A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Voto de Pesar pelas vítimas no Rio de Janeiro




Em nome de toda a Comunidade Lusófona, o MIL expressa o seu voto de pesar por todas as vítimas – já mais de meio milhar – causadas pelas chuvas torrenciais na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro (Brasil), apelando, como sempre, à solidariedade de todos os lusófonos.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Uma “redescoberta” da literatura africana no Brasil

Adelto Gonçalves (*)

I

A Editora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) colocou no mercado uma nova coleção, Poetas de Moçambique, em que apresenta antologias dos maiores poetas modernos de língua portuguesa e origem moçambicana. Segundo a editora, os autores escolhidos estabeleceram freqüentemente diálogo com a literatura brasileira, especialmente com as obras de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Cecília Meireles (1901-1964), Vinicius de Moraes (1913-1980) e Manuel Bandeira (1886-1968). Os primeiros volumes são dedicados a José Craveirinha (1922-2003) e Rui Knopfli (1932-1997).

Craveirinha, primeiro autor africano galardoado com o Prêmio Camões, em 1991, é um dos nomes fundamentais da literatura moçambicana. Filho de pai algarvio e mãe ronga, é dono de uma obra concisa, que cobre cinco livros publicados em vida e duas coletâneas póstumas, além de dezenas de poemas espalhados em periódicos e antologias. Este livro reúne os principais poemas do autor com nota biobibliográfica de Emílio Maciel.

Já Rui Knopfli produziu uma encorpada e original obra literária durante o período colonial. Seus poemas selecionados estabelecem diálogo com as principais tradições clássicas e modernas da poesia. O livro traz posfácio com texto crítico e nota biobibliográfica de Roberto Said.

Ao mesmo tempo, a Ateliê Editorial, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), acaba de lançar Portanto... Pepetela, organizado por Rita Chaves e Tania Macêdo, professoras de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (USP). O angolano Pepetela, nascido Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, ganhador do Prêmio Camões de 1997, é talvez o mais importante romancista de seu país. Com apresentação do moçambicano Mia Couto, o livro reúne 38 artigos e ensaios de estudiosos da obra de Pepetela.

Nada mais alvissareiro do que essa “redescoberta” da literatura africana de expressão portuguesa. Mas desses três autores, apenas José Craveirinha é resultado da mistura do sangue português com africano. O que se espera é que esse interesse não se restrinja apenas a autores lusodescendentes, mas seja aberto a todos os africanos que fazem literatura em Língua Portuguesa.

II

Nada contra Pepetela, Agualusa, Mia Couto ou Luandino Vieira, nomes hoje incontestáveis no panorama da literatura africana de expressão portuguesa. O que se estranha é por que só descendentes de portugueses que nasceram em terras africanas têm largo espaço nos veículos de comunicação de Portugal e nas universidades de Portugal e do Brasil.

Basta ver que o livro Portanto... Pepetela traz, ao final, uma lista de 56 teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas em universidades brasileiras sobre a obra de Pepetela. Um exagero, evidentemente, porque há muitos outros autores africanos de expressão portuguesa que poderiam ser estudados. E não o são. Não se quer acreditar que seja por racismo, pois o que se espera é que esse tipo de comportamento seja algo já superado, sem razão de existir neste começo de século XXI.

Talvez seja ainda a "saudade do império colonial perdido", como disse Patrick Chabal, professor de Estudos Africanos do King´s College, de Londres, para se citar aqui um nome isento destas questiúnculas lusófonas, que impeça os acadêmicos e editores portugueses de enxergar que a lusofonia é uma falácia – que não vai chegar a lugar nenhum – enquanto eles não aceitarem a verdadeira dimensão da língua portuguesa para além da Europa.

Em outras palavras: Pepetela, Agualusa, Mia Couto e Luandino Vieira fazem parte da última geração de lusodescendentes que, nascidos na África, praticam uma literatura com vivência africana. Dentro de 20 ou 30 anos, quando provavelmente já não estiverem mais neste mundo, quem irá representar a Literatura Africana de expressão portuguesa senão os autóctones ou um ou outro miscigenado?

Portanto, o futuro da Língua Portuguesa na África vai depender dos naturais desses países por onde os portugueses criaram raízes – e também daquelas regiões que, hoje, sofrem com a opressão de vizinhos que não falam português. É o caso da Casamansa, província do Sul do Senegal, que ainda aspira livrar-se da opressão de Dakar para se tornar um país independente e membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Será que em Casamansa não há um único poeta ou escritor que escreva em português? Ou somos nós que não queremos vê-los?

