05.04.19 – 15h: Instituto de Cultura de Portimão
A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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sexta-feira, 5 de abril de 2019
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
18 de Janeiro, na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa....

Capelas Imperfeitas – Dispersos e inéditos, Volume X das Obras Completas de António Telmo, que sairá a lume com a proverbial chancela da Zéfiro, será lançado no próximo dia 18 de Janeiro, na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, em Lisboa. A apresentação da obra será feita por António Carlos Carvalho e a sessão, que se realiza na Sala Araújo Ferreira, terá início às 18:30, contemplando ainda a apresentação do número 22 da revista Nova Águia pelo seu Director, Renato Epifânio.
Prefaciado por Pedro Martins, que o organizou e anotou, e reunindo os epistolários, em boa parte inéditos, que Telmo manteve com os seus mestres Álvaro Ribeiro e José Marinho, bem como trinta cartas que escreveu a António Cândido Franco, numa selecção muito representativa que agora vem a lume, Capelas Imperfeitas inclui ainda, sempre sob o lema Bellum sine Bello, a segunda e derradeira parte da polémica, que ficou sanada, com o biógrafo de Agostinho da Silva a propósito das relações da Filosofia Portuguesa com o Surrealismo e Mário Cesariny, bem como a colaboração do filósofo na página cultural de O Setubalense, Arca do Verbo, quase integralmente preenchida pela polémica com um outro membro do seu círculo, o malogrado João Rêgo. Abrindo com Textos de Escrita Vária, em que avultam vinte e cinco Apontamentos e Fragmentos, e fechando com dois textos de intervenção em prol do movimento da Filosofia Portuguesa, publicados no primeiro número dos Cadernos de Filosofia Extravagante, estas Capelas Imperfeitas têm porventura nos Diálogos do Mês de Outubro, de que acaba de sair um excerto no mais recente número da revista Nova Águia, ontem lançado em Lisboa, o seu mais forte motivo de interesse. Tudo leva a crer, desde logo pelas indicações manuscritas no respectivo caderno manuscrito, mas também pelo seu teor, que se destinavam à primitiva versão de Filosofia e Kabbalah, que Telmo, em carta para António Quadros de Junho de 1986, dava já por completa. Como, no prefácio, escreve Pedro Martins:
«Precedidos de uma “Explicação”, encontramos sete diálogos, correspondentes aos sete dias da semana, em referência expressa aos deuses pagãos da mitologia clássica que respectivamente os regem, deste modo se predispondo os temas das conversas. Da Explicação, como da maior parte dos diálogos, encontraremos mais do que uma versão.
Os interlocutores tomam para seus nomes próprios os de mestres do filósofo, ou, talvez melhor dizendo, de «famosos filósofos que, de facto, foram decisivos para a orientação espiritual do autor», sem que com os mesmos possam, todavia, ser identificados em termos de pura coincidência. São eles Eudoro (de Sousa), José (Marinho) e Álvaro (Ribeiro). Mas Eudoro será, muitas vezes, substituído por Leonardo, e José irá, não raro, aparecer nomeado como Marinho.
Cada um destes nomes deve, pois, ser encarado como um símbolo. Como se explicita numa das versões, a primeira, da “Explicação”, Eudoro é «o católico ortodoxo»; Marinho, «o gnóstico, o oriental, o pensador da luz e do abismo»; Álvaro, «o católico ocultista, o cristão novo, o sefardi converso». Estas «três perspectivas (…) coexistem no espírito do autor deste livro», que as pôs «a conversar umas com as outras», procurando «ser o quarto que as conduz como um pastor». Quanto se pode ler na terceira e última versão da “Explicação” permite-nos, de algum modo, referir Leonardo à ortodoxia católica, Álvaro à Kabbalah sefardi e Marinho ao Islão iniciático do sufismo, o que nos conduz a um reencontro com a tese da confluência das três tradições peninsulares na formação da Filosofia Portuguesa, que foi a de Álvaro Ribeiro.
