EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" - 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” .

Para o 15º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.


EDITORIAL NOVA ÁGUIA 13

A NOVA ÁGUIA sempre se assumiu como um “órgão plural” e este número é, uma vez mais, prova cabal disso mesmo. Desde logo a respeito do “Balanço de Abril, quarenta anos depois”, recolhemos visões das mais diversas tonalidades, o que perfaz um balanço em grande medida ambivalente, na esteira, de resto, do balanço feito ainda em vida por Agostinho da Silva, a figura em maior destaque neste número, por ocasião dos 20 anos do seu falecimento, que considerou o 25 de Abril de 1974 como “um pronunciamento militar sem grande largueza política”, desde logo porque levou a que Portugal apostasse apenas na Europa e tivesse, em grande medida, voltado as costas a todo o espaço lusófono, erro geostratégico que só agora, enfim, quarenta anos depois, se está a começar a emendar.

Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se detém apenas num tema ou num autor. Uma vez mais, é o que neste número acontece. Assim, evocamos, de forma mais detida, Raul Lino – figura maior da nossa arquitectura, nos 40 anos da sua morte –, António Ramos Rosa e António José de Brito – figuras maiores da nossa Poesia e da nossa Filosofia, respectivamente, ambos falecidos no mês de Setembro do ano transacto. Para além disso, debruçamo-nos ainda sobre autores tão diversos como Albert Camus, Amadeo de Sousa-Cardoso, Baltasar Lopes da Silva, Cerqueira Gonçalves, Dora Ferreira da Silva, Fernando Pessoa, Gama Caeiro e Manuel Antunes, João de Deus, José Enes, Natália Correia e Teixeira Rego – este último por Jesué Pinharanda Gomes, que, na sua Rubrica habitual, Entrecampos, evoca ainda a figura singular de Raul Leal, por ocasião dos 50 anos do seu falecimento.

Como sempre, houve ainda espaço para “Outros Voos” e para as “Rubricas” habituais, não esquecendo os já clássicos “Poemáguio” e “Bibliáguio”. No “Noticiáguio”, por fim, registamos o discurso proferido por Manuel Ferreira Patrício no terceiro aniversário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, a 15 de Outubro de 2013, data em que se lançou, no Salão Nobre do Palácio da Independência, o décimo segundo número da NOVA ÁGUIA, e onde foram igualmente ditas as seguintes palavras:

«Há quem considere que é por má vontade mas nós, talvez por sermos demasiado ingénuos, consideramos que é sobretudo por ignorância. A maior parte das pessoas ignora os “rostos da Filosofia Portuguesa” – o que não admira, dado que todo o nosso sistema de ensino (e mediático) continua, salvo as sempre honrosas excepções, a promover essa ignorância.

Aí sim, a esse nível, há uma má vontade deliberada em promover essa ignorância. O que se compreende: se uma das teses maiores da Filosofia Portuguesa é a de que “sem autonomia cultural não há independência política”, então, julga a nossa classe (des)governante, para dissolver de vez a nossa independência política, nada melhor do que minar o mais possível as raízes da nossa autonomia cultural. Nisso, a nossa pseudo-elite político-cultural tem sido lúcida: sabe que é no plano cultural que se ganham (ou perdem) as grandes lutas políticas.

Por isso, coerentemente, as revistas culturais da situação desprezam a Filosofia Portuguesa, promovendo antes um oco e bacoco universalismo à McDonald’s. Para tal, cometem até as maiores falsificações históricas, continuando a atribuir, por exemplo, a Sócrates a célebre asserção “Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo”. Na Grécia, porém, nem todos parecem seguir esta “progressista” lógica do hamburger: há quem ainda se afirme como grego e lute pela independência e dignidade política do país.

