A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Em Angola, "português é a língua da nacionalidade”, diz Pepetela

Nasceu em Benguela Artur Pestana, como escritor ficou Pepetela, tradução do seu apelido na língua umbundu. Diz que a língua “molda a expressão do pensamento” e quanto ao novo acordo ortográfico, “está mais contra os que estão contra”.
“Eu escrevo em português, mas se o fizesse em francês seria outra coisa, outra cabeça, e à expressão própia dentro da língua, alguns chamam estilo", afirma logo no início da conversa com o Observatório do Algarve.
Conversa que se travou sob o pretexto do doutoramento "Honoris Causa" recebido na Universidade do Algarve e que o escritor dedicou “ao povo angolano”, considerando que "muito dificilmente se separará a obra e a vida de um escritor da história e cultura do seu povo" .
Uma dedicatória que estende à sua mãe e à sua mulher. A primeira por uma "estória de matemática, uma equação" que o empurrou para a escrita e a outra “por ser responsável por, pelo menos, metade daquilo que tenho produzido".
Para Pepetela, os ambientes entram nas escritas, as palavras, seus instrumentos de trabalho, são também a ligação com o exterior e portanto “é diferente estar em Portugal, no Brasil ou, por exemplo, nos Estados Unidos”.
Isso vê-se em qualquer conferência internacional, ilustra o escritor angolano, "quando procuramos sempre moçambicanos, cabo-verdianos, portugueses, antes de tudo".
O português é a língua da nacionalidade
E como vai o português, enquanto língua oficial em Angola? “Como língua materna, já ultrapassou todas as outras”, disso não tem dúvidas Artur Pestana que garante ser o português dominado por mais de 90 por cento dos angolanos, embora uns se expressem melhor que outros. Não é só, portanto, a língua oficial, mas sim “a língua da nacionalidade”.
Uma nação para cuja classe dirigente lança um olhar crítico, perante “o processo lento que será necessário percorrer, até ter uma elite capaz e séria. E a oposição ainda não tem força”, remata.
Ainda assim, Pepetela fala do irromper de “espaços de liberdade, órgãos de informação com mais pluralidade”, de lugares “onde se pode fazer cultura”.
A “falta de imaginação” do novo acordo ortográfico
É um tema quase incontornável, quando se fala de lusofonia, mas Pepetela confessa-se “um bocado farto” do acordo.
“Eu sou contra este acordo, mas sou ainda mais contra os que estão contra, que me parece terem uma reacção parecida com a que existiu no século dezanove, relativamente ao francês”. É uma reacção reaccionária, diz num jogo de palavras significativo.
Reacções à parte, Pepetela diz que o acordo sofre de “falta de imaginação”. E dá um exemplo: Diz-se António em português e Antônio em brasileiro. “Não seria altura de se inventar um novo acento, para definir as sílabas tónicas, uniformizar grafia e sotaques?, questiona.
Um outro livro na calha
“Este ano não sai nada ”, não há novo livro, comenta de imediato quando o Observatório do Algarve o questiona sobre novos trabalhos.
Pepetela está antes envolvido num projecto que implica “muita pesquisa e investigação. Tento sempre ser diferente, evitar o perigo da repetição”, justifica.
Mas não é possível, por enquanto, saber mais sobre o seu novo trabalho. “Sou supersticioso e ainda não é o tempo de falar nisso”, atalha.
Pepetela retomaria este escrúpulo de falar de si próprio e da sua obra no discurso que proferiu, após receber as insígnias de doutor "Honoris Causa onde disse que, no seu "fraco entender, um ficcionista deve contar preferentemente estórias, com 'es', e não falar ou escrever sobre aquilo que é o seu trabalho íntimo, talvez o mais íntimo dos trabalhos humanos".
"Chamemos-lhe discrição ou suma vaidade a este cuidado de não revelar intimidades. Há porém escritores, também especialistas em teoria literária, e que sem caírem em esquizofrenias, conseguem analisar, ponderar e divulgar aquilo que vão descobrindo nos textos ditados pela sua própria imaginação. O que alguns denominam subconsciente", afirmou.
Uma obra que é a busca de encontros, desencontros, às vezes encontrões
"Tocou-me vivamente o gesto da UAlg ao lembrar-se de me outorgar o título de Doutor Honoris Causa. Compreendo o gesto como vontade de homenagem que ultrapassa o próprio homenageado, mas também, e principalmente, visa uma literatura e uma nação, a angolana", afirmou ainda.
Para ele, "muito dificilmente se separará a obra e a vida de um escritor da história e cultura do seu povo", uma perspectiva que está plasmada na sua obra, intimamente ligada à luta de libertação, mas também à história e aos universos míticos de Angola, à crítica ideológica e social de um período mais recente.
O sociólogo António Correia e Silva, reitor da Universidade de Cabo Verde, foi o padrinho do doutoramento e para ele “não há como desligar a escrita de Pepetela de um projecto político que permitiu aos povos da periferia colonizadora tornarem-se em autores da sua própria história. Uma escrita assumidamente política, mas não panfletária. Uma escrita que resgata a vida que ficava fora da moldura. Uma busca de encontros, desencontros, às vezes encontrões”.
"Suspeito por isso que esteja um pouco desarmado perante uma obra literária complexa, que fala do branco e do negro, da paz e da guerra, da realidade e da utopia, do passado e do presente, da África e da Europa, do planalto e da estepe", acrescentou.
O reitor da UAlg, João Guerreiro, mencionou por sua vez quatro paralelos entre a obra do novo doutor e a instituição que dirige: "a interculturalidade, a valorização da língua portuguesa, a adopção de um intransigente compromisso social e a liberdade".
Igualmente presente na cerimónia, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, disse que as suas palavras tinham como objectivo "saudar o escritor e através dele, não apenas a literatura, mas o homem nas suas metamorfoses, que revelam a história".
Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/04/em-angola-portugues-e-lingua-da.html
terça-feira, 9 de março de 2010
Estatuto do Cidadão Lusófono ainda é complicado para Angola
O deputado da Assembleia Nacional de Angola, Cristóvão da Cunha, reconheceu, sábado, em Lisboa, que vai ser muito difícil a adopção de um Estatuto do Cidadão Lusófono na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas assegurou que os Estados estão a trabalhar para que isso seja possível.
Em declarações à imprensa angolana que cobre a Assembleia Parlamentar da CPLP, Cristóvão da Cunha, que integra a delegação angolana que participa na reunião, admitiu também não ser matéria fácil o Acordo Ortográfico e a criação de um Estatuto do Cidadão Lusófono, principalmente para países que acabaram de sair de um longo período de conflito interno, como é o caso de Angola.
Depois da primeira Assembleia Parlamentar da CPLP, em Abril do ano passado, em São Tomé, foram criados dois grupos técnicos para tratar das questões do Acordo Ortográfico e do Estatuto do Cidadão Lusófono.
Cristóvão da Cunha lembrou que, até ao momento, Angola não apresentou uma proposta de Estatuto do Cidadão Lusófono porque estava dependente da aprovação de uma nova Constituição. “É preciso que os cidadãos da CPLP entendam que estamos em presença de uma comunidade de países soberanos, cujos governos, por si só, não podem ditar, por exemplo, o Estatuto do Cidadão Lusófono. É preciso que os parlamentos se pronunciem”, esclareceu o deputado, antes de assegurar que as casas das leis dos Estados membros estão a trabalhar sobre o assunto.
Um grupo técnico foi criado na CPLP para encontrar, em cada um dos Estados, aspectos comuns que facilitem a concepção do Estatuto do Cidadão Lusófono. “Reconhecemos que não estamos em presença de uma matéria de fácil tratamento. É uma matéria que deve ser bem cuidada, principalmente para os países que acabaram de se libertar de uma guerra, como é o caso de Angola. Mas os cidadãos lusófonos podem acreditar que é uma matéria que está a ser estudada e poderemos ter uma saída airosa”, concluiu Cristóvão da Cunha.
O Acordo Ortográfico e o Estatuto do Cidadão Lusófono estão na agenda da II Assembleia Parlamentar da CPLP, que começa amanhã no Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República (Parlamento) portuguesa. O presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, está já em Lisboa para chefiar a delegação angolana à II Assembleia Parlamentar da CPLP que inicia hoje. A comitiva angolana é integra pelos deputados Cristóvão da Cunha, do MPLA e Lukamba Paulo “Gato”, da UNITA.
A sessão solene de abertura é antecedida de cumprimentos e assinatura do livro de honra no Secretariado Executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Às 13 horas, o presidente da Assembleia da República portuguesa, Jaime Gama, oferece um almoço aos seus homólogos, para duas horas mais tarde manterem um encontro.
O discurso de abertura é proferido por Francisco da Silva, presidente cessante da Assembleia Parlamentar da CPLP e líder da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe. Como anfitrião, Jaime Gama, que assume a nova presidência da Assembleia Parlamentar, dá as boas-vindas aos delegados. Depois da sessão de abertura, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, vai dissertar sobre os “Desafios e horizonte da Presidência Portuguesa da CPLP”.