A identificação de Telmo com Álvaro será, de resto, e de longe, a mais flagrante, e não poderia ser de outra forma, pois que os Diálogos ostentem a seguinte dedicatória: «Ao filósofo do meu alvoroço, meu terceiro e verdadeiro mestre, Álvaro Ribeiro.» E é por essa identificação, como «uma dominante que harmonize entre si os vários aspectos do horóscopo mental», que a reintegração conciliatória das partes no todo poderá, enfim, ser lograda. Como diz o filósofo na primeira versão da “Explicação”: «Em mim, o católico ortodoxo de tradição familiar e o ocultista que procura fora do catolicismo aquela verdade esotérica que é pertença de todas as religiões vêm conciliar-se ou harmonizar-se no católico ocultista, que vê no Homem o nome de Deus que devemos santificar». Já de si António Telmo afirmara, logo no fragmento com que abre o presente volume, que «é Tomé, de uma família vagamente judaica». O seu marranismo resolve-se, assim, numa superior síntese conciliatória dos aspectos antagónicos associados, prima facie, aos dois credos.»
Refira-se, por último, a marginália destas Capelas Imperfeitas, em que se publica uma carta de Henri Gouhier para António Telmo encontrada no espólio de Álvaro Ribeiro, juntamente com as cartas que o autor de Arte Poética escreveu ao seu mestre, artigos de Afonso Botelho e Dalila Pereira da Costa sobre Telmo, publicados num dos dois números com que a já referida Arca do Verbo o homenageou em 1991, e uma carta aberta de António Cândido Franco a João Rêgo, no âmbito da polémica, também já referida, que este manteve com António Telmo naquele suplemento.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Índice da NOVA ÁGUIA 22...
NOVA ÁGUIA Nº
22: ÍNDICE
Editorial…5
CIDADANIA
LUSÓFONA: V CONGRESSO
Intervenções
de Adriano Moreira (p. 8), Braima Cassamá (p. 10), Delmar Maia Gonçalves (p.
11), Elter Manuel Carlos (p. 12), Isabel Potier (p. 15), Ivonia Nahak Borges
(p. 16), Luísa Timóteo (p. 18), Maria Dovigo (p. 18), Mariene Hildebrando e
Paulo Manoel Sendim Aires Pereira (p. 21), Valentino Viegas (p. 23), Zeferino
Boal (p. 26) e Carlos Mariano Manuel (p. 27).
DALILA
PEREIRA DA COSTA, 100 ANOS DEPOIS
DALILA
PEREIRA DA COSTA: NOTA BIO-BIBLIOGRÁFICA | Rui Lopo…32
IN VOCAÇÃO | Alexandre Teixeira
Mendes…35
DALILA PEREIRA DA COSTA E A MITOLOGIA
PORTUGUESA | António Braz Teixeira…36
DALILA PEREIRA DA COSTA E A NATUREZA MATRIARCAL DE PORTUGAL | Artur Manso…42
A COROGRAFIA
SAGRADA NA OBRA DE DALILA PEREIRA DA COSTA | Joaquim Domingues…51
ENCONTRO NA NOITE: ACERCA DO
ONIRISMO MÍSTICO DE DALILA PEREIRA DA COSTA | José Rui Teixeira…56
COM
DALILA NO REEGA…GAÇO DE ATAEE…GINA | Maria José Leal…61
DA
SUBLIMAÇÃO DA MULHER NO PENSAMENTO DE
DALILA PEREIRA DA COSTA | Maria Luísa de Castro Soares…67
DALILA: O
PANO DE FUNDO OU UMA PREMISSA INTERPRETATIVA ESSENCIAL | Pedro Sinde…74
LEMBRANÇA DE UMA TESE DE DALILA | Pinharanda Gomes…76
FRANCISCO
DE HOLANDA, 5 SÉCULOS DEPOIS
O
SENTIDO METAFÍSICO DA CRIAÇÃO EM FRANCISCO DE HOLANDA: ARTE E SER | Américo
Pereira…80
FRANCISCO DE HOLANDA, OU DE COMO
DESENHAR OS NOVOS MUNDOS POR ACHAR | António Moreira Teixeira…83
FRANCISCO
DE HOLANDA, O VARÃO ILUSTRE, CENSURADO E ESQUECIDO | Delmar Domingos de
