.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (Instituto Camões)informa que o Ministério da Educação e Ciência da Irlanda concede as seguintes bolsas de estudo a cidadãos nacionais:
- 1 bolsa para realização de pós-graduações;
- 2 bolsas para o Verão de 2010.
Documentação necessária para as bolsas de Verão:
- Formulário de candidatura que poderá ser retirado de uma das seguintes páginas dependendo da Universidade pretendida:
a) University College Dublin (www.ucd.ie/summerschool)
b) University College Cork (www.ucc.ie/summer/irish)
c) University College Galway (www.nuigalway.ie/iss)
- 2 cartas de recomendação de professores, assinadas e fechadas;
- Cópia do Certificado de Habilitações com as cadeiras, bem como as notas, discriminadas;
- Curriculum Vitae detalhado em Inglês;
- Atestado médico;
- Cópia do passaporte;
- Carta de aceitação da entidade para a qual pretende ir realizar o Curso de Verão;
- Certificado de língua a comprovar os conhecimentos de Inglês e/ou Irlandês;
Toda a documentação deverá ser entregue em duplicado e em inglês até dia 19 de Março de 2010, no Instituto Camões, a/c Dra. Zélia Madeira, Direcção de Serviços de Coordenação do Ensino do Português no Estrangeiro, Rua Rodrigues Sampaio, 113, 1150-279 Lisboa.
Para informações mais detalhadas poderão os potenciais interessados contactar a Embaixada da Irlanda em Lisboa, Rua da Imprensa à Estrela, 1 – 4º, 1200-684 Lisboa, lisbonembassy@dfa.ie, tel. 21 392 94 40, fax 21 397 73 63 ou através da consulta da seguinte página da Internet: http://www.embassyofireland.pt/
A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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terça-feira, 2 de março de 2010
sábado, 3 de outubro de 2009
Uma história obscena...

A história já era conhecida mesmo antes de ter acontecido, mas nem por isso deixa de ser obscena.
Um pouco mais de um ano após ter chumbado o Tratado de Lisboa em referendo, o povo irlandês foi sujeito a um segundo referendo para emendar a mão.
Face à chantagem a que foi sujeito, nem é caso para dizer que o povo irlandês se vergou. Aconteceu, simplesmente, o inevitável.
De resto, este é um caso que irá servir de lição. Para manter as aparências de “democracia”, vão-se acabar de vez com os referendos. Acho bem. Pelo menos, o espectáculo torna-se menos obsceno…
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Vamos lá ver se é desta que os irlandeses votam com juizinho. Se não for ainda desta, faz-se um terceiro referendo...
.
Dublin, 08 Jul (Lusa) - O segundo referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa vai realizar-se a 02 de Outubro próximo, anunciou hoje o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, no parlamento.
EJ.
Lusa/Fim
Dublin, 08 Jul (Lusa) - O segundo referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa vai realizar-se a 02 de Outubro próximo, anunciou hoje o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, no parlamento.
EJ.
Lusa/Fim
terça-feira, 26 de agosto de 2008
RENASCIMENTO LUSITANO – MODELO (PROSA)

JUNTO AO CHRYSUS
[…]
De repente o grito de «Allah!» retumbou de além do Chrysus: seguiu-se um estridor de poucas frechas, e num instante os atalaias do campo viram alvejar fitas de escuma que se estendiam através do rio para a margem esquerda. Eram os esculcas que o cruzavam a nado, tendo empregado na dianteira dos godos os seus primeiros tiros.
Uma nuvem de setas respondeu ao sibilar das dos esculcas arábes; algumas das fitas de escuma ondearam, derivaram pela corrente e desvaneceram-se no dorso escuro e cintilante das águas. O Chrysus recolhia os primeiros despojos de um terrível combate.
Na principal atalaia dos muçulmanos soou então uma trombeta; centenares delas responderam por todos os ângulos do campo a este convocar para a morte. Os esquadrões uniam-se com a rapidez do relâmpago e, abandonando o recinto das tendas, arrojavam-se para as margens do rio.
Os godos, porém, tinham a vantagem de caminharem ordenados e, por isso, haviam topado com a corrente antes que os seus contrários começassem a atravessar a planície fronteira. As frechas caíam sobre os árabes, que se aproximavam, como saraiva espessa; largas e sólidas jangadas, trazidas em carros puxados por mulas possantes da Lusitânia, baqueavam sobre a água e, desdobrando-se com engenhosa arte, cresciam até entestar com a margem oposta. Então, os melhores cavaleiros godos, curvando-se para diante, com o franquisque erguido, corriam para as pontes, vergadas debaixo do peso dos cavalos e dos homens cobertos de armaduras, e vinham bater em cheio nos corredores árabes, que, no meio das trevas, não podiam esquivar-se aos golpes do ferro inimigo. Já, nas bocas de algumas dessas estradas movediças, os cadáveres amontoados começavam a embargar os passos dos vivos; mas por outras, onde os árabes ainda mal ordenados e menos numerosos não tinham podido resistir ao ímpeto dos godos, golfavam torrentes de guerreiros, que, marchando unidos para uma e outra parte, acometiam de lado os árabes, os quais, feridos pela frente e pelas costas, vacilavam e retrocediam. Debalde a voz retumbante de Táriq sobrelevava por cima dos gritos de furor e de agonia de muçulmanos e cristãos. O número dez vezes maior dos godos tornava impossível a resistência, e a passagem do exército de Roderico para a margem esquerda do Chrysus só Deus a poderia impedir.
[…]
Eurico o Presbítero, Alexandre Herculano, Livraria Bertrand, Lisboa, 1979, pp. 90, 91.

