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Habitantes de São João dos Montes, acusaram hoje a Câmara de Vila Franca de Xira de ter “ao abandono” fortes das Linhas de Torres mas a autarquia garantiu que está a proceder à sua recuperação.
Rui Coelho, arqueólogo e porta-voz do Grupo de Habitantes e Amigos de São João dos Montes, em Vila Franca de Xira, disse hoje à agência Lusa que alguns dos fortes da primeira linha situados na freguesia de São João dos Montes estão "completamente ao abandono, um autêntico matagal em grave risco de incêndio", mostrando-se indignado com a "negligência humana" praticada naquele património histórico.
"Não se percebe como é que a Câmara Municipal não actua sobre esta situação. Isso mostra um grande desinteresse da autarquia por este tipo de património", afirmou, sobre as fortificações do século XIX.
Em comunicado, o grupo acrescentou que as Linhas de Torres "foram um marco decisivo para a vitória dos aliados nas guerras napoleónicas, constituindo um importante património internacional", não compreendendo a "negligência em que agora se encontram".
"Por outro lado, são evidentes os vandalismos, os depósitos de lixos, a circulação desregulada de veículos de grande porte e o risco de derrocadas", lê-se.
O Grupo de Habitantes e Amigos da freguesia de São João dos Montes defendem, assim, que é "imprescindível" a preservação deste património, aguardando uma resposta da autarquia, depois de terem exposto em reunião de Câmara este problema.
"Já falámos duas vezes deste assunto com a presidente da Câmara Municipal, Maria da Luz Rosinha (PS), que se propôs a tomar algumas medidas, mas até agora ainda nada foi feito", concluiu.
Contactada pela Lusa, a vereadora responsável pelo pelouro da Cultura, Maria da Conceição Santos, disse que já foi feito um esclarecimento sobre este assunto, garantindo que a autarquia "preocupa-se em recuperar os fortes das Linhas de Torres".
"O trabalho de recuperação dos fortes está a ser feito de forma faseada e vai decorrer até 2011. As intervenções estão a ser feitas de acordo com aquilo que temos programado e é assim que vai continuar a ser", explicou.
A vereadora admitiu que a requalificação do forte de São João dos Montes ainda não foi efectuada, garantindo, no entanto, que "a desmatação deste forte está prevista para muito breve".
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=33725&idSeccao=479&Action=noticia
A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
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"Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos , nos campos da logística-geral , do pessoal , das economias que as suportam e dos resultados obtidos. Assim , chegaram à conclusão que em todo o Mundo só havia dois países que mantiveram três Teatros de Operações em simultâneo; a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia ( a 9.300 Kms de 1948 a 1960 ); no Quénia ( a 5.700 Kms de 1952 a 1956 ) , e em Chipre ( a 3.000 Kms de 1954 a 1959 ), e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné ( a 3.400 Kms ), Angola ( a 7.300 Kms ) e Moçambique ( a 10.300 Kms ) de 1961 a 1974 ( 13 anos seguidos). Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes , bem como a sua distância , a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve (…)".
Coronel Vitor Santos
In osirislux.blogspot.com
"Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos , nos campos da logística-geral , do pessoal , das economias que as suportam e dos resultados obtidos. Assim , chegaram à conclusão que em todo o Mundo só havia dois países que mantiveram três Teatros de Operações em simultâneo; a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia ( a 9.300 Kms de 1948 a 1960 ); no Quénia ( a 5.700 Kms de 1952 a 1956 ) , e em Chipre ( a 3.000 Kms de 1954 a 1959 ), e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné ( a 3.400 Kms ), Angola ( a 7.300 Kms ) e Moçambique ( a 10.300 Kms ) de 1961 a 1974 ( 13 anos seguidos). Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes , bem como a sua distância , a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve (…)".
Coronel Vitor Santos
In osirislux.blogspot.com
sábado, 25 de abril de 2009
Amanhã 26 de Abril, canonização de D.Nuno Álvares Pereira
D. Nuno Álvares Pereira: Um Português de Excepção
Autoria de: João J. Brandão Ferreira
Ten.Cor.PilAv
Com de Linha Aérea
Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no hábito.
-“ Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.
-“ Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...” E erguendo-se:
-“ Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser ”. Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido. O castelhano curvando a cabeça, saiu.
Finalmente, ao fim de uma espera de séculos, a canonização do Beato Nuno de Santa Maria está marcada: será no dia 26 de Abril e terá como companheiros quatro cidadãos da península Itálica.
Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce idêntico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.
De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.
Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – fasto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do herói e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Álvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas. Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.
Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.
È, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.
Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria, – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.
É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.
Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadência em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!
Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três âmbitos: o religioso, o militar e o cívico.
É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro, – não há aqui azo a divisionismos, – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.
A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.
No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR. O percurso deverá ter alas de militares.
Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum”nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S. Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria, – Arma de que D. Nuno é o patrono. Em Santa Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3ª Divisão de Infantaria – a Divisão N. Álvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S. Jorge. Em todos os itinerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.
Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.
As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D. Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.
Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferencias, colóquios, etc. em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas), escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc., alusivas ao evento.
É urgente reaporteguesar Portugal.
Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocínio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidência). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.
Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para menorizar tão importante acontecimento.
Autoria de: João J. Brandão Ferreira
Ten.Cor.PilAv
Com de Linha Aérea
Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no hábito.
-“ Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.
-“ Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...” E erguendo-se:
-“ Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser ”. Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido. O castelhano curvando a cabeça, saiu.
Finalmente, ao fim de uma espera de séculos, a canonização do Beato Nuno de Santa Maria está marcada: será no dia 26 de Abril e terá como companheiros quatro cidadãos da península Itálica.
Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce idêntico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.
De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.
Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – fasto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do herói e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Álvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas. Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.
Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.
È, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.
Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria, – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.
É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.
Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadência em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!
Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três âmbitos: o religioso, o militar e o cívico.
É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro, – não há aqui azo a divisionismos, – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.
A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.
No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR. O percurso deverá ter alas de militares.
Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum”nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S. Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria, – Arma de que D. Nuno é o patrono. Em Santa Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3ª Divisão de Infantaria – a Divisão N. Álvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S. Jorge. Em todos os itinerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.
Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.
As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D. Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.
Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferencias, colóquios, etc. em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas), escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc., alusivas ao evento.
É urgente reaporteguesar Portugal.
Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocínio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidência). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.
Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para menorizar tão importante acontecimento.
Há que as enfrentar com serenidade, determinação e firmeza. Como D. Nuno nos ensinou.
Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.
Acreditem que bem precisamos.
Transcrito do blogue "Rosa dos Ventos" http://rosadosventos1.blogspot.com/
Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.
Acreditem que bem precisamos.
Transcrito do blogue "Rosa dos Ventos" http://rosadosventos1.blogspot.com/
terça-feira, 31 de março de 2009
Outra...
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Conta desde a semana passada (28/03/2009) a Elite do Exército e dos Comandos, com um, dos mais dignos, merecedor e brilhante, o Major-General Jaime Alberto Gonçalves das Neves.
Nasceu na freguesia de S. Dinis, concelho de Vila Real, em 24.3.1936. Entrou na Escola do Exército em 1953 e fez cinco missões de serviço nas Províncias Ultramarinas de África e Índia. Fez o curso de comandos e foi um dos mais prestigiados da Amadora, sede militar dos Comandos.