Carvalho…93
FRANCISCO
DE HOLANDA: DA IMITAÇÃO À IDEIA | Idalina Maia Sidoncha…94
FRANCISCO DE HOLANDA E O DIÁLOGO LUSO-ITALIANO NO CONTEXTO DO
RENASCIMENTO EUROPEU DO SÉC. XVI | José Almeida…101
FRANCISCO DE HOLANDA E O FUROR DIVINO | José
Eliézer Mikosz…106
A VISÃO DE LIMA DE FREITAS SOBRE O OLHAR DE FRANCISCO
DE HOLANDA | Lígia Rocha…113
A
TEORIA ESTÉTICO-METAFÍSICA DA PINTURA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Cândido
Pimentel…121
A
CIDADE DA ALMA EM FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Curado…126
FRANCISCO
DE HOLANDA E A ARTE | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…134
OS
MEDALHÕES NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Maria Teresa Amado…127
FRANCISCO
DE HOLANDA: A CIRCULAÇÃO DO SABER EM ARQUITETURA NO SÉCULO XVI | Paulo de
Assunção…153
A
NOÇÃO DE ARTE COMO PARTICIPAÇÃO DA CRIAÇÃO DIVINA, NO MISTICISMO MANEIRISTA DE
FRANCISCO DE HOLANDA | Samuel Dimas…165
A
TEORIA DO PINTOR NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Teresa Lousa…170
OUTRAS
EVO(O)CAÇÕES
AGOSTINHO
DA SILVA | Pedro Martins…176
ALBANO
MARTINS | António Fournier e António José Borges…181
ANTÓNIO
BRAZ TEIXEIRA | Samuel Dimas…184
ANTÓNIO CABRAL | Manuela Morais…195
ANTÓNIO
QUADROS | José Lança-Coelho…196
CASAIS
MONTEIRO | António Braz Teixeira…197
DORA
FERREIRA DA SILVA | Constança Marcondes César…200
FERREIRA
DEUSDADO | Artur Manso…202
MANOEL
TAVARES RODRIGUES-LEAL | Luís de Barreiros Tavares…212
MANUEL
ANTUNES | Nuno Sotto Mayor Ferrão…216
MÁRCIA DIAS | Zeferino Boal…218
OUTROS
VOOS
EXPRESSÃO E SENTIDO DA SAUDADE NA
POESIA ANGOLANA E MOÇAMBICANA DA GERAÇÃO DE 1985 | António Braz Teixeira…220
BREVE REFLEXÃO SOBRE O ENSINO DA
FILOSOFIA EM CABO VERDE | Elter Manuel Carlos…224
PARA UMA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS
HUMANOS DA MÃE | José Eduardo Franco…231
A FISSURA NA MURALHA OU O “PRINCÍPIO DA
AUTODETERMINAÇÃO” | Pedro Sinde…233
DOZE DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS |
Renato Epifânio…235
AUTOBIOGRAFIA 5 | Samuel Dimas…248
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL
- SEGUNDA
PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…262
DIÁLOGOS DO MÊS
DE OUTUBRO
(EXCERTO) | António Telmo…264
BIBLIÁGUIO
A
VIA LUSÓFONA III | Miguel Real…270
AMADEO
DE SOUZA-CARDOSO: A FORÇA DA PINTURA
& A
“RENASCENÇA PORTUGUESA”: PENSAMENTO, MEMÓRIA E CRIAÇÃO | Renato
Epifânio…272
NO REGAÇO DE ATAEGINA | José Almeida…274
MESTRES
DA LÍNGUA PORTUGUESA | Jorge
Chichorro Rodrigues…275
POEMÁGUIO
RENASCER A SUL | Maria Luísa
Francisco…30
EXPRESSAR UM ISMO; PROVA DEVIDA |
António José Borges…31
ABORRECIMENTO | Arthur Grupillo…174-175
DOM SEBASTIÃO, O QUE NÃO
DESCANSA; IBN QASI, TODA A VIDA NA MORTE | Jesus Carlos…215
FAZEMOS METÁFORAS; PEREGRINAÇÃO |
Samuel Dimas…261
ROSTO; RESIDUAL; ARRAIS; CUNEIFORME;
ANJO | Luísa Borges…268-269
CRONOS
& KAIROS; PRINCIPIUM SAPIENTIAE | Paulo
Ferreira da Cunha…279
MEMORIÁGUIO
MAPIÁGUIO…281
ASSINATURAS…281
COLECÇÃO
NOVA ÁGUIA…284
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
NOVA ÁGUIA 22 - Editorial
Em todos os seus números, a
Revista NOVA ÁGUIA tem assumido o propósito de, sem qualquer complexo
