EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Para o 19º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.





Capa da NOVA ÁGUIA 17

Capa da NOVA ÁGUIA 17

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 17


No décimo sétimo número da NOVA ÁGUIA, começamos por dar destaque ao III Congresso da Cidadania Lusófona, promovido pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono no primeiro semestre de 2015, na Sociedade de Geografia de Lisboa, onde, em torno do tema “A importância das Diásporas para a Lusofonia”, intervieram representantes das mais diversas Associações da Sociedade Civil de todo o espaço lusófono. No essencial, são essas intervenções que aqui coligimos – começando por Adriano Moreira e Abel de Lacerda Botelho e terminando com Ximenes Belo, para além dos textos conclusivos de António Gentil Martins, José Eduardo Garcia Leandro e Renato Epifânio.
De seguida, evocamos mais de uma dezena de insignes figuras da cultura lusófona, começando em Eugénio Tavares, de Cabo-Verde, e terminando em Sampaio Bruno, autor em destaque no número anterior da NOVA ÁGUIA, por ocasião do centenário do seu falecimento. Dessa série, destacamos o importantíssimo texto de J. Pinharanda Gomes, que desfaz alguns equívocos relativos aos últimos dias da vida de Leonardo Coimbra, que, desde o dia do seu falecimento (2 de Janeiro de 1936, após um trágico acidente de viação), sempre foram motivo de acesa controvérsia.
Em “outros Voos”, abordamos temas diversos, deste a ética neo-tomista na filosofia luso-brasileira contemporânea, pela mão de António Braz Teixeira, até à questão da justiça e da caridade como fundamentos de uma política de acolhimento para os refugiados de guerra, na visão de Samuel Dimas. Depois, em “Bibliáguio”, destacamos uma série de obras saídas recentemente – nomeadamente, “As Teses da Filosofia Portuguesa”, de Orlando Vitorino, “Itinerâncias de Escrita”, de Joaquim Cerqueira Gonçalves, e “O Fruto da Gramática”, de Nuno Júdice (as duas últimas premiadas do 1º Festival Literário de Fátima “Tabula Rasa”, co-organizado pela NOVA ÁGUIA e pelo MIL no segundo semestre de 2015, em parceria com as instituições locais).
De resto, em “Memoriáguio”, publicamos um Álbum Fotográfico, de Pedro Teixeira Neves, desse memorável evento, que se estendeu por cinco dias, entre 18 e 22 de Novembro. Com não menor destaque, referimos, por fim, neste número, a publicação de inéditos de José Enes, Teixeira de Pascoaes e Agostinho da Silva.