A sessão plenária do primeiro dia tem como tema “A CPLP e a situação política e económica e internacional” e tem como oradores o presidente da Câmara dos Deputados Brasileiros e o governador do Banco de Portugal.
Durante a plenária de amanhã, o presidente da Assembleia Nacional de Angola, Paulo Kassoma, vai falar do “Reforço da Cooperação no âmbito da CPLP”. Fazem parte da CPLP, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/03/estatuto-do-cidadao-lusofono-ainda-e.html
Em declarações à imprensa angolana que cobre a Assembleia Parlamentar da CPLP, Cristóvão da Cunha, que integra a delegação angolana que participa na reunião, admitiu também não ser matéria fácil o Acordo Ortográfico e a criação de um Estatuto do Cidadão Lusófono, principalmente para países que acabaram de sair de um longo período de conflito interno, como é o caso de Angola.
Depois da primeira Assembleia Parlamentar da CPLP, em Abril do ano passado, em São Tomé, foram criados dois grupos técnicos para tratar das questões do Acordo Ortográfico e do Estatuto do Cidadão Lusófono.
Cristóvão da Cunha lembrou que, até ao momento, Angola não apresentou uma proposta de Estatuto do Cidadão Lusófono porque estava dependente da aprovação de uma nova Constituição. “É preciso que os cidadãos da CPLP entendam que estamos em presença de uma comunidade de países soberanos, cujos governos, por si só, não podem ditar, por exemplo, o Estatuto do Cidadão Lusófono. É preciso que os parlamentos se pronunciem”, esclareceu o deputado, antes de assegurar que as casas das leis dos Estados membros estão a trabalhar sobre o assunto.
Um grupo técnico foi criado na CPLP para encontrar, em cada um dos Estados, aspectos comuns que facilitem a concepção do Estatuto do Cidadão Lusófono. “Reconhecemos que não estamos em presença de uma matéria de fácil tratamento. É uma matéria que deve ser bem cuidada, principalmente para os países que acabaram de se libertar de uma guerra, como é o caso de Angola. Mas os cidadãos lusófonos podem acreditar que é uma matéria que está a ser estudada e poderemos ter uma saída airosa”, concluiu Cristóvão da Cunha.
O Acordo Ortográfico e o Estatuto do Cidadão Lusófono estão na agenda da II Assembleia Parlamentar da CPLP, que começa amanhã no Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República (Parlamento) portuguesa. O presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, está já em Lisboa para chefiar a delegação angolana à II Assembleia Parlamentar da CPLP que inicia hoje. A comitiva angolana é integra pelos deputados Cristóvão da Cunha, do MPLA e Lukamba Paulo “Gato”, da UNITA.
A sessão solene de abertura é antecedida de cumprimentos e assinatura do livro de honra no Secretariado Executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Às 13 horas, o presidente da Assembleia da República portuguesa, Jaime Gama, oferece um almoço aos seus homólogos, para duas horas mais tarde manterem um encontro.
O discurso de abertura é proferido por Francisco da Silva, presidente cessante da Assembleia Parlamentar da CPLP e líder da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe. Como anfitrião, Jaime Gama, que assume a nova presidência da Assembleia Parlamentar, dá as boas-vindas aos delegados. Depois da sessão de abertura, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, vai dissertar sobre os “Desafios e horizonte da Presidência Portuguesa da CPLP”.
A sessão plenária do primeiro dia tem como tema “A CPLP e a situação política e económica e internacional” e tem como oradores o presidente da Câmara dos Deputados Brasileiros e o governador do Banco de Portugal.
Durante a plenária de amanhã, o presidente da Assembleia Nacional de Angola, Paulo Kassoma, vai falar do “Reforço da Cooperação no âmbito da CPLP”. Fazem parte da CPLP, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/03/estatuto-do-cidadao-lusofono-ainda-e.html
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
UAb lança obra do Prof. Doutor Filipe Zau sobre a Educação em Angola
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Educação em Angola: Novos Trilhos para o Desenvolvimento é o terceiro título da autoria do diplomata e investigador angolano Prof. Doutor Filipe Zau. O lançamento da obra terá lugar no dia 23 de Novembro de 2009, pelas 18h30, no Salão Nobre da Universidade Aberta, em Lisboa, numa cerimónia que contará com a presença do escritor e jornalista angolano Mestre João Melo; do Reitor da UAb, Prof. Doutor Carlos Reis; da Vice-Reitora da UAb, Profª Doutora Carla Oliveira; e do Pró-Reitor para o Reordenamento Institucional, Prof. Doutor João Caetano, que fará a apresentação do livro.
Inserida no contexto da tese de doutoramento do autor, a obra tem como objecto de estudo a formação de professores em Angola e a sua importância para o desenvolvimento sustentado do país, num mundo globalizado.
Como refere o Prof. Doutor Filipe Zau nas reflexões finais, “para que o desenvolvimento sustentado e endógeno de Angola seja irreversível é indispensável investir na formação de formadores, para todos os níveis, graus e contextos de aprendizagem, para qualificar os formandos, maioritariamente menores de 20 anos, que devem aprender a executar as suas tarefas de forma simples e, se possível, lúdica”.
Segundo o especialista, “a TV, a rádio e os outros media, bem como a investigação e o ensino superior podem e devem contribuir muito activamente para o registo, tratamento e difusão dos riquíssimos acervos culturais e linguísticos de Angola. Os referidos meios devem agir de igual modo relativamente à língua oficial e de escolaridade e da língua estrangeira, de preferência o Inglês, tanto no ensino/aprendizagem presencial como a distância. Esta última língua dá acesso às NTIC’s e ao desenvolvimento científico e tecnológico de ponta”.
O Prof. Doutor Filipe Zau é membro do Grupo Técnico para as Questões Económicas e Sociais do Secretariado do Conselho de Ministros, função que exerce paralelamente à de Consultor do Ministro da Educação. Foi Adido Cultural da Embaixada de Angola em Portugal e Assessor para os Assuntos de Educação, Cultura e Desportos do Secretariado Executivo da CPLP.
Na sua carreira académica consta o Doutoramento em Ciências da Educação, na Especialidade de Multiculturalismo e Interculturalidade, pela Universidade Aberta e o Mestrado em Relações Inter-Culturais, também pela UAb.
Antes de “Educação em Angola: Novos Trilhos para o Desenvolvimento”, publicou “Marítimos Africanos de um Clube com História” e “Angola: Trilhos para o Desenvolvimento”.
CONTACTO PARA A IMPRENSA: Denise Henriques | 969 053 669 | 213 916 436 | deniseh@univ-ab.pt.
Educação em Angola: Novos Trilhos para o Desenvolvimento é o terceiro título da autoria do diplomata e investigador angolano Prof. Doutor Filipe Zau. O lançamento da obra terá lugar no dia 23 de Novembro de 2009, pelas 18h30, no Salão Nobre da Universidade Aberta, em Lisboa, numa cerimónia que contará com a presença do escritor e jornalista angolano Mestre João Melo; do Reitor da UAb, Prof. Doutor Carlos Reis; da Vice-Reitora da UAb, Profª Doutora Carla Oliveira; e do Pró-Reitor para o Reordenamento Institucional, Prof. Doutor João Caetano, que fará a apresentação do livro.
Inserida no contexto da tese de doutoramento do autor, a obra tem como objecto de estudo a formação de professores em Angola e a sua importância para o desenvolvimento sustentado do país, num mundo globalizado.
Como refere o Prof. Doutor Filipe Zau nas reflexões finais, “para que o desenvolvimento sustentado e endógeno de Angola seja irreversível é indispensável investir na formação de formadores, para todos os níveis, graus e contextos de aprendizagem, para qualificar os formandos, maioritariamente menores de 20 anos, que devem aprender a executar as suas tarefas de forma simples e, se possível, lúdica”.
Segundo o especialista, “a TV, a rádio e os outros media, bem como a investigação e o ensino superior podem e devem contribuir muito activamente para o registo, tratamento e difusão dos riquíssimos acervos culturais e linguísticos de Angola. Os referidos meios devem agir de igual modo relativamente à língua oficial e de escolaridade e da língua estrangeira, de preferência o Inglês, tanto no ensino/aprendizagem presencial como a distância. Esta última língua dá acesso às NTIC’s e ao desenvolvimento científico e tecnológico de ponta”.
O Prof. Doutor Filipe Zau é membro do Grupo Técnico para as Questões Económicas e Sociais do Secretariado do Conselho de Ministros, função que exerce paralelamente à de Consultor do Ministro da Educação. Foi Adido Cultural da Embaixada de Angola em Portugal e Assessor para os Assuntos de Educação, Cultura e Desportos do Secretariado Executivo da CPLP.
Na sua carreira académica consta o Doutoramento em Ciências da Educação, na Especialidade de Multiculturalismo e Interculturalidade, pela Universidade Aberta e o Mestrado em Relações Inter-Culturais, também pela UAb.
Antes de “Educação em Angola: Novos Trilhos para o Desenvolvimento”, publicou “Marítimos Africanos de um Clube com História” e “Angola: Trilhos para o Desenvolvimento”.
