EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Sampaio Bruno, “fundador da filosofia portuguesa”: nos 100 anos do seu falecimento.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

Para o 17º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.




Capa da NOVA ÁGUIA 15

Capa da NOVA ÁGUIA 15

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 15

2015 é um ano rico em centenários e a NOVA ÁGUIA, como sempre tem acontecido desde a sua génese, não deixa esquecer o que verdadeiramente merece ser lembrado, na vasta área da cultura portuguesa e lusófona.
Assim, começamos por evocar o centenário do “Orpheu”, essa revista que, não obstante a sua brevidade, marcou profundamente o panorama cultural da época. Começando com duas estreias na NOVA ÁGUIA – Eduardo Lourenço e Jerónimo Pizarro –, coligimos neste número mais de uma dúzia de abordagens – sobre “Orpheu” e as suas primaciais figuras: desde logo, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.
Neste ano assinala-se igualmente o centenário da “Arte de Ser Português”, essa obra tão emblemática dos desígnios da Revista “A Águia” e do Movimento da “Renascença Portuguesa”. Ainda que de forma menos extensa, evocamos também aqui essa obra maior de Teixeira de Pascoaes.
Fiel à sua condição trans-nacional lusófona, a NOVA ÁGUIA publica neste número as Comunicações proferidas na I Conferência Cabo-Verdiana “Filosofia, Literatura e Educação”, promovida pelo MIL na Universidade de Cabo Verde, a 18 e 19 de Outubro de 2013, em parceria com esta Universidade e com o Instituto Camões. E evocamos ainda, na secção EVO(O)CAÇÕES, a cabo-verdiana Nela Barbosa e o brasileiro Sílvio Romero, pela mão de Ricardo Vélez Rodríguez.
Neste ano assinala-se ainda o centenário do nascimento de Banha de Andrade e Pinharanda Gomes destaca bem o valor da sua obra – “a favor da filosofia portuguesa”, como refere. De resto, por exortação da sua família, a NOVA ÁGUIA assumiu o patrocínio institucional de uma carta aberta, assinada por algumas das mais insignes figuras da nossa cultura, em prol da reedição da obra de Banha de Andrade – que, quer pela sua extensão, quer, sobretudo, pela sua qualidade, bem merece não ser esquecida.
Pinharanda Gomes é, de resto, uma figura igualmente em destaque neste número, não só pela sua sempre valiosa colaboração, como, em particular, pela breve mais incisiva entrevista feita por Luís de Barreiros Tavares – publicada na secção EXTRAVOO, onde se poderá ler igualmente uma muito interessante entrevista a José Eduardo Franco, onde, entre outros assuntos, se fala da recente edição da Obra Completa do Padre António Vieira, decerto, sob todos os pontos de vista, um dos maiores acontecimentos editoriais nos últimos anos no universo lusófono. Para o próximo número, está já na calha uma outra entrevista feita por Luís de Barreiros Tavares a Eduardo Lourenço.
No próximo número, a figura em maior destaque será Sampaio Bruno, igualmente por ocasião do seu centenário (de falecimento). Como sempre, na perspectiva futurante que nos caracteriza, o que procuraremos reflectir será não apenas sobre a importância do pensamento de Sampaio Bruno na sua época, como, sobretudo, sobre a sua importância no século XXI. É esse o repto que desde já lançamos ao universo dos nossos colaboradores, universo esse que, como é manifesto, se vem alargando de número para número, em termos quantitativos e qualitativos. Ao décimo quinto número, a NOVA ÁGUIA é já um clássico.

