Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
domingo, 6 de abril de 2014
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Declaração MIL sobre a Guiné-Bissau

Conforme o publicamente noticiado, o ministro da Educação da Guiné-Bissau, Artur Silva, anunciou que o governo está a fazer contactos e parcerias com estabelecimentos de ensino superior estrangeiros para abrir uma universidade pública no país.
Face a isso, o MIL exorta os diversos Governos da CPLP a prontificarem-se de imediato para colaborarem com o Governo guineense na concretização de tão importante objectivo para o povo irmão da Guiné-Bissau.
Recordamos que o MIL tem acompanhado muito de perto a situação deste país lusófono, tendo já expresso, nestes últimos anos, várias propostas – nomeadamente, a constituição de uma Força Lusófona de Manutenção de Paz*, de modo a garantir definitivamente condições de paz e segurança para todos os guineenses.
Para além de outros planos de cooperação – como na saúde e na economia, por exemplo –, o plano da educação, em todos os seus níveis (desde o básico ao superior) deve ser também, a nosso ver, uma área central onde a cooperação lusófona se deve desenvolver, evitando a burocratização das equivalências de graus escolares e as consequentes dificuldades de circulação de profissionais no espaço lusófono.
Recordamos, por fim, que o MIL tem, na sua Declaração de Princípios e Objectivos**, a proposta de criação de um Programa “Agostinho da Silva”, que promova a circulação dos estudantes das nações lusófonas, de licenciatura e pós-graduação, nas universidades do espaço lusófono.
MIL: Movimento Internacional Lusófono
* Conforme Petições MIL: http://movimentolusofono.wordpress.com/peticoes/
** Conforme: http://movimentolusofono.wordpress.com/declaracao-de-principios-e-objectivos/
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Não podemos ficar indiferentes ao apelo da Guiné-Bissau!
Só teremos uma “Lusofonia Global e Dinâmica”, como pretende o Doutor Fernando Nobre, quando o Espaço Lusófono for um Espaço de Paz, Justiça e Prosperidade. Como é sabido, isso ainda está muito longe de acontecer. Neste momento, o caso mais grave vive-se na Guiné-Bissau. Neste país lusófono, por múltiplas razões – em particular, pelo facto da Guiné-Bissau se ter tornado um local de eleição para o tráfico internacional de droga –, não têm havido condições mínimas de segurança. Daí os múltiplos assassinatos que têm ocorrido – inclusive de Personalidades de Estado…
A situação tem-se agravado de tal modo que as próprias Autoridades da Guiné-Bissau, a começar pelo seu Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, apelaram à constituição de uma Força Internacional de Manutenção de Paz. As Autoridades dos restantes Países Lusófonos, parceiros da Guiné-Bissau na CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, não podem ficar indiferentes a este apelo. Para bem da população-irmã guineense, para a própria preservação da independência da Guiné-Bissau, essa Força de Manutenção de Paz deverá ser, tanto quanto for possível, uma Força Lusófona. Escusado será explicar porquê, por ser por demais óbvio: como aconteceu em Timor-Leste no passado recente, uma Força Lusófona de Manutenção de Paz garante, à partida, uma melhor relação com a população local…
Publicado em:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/08/nao-podemos-ficar-indiferentes-ao-apelo.html
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sobre a situação na Guiné-Bissau
Conforme o noticiado pela Agência Lusa, “as autoridades políticas e militares da Guiné-Bissau concordaram com o princípio da vinda de uma força de estabilização”.
O MIL saúda essa decisão, que só peca por tardia, como há muito se tornou evidente, e apela a que essa Força, para o bem do povo da Guiné-Bissau e para a preservação da independência do Estado guineense, seja uma Força Lusófona, a “Força Lusófona de Manutenção de Paz” que temos reiteradamente defendido:
http://www.petitiononline.com/mil1001/petition.html
Recordamos também a Petição que lançámos, em 2009, sobre a situação na Guiné-Bissau:
http://www.gopetition.com/petition/26953.html
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org
domingo, 11 de abril de 2010
Guineenses residentes em Portugal manifestam-se pela paz e reclamam intervenção da comunidade internacional
A comunidade guineense residente em Portugal manifestou hoje em Lisboa «profunda tristeza» e «indignação» pelos recentes acontecimentos na Guiné-Bissau, apelando à intervenção da comunidade internacional
Cerca de 60 guineenses responderam ao apelo da Associação Guineense de Solidariedade Social (AGUINENSO) e manifestaram-se hoje à tarde pela paz, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, seguindo depois para a Embaixada da Guiné-Bissau.
