Verme negro do Atlântico, elevo-me através das eras para te confrontar com a ignorância da qual antigas civilizações se promoveram através do caos trazendo-te à miserável condição do fato e gravata que envergas em desespero.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
À Procura de Atlântida
Verme negro do Atlântico, elevo-me através das eras para te confrontar com a ignorância da qual antigas civilizações se promoveram através do caos trazendo-te à miserável condição do fato e gravata que envergas em desespero.
sábado, 3 de outubro de 2009
SECOND LIFE
Num lugar que só existe na linguagem, juntaram-se uns senhores e umas senhoras que queriam ser sábios como os anjos, e começaram a bater as asas. Se a sabedoria não aumentasse, pelo menos refrescavam-se, e o refresco facilmente o confundiam com bondade. Se faziam bem uns aos outros, como não poderiam ser bondosos? até porque conheciam muitas orações e entretinham-se com coisas úteis, como versos, quadros, grandes pensamentos e até conseguiam deixar de respirar para poupar oxigénio, não para sempre, claro, mas o tempo suficiente para se sentirem a poupar o planeta.
A sua felicidade era perfeita, nesse lugar da linguagem que já teve muitos nomes, o que só provava que a eternidade se renova. Sentiam-se em paz, viviam na fraternidade e no silêncio, mas eis que um dia a palavra mosca pousou na palavra paz, e depois na palavra silêncio, e depois na palavra deus, fazendo por todo o lado um zumbido insuportável. Não podendo matar a mosca, porque tinham banido todos os conceitos violentos, acabaram a devorar os nomes uns dos outros, o tear de linguagem rasgou-se, e se não morreram foi só porque ainda existiam num qualquer lugar banal, fora da linguagem, entre o despertador e o tráfego da cidade.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Com um sábio ao lanche...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
PEQUENO MURAL SEM MORAL
Queriam todos ser a montanha porque ficavam mais altos. Vinha um e gritava lá de cima: Eu sou a montanha. E logo se ouvia: Não, eu é que sou a montanha. E logo outro e outro: Não, eu é que sou a montanha. Não…
Um fazia funerais religiosos a feijões, outro fotografava as meninas da aldeia, outro dormia pendurado pelos pés, outro imitava cucos a bater com uma colher nas bochechas. Não serviam para nada e agora estavam velhos.
sábado, 13 de setembro de 2008
O VELHO E-TERNO

Ele, por detrás da sua roupagem negra, cofiou a barba branqueada de dois dias, sorriu, respondendo:
– Minha filha, a virtude está em ser um e-terno velho, quando dizemos disparates todos sorriem boquiabertos, fazem vénias e ainda nos repetem até à exaustão!
domingo, 31 de agosto de 2008
Saudades da URSS
Confesse, às vezes você não tem saudades dos tempos da antiga URSS? Ou lembranças nostálgicas dos países do leste europeu que integravam o antigo bloco soviético? Reconheça, seus ouvidos ressentem de há muito não ouvirem o som da expressão cortina de ferro.Outro dia, um amigo contou-me que, ao mencionar a expressão marxismo–socialismo científico, referindo-se à doutrina criada por Marx e Engels, indagaram-lhe se aquilo era uma nova tendência do rock. Isto é, mais um segmento como tantos outros existentes deste eterno estilo filosófico-musical: rock progressivo, hardcore, punk, gothic metal, dentre outros.
E pensar que, no Brasil, houve um tempo em que revelar-se comunista era sinônimo de prestígio intelectual e de sucesso entre as garotas. "O quê? Ele é comunista? Menina, que chique, hein?" - admirava-se uma amiga, em conversa acerca do novo namorado da outra.
Ainda me lembro dos primórdios da faculdade, no restaurante da Universidade Federal da Bahia, no Café, após o almoço, de debates acalorados sobre quem situava-se mais à esquerda na ideologia comunista. "Eu sou da corrente trotskista", vangloriava-se um; "eu, leninista", gabava-se outro; "fulano, é stalinista", afirmava alguém; "pois ciclano, é da linha albanesa". Ohhhh!!!, clamavam todos, em uníssono. Pois é, ser da linha albanesa era assim como uma espécie de ás de um jogo de cartas. Na categoria intolerância ao capitalismo e à burguesia, ganhava de todas as outras vertentes.
Meu nome é Bond. James Bond! Acredito que quando o escritor Ian Fleming criou as aventuras do agente 007, jamais passou pela sua cabeça o fim do império soviético. Hoje, não há mais contexto para se produzir um filme, como por exemplo, Moscou Contra 007 (From Russia With Love). Por outro lado, suponho que a produção de novas aventuras utilizando-se do cenário da antiga URSS estariam destinadas ao fracasso. Imagino os diálogos da turma com menos de trinta, após o término do filme: "Pô, véio! Filme ruim. KGB, Kremlin... os caras citam umas bandas que não passa na MTV".