Como diz o escritor moçambicano João Craveirinha, por mais que se assumam "lusófonos", os escritores de tez escura serão sempre os "outros", os outsiders, os ex-colonizados. Entre esses, além de João Craveirinha, pode-se citar de uma enfiada Paulina Chiziane, Ungulani ba Ka Kossa, Nelson Saúte, Noémia de Sousa, Kalungano, Luís Bernardo Honwana e Suleimane Cassamo, de Moçambique; Adriano Mixinge, João Melo, Ondjaki, Victor Kajibanga, Uanhenga Xitu, Ana Paula Tavares, Luís Kandjimbo, de Angola; José Luís Hopffer Almada e Germano Almeida, de Cabo Verde; Abdulai Sila, Hélder Proença (?-2009) e Odete Semedo, da Guiné-Bissau; Alda do Espírito Santo e Tomás Medeiros, de São Tomé Príncipe. E muitos outros.

O que é preciso dizer – e quase ninguém o faz – é que persistir nessa visão preconceituosa é um erro, que equivale a dar um tiro no próprio pé, pois recusar-se a reconhecer que o futuro da Língua Portuguesa na África depende dos naturais daqueles países é condená-la ao desaparecimento. E olhem que quem escreve isto é um brasileiro de primeira geração, de pai português de Paços de Ferreira, Norte de Portugal, e de avós maternos açorianos.

III

Embora o desconhecimento no Brasil acerca dos assuntos africanos seja abissal, não se pode deixar de reconhecer que foi graças aos literatos brasileiros que a Língua Portuguesa continuou viva nas décadas de 1950, 60 e 70 na África de expressão portuguesa, especialmente entre aquela camada mais culta, que gostava de ler Jorge Amado (1912-2001), Érico Veríssimo (1905-1975), Guimarães Rosa (1908-1967) e outros tantos.

Rui Knopfli mesmo é um poeta fortemente influenciado pela literatura brasileira, além de suas grandes ligações com a poesia portuguesa moderna. De africano, só carrega o fato de ter nascido em Inhambane. Trata-se de um fino poeta, cuja poesia está entre o que de melhor se escreveu em Língua Portuguesa no século XX, mas que, ao contrário de Pepetela que permaneceu em Angola e lutou contra o colonialismo, deixou Moçambique tão logo o país se separou de Portugal. Jamais se assumiu "moçambicano" no anterior e muito menos no atual contexto africano e sociopolítico do pós-independência. Assumiu-se, sim, como um português de Moçambique agastado com os "pretos" da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) que queriam ser iguais aos "brancos".

A visão que Knopfli tinha da África era eurocêntrica, de um colono que pertencia a uma elite colonial intelectual que, provavelmente, sonhava com um Moçambique semelhante à Rodésia ou à África do Sul sem apartheid, mas com os chamados “brancos” a mandar nos "pretos", ou seja, “cada macaco no seu galho", para se repetir aqui uma expressão politicamente nada correta que se ouve ainda neste Brasil de racismo disfarçado. A lusitanidade européia de Knopfli sempre falou mais alto.

Quem conhece a vida moçambicana pré-independência sabe muito bem que Knopfli atacara a arte banta do escultor Alberto Chissano e do pintor Malangatana em termos depreciativos, como a dizer que eles nunca poderiam ascender a artistas plenos em razão de sua origem "primitiva", tal como os "bons selvagens" de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que seriam congenitamente limitados. Isto está na Revista Tempo, de Lourenço Marques (hoje Maputo), dos anos 1970-1971. Quem duvidar que consulte na Biblioteca Nacional de Lisboa a coleção da revista. Mas é claro que isto ninguém gosta de lembrar.

Como se sabe, na África os conceitos não são os mesmos vigentes no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa em relação ao ser e estar africano. Até porque na África os "nativos" não foram exterminados como os ameríndios nas Américas. E, como continuam a sê-lo no Brasil em pleno século XXI. Para se ter um exemplo desse holocausto, basta ver que os traços indígenas hoje são pouco perceptíveis no brasileiro médio, exceto talvez no homem do Centro-Oeste e do Amazonas, ao contrário do que se pode constatar no Chile, no Paraguai, na Bolívia, no Equador e até na antigamente tão conservadora Argentina. Basta ver o que fazem, nos dias de hoje, certos fazendeiros e seus capangas com os caiowás, em Mato Grosso do Sul, sem que as autoridades tomem qualquer providência mais efetiva.