CONTACTO PARA A IMPRENSA: Denise Henriques | 969 053 669 | 213 916 436 | deniseh@univ-ab.pt.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ler é uma festa
sábado, 7 de novembro de 2009
Jurista angolano defende língua portuguesa como referência na construção da nação
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Luanda - O jurista Carlos Feijó, considerou quarta-feira, em Luanda, que a língua portuguesa é um elemento de referência fundamental no processo de construção da nação angolana.
Carlos Feijó fez pronunciamento quando dissertava sobre o tema: "A Língua Portuguesa na Cooperação Económica e na Reconstrução de Angola", numa conferência promovida pela empresa construtora portuguesa Visabeira Angola.
Segundo Feijó, a língua portuguesa funciona como elemento de comunicação privilegiada, que permite "cada um de nós fazer parte dessa comunidade angolana, por formas a comunicar-nos bem, seja no plano económico, político, jurídico ou cultural".
Para o jurista, o português é um língua com um futuro em termos de unidade nacional, coesão social, consolidação, daquilo que se pode chamar a própria angolanidade.
"O português em Angola é de facto uma língua que para alguns é considerada como língua oficial de Angola e outros dizem que deve estar inserido nas línguas nacionais". "Há correntes diferentes, como aqueles que consideram que as línguas que hoje são chamadas as línguas nacionais são as línguas locais e o português pela sua transversalidade é a língua nacional", referiu.
A conferência, que se realizou por ocasião dos 12 anos da Visabeira Angola, realizou-se no auditório Pepetela no Centro Cultural Português em Luanda.
Segundo os organizadores, o bloco linguístico lusófono, representado pelos oradores de Angola, Portugal e um representante do Brasil, tem subjacente a ideia de que cada um daqueles países tem assente o seu desenvolvimento e pode basear o seu crescimento sustentado na sua cultura, em geral, e na sua língua, em particular, nomeadamente, como actores económicos nos quadros da União Europeia, do Merco-sul e da SADC.
Luanda - O jurista Carlos Feijó, considerou quarta-feira, em Luanda, que a língua portuguesa é um elemento de referência fundamental no processo de construção da nação angolana.
Carlos Feijó fez pronunciamento quando dissertava sobre o tema: "A Língua Portuguesa na Cooperação Económica e na Reconstrução de Angola", numa conferência promovida pela empresa construtora portuguesa Visabeira Angola.
Segundo Feijó, a língua portuguesa funciona como elemento de comunicação privilegiada, que permite "cada um de nós fazer parte dessa comunidade angolana, por formas a comunicar-nos bem, seja no plano económico, político, jurídico ou cultural".
Para o jurista, o português é um língua com um futuro em termos de unidade nacional, coesão social, consolidação, daquilo que se pode chamar a própria angolanidade.
"O português em Angola é de facto uma língua que para alguns é considerada como língua oficial de Angola e outros dizem que deve estar inserido nas línguas nacionais". "Há correntes diferentes, como aqueles que consideram que as línguas que hoje são chamadas as línguas nacionais são as línguas locais e o português pela sua transversalidade é a língua nacional", referiu.
A conferência, que se realizou por ocasião dos 12 anos da Visabeira Angola, realizou-se no auditório Pepetela no Centro Cultural Português em Luanda.
Segundo os organizadores, o bloco linguístico lusófono, representado pelos oradores de Angola, Portugal e um representante do Brasil, tem subjacente a ideia de que cada um daqueles países tem assente o seu desenvolvimento e pode basear o seu crescimento sustentado na sua cultura, em geral, e na sua língua, em particular, nomeadamente, como actores económicos nos quadros da União Europeia, do Merco-sul e da SADC.
domingo, 1 de novembro de 2009
Chefe das Forças Armadas Angolanas enaltece cooperação bilateral com a Guiné-Bissau
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O chefe do Estado Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército Francisco Pereira Furtado, encontra-se desde anteontem na Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação militar entre os dois países.
À sua chegada, Francisco Pereira Furtado declarou à imprensa que a deslocação visa o aprofundamento dos contactos entre as forças armadas dos dois países, com vista a assinatura de um acordo entre as autoridades governamentais de Angola e da Guiné-Bissau.
Salientou a disponibilidade de Angola ajudar as forças armadas da Guiné-Bissau nas áreas da formação, assistência técnica, reforma do sector de defesa, entre outras.
A delegação militar angolana integra os tenentes-generais João Jorge, Rui Lopes Afonso e Virgínio da Cunha Pinto, das direcções de Preparação de Tropas e Ensino, e das Operações do Estado Maior do Exército e da Força Aérea Nacional (FAN), respectivamente.
Fazem ainda parte da delegação o contra-almirante Noé Rodrigues Magalhães, chefe adjunto da Direcção de Inteligência Militar Operativa da Marinha de Guerra Angolana, assim como outros oficiais superiores das Forças Armadas Angolanas.
À sua chegada, a delegação foi recebida pelo general José Zamora Induta, chefe do Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, e pelo embaixador angolano na Guiné-Bissau, Brito Sozinho.
O programa contempla visitas e reuniões separadas nos estados maiores do exército, da força aérea e da marinha guineenses, apresentação a delegação angolana do dossier sobre as reformas do sector de defesa da Guiné-Bissau e uma visita ao Centro de Instrução Militar de Cumere.
A delegação angolana manterá ainda encontros de trabalho e de cortesia com o Ministro da Defesa Nacional e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, assim como com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e com o presidente da República, Malam Bacai Sanha.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24393&catogory=Guiné%20Bissau
O chefe do Estado Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército Francisco Pereira Furtado, encontra-se desde anteontem na Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação militar entre os dois países.
À sua chegada, Francisco Pereira Furtado declarou à imprensa que a deslocação visa o aprofundamento dos contactos entre as forças armadas dos dois países, com vista a assinatura de um acordo entre as autoridades governamentais de Angola e da Guiné-Bissau.
Salientou a disponibilidade de Angola ajudar as forças armadas da Guiné-Bissau nas áreas da formação, assistência técnica, reforma do sector de defesa, entre outras.
A delegação militar angolana integra os tenentes-generais João Jorge, Rui Lopes Afonso e Virgínio da Cunha Pinto, das direcções de Preparação de Tropas e Ensino, e das Operações do Estado Maior do Exército e da Força Aérea Nacional (FAN), respectivamente.
Fazem ainda parte da delegação o contra-almirante Noé Rodrigues Magalhães, chefe adjunto da Direcção de Inteligência Militar Operativa da Marinha de Guerra Angolana, assim como outros oficiais superiores das Forças Armadas Angolanas.
À sua chegada, a delegação foi recebida pelo general José Zamora Induta, chefe do Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, e pelo embaixador angolano na Guiné-Bissau, Brito Sozinho.
O programa contempla visitas e reuniões separadas nos estados maiores do exército, da força aérea e da marinha guineenses, apresentação a delegação angolana do dossier sobre as reformas do sector de defesa da Guiné-Bissau e uma visita ao Centro de Instrução Militar de Cumere.
A delegação angolana manterá ainda encontros de trabalho e de cortesia com o Ministro da Defesa Nacional e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, assim como com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e com o presidente da República, Malam Bacai Sanha.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24393&catogory=Guiné%20Bissau
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Investimento privado em Angola cresce e 40% é português
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O investimento privado em Angola até Setembro último foi superior ao realizado em igual período de 2008, com a aprovação de 443 propostas de investimento, anunciou hoje o presidente da Agência de Investimento Privado de Angola.
Aguinaldo Jaime diz que foram aprovados pelo organismo a que preside projectos de investimento no valor global superior a 1,377 mil milhões de dólares (927 milhões de euros), no período de Janeiro até 30 de Setembro, o que representa um aumento face aos pouco mais de mil milhões de dólares atingidos em igual período de 2008.
Quanto à origem geográfica do investimento, 40% do total dos projectos são portugueses, ou seja 179, com uma intenção de investimento a rondar os 209,45 milhões de dólares (141 milhões de euros).
"Os investidores começam a acreditar em Angola como alternativa segura para os seus investimentos", considerou Aguinaldo Jaime que falava num seminário no âmbito da conferência "Portugal Exportador".
Fonte: Diário Digital
O investimento privado em Angola até Setembro último foi superior ao realizado em igual período de 2008, com a aprovação de 443 propostas de investimento, anunciou hoje o presidente da Agência de Investimento Privado de Angola.
Aguinaldo Jaime diz que foram aprovados pelo organismo a que preside projectos de investimento no valor global superior a 1,377 mil milhões de dólares (927 milhões de euros), no período de Janeiro até 30 de Setembro, o que representa um aumento face aos pouco mais de mil milhões de dólares atingidos em igual período de 2008.
Quanto à origem geográfica do investimento, 40% do total dos projectos são portugueses, ou seja 179, com uma intenção de investimento a rondar os 209,45 milhões de dólares (141 milhões de euros).
"Os investidores começam a acreditar em Angola como alternativa segura para os seus investimentos", considerou Aguinaldo Jaime que falava num seminário no âmbito da conferência "Portugal Exportador".
Fonte: Diário Digital
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Em Angola, com a ajuda de Cuba...