«Trinta e seis anos depois da independência, o país continua a viver permanentemente num ciclo de convulsões. Queremos que haja uma intervenção da comunidade internacional de forma séria. Não basta condenar os acontecimentos como tem sido prática», afirmou o presidente da AGUINENSO, Fernando Ka, reclamando uma intervenção dos capacetes azuis das Nações Unidas.
Lusa / SOL
domingo, 24 de janeiro de 2010
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Chefe das Forças Armadas Angolanas enaltece cooperação bilateral com a Guiné-Bissau
O chefe do Estado Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército Francisco Pereira Furtado, encontra-se desde anteontem na Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação militar entre os dois países.
À sua chegada, Francisco Pereira Furtado declarou à imprensa que a deslocação visa o aprofundamento dos contactos entre as forças armadas dos dois países, com vista a assinatura de um acordo entre as autoridades governamentais de Angola e da Guiné-Bissau.
Salientou a disponibilidade de Angola ajudar as forças armadas da Guiné-Bissau nas áreas da formação, assistência técnica, reforma do sector de defesa, entre outras.
A delegação militar angolana integra os tenentes-generais João Jorge, Rui Lopes Afonso e Virgínio da Cunha Pinto, das direcções de Preparação de Tropas e Ensino, e das Operações do Estado Maior do Exército e da Força Aérea Nacional (FAN), respectivamente.
Fazem ainda parte da delegação o contra-almirante Noé Rodrigues Magalhães, chefe adjunto da Direcção de Inteligência Militar Operativa da Marinha de Guerra Angolana, assim como outros oficiais superiores das Forças Armadas Angolanas.
À sua chegada, a delegação foi recebida pelo general José Zamora Induta, chefe do Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, e pelo embaixador angolano na Guiné-Bissau, Brito Sozinho.
O programa contempla visitas e reuniões separadas nos estados maiores do exército, da força aérea e da marinha guineenses, apresentação a delegação angolana do dossier sobre as reformas do sector de defesa da Guiné-Bissau e uma visita ao Centro de Instrução Militar de Cumere.
A delegação angolana manterá ainda encontros de trabalho e de cortesia com o Ministro da Defesa Nacional e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, assim como com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e com o presidente da República, Malam Bacai Sanha.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24393&catogory=Guiné%20Bissau
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Guiné-Bissau: Presidente promete fim da era de guerras e dos distúrbios no país...
O Presidente da República Malam Bacai Sanhá disse esta terça-feira que chegou ao fim a era de guerra e distúrbios na Guiné-Bissau.
O chefe do Estado guineense, que falava esta terça-feira em Bissau na tomada de posse do chefe e vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, José Zamora Induta e António Indjai, respectivamente, disse que este acto representa o esforço das instituições da república, com vista a criar um clima de estabilidade e de paz na Guiné-Bissau.
Bacai Sanhá reconheceu que a missão que cabe aos recém-empossados não é fácil, visto assentar na construção de um exército republicano, moderno, disciplinado, obediente e subordinado ao poder político.
A questão da unidade nacional e o fim de divisão no seio da classe castrense são, entre outras, duas preocupações levantadas pelo chefe do Estado guineense, Malam Bacai Sanhá.
«A vossa tarefa não é nada fácil, isto no sentido de unir as Forças Armadas e acabar com a exclusão, porque a vossa missão é defender a integridade territorial, modernizar as nossas Forças Armadas», disse.
Neste sentido, o chefe do Estado assegurou aos empossados que podem contar com seu apoio, enquanto comandante, chefe das Forças Armadas, assim como com o Governo, para que exista verdadeira paz na Guiné-Bissau.
