A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 14 de julho de 2018

Evocação de Dora Ferreira da Silva, na NOVA ÁGUIA 22...


Dora Ferreira da Silva nasceu em Conchas, no interior de São Paulo, em 1 de Julho de 1918 e faleceu em São Paulo, a 6 de Abril de 2006, tendo-se casado aos 19 anos com o filósofo Vicente Ferreira da Silva e passando a residir em São Paulo, na rua José Clemente. Dora foi poetisa, tradutora e palestrante. Em 1940 publicou Andanças,livro de poemas que recebeu o Prêmio Jabuti, que foi atribuído a ela mais duas vezes, em 1996, por Poemas da Estrangeira,editado pela Massao Ohno, e em 2005, por Hydrias,editado pela Odysseus – recebeu ainda o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, por seu Poesia Reunida, editado pela TopBooks, em 1999.Tradutora, traduziu Rilke, Hölderlin e Carl Gustav Jung.De 1955 a 1963, editou com Vicente Ferreira da Silva e Milton Vargas a revista Diálogo. A partir de 1965, editou, com a colaboração de Vilém Flusser, a revista Cavalo Azul, que teve 12 números publicados. E de 2003 em diante, organizou grupos de estudo, em colaboração com jovens poetas, como Rodrigo Petronio e Claudio Willer, em sua casa.Amiga de pensadores do porte de Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, com eles manteve fecundo diálogo, assim como com Dalila Pereira da Costa, para além de Ernesto Grassi, para citar apenas um dos nomes que frequentavam a sua casa.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sobre Dora Ferreira da Silva, por Constança Marcondes César: para a NOVA ÁGUIA 13

Lembro-me dos primeiros versos que pude ler no caderno de Dora, falando em voz alta, a seu pedido. Ficou-me na memória o primeiro poema, os primeiros versos (o livro ainda não estava pronto, eram as primícias que me oferecia, privilégio de encontro com a vida criadora transbordante que neles repercutia): “Poema pássaro predileto” (...).
Contraponto do espantoso Appassionata, o vôo do pássaro, sua aproximação, metaforizavam o exercício da disponibilidade ao que nos ultrapassava, a atenção ao chamado do absoluto, que possibilita fazer coincidir eternidade e tempo. É esse o caminho que Dora nos ensinou, com aguda sensibilidade e delicadeza: viver no tempo a fulguração do eterno. Só desse modo vale a pena o viver. Todas as outras inquietações são menores. Só desse modo podemos nos salvar, só desse modo a existência adquire significação. Só desse modo os deuses estão presentes e vida e morte se tornam “um mesmo canto”, como ela disse.

(excerto)

domingo, 20 de setembro de 2009

Do contágio...

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"O Agostinho [da Silva] falava muito do contágio, usava sempre essa expressão. (…) No contágio, porque a gente só fala do contágio a propósito de doenças, do negativo, e não do positivo. O contágio pode ser benéfico".

Dora Ferreira da Silva, in Presença de Agostinho da Silva no Brasil, Organização de Amândio Silva e Pedro Agostinho, Edições Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro 2007, p.133.