EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Homenagem ao Infante D. Henrique

Texto de Joaquim Domingues para o próximo nº da NOVA ÁGUIA



“Apologia de Castilho” (excerto)

Como estamos longe da peregrina noção de que a língua é mero instrumento do pensamento que, esse sim, é que teria de ser claro e distinto! Isto sem falar na impugnação de qualquer mérito de Castilho, afora o da estreita área da literatura convencional! O tópico sugere reflexões mais matizadas acerca do conceito de literatura e dos critérios de valor prevalecentes na conservadora perspectiva de tantos historiadores e críticos literários. Baste-nos, porém, nesta circunstância, exaltar a obra de quem, muito antes de Fernando Pessoa, teve consciência do valor constitucional da língua na formação do homem e em especial de quanto urge libertar a portuguesa língua dos factores de abastardamento cujos efeitos se projectam em quase todos os planos da vida social. O poder integrador da língua, já patente, por contraste, na confusão de Babel, mais brilha ainda na diversidade sem fim dos autores que, cada um a seu modo, como António Feliciano de Castilho, ousam ampliar o comum espírito que anima o seu povo.

Joaquim Domingues

CARLOS QUEIROZ



62 ANOS APÓS O FALECIMENTO DE UM GRANDE POETA, AMIGO DE FERNANDO PESSOA

De seu nome completo, José Carlos Queiroz Nunes Ribeiro, nasceu em Lisboa, a 5 de Abril de 1907, tendo falecido com apenas quarenta e dois anos de idade, em Paris, a 28 de Outubro de 1949, vítima de um ataque cardíaco.
Poeta, ensaísta e crítico de arte, integrou-se nos movimentos modernistas.
Em 1925, com dezoito anos, publicou os seus primeiros poemas na revista Contemporânea.
Apesar do seu lirismo e da beleza da forma, a sua poesia era de tendência intelectualista, como se pode constatar nos seus livros, de que o primeiro se intitulou Desaparecidos, reeditado postumamente, considerado uma revelação e que o catapultou para lugar de destaque na poesia portuguesa.
Deste primeiro livro, ouçamos o poema cujo título, pela sua semelhança, parece dar nome à obra:

DESAPARECIDO

Sempre que leio nos jornais:
«De casa de seus pais desapar’ceu…»
Embora sejam outros os sinais,
Suponho sempre que sou eu.

Eu, verdadeiramente jovem,
Que por caminhos meus e naturais,
Do meu veleiro, que ora os outros movem,
Pudesse ser o próprio arrais.

Eu, que tentasse errado norte;
Vencido, embora, por contrário vento,
Mas desprezasse, consciente e forte,
O porto do arrependimento.

Eu, que pudesse, enfim, ser eu!
- Livre o instinto, em vez de coagido.
«De casa de seus pais desapar’ceu…»
Eu, o feliz desapar’cido.

(...)

José Lança-Coelho

Texto de Manuel Ferreira Patrício para a NA 7


Manuel Ferreira Patrício
MINHA PÁTRIA É A LÍNGUA PORTUGUESA. LENDO O POETA À LETRA E… AO ESPÍRITO

Nunca o escritor antecipa o eco futuro de um seu achado, ou construção, ou criação verbal. É nesse sentido que ele é um criador, à imagem e semelhança de Deus. Lemos, no Génesis, a descrição do acto criador de Deus, deste mundo em que nos encontramos e que julgamos conhecer. No princípio Deus criou os céus e a terra (Génesis, 1, 1). O que não havia passou a haver. Não havia os céus, não havia a terra. Passou a haver os céus, passou a haver a terra. Aí estão, em si e para nós, e decerto para Deus, os céus e a terra. Criar é fazer passar a haver o que não havia. De onde veio? Veio do que não havia para o que passou a haver e agora há. Veio do que não existia para o que passou a existir e agora existe.
Escritores felizes são os que criam orbes, mundos de palavras que ficam. Não os havia antes, há-os agora. O acto criador do escritor instaurou-os, fê-los passar do estado de não-haver ao estado de haver, do estado de não-existir ao estado de existir. Passaram a estar aí. Acto genesíaco foi esse da sua instauração no mundo pelo escritor, pelo criador literário. Vejo uma espantosa semelhança, similitude, entre o acto criador de Deus e o acto criador do escritor-poieta – poeta, dramaturgo, filósofo, vate. É que o poder do acto criador explode na palavra. Segundo o Génesis, Deus criou pronunciando palavras. O escritor cria fazendo surdir no mundo palavras. Assim o mundo é o discurso de Deus, como a obra do escritor é o discurso deste. A eficácia do discurso de Deus é o vulto, e a fremência, do que há agora e não havia antes: o mundo criado, tal como a nós é patente e o Génesis descreve. A eficácia do discurso do escritor – chamemos-lhe Poeta, para nesta palavra ressoar o canto helénico das origens – é a voz com sentido que desde então entrou na nossa alma e nela se instalou.
Acto criador felicíssimo foi aquele de Fernando Pessoa que, à semelhança do Deus do Génesis, instaurou no que não havia o prodigioso mundo de seis (o número da criação) palavras/seis momentos/seis dias que passou a haver, acto criador depois do qual nunca mais nós, portugueses, fomos os mesmos: Minha pátria é a língua portuguesa. Andámos séculos a fazer a fazer a língua portuguesa – a criá-la –, até chegar o momento de ela se revelar como nossa pátria, de a cada um de nós se revelar como sua pátria.