«A paz na Guiné-Bissau depende, em parte, das Forças Armadas», disse Bacai Sanhá, que lançou igualmente um apelo às chefias militares a porem fim à «má fama» que tem.
Na sequência desta cerimónia, José Zamora Induta e Antonio Indjai, foram promovidos para oficiais generais de três e duas estrelas, respectivamente, ou seja, o Capitão de Mar e Guerra José Zamora Induta e General de tres estrelas e o Coronel Antonio Indjai, passa a general de duas estrelas.
Fonte: Jornal Digital
domingo, 25 de outubro de 2009
Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, visita o país
Na companhia de vários empresários, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Celso Amorim efectua neste domingo uma visita oficial à Guiné-Bissau.
A visita oficial e de trabalho do embaixador Celso Amorim é a última de um périplo que o levou ao Mali, Guiné-Equatorial e Togo. De acordo com o embaixador do Brasil na Guiné-Bissau, Jorge Geraldo Kadry, a deslocação do chefe da diplomacia brasileira a Bissau, tem como objectivo fazer ponto da situação da cooperação bilateral entre os dois países, dois meses depois da investidura do Presidente da Republica, Malam Bacai Sanhá.
De acordo com o programa da visita a Bissau, esta terá duas vertentes, nomeadamente governamental e empresarial devendo, a este propósito, manter encontros com o Presidente da República, primeiro-ministro e alguns membros do Governo, entre os quais a ministra dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Defesa Nacional e da Função Pública. Com este, o governante brasileiro vai visitar e inaugurar o Centro de Formação Profissional Brasil Guiné-Bissau, situado em Bissau, mais concretamente na Granja de Pessubé, nos subúrbios da capital guineense.
No aspecto empresarial, o embaixador do Brasil na Guiné-Bissau revelou que, Celso Amorim agendou encontro com empresários nacionais, onde vão ser identificadas áreas de investimento que possam interessar ao grupo de empresários brasileiros. O diplomata brasileiro destacou a importância da vinda destes empresários ligados às áreas da construção civil, indústria, alimentação e infra-estruturas.
No aspecto político, Jorge Geraldo Kadry, lembrou que o Brasil assumiu desde finais de 2007 o compromisso da reestruturação e reconstrução do país, o que considerou como um sinal positivo do Presidente brasileiro Lula da Silva, sobretudo quando o Brasil, decidiu ficar à frente da Comissão da Configuração da Guiné-Bissau junto das Nações Unidas. Jorge Geraldo Kadry admitiu ainda a possibilidade de ser acertada a data da visita do Presidente da República, Malam Bacai Sanhá ao Brasil.
O embaixador do Brasil na Guiné-Bissau disse ainda que depois das eleições, o país vive o seu melhor momento, o que encoraja mais a cooperação e uma maior aproximação entre os dois países.
Fonte: Jornal Digital
domingo, 18 de outubro de 2009
Governo de Bissau desmente problemas na fronteira com o Senegal
A Presidência da Guiné-Bissau desmentiu a violação ou ocupação duma parte do território nacional pelo Exército do Senegal, garantindo que a situação na fronteira entre os dois países é de normalidade, soube a PANA de fonte oficial em Bissau.
O porta-voz da Presidência da Guiné-Bissau, Agnelo Augusto Regalla, precisou à imprensa que há incidentes entre rebeldes e militares senegaleses em Casamança, na província de Ziguinchor, localizada a sul do Senegal na fronteira entre os dois países.
"Neste momento não se pode afirmar que haja violações. Têm ocorrido incidentes no território senegalês, entre alas do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC) e militares do Senegal, nada que tenha haver com o território da Guiné-Bissau", afirmou.
Agnelo Regalla, que falava no final dum encontro sexta-feira na Presidência da República entre o chefe de Estado, Malam Bacai Sanhá, ministros e chefias militares, disse que as autoridades da Guiné- Bissau e do Senegal vão reunir-se na próxima semana para abordar a questão.