Como o próprio Sócrates explicaria, a única forma de um grego se afirmar, a jusante, cidadão do mundo, passa por se afirmar, a montante, como um grego. Obviamente, o mesmo vale para nós, portugueses. Por isso, não desistimos de nos afirmar como portugueses e de, através da NOVA ÁGUIA, cultivar a nossa singular autonomia cultural. Não em prol de um qualquer nacionalismo estrito, como, amiúde, nos acusam os estreitos de vista. Tanto mais porque, como temos insistido, a afirmação da nossa singularidade cultural não poderá senão levar ao reforço gradual dos laços com os restantes países e regiões de língua portuguesa. Ou seja: ao trans-nacionalismo lusófono, que o MIL tanto tem defendido. »

ÍNDICE

Editorial…5

NOS 20 ANOS DA MORTE DE AGOSTINHO DA SILVA | O BALANÇO DE ABRIL: QUARENTA ANOS DEPOIS

Luís Lóia, GEORGE AGOSTINHO BAPTISTA DA SILVA…8

Manuel Ferreira Patrício, AGOSTINHO DA SILVA E MARGARIDA SANTOS CARVALHO…10

Paula Oleiro, AGOSTINHO DA SILVA SEGUNDO RUBEN A….13

António Cândido Franco, AGOSTINHO DA SILVA E JOSÉ MARIA CARRIEDO…17

Artur Manso, A EUROPA E A LUSOFONIA SEGUNDO AGOSTINHO DA SILVA…24

Carminda H. Proença, AGOSTINHO DA SILVA E Portugal…29

Jorge Janeiro, AGOSTINHO DA SILVA: DA COMUNIDADE LUSÍADA À COMUNIDADE LUSÓFONA…38

Maria Luísa de Castro Soares, AGOSTINHO DA SILVA E OS VALORES DO MUNDO A HAVER…40

Lúcia Helena Alves de Sá, A OUTRORA AURORA PRIMAVERIL…44

Luís G. Soto, ABRIL EM INVERNO…47

Octávio dos Santos, DA TERCEIRA REPÚBLICA…53

Nuno Sotto Mayor Ferrão, BALANÇO DIACRÓNICO (1974-2014) DA REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL…57

Miguel Real, O 25 DE ABRIL DE 1974…64

Joaquim Miguel Patrício, ITINERANDO E VIAJANDO PARA A LIBERDADE APÓS ABRIL DE 1974…68

Duarte Branquinho, PORTUGAL: UMA NAÇÃO COM FUTURO…71

Bernardo Theotónio Pereira, O NOSSO ESTADO DESDE 1974…74

António Carlos Carvalho, SEM ILUSÕES…90

EPISTOLÁGUIO

CARTAS DE AGOSTINHO DA SILVA PARA ANTÓNIO TELMO…94

NOS 40 ANOS DA MORTE DE RAUL LINO

Rodrigo Sobral Cunha, RAUL LINO NA CURVA DO TEMPO…116

Raul Lino, ARQUITECTURA, PAISAGEM E A VIDA…118

SOBRE ANTÓNIO RAMOS ROSA

O TEMPO. A PALAVRA. O SILÊNCIO, coordenação de Fernando Esteves Pinto e Gisela Ramos Rosa…128