histórico, dar voz às várias culturas lusófonas. Eis o que neste número uma vez
mais acontece, de forma particularmente eloquente, desde logo na secção de
abertura, onde publicamos uma selecção de textos apresentados no V Congresso da
Cidadania Lusófona, promovido pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.
Na secção seguinte, publicamos
uma dezena de textos sobre Dalila Pereira da Costa, cujo centenário do
nascimento se comemora em 2018. Depois de já a termos homenageado no ano do seu
falecimento (2012), promovemos este ano um Ciclo Evocativo sobre a sua Obra no
Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto, sua cidade natal, onde alguns dos
textos que aqui publicamos foram apresentados em primeira mão.
A par de Dalila Pereira da
Costa, Francisco de Holanda é a grande figura em destaque neste número da NOVA
ÁGUIA. Em 2017 assinalaram-se os quinhentos anos do seu nascimento e o
Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em parceria com outras entidades,
promoveu, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, um Colóquio sobre a sua “Pintura e
Pensamento”. No essencial, são os textos apresentados nesse Colóquio que aqui
publicamos: dezena e meia de textos, que dão conta das diversas facetas de uma
obra absolutamente singular no âmbito da cultura lusófona.
Temos depois uma série de
outras “Evo(o)cações”, naturalmente mais breves: de Albano Martins, que nos
deixou neste ano, até Dora Ferreira da Silva e Manuel Antunes (que completariam
igualmente cem anos em 2018), passando por outras figuras não menos relevantes
– nomeadamente, Ferreira Deusdado, falecido há cem anos (e que será o autor de
referência do IV Colóquio do Atlântico, por iniciativa do Instituto de
Filosofia Luso-Brasileira, da Universidade dos Açores e da Universidade
Católica Portuguesa).
Na secção seguinte, “Outros
voos”, mantemos essa senda lusófona, começando por dois ensaios: um sobre a “Expressão
e Sentido da Saudade na poesia angolana e moçambicana”, outro sobre o “Ensino
da Filosofia em Cabo Verde”. Como igualmente tem sido hábito, publicamos, em
“Extravoo”, mais alguns inéditos – nomeadamente, de Agostinho da Silva e
António Telmo, dois autores de referência para a NOVA ÁGUIA. Por fim, em
“Bibliáguio”, publicamos uma série de recensões de algumas obras recentemente
lançadas (parte das quais publicadas também com a nossa chancela), e, em
“Memoriáguio”, registamos fotograficamente alguns eventos para memória futura.
A Direcção da NOVA ÁGUIA
Post Scriptum: Dedicamos este número, no plano pessoal, a Manuel
Ferreira Patrício, que completou em Setembro oitenta anos (particularmente
fecundos) de vida – no próximo número, publicaremos um extenso ensaio, de
Emanuel Oliveira Medeiros, sobre a sua Obra. No plano institucional, dedicamos
este número à Academia Internacional da Cultura Portuguesa, que, em Junho deste
ano, honrou o MIL: Movimento Internacional Lusófono (e, por extensão, a NOVA
ÁGUIA) com a distinção de “Instituição Honorária”. À Academia Internacional da
Cultura Portuguesa, na pessoa de Adriano Moreira, o nosso público
reconhecimento por tão honrosa distinção.
