A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hoje, Lançamento: "A Aventura Maçónica" de António Telmo (14 Fev)


Convite

A Zéfiro e o Círculo Eça de Queiroz têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra
A Aventura Maçónica – Viagens à Volta de um Tapete, da autoria de António Telmo, que será apresentada por Nuno Nazareth Fernandes.

Estarão igualmente presentes Pedro Martins, que colaborou na preparação da obra, e o editor Alexandre Gabriel.

Este lançamento terá lugar no dia 14 de Fevereiro (2ªf), pelas 21h no Círculo Eça de Queiroz (Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 4 – Entre o Carmo e a Trindade, Metro Baixa-Chiado), em Lisboa.

Esperamos ter o prazer da sua presença.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cumbite an Mirandés - Antre Monas i Sbolácios


Cumbite an Mirandés pa l salimiento de l lhibro
Antre Monas i Sbolácios an Cacém

La Zéfiro i la Scuola Secundaira Gama Barros ténen l gusto de bos cumbidar pa l salimiento de l lhibro Antre Monas i Sbolácios, que cuntará cula perséncia de l’outora Adelaide Monteiro, de l diretor de la scuola, António Gouveia, i de l eiditor Alexandre Gabriel.

L'apersentaçon de l lhibro quedará por mano de Amadeu Ferreira, diretor de la coleçon An Mirandés.

Esta sesson bai-se a passar l 7 de dezembre a las 7 de la tarde na Rue de la Sprança ne l Cacém.

Speramos tener l gusto de la buossa perséncia.

Convite em Mirandês para o lançamento do livro Antre Monas i Sbolácios no Cacém

A Zéfiro e a Escola Secundária Gama Barros têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra Antre Monas i Sbolácios, que contará com a presença da autora Adelaide Monteiro, do director da escola, António Gouveia, e do editor Alexandre Gabriel.

A apresentação do livro ficará a cargo de Amadeu Ferreira, director da colecção An Mirandés.

Esta sessão terá lugar no dia 7 de Dezembro às 19h na Rua da Esperança no Cacém.

Esperamos ter o prazer da sua presença.

sábado, 19 de junho de 2010

Lançamento de "Homens, Espadas e Tomates" de Rainer Daehnhardt


Quinta Wimmer, Belas - 27 Jun às 16h

Os Feitos Heróicos dos Portugueses nos Descobrimentos

Seguido de Palestra e Exposição de Armas Originais dos sécs. XV, XVI e XVII dos Portugueses e dos seus Adversários (Colecção R. D.)

Entrada livre

segunda-feira, 22 de março de 2010

Revista Portuguesa de Musicologia - nºs 14-15

A MÚSICA DA IDADE MÉDIA
E DO RENASCIMENTO

Director: Manuel Carlos de Brito
Directora-Adjunta: Teresa Cascudo
Director-Adjunto: João Soeiro de Carvalho

Nesta edição colaboraram vários autores oriundos não só de Portugal, mas também de França, Inglaterra, Estados-Unidos da América e Austrália, incluindo nomes consagrados como Michel Huglo, bem como jovens licenciandos em Ciências Musicais.

Partindo da notação musical do séc. XII, os temas estão organizados de forma cronológica até ao séc. XVII. Dá-se especialmente importância à indagação de fontes de música manuscritas (fragmentos de Zamora, Elvas e Leiria, processional português de Chicago) mas também à antiga teoria musical (Anónimo de Évora, Mateus de Aranda). De sublinhar a importância da identificação e publicação de uma fonte de polifonia e de uma fonte teórica inéditas, ambas do século XV. Para além dos artigos, encontra-se uma secção de notícias e recensões, com informações bibliográficas de relevo.

Associação Portuguesa de Ciências Musicais

Colaboradores:
Kathleen E. Nelson, Gil Miranda, Michel Huglo, Manuel Pedro Ferreira, Bernadette Nelson, Harvey L. Sharrer, Owen Rees, David Cranmer, Rui M. Pinto, Luís M. Santos, José Sacramento, Jean-Paul Olive, Júlia-Miguel Bernardes, Adriana Latino, J. P. D’ Alvarenga

www.zefiro.pt

sábado, 6 de março de 2010

UE edita Gramática e Roteiro de Literatura

.
A Universidade de Évora editou uma Gramática e um Roteiro de Literatura Contemporânea dedicados à língua de Camões, com o objectivo de contribuir e apoiar a divulgação e o estudo da língua nos países de língua oficial portuguesa.