Após o 25 de Abril de 1974 a sua unidade e o seu comando são mal vistos, porque ele não alinhou nos exageros revolucionários. A sua acção nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975 foram decisivos para dominar os rebeldes militares que no 11 de Março desse ano tinham revelado instintos de guerra civil. A unidade de Comandos era a principal unidade operacional de infantaria do Exército. E Jaime Neves foi o cérebro do êxito no sentido de travar, definitivamente os intentos dos golpistas. O país inteiro reconheceu nele o grande responsável pelo regresso à normalidade militar entre os Portugueses.
Em 1995 foi-lhe atribuída a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito. Por se tratar de um transmontano que teve papel decisivo, em período tão agitado da vida nacional, transcrevemos, o alvará da concessão, pela Presidência da República e Chancelaria das Ordens Portuguesas:
"Considerando que o Coronel de Infantaria "Comando" Jaime Alberto Gonçalves das Neves, ao longo da sua brilhante e valorosa carreira militar prestou altos serviços às Forças Armadas e à Pátria, marcados pelo heroísmo, abnegação e notável espírito de decisão; Considerando que no comando de tropas em campanha revelou invulgares qualidades de chefia, espírito de missão, coragem e sangue-frio em acções de alto risco debaixo de fogo; Considerando que o Coronel Jaime Neves teve uma participação decisiva nas acções militares que conduziram à restauração da democracia em Portugal e à sua intransigente defesa, nomeadamente pela sua actuação em 16 de Março de 1974, em 25 de Abril de 1974 e em 25 de Novembro de 1975 e que teve acção importantíssima na reestruturação da disciplina nas Forças Armadas; Considerando as qualidades de carácter, generosidade e frontalidade que são timbre da sua personalidade e do prestígio nacional que goza, quer entre os camaradas de armas, quer na sociedade civil; Considerando os efeitos de heroísmo militar e cívico do Coronel Jaime Neves, as elevadas condecorações e significativos louvores que lhe foram atribuídos ao longo de toda uma carreira militar que constitui elevado exemplo e o elegeu como motivo do maior prestígio para as Forças Armadas e credor da gratidão do Povo Português:
O Dr. Mário Soares, Presidente da República e Grão-Mestre as Ordens Honoríficas Portuguesas, faz saber que, nos termos da respectiva Lei Orgânica, aprovada pelo Decreto-Lei nº. 414-A/86 de 15 de Dezembro, confere ao Coronel de Infantaria "Comando" Jaime Alberto Gonçalves das Neves, de nacionalidade portuguesa, o grau de Grande-Ofical com Palma da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Por firmeza do que se lavrou, o presente alvará que vai ser devidamente assinado. Publique-se. Presidência da República, 13 de Julho de 1995, Encontrava-se já na situação de Reserva.
Agora, coube a vez a Sua Exa. o Presidente da República Dr Cavaco Silva, na qualidade de Comandante Supremo do Exército, achou por bem, dados os distintos, honrosos e heróicos serviços prestados a Portugal atrás descritos, pelo Coronel Comando, Jaime Neves, razão suficiente para honrar e fazer a justiça condizente à dignidade e exemplo deste brilhante oficial comando, proferindo a sua promoção a Major-General do Exército de Portugal.
Fonte: http://comandosalmada.blogspot.com/2009/03/parabens-comandante.html
Conta desde a semana passada (28/03/2009) a Elite do Exército e dos Comandos, com um, dos mais dignos, merecedor e brilhante, o Major-General Jaime Alberto Gonçalves das Neves.
Nasceu na freguesia de S. Dinis, concelho de Vila Real, em 24.3.1936. Entrou na Escola do Exército em 1953 e fez cinco missões de serviço nas Províncias Ultramarinas de África e Índia. Fez o curso de comandos e foi um dos mais prestigiados da Amadora, sede militar dos Comandos.
Após o 25 de Abril de 1974 a sua unidade e o seu comando são mal vistos, porque ele não alinhou nos exageros revolucionários. A sua acção nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975 foram decisivos para dominar os rebeldes militares que no 11 de Março desse ano tinham revelado instintos de guerra civil. A unidade de Comandos era a principal unidade operacional de infantaria do Exército. E Jaime Neves foi o cérebro do êxito no sentido de travar, definitivamente os intentos dos golpistas. O país inteiro reconheceu nele o grande responsável pelo regresso à normalidade militar entre os Portugueses.
Em 1995 foi-lhe atribuída a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito. Por se tratar de um transmontano que teve papel decisivo, em período tão agitado da vida nacional, transcrevemos, o alvará da concessão, pela Presidência da República e Chancelaria das Ordens Portuguesas:
"Considerando que o Coronel de Infantaria "Comando" Jaime Alberto Gonçalves das Neves, ao longo da sua brilhante e valorosa carreira militar prestou altos serviços às Forças Armadas e à Pátria, marcados pelo heroísmo, abnegação e notável espírito de decisão; Considerando que no comando de tropas em campanha revelou invulgares qualidades de chefia, espírito de missão, coragem e sangue-frio em acções de alto risco debaixo de fogo; Considerando que o Coronel Jaime Neves teve uma participação decisiva nas acções militares que conduziram à restauração da democracia em Portugal e à sua intransigente defesa, nomeadamente pela sua actuação em 16 de Março de 1974, em 25 de Abril de 1974 e em 25 de Novembro de 1975 e que teve acção importantíssima na reestruturação da disciplina nas Forças Armadas; Considerando as qualidades de carácter, generosidade e frontalidade que são timbre da sua personalidade e do prestígio nacional que goza, quer entre os camaradas de armas, quer na sociedade civil; Considerando os efeitos de heroísmo militar e cívico do Coronel Jaime Neves, as elevadas condecorações e significativos louvores que lhe foram atribuídos ao longo de toda uma carreira militar que constitui elevado exemplo e o elegeu como motivo do maior prestígio para as Forças Armadas e credor da gratidão do Povo Português:
O Dr. Mário Soares, Presidente da República e Grão-Mestre as Ordens Honoríficas Portuguesas, faz saber que, nos termos da respectiva Lei Orgânica, aprovada pelo Decreto-Lei nº. 414-A/86 de 15 de Dezembro, confere ao Coronel de Infantaria "Comando" Jaime Alberto Gonçalves das Neves, de nacionalidade portuguesa, o grau de Grande-Ofical com Palma da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Por firmeza do que se lavrou, o presente alvará que vai ser devidamente assinado. Publique-se. Presidência da República, 13 de Julho de 1995, Encontrava-se já na situação de Reserva.
Agora, coube a vez a Sua Exa. o Presidente da República Dr Cavaco Silva, na qualidade de Comandante Supremo do Exército, achou por bem, dados os distintos, honrosos e heróicos serviços prestados a Portugal atrás descritos, pelo Coronel Comando, Jaime Neves, razão suficiente para honrar e fazer a justiça condizente à dignidade e exemplo deste brilhante oficial comando, proferindo a sua promoção a Major-General do Exército de Portugal.
Fonte: http://comandosalmada.blogspot.com/2009/03/parabens-comandante.html
domingo, 22 de fevereiro de 2009
UMA VERGONHA...
Chegou-me às mãos, com pedido de publicação, o texto do Coronel Vitor Santos que abaixo transcrevo e com o qual estou, completamente, de acordo. A maior vergonha para um povo é a ingratidão para com os que por ele se sacrificaram. Leiam, meditem e olhem para o espelho...
"Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos , nos campos da logistica-geral , do pessoal , das economias que as suportam e dos resultados obtidos.Assim , chegaram à conclusão que em todo o Mundo só havia dois países que mantiveram trêsTeatros de Operações em simultâneo; a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia ( a 9.300 Kms de 1948 a 1960 ); no Quénia ( a 5.700 Kms de 1952 a 1956 ) , e em Chipre ( a 3.000 Kms de 1954 a 1959 ), e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné ( a 3.400 Kms ), Angola ( a 7.300 Kms ) e Moçambique ( a 10.300 Kms ) de 1961 a 1974 ( 13 anos seguidos ).Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes , bem como a sua distância , a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve.
...Em todo o Mundo civilizado, e não só em países ricos, cidadãos protagonistas dos grandes conflitos e catástrofes com eles relacionados, vencedores ou vencidos, receberam e recebem por parte dos seus Governos , tratamentos diferenciados do comum dos cidadãos , sobretudo nos capítulos sociais da assistência na doença, na educação, na velhice e na morte.
EM TODO O MUNDO MENOS EM PORTUGAL...
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Texto completo, altamente recomendável, em
domingo, 19 de outubro de 2008
ACERCA DA PETIÇÃO PARA REGRESSO DOS MORTOS EM COMBATE
Eis um resumo dos comentários que têm acompanhado as assinatura na referida petição.
A maioria dos ex-combatentes o lerá com as lágrimas nos olhos mas sentindo estar a prestar homenagem aos seus camaradas falecidos.
- Nenhum homem fica para trás!!!
- "Se serviste a Pátria e ela te foi ingrata, tu fizeste o que devias, ela o que costuma."
( Padre António Vieira).
- Já cá deviam estar à muito tempo- É o mínimo que podemos fazer pelos que foram deixados para trás- Que a consciência dos vivos respeite a memória dos mortos- Não os esquecemos e a Pátria tambem não.Só os politicos têm fraca memória.- Era uma obrigação do Governo. Eu pensei que todos regressaram a Portugal!!!
Eis um resumo dos comentários que têm acompanhado as assinatura na referida petição.
A maioria dos ex-combatentes o lerá com as lágrimas nos olhos mas sentindo estar a prestar homenagem aos seus camaradas falecidos.
- Nenhum homem fica para trás!!!
- "Se serviste a Pátria e ela te foi ingrata, tu fizeste o que devias, ela o que costuma."
( Padre António Vieira).
- Já cá deviam estar à muito tempo- É o mínimo que podemos fazer pelos que foram deixados para trás- Que a consciência dos vivos respeite a memória dos mortos- Não os esquecemos e a Pátria tambem não.Só os politicos têm fraca memória.- Era uma obrigação do Governo. Eu pensei que todos regressaram a Portugal!!!
-Em França, nos cemitérios onde estão enterrados os combatentes da I GM está escrito num
muro, tal como nas unidades da Legião Estrangeira:
"Eles são filhos da França não pelo sangue doado, mas pelo sangue derramado.”E mantém os cemitérios num estado de conservação extraordinário. Por cá, essa súcia de"heróis" que fugiu ao dever de camaradagem para com os jovens da sua geração, hojenão pode sentir a sua falta nem o que palavras como honra, valor, abnegação, espírito desacrifício, solidariedade e destemor físico valem, porque vergonhosamente e cobardemente lhe viraram as costas.- É triste ter de se recorrer a uma petição para que o Estado respeite aqueles que por ele deram a vida.Talvez fosse necessário fazer o mesmo em relação ao País.- Nunca é tarde de mais para honrar quem o merece-É um dever a pátria honrar os seus mortos. Foi vergonhoso que Vasco Gonçalves,Mário Soares e Almeida Santos não tivessem respeitado nem mortos nem vivos.-Vamos em frente com esta nobre missão nacional.-O que fizeram pela solução do problema os Militares do 25 de Abril e os governos que se lhe seguiram, até ao actual? Apenas desonra, desrespeito, esquecimento e abandono.-Que terra esta...que seus abnegados Filhos renega..!?-Acho de inteira justiça que os que cairam pela Pátria ,repousem o sono eterno na Pátria. Muito baixo está o País que abandona os seus filhos.-Também sou ex-combatente do Ultramar e ainda hoje guardo a memória dos meus camaradas caídos em combate. HAJA RESPEITO- Queremos os nossos herois perto da familia para finalmente repousarem em paz!- Já deviam cá estar todos todos os que lá ficaram!!!- Nunca é tarde para reparar uma injustiça- É obrigação de qualquer Estado, no mínimo, entregar os mortos em combate à família.- Honrar os que tombaram defendendo a Pátria é um dever! ... Dar-lhes sepultura digna é mais que obrigação!- Seja feita justiça aos Combatentes que morreram pela Pátria. Entregar os seus corpos aosfamiliares é o mínimo que se possa fazer em sua honra.- Quem esquece os que tombaram em sua defesa também não respeita os seus vivos.- Uma vergonha este abandono dos nossos combatentes.- Acção meritória.Pena que os governos portugueses nada tivessem feito até agora!- Os familiares precisam de ter os seus mortos junto de si, é como uma parte do seu corpo que lhes pertence e que ao recuperá-la os tranquiliza.- Inteira justiça para um desprezo inqualificavel.- Da mais elementar justiça, que, quem deu a vida pelo país, tenha o reconhecimento dos seus cidadãos.- Que o país, sem complexos, saiba honrar quem por ele deu a vida!- Nunca fui militar, mas são os que merecem o respeito de todos nós!- É um dever do militar servir a Pátria. è um dever da Pátria estimar o Combatente.- Porque sou também um ex-combatente, felizmente Vivo!- Depois de tanto desprezo e até humilhação e chacota, por parte dos governos do após 25de Abril, rogo que no mínimo para um País dito civilizado, deem seguimento a esta justacausa.
"Eles são filhos da França não pelo sangue doado, mas pelo sangue derramado.”E mantém os cemitérios num estado de conservação extraordinário. Por cá, essa súcia de"heróis" que fugiu ao dever de camaradagem para com os jovens da sua geração, hojenão pode sentir a sua falta nem o que palavras como honra, valor, abnegação, espírito desacrifício, solidariedade e destemor físico valem, porque vergonhosamente e cobardemente lhe viraram as costas.- É triste ter de se recorrer a uma petição para que o Estado respeite aqueles que por ele deram a vida.Talvez fosse necessário fazer o mesmo em relação ao País.- Nunca é tarde de mais para honrar quem o merece-É um dever a pátria honrar os seus mortos. Foi vergonhoso que Vasco Gonçalves,Mário Soares e Almeida Santos não tivessem respeitado nem mortos nem vivos.-Vamos em frente com esta nobre missão nacional.-O que fizeram pela solução do problema os Militares do 25 de Abril e os governos que se lhe seguiram, até ao actual? Apenas desonra, desrespeito, esquecimento e abandono.-Que terra esta...que seus abnegados Filhos renega..!?-Acho de inteira justiça que os que cairam pela Pátria ,repousem o sono eterno na Pátria. Muito baixo está o País que abandona os seus filhos.-Também sou ex-combatente do Ultramar e ainda hoje guardo a memória dos meus camaradas caídos em combate. HAJA RESPEITO- Queremos os nossos herois perto da familia para finalmente repousarem em paz!- Já deviam cá estar todos todos os que lá ficaram!!!- Nunca é tarde para reparar uma injustiça- É obrigação de qualquer Estado, no mínimo, entregar os mortos em combate à família.- Honrar os que tombaram defendendo a Pátria é um dever! ... Dar-lhes sepultura digna é mais que obrigação!- Seja feita justiça aos Combatentes que morreram pela Pátria. Entregar os seus corpos aosfamiliares é o mínimo que se possa fazer em sua honra.- Quem esquece os que tombaram em sua defesa também não respeita os seus vivos.- Uma vergonha este abandono dos nossos combatentes.- Acção meritória.Pena que os governos portugueses nada tivessem feito até agora!- Os familiares precisam de ter os seus mortos junto de si, é como uma parte do seu corpo que lhes pertence e que ao recuperá-la os tranquiliza.- Inteira justiça para um desprezo inqualificavel.- Da mais elementar justiça, que, quem deu a vida pelo país, tenha o reconhecimento dos seus cidadãos.- Que o país, sem complexos, saiba honrar quem por ele deu a vida!- Nunca fui militar, mas são os que merecem o respeito de todos nós!- É um dever do militar servir a Pátria. è um dever da Pátria estimar o Combatente.- Porque sou também um ex-combatente, felizmente Vivo!- Depois de tanto desprezo e até humilhação e chacota, por parte dos governos do após 25de Abril, rogo que no mínimo para um País dito civilizado, deem seguimento a esta justacausa.
