A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Língua portuguesa conquista jovens urbanos

Maputo, 28 Fev (Lusa) -- Moçambique terá a partir de agosto o primeiro curso de Mestrado internacional em tradução e interpretação de conferência em português, reflexo da "evolução positiva" da língua que tem conquistado maior número de falantes jovens nas áreas urbanas.

O projeto resulta de dois protocolos assinados, no último ano, entre o Instituto Camões, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Universidade Pedagógica de Moçambique, disse à Lusa o responsável pelo Instituto Camões em Maputo, António Braga.

Falando sobre o estado da língua portuguesa em Moçambique, país que logo após a independência, em 1975, adotou o português como língua oficial da administração pública e da educação, António Braga qualificou de "positivo" o crescimento do português no país e apontou alguns projetos de expansão.

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/02/we-love-lusophony.html

domingo, 22 de novembro de 2009

II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora

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Programa
Dia 27 de Novembro
(Sexta-feira)

1º Painel:
14h30Discurso de Boas-vindas de um Representante da Casa de Goa
14h45Discurso do Presidente da A.L.D.C.I., Dr. Fernando Machado
15h00Discurso abertura do Comissário do II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, Delmar Maia Gonçalves
15h30Homenagem ao Escritor Ascêncio de Freitas
16h00Intervalo

2º Painel:
16h20Dra. Fernanda Angius – “Os pioneiros da Literatura Moçambicana”
16h40Jorge Viegas – “Alguns nomes da Literatura Moçambicana”
17h00Zetho Cunha Gonçalves – “Chichorro e Craveirinha: duas cartas de navegação para o Índico”
17h20Rodrigues Vaz – “Das Artes Plásticas em Moçambique e em Angola”
17h40Delmar Maia Gonçalves – “O contributo dos escritores, poetas e artistas plásticos moçambicanos na sociedade portuguesa”
18h10Debate
18h30Encerramento dos trabalhos
Moderador – Isabel Ferreira

Dia 28 de Novembro
(Sábado)

1º Painel:
10h30Reabertura – Discurso de Boas-vindas por Delmar Maia Gonçalves
10h40Mestre Lívio de Morais – “A condição do Estatuto do Artista”
11h00Augusto Carlos – “Será a figura de “Pai da Nação” incompatível com a Democracia?”
11h20Carlos Gil
11h40Debate
12h30Pausa para almoço
Moderador – Fernando Gil

2º Painel:
14h30Elsa de Noronha
15h00Edite Correia (em representação de João Craveirinha) – “Lusofonia ou Portugofonia?”
15h20Dra. Marta Rodrigues – “Os Objectivos da Federação das Mulheres para a Paz e o seu papel na sociedade”
15h40Joaquim Evónio – Apresentação da “Varanda de Estrelícias” – site da Lusofonia
16h00Intervalo
Moderador – Fernanda Angius

16h30Inauguração de Exposição Lusófona de Pintura, Escultura e Fotografia pelo Sr. Embaixador da República de Moçambique em Portugal Dr. Miguel Mkaima

Artistas:
Lara GuerraMoçambiquePintura
Ruth MatchabeMoçambiqueFotografia
NtalumaMoçambiqueEscultura
Enid AbreuAngolaPintura
António MaginaAngolaEscultura
Cristina AraújoPortugalPintura
Helena PauloPortugalPintura
Anselmo AmadoSão-Tomé e Príncipe Escultura
João de BarrosGuiné-BissauPintura

16h30
Recital de poesia Moçambicana

Declamadores:
Elsa de Noronha
Ilda Oliveira
Jorge Viegas
Vera Novo Fornelos
Delmar Maia Gonçalves
Flauta:
Luna Delmar Gonçalves

18h30Encerramento – Discurso do Sr. Embaixador da República de Moçambique em Portugal Dr. Miguel Mkaima
19h00Encerramento – Discurso do Comissário do II Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora Delmar Maia Gonçalves
19h30Jantar Tertúlia no Restaurante Casa de Goa

RESTAURANTE CASA DE GOA
Calçada do Livramento, 17 – Tel. 21 393 01 71

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Moçambique: CNE trabalha «com todo o afinco» para cumprir os prazos legais

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A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique (CNE) está a trabalhar com "todo o afinco" para que os resultados finais das eleições gerais da semana passada sejam anunciados dentro dos prazos legais, informou hoje, quinta-feira, o porta-voz do órgão.