(excerto)

UMA PROSPECTIVA DA CPLP (excerto)*


A língua é o nosso instrumento mobilizador do mais importante dos capitais de recuperação, porque transporta valores, nunca é neutra.

Com a língua portuguesa acontece que, implantada em todas as latitudes, também, como aconteceu com o cruzamento das espécies, se tornou mestiça. Por isso tenho afirmado que a língua portuguesa não é nossa, também é nossa, querendo significar que em cada lugar de implantação, pela soberania, pela evangelização, ou pelo comércio, agregou valores que lhe dão especificidade na adopção plural que conseguiu.

Tem um traço comum, a que sempre chamei a maneira portuguesa de estar no mundo, que é a sua trave mestra, o conceito que une todas as etnias e culturas que atraiu, e que permitiu a formação da CPLP.

Nenhuma das potências, que participaram no Império Euromundista, conseguiu organização semelhante, nem mesmo a Espanha que também implantou o castelhano em tantos lugares.

Esta união de pessoas que conservam a identidade específica e a ligação comum que é a língua, constitui um instrumento, e o exemplo, da capacidade de responder à exigência de finalmente reconhecer que a Terra é a casa comum dos homens, que sem diferenças de etnias, crenças, e culturas, todos participam a mesma aventura de viver, e que o globalismo que realmente os unifica é enfrentarem um risco global. A contribuição dos que partilham a maneira portuguesa de estar no mundo para o património comum da humanidade, que inclui os valores que apontam para colocar o diálogo no lugar do combate, e alargar o reconhecimento recíproco pelo respeito que dispensa a tolerância, é uma parcela valiosa e indispensável desse património. E também contribuição para a segurança de que será possível reconstruir um novo futuro promissor, para além da crise brutal, e das ameaças inquietantes.

ADRIANO MOREIRA

* Texto a publicar na íntegra no próximo número da NOVA ÁGUIA.

Texto de Miguel Real para o próximo nº da NOVA ÁGUIA



MENSAGEM: AMBIGUIDADE POLÍTICA NA IMAGÉTICA PROVIDENCIALISTA DO IMPÉRIO (excerto)

Paradoxalmente, coube a Fernando Pessoa, não ao poeta e não ao “político” exterior ao salazarismo, mas ao ocultista e ao esotérico, estruturar de um modo original e sistematizado a ideologia nacionalista e imperial do Estado Novo, estabelecendo a continuidade cultural que este necessitava para se estatuir como permanência patriota sobre as rupturas políticas instauradas pelo liberalismo de 1820 e o republicanismo de 1910, regimes que contestava e abominava.

(...)

Miguel Real

Texto de António Braz Teixeira para a NA 7


António Braz Teixeira

BREVE NOTA SOBRE A SAUDADE NO “LIVRO DO DESASSOSSEGO”

No estudo da reflexão portuguesa sobre o sentimento saudoso não tem, em geral, sido dada a devida atenção à múltipla e diversa obra pessoana, onde, no entanto, ela não deixa de ocupar lugar muito significativo e de assumir feições ou dimensões próprias, que a singularizam no quadro amplo da filosofia da saudade.