NOVA ÁGUIA Nº 15: ÍNDICE

Editorial…5
NOS 100 ANOS DO “ORPHEU”
Eduardo Lourenço, “ORFEU” OU A POESIA COMO REALIDADE…8
Jerónimo Pizarro, ORPHEU: NÃO FALTA UM PREFÁCIO-MANIFESTO?...16
Nuno Sotto Mayor Ferrão, O COSMOPOLITISMO MODERNISTA E LUSÓFONO NA REVISTA ORPHEU…18
Renato Epifânio, ENTRE “ORPHEU” E “A ÁGUIA”, ENTRE FERNANDO PESSOA E TEIXEIRA DE PASCOAES…25
Annabela Rita, DE PORTUGAL À MENSAGEM…28
Brunello Natale De Cusatis, O DESASSOSSEGO RELIGIOSO DE FERNANDO PESSOA…34
Jesus Carlos, FERNANDO PESSOA, O AFRICANO…38
Maria João Carvalho, A ARTE POÉTICA DE ÁLVARO DE CAMPOS EM ODE TRIUNFAL…39
José Almeida, NO LABIRINTO DO ESPÍRITO: DALILA PEREIRA DA COSTA E FERNANDO PESSOA…42
Paula Oleiro, O DIÁLOGO DE RUBEN A. COM FERNANDO PESSOA…45
Susana Bravo, O CREPÚSCULO EM FERNANDO PESSOA E
FLORBELA ESPANCA…48
Luís de Barreiros Tavares, PONTE, ACELERAÇÃO E
VELOCIDADE EM MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO…54
Luís Lóia, MANUCURE E O SENSACIONISMO...61
Pedro Jacob Morais, ALMADA NEGREIROS: O MENINO D’OLHOS DE GIGANTE…63
Edward Ayres de Abreu, RUY COELHO E A GERAÇÃO D’ORPHEU…64
Manuel Ferreira Patrício, SOBRE O POEMA DE FERNANDO PESSOA: Ó SINO DA MINHA ALDEIA…72
NOS 100 ANOS DA "ARTE DE SER PORTUGUÊS", DE TEIXEIRA DE PASCOAES
Maria Luísa de Castro Soares, NOS 100 ANOS D' ORPHEU E D' ARTE DE SER PORTUGUÊS: AS ANTINOMIAS DO PROGRESSO…76
José Almeida, ITINERÁRIO E ACTUALIDADE D’ ARTE DE SER PORTUGUÊS…82
Renato Epifânio, A ARTE DE SER LUSÓFONO…86
I CONFERÊNCIA CABO-VERDIANA “FILOSOFIA, LITERATURA E EDUCAÇÃO”
Arminda Brito, A (DES)CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE EM ROSALINDA, A NENHUMA DE MIA COUTO…88
Daniel Medina, DEUS E O AMOR EM EUGÉNIO TAVARES…93
Fátima Fernandes, A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO NA LITERATURA CABO-VERDIANA CONTEMPORÂNEA…96
Manuel Veiga, CHUVA BRABA NO IDEÁRIO PROGRAMÁTICO DA REVISTA CLARIDADE…106
Márcia Couto, LÍNGUAS EM PORTUGUÊS: OUVINDO A LUSOFONIA PLURAL…111
Ondina Ferreira, REFLEXOS DE VALORES HUMANISTAS/CRISTÃOS NA CRIAÇÃO POÉTICA CABO-VERDIANA…114
Octávio Cândida Francisca, JOÃO RODRIGUES, O ÚLTIMO CLARÃO DA CLARIDADE…117
EVO(O)CAÇÕES
AIRES TORRES, por António José Queiroz…128
BANHA DE ANDRADE, por J. Pinharanda Gomes…130