Na África, os autóctones continuam a ser maioria esmagadora e isso tem um peso enorme na consciência dos africanos, mesmo em meio a crises econômicas. Até mesmo porque eles estavam num estágio de desenvolvimento superior ao dos indígenas americanos, o que obrigou a chamada colonização portuguesa a restringir-se a vilas e destacamentos litorâneos. Até mesmo para “atravessar” o comércio da escravatura, os portugueses dependiam de nações africanas que traziam subjugados seus inimigos para comercializá-los nas praias. Com isso, a ocupação européia, de um modo geral, nunca conseguiu apagar no homem africano o grande sentimento de pertença ao legado banto.

Como tudo isso são águas e ressentimentos passados, o que importa hoje é preservar a Língua de Camões também na África. E essa preservação passa por um apoio mais decisivo em favor da divulgação e estudo da literatura de expressão portuguesa que é hoje praticada por africanos de todos os matizes de pele, indistintamente.

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PORTANTO... PEPETELA, de Rita Chaves e Tania Macêdo (organizadoras). São Paulo: Ateliê Editorial/Fapesp, 2009, 389 págs., R$ 47,00.

ANTOLOGIA POÉTICA, de José Craveirinha. Organizadora: Ana Mafalda Leite. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010, 198 págs., R$ 38,00.

ANTOLOGIA POÉTICA, de Rui Knopfli. Organizador: Eugénio Lisboa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010, 206 págs., R$ 38,00.

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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: marilizadelto@uol.com.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

No Brasil

O IV Seminário Educação, Relações Raciais e Multiculturalismo acontecerá entre os dias 10 e 12 de novembro de 2010 nas dependências do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Integrado à programação do evento teremos a realização do II Seminário Internacional Áfricas: Historiografia Africana e Ensino de História e o II Seminário Memória e Experiência: elementos de formação da Capoeira Angola.

O seminário tem como objetivo ser um espaço de divulgação, discussão, apresentação, avaliação e debate sobre ações e propostas em prol das relações etnicorraciais na educação em sintonia com as políticas públicas. Assim, o intuito central é possibilitar que o IV Seminário coloque em discussão os desafios e as novas perspectivas para se pesquisar e produzir conhecimento em ciências sociais e humanas, no campo da história e da educação, referente à educação das relações raciais, aos estudos de diáspora africana e história da África, incorporando novas discussões no âmbito do que se tem produzido e disseminado sobre as populações de origem africana.

Confira no site a relação dos Trabalhos Aprovados e também o link para Inscrição de Monitoria do evento.

http://eventos.udesc.br/ivserem

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Abertas inscrições para fórum internacional de diversidade e identidades

O número de vagas é limitado e as inscrições devem ser feitas através do www.fiedi.com.br

Entre os dias 25 de outubro e 18 de novembro, estarão abertas inscrições gratuitas para o I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades – Gênero, Raça e Educação nos Países da Diáspora depois de Durban, através do site www.fiedi.com.br.

O evento, dirigido a professores da rede pública municipal e pessoas ligadas a entidades que atuam nas áreas relacionadas ao tema, acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no Hotel Pestana (Rio Vermelho).

Os organizadores pretendem reunir cerca de 500 pessoas do Brasil, da Nigéria e dos Estados Unidos em torno de mini-cursos, workshops, mesas de discussões, exposição, lançamento de livros e show de encerramento, onde o tema central será a intersecção de gênero-raça e educação.

Promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Secult), através do Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescentes (Fiema) e Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico (CENAP), o evento foi idealizado pela Tsedakah – Tecnologia e Humanidades.

Com o Fórum, a Secult pretende multiplicar as discussões e os resultados dentro da rede municipal de educação. Para tanto, todas as propostas retiradas resultarão em recomendações, que nortearão as políticas públicas na capital baiana. "Nosso objetivo é promover a superação das discriminações, sejam elas da ordem do racismo, sexismo ou homofobia”, frisou o secretário Carlos Soares.