O "Roteiro da literatura contemporânea em Língua Portuguesa - uma janela de oportunidade com vista para o mundo em português", da autoria da Prof. Eunice Cabral, do Departamento de Linguística e Literaturas (DLL), reúne um conjunto de poesias e prosas dos mundos da língua portuguesa, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

De acordo com o prefácio da autora, este livro constitui-se por uma "recolha de textos literários, em língua portuguesa que não é mais do que uma janela de oportunidade com vista para um universo extensíssimo: a literatura escrita em português".

A selecção dos autores e dos textos, que a autora considera de "nível literário diferente", mostrou-se difícil e assume-se como não sendo exaustiva.

A autora considera ainda que o "universo em questão - a literatura de Língua Portuguesa - é uma constelação tão rica que permite várias antologias de organização variada e mantendo entre si um nível de qualidade muito elevado".

Relativamente à "Gramática prática da Língua Portuguesa", das Prof.s Maria do Céu Fonseca e Maria João Marçalo, docentes do DLL, esta trata-se de um "meio de educação linguística". Para as autoras, a Gramática apresenta-se como "escolar e descomprometida do ponto de vista teórico" e um "elemento fundamental de divulgação do português nos países de língua oficial portuguesa".

Ambas as obras têm os conteúdos pensados no público-alvo a que se destinam, quer através da exemplificação de obras de autores dos países da CPLP, quer através dos próprios conteúdos da gramática.

Com uma tiragem de 500 exemplares na primeira edição e à espera de financiamento para uma nova edição, as obras têm pinturas de Malangatana na capa e estão à venda na Loja Molina.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Todas as cartas de amor são ridículas, mas no entanto...


«Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)»

Álvaro de Campos, 21/10/1935

Leia um excerto em: www.zefiro.pt

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"Pastor de Estrelas"

Nota bibliográfica
Joaquim Domingues

Pastor de Estrelas, de Avelino de Sousa, constitui uma composição poética, sob a forma de tríptico, de que saem agora a lume o primeiro e o segundo livros. O terceiro, sob o título Bosque Cerrado, veio à luz em 2003, em edição assaz restrita. Composição poética em prosa e verso, diga-se, mas também inspirada e meditada; que as discriminações clássicas, académicas ou escolares não têm primazia sobre o livre adejar do espírito.
Embora conhecida e reconhecida, premiada até, a arte de Avelino de Sousa não sacrifica às modas literárias o ofício das musas, o vetusto culto prestado às divindades da roda de Apolo, atributos da luminosa sabedoria descida do alto. O ensurdecedor ruído que nestes dias perturba a clara audição dessa música sublime explicará talvez a discrição do autor. Se o inesperado só se revela a quem o espera, conforme o dito de Heraclito, não basta estar atento, acordado, pois cumpre estar acorde, aperfeiçoar a afinação interior sem a qual nenhuma ressonância sairia das cordas da lira.
Aos cinco títulos publicados em livro por Avelino de Sousa – Nostalgia, edições Vega, Lisboa, 1988; Retratos Apócrifos, seguidos de Doze Canções, Átrio, Lisboa, 1991; Folhagem de Sombras (sob o criptónimo Nuno David Elias), Universitária Editora, 2000; Poemas, edição do autor, Pinhal Novo, 2005; e o já referido Bosque Cerrado, M J Real imo/edição do autor, Setúbal, 2003 –, acrescem os textos dispersos em publicações periódicas dispersas – ‘Arca do Verbo’, de O Setubalense; Sirgo, de Castelo Branco; Colóquio/Letras, de Lisboa; Teoremas de Filosofia, do Porto; Cadernos de Filosofia Extravagante, de Vila Viçosa… Abundante como é a nossa literatura poética, raro se lê uma arte tão rica na forma quão ampla no horizonte e elevada no tom, onde nada falta do que de essencial cumpre atender. Ao sopro da sua voz, a razão se dilata e exalta, sem refugar a natureza e a humanidade, que é como quem diz, a transitória dor e o contingente mal, que são o aguilhão do poeta.
Se os volumes anteriores saíram sóbria, mas cuidadosamente ilustrados – o segundo com um desenho do autor onde a lira se desdobra em fogosa floração ascensional –, a este coube enriquecê-lo Carlos Aurélio. Artista dos mais completos, com notável obra plástica, designadamente no desenho, pintura, escultura e fotografia, também cultiva com mestria as artes da palavra. Além dos textos dispersos, designadamente nos Teoremas de Filosofia, publicou dois volumes de índole reflexiva – Mapa Metafísico da Europa, Fundação Lusíada, Lisboa, 2003, e Considerando os Filósofos, Tartaruga, Chaves, 2008 – tendo pronto para o prelo o terceiro – Cartas de Noé para Nayma.
O Pastor de Estrelas, pela força do verbo, tem a magia poética capaz de se animar de vida própria ao calor de cada leitura compreensiva. Assim às imagens criadas por Avelino de Sousa perfeitamente se casam as de Carlos Aurélio, traçadas entre a terra e o céu, sinal da comum frequência daquele mundo de que os sonhos são feitos. Pela graça geradora e regeneradora do espírito se afirmam as novas gerações, de quem fiamos o nosso futuro, certos de que a cadeia sem fim que tudo liga e religa se movimenta teleologicamente.