CAMILO CASTELO BRANCO, por António Braz Teixeira…142
MANUEL DE OLIVEIRA LIMA, por André Heráclio do Rêgo…146
NELA BARBOSA, por Elter Manuel Carlos…151
PADRE FREI ESTEVÃO DA PURIFICAÇÃO, por José Luís Neto…160
SÍLVIO ROMERO E TEÓFILO BRAGA, por Ricardo Vélez Rodríguez…169
TOMÉ NATANAEL, por Carlos Aurélio…175
WINSTON CHURCHILL, por José Lança-Coelho…180
OUTROS VOOS
Adriano Moreira, DA SEGURANÇA DO ATLÂNTICO E DA MARITIMIDADE DA CPLP…184
Artur Manso, A RENASCENÇA PORTUGUESA E A RENOVAÇÃO DEMOCRÁTICA…192
João Pereira de Matos, DAMNATIO…197
Maria Leonor L.O. Xavier, UM ANTÍDOTO ANTIFUNDAMENTALISTA NA EXEGESE SIMBÓLICA MEDIEVAL…199
Paulo Ferreira da Cunha, CIDADANIA PRIVADA E CIDADANIA PÚBLICA…201
Pedro Vistas, DA DIDÁCTICA À PEDAGOGIA – PARA UMA RESTAURAÇÃO DA FILOSOFIA…213
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…228
REGISTOS, de Eduardo Aroso…231
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…232
CARTAS SEM RESPOSTA, de João Bigotte Chorão…234
BIBLIÁGUIO
LA VITA PLURALE DI FERNANDO PESSOA, por José Almeida…238
PESSOA EXISTE?, por Miguel Real…239
NOVA TEORIA DO SEBASTIANISMO, por Joaquim Domingues…242
EMIGRANTES, EXILADOS E PERSEGUIDOS. A COMUNIDADE PORTUGUESA NA GALIZA (1890-1940), por Maria Dovigo…246
O PUTO – AUTÓPSIA DOS VENTOS DA LIBERDADE, por António Cândido Franco…249
ESCOLA DE BRAGA. A CORRESPONDÊNCIA COM DELFIM SANTOS, por Manuel Maria de Magalhães…251
EXTRAVOO
ENTREVISTA A PINHARANDA GOMES, por Luís de Barreiros Tavares…258
ENTREVISTA A JOSÉ EDUARDO FRANCO, por Norberto Dallabrida…262
POEMÁGUIO
Renato Epifânio, MANOEL DE OLIVEIRA / HERBERTO HELDER…6-7
José Valle de Figueiredo, GOULART NOGUEIRA…7
Manoel Tavares Rodrigues-Leal, AMADEO DE SOUZA-CARDOSO…38
António José Borges, SECOND SIGHT / FAZER (E) O LUGAR…75
Delmar Maia Gonçalves, POETA…127
Filomena Xavier, O JARDIM DA ESTRELA…127
Gabriela Correia, PORQUE SOMOS ESTRANGEIROS…127
Joaquim Morgado, HINOS…182-183
Samuel Dimas, SEI DE TI / CHOREI SOLETRADAMENTE A PARTIDA / SEI DE POEMAS…198
Jaime Otelo, O PROSÉLITO…226
Maria Dovigo, A VIDA SUAVE…227
Maria Luísa Francisco, UMA ARTE DE SER…227
Jesus Carlos, NIGREDO…236
Kiba-Mwenyu, MUSAMBU WA KAYADI SEGUNDA ORAÇÃO...270
MAPIÁGUIO…271
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…271
ASSINATURAS…274