E ainda que nos últimos anos não houvesse mais motivos para espionagem, contudo, os caras de Los Angeles ainda insistem com a personagem. O último filme desta série, Cassino Royale, tem locações em Madagascar, além de exibir um 007 brutamontes e mais burro que uma toupeira psiônica1. Madagascar, afinal que diabos tem para se espionar por lá? Nada! Nos antigos filmes de piratas estrelados por Errol Flynn e Burt Lancaster, esta ilha servia de esconderijo para saques.
Por falar em espionagem, com a queda do muro de Berlim julguei encerrada a carreira do escritor John Le Carré, meu autor favorito de romances deste gênero. Em 1989, ao ser arrancado o primeiro tijolo do Mauer - como os alemães chamavam o muro, Le Carré perdeu o seu tema: o universo dos agentes secretos. E agora? Escreveria sobre o quê?
Mas talento é talento, assim, há poucos anos, John Le Carré escreveu um ótimo livro, O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener), por sinal, gerador de uma adaptação para um filme de mesmo nome. No entanto, esta produção nada tem a ver com guerra fria ou espionagem, é focada em experiências não-confessáveis no Quênia, patrocinada por uma espécie de divisão cosa nostra da poderosa indústria farmacêutica norte-americana.
O fim da URSS e do chamado bloco soviético, não serviu apenas para riscar os romances de espionagem da lista de best-sellers; nem de obrigar os cartógrafos da geopolítica a fazerem horas extras; além de encerrar a linha de produção daquele pequeno automóvel fabricado na RDA, o Trabant, ou Trabbi, para os íntimos (veja foto acima), um carrinho feio de doer, todavia, mais simpático que uma Mercedes F700. A sua queda libertou o dragão da cobiça apocalítica, ou seja, substituiu o famoso chavão dos Três Mosqueteiros "um por todos, todos por um", por "salve-se quem puder". Neste vórtice neoliberal, ainda desmoralizou a ONU; potencializou os poderes do destemido xerife Wyat Earp com novas técnicas de chutar cachorro morto; e, como uma prostituta sagaz, seduziu o luxuoso socialismo do oeste europeu, tentando-o com a sensação maravilhosa - num futuro próximo, de se respirar ar privatizado; também, promoveu uma lobotomia coletiva na esquerda, transformando os seus adeptos em toupeiras psiônicas dotadas de dois únicos dons: o da retórica vazia e o de nenhuma ação eficaz.
Guilherme Xavier
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(1) Toupeira psiônica - significado apenas conhecido por jogadores de RPG, linha Dungeons & Dragons.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Naufrágio
tinham lugar. Aconselhou-me a gozar a viagem, a observar a beleza que o Oceano tem para oferecer a quem se dá ao prazer de contemplar.
Concordei em absoluto, fui olhando para a paisagem e vislumbrei a beleza frágil de uma gorgónia, ondeando os braços na corrente, sem pressas vai recolhendo aquilo que
a corrente lhe trás, vai crescendo à medida que as gerações se sucedem, ganhando cores e complexidades cada vez mais belas.
Continuamos a descer, sinto-me invadido por uma paz serena, mas há algo mais. À medida que o computador vai indicando uma profundidade maior, vai aumentando uma sensação de melancolia, penso que se trata do aumento da pressão e da diminuição da temperatura e da luz. Mas não é só isso.
De facto já tinha mergulhado mais fundo e nunca me tinha sentido assim, de repente vejo uma forma. Pergunto o que é ao bodião, este responde-me que não sabe ao certo,
mas que é algo que veio do meu mundo.
Aproximo-me e confirmo que aquelas formas só podem ter sido produzidas pela mão do homem, parece uma ancora. Sim, talvez seja uma ancora, mas lá atrás vejo superfícies planas, demasiado planas.
Chegamos ao River Gurara, diz-me o bodião.
É isso estou num naufrágio.De repente vejo uma sombra na balustrada, sinto um arrepio e presto uma singela homenagem aos que
Os fantasmas ainda lá estão, presos entre os corais e o metal, ainda se ouvem os seus gritos, ainda se sente a sua presença, ainda se vêem as suas sombras.
Não há nada de mais profundo que mergulhar num naufrágio, mais do que em outra qualquer catástrofe aqui os sentimentos ficam mais incrustados como se fossem fantasmas, testemunhos indeléveis da angustia e bravura, da morte e salvação.