Sobre António Braz Teixeira, na NOVA ÁGUIA 22...
A TEORIA DO MITO NA FILOSOFIA DA RELIGIÃO
LUSO-BRASILEIRA DE ANTÓNIO BRAZ TEIXEIRA
Samuel Dimas
Introdução: a que condição da experiência do Ser
corresponde o mito?
António Braz Teixeira desenvolve uma Filosofia da
Religião que se fundamenta na experiência do Absoluto indecifrável[1], a
qual se realiza através da instância superior da inteligência que encerra uma
intuição intelectual do invisível[2]. A
razão que preside à sua reflexão filosófica excede a abstração formalista e a
experiência empírica, para se fundamentar numa harmonia gnósica entre sensação,
intuição, sentimento, inteleção, imaginação e crença[3].
Trata-se de uma razão que integra o contributo das diversas formas da
experiência, como a ética, a estética, a metafísica e a religiosa, ascendendo do numinoso do mito até à sublimidade do mistério
sagrado pela união mística (Cf. loc.
cit.).
Mas esta perspetiva exige o
esclarecimento de duas questões fundamentais no pensamento do autor. Em
primeiro lugar: esta intuição intelectual corresponde à contemplação sub
specie aeternitatis da filosofia de Espinosa, que Dalila Pereira da Costa
associa à união mística[4], e
segundo a qual é possível um conhecimento adequado da essência eterna e
infinita de Deus, ou corresponde à experiência atemática e transcendental do
ser em que Deus se revela misteriosamente de forma implícita[5]? Em
segundo lugar: o mito é concebido como uma forma alegórica de explicar a
realidade espiritual da experiência imediata do mistério do ser originário, que
é subjacente ao devir histórico, através de uma realidade concreta e com o
recurso à analogia e à poesia por meio de imagens e metáforas, ou, de modo
distinto, é concebido como uma forma tautegórica de uma presentificação de si
mesma no drama ritual de deus, homem e natureza, e é concebido como uma forma
teogónica da realidade divina da Origem que vem a ser no mundo?
[1] Cf. Manuel Ferreira Patrício, «Reflexão sobre o modo
português de pensar filosoficamente em diálogo subtil com António Braz Teixeira
e em sua homenagem», in AA. VV, Convergências
e Afinidades, Homenagem a António Braz Teixeira, p. 172.
[2] Cf. António Braz Teixeira, Caminhos e Figuras da
Filosofia do Direito Luso-Brasileira, 2.ª ed ampliada, Lisboa, Novo
Imbondeiro, 2002, p.19.
[3] Cf. António Braz Teixeira, Deus, o Mal e a Saudade: Estudos sobre o Pensamento Português e
Luso-Brasíleiro Contemporâneo, p. 11.
[4] Cf. Dalila Pereira da Costa, A Nova Atlântida, Porto, Lello & Irmão Editores, 1977, p. 359.
[5] Cf. B. Espinosa, Ética,
parte II, prop. XLVII, Lisboa, Relógio d’Água Editores, 1992, p. 251.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Na NOVA ÁGUIA 22: 15 textos sobre FRANCISCO DE HOLANDA, 5 SÉCULOS DEPOIS...
