacrisis Historial, manuscrito dado à estampa pela Biblioteca Pública Municipal do Porto.

1912/13 – Durante este biénio trabalhou na preparação do livro Teoria Nova da Antiguidade.

1914/15 – Colaborou na revista A Águia e no jornal O Primeiro de Janeiro com artigos sobre Filosofia e História.

                Publicou Do Livro da Arte de Furtar e de seu Verdadeiro Autor, Porto; e prefacia o livro de Artur Botelho, Alma Lusitana, Porto.

                Antes de falecer, prefaciou ainda o livro de Borges Carneiro, Esboços Pálidos, Porto; e o de António Joaquim, Rapsódia Camiliana, Porto.

1915 – 11 de Novembro, faleceu vítima de hidrocele que nos últimos anos o impossibilitara de caminhar.

1931 – A 30 de Novembro deste ano, realizou-se a primeira homenagem póstuma a Sampaio (Bruno) no Salão Nobre da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, tendo discursado Leonardo  Coimbra e Teixeira Rego.

Nos 20 anos da sua morte: Torga na NOVA ÁGUIA 16


“Aqui, diante de mim”

Tempos de aprendizagem na vida

e na obra de Miguel Torga

Carlos Carranca

CONGRESSO INTERNACIONAL FIDELINO DE FIGUEIREDO: FILOSOFIA E LITERATURA (2015-2016)

Para ver:

Com prefácio de Adriano Moreira: A Via Lusófona II...



Richard Zenith na NOVA ÁGUIA 16...


4 Julho | Concerto de encerramento das Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa


Repertório da bibliografia filosófica portuguesa

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Na NOVA ÁGUIA 16 | Entrevista a Eduardo Lourenço, por Luís de Barreiro Tavares


L.B.T. : O Pascoaes diz qualquer coisa crítica relativamente à questão poética no Pessoa... 

E.L. : Uma das primeiras coisas que me aconteceram foi ficar muito indignado com uma frase numa entrevista ao Pascoaes, onde a dada altura lhe perguntaram: "o que é que pensa do poeta Fernando Pessoa?" E ele respondeu: "mas ele não é poeta." Não é poeta? Eu fiquei muito indignadíssimo. Mas sei o que ele queria dizer com aquilo.

L.B.T. : O professor estava lá?

E.L. : Não, li num texto. Acho que foi n’O Primeiro de Janeiro[1]. Não sei se já o tinha conhecido naquela altura. Porque uma das coisas mais bonitas que aconteceram em Coimbra quando lá estive foi uma homenagem que nós fizemos ao Teixeira de Pascoaes. E eu pensava que ele já tinha morrido há muito tempo, se não, não mandavam livros, não é [risos]. Então, nós estudantes, fizemos uma festa muito bonita. Então ele apareceu e eu pensava que já tinha morrido há muito tempo [de novo risos]. Eu tinha lido uns versos dele quando tinha, para aí, catorze anos, nuns papéis arrancados numa revista qualquer. Era um poema de um livro famoso chamado As Sombras... "Ah se não fosse a névoa (...) // Eu não era o que sou" [do poema "Canção duma sombra" do livro As Sombras de 1907].

Há muitas coisas que são de dois poetas imensos, ele e o Pessoa. Mas dois poetas completamente diferentes. A poética do Pascoaes é uma poética romântica e mesmo hiper-romântica. A inspiração não é ele, não é? E o Fernando Pessoa trocou isso por miúdos. Faz uma análise sobre essa própria inspiração. E ele [Pascoaes] não, ele considera que tudo o que não sai da inspiração no sentido clássico do termo - propriamente do termo - não é propriamente poesia, é outra coisa. Logo que a inteligência começa a controlar isso, a coisa que é dada pelos deuses, pela musa, etc., já não é realmente a poesia. E é isso que ele queria dizer. Mas eu naquela altura não li isso assim [relativamente ao seu comentário sobre Pessoa]: Mas afinal o que é que o homem quer dizer? Fiquei-lhe com uma raiva [risos]. Só mais tarde é que eu recuperei para mim o Pascoaes, que considero um dos maiores poetas portugueses de sempre.