NOVA ÁGUIA Nº 17: ÍNDICE

NOVA ÁGUIA Nº 17: ÍNDICE
Editorial…5
A IMPORTÂNCIA DAS DIÁSPORAS PARA A LUSOFONIA
DIÁSPORA: O QUE É – COMO NASCE – O QUE REPRESENTA Abel de Lacerda Botelho…8
A LUSOFONIA E AS DIÁSPORAS Adriano Moreira …9
ASPECTOS POSITIVOS NAS DIÁSPORAS DA LUSOFONIA Delmar Domingos de Carvalho…12
A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO Maria Luísa de Castro Soares…13
A DIÁSPORA SEFARDITA, O MARRANISMO E A IDENTIDADE CULTURAL PORTUGUESA Miguel Real…21
A DIÁSPORA PORTUGUESA DO SÉCULO XIX NO BRASIL E A CONSOLIDAÇÃO DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA NACIONAL DA TERRA BRASÍLICA José Mário Botelho…25
A IMPORTÂNCIA DAS DIÁSPORAS BRASILEIRAS PARA A LUSOFONIA Renata Baracat…32
DIÁSPORA ANGOLANA EM PORTUGAL Zeferino Boal…35
A IMPORTÂNCIA DA DIÁSPORA PARA A GALIZA Maria Dovigo…36
GOANIDADE E LUSOFONIA: DOIS LADOS DA MESMA MOEDA Maria Virgínia Brás Gomes…38
INSTITUIÇÕES MACAENSES DE MATRIZ PORTUGUESA Alexandra Sofia Rangel…41
MALACA: UMA DIÁSPORA QUE PERSISTE EM MANTER A SUA IDENTIDADE Luísa Timóteo…44
OS MOÇAMBICANOS EM MOÇAMBIQUE E NA DIÁSPORA Delmar Maia Gonçalves…45
A IMPORTÂNCIA DA DIÁSPORA PARA TIMOR-LESTE Ivónia Nahak Borges…47
CARTA DE D. XIMENES BELO & BALANÇO DO III CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA, por António Gentil Martins, José Eduardo Garcia Leandro e Renato Epifânio…49
EVO(O)CAÇÕES
EUGÉNIO TAVARES Elter Manuel Carlos…56
FERNANDO ECHEVARRÍA Luís de Barreiros Tavares…62GUIDO GOZZANO Matteo Rei…69
JACOB DE CASTRO SARMENTO Rodrigo Sobral Cunha…74
LEONARDO COIMBRA J. Pinharanda Gomes…85
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO Fernando de Moraes Gebra…95
PASCOAES Luísa Borges…110
RAMALHO ORTIGÃO Nuno Sotto Mayor Ferrão…115
RAUL BRANDÃO António José Queiroz…120
RAUL LEAL Pedro Vistas…126
RUBEN A. Paula Oleiro…137
RUY CINATTI José Lança-Coelho…143
SAMPAIO BRUNO Carlos Aurélio…145
RUBRICAS
ENTRECAMPOS J. Pinharanda Gomes…156
CARTAS SEM RESPOSTA João Bigotte Chorão…160
OUTROS VOOS
A ÉTICA NEO-TOMISTA NA FILOSOFIA LUSO-BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA António Braz Teixeira…164
UM ELOGIO DA FILOSOFIA Fátima Murta…170
MELANCOLIA João Pereira de Matos…174
PARA UMA COMUNIDADE LUSÓFONA: MOTRICIDADES PEDAGÓGICAS E SENSIBILIDADE HISTÓRICA Joaquim Pinto…176
HISTÓRIA, SENTIDO E ESCATOLOGIA EM HEIDEGGER Mafalda Blanc…184
O AMOR E A MORTE. UM CONTO ACONTECIDO Manuel Ferreira Patrício…207
A FILOSOFIA E A SUA PLURALIDADE (I): AS DISCIPLINAS FILOSÓFICAS Maria Leonor L.O. Xavier…208
O PROTAGONISMO DA «ARCÁDIA» GERMANA NO PENSAMENTO PORTUGUÊS Remy Tasso Mendes Souza…213
ENTRE SER E SENTIDO Renato Epifânio…217
A JUSTIÇA E A CARIDADE COMO FUNDAMENTOS DE UMA POLÍTICA DE ACOLHIMENTO PARA OS REFUGIADOS DE GUERRA Samuel Dimas…221
BIBLIÁGUIO
AS TESES DA FILOSOFIA PORTUGUESA Joaquim Domingues…226
ITINERÂNCIAS DE ESCRITA III António Braz Teixeira…227
A ÚLTIMA ESTAÇÃO DO IMPÉRIO José Almeida…228
O FRUTO DA GRAMÁTICA António José Borges…229
UMA CLARIDADE QUE CEGA Victor Oliveira Mateus…230
LIVRO DE VIAGENS Adelto Gonçalves…231
SEM PRAZO DE VALIDADE Ramiro Teixeira…233
OBRAS PUBLICADAS EM 2015 Renato Epifânio…235
EXTRAVOO
Inéditos de Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e José Enes…238
MEMORIÁGUIO
ÁLBUM FOTOGRÁFICO DO 1º FESTIVAL LITERÁRIO DE FÁTIMA…252
POEMÁGUIO
SETE BREVES ÊXODOS MAIS UM; TAMBÉM A CESARINY António José Borges…155
IDENTIDADE; DIÁSPORA; INVERNO Samuel Dimas…162-163
AS FLORES RODAM; PERFIL DE SOPHIA Manoel Tavares Rodrigues-Leal…224-225
AQUILO QUE OFEREÇO-TE… Jaime Otelo…236
SANGUE, PARA PARSIFAL Jesus Carlos…237
ÍTACA FICA LONGE ; O VÁCUO QUE É NÃO TE TER POR PERTO Joaquim Carvalho…250
ATLÂNTICO Emanuel Medeiros Vieira…251
MAPIÁGUIO…271
ASSINATURAS…271
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…272