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Huambo conta com mais de mil alfabetizadores voluntários
Mil e cento e oitenta alfabetizadores voluntários asseguram o projecto de alfabetização e aceleração escolar na província do Huambo, para além dos 450 contratados, disse hoje o responsável do sector, Pedro Chiyaya.
Em entrevista à imprensa local, o responsável fez saber que, entre os vários métodos de alfabetização que se utilizam na província, actualmente se destaca o denominado "sim eu posso", uma parceria entre os governos de Angola e de Cuba.
Neste método os alunos aprendem a ler e a escrever através de aulas audiovisuais, com acompanhamento do facilitador que explica e esclarece as dúvidas.
Pedro Chiyaya adiantou que o método "sim eu posso" arrancou em Junho deste ano com dez salas das 200 que se pretendem criar até Dezembro nos 11 municípios que compõem a província.
Afirmou que em Setembro foram "graduados" os 32 primeiros alunos alfabetizados neste método ainda em fase experimental, em que estão inscritos 483 pessoas, na sua maioria mulheres.
Três meses é o período que dura entre um nível ao outro, e no dizer de Pedro Chiyaya neste tempo os alunos aprendem o alfabeto, os números e formam palavras, para depois construírem frases, formular perguntas, escrever solicitações e cartas.
Alice Maria de 27 anos de idade residente no município de Cachiungo aprendeu a ler o ABC nas aulas de alfabetização e hoje estuda a 8ª classe na escola do 1º ciclo Ndumduma Iº.
Mãe de quatro filhos, revelou que o incentivo de estudar partiu do seu marido, um efectivo da polícia nacional., "No principio sentia um pouco de vergonha porque não conhecia as palavras, mas agora estou muito contente porque sei ler e escrever", disse.
Camponesa desde a sua infância Alice Maria sonha um dia ser enfermeira, mas até chegar lá, precisa actualmente dividir o seu tempo entre a escola e a lavra para apoiar o marido no sustento da família. No período das 06 as 11 horas trabalha no campo e das 13 as 17 vai para a escola.
Agradece esta oportunidade que o governo dá as pessoas que não puderam estudar mais cedo, mulheres, antigos combatentes, policias e FAA, mas apela que se dê incentivo aos alfabetizadores voluntários para que estes continuem com maior dinamismo.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24140&catogory=Angola
Huambo conta com mais de mil alfabetizadores voluntários
Mil e cento e oitenta alfabetizadores voluntários asseguram o projecto de alfabetização e aceleração escolar na província do Huambo, para além dos 450 contratados, disse hoje o responsável do sector, Pedro Chiyaya.
Em entrevista à imprensa local, o responsável fez saber que, entre os vários métodos de alfabetização que se utilizam na província, actualmente se destaca o denominado "sim eu posso", uma parceria entre os governos de Angola e de Cuba.
Neste método os alunos aprendem a ler e a escrever através de aulas audiovisuais, com acompanhamento do facilitador que explica e esclarece as dúvidas.
Pedro Chiyaya adiantou que o método "sim eu posso" arrancou em Junho deste ano com dez salas das 200 que se pretendem criar até Dezembro nos 11 municípios que compõem a província.
Afirmou que em Setembro foram "graduados" os 32 primeiros alunos alfabetizados neste método ainda em fase experimental, em que estão inscritos 483 pessoas, na sua maioria mulheres.
Três meses é o período que dura entre um nível ao outro, e no dizer de Pedro Chiyaya neste tempo os alunos aprendem o alfabeto, os números e formam palavras, para depois construírem frases, formular perguntas, escrever solicitações e cartas.
Alice Maria de 27 anos de idade residente no município de Cachiungo aprendeu a ler o ABC nas aulas de alfabetização e hoje estuda a 8ª classe na escola do 1º ciclo Ndumduma Iº.
Mãe de quatro filhos, revelou que o incentivo de estudar partiu do seu marido, um efectivo da polícia nacional., "No principio sentia um pouco de vergonha porque não conhecia as palavras, mas agora estou muito contente porque sei ler e escrever", disse.
Camponesa desde a sua infância Alice Maria sonha um dia ser enfermeira, mas até chegar lá, precisa actualmente dividir o seu tempo entre a escola e a lavra para apoiar o marido no sustento da família. No período das 06 as 11 horas trabalha no campo e das 13 as 17 vai para a escola.
Agradece esta oportunidade que o governo dá as pessoas que não puderam estudar mais cedo, mulheres, antigos combatentes, policias e FAA, mas apela que se dê incentivo aos alfabetizadores voluntários para que estes continuem com maior dinamismo.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24140&catogory=Angola
domingo, 11 de outubro de 2009
Linhas Aéreas de Moçambique inaugura rota Maputo/Luanda a 16 de Outubro
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A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) inaugura no próximo dia 16 a rota Maputo/Luanda, com duas frequências semanais, nos termos do acordo quinta-feira assinado em Luanda com a transportadora aérea angolana Taag.
Em declarações à agência noticiosa angolana Angop, o presidente da LAM, José Ricardo Viegas, que assinou o acordo com o director de Planeamento e Gestão Comercial da Taag, Jacinto Júnior, disse que a abertura desta rota já se impunha, tendo em conta os laços de fraternidade e amizade existentes entre os dois países.
José Ricardo Viegas considerou ainda que a rota Maputo/Luanda (ainda em desenvolvimento) já apresenta um fluxo considerável de passageiros, havendo, por isso, ganhos políticos e económicos para ambos os países.
A LAM vai operar na rota Maputo/Luanda com dois aviões Embraer 190, com capacidade para 93 lugares.
No termos do acordo asssinado, a Taag vai, numa primeira fase, canalizar os seus clientes para a LAM, e numa segunda fase, passará a operar também com as suas aeronaves, tão logo a linha aumente o seu fluxo de passageiros. (macauhub)
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24128&catogory=Moçambique
A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) inaugura no próximo dia 16 a rota Maputo/Luanda, com duas frequências semanais, nos termos do acordo quinta-feira assinado em Luanda com a transportadora aérea angolana Taag.
Em declarações à agência noticiosa angolana Angop, o presidente da LAM, José Ricardo Viegas, que assinou o acordo com o director de Planeamento e Gestão Comercial da Taag, Jacinto Júnior, disse que a abertura desta rota já se impunha, tendo em conta os laços de fraternidade e amizade existentes entre os dois países.
José Ricardo Viegas considerou ainda que a rota Maputo/Luanda (ainda em desenvolvimento) já apresenta um fluxo considerável de passageiros, havendo, por isso, ganhos políticos e económicos para ambos os países.
A LAM vai operar na rota Maputo/Luanda com dois aviões Embraer 190, com capacidade para 93 lugares.
No termos do acordo asssinado, a Taag vai, numa primeira fase, canalizar os seus clientes para a LAM, e numa segunda fase, passará a operar também com as suas aeronaves, tão logo a linha aumente o seu fluxo de passageiros. (macauhub)
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24128&catogory=Moçambique
Brasil é o segundo país emergente que mais investe em Portugal
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O Brasil é o segundo país emergente que mais investe em Portugal e que mais participa de operações no mercado de acções desta nação, revelou hoje um estudo da empresa de consultoria A.T. Kearney.
De acordo com o documento, Brasil e Angola são responsáveis por 60% do valor total das operações na Bolsa de Lisboa envolvendo investidores emergentes.
Especificamente, o estudo indica que Angola é o país em desenvolvimento que mais investe no mercado de acções de Lisboa, com 3% de participação no PSI-20, o principal indicador local. O Brasil aparece em segundo, com 1%.
Também são Angola e Brasil as nações emergentes com os quais Portugal mais fecha fusões e aquisições. Entre 2005 e 2008, por exemplo, as operações deste tipo envolvendo os países movimentaram 1,7 bilhão de euros.
A A.T. Kearney divulgou ainda que as fusões e aquisições entre Portugal e os países emergentes cresceram de duas para 21 entre 2005 e 2008. Neste período, o volume total destas operações saltou de 60 milhões para mais de 1,1 bilhão de euros.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24105&catogory=Brasil
O Brasil é o segundo país emergente que mais investe em Portugal e que mais participa de operações no mercado de acções desta nação, revelou hoje um estudo da empresa de consultoria A.T. Kearney.
De acordo com o documento, Brasil e Angola são responsáveis por 60% do valor total das operações na Bolsa de Lisboa envolvendo investidores emergentes.
Especificamente, o estudo indica que Angola é o país em desenvolvimento que mais investe no mercado de acções de Lisboa, com 3% de participação no PSI-20, o principal indicador local. O Brasil aparece em segundo, com 1%.
Também são Angola e Brasil as nações emergentes com os quais Portugal mais fecha fusões e aquisições. Entre 2005 e 2008, por exemplo, as operações deste tipo envolvendo os países movimentaram 1,7 bilhão de euros.
A A.T. Kearney divulgou ainda que as fusões e aquisições entre Portugal e os países emergentes cresceram de duas para 21 entre 2005 e 2008. Neste período, o volume total destas operações saltou de 60 milhões para mais de 1,1 bilhão de euros.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24105&catogory=Brasil
Angola: Alemanha pretende reforçar cooperação na área mineira e enérgética
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A Alemanha pretende incrementar relações no domínio económico, sobretudo nas áreas de exploração mineira e energética, disse hoje, em Luanda o conselheiro da embaixada deste país em Angola, Berndt Oesterlen.