"A delimitação da fronteira foi feita de acordo com normas internacionais, mas em caso de violação da fronteira essa questão será dirimida de forma pacífica entre as partes", acrescentou Regalla, respondendo a uma pergunta sobre a existência duma base militar do Exército senegalês e a construção de unidades hoteleiras no território bissau-guineense.
"Não há qualquer tensão militar entre a Guiné-Bissau e o Senegal. As coisas decorrem de forma normal (...)", indicou o porta-voz da Presidência.
De acordo com Agnelo Regalla, dois emissários do Presidente bissau- guineense foram informar o Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, a inexistência de bases dos independentistas de Casamança em território da Guiné-Bissau.
Afirmou que Malam Bacai Sanhá aproveitou a oportunidade para informar aos presentes que propôs ao seu homólogo senegalês a realização de um encontro na próxima semana, em São Domingos, entre as autoridades fronteiriças dos dois países para que possam ser "dirimidos eventuais problemas".
"O encontro visará, naturalmente, debater e procurar sanar eventuais problemas que possam existir a nível da fronteira", precisou.
O porta-voz da Presidência sublinhou que o Presidente da Guiné-Bissau lembrou que o seu país deve manter uma postura que possa conduzir a uma solução pacífica do conflito do Casamança, onde uma rebelião armada luta há mais de 20 anos pela independência desta região do sul do Senegal.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24207&catogory=Guiné%20Bissau
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
LIVROS PARA A GUINÉ
Hoje, o MIL estabeleceu uma parceria com a Associação "Ajuda Amiga", no sentido de angariar livros (escolares, sobretudo, mas não só) para a Guiné-Bissau. Em breve indicaremos quando e onde os livros deverão ser entregues.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (sítio: www.movimentolusofono.org)(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)
domingo, 4 de outubro de 2009
Jipes de alta cilindrada desaparecem de Bissau com aperto aos narcotraficantes
A capital da Guiné-Bissau deixou de estar inundada por jipes de alta cilindrada que circulavam a alta velocidade, na mesma altura em que a polícia começou a "apertar o cerco" aos presumíveis narcotraficantes, há cerca de dois meses.
Os famosos Hummers, que circulavam pelas ruas de Bissau e pelo interior, há muito que deixaram de ser vistos.
Segundo uma fonte judicial contactada pela Agência Lusa, o desaparecimento dos jipes de alta cilindrada está relacionada com as medidas preventivas tomadas pela Polícia Judiciária e Polícia de Ordem Pública guineenses.
"Está relacionado com as medidas da PJ e com as medidas que a POP tomaram", afirmou a fonte, acrescentando que a vigilância das forças policiais "está a ser apertada".
Em declarações recentes à Lusa, a directora da PJ, Lucinda Barbosa, já afirmava que os narcotraficantes estavam "invisíveis", dificultando a tarefa da polícia para os encontrar e saber o que andam a fazer.
No entanto, a versão dada à Lusa por alguns dos alegados 'donos' dos jipes, a maioria jovens, é outra: a má condição das estradas, devido às chuvas.
No entanto, os Hummers são veículos cujas principais características são a força e potência para circular em terrenos lodosos ou esburacados.
A Guiné-Bissau chegou a ter cerca de duas dezenas desses veículos, inicialmente construídos pela General Motors para servir o exército norte-americano, mas que acabaram por ser "adoptados" pelos amantes do todo-o-terreno.
Um jipe Hummer novo custa entre 80 mil e 120 mil dólares (entre 55 mil e 82 mil euros).
País com menos de dois mil quilómetros de estradas asfaltadas, nos seus 36.125 quilómetros quadrados, a Guiné-Bissau chegou a "ostentar" nas suas estradas, além dos Hummer, jipes das marcas Jaguar, Lincoln Navigator e até Porsche Cayenne.
O Governo, no âmbito da luta contra o narcotráfico, emitiu despachos a proibir veículos sem chapa de matrícula ou que circulavam com vidros escuros, como era o caso dos jipes topo de gama.
Só que, regra geral, as ordens das autoridades ou eram ignoradas ou eram rapidamente esquecidas, tal era a quantidade de carros com estas características que rolavam pelas estradas do país.