Apresentação da NOVA ÁGUIA 15: 17 Abril, no Palácio da Independência, em Lisboa

Apresentação da NOVA ÁGUIA 15: 17 Abril, no Palácio da Independência, em Lisboa
Na mesa: Constança Marcondes César, António Braz Teixeira e Renato Epifânio

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas, Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela, São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas

À venda nas melhores livrarias do país.


O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
Existe e actuam entre nós, neste momento, três instrumentos estratégicos que de formas diferentes mas convergentes trabalham em prol da realização espiritual futuro do mundo lusófono: o MIL – Movimento Internacional Lusófono, a NOVA ÁGUIA – Revista de Cultura para o Século XXI e a CPLP – Comunidades dos Países de Língua Portuguesa. Consideramos ser Portugal, neste momento, um projecto de esperança lusófona, tendo alojado na raiz a ideia de Fernando Pessoa de que Minha Pátria é a Língua Portuguesa. O espaço lusófono é aquele que pretendemos a sinta, pense e queira nesta Língua [“Nótulas sobre a recepção de Ortega y Gasset em Portugal e no espaço luso-brasileiro”, in Margarida Amoedo (coord.) A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset, Universidade de Évora Edições, 2014, pp. 7-16].

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

"Há uma solução geopolítica para Portugal, sem vergonhas e sem preconceitos"

"O Diabo", 13.11.12

Edição revista e actualizada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org
 

Plataforma de Associações Lusófonas



No rescaldo dos três Congressos da Cidadania Lusófona, que decorreram em 2013, 2014 e 2015, na Sociedade de Geografia de Lisboa, foi lançada a PALUS: Plataforma de Associações Lusófonas, visando agregar as Associações da Sociedade Civil (independentes nos planos governativo, partidário e religioso) de todo o Espaço da Lusofonia. Como já foi mil vezes reiterado, todos teremos a ganhar com a afirmação da Sociedade Civil. A nosso ver, essa afirmação será tanto mais forte quanto mais se realizar em rede, à escala de todo o Espaço da Lusofonia. Assim se afirmará, em última instância, a Sociedade Civil Lusófona, grande desígnio estratégico do Século XXI.   
Para mais informações:

Tema da NOVA ÁGUIA 17 (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia


Para o 17º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA: JÁ COM MAIS DE 40 TÍTULOS


Para ver:

Em parceria com a NOVA ÁGUIA e o MIL:

Festival Literário de Fátima
1ª Edição | 18 a 22 Novembro de 2015

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Na NOVA ÁGUIA 16 | Entrevista a Eduardo Lourenço, por Luís de Barreiro Tavares


L.B.T. : O Pascoaes diz qualquer coisa crítica relativamente à questão poética no Pessoa... 

E.L. : Uma das primeiras coisas que me aconteceram foi ficar muito indignado com uma frase numa entrevista ao Pascoaes, onde a dada altura lhe perguntaram: "o que é que pensa do poeta Fernando Pessoa?" E ele respondeu: "mas ele não é poeta." Não é poeta? Eu fiquei muito indignadíssimo. Mas sei o que ele queria dizer com aquilo.

L.B.T. : O professor estava lá?

E.L. : Não, li num texto. Acho que foi n’O Primeiro de Janeiro[1]. Não sei se já o tinha conhecido naquela altura. Porque uma das coisas mais bonitas que aconteceram em Coimbra quando lá estive foi uma homenagem que nós fizemos ao Teixeira de Pascoaes. E eu pensava que ele já tinha morrido há muito tempo, se não, não mandavam livros, não é [risos]. Então, nós estudantes, fizemos uma festa muito bonita. Então ele apareceu e eu pensava que já tinha morrido há muito tempo [de novo risos]. Eu tinha lido uns versos dele quando tinha, para aí, catorze anos, nuns papéis arrancados numa revista qualquer. Era um poema de um livro famoso chamado As Sombras... "Ah se não fosse a névoa (...) // Eu não era o que sou" [do poema "Canção duma sombra" do livro As Sombras de 1907].

Há muitas coisas que são de dois poetas imensos, ele e o Pessoa. Mas dois poetas completamente diferentes. A poética do Pascoaes é uma poética romântica e mesmo hiper-romântica. A inspiração não é ele, não é? E o Fernando Pessoa trocou isso por miúdos. Faz uma análise sobre essa própria inspiração. E ele [Pascoaes] não, ele considera que tudo o que não sai da inspiração no sentido clássico do termo - propriamente do termo - não é propriamente poesia, é outra coisa. Logo que a inteligência começa a controlar isso, a coisa que é dada pelos deuses, pela musa, etc., já não é realmente a poesia. E é isso que ele queria dizer. Mas eu naquela altura não li isso assim [relativamente ao seu comentário sobre Pessoa]: Mas afinal o que é que o homem quer dizer? Fiquei-lhe com uma raiva [risos]. Só mais tarde é que eu recuperei para mim o Pascoaes, que considero um dos maiores poetas portugueses de sempre.