Apresentação da NOVA ÁGUIA 17

Apresentação da NOVA ÁGUIA 17
22 de Março: Sociedade de Geografia de Lisboa (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza (Brasil), João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas


O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
Existe e actuam entre nós, neste momento, três instrumentos estratégicos que de formas diferentes mas convergentes trabalham em prol da realização espiritual futuro do mundo lusófono: o MIL – Movimento Internacional Lusófono, a NOVA ÁGUIA – Revista de Cultura para o Século XXI e a CPLP – Comunidades dos Países de Língua Portuguesa. Consideramos ser Portugal, neste momento, um projecto de esperança lusófona, tendo alojado na raiz a ideia de Fernando Pessoa de que Minha Pátria é a Língua Portuguesa. O espaço lusófono é aquele que pretendemos a sinta, pense e queira nesta Língua [“Nótulas sobre a recepção de Ortega y Gasset em Portugal e no espaço luso-brasileiro”, in Margarida Amoedo (coord.) A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset, Universidade de Évora Edições, 2014, pp. 7-16].

domingo, 31 de julho de 2016

MIL Cursos...

Para mais informações:

Até 17 de Setembro: Ciclo Guerra Junqueiro

Para mais informações:

Plataforma de Associações Lusófonas


No rescaldo dos quatro Congressos da Cidadania Lusófona, que decorreram em 2013, 2014, 2015 e 2016, foi lançada a PALUS: Plataforma de Associações Lusófonas, visando agregar as Associações da Sociedade Civil (independentes nos planos governativo, partidário e religioso) de todo o Espaço da Lusofonia. Como já foi mil vezes reiterado, todos teremos a ganhar com a afirmação da Sociedade Civil. A nosso ver, essa afirmação será tanto mais forte quanto mais se realizar em rede, à escala de todo o Espaço da Lusofonia. Assim se afirmará, em última instância, a Sociedade Civil Lusófona, grande desígnio estratégico do Século XXI. 
Para mais informações:



2016: Cervantes e Shakespeare, 400 anos depois...


Para mais informações:

Com prefácio de Adriano Moreira: A Via Lusófona II...


Fotos do IV Congresso da Cidadania Lusófona (22-23 de Março), com lançamento da NOVA ÁGUIA 17…


Sessão de Abertura: Renato Epifânio, Ana Paula Rodrigues, Luís Aires Barros e Maria Perpétua Rocha
Mesa I: Lauro Moreira, Adriano Moreira, Jorge Rangel, Domingos Simões Pereira e Ângelo Cristóvão.
 Com Duarte de Bragança e Mendo Castro Henriques
Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a Duarte de Bragança
Lançamento da NOVA ÁGUIA 17: com Pinharanda Gomes e Rodrigo Sobral Cunha
Painel II: Luísa Timóteo, José Esteves Pereira e Virgínia Brás Gomes
Painel III: Jorge Rangel, Alexandre da Fonseca e Maria Dovigo
Painel IV: Zeferino Boal, Carlos Mariano Manuel, Abel de Lacerda Botelho, Rejane Lima e Mário de Carvalho
Painel V: Djarga Seidi, Braima Cassamá, Joaquim Rocha Afonso, Delmar Maia Gonçalves e Manuel Pechirra
Painel VI: Danilo Salvaterra, Ivónia Nahak Borges, Garcia Leandro e Maria de Deus Manso
Sessão de Encerramento: com Guilherme de Oliveira Martins e Luísa Janeirinho

Ver Vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=4lZcCWGMiFs

17-20 Outubro: XI Colóquio Tobias Barreto...

 

Ver Programa:

Vídeos sobre a Lusofonia

sábado, 30 de julho de 2016

"Há uma solução geopolítica para Portugal, sem vergonhas e sem preconceitos"

"O Diabo", 13.11.12


Edição revista e aumentada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org
 

Para ler on-line...

Para ler:

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA: JÁ COM MAIS DE 50 TÍTULOS


Para ver:

"A literatura russa vista por autores portugueses"

 
Testemunhos de: Agostinho da Silva, Agustina Bessa-Luís, Augusto Abelaira, Eduardo Lourenço, João Gaspar Simões, José-Augusto França, José Gomes Ferreira, José Augusto Seabra, José Blanc de Portugal, Mário Cesariny de Vasconcelos, Natália Nunes, Nuno Bragança, Sophia de Mello Breyner, Urbano Tavares Rodrigues e Vergílio Ferreira.