De acordo com a lei eleitoral moçambicana, a CNE tem um prazo de 15 dias para divulgar os resultados das eleições, a contar da data do escrutínio. As eleições gerais, as quartas na história do multipartidarismo em Moçambique, tiveram lugar no último dia 28 de Outubro.

O porta-voz da CNE, Juvenal Bucuane, disse hoje à Lusa em Maputo que "tudo está a ser feito para que os prazos da divulgação dos resultados sejam cumpridos".

"Reforçamos o pessoal dos órgãos eleitorais centrais, envolvendo no apuramento nacional e central pessoal da província de Maputo, para dar celeridade ao processo", frisou Juvenal Bucuane.

Também para que os prazos sejam respeitados, a tarefa de requalificação dos votos nulos foi incumbida a um grupo e a de apuramento central dos votos válidos a outro grupo, acrescentou o porta-voz da CNE.

Juvenal Bucuane descreveu o processo de apuramento dos resultados das eleições gerais deste ano como "mais complexo, porque, pela primeira vez, também se realizaram eleições para as assembleias provinciais, em simultâneo com as presidenciais e legislativas".

"O processo ficou mais pesado, com a realização de três escrutínios em simultâneo, sem que os prazos tenham sido alargados", sublinhou o porta-voz da CNE.

O apuramento parcial, feito pelos membros das mesas de voto, e o intermédio, da alçada dos órgãos eleitorais provinciais, deram uma larga vantagem ao actual chefe de Estado nas presidenciais, Armando Guebuza, e ao seu partido, FRELIMO, nas legislativas.

O principal partido da oposição, RENAMO e o seu líder Afonso Dhlakama, averbam uma pesada derrota, de acordo com os resultados parciais e intermédios.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24473&catogory=Moçambique

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Regresso ao passado?

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Polícia moçambicana a caminho de antigas bases da Renamo em Nampula

A polícia moçambicana está a mobilizar agentes que tenciona enviar para antigas bases da Renamo, depois de antigos guerrilheiros de Afonso Dhlakama terem ameaçado dirigir-se para lá se as eleições de 28 de Outubro não fossem anuladas, noticia hoje o jornal electrónico mediaFax, de Maputo.

As autoridades tencionam verificar o que é que de facto está a acontecer, depois de ex-guerrilheiros e militantes da Renamo terem ameaçado desencadear uma rebelião, por entenderem terem sido fraudulentos os resultados provisórios das presidenciais, legislativas e provinciais da semana passada.

"Vamos garantir que não haja confusão", disse a polícia àquele órgão de comunicação social, perante o ambiente político e social preocupante que se está a verificar em algumas zonas de Moçambique.

"Para analistas, com o registo de cerca de 10 milhões de eleitores e com votação de apenas 4 milhões, está-se cada vez mais a eleger presidentes menos queridos pela população ou presidentes ilegítimos", escreveu o mediaFAX, propriedade da sociedade mediacoop, principal grupo editorial independente que há no país e que foi criado pelo jornalista Carlos Cardoso, entretanto assassinado.

Os números referentes a sensivelmente 90 por cento das assembleias de voto têm apontado para uma abstenção muito próxima dos 60 por cento, dando os votos válidos uma vantagem muito grande ao partido governamental Frelimo e ao seu líder, o Presidente Armando Guebuza, que tende a ficar com 76 por cento, relegando Dhlakama para bem menos de 20 por cento.

O terceiro candidato presidencial, que é o presidente do conselho municipal da Beira e o líder do jovem Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, ronda os nove por cento.

Fonte: Público

domingo, 1 de novembro de 2009

Moçambique: Chefe da Missão de Observadores da UA dá nota positiva às eleições

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O chefe da Missão de Observadores da União Africana nas eleições gerais moçambicanas, Roberto de Almeida, considerou em Maputo, Moçambique, exemplar o processo eleitoral do dia 28 de Outubro.