O SENTIDO METAFÍSICO DA CRIAÇÃO EM FRANCISCO DE HOLANDA: ARTE E SER | Américo Pereira
FRANCISCO DE HOLANDA, OU DE COMO DESENHAR OS NOVOS MUNDOS POR ACHAR | António Moreira Teixeira
FRANCISCO DE HOLANDA, O VARÃO ILUSTRE, CENSURADO E ESQUECIDO | Delmar Domingos de Carvalho
DA IMITAÇÃO À IDEIA | Idalina Maia Sidoncha
FRANCISCO DE HOLANDA E O DIÁLOGO LUSO-ITALIANO NO CONTEXTO DO RENASCIMENTO EUROPEU DO SÉC. XVI | José Almeida
FRANCISCO DE HOLANDA E O FUROR DIVINO | José Eliézer Mikosz
A VISÃO DE LIMA DE FREITAS SOBRE O OLHAR DE FRANCISCO DE HOLANDA | Lígia Rocha
A TEORIA ESTETICO-METAFISICA DA PINTURA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Cândido Pimentel
A CIDADE DA ALMA EM FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Curado
FRANCISCO DE HOLANDA E A ARTE | Maria de Lourdes Sirgado Ganho
OS MEDALHÕES NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Maria Teresa Amado
FRANCISCO DE HOLANDA: A CIRCULAÇÃO DO SABER EM ARQUITETURA NO SÉCULO XVI | Paulo de Assunção
A NOÇÃO DE ARTE COMO PARTICIPAÇÃO DA CRIAÇÃO DIVINA, NO MISTICISMO MANEIRISTA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Samuel Dimas
A TEORIA DO PINTOR NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Teresa Lousa
terça-feira, 4 de setembro de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Sobre Ferreira Deusdado, na NOVA ÁGUIA 22...
M. A. FERREIRA-DEUSDADO (1858-1918). DA VIDA E DA OBRA NOS 100 ANOS DA
SUA MORTE
Artur Manso
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Sobre Manuel Antunes, na NOVA ÁGUIA 22...
BREVE EVOCAÇÃO
DO PADRE MANUEL ANTUNES - NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO (1918-2018)
Nuno Sotto
Mayor Ferrão
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Sobre Manuel Ferreira Patrício, na NOVA ÁGUIA 22...
EDUCAÇÃO, CULTURA E FILOSOFIA: NÚCLEOS DO PENSAMENTO E OBRA DE MANUEL FERREIRA PATRÍCIO
Emanuel Oliveira Medeiros

domingo, 29 de julho de 2018
Secções da NOVA ÁGUIA 22 (2º Semestre de 2018)...
CIDADANIA
LUSÓFONA: V CONGRESSO
DALILA PEREIRA DA COSTA, NOS 100 ANOS DO SEU
NASCIMENTO
FRANCISCO DE HOLANDA, 5 SÉCULOS DEPOIS
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES
OUTROS VOOS
EXTRAVOO
BIBLIÁGUIO
MEMORIÁGUIO
sábado, 14 de julho de 2018
Evocação de Dora Ferreira da Silva, na NOVA ÁGUIA 22...
Dora Ferreira da Silva nasceu em Conchas, no interior
de São Paulo, em 1 de Julho de 1918 e faleceu em São Paulo, a 6 de Abril de
2006, tendo-se casado aos 19 anos com o filósofo Vicente Ferreira da Silva e
passando a residir em São Paulo, na rua José Clemente. Dora foi poetisa,
tradutora e palestrante. Em 1940 publicou Andanças,livro
de poemas que recebeu o Prêmio Jabuti, que foi atribuído a ela mais duas vezes,
em 1996, por Poemas da Estrangeira,editado
pela Massao Ohno, e em 2005, por Hydrias,editado
pela Odysseus – recebeu ainda o
Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, por seu Poesia Reunida, editado pela TopBooks,
em 1999.Tradutora, traduziu Rilke, Hölderlin e Carl Gustav Jung.De 1955 a 1963, editou com Vicente
Ferreira da Silva e Milton Vargas a revista Diálogo.
A partir de 1965, editou, com a colaboração de Vilém Flusser, a revista Cavalo Azul, que teve 12 números
publicados. E de 2003 em diante, organizou grupos de estudo, em colaboração com
jovens poetas, como Rodrigo Petronio e Claudio Willer, em sua casa.Amiga de
pensadores do porte de Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, com eles manteve
fecundo diálogo, assim como com Dalila Pereira da Costa, para além de Ernesto
Grassi, para citar apenas um dos nomes que frequentavam a sua casa.
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