SOBRE ANTÓNIO JOSÉ DE BRITO

Renato Epifânio, ELOGIO DE UM VENCIDO DA HISTÓRIA (NÃO DA VIDA)…140

José Almeida, SOBRE A SUA BIBLIOTECA E ESPÓLIO PESSOAL…141

Bruno Oliveira Santos, EM BUSCA DA VERDADE…146

Pedro Jacob Morais, O HOMEM E O DEVIR…149

António Braz Teixeira, A ÉTICA DIALÉCTICA…154

DE ALBERT CAMUS A TEIXEIRA REGO

ALBERT CAMUS, por José Lança-Coelho…162

AMADEO DE SOUSA-CARDOSO, por António José Queirós…164

BALTASAR LOPES DA SILVA, por Elter Manuel Carlos…167

CERQUEIRA GONÇALVES, por Samuel Dimas…172

DORA FERREIRA DA SILVA, por Constança Marcondes César…176

FERNANDO PESSOA, por Luís Tavares…179

GAMA CAEIRO E MANUEL ANTUNES, por Renato Epifânio…184

JOÃO DE DEUS, por António Manuel Alves Martins…186

JOSÉ ENES, por Eduardo Ferraz da Rosa…197

NATÁLIA CORREIA, por Fernando Dacosta…200

TEIXEIRA REGO, por J. Pinharanda Gomes…204

OUTROS VOOS

Adriano Moreira, CONCILIAR O MUNDO…210

Casimiro Jesus Lopes de Pina, CONSTITUIÇÃO, CONSENSO E LEGITIMIDADE…215

Jesus Carlos, AL-GHARB…218

João Pereira de Matos, O RÉPROBO…220

José António Alves, O CONTRIBUTO DA Escola de Braga…222

José Eduardo Franco, A EXPULSÃO DOS JESUÍTAS…231

Rui Martins, DA IMPORTÂNCIA DA SOCIEDADE CIVIL…232

António Telmo, O NÚMERO 13: PÁGINA DE AUTOBIOGRAFIA ESPIRITUAL…234

RUBRICAS

ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…236

AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…240

REGISTOS, de Eduardo Aroso…241

DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…242

LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…243

CARTAS SEM RESPOSTA, de João Bigotte Chorão…245

BIBLIÁGUIO

SETE SÁBIOS PORTUGUESES, por Joaquim Domingues…248

A VOZ E A OBRA DE AGOSTINHO DA SILVA, por José Almeida…249

NOVEMBRO, por Bruno Oliveira Santos…250

LEIS DA SEPARAÇÃO, por Victor Oliveira Mateus…252

INTENSIDADES, por Amélia Vieira…254

NOTICIÁGUIO

3º ANIVERSÁRIO DO MIL | LANÇAMENTO DA NOVA ÁGUIA Nº 12, por Manuel Ferreira Patrício…258

2º CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA, por Renato Epifânio…259

POEMÁGUIO

Joaquim Carvalho, A ETERNIDADE PODE SER UM SEGUNDO…6

Maurícia Teles da Silva, NAVEGA BARCA D’ALVA…7

Luís Coelho, MAL PURO…92

Jaime Otelo, SONETOS…92

António José Borges, TALVEZ NO FIM…93

Delmar Maia Gonçalves, AUSÊNCIA…127

Jorge Viegas, PROGRESSO…127

Abé Barreto Soares, APRENDER COM AS CRIANÇAS…127

Manoel Tavares Rodrigues-Leal, FERNANDO PESSOA…160

Eduardo Aroso, MANDALA NOSTRUM…161

Maria Leonor Xavier, SILÊNCIO...209

Gabriela Correia, AS TORRES ESGUIAS ELEVAM-SE NO AR | PRECE…247

Samuel Dimas, O SABOR DO MUNDO | PROVIDÊNCIA | AMIZADE…256

MAPIÁGUIO…260

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260

ASSINATURAS…261


Apresentação da NOVA ÁGUIA 13

Apresentação da NOVA ÁGUIA 13
Para ver o vídeo, clique sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

RTP África

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas

À venda nas melhores livrarias do país.

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

4-5 Outubro | "Munda Lusófono"


Vídeos do II Congresso da Cidadania Lusófona

Para ver:

Plataforma de Associações Lusófonas



No rescaldo dos dois Congressos da Cidadania Lusófona, que decorreram em Abril de 2013 e 2014, na Sociedade de Geografia de Lisboa, foi lançada a PALUS: Plataforma de Associações Lusófonas, visando agregar as Associações da Sociedade Civil (independentes nos planos governativo, partidário e religioso) de todo o Espaço da Lusofonia. Como já foi mil vezes reiterado, todos teremos a ganhar com a afirmação da Sociedade Civil. A nosso ver, essa afirmação será tanto mais forte quanto mais se realizar em rede, à escala de todo o Espaço da Lusofonia. Assim se afirmará, em última instância, a Sociedade Civil Lusófona, grande desígnio estratégico do Século XXI.   
Para mais informações:

Triénio Pascoalino 2014 | 2015 | 2017


MILhafre: o grande fórum da Lusofonia



Já com mais de 260 MIL visitas:
www.mil-hafre.blogspot.com

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Repertório da bibliografia filosófica portuguesa

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA: JÁ COM MAIS DE 40 TÍTULOS


Para ver:

Vídeos do Lançamento da NOVA ÁGUIA 13

Para ver:

Na NOVA ÁGUIA 14...