Em declarações à Angop, Berndt Oesterlen frisou que o seu país estabeleceu para o efeito, este ano, uma delegação económica em Luanda que servirá de base para esse relançamento.
Referiu-se ainda acerca da visita realizada em Julho deste ano pelo seu vice-ministro dos Negócios Estrangeiros a Angola que, na ocasião, estabeleceu contactos com os ministros dos Petróleos e de Energia, respectivamente, nesse mesmos domínios.
Berndt Oesterlen disse que os dois governos trabalham para concretizar vários projectos, apesar de neste momento estar a ser formado o novo Governo da República Federal da Alemanha, chefiado ainda pela chanceler Angela Merkel.
"Também no relacionamento bilateral Alemanha/Angola é um ano especial, porque vivemos uma expansão extraordinária das relações comerciais, assim como novas perspectivas noutras áreas de cooperação entre as duas nações", disse.
Segundo o diplomata, Alemanha "recebe" principalmente de Angola petróleo bruto e diamantes, e presta serviços nos sectores de exploração industrial no tocante a equipamentos para fabricas de cervejas, sumos e gasosas, bem como perspectiva entrar noutros sectores da actividade económica.
A fonte considera Angola um país dinâmico que está a mostrar grande capacidade económica, testemunhando um desenvolvimento exemplar para a região e ao mundo.
Berndt Oesterlen disse estar orgulhoso com as acções de "extrema importância" que o Governo de Angola está a realizar, proporcionando uma economia em crescimento.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24091&catogory=Angola
A Alemanha pretende incrementar relações no domínio económico, sobretudo nas áreas de exploração mineira e energética, disse hoje, em Luanda o conselheiro da embaixada deste país em Angola, Berndt Oesterlen.
Em declarações à Angop, Berndt Oesterlen frisou que o seu país estabeleceu para o efeito, este ano, uma delegação económica em Luanda que servirá de base para esse relançamento.
Referiu-se ainda acerca da visita realizada em Julho deste ano pelo seu vice-ministro dos Negócios Estrangeiros a Angola que, na ocasião, estabeleceu contactos com os ministros dos Petróleos e de Energia, respectivamente, nesse mesmos domínios.
Berndt Oesterlen disse que os dois governos trabalham para concretizar vários projectos, apesar de neste momento estar a ser formado o novo Governo da República Federal da Alemanha, chefiado ainda pela chanceler Angela Merkel.
"Também no relacionamento bilateral Alemanha/Angola é um ano especial, porque vivemos uma expansão extraordinária das relações comerciais, assim como novas perspectivas noutras áreas de cooperação entre as duas nações", disse.
Segundo o diplomata, Alemanha "recebe" principalmente de Angola petróleo bruto e diamantes, e presta serviços nos sectores de exploração industrial no tocante a equipamentos para fabricas de cervejas, sumos e gasosas, bem como perspectiva entrar noutros sectores da actividade económica.
A fonte considera Angola um país dinâmico que está a mostrar grande capacidade económica, testemunhando um desenvolvimento exemplar para a região e ao mundo.
Berndt Oesterlen disse estar orgulhoso com as acções de "extrema importância" que o Governo de Angola está a realizar, proporcionando uma economia em crescimento.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24091&catogory=Angola
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Angola: Carlos Contreiras alega estar sob ameaça de morte
Candidato pede asilo a Espanha
Paulo Madeira COM AGÊNCIAS, no Correio da Manhã
O presidente do Partido Republicano de Angola (PREA) e candidato às eleições presidenciais, Carlos Contreiras, pediu asilo político a Espanha alegando estar sob ameaça de morte no seu país, noticiou a agência EFE.
Segundo a subdelegação do governo em Huelva, província da Andaluzia, o pedido foi apresentado no passado sábado e confere ao requisitante uma autorização de permanência em Espanha durante um prazo de 60 dias para que seja tomada uma decisão. A decisão competeà Comissão Interministerial de Asilo e Refúgio, para a qual foi remetida a documentação enviada ao Ministério do Interior.
No início de Setembro, Contreiras declarou ter sido alvo de uma "tentativa de assassinato" em Luanda. Adiantou que "indivíduos que o seguiam numa viatura dispararam tiros contra o seu veículo, que não foi atingido. Carlos Contreiras aponta "motivações políticas".
Contreiras, de 43 anos, que foi candidato às presidenciais de 2003, é advogado e doutorado em Ciências Políticas e Económicas. Fundador do PREA, liderou recentemente a criação de uma organização que engloba partidos e elementos da sociedade civil com o objectivo de exigir a realização de presidenciais.
Paulo Madeira COM AGÊNCIAS, no Correio da Manhã
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Angola é o maior parceiro comercial da China em África
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Angola é o maior parceiro comercial da China em África e o segundo a nível mundial, num intercâmbio económico que atingiu cerca de 25 mil milhões e 31 milhões de dólares norte-americanos durante o ano de 2008, informou hoje (sexta-feira) à Angop, em Luanda, o embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da China no país, Zhang Bolun.
De acordo com o diplomata chinês, apesar da crise financeira internacional as trocas comerciais entre os dois países registaram um significativo aumento nos últimos anos.
No conjunto dos produtos transaccionados entre os dois países, o petróleo angolano aparece com maior força nas somas comerciais, representando cerca de 16 por cento da totalidade das importações da China, avançou Zhang Bolun.
Relativamente ao investimento privado, o diplomata informou que o número de empreiteiros chineses deverá aumentar no próximo ano em domínios como agricultura, indústria alimentar, madeireira e tecnologia de informação.
Além das obras públicas, Angola e China podem estabelecer uma cooperação construtiva em outros domínios estratégicos, afirmou o embaixador Zhang Bolun, sem contudo especificar os domínios.
Com uma população estimada em mais de 1,32 biliões de habitantes, a China comemora a 1 de Outubro próximo o seu dia nacional, proclamado por Mao Tse-Tung.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23963&catogory=Angola
Angola é o maior parceiro comercial da China em África e o segundo a nível mundial, num intercâmbio económico que atingiu cerca de 25 mil milhões e 31 milhões de dólares norte-americanos durante o ano de 2008, informou hoje (sexta-feira) à Angop, em Luanda, o embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da China no país, Zhang Bolun.
De acordo com o diplomata chinês, apesar da crise financeira internacional as trocas comerciais entre os dois países registaram um significativo aumento nos últimos anos.
No conjunto dos produtos transaccionados entre os dois países, o petróleo angolano aparece com maior força nas somas comerciais, representando cerca de 16 por cento da totalidade das importações da China, avançou Zhang Bolun.
Relativamente ao investimento privado, o diplomata informou que o número de empreiteiros chineses deverá aumentar no próximo ano em domínios como agricultura, indústria alimentar, madeireira e tecnologia de informação.
Além das obras públicas, Angola e China podem estabelecer uma cooperação construtiva em outros domínios estratégicos, afirmou o embaixador Zhang Bolun, sem contudo especificar os domínios.
Com uma população estimada em mais de 1,32 biliões de habitantes, a China comemora a 1 de Outubro próximo o seu dia nacional, proclamado por Mao Tse-Tung.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23963&catogory=Angola
domingo, 20 de setembro de 2009
Angola vai ajudar a construir um novo país: São Tomé e Príncipe
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O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe convidou esta semana Estados e empresas privadas a apoiarem a transformação do país numa plataforma de prestação de serviços, de negócios e de turismo para a subregião do Golfo da Guiné.
À margem do VI Encontro das Fundações da CPLP, que decorreu na quarta-feira e ontem na capital são-tomenses, Joaquim Rafael Branco disse que o “ciclo do cacau terminou”, o que levou o governo a procurar “uma nova visão” para ultrapassar “as grandes dificuldades” actuais e “iniciar um novo ciclo económico”.
Desenhando o perfil de São Tomé e Príncipe como uma economia que dependeu da produção e exportação de cacau e café nos últimos séculos, o chefe do governo defendeu que se aproveitem as mais-valias do arquipélago em termos de posição geoestratégica e sistema político consolidado, que tem “uma população amável e uma natureza generosa”.
Por outro lado, o país, que partilha a exploração de petróleo nas águas conjuntas com a Nigéria, terá em breve o estatuto de zona franca “offshore”.
Para trilhar esse caminho, onde se “perfilam todas as expectativas, das mais felizes e das que preocupam mais”, o governo de Rafael Branco conta com o apoio de parceiros essenciais – Angola e Portugal.
“São duas parcerias estratégicas que estabelecemos: com Angola em África e com Portugal na Europa, sem minimizar a importância dos países vizinhos e das relações que temos com os mais variados países do mundo”, disse.
“A relação estratégica com Angola e Portugal é fundamental, porque se baseia nos laços de história, de cultura e de identidade, aliados a uma vontade política de participar no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, salientou o governante.