(excerto)


[1] “O que nós vemos das cousas são as cousas”, verso do poema XXIV de O Guardador de Rebanhos (Alberto Caeiro). Este verso citado por Pascoaes na sua última entrevista teve o seguinte comentário: “veja o poema (o poema?!) que começa ‘O que nós vemos das coisas são as coisas’… isto não é poesia nem filosofia, nem nada.” (n’ O Primeiro de Janeiro, 25 de Maio de 1950, republicada in Teixeira de Pascoaes, Ensaios de Exegese Literária e vária escrita: opúsculos e dispersos, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, pp. 249-253). Contextualizando e analisando várias perspectivas, favoráveis e desfavoráveis, de Pascoaes sobre Pessoa, leia-se, por exemplo, o artigo de Renato Epifânio intitulado «Entre “Orpheu” e a “Águia”, entre Fernando Pessoa e Teixeira de Pascoaes» (Nova Águia 15). Também: Luís Tavares, “Escrever, descrever e sensações em Álvaro de Campos”, in Revista Nova Águia, nº14, 2º semestre, Zéfiro, 2014, pp. 152-159.

Outubro 2015: Colóquio José Enes



Nos 20 anos da sua morte: Torga na NOVA ÁGUIA 16



 

Carlos Carranca, “AQUI, DIANTE DE MIM”: Tempos de aprendizagem na vida e na obra de Miguel Torga
Foi na idade dos doze anos que, acompanhado por meu Pai, subi, pela primeira vez, ao andar superior da Livraria Atlântida, na rua Ferreira Borges da cidade de Coimbra, com o propósito de adquirir alguns livros do poeta que adoptara como meu – Miguel Torga. Até aos dias de hoje, que o autor de Poemas ibéricos me vem ajudando a abrir alguns cenários literários, assim como orientando muito do que sou ética e politicamente. Que isto da Literatura não se basta a si mesma.
(excerto)

 

CONGRESSO INTERNACIONAL FIDELINO DE FIGUEIREDO: FILOSOFIA E LITERATURA (2015-2016)

Para ver:

Com prefácio de Adriano Moreira: A Via Lusófona II...



Vídeos sobre a Lusofonia

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vídeos: Lançamento da NOVA ÁGUIA 15 | Colóquio "A obra e o pensamento de Ariano Suassuna" | 17 de Abril, no Salão Nobre do Palácio da Independência, em Lisboa




Página Youtube MIL:

Para ler on-line: "Errâncias de um Imaginário: entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal"

Para ler:

26 Setembro: próxima sessão do Ciclo Sampaio Bruno, no Ateneu Comercial do Porto


Um inédito de José Enes para a NOVA ÁGUIA 16...

Tematizar as literaturas insulares numa perspectiva de teorização surge logicamente na dialéctica do discurso cuja peripécia se vem desenrolando desde que Rebelo de Bettencourt publicou, no Diário dos Açores em 1923, a entrevista com Vitorino Nemésio, com o título questionante “Porque não temos literatura açoriana?" Precisamente 60 anos mais tarde, Onésimo Teotónio de Almeida publicava, como texto inaugural de uma colectânea de outros anteriores, um livro intitulado A questão da literatura Açoriana...
(excerto)

21 Autores para a Filosofia Portuguesa do Século XXI



“21 Autores para a Filosofia Portuguesa do Século XXI”, in Letras ComVida: Literatura, Cultura e Arte, nº 4, 2º Semestre de 2011, pp. 18-66. 

Repertório da bibliografia filosófica portuguesa

domingo, 2 de agosto de 2015

De João Bigotte Chorão, para a NOVA ÁGUIA 16...