INTERVENÇÕES DOS REPRESENTANTES DAS VÁRIAS ASSOCIAÇÕES LUSÓFONAS DA SOCIEDADE CIVIL - II CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA: QUE PRIORIDADES NA COOPERAÇÃO LUSÓFONA?




ANGOLA | Liga Africana: Victor Fortes


BRASIL | Casa Agostinho da Silva e Instituto Mukharajj Brasilan: Lúcia Helena Alves de Sá e Loryel Rocha


CABO VERDE | Organização de Técnicos e Quadros Cabo-Verdianos: Alberto Rui Machado


GALIZA | Associação Pró-Academia Galega de Língua Portuguesa e Fundação Meendinho: Maria Dovigo e Alexandre Banhos Campo


GUINÉ-BISSAU | Associação Balodiren: Djarga Seidi


MACAU | Instituto Internacional de Macau: Jorge Rangel


MALACA | Associação Coração de Malaca: Luísa Timóteo


MOÇAMBIQUE | Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora: Delmar Maia Gonçalves

PORTUGAL | Associação Mares Navegados: Amândio Silva

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | União Nacional de Escritores e Artistas São-Tomenses: Mário Lopes

TIMOR-LESTE | Associação Timorense: Sebastião Guterres

CICLO “CONVERSAS VADIAS” COM AGOSTINHO DA SILVA (2014-2015)

Para ler, clicar sobre a imagem

De António Braz Teixeira, para a NOVA ÁGUIA 14

A primeira voz lírica verdadeiramente significativa surgida em Moçambique foi a de Rui de Noronha (1909-1943), filho de pai goês e mãe africana, precocemente falecido e cuja obra só viria a ser publicada, embora parcialmente, após a sua morte e apenas há meia dúzia de anos objecto de uma criteriosa edição crítica integral.
Escritos entre 1930 e 1941 e em grande parte publicados na imprensa periódica laurentina, os poemas do malogrado poeta são, maioritariamente, constituídos por sonetos, de recorte anteriano e, formalmente, de assinalável inspiração parnasiana, em que se exprime uma dimensão metafísica de índole pessimista e em que perpassam dramáticas e vívidas interrogações sobre a dor e o mal, o sentido da vida, a existência de Deus ou o problema da imortalidade pessoal e se exprime a solidão do poeta, a nostalgia da fé da infância, a saudade de amores frustrados ou perdidos ou um ironia triste e desencantada e em que a morte surge como algo libertador do mal, do sofrimento ou do sem sentido da existência. (excerto)

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Tema do 15º número da NOVA ÁGUIA (1º semestre de 2015)

 
- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” .

Para o 15º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

5 e 6 Setembro | 1º Congresso Português de Filosofia


Mais informações:

Balanço do II Congresso da Cidadania Lusófona: uma pequena grande “semente”

Para ver:

Congresso "100 Orpheu" (Lisboa/São Paulo - 2015)

CONGRESSO INTERNACIONAL 100Orpheu

Vídeos sobre a Lusofonia

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

"Há uma solução geopolítica para Portugal, sem vergonhas e sem preconceitos"

"O Diabo", 13.11.12

Edição revista e actualizada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org
 

17-21 Novembro | X Colóquio Tobias Barreto

Ver Programa:

Testemunho de Manuel Ferreira Patrício para a NOVA ÁGUIA 14



Luís de Barreiros Tavares: Sei que tem dedicado grande parte da sua longa carreira à questão complexa da Pedagogia. Inclusive, já li alguns textos seus sobre este tema. Mas é do conhecimento de todos que se entregou e ainda se entrega à questão do Pensamento, da Linguagem e da Filosofia. Como conjuga estas várias dimensões e como é que elas contribuem umas para as outras no plano, quer académico, quer vivencial, quer dizer, para a vida dos homens em sociedade e no seu habitar o Mundo?
1. O pensamento, mais precisamente o pensamento filosófico, interessou-me desde criança. Em minha casa não havia biblioteca, mas os meus pais gostavam visivelmente de pensar e revelavam capacidade para o fazer. A sua escolaridade reduzia-se ao ensino primário de então (eu nasci em Setembro de 1938 e entrei na escola primária em Outubro de 1945). O meu pai concluíra o ensino primário, tal como julgo que a minha mãe. O meio era pequeno e pobre. Frequentar a escola oficial já era só por si um privilégio. Devo dizer que foram ambos excelentes alunos: o meu pai vocacionado para as artes e ofícios, a minha mãe claramente apelada para o saber de humanidades. A minha mãe deve ter sido naquela vila a criança mais dotada do seu tempo. Foi-o ao longo de toda a sua vida. Quanto ao meu pai, aprendeu o ofício de carpinteiro, no qual atingiu para aquele meio verdadeiramente a excelência. Somos três irmãos e todos pudemos prosseguir estudos. Eu sou o mais velho. A nossa primeira escola foi a nossa família, que incluiu a casa dos avós paternos e algo aproveitámos dos avós maternos. O meu interesse pelo pensamento reflexivo manifestou-se mais claramente em casa dos avós paternos, a partir das histórias da tradição popular portuguesa que me contavam e que me fascinavam. Suscitavam-me imensas questões, respondendo à minha exigência pessoal de racionalidade. Devo dizer, que de racionalidade profunda. Manifestou-se em mim desde logo a paixão pelas questões das ultimidades. Essa paixão tem-me acompanhado toda a vida. Comprei o meu primeiro livro aí pelos meus sete ou oito anos. Comprei-o na escola, no contexto de uma iniciativa do meu professor - que, curiosamente, era natural da aldeia natal do Pinharanda Gomes, Quadrazais... Foi uma escolha de certo modo fortuita; as outras crianças foram mais céleres do que eu e escolhi, perante o que havia ainda disponível, O Livro dos Sonhos. Durante muito tempo li e consultei esse livro, que era uma espécie de dicionário, ordenado alfabeticamente. A minha mãe acompanhava-me muitas vezes na leitura e foi sempre uma hermeneuta empenhada e exigente. Mais tarde, quando pude estudar um pouco o pensamento de Freud, acabei por verificar que aqueles sonhos eram os que constituíam o saber do Egipto antigo sobre o assunto. Foi-me útil essa experiência numas provas de Mestrado que arguí na Universidade do Minho. Foi-me útil sempre. Freud conhecia aqueles sonhos. O meu avô materno era um leitor apaixonado da Bíblia e essa circunstância veio a pesar na atenção que veio a ser prestada àquele livro. A Bíblia deu-me indicações fundamentais para pensar no horizonte das ultimidades. Aí a meio da minha adolescência, descobri um escritor, um romancista, de pendor filosófico e argumentativo: Aldous Huxley. Alguns dos seus romances eram por essa época traduzidos em Portugal e editados por uma importante editora portuguesa, a Livros do Brasil. O primeiro que li foi Sem Olhos em Gaza (Eyeless in Gazza). Li com entusiasmo esse romance. Era como se Huxley me provocasse persistentemente para argumentar filosoficamente, com ele mas sobretudo com os problemas que os personagens do romance colocavam e as discussões que tinham. Problemas concretos, vivos, que punham em causa tudo o que eu vivia e pensava. Vim em continuação a ler outros romances e novelas de Huxley, na atmosfera empirista e inglesa que era a sua. Por exemplo: Contraponto; O macaco e a essência. Muitos anos depois, vim a saber pelo António Telmo que o lado empirista do Huxley era travejado com outros lados, mais congruentes com o meu gosto pelas ultimidades, que fazem parte do problema fundamental para mim que é o problema do sentido. Durante quatro anos (1950-1954) eu frequentei o Seminário Menor de Vila Viçosa, de onde saí por ter reconhecido a falta de vocação. O apelo das ultimidades, sempre presente e sempre forte, não passava por ali. Depois d'O Livro dos Sonhos, já depois da saída do Seminário, eu viera a ler outro livro marcante, A Morgadinha dos Canaviais, do nosso Júlio Dinis, em que num certo episódio venho a saber da hipótese da metempsicose. Era de novo o universo dos sonhos que vinha ter comigo. Assim, quando concluí os exames do antigo 7º Ano do Liceu eu dirigi-me decididamente para o Curso de Filosofia, na Faculdade de Letras de Lisboa. Mas entretanto eu fizera o Curso do Magistério Primário na Escola de Évora. No mesmo mês em que ingresso na Faculdade eu começo a trabalhar como professor do ensino primário na cidade de Lisboa.
2. A experiência pedagógica com as crianças tornou-se apaixonante para mim. Afinal, eu amava o mergulho no pensar e fui apanhado pelo amor de ensinar. Cheguei a casar na minha Escola os dois amores: o amor da filosofia com o amor da educação. Foi desse casamento que veio a nascer o meu projecto de filosofia para crianças, que se relaciona com as histórias tradicionais que a minha avó me contava e nada deve ao projecto do Professor norte-americano Mathew Lipman, de que só vim a saber no final da década de oitenta. Como já percebeu, tudo isto que lhe conto tem que ver com o gosto do pensamento e da acção formadora do ser humano, a que conjugadamente tenho dedicado a minha vida. Fui a partir de 1967 professor liceal de Filosofia e a partir de 1976 professor de Pedagogia e Filosofia na Universidade. Esta conjugação levou-me a certa altura a substituir a ideia de pedagogia pela ideia de antropagogia. Do que se trata realmente não é, de facto, apenas de educar (ou formar) a criança, mas o homem, o ser humano na sua integralidade e integridade. Antropagogia é a ciência disso. Ela inclui, na plenitude da sua unidade, o compreender o homem e o formá-lo. Kant reduz a certa altura a filosofia a uma única pergunta. Esta: Que é o Homem? A minha dupla ligação ao pensamento e à acção coloca em outra pergunta o problema essencial: Como formar o Homem na sua Humanitas? É a pergunta que define o meu cuidado vital. Ela implica tudo: desde as principialidades até às ultimidades.
3. Este itinerário compreende ainda as medialidades e as performatividades. Aprendi, por mim próprio e por grandes mestres - como é o caso de Leonardo Coimbra, Delfim Santos, José Marinho e José Ortega y Gasset -, que o pensar filosófico é situado, ou circunstanciado. A fixação pensante na situação explica muito da minha fidelidade à situação portuguesa e lusófona. Quer estritamente filosófica, quer mais largamente antropagógica. É essa fidelidade que explica o combate em que a certa altura me envolvi em prol do que designei por "Escola Cultural", a partir da Comissão de Reforma do Sistema Educativo, que integrei oficialmente. No livro Lições de Axiologia Educacional, à educação cultural dei o nome de educação axiológica, entendendo a cultura como sistema vivo de valores. É nesta linha teórica que me encontro com o entendimento brunino da educação como demopedia, ou seja, como demopaideia, paideia do e para o povo.
4. O meu abraço demopaidêutico, antropagógico e assumidamente filosófico ao Luís de Barreiros Tavares. Abraço de vida una e diversa. A vida é diversa e una.

