
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
sábado, 19 de junho de 2010
Lançamento de "Homens, Espadas e Tomates" de Rainer Daehnhardt

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Ilhéu da Pontinha
Foi neste ilhéu, em 1419, que os descobridores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira se refugiaram, antes de entrarem na ilha, sendo por conseguinte a primeira residência oficialmente conhecida e das mais antigas fortalezas ainda existentes graças á preocupação dos seus proprietários.
No ilhéu estão ainda talhados os degraus na rocha, e o triângulo onde os navegadores prenderam os seus barcos. Este triângulo está a ser alvo de estudos, pois a sua forma não é adequada para atracar um barco ou caravela. Os três vértices apontam para algo que nos desperta a curiosidade será a Rota de Colombo será a Chancela do primeiro tratado mundialmente estabelecido entre países o tratado de Tordesilhas será o modo a indicar o caminho marítimo para a índia?
Os vértices apontam para as Sagres de onde partiram os navegadores corajosos, Antilhas, e África, ou terá outra significação?
Sendo o Funchal a primeira cidade do Atlântico este Ilhéu foi o primeiro Porto do Atlântico e o mais Ocidental da Europa, com papel relevante na expansão marítima Europeia. foi uma plataforma de entrada e de saída de tudo o que se exportava e importava como a exportação do açúcar Séc. XV, ”ouro branco da Madeira”, e mais tarde do vinho Séc. XVIII..
Como antigamente era obrigatória a quarentena das pessoas que visitavam esta ilha, existem lendas que os grandes descobridores ficavam também alojados neste forte devido à segurança que aqui poderiam usufruir. Entre estes contam-se Cristóvão Colombo e o Capitão Cook. E muitos mais... piratas militares artistas, políticos etc.
Até 1776 este ilhéu era conhecido nos mapas oficiais por Ilhéu Diogo (nome do filho do Cristóvão Colombo) contudo a partir dessa data através de provisão régia foi ligado fisicamente à ilha da Madeira, sendo esta concluída no reinado de D. José, de onde provem o nome dado posteriormente ao ilhéu - Forte São José.
Entre 1801 e 1807, aquando da ocupação das tropas inglesas, o Forte serviu de quartel general aos invasores e posteriormente de cadeia.
Em 1888 o governo decide prolongar o Porto do Funchal passando o Forte de S. José a ser desprezado pelos madeirenses.
Em 1903 o governo põe o Forte S. José à venda em hasta pública, para que com a sua venda, concluir e recuperar o outro Forte.
Nos últimos anos este forte teve diversas utilizações, desde depósito de carvão, combustíveis, mercadorias etc. Foi considerado como um dos mais importantes da Europa e do Novo Mundo em 1921.
Em 1966, foi colocado o maior reclame rotativo e luminoso da Europa na época.
Em Outubro de 2000 o Forte de S. José é adquirido por madeirenses, que pretendiam restituir toda a dignidade que o imóvel merecia dado o contributo que concedeu ao mundo globalizado.
De forma a recuperar o antigo forte estão a fazer-se intervenções arqueológicas, sendo já visitáveis 4 habitáculos interiores, a chaminé natural e 2 celas prisionais.
Este espaço, localizado na Europa, já foi alvo de estudos comunitários e para tal, Portugal recebeu verbas, no entanto, nunca os detentores puderam receber qualquer verba por a mesma ainda não pertencer á União Europeia.
Www.fortesaojose.com
http://principado-da-pontinha.blogspot.com
quinta-feira, 16 de abril de 2009
A Terra de Deus Cristo: do Amor
(Google)O Símbolo de Uma Nação... Lusitânia - Portugal.
«(...) a Cruz de Cristo, dos Templários, representando o símbolo do «Homem Universal». Como o intermediário entre a Essência e a Substância, ou o Céu e a Terra: propriamente como síntese integral, entre este dois pólos, da manifestação. Representando assim uma forma perfeita da Tríade: Céu, Terra, Homem. Nela, o homem será o Filho do Céu e da Terra, o ponto de união entre ambos. E aí estará ainda, tal como no símbolo do Sol e da Lua, a perfeição da complementaridade, na união do masculino e do feminino, ou do activo e passivo, na linha vertical e horizontal. Ou como na esfera armilar, pela representação do Céu e da Terra. Porque tudo nesses três símbolos lusíadas falará da unidade primeira. E aqui este da cruz de braços iguais, será o símbolo do ser que realizou a sua natureza humana e divina totalmente, no equilíbrio do acto e da potência. (...) O ser que atingiu o centro, como homem primordial (...)