- UMA ATITUDE LOUVAVEL E MERECIDA PARA COM OS NOSSOS CAMARADAS MORTOS
E DEIXADOS PARA TRAZ PELOS GOVERNOS DE ENTAO A ESTA DATA, PARA MIM UMAVERGONHA QUE EM NADA SE PODE COMPARAR AO CARINHO COM QUE O CANADA TRATA OS SEUS MILITARES E FAMILIAS.
E DEIXADOS PARA TRAZ PELOS GOVERNOS DE ENTAO A ESTA DATA, PARA MIM UMAVERGONHA QUE EM NADA SE PODE COMPARAR AO CARINHO COM QUE O CANADA TRATA OS SEUS MILITARES E FAMILIAS.
NOTA: os textos foram transcritos conforme foram publicado, sem quaisquer alterações.
PETIÇÃO PARA RESGATE para Portugal dos militares mortos na Guerra do Ultramar / Guerra Colonial
Leia desenvolvimento e assine em: http://www.petitiononline.com/mcac/petition.html
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa!
As cidadãs e cidadãos abaixo assinados pretendem que o Estado Português cumpra o dever patriótico de trasladar para Portugal – para as suas terras de origem, de onde partiram para a Guerra do Ultramar / Guerra Colonial - os restos mortais dos Combatentes que morreram ao serviço da Pátria e ficaram enterrados em campas espalhadas pelos antigos territórios ultramarinos.
Assim, e ao abrigo do Decreto-Lei nº. 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei nº. 6/93, de 1 de Março, pela Lei nº 15/2003, de 4 de Junho e pela Lei nº. 45/2007 de 24 de Agosto, subscrevemos o requerimento, proposto pelo "Movimento Cívico de Antigos Combatentes", a enviar à Assembleia da República para:
1 – Que seja decretada a trasladação para Portugal dos restos mortais dos militares mortos e abandonados em terras africanas, em cumprimento do mais elementar desígnio das nações civilizadas e para dignificar a memória dos que morreram ao serviço da Pátria.
As cidadãs e cidadãos abaixo assinados pretendem que o Estado Português cumpra o dever patriótico de trasladar para Portugal – para as suas terras de origem, de onde partiram para a Guerra do Ultramar / Guerra Colonial - os restos mortais dos Combatentes que morreram ao serviço da Pátria e ficaram enterrados em campas espalhadas pelos antigos territórios ultramarinos.
Assim, e ao abrigo do Decreto-Lei nº. 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei nº. 6/93, de 1 de Março, pela Lei nº 15/2003, de 4 de Junho e pela Lei nº. 45/2007 de 24 de Agosto, subscrevemos o requerimento, proposto pelo "Movimento Cívico de Antigos Combatentes", a enviar à Assembleia da República para:
1 – Que seja decretada a trasladação para Portugal dos restos mortais dos militares mortos e abandonados em terras africanas, em cumprimento do mais elementar desígnio das nações civilizadas e para dignificar a memória dos que morreram ao serviço da Pátria.
Leia desenvolvimento e assine em: http://www.petitiononline.com/mcac/petition.html
terça-feira, 26 de agosto de 2008
RENASCIMENTO LUSITANO – EXEMPLO (PROSA)

ESCRITO NA PEDRA QUE O TEMPO APAGOU
Ao valoroso guerreiro que o poente engoliu, muitas grandezas o predestinaram. Na malga de leite, o espelhado oceano, a planura, o céu e a luz sem fim. No ferro, a mão da terra, os primordiais pétreos deuses, o bravo grito lusitano e o favor das batalhas. Por isso chora e brande o dardo no caminho dos mortos. Não mais verá a planície natal, as delícias do Tagus, do Callipus e do Anas [1], as serras e as terras, livres para o homem e o cavalo. Rei, lhe chamaram os ventos e os nascentes e o amor do povo. O tempo não guardará o seu nome, mas os tiranos lembrarão que com valentia usou as vírias. Dux Viriatus, terror Romanorum! [2]

PAPIRO
«Do mesmo modo o assassinato de Viriato justifica uma dupla acusação de perfídia; aos seus companheiros, que pelas próprias mãos o mataram, e ao Cônsul Servílio Cipião, porque foi o verdadeiro autor do crime, por ter prometido a paz e porque, não conseguindo a vitória, a comprou.»
Valério Máximo
«Depois da morte de Viriato, em 139 a.C., muitos Lusitanos renderam-se, outros dispersaram-se em bandos que atacavam sem mando as Legiões e eram rapidamente aniquilados, alguns, que sobreviviam e não aceitavam capitular, fugiam para norte, para junto dos rudes povos dos castros, que também recusavam aceitar o domínio Romano, suicidas a cheirar a cabra, tão civilizacionalmente atrasados que não poderiam opor qualquer resistência eficaz – mas em 136 a.C., com a campanha de Décio Júnio Bruto, Governador da Ulterior, que foi o primeiro a avançar para norte, ao longo do litoral, houve uma grande sublevação de Calaicos, vindos das montanhas do noroeste da Hispânia, entre os quais muitos Lusitanos – que se distinguiam bem dos selváticos Calaicos pelo porte, os cabelos soltos e as vestes negras e pelo facto de onde combatiam muitos deles os ataques serem mais concertados, porque valentia não se pode negar a nenhuns – amargo e amargurado o orgulho de pertencerem ao povo mais importante da região e ansiosos de reconquistar as planícies natais. Foram vencidos pelas Legiões.
Uma das batalhas deu-se próxima de Ponte de Lima. Depois de Júnio Bruto ter passado o Rio dos Mortos sem escolta, aquietou os temores dos soldados [3], que atravessaram também o rio e seguiram em marcha de combate. Pouco tardou para que a retaguarda fosse assaltada de repente por hordas de Calaicos. O recuo de algumas Coortes pô-los em debandada, não sem terem levado muitas das bagagens, mas a dianteira enfrentava já um ataque mais ordenado, com muitos Lusitanos a cavalo, incitando os demais. Foram precisas duas longas horas para lhes quebrar o bárbaro ímpeto, começaram a recuar e eram chacinados na fuga – estas gentes são como crianças, assim que sofrem um revés logo se sentem abandonadas pelos deuses. Apenas os que estavam perto dos Lusitanos conseguiam uma retirada táctica e, como quer a cavalo quer a pé, são mais rápidos do que os nossos, foram perseguidos à vista mas sem os alcançarmos.