A mudança de ciclo económico depende também da captação de investimento privado, estrangeiro e nacional, já que prevê a construção de um porto de águas profundas, a renovação do aeroporto, investimentos para melhorar o fornecimento de energia, as telecomunicações, as infra-estruturas turísticas e na formação dos recursos humanos nacionais.
“Nos projectos principais desta nova visão para o país há lugar para os Estados e para empresas privadas”, disse, acrescentando que, ao nível institucional, Portugal apoia São Tomé e Príncipe no ensino, e das empresas, a Sonangol é “parceira importante em vários desses projectos”.
“Mas há lugar para todos os outros.
Estamos convencidos que vai haver oportunidades para empresas portuguesas, angolanas e são-tomenses na construção desse novo país, desse novo ciclo que queremos para São Tomé e Príncipe”, realçou o chefe do governo, exemplificando que vai ser uma empresa francesa a construir o porto de águas profundas.
Em São Tomé e Príncipe, um país arquipelágico de cerca de 1.000 quilómetros quadrados e com 160 mil habitantes, há empresas angolanas ou de capital misto a operar na área da banca, combustíveis, imobiliário e de transportes aéreos.
Fonte: O País
O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe convidou esta semana Estados e empresas privadas a apoiarem a transformação do país numa plataforma de prestação de serviços, de negócios e de turismo para a subregião do Golfo da Guiné.
À margem do VI Encontro das Fundações da CPLP, que decorreu na quarta-feira e ontem na capital são-tomenses, Joaquim Rafael Branco disse que o “ciclo do cacau terminou”, o que levou o governo a procurar “uma nova visão” para ultrapassar “as grandes dificuldades” actuais e “iniciar um novo ciclo económico”.
Desenhando o perfil de São Tomé e Príncipe como uma economia que dependeu da produção e exportação de cacau e café nos últimos séculos, o chefe do governo defendeu que se aproveitem as mais-valias do arquipélago em termos de posição geoestratégica e sistema político consolidado, que tem “uma população amável e uma natureza generosa”.
Por outro lado, o país, que partilha a exploração de petróleo nas águas conjuntas com a Nigéria, terá em breve o estatuto de zona franca “offshore”.
Para trilhar esse caminho, onde se “perfilam todas as expectativas, das mais felizes e das que preocupam mais”, o governo de Rafael Branco conta com o apoio de parceiros essenciais – Angola e Portugal.
“São duas parcerias estratégicas que estabelecemos: com Angola em África e com Portugal na Europa, sem minimizar a importância dos países vizinhos e das relações que temos com os mais variados países do mundo”, disse.
“A relação estratégica com Angola e Portugal é fundamental, porque se baseia nos laços de história, de cultura e de identidade, aliados a uma vontade política de participar no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, salientou o governante.
A mudança de ciclo económico depende também da captação de investimento privado, estrangeiro e nacional, já que prevê a construção de um porto de águas profundas, a renovação do aeroporto, investimentos para melhorar o fornecimento de energia, as telecomunicações, as infra-estruturas turísticas e na formação dos recursos humanos nacionais.
“Nos projectos principais desta nova visão para o país há lugar para os Estados e para empresas privadas”, disse, acrescentando que, ao nível institucional, Portugal apoia São Tomé e Príncipe no ensino, e das empresas, a Sonangol é “parceira importante em vários desses projectos”.
“Mas há lugar para todos os outros.
Estamos convencidos que vai haver oportunidades para empresas portuguesas, angolanas e são-tomenses na construção desse novo país, desse novo ciclo que queremos para São Tomé e Príncipe”, realçou o chefe do governo, exemplificando que vai ser uma empresa francesa a construir o porto de águas profundas.
Em São Tomé e Príncipe, um país arquipelágico de cerca de 1.000 quilómetros quadrados e com 160 mil habitantes, há empresas angolanas ou de capital misto a operar na área da banca, combustíveis, imobiliário e de transportes aéreos.
Fonte: O País
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Obras de escritores angolanos à disposição dos leitores brasileiros
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Obras de de alguns escritores angolanos estão à disposição dos leitores brasileiros, como material para estudo e investigação para conhecimento e divulgação, através das bibliotecas da Fundação José Carlos Mari e da Universidade do Estado da Bahía (UNEB), localizadas no Estado da Bahía.
Tratam-se das da escritora Celestina Fernandes, Amélia da Lomba, Cristóvão Neto, Conceição Cristóvão , Albino Carlos e Luís Fernando oferecidas as duas instituições por intermédio da também escritora angolana Isabel Ferreira, que se encontra no Brasil para participar no primeiro Colóquio Internacional “AfricAméricas: Literaturas e Culturas”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens da Universidade do Estado da Baía.
O evento tem como tema “trânsitos e diálogos entre o continente africano e as Américas”.
À margem do colóquio, onde falará sobre o tema “Na ancestralidade africana, a génese da cultura da América”, Isabel Ferreira apresentará um DVD sobre hábitos e costumes dos povos de Angola.
Isabel Ferreira, que é destaque na imprensa brasileira em Salvador da Bahia, esteve, recentemente, em Teresina, no Salão Internacional do Livro, e em Brasília.
A escritora, que é a única angolana presente no evento, fará, durante a sua comunicação, uma retrospectiva do tráfico de escravos, da influência da mulher na preservação da cultura africana, o sincretismo religioso e culminará com o contributo do escravo na gastronomia, na língua , na música e dança africana.
Em declarações à Angop, a escritora referiu que se sente bastante regozijada por puder dar o seu contributo a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e puder dignificar Angola também em termos culturias através da Literatura.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23888&catogory=Angola
Obras de de alguns escritores angolanos estão à disposição dos leitores brasileiros, como material para estudo e investigação para conhecimento e divulgação, através das bibliotecas da Fundação José Carlos Mari e da Universidade do Estado da Bahía (UNEB), localizadas no Estado da Bahía.
Tratam-se das da escritora Celestina Fernandes, Amélia da Lomba, Cristóvão Neto, Conceição Cristóvão , Albino Carlos e Luís Fernando oferecidas as duas instituições por intermédio da também escritora angolana Isabel Ferreira, que se encontra no Brasil para participar no primeiro Colóquio Internacional “AfricAméricas: Literaturas e Culturas”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens da Universidade do Estado da Baía.
O evento tem como tema “trânsitos e diálogos entre o continente africano e as Américas”.
À margem do colóquio, onde falará sobre o tema “Na ancestralidade africana, a génese da cultura da América”, Isabel Ferreira apresentará um DVD sobre hábitos e costumes dos povos de Angola.
Isabel Ferreira, que é destaque na imprensa brasileira em Salvador da Bahia, esteve, recentemente, em Teresina, no Salão Internacional do Livro, e em Brasília.
A escritora, que é a única angolana presente no evento, fará, durante a sua comunicação, uma retrospectiva do tráfico de escravos, da influência da mulher na preservação da cultura africana, o sincretismo religioso e culminará com o contributo do escravo na gastronomia, na língua , na música e dança africana.
Em declarações à Angop, a escritora referiu que se sente bastante regozijada por puder dar o seu contributo a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e puder dignificar Angola também em termos culturias através da Literatura.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23888&catogory=Angola
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Organizações da Sociedade Civil Angolana enviam relatório a ONU
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Organizações da Sociedade Civil Angolana enviaram um relatório sobre a Situação dos Direitos Humanos ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos¹.
Dez organizações e associações não governamentais de Angola enviaram, dia 1 de Setembro, um relatório paralelo sobre a situação dos direitos humanos em Angola ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O relatório foi enviado no âmbito do Mecanismo de Revisão Períodica Universal (UPR), da ONU, e servirá como informação complementar à avaliação do Estado angolano, sobre a implementação dos Direitos Humanos, que irá decorrer em Fevereiro de 2010.
O envio do referido relatório é o resultado da formação promovida pela Fundação Open Society-Angola que, em parceria com a Conectas Direitos Humanos, organização brasileira, promoveu, de 6 a 10 de Julho do corrente ano, auma formação sobre “Elaboração de Relatórios para os Mecanismos Internacionais de Direitos Humanos: Comité de Tratados e Revisão Periódica Universal”. O curso foi realizado na província de Luanda e contou com a participação de cerca de 30 representantes de ONGs angolanas tanto da capital quanto das províncias. Foram ministradas matérias sobre os Comités de Monitoria do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (PIDESC) e sobre o novo Mecanismo de Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da ONU (UPR).
O Estado angolano apresentou no ano de 2008, o seu primeiro relatório sobre a implementação do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Acredita-se que a UPR, sistema recentemente introduzido pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, permita melhorias na monitoria da situação dos direitos humanos no mundo. Por ser novo, é extremamente importante que a sociedade civil ocupe espaço nas diferentes fases da revisão e zele para que a RPU seja efectiva e participativa. Angola passará pelo escrutínio deste mecanismo no início de 2010, mas o processo preparátório já se iniciou no segundo semestre de 2009
Organizações da Sociedade Civil Angolana enviaram um relatório sobre a Situação dos Direitos Humanos ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos¹.
