A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
SAGRES
O Sonho do Infante (pormenor, parte esquerda do
mural pintado no tecto do Museu Militar de Lisboa),
José Malhoa, 1907
As primeiras chuvas: uma proa
Que fica na maré – limos mortos, tábuas:
A solidão dos últimos pomos
Madurando ao sol. Nadas.
Do peso da luz. Os príncipes concordaram
Que a vida é insubstante – esta
História é mais antiga que o tempo.
Nada existe ainda; a não ser o terror.
A linha de água, as aves rasas,
Tudo espera ainda o dia
Dos Portugueses. O extremo ou o nada.
O tempo é breve como duas ondas,
Gemebundo entre as rochas, os faróis
Derruídos. Aqui perdura: proa.
Ainda que passe.
Sagres: umbigo do mundo. O barco
Contra a luz. O pescador tira as redes.
É um ermo em forma de cabo,
De breu e sal. A faina de uma pura
Lenda; uma faina de separar abismos.
O homem é maior que a vida. As
Primeiras cinzas do crepúsculo
Rasgam a fraga agónica.
São os mortos que regressam.
Lord of Erewhon
mural pintado no tecto do Museu Militar de Lisboa),
José Malhoa, 1907
As primeiras chuvas: uma proa
Que fica na maré – limos mortos, tábuas:
A solidão dos últimos pomos
Madurando ao sol. Nadas.
Do peso da luz. Os príncipes concordaram
Que a vida é insubstante – esta
História é mais antiga que o tempo.
Nada existe ainda; a não ser o terror.
A linha de água, as aves rasas,
Tudo espera ainda o dia
Dos Portugueses. O extremo ou o nada.
O tempo é breve como duas ondas,
Gemebundo entre as rochas, os faróis
Derruídos. Aqui perdura: proa.
Ainda que passe.
Sagres: umbigo do mundo. O barco
Contra a luz. O pescador tira as redes.
É um ermo em forma de cabo,
De breu e sal. A faina de uma pura
Lenda; uma faina de separar abismos.
O homem é maior que a vida. As
Primeiras cinzas do crepúsculo
Rasgam a fraga agónica.
São os mortos que regressam.
Lord of Erewhon
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