Olhemos esses três símbolos, a esfera armilar, o escudo e a Cruz de Cristo, (...) como união do céu e da terra, pelo homem.»
Dalila Pereira da Costa, A Nau e o Graal
«(...) Este foi o Mundo passado, e este é o Mundo presente, e este será o Mundo futuro; e destes três mundos unidos se formará (que assim o formou Deus) um Mundo inteiro. Este é o sujeito da nossa História, e este o império que prometemos do Mundo. Tudo o que abraça o mar, tudo o que alumia o Sol, tudo o que cobre e rodeia o Sol, será sujeito a este Quinto Império; não por nome ou título fantástico, como todos os que até agora se chamaram impérios do Mundo, senão por domínio e sujeição verdadeira. Todos os reinos se unirão em um ceptro, todas as cabeças obedecerão a uma suprema cabeça, todas as coroas se rematarão em uma só diadema, e esta será a peanha da cruz de Cristo.
Todos os que na matéria de Portugal se governaram pelo discurso, erraram e se perderam.»
António Vieira, História do Futuro
«(...) o Reino de Portugal não foi fundado para se estender por Castela, senão para dilatar a fé de Cristo e o reino de Deus pelo mundo.»
Clavis Prophetarum
«E assim como o mundo se chama mundo, porque é imundo, e a morte se chama Parca, porque a ninguém perdoa, assim a nossa terra se pode chamar Lusitânia, porque a ninguém deixa luzir.» Sermões (VII, 85)
Até quando, Povo-Portugal, deixaremos nós roubar a única Cruz que em Nós vive?
A do Amor. A do Amor que é Pai e Filho em Nós. O nosso Ser?
Que nos importará verdadeiramente o resto? Enquanto vivermos a angustiante Ausência do nosso sumo Ser: do Sol em Nós?
Enquanto não formos Nós, de Novo, o Mudo-Amor: o Amor-Mundo!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
SAGRES
mural pintado no tecto do Museu Militar de Lisboa),
José Malhoa, 1907
As primeiras chuvas: uma proa
Que fica na maré – limos mortos, tábuas:
A solidão dos últimos pomos
Madurando ao sol. Nadas.
Do peso da luz. Os príncipes concordaram
Que a vida é insubstante – esta
História é mais antiga que o tempo.
Nada existe ainda; a não ser o terror.
A linha de água, as aves rasas,
Tudo espera ainda o dia
Dos Portugueses. O extremo ou o nada.
O tempo é breve como duas ondas,
Gemebundo entre as rochas, os faróis
Derruídos. Aqui perdura: proa.
Ainda que passe.
Sagres: umbigo do mundo. O barco
Contra a luz. O pescador tira as redes.
É um ermo em forma de cabo,
De breu e sal. A faina de uma pura
Lenda; uma faina de separar abismos.
O homem é maior que a vida. As
Primeiras cinzas do crepúsculo
Rasgam a fraga agónica.
São os mortos que regressam.
Lord of Erewhon
terça-feira, 22 de julho de 2008
Bartolomé Las Casas
.
... missionário dominicano, analisando, perplexo, a insensatez do comportamento dos espanhóis, perante os índios Aztecas, escreveu em 1550: «Não sabemos se devemos rir ou chorar em face do absurdo». Tratava-se da leitura, em castelhano, sem se recorrer a um intérprete, do «Requerimiento», elaborado pelo jurista real e dirigido aos índios, em 1514, de que transcrevemos a parte final, para que melhor se possa compreender o absurdo a que Las Casas se referia: «Jesus transmitiu o seu poder a S. Pedro, e este aos papas que se lhe seguiram; um desses últimos papas fez doação do continente americano aos espanhóis (e parte aos portugueses). Estabelecidas, deste modo, as razões jurídicas do domínio espanhol, falta apenas assegurar uma coisa: que os índios sejam informados da situação, pois pode dar-se o caso de eles ignorarem estes presentes sucessivos que os papas iam fazendo aos imperadores. (…). Se os índios se mostrarem convencidos depois dessa leitura, ninguém tem o direito de os tomar como escravos. Se, no entanto, eles não aceitarem esta interpretação da sua própria história, serão severamente punidos.»