A noite caía e procuraram abrigo numa elevação – tal como o ordenaria um general Romano – onde tinham a vantagem do terreno. Montou-se o cerco, erguemos fortificações enquanto outros dormiam por turnos e esperámos pela manhã. Estes lugares estão por cartografar; estavam no cimo de uma pequena colina estes últimos resistentes, ouvimos os seus cânticos – assombravam-nos o sono com o temor primevo que todo o civilizado sente pelo selvagem – à espera que a alba e a glória rasgassem a terra. O astro iluminaria todos, mas a nós menos iluminaria a glória, pois éramos tantos e eles tão poucos.
Eram homens de valor, tanto ou mais que os nossos.
Caturo Constâncio Ibérico» [4]
CANÇÃO DE BATALHA
Findam fogueiras e noite.
As legiões formam em redor
Um cerco de lanças mil.
Somos duas vezes cem.
Pela manhã bebemos sangue
E tatuámos os braços.
O vento rodeou o monte.
O falcão gritou no céu.
Mais cedo nasceu o Sol
Para nos ver morrer.
Lord of Erewhon
[1] Rios Tejo, Sado e Guadiana. Estranho? – não o nome antigo destes rios, claro, mas esta saudade de além-túmulo de Viriato? Nem por isso. As teses sobre o seu lugar de nascimento não passam de «história salazarenta», sem qualquer fundamento; se a atribuição de Alvega (concelho de Abrantes, distrito de Santarém) como lugar de nascimento do caudilho dos Lusitanos já é sem prova, tal como os arredores de Coimbra… então a alternativa de Loriga (concelho de Seia, distrito da Guarda) é de um absurdo hilariante! Viriato nunca esteve na Serra da Estrela, a não ser no imaginário bairrista de tanto pacóvio nortenho, e os Lusitanos – excepto na recriação ridícula de Manoel de Oliveira – nunca fizeram guerrilha aos Romanos com arremesso de pedregulhos do alto das serranias! Dizimaram, sim, em combate de exércitos, Legiões inteiras nas planícies da Andaluzia e do Alentejo – facto de que poucos povos «bárbaros» se podem gabar e que só civilizações competidoras de Roma alcançaram. Do mesmo modo, a dita «Cava de Viriato», lá para as brenhas de Viseu, não passa de um entrincheiramento romano, de onde as Legiões vigiavam as diversas estradas que ali se cruzavam.
Nos nossos dias a História atribui a Viriato nascimento mais provável no litoral algures entre um pouco acima de Lisboa e um pouco abaixo de Setúbal – e a tese do litoral do Baixo Alentejo, próximo de Sines, não é despicienda. Viriato casou com a filha de Astolpas, um mercador rico destas regiões e demonstra na sua estratégia militar um fundo conhecimento das terras de planície, bem como dos hábitos romanos e da civilização mediterrânica, que só poderia possuir, um, por estar habituado ao chão direito e, outros, por ter vivido em lugares de câmbio de produtos e povos, ou no estuário do Sado ou no do Tejo, ou em ambos.
[2] Chefe Viriato, terror dos Romanos; designação pela qual os Romanos se lhe referiam.
[3] As mitologias antigas acerca da Finisterra povoaram de terrores o imaginário das Legiões; o Rio Lima foi confundido com o Lethes. O episódio é verídico, os soldados de Roma recusaram-se a passar o rio, e só o exemplo de coragem do Procônsul os convenceu a atravessar.
[4] Caturo Constâncio Ibérico é pura invenção minha e o texto que aqui assina não passa de ficção histórica, tal como o poema a que o texto faz introdução; não obstante as datas, os intervenientes e o contexto aconteceram, só esta batalha é imaginária; Júnio Bruto avançou para norte e encontrou forte resistência dos Calaicos e dos derradeiros Lusitanos que se recusaram a entregar as armas após o assassinato de Viriato. O excerto de Valério Máximo é real e traduzido por mim.
THE LADY OF SHALOTT
Toda a beleza se cala quando vagas alva e luminosa pelos pântanos. Barca ou berço, útero das águas, castelo e leito do guerreiro, fonte para o exangue, o faminto, o desterrado, ósculo e cura, do miserável e do louco, alva, toda a beleza se cala, quando vagas. Vem, Dama de Branco, que a tua sombra de luz me dê vergonha da minha força, que o jardim do teu coração me faça ajoelhar e abraçar a terra, que as tuas mãos de neve me façam apagar o inferno negro da minha alma. Vem por entre os pântanos, onde o sangue e a dor e as ignominiosas coisas que rastejam tecem a sua rede de murmúrios na água, vem por entre os pântanos, vem com a tua barca da vida e da morte e acerca-te desta estaca implacável de fogo e chega até mim, a criança orfã que lutou nos bosques. Vem mãe das águas e irmã das ínfimas frágeis criaturas que alegram o mundo, o orvalho na pétala, o grilo no feno, a ave no anil-espírito do céu, vem sobre os pântanos, os pântanos do mundo, e que um grande silêncio se erga do chão, e toda a beleza se cale, e o sopro uivante da minha vida, enfim, cesse. Depois faz de mim uma rosa e, por entre o vagar das águas, coloca-me no teu cabelo… e esvai-te dentro da bruma.
Lord of Erewhon
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
ALJUBARROTA, 14 DE AGOSTO DE 1385
.Batalha de Aljubarrota, iluminura na Crónica de Jean Froissart, século XV
– Senhor! Senhor!
– Firme! Firme!
– Senhor, são tantos!
– De onde és?
– Da Covilhã, Senhor!
– De longe vieste…
– Vim morrer por Portugal…
– Hoje não é dia de morrer. Que idade tens?
– Dezasseis anos, Senhor.
– Não tenhas medo. Qual é o teu mister?
– Sou pastor, Senhor.
– Não tenhas medo, há mais coragem num lobo do que naqueles!
– São tantos, Senhor!
– Não tenhas medo, segura o pique, são apenas lobos!
– Vamos morrer, Senhor?
– Não importa. Hoje, aqui, de nós, erguer-se-ão vitoriosos os vivos e os mortos!
Klatuu Niktos
– Senhor! Senhor!
– Firme! Firme!
– Senhor, são tantos!
– De onde és?
– Da Covilhã, Senhor!
– De longe vieste…
– Vim morrer por Portugal…
– Hoje não é dia de morrer. Que idade tens?
– Dezasseis anos, Senhor.
– Não tenhas medo. Qual é o teu mister?
– Sou pastor, Senhor.
– Não tenhas medo, há mais coragem num lobo do que naqueles!
– São tantos, Senhor!
– Não tenhas medo, segura o pique, são apenas lobos!
– Vamos morrer, Senhor?
– Não importa. Hoje, aqui, de nós, erguer-se-ão vitoriosos os vivos e os mortos!