(excerto)

Mais um texto para o nº 7 da NOVA ÁGUIA

Eduardo Aroso

A PÁTRIA E A LÍNGUA NO E ALÉM TEMPO E ESPAÇO

Na ponderação destas ideias, gravitámos ao redor de «Minha pátria é a língua portuguesa». Na feliz expressão, podemos perscrutar melhor o sentido de espaço, que é inicialmente o lugar da pátria, e também o de tempo que recolhe e guarda registos da vida que de tão importantes a língua transporta, transpõe e até ressuscita, se preciso for! Assim, não podendo travar-se o progressivo trânsito do ser humano, espaço e tempo espelham-se inevitavelmente na língua e neste caso na Língua Portuguesa, doce brisa que sopra, levando o aroma da rosa-dos-ventos. E quem sabe se no futuro a única palavra para aferir todas as variantes e variações da Língua Portuguesa, da pátria de cada um, não seja pronunciar a palavra saudade, no registo das mais ínfimas vibrações, à maneira de um osciloscópio, mas de um osciloscópio de todos os fios de Ariadne e das nervuras da alma. Saudade, por certo, não de isolados lugares efémeros ou acontecimentos de significado relativo, mas de um espaço-ser de plenitude.

(excerto)

António Quadros no próximo nº da NOVA ÁGUIA


DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA A FILOSOFIA PORTUGUESA

Unidos num tronco comum durante três séculos, mau grado as naturais diferenças pouco a pouco acentuadas devido às determinações do espaço, do tempo e do modo como, fazendo-se e refazendo-se, foram reagindo às circunstâncias da sua vida social e histórica, os povos irmãos de Portugal e do Brasil viviam fundamentalmente uma paideia análoga ou paralela quando, no primeiro quartel do século XIX, se deu a separação das duas coroas, o mesmo é dizer, a separação política das duas nações atlânticas.
Mas a separação política, um acto voluntarista, não significou nem podia significar cisão radical ao nível mais profundo da paideia.

(excerto)

Texto de Pinharanda Gomes para a NA 7



Lusitânia ante a Ibéria

Parece estar fora de dúvida a presença de uma forte tendência iberista no regime instaurado em 1910. Um século depois, sentimos renovadas lufas de iberismo, sem pejo de dissolver o nosso nome próprio no nome de Ibéria, como se esta fosse o Eldorado, a solução para acabar com o desemprego e para melhorar as execuções económico-financeiras. Chegámos ao ponto de os meios de comunicação social procederem à alteração das nomenclaturas protocolares. Outrora, as cimeiras entre Portugal e Espanha eram designadas luso-espanholas, mas agora o adjectivo dúplice vê-se anulado no adjectivo unicista. Há quem seja incapaz de aludir aos povos evitando o nome Ibéria, e até no futebol, caso que julgamos derivado, não de ideologia, mas de ignorância político-cultural. Todavia, também temos venerados grandes pensadores do Regime que não se cansam de erigir altares à Ibéria, cujo pé de altar é, eventualmente, pago por entidade portuguesa.

(excerto)

Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

HOJE

Convite

A Zéfiro e o MIL – Movimento Internacional Lusófono têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra Fernando Nobre – Diário de uma Campanha, que contará com a presença do autor Renato Epifânio e de Fernando Nobre.

Este lançamento terá lugar no dia 26 de Fevereiro (Sáb.), pelas 17h na sede do MIL, na Sociedade da Língua Portuguesa (Rua Mouzinho da Silveira, 23, Lisboa – junto ao Marquês de Pombal).

Esperamos ter o prazer da sua presença.

Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Diário da NOVA ÁGUIA: 24 de Fevereiro...



Manuela Correia abrindo a sessão em Arraiolos

Dois novos locais para o nosso Mapiáguio: Arraiolos e Redondo. Duas excelentes sessões, perante dois públicos diferentes. Duas figuras salientadas: Agostinho da Silva, em Arraiolos, perante um público maioritariamente jovem; António Telmo, no Redondo, perante algumas pessoas que o conheceram muito bem – Balesteros, Mário Rui, João Tavares…

Esta Quinta, mais 2 lançamentos da NOVA ÁGUIA

24.02.11 - 14h30: Biblioteca Municipal de Arraiolos
24.02.11 - 17h00: Biblioteca Municipal do Redondo

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Ciclo sobre António Telmo em Sesimbra