É esse Torga que lembro na hora crepuscular do adeus. Um Torga que o leitor talvez tenha dificuldade em reconhecer no Diário. O diário nem sempre é o espelho mais fiel do autor, que, em geral, não regista os momentos felizes porque esses não têm história. De sorte que só abre o caderno para lhe confiar o que é negativo as horas e os dias de abandono, solidão e incompreensão. Que é a literatura — e mais do que todas a literatura intimista — senão a tentativa de preencher o vazio da vida e de sublimar carências afectivas, morais, intelectuais?
Cartas sem Resposta (excerto)

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 16...


“Quando estejas em sociedade, segue o tom e o porte dos outros, e não trates de impor o teu, porque é de mau gosto. Busca não contares histórias e anedotas, nada há tão aborrecido quando se conversa, e nunca empregues a palavra eu que está sempre a saltar nos lábios dos tolos”. (Carta do Conde de Chesterfield a seu filho, mencionada e traduzida pelo Cavaleiro de Oliveira, e registada por Ferreira Deusdado na obra Educadores Portugueses, nova edição, p. 341). Regra assumida e levada à prática nos convívios dos mestres Álvaro Ribeiro/ José Marinho.

Entrecampos (excerto)

Sobre Herberto Helder, na NOVA ÁGUIA 16...


António José Borges, HERBERTO HELDER: ESTADO DE VIGÍLIA OU O SONO DA RAZÃO
Sobre Herberto Helder podemos dizer muito, pouco ou nada, mas nunca tudo. Depende da forma como o lemos. Se compreendermos a sua poesia, conheceremos o homem. O poeta Herberto Helder era original, o que mais importa num artista, criador, autor, como aliás considerava Vladimir Maiakovski ser o dever do poeta: afirmar a sua originalidade, na perspetiva do poeta russo mais no sentido de inovar; ou destacar-se com uma linguagem própria, na perspetiva, por exemplo, do cineasta Manoel de Oliveira, também este ano falecido. 
(excerto)

De Joaquim Domingues, para a NOVA ÁGUIA 16


SITUAÇÃO DE RAUL LEAL

Raul Leal apenas colaborou no segundo fascículo de Orpheu, mas não há dúvida de que se lhe aplicam, com plena propriedade, os termos com que o amigo caracterizou o fenómeno geracional de que ambos participaram. Por isso apareceria, em Novembro de 1935, no terceiro fascículo do Sudoeste, onde Almada Negreiros aprazara reunir de novo os de Orpheu. Ele mesmo o corroborou, muitos anos depois, asseverando que “os grandes fundadores de Orpheu – Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Luís de Montalvor – não exerceram nem podiam exercer nenhuma influência no meu espírito criador, que se exprimiu, quase inteiramente, antes dessa revista aparecer e sem que eu ainda conhecesse tais sublimes artistas”. Aditando:
“O que se deu, pois, foi uma coincidente comunidade espontânea de espíritos que se formaram, porém, e se desenvolveram separadamente”
(excerto)

De Carlos H. do C. Silva, para a NOVA ÁGUIA 16...

COSMOFANIA OU MITOPOIESE? A INTERPRETAÇÃO DO MITO EM EUDORO DE SOUSA

Estas considerações poderiam aplicar-se ao todo da interpretação do Mito em Eudoro de Sousa: uma necessidade de sair de si mesmo para se fundir no que ele não é, e, assim sendo, vir a descobrir uma englobância especular, uma complementaridade transcendente. Mas isso equivale a declarar o pensamento de Eudoro de Sousa um erotismo filológico e não uma ‘filo-sofia’ meditativa, isto é, voluntariamente indutora da vida, capaz de ser realizante do seu sentido.
E é essa fixidez, essa cósmica permanência de tal êxtase, agora consciencializado como o de puramente o dizer, ou o escrever, reorientando aliás psiquicamente o que são energias de outra etiologia, que há-de neste seu supremo amor de o declarar absolver o mito da sua enigmática força deixando-o no habitual, quase diríamos ridículo, trovadorismo da cultura mental como tão só Mitologia.
(excerto)

De Manuel Ferreira Patrício, para a NOVA ÁGUIA 16...