Klatuu Niktos
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sábado, 9 de agosto de 2008
Gulliver
Cai o corpo
O pó voa juntamente com a alma
Que sobe
Até o limiar das estrelas
O sangue corre
Livre, esvaindo-se sem destino
A lágrima escorre
Como o último grito de quem já não pode gritar
A garganta seca
O sabor férreo da morte é o que lhe resta
Nesse amargo instante contempla o firmamento
E, num segundo, vê todos os seus sonhos ruírem
Todos os esforços e sacrifícios tornam-se pó
Que sobe
Guiando sua alma à morada das estrelas
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
O HERÓI

.O Negro, João António Correia, 1869
Meu Comandante,
venho por meio desta simples carta abrir-lhe o meu coração e contar-lhe o que me vai na alma e a razão destas minhas febres.
No final das campanhas no Oio, que decorreram de Fevereiro a Março, éramos pouco mais de uma centena de homens e 3000 indígenas aliados e tudo nos correu mal. Atacados em força, um dos régulos passou-se com os seus para o inimigo, a coluna foi destroçada. Gravemente ferido, arrastei-me como um animal durante mais de um dia, a coberto do mato, até encontrar auxílio. Acredite que fiz tudo o que um Oficial poderia e deveria ter feito, mas o fogo cruzado, o número dos que nos atacavam e a traição, a confusão que se gerou, a pouca disciplina destes pretos e os poucos Portugueses com que contava na coluna, não me permitiram fazer mais. Não me sinto um cobarde por ter salvo a minha vida. Eu não quero morrer nestas terras dos infernos.
Os ferimentos estão a sarar e eu sei que não é deles que vêm estas febres que me mergulham no pesadelo. Como o meu Comandante sabe, nós damos Bandeiras aos indígenas que estão por nós, mais para sabermos onde estão e prevenir que a artilharia os fustigue, do que por qualquer outra razão. Durante o combate, as Bandeiras de Portugal que tínhamos dado aos pretos, rápido caíram por terra, é costumeiro. Foi então que, com assombro, reparei que uma se mantinha direita. Eu vi isto de longe, entre a fuzilaria, os gritos e o fumo, mas estou certo do que lhe conto. Um preto alto mantinha-a erguida, rodeado de muitos inimigos, lutava corajosamente, com a Bandeira numa mão e a azagaia na outra, matou muitos e resistiu muito tempo. Chamava-se este bravo, Lamine Injai, e era chefe dos Mandingas nossos aliados. Morreu junto à Bandeira de Portugal, que com tanta valentia defendeu até ao fim.
Não me lembro de alguma vez lhe ter dirigido a palavra. O seu fantasma aparece-me no pesadelo, é um homem de rosto sorridente e honesto e olha-me da morte sem reprovação.
Por favor, meu Comandante, livre-me deste inferno das Áfricas e da minha vergonha.
Encarecidamente,
Tenente Graça Falcão,
25 de Abril de 1897, Farim, Guiné Portuguesa.
Lord of Erewhon
Link.
Meu Comandante,
venho por meio desta simples carta abrir-lhe o meu coração e contar-lhe o que me vai na alma e a razão destas minhas febres.
No final das campanhas no Oio, que decorreram de Fevereiro a Março, éramos pouco mais de uma centena de homens e 3000 indígenas aliados e tudo nos correu mal. Atacados em força, um dos régulos passou-se com os seus para o inimigo, a coluna foi destroçada. Gravemente ferido, arrastei-me como um animal durante mais de um dia, a coberto do mato, até encontrar auxílio. Acredite que fiz tudo o que um Oficial poderia e deveria ter feito, mas o fogo cruzado, o número dos que nos atacavam e a traição, a confusão que se gerou, a pouca disciplina destes pretos e os poucos Portugueses com que contava na coluna, não me permitiram fazer mais. Não me sinto um cobarde por ter salvo a minha vida. Eu não quero morrer nestas terras dos infernos.
Os ferimentos estão a sarar e eu sei que não é deles que vêm estas febres que me mergulham no pesadelo. Como o meu Comandante sabe, nós damos Bandeiras aos indígenas que estão por nós, mais para sabermos onde estão e prevenir que a artilharia os fustigue, do que por qualquer outra razão. Durante o combate, as Bandeiras de Portugal que tínhamos dado aos pretos, rápido caíram por terra, é costumeiro. Foi então que, com assombro, reparei que uma se mantinha direita. Eu vi isto de longe, entre a fuzilaria, os gritos e o fumo, mas estou certo do que lhe conto. Um preto alto mantinha-a erguida, rodeado de muitos inimigos, lutava corajosamente, com a Bandeira numa mão e a azagaia na outra, matou muitos e resistiu muito tempo. Chamava-se este bravo, Lamine Injai, e era chefe dos Mandingas nossos aliados. Morreu junto à Bandeira de Portugal, que com tanta valentia defendeu até ao fim.
Não me lembro de alguma vez lhe ter dirigido a palavra. O seu fantasma aparece-me no pesadelo, é um homem de rosto sorridente e honesto e olha-me da morte sem reprovação.
Por favor, meu Comandante, livre-me deste inferno das Áfricas e da minha vergonha.
Encarecidamente,
Tenente Graça Falcão,
25 de Abril de 1897, Farim, Guiné Portuguesa.
Lord of Erewhon
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
ECOS
Os onze mil Atenienses em Maratona não acreditavam que fosse possível derrotar um exército de trinta mil Persas, Miltiades eleva a voz e ordena que se reforcem as alas e se enfraqueça o centro e grita a carga a passo rápido. Miltiades não é um príncipe de Esparta, é apenas um general Ateniense que ama Atenas, gosta de passear pelas ruas limpas e luminosas, de ouvir as discussões dos filósofos, de ver os canteiros a trabalhar nas oficinas, gosta da beleza e da liberdade das mulheres de Atenas e quer lá voltar.
O exército persa irrompe pelo centro fraco, mas os lados são rapidamente devorados pelas falanges de hoplitas, que se reúnem atrás do corpo principal dos Persas e o vão esmagando numa tenaz veloz. Aqui não é a bravura sem freio que comanda, é a razão de Atenas, é o poder do conceito, a luz de uma ideia de civilização imorredoura.
Os Persas são perseguidos até aos navios, combatem desesperadamente na praia, estão já vencidos, porque os Persas são apenas escravos que obedecem cegamente à tirania. Morrem pela lança e pela espada dos homens mais livres do mundo.
Hitler no bunker, bisonho como um rabi de aldeia. A Alemanha, que não realizou os seus patéticos delírios de glória, deve agora ser sacrificada. Hitler no bunker e Berlim em chamas; a resistência rua a rua, os fuzilamentos sumários, as violações e a fome, os rapazes que pedalam e cantam e se imolam contra os tanques. Hitler no bunker encena a pira dos heróis, mas é queimado com gasóleo como um trapo.
Hitler no bunker, um meia-leca cretino e psicótico, que sonhava com rapazitos louros de elmos com cornos.
Dizem que as crianças de Atenas quando viam Diógenes o Cínico agarravam-se-lhe à cintura, formavam uma fila atrás dele e corriam todos pelos campos, a rir e aos gritos. O fogo vermelho das papoilas rebentava-lhes de chapa em pleno rosto, como se passassem um fogo divino. Admiravam as cambalhotas de Diógenes sobre os montes de feno e pediam-lhe que repetisse, o filósofo, sempre mudo, fazia caretas e apontava o azul de um pássaro em voo, a prata de um peixe na margem, os lírios ao longe, depois punham-se todos a ladrar alto e riam.