Texto de Maria do Carmo Vieira,
Licenciada em Filologia Românica e Mestre em Literatura de Viagens pela Faculdade de Letras de Lisboa. Professora de Português e Francês do Ensino Secundário.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Descoberta da Austrália em 1524 por portugueses
O responsavel teria sido Cristóvão de Mendonça, capitão da Marinha Portuguesa, que partiu de Malaca, em 1521, com 3 naus, em busca das ilhas do Ouro.
Onde ele teria decidido voltar para trás (Warrnambool) em 1524, foi onde mais tarde haveria de aparecer o célebre e misterioso “Mahogany Ship” (Nau de Mogno, ou madeira de cajú), do qual existem cerca de 27 relatos diferentes, entre 1836 e 1880, e que depois desta data, parece ter desaparecido, de vez, das dunas.
Pelos pescadores e mercadores de Macassar haviam sido adoptado um dialecto crioulo derivado do Português. Sendo então esta uma possessão dominada pelos Portugueses.
O próprio Capitão James Cook regista que na passagem por Savu, à data de 19 de Setembro de 1770, ter-se servido de Manuel Pereira, um português embarcado na ‘Endeavour’ no Rio de Janeiro para se entender com os locais.
A presença de aborígenes brancos está assinalada, tal como a presença de mestiços aborígenes com traços timorenses ou malaios, nas costas ocidental e norte da Austrália.
O estado de Victória, de onde é natural e onde McIntyre trabalhou desde sempre, foi o primeiro a incorporar tal teoria nos livros de história oficialmente utilizados.
Interessante.
Qual é a sua opinião sobre isto?
Até já.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
INTRODUÇÃO A «O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS» DE C. R. BOXER, POR J. H. PLUMB
[…]
De facto, o Império Português põe uma série de questões embaraçosas ao historiador. Por que razão esta nação pequena, bastante pobre e culturalmente atrasada, situada na costa sudoeste da Europa foi tão dramaticamente bem sucedida nesse grande século de empreendimentos que começou por volta de 1440? E por que razão se tornou este êxito uma pálida sombra de si mesmo no curto espaço de cinquenta anos? E, o que é ainda mais estranho, porque é que a posse deste império não actuou como um catalizador para Portugal? Na Holanda, na Inglaterra, em Espanha e em França a posse de um império actuou como um fermento, não só na vida económica e política da nação, mas também na sua vida cultural, na sua literatura, na ciência e na arte. Em Portugal, Lisboa aumentou e Camões escreveu Os Lusíadas. É evidente que houve maior prosperidade do que a que teria havido se Portugal continuasse apenas dependente dos vinhos e da pesca. Mas, além de Camões, há muito poucos escritores, arquitectos, pintores ou cientistas cujos nomes sejam conhecidos, a não ser por especialistas. O impacto cultural do Império Português, se bem que não possa ser ignorado, é estranhamente superficial. E, à medida que uma pessoa lê a História arrebatadora dos Descobrimentos Portugueses, exposta com brilhantismo pelo prof. Boxer, estes porquês insistentes avolumam-se cada vez mais.
Na realidade, Portugal tinha algumas vantagens naturais. Durante toda a sua existência, havia vivido à custa do mar. A sua costa rochosa, batida pelo Atlântico, aonde vão desaguar os rios que nascem no interior montanhoso, tinha, desde sempre, sido a porta aberta para um mundo mais vasto, criando uma dura e hábil raça de marinheiros, que não se deixava atemorizar pelas tempestades do Oceano.
J. H. Plumb
In O Império Colonial Português, C. R. Boxer, Edições 70, Lisboa, 1977, pp. 13, 14, 15.
NOTA
Existe edição portuguesa mais recente, com o título «O Império Marítimo Português»; entretanto tivemos uma revolução, ergueu-se um determinado modelo de democracia, com uma imensa habilidade para mudar o nome às coisas. Ou melhor dito, temos a mania de traduzir como nos convém. O título original é «O Império Português Transportado no Mar» (The Portuguese Seaborne Empire 1415-1825).