NOME DE GUERRA, DE ALMADA NEGREIROS: UM GRANDE ROMANCE DE FORMAÇÃO

Só pude ver Almada Negreiros em presença física uma vez. Curiosamente, em Lisboa, na companhia do Álvaro [Ribeiro]. Dirigíamo-nos os dois para a Cidade Universitária, partindo de Entrecampos para encetarmos a subida para o Campo Grande. Eu ia para a Faculdade de Letras. O Álvaro não sei se não iria para a Faculdade de Direito. O Álvaro morava então num quarto de um prédio da última linha de Entrecampos, a abrir para o Campo Grande, do lado da entrada na Avenida dos Estados Unidos da América. Quando vamos a olhar, indo já na rua a iniciar a entrada no Campo Grande, vemos Almada a atravessar o largo espaço que ladeava a rotunda em direcção ao Campo Grande, portanto de baixo para cima: aquele Almada alto, ginástico, longitudinal, uma linha vertical a andar. Dissemos os dois qualquer coisa um ao outro e ficou-me a lembrança para durar até ao resto da vida. Depois lá subimos o Campo Grande e depois lá nos dirigimos à Cidade Universitária. O Álvaro sabia melhor quem era o Almada do que eu. Mas eu ia aprendendo. Estávamos nos últimos meses de 1959. Eu acabara de entrar na Faculdade.
(excerto)

De Richard Zenith, para a NOVA ÁGUIA 16...


É mais do que curioso que o último poema escrito em nome de Álvaro de Campos tenha sido “Todas as cartas de amor são / Ridículas”, e não foi certamente por acaso que o poema saiu na sua voz, com o seu ritmo e a sua emoção. Supõe-se que as cartas de amor inspiradoras do poema foram aquelas que Fernando Pessoa escreveu a Ofélia Queiroz e sabe-se que Campos, sempre impetuoso e por vezes malicioso, intervinha nessa correspondência, inserindo comentários parentéticos nas cartas de Fernando e chegando a escrever uma carta inteira, em que ofereceu conselhos à namorada. Sugiro, no entanto, que todas aquelas cartas de amor ridículas partiam de Álvaro de Campos. Ou melhor: se não existisse o engenheiro-poeta, Fernando Pessoa não conseguiria ter escrito nenhuma carta a Ofélia Queiroz, nem ter namorado com ela. Proponho que, sem Álvaro de Campos, Pessoa também não poderia ter defendido o direito de António Botto e de Raul Leal à sua homossexualidade. Como talvez não conseguisse ter tido a coragem — a chutzpah — para se opor com veemência, na primeira página do Diário de Lisboa, a um projecto de lei predestinado a ser aprovado pela assembleia-fantoche de António de Oliveira Salazar. Refiro-me à lei contra as associações secretas, aprovada por unanimidade em Abril de 1935.

A minha proposta é simplesmente esta: a poesia, tal como se realizou em Álvaro de Campos, todo ele um grande poema, transformou Fernando Pessoa.
(excerto)

2016: Cervantes e Shakespeare, 400 anos depois...

Para mais informações:

sábado, 1 de agosto de 2015

Mais uma estreia na NOVA ÁGUIA...


Joaquim Pinto, PARA UMA PEDAGOGIA DO INTER-HUMANO

Balanço, Fotos e Vídeos do III Congresso da Cidadania Lusófona

Para ver:

Novo Título da Colecção NOVA ÁGUIA



ÍNDICE


António Braz Teixeira | A GÉNESE DA MITOSOFIA EM EUDORO DE SOUSA

António Cândido Franco | O VOCABULÁRIO DE EUDORO DE SOUSA

Bruno Borges | EUDORO DE SOUSA, IMAGENS DE UM LEITOR

Carlos H.C. Silva | A GEOMETRIA DO PENSAR SIMBÓLICO EM EUDORO DE SOUSA E DIFERENTES SINUOSIDADES MÍTICAS

Constança Marcondes César | FILOSOFIA E POIÉSIS: EUDORO DE SOUSA E VICENTE FERREIRA DA SILVA