Então, exaustos, deitavam-se entre os fenos, à beira do rio, a roer os trigos, a olhar o céu de Verão e a ouvir o coaxar das rãs.
A felicidade pode ser tão simples, quando se seguem os mestres certos.
Klatuu Niktos
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sábado, 21 de junho de 2008
SUDÁRIO, ESCUDO VERMELHO E ESPADA
.
Dedicado ao 1º Sargento CMD Roma Pereira, morto no Afeganistão
Fotos por cortesia de Amigos
A morte, a de sempre, real, a que uiva
Desde o início dos tempos, de luvas negras,
A que não se mostra na TV, entre a sopa,
Os talheres sem fio, as toalhas sujas, os rostos
Zombificados da família dopada.
A morte, ceifeira muda que estende a mão
Aos mortos – valquíria antiga, valente e pura –
Para longe da miséria dos vivos,
Nas suas tocas, tronos, como vermes,
Ou pardas toupeiras cegas, ávidas, à procura
Da sua ração de gozo no lixo.
Estes, os guerreiros sem nome nos livros,
Nas conversas de café e de bordel,
Que são antes os primeiros – os olhos são altos –
A correr para as muralhas da cidade,
Tijolos de carne e amor, estandartes da honra,
Lanças e clarins, ao sol, à geada,
Defendem as fronteiras do Ocidente, protegem-nos
Nas Termópilas ainda, em Aljubarrota,
Com a memória dos filhos no coração sangrante,
A terra pátria guardada nas mãos.
Não leram Heraclito e são o garante da lei,
As páginas de sangue em que duramos e somos.
Klatuu Niktos
Dedicado ao 1º Sargento CMD Roma Pereira, morto no Afeganistão
Fotos por cortesia de Amigos
A morte, a de sempre, real, a que uiva
Desde o início dos tempos, de luvas negras,
A que não se mostra na TV, entre a sopa,
Os talheres sem fio, as toalhas sujas, os rostos
Zombificados da família dopada.
A morte, ceifeira muda que estende a mão
Aos mortos – valquíria antiga, valente e pura –
Para longe da miséria dos vivos,
Nas suas tocas, tronos, como vermes,
Ou pardas toupeiras cegas, ávidas, à procura
Da sua ração de gozo no lixo.
Estes, os guerreiros sem nome nos livros,
Nas conversas de café e de bordel,
Que são antes os primeiros – os olhos são altos –
A correr para as muralhas da cidade,
Tijolos de carne e amor, estandartes da honra,
Lanças e clarins, ao sol, à geada,
Defendem as fronteiras do Ocidente, protegem-nos
Nas Termópilas ainda, em Aljubarrota,
Com a memória dos filhos no coração sangrante,
A terra pátria guardada nas mãos.
Não leram Heraclito e são o garante da lei,
As páginas de sangue em que duramos e somos.
Klatuu Niktos
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
RENASCIMENTO LUSITANO – EXEMPLO (POESIA)
LUSITÂNIA
O lobo chama. A geada cai. A Lua é negra.
Qual sentinela, o dólmen do cume aguarda
A primeira estrela. Que desperte o seu hóspede.
Que por uma noite mais a sua alma dance
Na planura em fogo como o torso de ferro
Na batalha! Outros deuses nasçam.
Todo o lugar é um lugar de crucificação.
A opressão de Impérios escolhe a morte,
Antes é o destino que a executa – o céu é livre.
Invictos os poderios do mundo e de Roma
Não silenciam a alma da pedra!
RUNA
Fogos no céu vestem de luz o elmo antigo
Que a torrente revelou. A terra é a urna,
A grande pedra em que a vida escreve.
Não morreste em vão, nem és sem nome,
Nobre guerreiro que o Inverno acorda.
Os ossos vencidos verão uma vez mais o dia,
O braço segura ainda a trágula, as vírias.*
A montada caiu a teu lado – a glória não.
Mesmo que a lama e a runa fechem.
Lord of Erewhon
* Trágula: dardo muito aguçado com ponta em forma de anzol; uma das armas mais frequentes entre os guerreiros Lusitanos; eram exímios quer em arremessá-la quer em lutar com ela corpo-a-corpo. Víria: bracelete usada pelos Lusitanos; quanto maior fosse o seu número, maior seria o valor do guerreiro na batalha; «Viriato», muito provavelmente, nem será um nome próprio, mas apenas o designativo de um guerreiro muito valoroso, «um chefe»; apraz-me acreditar que assim é… e que só os mortos conhecem o seu nome!
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terça-feira, 10 de junho de 2008
PORTUGAL
Fotograma do filme Non ou a Vã Glória de Mandar, Manoel de Oliveira, 1990
OS CASTELOS
Os de Castela rodearam a praça-forte alentejana ao raiar do dia, montou-se o cerco. Convictos da incapacidade Portuguesa de lhes resistir, enviaram um emissário com os termos de uma rendição clemente, antigo e ufano garbo Castelhano.
O emissário acercou-se das ameias e, depois de ter anunciado a Realeza de quem vinha, gritou mais alto os termos da rendição. Nada. Repetiu-os e repetiu-os. Nada. Incomodado, virou o tronco na montada para os seus e voltou a gritar o que era forçoso repetir. Nada.
Eis que uma sentinela dos Portugueses, ensonada, assoma à barbacã e lhe grita:
«– Pouco barulho, homem, ainda estamos a dormir!»
[Contado por um ilustre ancião eborense, entre o jornal e a bica, numa tarde soalheira e lenta no Café Arcada e recontado por mim.]
OS CAMPOS
O vigor e a galanteria deste exército napoleónico, que pela terceira vez atravessa a fronteira Portuguesa para dominar a insignificante e casmurra nação ibérica, adornado nas cores berrantes dos seus uniformes, atrai o riso das crianças nos caminhos. Imperturbáveis, param a marcha no início de uma daquelas estreitas pontes romanas do centro norte de Portugal. Trata-se de cavalheiros Franceses, uma nação implacável e refinada, um pequeno homem montado num burrico está a atravessar a ponte. Aguardam.
O pequeno Português e o seu burro atravessam a ponte e estacam em frente ao general dos francos:
«– Bom dia, passem, passem, não tenham medo, que não vos faço mal!»
[Relatado pelo Conde de Keyserling e recontado por mim.]
AS QUINAS
Diz-se que Dom Fernando nunca perdeu a Fé durante o cativeiro, que foi torturado e humilhado, que morreu como um herói, um mártir, um santo. Não sei. Eis o que eu sei.
A batalha estava perdida, mas a Ala dos Namorados estabeleceu um muro de carne entre os exércitos dos mouros e o centro, onde o Rei, malferido, amparado, morria lentamente. Os Portugueses estavam já sem artilharia e a débil ordem da Ala foi massacrada pela fuzilaria, as flechas e a bombardada dos Marroquinos e dos seus aliados – e desfez-se como um velame fustigado pela tormenta. Era o fim. Ouviu-se uma voz acima da vozearia, «Protegei o Rei!». Os cavaleiros, que ainda não estavam por terra, apearam-se das suas montarias e correram para o centro, «Protegei Sua Majestade!». Eram somente um destroçado bando de Portugueses, e alguns Italianos, Espanhóis e Ingleses entre eles. Na morte, os homens encontram conforto à sombra de uma Bandeira ou a resguardar um Rei moribundo. A exímia e ágil cavalaria berbere carregou de alfange no ar e lança em riste.