Publicado em:
http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2010/01/o-pastor-de-estrelas-1.html

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O "admirável" mundo novo...





A Amazon divulgou que o livro mais vendido no seu site durante a época natalícia foi o Kindle, o livro electrónico.

As vendas ultrapassaram as expectativas, tendo a Amazon vendido mais livros electrónicos do que em papel. O Kindle foi o «presente mais oferecido na história da Amazon», segundo um comunicado da empresa. «Pela primeira vez, os nossos clientes compraram mais livros para o Kindle do que em papel», acrescenta a empresa no comunicado.

A Amazon não revela os números relativos às vendas indicando apenas que o pico de maior procura aconteceu a 14 Dezembro, altura em que a empresa registou 110 encomendas por segundo, ou seja, mais de 9,5 milhões de artigos vendidos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Feira do Livro Esotérico - 11, 12 e 13 Dez em Sintra

FEIRA DO LIVRO ESOTÉRICO
11, 12 E 13 DEZEMBRO - SINTRA

Associação Cultural Art of Living
Largo Ferreira de Castro, nº 3 r/c (No centro da Vila de Sintra, junto do bar Fonte da Pipa)

HORÁRIO
Sexta-feira, 11 - 18h-23h
Sábado, 12 - 11h-20h
Domingo, 13 - 11h-20h

PALESTRAS
Sexta-feira, 21h30
"MAÇONARIA E CRISTIANISMO"
por Luís de Matos

Sábado, 17h
"O ENCONTRO DE FERNANDO PESSOA E ALEISTER CROWLEY"
por André Falcão

Domingo, 17h
"O SIMBOLISMO NA FLAUTA MÁGICA DE MOZART"
por Paulo Brandão

Entrada Livre

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Segredos da Descoberta da Austrália pelos Portugueses"

SEGREDOS DA DESCOBERTA DA AUSTRÁLIA PELOS PORTUGUESES
Eduardo Amarante & Rainer Daehnhardt, George Collingridge & Richard H. Major

NOVAS REVELAÇÕES COMPROVAM A PRESENÇA DE NAVEGADORES PORTUGUESES NA AUSTRÁLIA MAIS DE 200 ANOS ANTES DA COROA INGLESA

Baseando-se em dois mapas de 1547 recentemente descobertos numa biblioteca em Los Angeles, nos Estados Unidos, os autores defendem a hipótese, solidamente sustentada pela cartografia quinhentista e pela toponímia, da descoberta da Austrália e, muito provavelmente, da Nova Zelândia, pelos navegadores portugueses.

Apesar desta teoria ser já defendida por alguns investigadores escoceses e ingleses desde o séc. XVIII, a presente obra revela novos dados que fortalecem e clarificam a descoberta portuguesa, que terá ocorrido mais de dois séculos antes do Capitão James Cook reclamar, em 1770, a posse do vasto território australiano para a coroa inglesa.

Esta obra inclui uma ampla quantidade de antigos mapas, dos quais se destaca um, de 1598, de origem inglesa – aqui reproduzido a cores – contendo informações inéditas que revelam ser uma cópia de portulanos portugueses anteriores.