Não naufraguem no Lado Escuro da Lua!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
EM RAPALLO
Pound, Marinetti, Crowley e Mussolini jogam poker em Rapallo, são um quarteto de explosivos obsoletos, que condenam a usura e cantam um futuro rápido e mecânico. Nenhum deles é bom cavaleiro e, quando sobem a um cavalo, parecem sempre aqueles pobres turistas apatetados que saíram para um passeio. Detalhe a que os historiadores futuros não darão importância.
Pound, como todo o bom intelectual universitário Norte-americano, despreza o poker, é para ele inaceitável que a economia se jogue num afã lúdico de ratazanas e considera o bluff coisa de poltrões. Crowley adora o poker, mas confunde sempre as cartas que o mundo lhe coloca nas mãos com os baralhos do tarot. Olha ferozmente para os restantes convivas, move as mãos com tiques de prestidigitador, bebe vodka em sucessivos copos de cristal azul e sorri para a esbelta moça que os serve. É o pior jogador dos quatro. Marinetti tem a mão mais rápida, mil motores lhe movem a mente ambiciosa e excêntrica, e é eloquente no bluff, mas é, de todos, o único que já estava vencido, porque só aceitou a partida para que Mussolini ganhasse. Mussolini não precisa de jogar, o jogo está ganho porque ele é Il Duce e porque sabe que quanto mais megalómanos são os homens inteligentes, mais depressa vendem a alma aos tiranos.
Klatuu Niktos
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Eterno retorno entre chávenas
Le Regard Oblique, Paris, Robert Doisneau, 1948Eram tempos difíceis os que vivias quando pela primeira vez te apresentaste, pedindo-me conselho, luz, dizias. Dei-te o que pedias. Deverias saber que o daria, sempre; a ti ou a qualquer outro que viesse mendigar o mesmo. Nunca se pode negar luz a quem a vem buscar. Ouviste-me, atento, humilde, quase servil; de uma humildade e servilismo que não te convinham nem a mim. Nessa época, falei-te do futuro. Falei-te da coragem e da força, da audácia e da conquista, da ousadia e da glória. Falei-te, enfim, da vitória. Os teus olhos brilharam perdidos nos meus, na verdade que neles lias, ou querias ler. Chamaste-me sábia e eu sorri. Não por fora porque eu nunca sorrio. Sorri por dentro, para mim mesma. Não te disse tudo, sabes? Longe disso. Podia tê-lo feito – cada coisa tem o seu tempo. O tempo ainda não chegou. Tarda ainda. Mas virá. Quando vier sei que virás ajoelhar-te novamente aos meus pés, como já fizeste. Nesse dia, não te falarei das mesmas coisas. O tempo tudo se encarrega de transformar, até as almas. Quando voltares, falar-te-ei de despotismo e injustiça, de ódio e de vingança. Falar-te-ei, enfim, de morte. Tu chamar-me-ás louca e partirás, com medo de voltar a olhar os meus olhos cada vez mais encovados, perdidos nas faces enrugadas, macilentas, e de neles encontrar a mesma verdade que viste outrora.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Anjo d'aguarda

A pedra intacta e a nascente: coubera-lhes o mistério da fundação do mundo, no primeiro dia os anjos. E ao seu gesto se ordenaram os ventos, pelo fogo invisível e o bastão rasgaram os caminhos dos condutores de povos e dos reis, preparação amorosa das sombras. No poder da pedra e da nascente os círculos sagrados e as árvores e os lugares terríveis das batalhas. A Terra aguardava, Inverno e solidão do Sol.
- Sou o anjo Apache, murmurou um, e disse: seremos os caminhos vermelhos. E estendeu a vara para a terra virgem: esta será a planície do fim, um homem chamado Jerónimo.
- Sou o anjo da Borgonha, gritou outro, e disse: seremos o voo breve do falcão. E estendeu a vara para a terra fértil: aqui a catedral, o rosto; aqui a neve, que apaga o sonho do Temerário.
- Sou o anjo Cigano, proclamou um terceiro, e disse: seremos a puríssima maldição do fogo. E a vara traçou o sinal da encruzilhada: por aqui a linguagem dos pássaros, secreta coroação do rei.
- Sou o anjo Maori, avançou um quarto, e logo um outro: sou o anjo de Jerusalém.
Ela, porém, pairava sobre o mar, elevação do mundo: na primeira noite o anjo, e devolvia aos ventos o mistério maior.
- Sou o anjo de Luz, disse, e apenas hesitou: seremos o porto do Graal. E o seu gesto redimiu as águas: aqui a impossível viagem, na pedra dos corvos a sagração das naus. Pairava sobre o mar, e disse: águas de navegar, antepalavra do Espírito.
A pedra intacta e a nascente: a terra aguardava, Inverno e ocultação do Sol. E estendeu a vara para os seus irmãos: por fim libertar-vos-ei.