Fonte: Angop
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Maioria dos soldados das Forças Armadas não foi sujeito a recrutamento
A Maior parte dos soldados que compõe a estrutura das Forças Armadas guineenses não passou pela via de recrutamento, adiantou o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas.
O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineense, Capitão e Mar e Guerra, José Zamora Induta, avançou esta quarta-feira que a maioria dos elementos que constituem as Forças Armadas guineenses não passou nenhum tipo de recrutamento.
Induta acrescentou ainda que estes mesmos homens também não receberam instruções sobre as armas que foram lhes foram entregues ou como devem ser utilizados os instrumentos militares.
Em declarações à PNN, Zamora Induta adiantou a urgência de efectuar o recrutamento de novos soldados com níveis académicos aceitáveis.
«Neste momento estamos a desencadear uma acção de formação pedagógica aos soldados que se encontram nestas condições, ou seja, aqueles que chegaram aos quartéis em situações irregulares, de forma a levá-los a compreender qual é a missão que lhes é incumbida», disse Zamora Induta.
O responsável máximo das Forças Armadas Guineenses, voltou a defender o afastamento das Forças Armadas dos assuntos políticos. Todavia, prometeu desenvolver mais acções de aproximação para com a população civil, através de actos públicos, como por exemplo, o envolvimento de soldados nos trabalhos de recolha de lixo na via pública, intercâmbios culturais e ainda a recente parada militar, no quadro de comemorações da data da independência nacional.
Sobre a reforma nos sectores da Defesa e Segurança, José Zamora Induta elucidou que a reforma é do âmbito das Forças Armadas, em parceria com a comunidade internacional, que deverá fazer o seu trabalho com as informações que são prestadas pelas autoridades militares da Guiné-Bissau.
Zamora Induta disse ter «assumido as rédeas» das Forças Armadas, sem apoio dos seus familiares que associaram a função a um «suicídio». Sobre os objectivos por ele traçados, o chefe das Forças Armadas guineenses disse não se sentir ainda realizado, o que vai acontecer, segundo ele, assim que se efectuar o processo de recrutamento dos novos elementos.
No que diz respeito à recente nomeação das chefias militares pelo Presidente da República, Zamora Induta disse que era normal se não fosse reconduzido ao cargo, e que, nesse caso, lhe restaria apenas despedir-se das chefias militar. «Não aconselharia ninguém a opor-se à decisão do Presidente da República, caso não fosse reconduzido, porque isso faz parte das suas tarefas constitucionais», esclareceu.
Fonte: Diário Digital
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
China dá à Guiné-Bissau mais de 6 milhões de euros para diferentes áreas
O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da China, Xhai Jun, e o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, assinaram documentos de cooperação técnica, assistência alimentar e financeira, orçados em mais de seis milhões de euros.
"Constitui para mim uma satisfação muito particular ter esta oportunidade de assinar em nome do Governo da China o protocolo de cooperação técnica entre a China e a Guiné-Bissau e um documento sobre o fornecimento de assistência em alimentação", afirma o governante chinês.
"Queria salientar que escassos dias depois da tomada de posse do Presidente (Malam Bacai) Sanhá, o Governo chinês enviou-me para efectuar esta visita, que é um símbolo para demonstrar a importância que a China atribuiu à relação bilateral com a Guiné-Bissau", salienta Xhai Jun.
O ministro chinês sublinha ainda a "vontade forte" do Governo da China de continuar a desenvolver as relações de cooperação bilateral.
"Estou convicto de que a visita de trabalho que vossa excelência efectua ao nosso país irá sem dúvida relançar as excelentes relações já existentes entre os nossos países para patamares mais altos", afirmou por seu lado o ministro da Defesa guineense, Artur Silva, em substituição da chefe da diplomacia do país, que está em Nova Iorque para participar na Assembleia-Geral da ONU.
No seu discurso o ministro da Defesa guineense pediu apoio ao Governo chinês para a "construção da cidade judiciária, cujo projecto técnico se encontra em fase de finalização, assim como a recuperação do Palácio Presidencial, destruído durante o conflito político-militar de 1998".