«Protegei Sua Majestade El Rey Dom Sebastião!», Dom Fernando encabeçava uma cunha em frente ao Rei, de borco já, desfalecido, e feriu e cortou e combateu e defendeu, incansável. A seu lado os corpos caíam, os dos seus e os dos mouros. Um cavaleiro rápido adianta-se e crava um croque no dorso do Rei e, do cavalo, arrasta o seu cadáver pela poeira. É o fim. Dom Fernando quer erguer a espada, acompanhar na morte o Seu Soberano, protegê-lO na morte, mas as forças esgotaram-se-lhe. Cai de joelhos, baixa o rosto, as vestes rasgadas são uma pasta de sangue. As lágrimas correm-lhe, do chão ergue-se um sudário de pó, vitoriosos, os cavaleiros de Alá rodeiam-no aos gritos.
[Ofertado por um sonho visionário e contado aqui.]
OS CASTELOS
Os de Castela rodearam a praça-forte alentejana ao raiar do dia, montou-se o cerco. Convictos da incapacidade Portuguesa de lhes resistir, enviaram um emissário com os termos de uma rendição clemente, antigo e ufano garbo Castelhano.
O emissário acercou-se das ameias e, depois de ter anunciado a Realeza de quem vinha, gritou mais alto os termos da rendição. Nada. Repetiu-os e repetiu-os. Nada. Incomodado, virou o tronco na montada para os seus e voltou a gritar o que era forçoso repetir. Nada.
Eis que uma sentinela dos Portugueses, ensonada, assoma à barbacã e lhe grita:
«– Pouco barulho, homem, ainda estamos a dormir!»
[Contado por um ilustre ancião eborense, entre o jornal e a bica, numa tarde soalheira e lenta no Café Arcada e recontado por mim.]
OS CAMPOS
O vigor e a galanteria deste exército napoleónico, que pela terceira vez atravessa a fronteira Portuguesa para dominar a insignificante e casmurra nação ibérica, adornado nas cores berrantes dos seus uniformes, atrai o riso das crianças nos caminhos. Imperturbáveis, param a marcha no início de uma daquelas estreitas pontes romanas do centro norte de Portugal. Trata-se de cavalheiros Franceses, uma nação implacável e refinada, um pequeno homem montado num burrico está a atravessar a ponte. Aguardam.
O pequeno Português e o seu burro atravessam a ponte e estacam em frente ao general dos francos:
«– Bom dia, passem, passem, não tenham medo, que não vos faço mal!»
[Relatado pelo Conde de Keyserling e recontado por mim.]
AS QUINAS
Diz-se que Dom Fernando nunca perdeu a Fé durante o cativeiro, que foi torturado e humilhado, que morreu como um herói, um mártir, um santo. Não sei. Eis o que eu sei.
A batalha estava perdida, mas a Ala dos Namorados estabeleceu um muro de carne entre os exércitos dos mouros e o centro, onde o Rei, malferido, amparado, morria lentamente. Os Portugueses estavam já sem artilharia e a débil ordem da Ala foi massacrada pela fuzilaria, as flechas e a bombardada dos Marroquinos e dos seus aliados – e desfez-se como um velame fustigado pela tormenta. Era o fim. Ouviu-se uma voz acima da vozearia, «Protegei o Rei!». Os cavaleiros, que ainda não estavam por terra, apearam-se das suas montarias e correram para o centro, «Protegei Sua Majestade!». Eram somente um destroçado bando de Portugueses, e alguns Italianos, Espanhóis e Ingleses entre eles. Na morte, os homens encontram conforto à sombra de uma Bandeira ou a resguardar um Rei moribundo. A exímia e ágil cavalaria berbere carregou de alfange no ar e lança em riste.
«Protegei Sua Majestade El Rey Dom Sebastião!», Dom Fernando encabeçava uma cunha em frente ao Rei, de borco já, desfalecido, e feriu e cortou e combateu e defendeu, incansável. A seu lado os corpos caíam, os dos seus e os dos mouros. Um cavaleiro rápido adianta-se e crava um croque no dorso do Rei e, do cavalo, arrasta o seu cadáver pela poeira. É o fim. Dom Fernando quer erguer a espada, acompanhar na morte o Seu Soberano, protegê-lO na morte, mas as forças esgotaram-se-lhe. Cai de joelhos, baixa o rosto, as vestes rasgadas são uma pasta de sangue. As lágrimas correm-lhe, do chão ergue-se um sudário de pó, vitoriosos, os cavaleiros de Alá rodeiam-no aos gritos.
[Ofertado por um sonho visionário e contado aqui.]
Lord of Erewhon
NOTA: Eu sei que o que descrevo é impossível. O cativeiro e morte de Dom Fernando aconteceu muito antes da Batalha de Alcácer-Quibir, mas a verdade dos sonhos não é para ser negada pelo sonhador. Talvez, nós, os vivos, é que sejamos fantasmas e toda a nossa verdade seja erro e pó – e a Alma de uma Nação sonha tanto como os seus Filhos e assiste aos mortos o direito de tentar proteger os vivos!
Dom Fernando, O Infante Santo, nasceu em Santarém a 29 de Setembro de 1402 – morreu no cárcere em Fez a 5 de Junho de 1443. Depois de morto, o seu cadáver foi embalsamado e pendurado nu e de cabeça para baixo às portas da cidade. Na sua Bandeira pessoal tinha feito escrever a insígnia «Le bien me plaît».
El Rey Dom Sebastião, O Desejado, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554 – morreu em Alcácer-Quibir a 4 de Agosto de 1578. Tinha 24 anos. O seu corpo nunca foi encontrado.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
LEGADO
Na puberdade os rapazes de Esparta
Enfrentavam um mastim de guerra
Com um punhal – restam cinzas,
Crianças fracas, que fogem
Dos cães que as matam;
Abandonadas. Os pés das civilizações
São as crianças – restam cinzas,
Vendedores de bonés e calças
Vestem-lhes os corpos e as almas;
Abandonadas, entre o lixo e
Abstrusas equações de economistas,
Erguem as mãos, iludidas por néons.
Aos meus descendentes testamentarei
Uma preciosa colecção de punhais.
Klatuu Niktos
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domingo, 1 de junho de 2008
NOTABILIDADE
«Vale mais ser Rainha por uma hora do que Duquesa toda a vida... É preferível morrer reinando do que viver servindo!»
Palavras de Dona Luíza de Gusmão para seu marido Duque João II de Bragança (futuro Dom João IV O Restaurador), instigando-o a liderar a revolta contra o domínio espanhol.
Palavras de Dona Luíza de Gusmão para seu marido Duque João II de Bragança (futuro Dom João IV O Restaurador), instigando-o a liderar a revolta contra o domínio espanhol.
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
ALERTA
«Morrer, sim, mas devagar!»
El Rey Dom Sebastião em Alcácer-Quibir. Palavras ouvidas por Dom António Prior do Crato, Dom Francisco de Mascarenhas, Dom João de Portugal e Dom Cristovão Távora.
El Rey Dom Sebastião em Alcácer-Quibir. Palavras ouvidas por Dom António Prior do Crato, Dom Francisco de Mascarenhas, Dom João de Portugal e Dom Cristovão Távora.
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Roberto Verena
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