Roberto de Almeida esteve a frente da missão de observadores da União Africana, na qualidade de antigo presidente da Assembleia Nacional, para testemunhar, em nome de outros estados e povos do continente, as eleições presidenciais e legislativas em Moçambique.

Composta por membros do Parlamento Pan-Africano, presidentes de comissões eleitorais e representantes da sociedade civil, a missão de observadores da União Africana foi guiada, por um lado, pelas orientações da UA para missões de observação e monitorização de eleições ( 2002 ) e, por outro lado, pela constituição e leis relevantes da Republica de Moçambique.

Numa declaração preliminar lida por Roberto de Almeida, a missão da União Africana elogiou a capacidade técnica dos órgãos eleitorais, afirmando que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) têm uma forte capacidade técnica e organizativa.

Esta organização, segundo Roberto de Almeida, esteve visível na distribuição dos materiais para o processo de votação que foi melhorada relativamente a 2004.

“Não há duvidas de que o resultado destas eleições será um reflexo da vontade soberana e aspirações do povo moçambicano” – sublinha-se no comunicado apresentado por Roberto de almeida.

Roberto de Almeida, actual vice-presidente do MPLA, deixou hoje Maputo com destino a Angola.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24416&catogory=Moçambique

sábado, 31 de outubro de 2009

Moçambique: Líder da RENAMO ameaça


“Vamos tomar o poder pela força”

A chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia em Moçambique, Fiona Hall, considerou inaceitáveis as ameaças feitas pelo líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, de tomar o poder pela força.

Reagindo aos resultados preliminares das eleições da passada quarta-feira, que dão larga vantagem ao actual presidente – Gebuza contava ontem com 1 239 055 votos (77%) contra 188 613 (12%) de Simango (MDM) – , Dhlakama afirmou: "Este ano não vamos tolerar brincadeiras. Se houver fraude o partido vai tomar o poder à força."
Dhlakama alegou a existência de irregularidades nas assembleias de voto de Angoche e Nacala-Porto, onde muitos eleitores não puderam votar por não constarem dos cadernos eleitorais. Na ilha de Moçambique, afirmou, nenhum militante do partido votou, pelo que é exigível uma segunda volta.
Nas Legislativas, os resultados parciais apontavam ontem, também, para uma vitória esmagadora da FRELIMO, com o recém-formado Movimento Democrático para a Mudança (MDM) em segundo lugar, remetendo a RENAMO para terceira força partidária.
Os observadores europeus consideraram no entanto o acto transparente e rigoroso. O eurodeputado José Manuel Fernandes assegurou ao CM que houve grande profissionalismo e civismo na votação e muita competência e rigor na contagem de votos.
Ainda não há números oficiais dos resultados, mas o MDM reivindica ser a segunda força mais votada na capital do país.

Sabrina Hassanali com agências no Correio da Manhã.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Imprensa de Moçambique anuncia vitória do partido no poder, a FRELIMO

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A imprensa de Moçambique informa nesta quinta-feira a vitória do partido do governo, a FRELIMO, e de seu líder, o presidente Armando Guebuza, antes mesmo do anúncio dos resultados preliminares das eleições gerais da véspera.

"Apenas um milagre impediria o da FRELIMO de festejar a vitória", afirma o jornal independente O País. "Guebuza ainda não tem opositor", completa.

O jornal destaca que o Movimento Democrático de Moçambique (MDN), fundado em Março por dissidentes do histórico partido de oposição Resistencia Nacional de Moçambique (RENAMO), ficou em segundo lugar.

"Guebuza lidera, Daviz esmaga Dhlakama", afirma o jornal, em referência a Daviz Simango, líder do MDM, e Afonso Dhlakama, líder da RENAMO.