A assistência alimentar dada pelo Governo chinês à Guiné-Bissau está orçada em 998.000 euros e o apoio financeiro em 5,9 milhões de euros.
O ministro-adjunto chinês chegou domingo à Guiné-Bissau para uma viagem de trabalho, que termina segunda-feira com visitas às obras, financiadas por Pequim, do Palácio do Governo e do Hospital Militar.
Xhai Jun reúne-se com o vice-presidente do parlamento guineense e fará uma visita de cortesia ao Presidente Malam Bacai Sanhá.
Zhai Jun iniciou quinta-feira uma deslocação por quatro países africanos que teve início na África do Sul.
Além da África do Sul e Guiné-Bissau, Zhai Jun desloca-se também a Cabo Verde e à Mauritânia para "aprofundar relações bilaterais".
A China tem uma presença cada vez maior em África e em 2008 o comércio com o continente africano atingiu a soma recorde de 72,5 mil milhões de euros.
Na Guiné-Bissau a cooperação chinesa incide principalmente na construção de várias infra-estruturas e nas pescas.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=23929&catogory=Guiné%20Bissau
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Guiné-Bissau: PM espera apoio internacional para inquérito a assassínios de "Nino" Vieira e Tagmé Na Waié
Bissau, 18 Set (Lusa) - O Governo guineense está à espera da assistência prometida pela comunidade internacional para a criação de uma comissão de inquérito internacional aos assassínios dos chefes de Estado e das Forças Armadas, em Março, disse hoje o primeiro-ministro.
"Neste momento, o governo está à espera da assistência que foi prometida", afirmou Carlos Gomes Júnior, em conferência de imprensa, antes de partir para Nova Iorque, onde vai participar na 64ª Assembleia-Geral da ONU.
"As Nações Unidas disponibilizaram-se a dar assistência para a realização desse inquérito para ser o mais transparente possível. Solicitaram assistência especial à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana (UA) e Comunidade dos Países de Língua de Portuguesa (CPLP)", referiu o primeiro-ministro guineense.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10134836.html
Portugal e Brasil vão ajudar Guiné
África: Aliança estratégica para intervenção no Atlântico Sul
Domingos Grillo Serrinha, Correspondente Brasil
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Malam Bacai Sanhá tomou posse como Presidente da Guiné-Bissau
Malam Bacai Sanhá, do Partido Africano da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), tomou hoje posse como Presidente guineense, em cerimónia que decorreu durante a tarde no Estádio 24 de Setembro, em Bissau.
Estiveram presentes os seus homólogos de Cabo Verde, Pedro Pires, Senegal, Abdoulaye Wade, Gâmbia, Yaya Jameh, Nigéria, Umaru Yar’Adua, Burkina Faso, Blaise Campaoré, e República Árabe Saraui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Bem como o vice-presidente do Parlamento angolano, João Lourenço, e o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Outros convidados para a cerimónia foram o primeiro-ministro da República da Guiné (Conacri), Kobine Komara, o vice-primeiro-ministro timorense José Luís Guterres, o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusi, o duque de Bragança e o secretário-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que é o guineense Domingos Simões Pereira.
As Nações Unidas fizeram-se representar pelo secretário-geral adjunto para os assuntos políticos, o eritreu Hailé Menkerios.
A cerimónia principiou com mais de três horas e meia de atraso devido à chegada tardia do Chefe de Estado nigeriano, actualmente na presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Foi transmitida em directo pela televisão guineense e pela RDP-África.
Enquanto se preenchia o tempo para que a cerimónia arrancasse, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior foi circulando pelo estádio, segundo a Lusa abraçado ao líder do Partido da Renovação Social (PRS), Kumba Ialá, candidato derrotado na segunda volta.
Sanhá foi o vencedor da segunda volta das presidenciais guineenses, dia 26 de Julho, sucedendo assim a João Bernardo “Nino” Vieira, assassinado em Março, em circunstâncias ainda por esclarecer. Anteriormente, como presidente da Assembleia Nacional, ele já chefiara interinamente o Estado em 1999/2000, depois da deposição de “Nino” por uma junta militar, no termo do primeiro período em que esse antigo guerrilheiro esteve no poder.