Dez organizações e associações não governamentais de Angola enviaram, dia 1 de Setembro, um relatório paralelo sobre a situação dos direitos humanos em Angola ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O relatório foi enviado no âmbito do Mecanismo de Revisão Períodica Universal (UPR), da ONU, e servirá como informação complementar à avaliação do Estado angolano, sobre a implementação dos Direitos Humanos, que irá decorrer em Fevereiro de 2010.
O envio do referido relatório é o resultado da formação promovida pela Fundação Open Society-Angola que, em parceria com a Conectas Direitos Humanos, organização brasileira, promoveu, de 6 a 10 de Julho do corrente ano, auma formação sobre “Elaboração de Relatórios para os Mecanismos Internacionais de Direitos Humanos: Comité de Tratados e Revisão Periódica Universal”. O curso foi realizado na província de Luanda e contou com a participação de cerca de 30 representantes de ONGs angolanas tanto da capital quanto das províncias. Foram ministradas matérias sobre os Comités de Monitoria do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (PIDESC) e sobre o novo Mecanismo de Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da ONU (UPR).
O Estado angolano apresentou no ano de 2008, o seu primeiro relatório sobre a implementação do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais. Acredita-se que a UPR, sistema recentemente introduzido pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, permita melhorias na monitoria da situação dos direitos humanos no mundo. Por ser novo, é extremamente importante que a sociedade civil ocupe espaço nas diferentes fases da revisão e zele para que a RPU seja efectiva e participativa. Angola passará pelo escrutínio deste mecanismo no início de 2010, mas o processo preparátório já se iniciou no segundo semestre de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Obras de Agostinho Neto ganham reedição em Angola
O Ministério da Cultura angolano (Mincult) anunciou a reedição de quatro das principais obras publicadas pelo ex-presidente de Angola António Agostinho Neto, líder da independência.
O objetivo é permitir às novas gerações conheça e mantenha contato com a obra do autor.A iniciativa foi anunciada terça-feira, em Luanda, por João Lourenço, um dos membros da comissão de actividades do Colóquio Internacional sobre Agostinho Neto, que acontecerá entre os dias dias 15 e 16 desetembro.
Entre as obras reeditados estão um conjunto de discursos do autor, com o título “Sobre a Libertação Nacional” além de “Náusea”,“Renúncia Impossível” e “Ainda o meu sonho”.
Durante o evento, além destas obras, o público terá igualmente à disposição “Sagrada Esperança”, cuja reedição está a cargo da União dos Escritores Angolanos (UEA).
Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e Bengo, província do Bengo, a 17 de Setembro de 1922, tendo falecido em 1979.
Outras obras de Agostinho Neto
“Poemas”,” Sagrada Esperança”, “Destruir o velho para construir o novo” ,“Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?”, e “Ainda o meu sonho”.
Informações sobre o autor no sítio - http://www.agostinhoneto.org
O objetivo é permitir às novas gerações conheça e mantenha contato com a obra do autor.A iniciativa foi anunciada terça-feira, em Luanda, por João Lourenço, um dos membros da comissão de actividades do Colóquio Internacional sobre Agostinho Neto, que acontecerá entre os dias dias 15 e 16 desetembro.
Entre as obras reeditados estão um conjunto de discursos do autor, com o título “Sobre a Libertação Nacional” além de “Náusea”,“Renúncia Impossível” e “Ainda o meu sonho”.
Durante o evento, além destas obras, o público terá igualmente à disposição “Sagrada Esperança”, cuja reedição está a cargo da União dos Escritores Angolanos (UEA).
Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e Bengo, província do Bengo, a 17 de Setembro de 1922, tendo falecido em 1979.
Outras obras de Agostinho Neto
“Poemas”,” Sagrada Esperança”, “Destruir o velho para construir o novo” ,“Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?”, e “Ainda o meu sonho”.
Informações sobre o autor no sítio - http://www.agostinhoneto.org
sábado, 22 de agosto de 2009
OS GRANDES GOLPES DO REGIME
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Enquanto cidadãos angolanos não podemos deixar de congratular-nos com a perspicácia e com a visão que o povo angolano vai tendo em ver os grandes golpes e embustes que se vão dando no nosso país.
Não podemos deixar de felicitar os vários (alguns) órgãos que permitem à população as publicações das suas opiniões, com especial relevo para o Semanário Angolense, pela sua forma séria em abordar os problemas da nossa sociedade.
Infelizmente, os partidos da oposição no nosso país, ou porque foram “comprados” ou porque estão comprometidos, não têm desenvolvido o seu verdadeiro papel na sociedade, cabendo-nos a nós, cidadãos, bradar em alta voz contra as injustiças tão flagrantes que são cometidos em Angola, devidamente encapotados pelo poder que os seus intervenientes detêm.
Não queremos deixar de ressalvar o papel regulador que o Sr. Presidente da República tenta (repito,”tenta”) colocar neste estado anárquico de assalto e burla por parte de governantes, mas não podemos deixar de nos mostrar desapontados, por nada conseguir fazer no sentido de terminar com esta pouca vergonha, em que só ele tem a força e o poder de acabar com tais roubalheiras.
Sendo hoje um homem admirável, que já fez história, não só em Angola, mas igualmente em todo o continente africano e no mundo, será muito inglório, acabar assim , sem o louvor de ter tido a coragem de acabar com as grandes fraudes que se verificam em Angola.
Estas nossas palavras são uma consequência directa da leitura de um artigo no Semanário Angolense, sobre a existência de um satélite angolano.
É verdade, meus amigos! Angola tem, ou vai ter um satélite só seu, com custos de muitos, muitos milhões de dólares (240 milhões é só o valor que foi divulgado, mas é mais, muito mais, isto sem falar dos elevados custos de manutenção e suporte, pois não temos em Angola ninguém preparado para esta função).
Aqui começam a levantar-se uma série de questões que nós cidadãos legitimamente questionamos:
Precisa Angola de um satélite só para si? Os programas de telecomunicações de vários países, de todos os continentes deste planeta, são baseados nas suas necessidades versus a sua utilizabilidade e raros são os países, que têm o seu próprio satélite, por razões óbvias de rentabilidade. O que habitualmente se faz é criar agências que tratam dos interesses de vários países, patrocinados por estes, a partir das quais se resolvem todos os problemas dos países aderentes, a um custo razoável para todos.
Consideramos que os responsáveis directos por este projecto, criaram uma verdadeira fraude encapotada, pois nem o país precisa por si só de um satélite, nem este vai ser rentável algum dia.
Há quantos anos se investe neste projecto? Quantos milhões ou bilhões já se investiram neste projecto ? Que resultados tem o povo angolano deste projecto ? AH! Para esta pergunta nós temos resposta … - NENHUM PROVEITO!!!
Esta é a verdade ! O retorno obtido pelo povo angolano deste fabuloso investimento é praticamente nulo mas quanto terão ganho os grandes promotores deste projecto ? Esta é mais uma questão que todos levantamos.
Mesmo daqui a alguns anos este projecto continuará a ser uma fraude, sem nunca ser possível a sua rentabilização, contrariamente ao que diz o Sr. Ministro das Finanças, naturalmente enganado por planos financeiros que lhe foram apresentado sem fundamentação real, servindo somente os interesses de alguns. Só alguns têm realmente muito a ganhar com isto, senão vejamos abaixo outros exemplos patrocinados pelos mesmos mestres da fraude.
Com tanta megalomania, qualquer dia temos os mesmos governantes a quererem um plano espacial único para Angola, o que seriam mais uns tantos milhões para beneficiar alguns. Ou será que até já existe e nós ainda nem sabemos para que servirá (para além dos proveitos financeiros da máfia)? Quiçá um dia apresentem um plano para viagens turísticas à Lua… que me dizem a isto hein?
O mercado das telecomunicações é totalmente dominado pelos mesmos senhores de uma máfia que inclui governantes do sector das telecomunicações e membros da Casa Militar.
Eles têm protagonizado alguns dos golpes de Mestre do século!!!
Vejamos alguns exemplos:
Os milhões investidos nas telecomunicações nos últimos anos, não trouxeram qualquer benefício à população que continua a não ter acessibilidade à Internet ou tem-na a preços proibitivos.
A Movicel foi vendida sem concurso público. Imaginem um empresa que vale uns 750 milhões de dólares, ser vendida sem concurso público. O mais incrível é que essa empresa foi vendida quase a custo zero… quem paga tudo isto acaba por ser o erário público, ou seja, nós.
Foi tudo feito sem transparência, tudo muito no silêncio, para não despertar a ira contra a grande negociata.
No meio destas negociatas ignoram-se os grandes quadros destas empresas que são relegados para segundo plano ou mesmo despedidos. Não são ouvidos nem chamados para a discussão das recuperações das empresas. São recrutadas empresas internacionais para desenharem planos de viabilidade e estratégias, sem se considerarem as particularidades próprias do país; ignoram-se os quadros nacionais que são válidos e que podem ajudar em todo o processo de recuperação das empresas. O importante para eles é vender, partir, repartir e vender. Quando as empresas voltarem a ser deficitárias, desculpam-se com as empresas consultoras, estes por sua vez culpam os quadros técnicos angolanos e volta-se a repetir tudo do início, ou seja, vender, partir e repartir e vender.