Infelizmente, os mapas secretos lusos não chegaram até aos nossos dias porque, muito provavelmente, foram ocultados ou destruídos pela coroa portuguesa, que quis manter afastados os seus rivais, particularmente os espanhóis.

Todas estas descobertas, para além de revelarem informações inéditas sobre a verdadeira amplitude dos Descobrimentos Portugueses, revelam a importância dada pela cartografia lusa ao Extremo Oriente.

PARA ALÉM DA HISTÓRIA OFICIAL DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES, EXISTE UMA HISTÓRIA SECRETA, ONDE PROLIFERAM AS RIVALIDADES, OS SEGREDOS DA COROA E AS ESTRATÉGIAS POLÍTICAS

Inclui Reprodução a Cores de um Mapa Inédito da Austrália do Séc. XVI

Para mais informações: www.zefiro.pt

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A FICÇÃO CIENTÍFICA DE AL GORE

Rui G. Moura


É o primeiro livro a nível mundial que faz uma crítica arrasadora das intrujices de Al Gore que tanto brado deu e o ajudou a ser premiado com um Nobel da Paz. Este escândalo só foi possível pela manipulação das consciências de cidadãos, de decisores políticos, de profissionais da comunicação social e, infelizmente, de cientistas de vários campos da Ciência.

Al Gore recorre a factos e observações reais, mas não se furta a mentir, distorcer e alarmar, para asseverar categoricamente que todas as desgraças – secas, calor, cheias, extinção de espécies, etc. – se devem ao “aquecimento global”.

Se Al Gore e os seus seguidores têm a certeza de que as cidades costeiras vão desaparecer, engolidas pela subida dos oceanos, devida à fusão do gelo do Antárctico e da Gronelândia, e se têm consciência de que as medidas que agora propõem já não vão a tempo de evitar tal catástrofe, por que razão não exigem aos governos que dêem início a um processo, necessariamente moroso, de evacuação das populações para novas cidades a construir em cotas mais elevadas ?

Marlo Lewis Jr. identifica no livro/filme "Uma Verdade Inconveniente" 26 afirmações distorcidas, 17 enganosas, 10 exageradas, 28 especulativas e 19 erradas. O livro de Marlo Lewis Jr. está dividido nos seguintes capítulos :

Efeito de Estufa Básico; Glaciares de Montanha; Reconstrução do Clima com Dados Proxy; Projecções do Aquecimento Global; Calor; Furacões; Tornados, Inundações, Fogos e Secas; O Clima do Árctico; Corrente do Golfo; Pássaros, Escaravelhos, Extinções; Recifes de Coral; Algas, Carraças, Mosquitos e Germes; Antárctico e Subida do Nível do Mar; Gronelândia e Subida do Nível do Mar; A Humanidade e a Natureza; A América e as Alterações Climáticas; Consenso, Ciência e Grupos de Interesses; Bush e o Aquecimento Global; Política Climática; Moralidade.

Os textos são acompanhados por 89 figuras, muitas delas coloridas, que facilitam a compreensão da análise crítica de Marlo Lewis Jr.

A edição é da Booknomics que se esforçou por apresentar uma obra de valor pois além da crítica, o livro constitui um excelente manual sobre muitos dos temas climatológicos. Faculta uma vasta lista de referências e notas finais para os leitores aprofundarem conhecimentos e prosseguirem outras leituras.

A tradução é de Rui Gonçalo Moura e de Jorge Pacheco de Oliveira, que procuraram auxiliar os leitores enriquecendo o livro com uma centena de notas de pé-de-página.


Fonte: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2008/05/fico-cientfica-de-al-gore.html

domingo, 4 de outubro de 2009

Prazeres



Grandes pescarias

Acabei de saber que o Sr. Esteves "pescou" esta manhã, na lota de Portimão, um magnifico pargo de cinco quilos. A D. Adelaide e o Sr. Manuel vão fazê-lo morrer no forno, assado inteiro, rodeado de pequenas batatinhas aloiradas, e quando chegar à mesa vai-se ouvir uma enorme salva de palmas.

O prazer de consumir

Faz agora um ano em Dallas, no Texas, onde decorreu o congresso Americano de Transplantações, calhou ver num grande armazém saldos da Ralph Lauren. Era só naquele dia. Tudo com menos quarenta por cento! A regra para mim era simples. Quanto mais comprasse mais poupava.

