Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Texto de Joaquim Domingues para o próximo nº da NOVA ÁGUIA

“Apologia de Castilho” (excerto)
Como estamos longe da peregrina noção de que a língua é mero instrumento do pensamento que, esse sim, é que teria de ser claro e distinto! Isto sem falar na impugnação de qualquer mérito de Castilho, afora o da estreita área da literatura convencional! O tópico sugere reflexões mais matizadas acerca do conceito de literatura e dos critérios de valor prevalecentes na conservadora perspectiva de tantos historiadores e críticos literários. Baste-nos, porém, nesta circunstância, exaltar a obra de quem, muito antes de Fernando Pessoa, teve consciência do valor constitucional da língua na formação do homem e em especial de quanto urge libertar a portuguesa língua dos factores de abastardamento cujos efeitos se projectam em quase todos os planos da vida social. O poder integrador da língua, já patente, por contraste, na confusão de Babel, mais brilha ainda na diversidade sem fim dos autores que, cada um a seu modo, como António Feliciano de Castilho, ousam ampliar o comum espírito que anima o seu povo.
Joaquim Domingues
CARLOS QUEIROZ

62 ANOS APÓS O FALECIMENTO DE UM GRANDE POETA, AMIGO DE FERNANDO PESSOA
De seu nome completo, José Carlos Queiroz Nunes Ribeiro, nasceu em Lisboa, a 5 de Abril de 1907, tendo falecido com apenas quarenta e dois anos de idade, em Paris, a 28 de Outubro de 1949, vítima de um ataque cardíaco.
Poeta, ensaísta e crítico de arte, integrou-se nos movimentos modernistas.
Em 1925, com dezoito anos, publicou os seus primeiros poemas na revista Contemporânea.
Apesar do seu lirismo e da beleza da forma, a sua poesia era de tendência intelectualista, como se pode constatar nos seus livros, de que o primeiro se intitulou Desaparecidos, reeditado postumamente, considerado uma revelação e que o catapultou para lugar de destaque na poesia portuguesa.
Deste primeiro livro, ouçamos o poema cujo título, pela sua semelhança, parece dar nome à obra:
DESAPARECIDO
Sempre que leio nos jornais:
«De casa de seus pais desapar’ceu…»
Embora sejam outros os sinais,
Suponho sempre que sou eu.
Eu, verdadeiramente jovem,
Que por caminhos meus e naturais,
Do meu veleiro, que ora os outros movem,
Pudesse ser o próprio arrais.
Eu, que tentasse errado norte;
Vencido, embora, por contrário vento,
Mas desprezasse, consciente e forte,
O porto do arrependimento.
Eu, que pudesse, enfim, ser eu!
- Livre o instinto, em vez de coagido.
«De casa de seus pais desapar’ceu…»
Eu, o feliz desapar’cido.
(...)
José Lança-Coelho
Texto de Manuel Ferreira Patrício para a NA 7

Manuel Ferreira Patrício
MINHA PÁTRIA É A LÍNGUA PORTUGUESA. LENDO O POETA À LETRA E… AO ESPÍRITO
Nunca o escritor antecipa o eco futuro de um seu achado, ou construção, ou criação verbal. É nesse sentido que ele é um criador, à imagem e semelhança de Deus. Lemos, no Génesis, a descrição do acto criador de Deus, deste mundo em que nos encontramos e que julgamos conhecer. No princípio Deus criou os céus e a terra (Génesis, 1, 1). O que não havia passou a haver. Não havia os céus, não havia a terra. Passou a haver os céus, passou a haver a terra. Aí estão, em si e para nós, e decerto para Deus, os céus e a terra. Criar é fazer passar a haver o que não havia. De onde veio? Veio do que não havia para o que passou a haver e agora há. Veio do que não existia para o que passou a existir e agora existe.
Escritores felizes são os que criam orbes, mundos de palavras que ficam. Não os havia antes, há-os agora. O acto criador do escritor instaurou-os, fê-los passar do estado de não-haver ao estado de haver, do estado de não-existir ao estado de existir. Passaram a estar aí. Acto genesíaco foi esse da sua instauração no mundo pelo escritor, pelo criador literário. Vejo uma espantosa semelhança, similitude, entre o acto criador de Deus e o acto criador do escritor-poieta – poeta, dramaturgo, filósofo, vate. É que o poder do acto criador explode na palavra. Segundo o Génesis, Deus criou pronunciando palavras. O escritor cria fazendo surdir no mundo palavras. Assim o mundo é o discurso de Deus, como a obra do escritor é o discurso deste. A eficácia do discurso de Deus é o vulto, e a fremência, do que há agora e não havia antes: o mundo criado, tal como a nós é patente e o Génesis descreve. A eficácia do discurso do escritor – chamemos-lhe Poeta, para nesta palavra ressoar o canto helénico das origens – é a voz com sentido que desde então entrou na nossa alma e nela se instalou.
Acto criador felicíssimo foi aquele de Fernando Pessoa que, à semelhança do Deus do Génesis, instaurou no que não havia o prodigioso mundo de seis (o número da criação) palavras/seis momentos/seis dias que passou a haver, acto criador depois do qual nunca mais nós, portugueses, fomos os mesmos: Minha pátria é a língua portuguesa. Andámos séculos a fazer a fazer a língua portuguesa – a criá-la –, até chegar o momento de ela se revelar como nossa pátria, de a cada um de nós se revelar como sua pátria.
(excerto)
UMA PROSPECTIVA DA CPLP (excerto)*