Vejam os exemplos da Movicel e da Angola Telecom:
A Angola Telecom está a sofrer o mesmo processo sofrido pela Movicel de vender, partir e repartir, em que os ganhos reais são para alguns, em que não se consultam os quadros internos sobre as estratégias para o futuro, sendo simplesmente ignorados e despedidos, tudo no sentido de, uma vez mais, o “filet mignon” ir parar às mãos de meia dúzia de empresas, nomeadamente Porturil Investimentos, Modus Comunicare, Ipang-Indústria de Papel, Lambda Investment, Novatel, etc. Existem figuras que se sabem relacionadas com estas empresas (General Kopelipa, General Leopoldino do Nascimento, Zedu, Zenu, etc.), mas existem governantes que estão encapuçados, sob o nome de outras pessoas, também metidas no negócio. Vendem e compram o património do Estado. Quem perde é o erário público, um vez mais, nós!
Vão falir a Angola Telecom para poderem comprar o que lhes interessa !!!
Apesar de tantos planos e estratégias nas telecomunicações, temos o país num caos nesta matéria, sem linhas orientadoras que conduzam o país a um futuro risonho. E nem nos venham falar no Intrasat, outro engodo perfeito, que na prática não funciona.
Apelamos a todos os órgãos de comunicação social que tenham a coragem de questionar, de perguntar o que se passa de facto como todos estes escândalos, quem investiguem sobre quem está por detrás de tudo isto.
Haja justiça, porque quem deve ter a ganhar com tudo isto é o povo angolano e não quem foi eleito para o servir.
Os amigos angolanos
Enquanto cidadãos angolanos não podemos deixar de congratular-nos com a perspicácia e com a visão que o povo angolano vai tendo em ver os grandes golpes e embustes que se vão dando no nosso país.
Não podemos deixar de felicitar os vários (alguns) órgãos que permitem à população as publicações das suas opiniões, com especial relevo para o Semanário Angolense, pela sua forma séria em abordar os problemas da nossa sociedade.
Infelizmente, os partidos da oposição no nosso país, ou porque foram “comprados” ou porque estão comprometidos, não têm desenvolvido o seu verdadeiro papel na sociedade, cabendo-nos a nós, cidadãos, bradar em alta voz contra as injustiças tão flagrantes que são cometidos em Angola, devidamente encapotados pelo poder que os seus intervenientes detêm.
Não queremos deixar de ressalvar o papel regulador que o Sr. Presidente da República tenta (repito,”tenta”) colocar neste estado anárquico de assalto e burla por parte de governantes, mas não podemos deixar de nos mostrar desapontados, por nada conseguir fazer no sentido de terminar com esta pouca vergonha, em que só ele tem a força e o poder de acabar com tais roubalheiras.
Sendo hoje um homem admirável, que já fez história, não só em Angola, mas igualmente em todo o continente africano e no mundo, será muito inglório, acabar assim , sem o louvor de ter tido a coragem de acabar com as grandes fraudes que se verificam em Angola.
Estas nossas palavras são uma consequência directa da leitura de um artigo no Semanário Angolense, sobre a existência de um satélite angolano.
É verdade, meus amigos! Angola tem, ou vai ter um satélite só seu, com custos de muitos, muitos milhões de dólares (240 milhões é só o valor que foi divulgado, mas é mais, muito mais, isto sem falar dos elevados custos de manutenção e suporte, pois não temos em Angola ninguém preparado para esta função).
Aqui começam a levantar-se uma série de questões que nós cidadãos legitimamente questionamos:
Precisa Angola de um satélite só para si? Os programas de telecomunicações de vários países, de todos os continentes deste planeta, são baseados nas suas necessidades versus a sua utilizabilidade e raros são os países, que têm o seu próprio satélite, por razões óbvias de rentabilidade. O que habitualmente se faz é criar agências que tratam dos interesses de vários países, patrocinados por estes, a partir das quais se resolvem todos os problemas dos países aderentes, a um custo razoável para todos.
Consideramos que os responsáveis directos por este projecto, criaram uma verdadeira fraude encapotada, pois nem o país precisa por si só de um satélite, nem este vai ser rentável algum dia.
Há quantos anos se investe neste projecto? Quantos milhões ou bilhões já se investiram neste projecto ? Que resultados tem o povo angolano deste projecto ? AH! Para esta pergunta nós temos resposta … - NENHUM PROVEITO!!!
Esta é a verdade ! O retorno obtido pelo povo angolano deste fabuloso investimento é praticamente nulo mas quanto terão ganho os grandes promotores deste projecto ? Esta é mais uma questão que todos levantamos.
Mesmo daqui a alguns anos este projecto continuará a ser uma fraude, sem nunca ser possível a sua rentabilização, contrariamente ao que diz o Sr. Ministro das Finanças, naturalmente enganado por planos financeiros que lhe foram apresentado sem fundamentação real, servindo somente os interesses de alguns. Só alguns têm realmente muito a ganhar com isto, senão vejamos abaixo outros exemplos patrocinados pelos mesmos mestres da fraude.
Com tanta megalomania, qualquer dia temos os mesmos governantes a quererem um plano espacial único para Angola, o que seriam mais uns tantos milhões para beneficiar alguns. Ou será que até já existe e nós ainda nem sabemos para que servirá (para além dos proveitos financeiros da máfia)? Quiçá um dia apresentem um plano para viagens turísticas à Lua… que me dizem a isto hein?
O mercado das telecomunicações é totalmente dominado pelos mesmos senhores de uma máfia que inclui governantes do sector das telecomunicações e membros da Casa Militar.
Eles têm protagonizado alguns dos golpes de Mestre do século!!!
Vejamos alguns exemplos:
Os milhões investidos nas telecomunicações nos últimos anos, não trouxeram qualquer benefício à população que continua a não ter acessibilidade à Internet ou tem-na a preços proibitivos.
A Movicel foi vendida sem concurso público. Imaginem um empresa que vale uns 750 milhões de dólares, ser vendida sem concurso público. O mais incrível é que essa empresa foi vendida quase a custo zero… quem paga tudo isto acaba por ser o erário público, ou seja, nós.
Foi tudo feito sem transparência, tudo muito no silêncio, para não despertar a ira contra a grande negociata.
No meio destas negociatas ignoram-se os grandes quadros destas empresas que são relegados para segundo plano ou mesmo despedidos. Não são ouvidos nem chamados para a discussão das recuperações das empresas. São recrutadas empresas internacionais para desenharem planos de viabilidade e estratégias, sem se considerarem as particularidades próprias do país; ignoram-se os quadros nacionais que são válidos e que podem ajudar em todo o processo de recuperação das empresas. O importante para eles é vender, partir, repartir e vender. Quando as empresas voltarem a ser deficitárias, desculpam-se com as empresas consultoras, estes por sua vez culpam os quadros técnicos angolanos e volta-se a repetir tudo do início, ou seja, vender, partir e repartir e vender.
Vejam os exemplos da Movicel e da Angola Telecom:
A Angola Telecom está a sofrer o mesmo processo sofrido pela Movicel de vender, partir e repartir, em que os ganhos reais são para alguns, em que não se consultam os quadros internos sobre as estratégias para o futuro, sendo simplesmente ignorados e despedidos, tudo no sentido de, uma vez mais, o “filet mignon” ir parar às mãos de meia dúzia de empresas, nomeadamente Porturil Investimentos, Modus Comunicare, Ipang-Indústria de Papel, Lambda Investment, Novatel, etc. Existem figuras que se sabem relacionadas com estas empresas (General Kopelipa, General Leopoldino do Nascimento, Zedu, Zenu, etc.), mas existem governantes que estão encapuçados, sob o nome de outras pessoas, também metidas no negócio. Vendem e compram o património do Estado. Quem perde é o erário público, um vez mais, nós!
Vão falir a Angola Telecom para poderem comprar o que lhes interessa !!!
Apesar de tantos planos e estratégias nas telecomunicações, temos o país num caos nesta matéria, sem linhas orientadoras que conduzam o país a um futuro risonho. E nem nos venham falar no Intrasat, outro engodo perfeito, que na prática não funciona.
Apelamos a todos os órgãos de comunicação social que tenham a coragem de questionar, de perguntar o que se passa de facto como todos estes escândalos, quem investiguem sobre quem está por detrás de tudo isto.
Haja justiça, porque quem deve ter a ganhar com tudo isto é o povo angolano e não quem foi eleito para o servir.
Os amigos angolanos
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Brasil vai ter nova Casa da Cultura em Luanda
O Brasil terá uma Casa da Cultura em Luanda para desenvolvimento de diversas atividades culturais. A casa terá como sede o antigo Hotel Luanda, que passará por diversas reformas, efetuadas pelo Governo angolano em conjunto com empresas brasileiras e a Fundação Eduardo dos Santos (FESA).
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, este espaço será recuperado, preservando a identidade arquitetônica, para ser um centro cultural de difusão da cultura brasileira em Angola, que possa reunir artistas angolanos e brasileiros em atividades que mostrem as raízes comuns dos dois povos.
O objetivo da Casa de Cultura é transformar-se um centro de referência da cultura brasileira para todo povo angolano
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