Dirk Hennrich | MITOLOGIA E DIALÉCTICA DO ESCLARECIMENTO. EUDORO DE SOUZA E THEODOR W. ADORNO

João Ferreira | MESTRE EUDORO

Joaquim Domingues | O TEMPO EM EUDORO DE SOUSA

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Samuel Dimas | A DISTINÇÃO ENTRE ENIGMA E MISTÉRIO EM EUDORO DE SOUSA


29 Setembro | Seminário Internacional “Pensamento, Língua & Literatura: efeitos de encontro”


Evocação de José Pedro Machado, na NOVA ÁGUIA 16

José Pedro Machado, tendo-se demitido de Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa, no final do ano lectivo de 1942-43, enveredou depois pela carreira de Professor Efectivo do Ensino Técnico, nela atingindo invulgar notoriedade e geral simpatia, como o testemunham os milhares de alunos e professores que com ele aprenderam, trabalharam e conviveram.
 
Ultrapassando múltiplos e por vezes inesperados obstáculos, JPM soube construir, ao longo dos anos, uma frutuosa carreira de investigador, no exigente campo da Filologia.
 
Por incontestável relevância, de entre as principais obras da sua vasta bibliografia, cumpre destacar :
 
·         O Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, em cinco volumes, começado a publicar em 1952 e concluído no início dos anos 60 ;
 
·         O Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, em três tomos;
 
·         Analogamente, a sua tradução, directamente do árabe para português, do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, obra enriquecida com abundantes notas explicativas em matérias afins da Filologia, como a História, a Geografia, a Literatura e a Religião, quer do mundo islâmico, quer do cristão ;
 
·         A sua elaboração ou coordenação, ao longo de decénios, de muitos Dicionários afamados da Língua Portuguesa, entre eles o sempre referenciado Dicionário de Morais, da autoria de um brasileiro, António de Morais Silva, Bacharel em Direito, pela Universidade de Coimbra, considerado o primeiro dicionário inteiramente dedicado à Língua Portuguesa, continuamente actualizado, desde 1789, tendo a sua 10ª e última edição, a de 1959, saído em 12 grossos volumes, profundamente revista, corrigida e muito aumentada, com abundantíssima cópia de abonações de escritores clássicos para explicação dos termos aí compilados, num trabalho em que colaboraram também os estudiosos credenciados do idioma pátrio Augusto Moreno e Cardoso Júnior ;
 
·         O Grande Dicionário da Sociedade da Língua Portuguesa, igualmente em vários volumes, etc.

(excerto)
Por António Blanco

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terça-feira, 28 de julho de 2015

De António Braz Teixeira, para a NOVA ÁGUIA 16...

A SAUDADE NA POESIA DE RUI KNOPFLI

A publicação, na última década e meia, da obra poética, em boa parte dispersa ou inédita, de autores como Rui de Noronha, João Fonseca Amaral, José Craveirinha, Noémia de Sousa, Glória de Sant’Anna, Rui Knopfli ou Virgílio de Lemos possibilita, hoje, uma visão do valor relativo de cada uma delas e esboçar um quadro da poesia moçambicana da segunda metade de Novecentos diverso e mais compreensivo do que aqueles que prevaleceram ou foram aceites até há algum tempo.
Com efeito, se continua intocado o significado e o alto valor da obra lírica de Reinaldo Ferreira, José Craveirinha ou João Pedro Grabato Dias, em contrapartida, afigura-se, hoje, menos relevante a poesia de Fonseca Amaral ou Noémia de Sousa, ao mesmo tempo que reclama nova compreensão e diversa avaliação o labor poético de Rui de Noronha e avultam como figuras maiores autores como Glória de Sant’Anna, Rui Knopfli ou Virgílio de Lemos, até há pouco incompletamente atendidos e valorizados na sua singular originalidade e superior qualidade literária.
(excerto)