DERRUBADOS OS PORTÕES DA MORTE
[…]
Biddy Early foi uma «sábia» famosa, e a árvore grande de Raheen um ulmeiro majestoso, junto ao qual muitas pravidades e algumas boas graças sucederam a diversas pessoas. Poucos sabem tanta coisa dos «outros» como Mrs. Sheridan, e se alguém a convencesse a revelar os seus conhecimentos e a praticar as curas que com «eles» aprendeu, seria também ela uma «mulher sábia», demandada talvez por peregrinos dos condados vizinhos. É, contudo, muito circunspecta, e foi necessário ganhar a sua confiança para vê-la expandir-se, com algum receio, não obstante, da ira dos «outros», e contar-nos, a mim e a uma amiga, os prodígios que lhes observara. Limitara-se, até aí, a contar-nos histórias que ouvira a terceiros, mas desta vez começou:
«Um dia, viva eu em Cloughauish, afogaram-se dois rapazinhos no rio. Um contava oito anos e o outro onze. E eu saíra pelos campos, enquanto as gentes procuravam os corpos no rio, e vi um homem vir subindo o campo de mãos dadas com os dois rapazinhos e levando-os não sei para onde. E viu o homem que eu me detinha e os observava, e disse: «Tem cuidado, não tentes tirar-mos (pois ele sabia que eu tinha poder para isso), pois tu mesma tens uma filha em casa, e se mos tirares nunca mais a verás a cruzar a porta.» E um dos meninos furtou-se-lhe e deitou a correr na minha direcção, mas pôs-se o outro de gritar-lhe: «Ó Pat, não me deixes sozinho!» Tornou atrás o menino e o homem levou-os consigo. Vi depois outro homem, e muito alto era este, e muito corcovado, que assim me olhava, com a geba mais alta que a cabeça; e trazia com ele dois cães, e vi logo aonde os levava e ao que ia com eles. E quando ouvi dizer que os corpos estavam sendo expostos, acorri à casa onde estavam para mirá-los, e não eram certamente os corpos dos rapazes os que ali jaziam, mas os dois cães que haviam sido postos em seu lugar. Conheci-os por uma espécie de listas que havia neles, quais as que há nas coberturas dos enxergões. E bem sabia eu que os rapazes não podiam estar ali, após ter visto que os levavam. E foi por esses dias que perdi o olho, de algo que lhe sobreveio, e nunca mais me assistiu a vista dele.»
Os «outros» são muitas vezes descritos como envergando roupas às riscas, como é o pêlo dos cães às riscas.
As histórias da gente do campo sobre os homens e as mulheres levados pelos «outros» derramam uma luz claríssima sobre as muitas coisas dos velhos poemas e fábulas celtas e, quando mais histórias forem recolhidas e comparadas, provável é que modifiquemos algumas das nossa teorias sobre a mitologia celta. Os antigos poetas e efabuladores celtas dispuseram de esplêndidos símbolos e analogias, agora defuntos, mas as mesmas coisas sobre que escreveram são as de que os homens e mulheres do campo falam junto à lareira.
[…]
Lady Gregory & W. B. Yeats, 1898
In As Tribos de Danu, Escritos sobre a tradição e a mitologia irlandesa, W. B. Yeats, Usus Editora, Lisboa, 1995, pp. 162, 163. Prefácio, selecção, tradução, notas e glossário de Francisco Luís Perreira.
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Yeats
sábado, 23 de agosto de 2008
DEATH AT TWILIGHT

Não venham os falcões e o vazio não terá olhos
Para chorar, nem o arado mãos para ferir o verde,
Nem os vales palavra para te dizer nas flechas
Da luz e na tecelagem do ar. O olvido dos homens
E das coisas apagará o teu esqueleto magro.
As estações jubilarão de novo no uivo dos lobos.
O coração falará das últimas coisas sem mágoa.
Quem te criou, terra de névoa, para que fosses
O tremente e baço espelho da minha alma?
Exaurido como um deus lento, no ferver da cal,
Como um ralo, quase cantor. Nada tem peso,
Dor, amor, pensar, dentro do escarlate líquido
De um crepúsculo céltico. Não te orgulhes,
Ó morte, por te acercares de um poeta
Com os prenúncios da treva, o decreto do tempo.
Vestido de que casca de ferro te enfrentaria?
Honra-o, porque não se move, não se move.
Lord of Erewhon
Para chorar, nem o arado mãos para ferir o verde,
Nem os vales palavra para te dizer nas flechas
Da luz e na tecelagem do ar. O olvido dos homens
E das coisas apagará o teu esqueleto magro.
As estações jubilarão de novo no uivo dos lobos.
O coração falará das últimas coisas sem mágoa.
Quem te criou, terra de névoa, para que fosses
O tremente e baço espelho da minha alma?
Exaurido como um deus lento, no ferver da cal,
Como um ralo, quase cantor. Nada tem peso,
Dor, amor, pensar, dentro do escarlate líquido
De um crepúsculo céltico. Não te orgulhes,
Ó morte, por te acercares de um poeta
Com os prenúncios da treva, o decreto do tempo.
Vestido de que casca de ferro te enfrentaria?
Honra-o, porque não se move, não se move.
Lord of Erewhon
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