"O apuramento dos votos começa sem surpresa", informa o jornal estatal Notícias, ao comentar a vitória antecipada da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) do presidente Guebuza.
A FRELIMO, que governa a antiga colónia portuguesa desde a independência em 1975, teve a vida facilitada nas eleições pelas divisões da oposição.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24373&catogory=Moçambique

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Moçambique: oposição excluída das eleições alerta SADC para eventual fraude

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Os partidos políticos da oposição excluídos das eleições moçambicanas alertaram hoje os observadores da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para o risco de uma fraude nas eleições de quarta-feira tornarem "Moçambique numa Guiné-Bissau, ou Zimbabwe".

O Fórum das Comissões de Eleições dos países da SADC reuniu-se hoje, sexta-feira, em Maputo, com os partidos políticos concorrentes às eleições, mas a FRELIMO e RENAMO faltaram ao encontro.

Estiveram presentes sete partidos da oposição, cujas candidaturas foram rejeitadas em alguns círculos eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), incluindo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que concorre apenas em quatro dos 11 províncias.

"Esperamos que a SADC aja no terreno e esteja de olho nestas eleições", apelou Francisco Campira, presidente da Frente da Acção Patriótica, secundado por Ismael Mussá, cabeça de lista do MDM em Maputo, que considerou que o processo eleitoral em Moçambique está manchado.

"O processo de candidaturas (que ditou a exclusão de 10 partidos políticos e coligações) foi sujo e feio, pois nunca tivemos igual em Moçambique", disse Ismael Mussá.

O membro sénior do MDM disse ter "grandes reservas" quanto a justeza das eleições gerais de quarta-feira, apontado como exemplo a exclusão dos partidos e a "falta de transparência" na selecção de entidades que forneceram urnas e o sistema informático de apuramento ao escrutínio de dia 28 de Outubro.

"O sorteio de selecção das empresas que forneceram as urnas e o software à CNE não cumpriu as regras", e esta é uma "situação muito grave", referiu Ismael Mussá.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) excluiu oito partidos e duas coligações do processo, alegando que as candidaturas não estavam conforme a lei, sendo que um desses partidos, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), apenas pode concorrer em quatro dos 13 círculos eleitorais.

Hoje, o vogal da CNE, António Chipanga, reiterou que os partidos políticos violaram a lei e que o órgão cumpriu escrupulosa a lei eleitoral.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24303&catogory=Moçambique

Moçambique: Observadores europeus receiam crise pós-eleitoral


26 Outubro 2009.
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Fiona Hall, chefe da missão europeia, considera crucial respeitar as regras no momento da contagem dos votos, para evitar impugnações dos resultados e arrastar o país para uma situação de calamidade.
As polémicas, no entanto, começaram desde já, havendo, por exemplo, queixas sobre a não divulgação das listas de candidatos e sobre o afastamento de pelo menos 400 assembleias de voto em relação aos locais de recenseamento. As dificuldades de acesso podem contribuir para aumentar a taxa de abstenção.
Alheio a polémicas, o presidente Armando Guebuza, cabeça-de-lista da FRELIMO, desfilou sábado em Maputo, acompanhado por dezenas de veículos apinhados de apoiantes, incluindo sósias de figuras gradas do partido, como Eduardo Mondlane, assassinado em 1969. “A FRELIMO tem praticamente a vitória assegurada”, afirmou à Lusa o cabeça-de-lista do partido em Maputo, António Niquice.
O favoritismo do partido no poder é disputado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), nova formação política que ameaça relegar a RENAMO para o terceiro lugar do escrutínio. O líder do MDM, Daviz Simango, fechou a campanha em Xipamanine, bairro pobre da capital, e mostrou-se confiante na vitória nos quatro círculos eleitorais onde o partido vai a votos.

F. J. Gonçalves com agências in Correio da Manhã

domingo, 25 de outubro de 2009

Diplomata cabo-verdiano chefia missão eleitoral da CPLP em Moçambique

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O embaixador cabo-verdiano Luís Fonseca chefia a Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às eleições de 28 de Outubro corrente em Moçambique, apurou a PANA de fonte diplomática.

Luís Fonseca é o antigo secretário-executivo da CPLP, cargo em que foi substituído no ano passado pelo Bissau-guineense Domingos Simões Pereira.

O diploma cabo-verdiano vai chefiar uma missão integrada por 22 elementos em representação dos Estados-membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).