"E vi muitas vezes Melchisedech, quando, muito antes dos tempos de Semiramis e de Abraão, apareceu na Palestina, que era ainda deserta; como se organizasse o território, como se escolhesse e endireitasse determinados e precisos lugares. Vi-o sempre sozinho, e pensei: que quer este homem daqui, onde ainda não há ninguém? Foi assim que o vi abrir uma nascente na montanha, e foi a nascente do Jordão. (...) Foi assim que o vi abrir a terra em muitos lugares (...) e cada lugar onde trabalhava e construía parecia ser o lugar de uma graça futura, como se atraísse a atenção para esse lugar, como se empreendesse alguma coisa que haveria depois de se realizar.
Melchisedech pertencia àquele coro dos anjos que guardam os países e os povos, que (...) estão logo depois dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael".
[do relato das visões de Anna Catherina Emmerich (1774-1824)]
ECOS
Os onze mil Atenienses em Maratona não acreditavam que fosse possível derrotar um exército de trinta mil Persas, Miltiades eleva a voz e ordena que se reforcem as alas e se enfraqueça o centro e grita a carga a passo rápido. Miltiades não é um príncipe de Esparta, é apenas um general Ateniense que ama Atenas, gosta de passear pelas ruas limpas e luminosas, de ouvir as discussões dos filósofos, de ver os canteiros a trabalhar nas oficinas, gosta da beleza e da liberdade das mulheres de Atenas e quer lá voltar.
O exército persa irrompe pelo centro fraco, mas os lados são rapidamente devorados pelas falanges de hoplitas, que se reúnem atrás do corpo principal dos Persas e o vão esmagando numa tenaz veloz. Aqui não é a bravura sem freio que comanda, é a razão de Atenas, é o poder do conceito, a luz de uma ideia de civilização imorredoura.
Os Persas são perseguidos até aos navios, combatem desesperadamente na praia, estão já vencidos, porque os Persas são apenas escravos que obedecem cegamente à tirania. Morrem pela lança e pela espada dos homens mais livres do mundo.
Hitler no bunker, bisonho como um rabi de aldeia. A Alemanha, que não realizou os seus patéticos delírios de glória, deve agora ser sacrificada. Hitler no bunker e Berlim em chamas; a resistência rua a rua, os fuzilamentos sumários, as violações e a fome, os rapazes que pedalam e cantam e se imolam contra os tanques. Hitler no bunker encena a pira dos heróis, mas é queimado com gasóleo como um trapo.
Hitler no bunker, um meia-leca cretino e psicótico, que sonhava com rapazitos louros de elmos com cornos.
Dizem que as crianças de Atenas quando viam Diógenes o Cínico agarravam-se-lhe à cintura, formavam uma fila atrás dele e corriam todos pelos campos, a rir e aos gritos. O fogo vermelho das papoilas rebentava-lhes de chapa em pleno rosto, como se passassem um fogo divino. Admiravam as cambalhotas de Diógenes sobre os montes de feno e pediam-lhe que repetisse, o filósofo, sempre mudo, fazia caretas e apontava o azul de um pássaro em voo, a prata de um peixe na margem, os lírios ao longe, depois punham-se todos a ladrar alto e riam.
Então, exaustos, deitavam-se entre os fenos, à beira do rio, a roer os trigos, a olhar o céu de Verão e a ouvir o coaxar das rãs.
A felicidade pode ser tão simples, quando se seguem os mestres certos.
Klatuu Niktos
quarta-feira, 25 de junho de 2008
A ARANHA

– Isto é horrível, como é que vocês conseguem viver aqui?!
Nunca nada estava do seu agrado e ninguém se lhe igualava.
– Reparem como eu sou bonita, já viram estas manchas vermelhas, vocês são pretas, peludas…
À custa de tanto a ouvirem, as irmãs começaram a olhar de soslaio para as gotas de orvalho e, cabisbaixas, pensavam:
– Realmente ela tem razão, somos mesmo feias!
A pequena aranha lançava-lhes sorrisos de desprezo enquanto se bamboleava para cá e para lá no exíguo espaço do ninho.
O tempo passou e a vontade de conquistar mundo cresceu à medida do seu ego. Recusou qualquer trouxa e anunciou a todos a sua partida. Caminhou, segura, até ao pequeno buraco iluminado, espreitou lá para fora e exclamou:
– É tão grande o mundo!
Deu dois passos… e foi comida por um pássaro.
Moral da história: Os pássaros têm mau gosto para a comida.
Excerto de «Fábulas», o livro de auto-ajuda que vai destronar O Segredo dos tops de vendas mundiais.