Eduardo Barroso - editora DIFEL

Nota: Tem passagens a que não vão resistir. Um livro de crónicas, originalmente publicadas no suplemento DNA, entre 1996 e 1998. Leve, divertido e sobretudo muito guloso. Se não leram, aproveitem, vai ser uma excelente e risonha companhia.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Minha Pátria é o Mundo Inteiro




“Minha Pátria é o Mundo Inteiro”, biografia sobre Neno Vasco

Esta é a obra de pesquisa histórica, «Minha Pátria é o Mundo Inteiro» de Alexandre Samis (Letra Livre, 2009) sobre o militante anarquista Neno Vasco, intelectual que actuou nos meios operários em Portugal e no Brasil com particular importância na imprensa sindicalista da época.
Neno Vasco ou Gregório Nazianzeno Moreira de Queirós e Vasconcelos (1878 - 1923) foi um poeta, advogado, jornalista e escritor, ardoroso militante anarcossindicalista nascido em Portugal. Emigrou para o Brasil onde estabeleceu uma série de projectos com os anarquistas daquele país. É de sua autoria a tradução para português do hino "A Internacional”.


A chama canta, salta e corre
O velho burgo tomba enfim...
Oh! Quanto abutre cai e morre!
Oh! Quanto abutre em seu festim!
De face a ardear, que a chama cresta!
Ó párias nus, vindes dançar,
Dançar em roda, correr, cantar,
Que esta fogueira é vossa festa!
A chama a crepitar!
Em círculo formai!
Dançai!
Dançai!
De archote aceso, o mundo iluminai!

Neno Vasco

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

1910


1910 foi ano de ilusões. Chegou Outubro, e a revolução triunfou. Ao vencer, a República perdeu a inocência e parte do encanto. Era a palavra mágica, a chave improvável de todas as portas. Prometia encerrar um passado recente, pobre e sem glória, e abrir janelas para manhãs de outra portugalidade.
Parecia tudo simples. Bastava mudar de Regime para que, no País, se transformassem a aptidão agrícola, o regime das chuvas, a riqueza do subsolo, a estrutura social e a instrução, ou que se pudessem fazer aproveitar melhor, de um momento para outro, por gente iluminada de novos saberes.
Não aconteceu assim. Conhecemos as lições amargas que a História nos deixou.

Miguel Bombarda era o chefe civil da revolução republicana. Cândido dos Reis dirigia os militares revoltosos. O médico foi atingido a tiro por um oficial que andava a tratar e sucumbiu horas antes da revolta eclodir. O almirante terá virado a arma contra si próprio e não assistiu à alvorada do dia quatro. Em menos de dezoito horas, a revolução foi decapitada. Se ninguém armou o matador nem desviou a arma do presumível suícida, estaremos prestes a comemorar o centenário da mais invulgar coincidência da História Universal.
O romance histórico 1910 desenvolve a tese da existência de uma organização contra-revolucionária clandestina formada por monárquicos radicais e católicos ultra-ortodoxos que terão tentado deter os passos da História.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Romance "Cruzeiro do Sul" de Urda Alice Klueger




Pequena Resenha Crítica


Romance “Cruzeiro do Sul” de Urda Alice Klueger:
A Saga Historial de Imigrantes da Metrópole e de Ameríndios na Formação do Brasil Sulista


“Para os navegantes com desejo de vento
A memória é um ponto de partida”

Eduardo Galeano



Quando você toma para o entretenimento ler, de um romance historial de 400 páginas, como o belo livro CRUZEIRO DO SUL da sul-catarinense Urda Alice Klueger, você fica desde logo atiçado para a contenteza do deleite de um prazer de leitura a partir de uma obra literalmente de peso. Em se tratando de Urda Alice Klueger então, como o handicap todo dela, fina flor da chamada literatura brasileira contemporânea, você logo afina o seu voraz lado ledor com a harmonia salutar da preciosíssima escrita de gabarito dela. Especialista em história, Urda Alice é ainda mais, já autora de quatorze obras de alto nível.