Novos livros de Manuel J. Gandra: com o apoio da NOVA ÁGUIA e do MIL




Caso esteja interessado, contacte-nos

10 Setembro | NOVA ÁGUIA na Galiza




domingo, 31 de Agosto de 2014

De Miguel Real, para a NOVA ÁGUIA 14

Mensagem foi o único livro escrito em língua portuguesa publicado em vida por Fernando Pessoa. O tema da totalidade do livro reside em Portugal e na sua história. Porém, não se trata de uma simples história de Portugal em verso. Diferentemente, trata-se de revelar o sentido sagrado, providencial e messiânico da história de Portugal como país e povo eleito por Deus para, após êxitos (os Descobrimentos e a criação do Império) e fracassos (decadência posterior à perda da independência em 1580), atingir o momento hierofântico, sagrado, de criação do Quinto Império, um império cultural e espiritual. (excerto)

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

MIL Cursos | Cultura Lusófona

A Direcção do MIL vai promover, a partir de Setembro, na nossa sede, uma série de cursos no âmbito da cultura lusófona. Quem pretender dar um desses cursos, deve fazer-nos chegar uma proposta de programa até final do mês de Agosto, indicando o dia de semana que prefere. Por regra, os cursos serão semanais - dias úteis, entre as 17h e as 19h.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
 Contatos: info@movimentolusofono.org | 967044286