A MOE CPLP vai basear-se nas províncias de Maputo (Maputo, duas equipas), Gaza (Xai-Xai), Inhambane (Inhambane), Manica (Chimoio), Nampula (Nampula), Sofala (Beira) e Zambézia (Quelimane).

Os Moçambicanos vão ser chamados às urnas para escolher o presidente da República e eleger os deputados à Assembleia da República.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24287&catogory=Moçambique

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Outro texto que nos chegou...




A CIDADE E O PORTO DE LOURENÇO MARQUES HÁ 120 ANOS
António Trabulo

No final do século XIX, os portugueses e fundaram a povoação de Lourenço Marques (Maputo) numa língua de areia da baía que alguns chamavam da Lagoa e outros da Boa Morte, situada no ponto em que desaguam no Oceano Índico as águas dos rios Lagoa, Manhiça e Maputo. Os povos moçambicanos opunham-se à ocupação estrangeira, e a feitoria teve de ser muralhada.
Há cento e trinta anos, Lourenço Marques ocupava a área abrangida pelas ruas depois chamadas Consigliére Pedroso e Araújo, e era limitada pelas muralhas de uma fortificação. Os terrenos conhecidos pelo Cântano, e os ocupados pela Avenida da República eram cobertos de água, pelo menos durante as marés cheias.
A população da cidade não parava de crescer. Em 1882, o major de engenharia Joaquim José Machado foi encarregado de proceder aos primeiros estudos da linha de caminho de ferro. A área que Lourenço Marques ocupava não podia comportar o desenvolvimento que a construção da via férrea iria trazer à cidade.
Na altura, o governo geral da Colónia sediava-se na ilha de Moçambique. Em Lourenço Marques, mandava o governo do distrito, que se opunha ao derrube da fortificação. A população branca receava os ataques dos indígenas que viviam nos domínios da rainha de Marracuene.
O major Joaquim Machado considerava os receios infundados e assumiu sozinho, em 1885, a responsabilidade de extinguir as fortificações. As fundações assentavam em areia solta e o trabalho fez-se durante a noite, com rapidez e sem ruído. Uma grande extensão das muralhas foi escavada pelo lado de fora e derrubada. Ao amanhecer, os habitantes da cidade deram com boa parte da fortaleza deitada abaixo.
Deste modo, um acto de indisciplina de um militar português contribuiu para a expansão da cidade.
A gravura que apresentamos data de cerca de 1890 e mostra o aspecto de Lourenço Marques pouco tempo depois do derrube das muralhas.


Referências: Duarte Veiga, O Mundo Português nº 9 e 10, Setembro e Outubro de 1934.
Joel Serrão, Dicionário da História de Portugal.
Fotografia: O Mundo Português, nº 62, Fevereiro de 1939.

domingo, 11 de outubro de 2009

Linhas Aéreas de Moçambique inaugura rota Maputo/Luanda a 16 de Outubro

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A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) inaugura no próximo dia 16 a rota Maputo/Luanda, com duas frequências semanais, nos termos do acordo quinta-feira assinado em Luanda com a transportadora aérea angolana Taag.

Em declarações à agência noticiosa angolana Angop, o presidente da LAM, José Ricardo Viegas, que assinou o acordo com o director de Planeamento e Gestão Comercial da Taag, Jacinto Júnior, disse que a abertura desta rota já se impunha, tendo em conta os laços de fraternidade e amizade existentes entre os dois países.

José Ricardo Viegas considerou ainda que a rota Maputo/Luanda (ainda em desenvolvimento) já apresenta um fluxo considerável de passageiros, havendo, por isso, ganhos políticos e económicos para ambos os países.

A LAM vai operar na rota Maputo/Luanda com dois aviões Embraer 190, com capacidade para 93 lugares.

No termos do acordo asssinado, a Taag vai, numa primeira fase, canalizar os seus clientes para a LAM, e numa segunda fase, passará a operar também com as suas aeronaves, tão logo a linha aumente o seu fluxo de passageiros. (macauhub)

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24128&catogory=Moçambique