Ortodoxia e livre-pensamento

Há pouco mais de meio século, Álvaro Ribeiro afirmava pertencer Sampaio Bruno à tendência característica da filosofia portuguesa por se tratar de um livre-pensador religioso, igualmente distante do positivismo agnóstico e do catolicismo ortodoxo. “Livre-pensador – esclarece o filósofo noutro passo da sua obra – é o homem capaz de pensar livremente os valores – o bom, o belo e o vero – e mais ainda aquilo que os unifica e afinal garante. O problema do infinito incita o livre-pensador a meditar heroicamente a difícil temática religiosa. Nisso está o mérito; nisso está a dificuldade; nisso está o perigo; porque o livre-pensador, ao contrário do positivista, avança por um domínio delimitado pelos escolásticos, mas acelera a evolução espiritual da Humanidade”.

Estas considerações serão talvez surpreendentes para quem se habituou a assimilar a liberdade de pensamento à recusa, pura e simples, de uma qualquer crença religiosa. O que Álvaro Ribeiro e, na sua senda, António Telmo, nos propõem é algo de diferente: aceitar a fé como o ponto de partida necessário da demanda filosófica, mas pôr em causa, se for esse o caso, o constrangimento das formulações dogmáticas.

Assumindo este legado fundamental dos três pensadores, o Círculo António Telmo, o MIL: Movimento Internacional Lusófono, a revista Nova Águia e os Cadernos de Filosofia Extravagante propõem-se, em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra, actualizar alguns dos problemas que ele suscita. Por exemplo: as relações entre a religião, o esoterismo e a filosofia; o convívio, por vezes conflituoso, das três tradições abraâmicas; ou a distinção entre ortodoxia, heterodoxia e heresia.

Por outro lado, com a organização deste ciclo de estudos pretende-se encetar uma série de homenagens a António Telmo, há pouco desaparecido, e que muito amava Sesimbra, terra onde viveu, conviveu e pensou, como bem indica o poema de abertura das suas Congeminações de um Neopitagórico. O título do livro dá o mote. E os versos da quadra que lhe serve de prólogo, definindo o perfil do autor, esclarecem o nosso intento:

Foi na Serra da Achada
Que julguei ter-me perdido.
Quem se ganha não é nada.
Disse-me Deus ao ouvido.

(programa a anunciar em breve)

Vídeo da sessão de ontem, na Academia das Ciências:

NOVA ÁGUIA no Redondo

24.02.11 - 17h00: Biblioteca Municipal do Redondo

Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

MENSAGEM DO EMBAIXADOR LAURO MOREIRA


AO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

Há exatamente um ano, em fevereiro de 2010, tive a honra e a satisfação de participar de uma cerimônia como a de hoje, ao receber aqui, neste venerando recinto, o título de Personalidade Lusófona do Ano, o primeiro outorgado pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Honrado então com a presença de tantas personalidades ilustres, a começar pelo meu querido e admirado Amigo, o Presidente Mário Soares, e pelo digníssimo Presidente desta Casa, o Professor Adriano Moreira, confesso ter sido aquele um dos momentos mais altos e mais gratificantes de minha feliz estada neste país irmão.

Hoje, de volta ao Brasil, não poderia deixar de encaminhar esta Mensagem à direção do MIL: Movimento Internacional Lusófono, congratulando-me pela escolha da Personalidade Lusófona de 2010, a qual não poderia ter sido mais acertada.

D. Carlos Filipe Ximenes Belo engrandece agora com sua presença o nosso quadro de homenageados. A ele, muito deve o Timor Leste, por sua luta constante e destemida pela independência e consolidação do país. E a ele, muito devemos nós, membros da CPLP, por haver contribuído decisivamente para a ampliação e enriquecimento da própria Lusofonia.

A D. Ximenes Belo, o nosso reconhecimento, as nossas congratulações, e a nossa mais elevada consideração.

São Paulo, 20 de fevereiro de 2011

Embaixador Lauro Barbosa da Silva Moreira

Exposição CARNAVAL NOS AÇORES

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

Hoje, Lançamento: "A Aventura Maçónica" de António Telmo (14 Fev)


Convite

A Zéfiro e o Círculo Eça de Queiroz têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra
A Aventura Maçónica – Viagens à Volta de um Tapete, da autoria de António Telmo, que será apresentada por Nuno Nazareth Fernandes.