Sanhá, de 62 anos, é o quarto Presidente efectivo da Guiné-Bissau, depois de Luís Cabral, “Nino” Vieira e Kumba Ialá. Mas entretanto também houve outros dois presidentes interinos: Henrique Pereira Rosa e Raimundo Pereira, este último desde há seis meses.
O novo chefe de Estado irá coabitar com o Governo de Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC, num sistema que ele próprio referiu como semi-presidencial. E é em conjunto que os dois homens terão de decidir se mantêm ou substituem o actual Estado-Maior General das Forças Armadas, chefiado por José Zamora Induta, capitão-de-mar-e-guerra, posto equivalente ao de coronel do Exército.
O boletim confidencial “Áfricamonitor intelligence” adiantava hoje, em Lisboa, que Sanhá deverá confirmar Zamora Induta e promovê-lo ao posto de almirante.
Os principais parceiros das Forças Armadas têm vindo a preconizar uma reforma das Forças Armadas, como forma de se contribuir para a estabilidade da Guiné-Bissau, que segundo a CIA é um dos seis países e territórios menos desenvolvidos do mundo, com um rendimento per capita inferior aos do Níger, da Serra Leoa e da Eritreia.
“As Forças Armadas da Guiné-Bissau são uma estrutura invertida, que tem muito mais oficiais e sargentos do que praças. Portanto, há que começar a trabalhar para inverter esta pirâmide numa pirâmide lógica, e o número de soldados tem que aumentar e o número de quadros de comando tem que diminuir”, disse em Julho o general espanhol Juan Verástegui, chefe da missão da União Europeia de apoio à reforma do problemático sector guineense da segurança.
Os chefes dos Estados-Maiores do Benin, Cabo Verde, Gâmbia, Nigéria e Senegal chegaram esta semana a Bissau para “ajudar a encontrar soluções práticas para os muitos desafios políticos e de segurança que ameaçam lançar o país numa instabilidade ainda maior” do que aquela em que até agora tem vivido.
Fonte: Público/Jorge Heitor
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Hoje, na Guiné-Bissau...
Confirmada presença de cinco chefes de Estado para posse de Sanhá
Cinco chefes de Estado africanos, entre os quais Pedro Pires de Cabo Verde, confirmaram a presença nas cerimónias de investidura, terça-feira, de Malam Bacai Sanhá como Presidente da Guiné-Bissau. Além de Pedro Pires, estão confirmadas as presenças dos presidentes do Senegal (Abdoulaye Wade), da Gâmbia (Yaya Jammeh), do Burkina-Faso (Blaise Camporé) e da Nigéria (Umaro Yar A'dua). Também está confirmada a presença do presidente da República Árabe Saraui Democrática, Mohamed Abelaziz. Dos restantes países de expressão portuguesa, estão previstas as presenças do vice primeiro-ministro de Timor-Leste, do vice-presidente do Parlamento de Angola, do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado e do ministro da Defesa de Moçambique. Os Estados Unidos, Canada, Líbano, Reino Unido, Israel, Gana, Correia do Sul, Índia, Paquistão e o Japão serão representados pelos respectivos embaixadores ou encarregados de negócios, sendo que a maioria está baseado em Dacar, Senegal. A mesma fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros guineense disse à Lusa que do secretariado executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) não devera vir ninguém. As Nações Unidas serão representadas pelo sub-secretário geral para os assuntos políticos, Haile Menkerios, que já se encontra em Bissau, e pela presidente da configuração específica da comissão para consolidação da paz para a Guiné-Bissau, Maria Luíza Viotti. A cerimónia da tomada de posse de Malam Bacai Sanhá como Presidente da Guiné-Bissau, que terá lugar no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, deverá começar por volta das 11:00 (12:00 em Lisboa). Após a investidura, Bacai Sanhá fará um discurso à nação antecedido do pronunciamento do presidente interino do Parlamento, Serifo Nhamadjo. De seguida, o Presidente guineense oferece um almoço "em honra dos ilustres convidados" numa unidade hoteleira de Bissau, local onde, à noite, dará uma recepção.



