A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 3 de outubro de 2009

Uma história obscena...



A história já era conhecida mesmo antes de ter acontecido, mas nem por isso deixa de ser obscena.

Um pouco mais de um ano após ter chumbado o Tratado de Lisboa em referendo, o povo irlandês foi sujeito a um segundo referendo para emendar a mão.

Face à chantagem a que foi sujeito, nem é caso para dizer que o povo irlandês se vergou. Aconteceu, simplesmente, o inevitável.

De resto, este é um caso que irá servir de lição. Para manter as aparências de “democracia”, vão-se acabar de vez com os referendos. Acho bem. Pelo menos, o espectáculo torna-se menos obsceno…

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vamos lá ver se é desta que os irlandeses votam com juizinho. Se não for ainda desta, faz-se um terceiro referendo...

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Dublin, 08 Jul (Lusa) - O segundo referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa vai realizar-se a 02 de Outubro próximo, anunciou hoje o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, no parlamento.

EJ.
Lusa/Fim

sábado, 20 de setembro de 2008

Declarações do escritor, dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa

É surpreendente que após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE). O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto» (...). Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…

terça-feira, 1 de julho de 2008

No!

Concebido em Lisboa para vingar a Invencível Armada, o último descendente de Carlos Magno não respirou à nascença. Defeitos congénitos intransponíveis impedem o senhor dos exércitos europeus de ver a luz do dia. Deus escreve direito por linhas tortas.
Os nossos velhos aliados, os lordes regentes do império, os responsáveis por Waterloo e pelo desembarque na Normandia, sabendo que o perigo passara, pediram que se não cortasse o cordão umbilical e juraram lealdade ao último imperador, dando esperança aos pais e salvando, graciosos, a parteira irlandesa de uma morte certa. 
Inviável, num limbo de tempo roubado, o império continental espera que os senhores da Europa entendam o que o povo sabe: não é tempo de impérios, nunca o foi, é o tempo da pomba, da Paz e da Esperança, dos homens e das mulheres de todas as nações.
O que nasceu em Lisboa, paradoxalmente, foi o fim dos impérios. A consciência de que não é à força que se tem força.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A ANEDOTA POLÍTICA DA SEMANA


«Os Irlandeses estão com medo da Europa.»

Dito por um gajo qualquer num telejornal, apresentado como analista político.


Meu caro senhor – perdoe-me não saber o seu nome; a culpa é inteiramente da minha ausência de hábitos televisivos, que se resumem ao malfadado hábito dos restaurantes não desligarem a trampa dos televisores durante as refeições –, retomando, meu caro senhor, com os Escoceses, os Irlandeses estão no topo da valentia a Ocidente. Durante os anos de pertença à Europa comunitária (nenhuma alusão à utopia das comunas) ergueram da fome e da opressão uma Nação sempre orgulhosa, cujo sucesso económico e social é um exemplo, tendo no momento melhor nível de vida que os Ingleses (qualidade de vida, riqueza para alguns e poderio dos Estados são categorias sumamente diversas).
A Irlanda, em cujo povo Almada Negreiros encontrou, fora da matriz ibérica, as maiores semelhanças aos Portugueses, ao limpar o cu ao Tratado de Lisboa, está, primeiramente, a dar-nos um recado solidário: sabem que somos um povo inteligente, com mitigada culpa no governo da idiotia e só nos querem auxiliar na recuperação do nosso orgulho e da nossa honra. É uma irmandade do sangue, que fala mais alto que qualquer argúcia política de gabinete, chama-se brio antigo! – algo que também herdaram dos primeiros colonizadores das Bretanhas, os Iberos.

Klatuu Niktos


P. S. Tem o meu amigo razão nisto: o Tratado de Lisboa não está morto. Não está… está morto-vivo – de vampiros, percebo eu.




TO IRELAND IN THE COMING TIMES


NOW
, that I would accounted be
True brother of a company
That sang, to sweeten Ireland's wrong,
Ballad and story, rann and song;
Nor be I any less of them,
Because the red-rose-bordered hem
Of her, whose history began
Before God made the angelic clan,
Trails all about the written page.
When Time began to rant and rage
The measure of her flying feet
Made Ireland's heart begin to beat;
And Time bade all his candles flare
To light a measure here and there;
And may the thoughts of Ireland brood
Upon a measured quietude.

Nor may I less be counted one
With Davis, Mangan, Ferguson,
Because, to him who ponders well,
My rhymes more than their rhyming tell
Of things discovered in the deep,
Where only body's laid asleep.
For the elemental creatures go
About my table to and fro,
That hurry from unmeasured mind
To rant and rage in flood and wind;
Yet he who treads in measured ways
May surely barter gaze for gaze.
Man ever journeys on with them
After the red-rose-bordered hem.
Ah, faeries, dancing under the moon,
A Druid land, a Druid tune!

While still I may, I write for you
The love I lived, the dream I knew.
From our birthday, until we die,
Is but the winking of an eye;
And we, our singing and our love,
What measurer Time has lit above,
And all benighted things that go
About my table to and fro,
Are passing on to where may be,
In truth's consuming ecstasy,
No place for love and dream at all;
For God goes by with white footfall.
I cast my heart into my rhymes,
That you, in the dim coming times,
May know how my heart went with them
After the red-rose-bordered hem.


William Butler Yeats

Resultado do Euro de Hoje: Irlanda, 1 - Tratado de Lisboa, 0 - Portugal, 2

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http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=957758

sábado, 31 de maio de 2008

Eu já assinei

Paremos o Tratado da EU! Levantemos as nossas vozes na Irlanda!
A 13 de Dezembro de 2007, os chefes dos estados e dos governos da UE assinaram o "Tratado de Lisboa"que esperam comece a vigorar a 1 de Janeiro de 2009. Este tratado controlará os futuros trabalhos da União Europeia e, tal como a Constituição Europeia recusada pelos votantes franceses e holandeses em 2005, iniciará, exactamente do mesmo modo, o caminho a uma Europa neo-liberal e de mercado livre. As necessidades sociais dos cidadãos europeus não são tidas em conta. Em vez de respeitar o desejo dos europeus de uma Europa democrática, social, pacifista e ecológica, este tratado faz com que o neoliberalismo se instale de pedra e cal nas as ordens de trabalho da UE.
Para que este golpe de estado tenha sucesso, todos os pedidos de referendos foram ignorados e os governos estão a optar pela desinformação em relação ao seu conteúdo.
Nós pedimos aos irlandeses para votarem contra este Tratado da UE.
Depositamos as nossas esperanças nos irlandeses e esperamos que os outros povos europeus se juntem a nós.
Dizemos SIM à Europa, mas queremos um novo começo. Queremos uma Europa pacífica, social, ecológica a democrática e dizemos NÃO à militarização da UE, à sua orientação neoliberal e à redução das liberdades democráticas.
Aspiramos a uma União Europeia do povo, pelo povo, para o povo, mas isso só se tornará possível quando a todos os cidadãos dos estados membros da UE for dado o direito de decidirem por si próprios se o Tratado de Lisboa deve ou não ser a base dos seus futuros governos. Nós dizemos NÃO e pedimos-lhe

Por favor assine a petição aqui!
12418 pessoas dos 26 estados membros da UE já assinaram esta petição (desde 12 de Maio corrente)