Estarão igualmente presentes Pedro Martins, que colaborou na preparação da obra, e o editor Alexandre Gabriel.

Este lançamento terá lugar no dia 14 de Fevereiro (2ªf), pelas 21h no Círculo Eça de Queiroz (Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 4 – Entre o Carmo e a Trindade, Metro Baixa-Chiado), em Lisboa.

Esperamos ter o prazer da sua presença.

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Destaque do "Prémio MIL Personalidade Lusófona"

Jornal "Sol", 12.02.11

Amanhã e Depois



Discípulo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho, como Afonso Botelho, António Quadros e Orlando Vitorino, e havendo convivido também com Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, António Telmo foi um dos mais originais, subtis e rigorosos pensadores portugueses da segunda metade do século XX, cuja obra, escrita e pensamento ao longo de mais de cinco decénios, se singulariza pela penetrante atenção hermenêutica ao que há de secreto e de sagrado na língua e na história portuguesas, pelo modo como soube articular a tradição aristotélica com a tradição da Cabala, pela forma inovadora como logrou apreender e compreender o mais fundo e essencial sentido da obra camoneana e decifrar os seus símbolos e como teorizou o conceito de razão poética, na melhor linha de Pascoaes, Leonardo e Pessoa.
O presente Colóquio, promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, de que António Telmo fez parte e em cujas actividades colaborou, reúne companheiros, discípulos e admiradores do filósofo recentemente falecido, que se propõem reflectir sobre o significado e valor do seu fecundo e incitante legado especulativo.

Ver Programa:
http://www.iflb.webnode.com/a15-02-11-homenagem-a-antonio-telmo/

Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

A IDEIA DE PÁTRIA EM ANTÓNIO TELMO


É próprio da condição humana perseguir o universal, mas nem todos o perseguem da mesma maneira. Uns há que seguem o caminho mais óbvio – em nome do universal, negam tudo o que lhes parece circunstanciado, assim renegando o espaço e o tempo, a história, a cultura, os povos, as próprias Pátrias. Outros, ao invés, encontram nestas a via aberta da universalidade.

O caminho mais óbvio nem sempre é o mais verdadeiro e, filosoficamente, pode-se até arriscar dizer-se: “Quanto mais óbvio, menos verdadeiro”. Nem sempre é, provavelmente, verdade. Mas é decerto mais verdadeiro do que o princípio oposto, que reduz a verdade ao óbvio. Por isso, arriscamos dizer: errados estão aqueles que, em nome do universal, negam tudo o que lhes parece circunstanciado, assim renegando o espaço e o tempo, a história, a cultura, os povos, as próprias Pátrias. Por isso, dizemos ainda: mais certos estão aqueles que encontram nestas a via aberta da universalidade.

(excerto)

Para o Rodrigo, no dia do seu aniversário.

Segunda-feira: lançamento de mais um título NOVA ÁGUIA

Carta de D. Ximenes Belo

Com esta simples carta venho expressar o meu profundo agradecimento pela concessão do Prémio Personalidade Lusófona do Ano de 2010”. Muito obrigado pela vossa amizade e solidariedade, não só para comigo, mas especialmente para com o Povo de Timor-Leste.
De facto, não mereço o honroso prémio, pois não tenho feito nada de extraordinário pelos Povos que constituem a CPLP e pelo Movimento Internacional Lusófono, a não ser rezando para que nesses Países reinem a Paz, a Justiça, o Progresso Integral para os seus habitantes. E que saibamos conservar e enriquecer os valores que nos unem: a Língua de Camões, a herança religiosa, cultural e histórica.
Lá estarei para receber o honroso Prémio no dia 21 de Fevereiro. Muito obrigado!
Aproveito esta oportunidade para renovar os meus cumprimentos, formulando votos de muitos sucessos para o Movimento.

Porto, 9 de Fevereiro de 2011.

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo
Administrador Apostólico emérito da Diocese de Dili
Prémio Nobel da Paz 1996.

Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

Passam hoje 8 anos...


A 5 de Fevereiro de 2003, morre, em Maputo, o poeta moçambicano José Craveirinha. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1991. Da sua obra destacam-se Xigubo (1964), Cântico a um Dio de Catrane (1966), Karingana Ua Karingana [Era uma vez] (1974), Cela 1 (1980), Maria (1988), e Haminas (1997).

Fonte: O Leme

Agostinho da Silva em francês

19 de Fevereiro