O belo romance Cruzeiro do Sul, Editora Hemisfério Sul Ltda, dá um gostoso sentimento de leitura com prazer, entrecortado com alguma ideia aqui e ali de volta às raízes, de volta as origens, quaisquer que sejam elas, num mesmo encantamento, e eu, não por acaso, um pé vermelho do sul criado em Santa Itararé das Artes, vesti-me de arrebatamentos, e de alguma maneira senti-me em casa. E vieram-me a mente as apreendências dos primeiros livros que li, todos de Érico Veríssimo também contando dos pagos sulinos, de igual feitio encantador.

George H. Lewis diz que “ assim como os pássaros tem asas, o homem tem língua”. Olha a história oral e o lado memorialista atiçado. Caetano cantou da mátria língua pátria. Lendo o romance Cruzeiro do Sul, você envereda pelos capítulos todos (e pode lê-los ao acaso, de que forma quiser), e quando vê está se derretendo todo pela gostosura do bem contar, do bem narrar, uma precisa contação que seduz, alicerçando continuações e paisagem que assomam à mente com desenvoltura. Escrever é tocar corações e mentes?

A fundação cultural sulista ali está inteira, plena, embonitada, paginando fatos, invencionices. Dos imigrantes da corte portuguesa em terras brasilis (ah esses brasis gerais); dos chamados silvícolas e ainda um lado antropológico no letral personalizando mestiços, mamelucos, autoridades religiosas, desde os campos gerais, da Vila de São Paulo aos pinheirais de Curitiba, entrando em terras náuticas de Santa Catarina, e assim na leitura vamo-nos, tomados pelo prazer de, bebendo as andanças e paisagens, vilas, acontecências felizes ou trágicas, cada uma das partes como o inédito destino dando sentenças ou salvando sonhos de povoamentos e colonização, entre descobertas e vivificações sociais.

“A gente se esforça com paixão, durante anos, para imitar o que é, e mal chega a dar a entender a olhos experimentados o que tentou fazer”, disse Guy de Maupassant. Pois essa máxima não vale para Urda Alice. Você bebe do mundo ficcional dela, e vê ali a historiadora séria embonitando laços de ternura; vê a pesquisadora datando o confeito do historial todo com maestria, o que na obra Cruzeiro do Sul mais se afirma em Montaigne: “Só um leitor inteligente é capaz de descobrir nos escritos alheios coisas outras e lhes emprestar sentidos e aspectos mais ricos”. É isso: Urda Alice está mais para Proust e isso é um elogio e tanto que ela faz por merecer-se.

O sofrimento que vem de Deus (diz um personagem do livro). O sofrimento que vem do homem (explorando seu semelhante), o que Urda Alice tipifica muito bem no que abre ao contar, confirmando a antológica frase poética de Carlos Drummond de Andrade que diz que “toda história é remorso”.

Urda Alice não julga, apenas conta as versões, os enfoques, nomeia tim-tim por tim-tim, sempre tendo como pano de fundo a fundação desse verdadeiro sul-brasilis de tantas diásporas, de tanto fugitivos de guerras, de tantos aventureiros, piratas, e, sim, exploradores de toda sorte, inclusive da fé e da confiança alheia. Tempos em que a água bebia a onça.

Urda Alice Klueger escreve de um jeito que parece que tudo aquilo é conosco, como se, sim, ela fosse mesmo parte da familia (familia Brasil), como se estivéssemos ao redor de uma fogueira assando pinhões, ao redor de um fogão de vermelhão com tubérculos, mates e panelas com picumãs do tempo agarrado nelas, lampiões acesos nas cabeças, religando conversas fiadas, causos pra boi dormir, mais o encantamento de muito bem saber entreter com memórias passadas a limpo, entre o imaginado e o sentido, o pesquisado e o vivido, sempre a cândida criatividade dando pano pra manga, quero dizer, dando uma bela obra.

Meninos portugueses da gema aqui aprendendo a serem guris, piás, curumins. Os exóticos estrangeiros entre os colonizadores tendo que sobreviver a todo custo entre pagãos de algum modo; o configuramento de viagens, empreitas e travessias em terras virgens sendo desbravadas por colonos sofridos em pé de guerra com a sobrevivência emergencial possível e necessária, de ocasião, e ainda curiosos, aventureiros entre tantos outros personagens que vão e vem, chegam e mudam, alteram o espaço, partem, correr atrás de prejuízos, ah dura sobrevivência, os personagens todos saltam aos olhos, verossímeis, sedutores, verdadeiros, reais. Cativantes. Muito prazer de ler. Bonitezas.