A língua é o nosso instrumento mobilizador do mais importante dos capitais de recuperação, porque transporta valores, nunca é neutra.
Com a língua portuguesa acontece que, implantada em todas as latitudes, também, como aconteceu com o cruzamento das espécies, se tornou mestiça. Por isso tenho afirmado que a língua portuguesa não é nossa, também é nossa, querendo significar que em cada lugar de implantação, pela soberania, pela evangelização, ou pelo comércio, agregou valores que lhe dão especificidade na adopção plural que conseguiu.
Tem um traço comum, a que sempre chamei a maneira portuguesa de estar no mundo, que é a sua trave mestra, o conceito que une todas as etnias e culturas que atraiu, e que permitiu a formação da CPLP.
Nenhuma das potências, que participaram no Império Euromundista, conseguiu organização semelhante, nem mesmo a Espanha que também implantou o castelhano em tantos lugares.
Esta união de pessoas que conservam a identidade específica e a ligação comum que é a língua, constitui um instrumento, e o exemplo, da capacidade de responder à exigência de finalmente reconhecer que a Terra é a casa comum dos homens, que sem diferenças de etnias, crenças, e culturas, todos participam a mesma aventura de viver, e que o globalismo que realmente os unifica é enfrentarem um risco global. A contribuição dos que partilham a maneira portuguesa de estar no mundo para o património comum da humanidade, que inclui os valores que apontam para colocar o diálogo no lugar do combate, e alargar o reconhecimento recíproco pelo respeito que dispensa a tolerância, é uma parcela valiosa e indispensável desse património. E também contribuição para a segurança de que será possível reconstruir um novo futuro promissor, para além da crise brutal, e das ameaças inquietantes.
ADRIANO MOREIRA
* Texto a publicar na íntegra no próximo número da NOVA ÁGUIA.Texto de Miguel Real para o próximo nº da NOVA ÁGUIA

MENSAGEM: AMBIGUIDADE POLÍTICA NA IMAGÉTICA PROVIDENCIALISTA DO IMPÉRIO (excerto)
Paradoxalmente, coube a Fernando Pessoa, não ao poeta e não ao “político” exterior ao salazarismo, mas ao ocultista e ao esotérico, estruturar de um modo original e sistematizado a ideologia nacionalista e imperial do Estado Novo, estabelecendo a continuidade cultural que este necessitava para se estatuir como permanência patriota sobre as rupturas políticas instauradas pelo liberalismo de 1820 e o republicanismo de 1910, regimes que contestava e abominava.
(...)
Miguel Real
Texto de António Braz Teixeira para a NA 7

António Braz Teixeira
BREVE NOTA SOBRE A SAUDADE NO “LIVRO DO DESASSOSSEGO”
No estudo da reflexão portuguesa sobre o sentimento saudoso não tem, em geral, sido dada a devida atenção à múltipla e diversa obra pessoana, onde, no entanto, ela não deixa de ocupar lugar muito significativo e de assumir feições ou dimensões próprias, que a singularizam no quadro amplo da filosofia da saudade.
(excerto)Mais um texto para o nº 7 da NOVA ÁGUIA
Eduardo Aroso
A PÁTRIA E A LÍNGUA NO E ALÉM TEMPO E ESPAÇO
Na ponderação destas ideias, gravitámos ao redor de «Minha pátria é a língua portuguesa». Na feliz expressão, podemos perscrutar melhor o sentido de espaço, que é inicialmente o lugar da pátria, e também o de tempo que recolhe e guarda registos da vida que de tão importantes a língua transporta, transpõe e até ressuscita, se preciso for! Assim, não podendo travar-se o progressivo trânsito do ser humano, espaço e tempo espelham-se inevitavelmente na língua e neste caso na Língua Portuguesa, doce brisa que sopra, levando o aroma da rosa-dos-ventos. E quem sabe se no futuro a única palavra para aferir todas as variantes e variações da Língua Portuguesa, da pátria de cada um, não seja pronunciar a palavra saudade, no registo das mais ínfimas vibrações, à maneira de um osciloscópio, mas de um osciloscópio de todos os fios de Ariadne e das nervuras da alma. Saudade, por certo, não de isolados lugares efémeros ou acontecimentos de significado relativo, mas de um espaço-ser de plenitude.
(excerto)António Quadros no próximo nº da NOVA ÁGUIA

DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA A FILOSOFIA PORTUGUESA
Unidos num tronco comum durante três séculos, mau grado as naturais diferenças pouco a pouco acentuadas devido às determinações do espaço, do tempo e do modo como, fazendo-se e refazendo-se, foram reagindo às circunstâncias da sua vida social e histórica, os povos irmãos de Portugal e do Brasil viviam fundamentalmente uma paideia análoga ou paralela quando, no primeiro quartel do século XIX, se deu a separação das duas coroas, o mesmo é dizer, a separação política das duas nações atlânticas.
Mas a separação política, um acto voluntarista, não significou nem podia significar cisão radical ao nível mais profundo da paideia.
(excerto)
Texto de Pinharanda Gomes para a NA 7

Lusitânia ante a Ibéria
Parece estar fora de dúvida a presença de uma forte tendência iberista no regime instaurado em 1910. Um século depois, sentimos renovadas lufas de iberismo, sem pejo de dissolver o nosso nome próprio no nome de Ibéria, como se esta fosse o Eldorado, a solução para acabar com o desemprego e para melhorar as execuções económico-financeiras. Chegámos ao ponto de os meios de comunicação social procederem à alteração das nomenclaturas protocolares. Outrora, as cimeiras entre Portugal e Espanha eram designadas luso-espanholas, mas agora o adjectivo dúplice vê-se anulado no adjectivo unicista. Há quem seja incapaz de aludir aos povos evitando o nome Ibéria, e até no futebol, caso que julgamos derivado, não de ideologia, mas de ignorância político-cultural. Todavia, também temos venerados grandes pensadores do Regime que não se cansam de erigir altares à Ibéria, cujo pé de altar é, eventualmente, pago por entidade portuguesa.
(excerto)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
HOJE

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Diário da NOVA ÁGUIA: 24 de Fevereiro...


Manuela Correia abrindo a sessão em Arraiolos
Dois novos locais para o nosso Mapiáguio: Arraiolos e Redondo. Duas excelentes sessões, perante dois públicos diferentes. Duas figuras salientadas: Agostinho da Silva, em Arraiolos, perante um público maioritariamente jovem; António Telmo, no Redondo, perante algumas pessoas que o conheceram muito bem – Balesteros, Mário Rui, João Tavares…
Esta Quinta, mais 2 lançamentos da NOVA ÁGUIA
24.02.11 - 17h00: Biblioteca Municipal do Redondo
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Ciclo sobre António Telmo em Sesimbra

Ortodoxia e livre-pensamento
Há pouco mais de meio século, Álvaro Ribeiro afirmava pertencer Sampaio Bruno à tendência característica da filosofia portuguesa por se tratar de um livre-pensador religioso, igualmente distante do positivismo agnóstico e do catolicismo ortodoxo. “Livre-pensador – esclarece o filósofo noutro passo da sua obra – é o homem capaz de pensar livremente os valores – o bom, o belo e o vero – e mais ainda aquilo que os unifica e afinal garante. O problema do infinito incita o livre-pensador a meditar heroicamente a difícil temática religiosa. Nisso está o mérito; nisso está a dificuldade; nisso está o perigo; porque o livre-pensador, ao contrário do positivista, avança por um domínio delimitado pelos escolásticos, mas acelera a evolução espiritual da Humanidade”.
Estas considerações serão talvez surpreendentes para quem se habituou a assimilar a liberdade de pensamento à recusa, pura e simples, de uma qualquer crença religiosa. O que Álvaro Ribeiro e, na sua senda, António Telmo, nos propõem é algo de diferente: aceitar a fé como o ponto de partida necessário da demanda filosófica, mas pôr em causa, se for esse o caso, o constrangimento das formulações dogmáticas.
Assumindo este legado fundamental dos três pensadores, o Círculo António Telmo, o MIL: Movimento Internacional Lusófono, a revista Nova Águia e os Cadernos de Filosofia Extravagante propõem-se, em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra, actualizar alguns dos problemas que ele suscita. Por exemplo: as relações entre a religião, o esoterismo e a filosofia; o convívio, por vezes conflituoso, das três tradições abraâmicas; ou a distinção entre ortodoxia, heterodoxia e heresia.
Por outro lado, com a organização deste ciclo de estudos pretende-se encetar uma série de homenagens a António Telmo, há pouco desaparecido, e que muito amava Sesimbra, terra onde viveu, conviveu e pensou, como bem indica o poema de abertura das suas Congeminações de um Neopitagórico. O título do livro dá o mote. E os versos da quadra que lhe serve de prólogo, definindo o perfil do autor, esclarecem o nosso intento:
Foi na Serra da Achada
Que julguei ter-me perdido.
Quem se ganha não é nada.
Disse-me Deus ao ouvido.
(programa a anunciar em breve)
Vídeo da sessão de ontem, na Academia das Ciências:
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
MENSAGEM DO EMBAIXADOR LAURO MOREIRA