(excerto)


[1] “O que nós vemos das cousas são as cousas”, verso do poema XXIV de O Guardador de Rebanhos (Alberto Caeiro). Este verso citado por Pascoaes na sua última entrevista teve o seguinte comentário: “veja o poema (o poema?!) que começa ‘O que nós vemos das coisas são as coisas’… isto não é poesia nem filosofia, nem nada.” (n’ O Primeiro de Janeiro, 25 de Maio de 1950, republicada in Teixeira de Pascoaes, Ensaios de Exegese Literária e vária escrita: opúsculos e dispersos, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, pp. 249-253). Contextualizando e analisando várias perspectivas, favoráveis e desfavoráveis, de Pascoaes sobre Pessoa, leia-se, por exemplo, o artigo de Renato Epifânio intitulado «Entre “Orpheu” e a “Águia”, entre Fernando Pessoa e Teixeira de Pascoaes» (Nova Águia 15). Também: Luís Tavares, “Escrever, descrever e sensações em Álvaro de Campos”, in Revista Nova Águia, nº14, 2º semestre, Zéfiro, 2014, pp. 152-159.

Outubro 2015: Colóquio José Enes



26 Setembro: próxima sessão do Ciclo Sampaio Bruno, no Ateneu Comercial do Porto


Um inédito de José Enes para a NOVA ÁGUIA 16...

Tematizar as literaturas insulares numa perspectiva de teorização surge logicamente na dialéctica do discurso cuja peripécia se vem desenrolando desde que Rebelo de Bettencourt publicou, no Diário dos Açores em 1923, a entrevista com Vitorino Nemésio, com o título questionante “Porque não temos literatura açoriana?" Precisamente 60 anos mais tarde, Onésimo Teotónio de Almeida publicava, como texto inaugural de uma colectânea de outros anteriores, um livro intitulado A questão da literatura Açoriana...
(excerto)

21 Autores para a Filosofia Portuguesa do Século XXI



“21 Autores para a Filosofia Portuguesa do Século XXI”, in Letras ComVida: Literatura, Cultura e Arte, nº 4, 2º Semestre de 2011, pp. 18-66. 

Vídeos sobre a Lusofonia

terça-feira, 30 de junho de 2015

Vídeos: Lançamento da NOVA ÁGUIA 15 | Colóquio "A obra e o pensamento de Ariano Suassuna" | 17 de Abril, no Salão Nobre do Palácio da Independência, em Lisboa




Página Youtube MIL:

Balanço, Fotos e Vídeos do III Congresso da Cidadania Lusófona

Para ver:

Novo Título da Colecção NOVA ÁGUIA



ÍNDICE


António Braz Teixeira | A GÉNESE DA MITOSOFIA EM EUDORO DE SOUSA

António Cândido Franco | O VOCABULÁRIO DE EUDORO DE SOUSA

Bruno Borges | EUDORO DE SOUSA, IMAGENS DE UM LEITOR

Carlos H.C. Silva | A GEOMETRIA DO PENSAR SIMBÓLICO EM EUDORO DE SOUSA E DIFERENTES SINUOSIDADES MÍTICAS

Constança Marcondes César | FILOSOFIA E POIÉSIS: EUDORO DE SOUSA E VICENTE FERREIRA DA SILVA

Dirk Hennrich | MITOLOGIA E DIALÉCTICA DO ESCLARECIMENTO. EUDORO DE SOUZA E THEODOR W. ADORNO

João Ferreira | MESTRE EUDORO

Joaquim Domingues | O TEMPO EM EUDORO DE SOUSA

Luís Lóia | DO DIA-BÓLICO E DA COMPLEMETARIDADE EM EUDORO DE SOUSA

Manuel Ferreira Patrício | A PRESENÇA DE LEONARDO COIMBRA NO HORIZONTE FILOSÓFICO DE EUDORO DE SOUSA

Miguel Real | O ESTATUTO DA CRÍTICA LITERÁRIA EM EUDORO DE SOUSA

Renato Epifânio | “AFINIDADES FUNDAS” ENTRE EUDORO DE SOUSA E JOSÉ MARINHO

Samuel Dimas | A DISTINÇÃO ENTRE ENIGMA E MISTÉRIO EM EUDORO DE SOUSA


29 Setembro | Seminário Internacional “Pensamento, Língua & Literatura: efeitos de encontro”


MILhafre: o grande fórum da Lusofonia



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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Tema do 16º número (2º semestre de 2015)


 Sampaio Bruno, “fundador da filosofia portuguesa”: nos 100 anos do seu falecimento.

Para o 16º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.