Construções detalhadas. Roupas, pessoas, lugares, situações. Pinceladas de ocorrências que se sucedem e costuram o novelo de situações, entrelaçando, registrando os campos, como retratos de uma época que já se perdeu na névoa do longe, as agruras, os índios, as criações, as ilusões, prosopopéias, uma obra que é um verdadeiro achado, um suntuoso celeiro de matizes a comporem o corpo ficcional todo, entre linguagens bem colocadas, colheitas com detalhes, sentimentos aflorados, rudezas sobrevivenciais, e, ainda, tudo bem sortido no letral com garbo.

A personagem Isabel cativante. A história de Marixem como um achado. A igreja, os adensamentos, os povoados, lavouras, tudo contado como conhecimento que marca, toca, fica com a gente, fica bulindo com a imaginação de quem é de alguma sentido atrelado à escrita-leitura.

Livro bom é assim. Há trechos de verdadeira prosa poética com você se sentindo dentro de você, feito um quintal, um bosque, um lugar uma familia, uma amizade, um reaparelhamento interior de revisitança em encantamento.

“Getulio era mais imaginoso, mais sonhador, e era ele quem inventava a maioria das brincadeiras novas. Eles eram crianças simples, sem livros de história, sem gravuras bonitas, sem brinquedos coloridos, mas se viravam. Áurea trazia de casa uma algaravia de historias que iam desde a magia dos duendes e das fadas alemãs até as cruéis histórias da Moura Torta, aquela personagem emigrada de Portugal para o litoral de Santa Catarina já fazia tempo e que continuava forte e viva na tradição oral(...)” Pg. 371

Cruzeiro do Sul é um romance grande também em qualidade. Daria um belo filme, minissérie ou até uma baita novela, Viegas Fernandes da Costa, Escritor e Historiador na orelha da obra afirma o que eu assino embaixo: “Obra de maturidade da autora (Cruzeiro do Sul), narra a saga de um povo construído na diversidade étnica e na luta com as adversidades(...). Com profundo lirismo e humanismo, Urda nos tece o mural de um povo plural(...) mas também nos faz acreditar na força do ser humano quando carrega em si o sonho da vida(...)”.

Ernest Hemingway dizia que o mundo quebrava as pessoas, mas elas ficavam mais fortes nos lugares onde elas foram quebradas. Deve ser por isso que o sul do Brasil, desbravado e erguido galhardia por imigrantes e filhos destes, é a região mais desenvolvida sócio-culturalmente do Brasil.

O romance Cruzeiro do Sul tem esse registro pari-passu das andanças de povos de outras terras, começando depois de 1500 e terminando bem depois de 1985. Com um final (que pode ser continuação de) que é triste, amargo, mas que também é fim de algum tempo para recomeço de uma outra nova época ou geração, tempo de mudanças, talvez uma outra contação futural, que a labuta continua e nem sempre há final feliz na vida daqueles que se aventuram por outras plagas, com o espírito lusonauta de conhecer, construir, deixar o sal da lágrima de Portugal em berços explêndidos de muitas madeiras, minérios, águas, sementes e açúcares.

Os sofrimentos que fizeram o Brasil, o sofrimento que fazem hoje, muito além do sul do Brasil com os excluídos sociais, os sem teto, sem terra, sem amor, os minhocos; filhos da terra sonhando uma Pasárgada, uma Onira, um Eldorado que parece estar mesmo dentro de cada um de nós, como uma história de sedução e conquista.

O maravilhoso mundo mágico da escrita de Urda Alice, dando uma idéia de como pode ter sido a colonização do Brasil florão da américa católica, com sua colonização de exploração, com sua mistura de ranças, crenças, mas mantendo a língua-mestra com a qual Urda Alice Klueger criou um clássico.

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Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes, São Paulo, Brasil
Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos - E-mail: poesilas@erra.com.br
Blogue:
www.portas-lapsos.zip.net
Autor entre outros de O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, 2009, Giz Editorial, no prelo

BOX:

CRUZEIRO DO SUL, Romance
Urda Alice Klueger – urda@flynet.com.br
Editora Hemisfério Sul, Santa Catarina