Outras obras promovidas pelo MIL:

De Delfim Santos, para a NOVA ÁGUIA 18...


Esta reflexão autobiográfica de Delfim Santos, com incidência nos fatos mais marcantes da vida académica do autor, está inédita na sua quase totalidade, excetuando um trecho final incorporado na última edição das Obras completas.

Foi composta em dois capítulos, por ocasião de três marcos institucionais: o doutoramento, com um aditamento aposto na entrada como docente na Faculdade de Letras de Lisboa, e o concurso para professor catedrático.

Do primeiro capítulo existem dois datiloscritos, tendo um deles anotações marginais a lápis não retidas no seguinte, que é cópia daquele com algumas correções estilísticas menores. Foram incorporadas as anotações do original e aceites algumas correções da cópia.

O segundo capítulo existe em versão manuscrita, com a particularidade de Delfim Santos hesitar aqui entre a terceira e a primeira pessoas autorais. Apesar de referir que «uma autobiografia intelectual não é exigente de confissão», apresenta uma reflexão mais amadurecida, menos factual e mais poética sobre a sua existência passada. Notável é o símile entre o ourives, ofício a que seu pai o destinava, que com a sua arte logra transformar o metal precioso em algo ainda mais belo, e o pedagogo em que o seu destino se manifestou, que o mesmo faz às almas dos educandos.

Esta autobiografia foi completada por meditações anuais, escritas em diversas passagens de ano desde os inícios dos anos 40 até 1953 e a publicar posteriormente: de teor mais introspetivo, constituem páginas de um anuário íntimo, permeadas pela angústia e pelo desespero próprios deste registo. Neste mesmo tom existencial subsistem ainda as suas poucas páginas de poesia, por vezes de caráter religioso, em que a expressão do sentimento se sobrepõe ao estro.

No conjunto, os escritos autobiográficos de Delfim Santos, compostos pela presente autobiografia, pelo anuário íntimo, pelas poesias e por certas páginas da sua correspondência com os amigos mais íntimos ou com alguns familiares, documentam o impulso confessional e o desejo de autognose cultivados pela sua geração, que depurou a retórica do discurso tradicional do sujeito com as suas novas exigências de sinceridade e genuinidade, impostas à geração que viveu as duas Guerras pelo sentimento da preciosa fragilidade do Eu.

Filipe Delfim Santos

Tema de Abertura da NOVA ÁGUIA 19 (1º semestre de 2017)

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Para o 19º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

21 Autores para a Filosofia Portuguesa do Século XXI



“21 Autores para a Filosofia Portuguesa do Século XXI”, in Letras ComVida: Literatura, Cultura e Arte, nº 4, 2º Semestre de 2011, pp. 18-66. 

Mais recente título da Colecção NOVA ÁGUIA...

Uma Entrevista Histórica e Inédita:
O Testamento Espiritual de Agostinho da Silva
Pela primeira vez publicada em livro na sua versão integral – graças à recente redescoberta dos registos sonoros originais –, a derradeira entrevista de Agostinho Silva à imprensa revela uma síntese definitiva do seu pensamento e oferece um contributo imprescindível para a compreensão da obra extraordinária do filósofo.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Em Outubro | Colóquio "Nos 350 Anos da Morte de D. Francisco Manuel de Melo"

 

Colóquio "Nos 350 Anos da Morte de D. Francisco Manuel de Melo"

6-7 de Outubro de 2016 | Biblioteca Nacional de Portugal

Para mais informações:

Repertório da bibliografia filosófica portuguesa

Evocação de João Paulo Monteiro, para a NOVA ÁGUIA 18...