AO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Há exatamente um ano, em fevereiro de 2010, tive a honra e a satisfação de participar de uma cerimônia como a de hoje, ao receber aqui, neste venerando recinto, o título de Personalidade Lusófona do Ano, o primeiro outorgado pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.
Honrado então com a presença de tantas personalidades ilustres, a começar pelo meu querido e admirado Amigo, o Presidente Mário Soares, e pelo digníssimo Presidente desta Casa, o Professor Adriano Moreira, confesso ter sido aquele um dos momentos mais altos e mais gratificantes de minha feliz estada neste país irmão.
Hoje, de volta ao Brasil, não poderia deixar de encaminhar esta Mensagem à direção do MIL: Movimento Internacional Lusófono, congratulando-me pela escolha da Personalidade Lusófona de 2010, a qual não poderia ter sido mais acertada.
D. Carlos Filipe Ximenes Belo engrandece agora com sua presença o nosso quadro de homenageados. A ele, muito deve o Timor Leste, por sua luta constante e destemida pela independência e consolidação do país. E a ele, muito devemos nós, membros da CPLP, por haver contribuído decisivamente para a ampliação e enriquecimento da própria Lusofonia.
A D. Ximenes Belo, o nosso reconhecimento, as nossas congratulações, e a nossa mais elevada consideração.
São Paulo, 20 de fevereiro de 2011
Embaixador Lauro Barbosa da Silva Moreira
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Imagens do Colóquio António Telmo
No portal do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira:http://www.iflb.webnode.com/a15-02-11-homenagem-a-antonio-telmo/
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Hoje, Lançamento: "A Aventura Maçónica" de António Telmo (14 Fev)

domingo, 13 de fevereiro de 2011
Destaque do "Prémio MIL Personalidade Lusófona"
Amanhã e Depois

Discípulo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho, como Afonso Botelho, António Quadros e Orlando Vitorino, e havendo convivido também com Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, António Telmo foi um dos mais originais, subtis e rigorosos pensadores portugueses da segunda metade do século XX, cuja obra, escrita e pensamento ao longo de mais de cinco decénios, se singulariza pela penetrante atenção hermenêutica ao que há de secreto e de sagrado na língua e na história portuguesas, pelo modo como soube articular a tradição aristotélica com a tradição da Cabala, pela forma inovadora como logrou apreender e compreender o mais fundo e essencial sentido da obra camoneana e decifrar os seus símbolos e como teorizou o conceito de razão poética, na melhor linha de Pascoaes, Leonardo e Pessoa.
O presente Colóquio, promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, de que António Telmo fez parte e em cujas actividades colaborou, reúne companheiros, discípulos e admiradores do filósofo recentemente falecido, que se propõem reflectir sobre o significado e valor do seu fecundo e incitante legado especulativo.
Ver Programa:
http://www.iflb.webnode.com/a15-02-11-homenagem-a-antonio-telmo/
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A IDEIA DE PÁTRIA EM ANTÓNIO TELMO

É próprio da condição humana perseguir o universal, mas nem todos o perseguem da mesma maneira. Uns há que seguem o caminho mais óbvio – em nome do universal, negam tudo o que lhes parece circunstanciado, assim renegando o espaço e o tempo, a história, a cultura, os povos, as próprias Pátrias. Outros, ao invés, encontram nestas a via aberta da universalidade.
O caminho mais óbvio nem sempre é o mais verdadeiro e, filosoficamente, pode-se até arriscar dizer-se: “Quanto mais óbvio, menos verdadeiro”. Nem sempre é, provavelmente, verdade. Mas é decerto mais verdadeiro do que o princípio oposto, que reduz a verdade ao óbvio. Por isso, arriscamos dizer: errados estão aqueles que, em nome do universal, negam tudo o que lhes parece circunstanciado, assim renegando o espaço e o tempo, a história, a cultura, os povos, as próprias Pátrias. Por isso, dizemos ainda: mais certos estão aqueles que encontram nestas a via aberta da universalidade.
(excerto)Para o Rodrigo, no dia do seu aniversário.