Nos seus estudos sobre David Hume, ocupou-se principalmente dos problemas da indução e da causação, entendendo a indução do ponto de vista das inferências causais, do raciocínio lógico causal, e não tanto das relações observáveis entre os objetos e suas qualidades; aliás, prova disso mesmo é, segundo Hume, a nossa capacidade de antecipar relações causais antes mesmo da observação dos fenómenos. Na mesma esteira, concebe o hábito como uma construção teórica que não se manifesta sempre que um fenómeno é observado, isto é, a observação dos fenómenos não é confrontada sempre com outros fenómenos já observados, pois que o hábito é, como princípio, inato, e possibilita uma construção teórica sobre possíveis causas ainda não observadas, não sendo por isso um princípio puramente empírico. Para João Paulo Monteiro, o conhecimento em David Hume refere-se aos fenómenos observáveis; no entanto, as causas e os efeitos observados só o são assim considerados porque há um mecanismo ou princípio da natureza humana que identifica uma regularidade nos fenómenos que os próprios fenómenos não dão à observação. É a clássica questão dos “poderes ocultos” que agem no mundo dos fenómenos entre aquilo que consideramos ser a causa e o efeito – veja-se a questão da gravidade em Newton e David Hume. Tal pressuposto coloca o nosso autor ao lado daqueles que consideram David Hume um realista em termos ontológicos, embora cético moderado em termos gnosiológicos, não obstante e ao contrário de outras leituras, a tarefa a que o filósofo escocês se determinou empreender, isto é, compreender a natureza humana numa tentativa de introdução do método experimental em assuntos morais, conduziu-o claramente à identificação dos princípios que dirigem as operações da mente com aqueles princípios que podemos observar na relação dos fenómenos no mundo exterior à mente.
João Paulo Monteiro faleceu no dia dezassete de abril deste ano de dois mil e dezasseis. A sua obra e o seu legado certamente perdurarão nos estudos humianos de língua portuguesa (excerto).
Luís Lóia

De Raul Leal, para a NOVA ÁGUIA 18...


O texto de Raul Leal (1886-1964) aqui em jogo foi o primeiro de três textos – os restantes são de Natália Correia e de Lima de Freitas – que serviram de introdução ao livro Mário Cesariny (Secretaria de Estado da Cultura, Lisboa, 1977, pp. 7-11). É porém possível – o livro não o esclarece – que o texto, escrito a propósito da primeira exposição pictórica de Mário Cesariny, que teve lugar em 1958, na Galeria do Diário de Notícias em Lisboa, tenha tido anterior publicação, porventura no ano da mostra e no jornal que a tutelou, mas que desconhecemos.

Trata-se de peça pouco conhecida – Pedro Vistas, por exemplo, não a acolhe no recentíssimo “Raul Leal ou da Inclassificável Vertigem: a propósito da tentadora atribuição do título de “surrealista” à obra lealina” (in NOVA ÁGUIA, n.º 17, 2016, pp. 126-136) – mas de valia maior para se sopesar o binómio Raul Leal/ Mário Cesariny. Apreciada até hoje apenas a partir dos escritos de Cesariny consagrados a Leal, a relação dos dois, e até a de Leal com o surrealismo, ganha novo espaço e nova luz com este texto. Não é meu propósito classificar à força Raul Leal de “surrealista” mas apenas, recuperando um texto semi-inédito do autor de Sodoma Divinizada, dar a conhecer o invulgar apreço que Leal teve por Cesariny e pela sua aventura – surrealista esta sem qualquer dúvida. É mais um passo, pequeno mas seguro, para se avançar no estudo das relações de Raul Leal com o surrealismo.

Neste domínio, vasto e complexo, tirar conclusões precipitadas é prejudicial. Pior do que isso, só mesmo abordá-lo com falta de simpatia e com redutoras ideias feitas. Não poderá haver estudo compreensivo sobre as relações de Leal com Cesariny e com o surrealismo sem espírito aberto de simpatia, o único que se pode mostrar profícuo em empresa desta natureza. Sem abertura, sem cautela na emissão dos juízos e sobretudo sem a empatia que nos leva a compreender, o resultado neste terreno volve-se frouxo e caricatural, tornando-se uma ocasião perdida de fazer avançar a luz.

Sobre o texto em causa seja-me permitido só constatar que a experiência de criação surrealista de Cesariny, poético-pictórica, encontra tradução plena no glossário de Raul Leal. Estado de sublimação abstraccionante, diz o autor a propósito do impulso criativo de Cesariny. Nenhum fosso, nenhum desajustamento, nenhum desacordo, pois, entre o vocabulário mais significativo do pensamento de Leal e a criação surrealista.

António Cândido Franco

2017 | ENTRE PORTUGAL E MACAU: CONGRESSO INTERNACIONAL FILOSOFIA E LITERATURA

Para mais informações:

Convite ao MIL para o Museu de Língua Portuguesa, em Portugal


Novo Curso do IFLB (2016-2017)


MILhafre: o grande fórum da Lusofonia



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