Evento:

I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades

Data: 25 a 27 de novembro de 2010

Local: Hotel Pestana - Rua Fonte do Boi, 216 - Rio Vermelho, Salvador (BA)

Mais informações: www.fiedi.com.br

domingo, 31 de outubro de 2010

Declaração MIL sobre a eleição de Dilma Rousseff



Não tendo tomado posição nas eleições presidenciais brasileiras, o MIL: Movimento Internacional Lusófono saúda a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ser eleita para o mais alto cargo político brasileiro.

Esperamos que dê continuidade aos aspectos mais positivos do mandato do seu antecessor, Lula da Silva – em particular, o combate às desigualdades sociais, ainda tão gritantes neste nosso país irmão.

Esperamos igualmente que reforce a aposta na CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, onde o Brasil, dada a sua cada maior importância geo-estratégica à escala global, tem decerto um papel decisivo.

MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Encontros culturais de língua portuguesa a partir de Novembro no Rio de Janeiro


A partir do dia 1º de Novembro, o Rio de Janeiro será ponto de convergência da cultura lusófona. Durante uma semana, a cidade recebe os Encontros Culturais de Língua Portuguesa, uma iniciativa do Ministério da Cultura com apoio do Oi Futuro e Fundação Casa de Rui Barbosa e realização da Talu Produções.

Até o dia 7 de Novembro, o evento reunirá espectáculos de dança, música, circo, teatro, exposição, mesas de debates e oficinas teatrais nas unidades do Oi Futuro de Ipanema e Flamengo, Casa de Rui Barbosa e Circo Voador, todos com entrada gratuita.

“O Brasil tem assumido cada vez mais um papel protagonista na promoção do intercâmbio cultural entre as nações de língua portuguesa e este é mais um passo para consolidar esta posição”, destaca o director de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.

“É uma honra estarmos à frente deste evento que vem ao encontro de nossos ideais de promoção da cultura lusófona”, endossa a actriz e produtora Tânia Pires, que coordena o evento.

Os Encontros Culturais serão divididos em cinco diferentes eventos. Um deles é a exposição ‘Teatro Sem Fronteiras’, que ocupará o foyer do Oi Futuro Flamengo a partir do dia 1º de Novembro e ficará aberta durante os sete dias do projecto.

São fotografias tiradas por Tânia Pires, Sérgio Ferrara, Valmyr Ferreira e Val Ferreira durante o projecto de oficina teatral itinerante idealizado pela TALU Produções que circulou no ano passado pelos países da CPLP com o objectivo de unir os países que falam português e disseminar a cultura por meio do teatro.

No mesmo local acontece a oficina teatral ‘Máscaras em movimento’, durante os dias 1 e 2 de Novembro, ministrada pelo português Nuno Pino Custódio para estudantes de teatro. Desde 1990, Nuno desenvolve esta metodologia, leccionando em universidades e escolas profissionalizantes de Portugal. Criou encenações em companhias como Teatro Meridional, O Bando, Teatro Oficina, Companhia do Chapitô, A Barca, Teatrão e Teatro do Montemuro, entre outras.

No Oi Futuro Ipanema o público carioca terá a oportunidade de conferir a Mostra ‘Artes Sem Fronteiras’, que reúne espectáculos de dança, circo e teatro trazidos por grupos como o Elinga Teatro, de Angola; Estação Teatral, de Portugal; Raiz Di Polon, de Cabo Verde, e o GTO (Teatro do Oprimido) da Guiné-Bissau.

Os rumos da cultura de língua portuguesa serão debatidos nos dias 3 e 4 de Novembro, quando a Casa de Rui Barbosa sediará quatro Mesas de Debates com temas ligados à música e ao teatro, com a participação de expoentes nas áreas da dramaturgia, música, crítica jornalística e educação.

A música tem seu grande momento na noite de 4 de Novembro, quando subirão ao palco do Circo Voador no show ‘O Som da Língua’, o Afroreggae, o moçambicano Cheny Wa Gune e Quarteto, DJ MAM, o grupo português Kumpania Algazarra e ainda Fernanda Abreu, que faz participação especial apresentando o evento e cantando três músicas com o Afroreggae.

Fonte: Notícias Lusófonas

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ALEXANDRE HERCULANO E O BRASIL

DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA COELHO


No ano do 2º centenário do nascimento de Alexandre Herculano (1810-2010) abordemos as ideias que o introdutor do romance histórico em Portugal tinha acerca da grande nação irmã.

Servem-nos de referência dois artigos escritos pelo autor de O Monge de Cister nos dois primeiros números da Revista O Panorama, datados dos anos de 1837 e 1838.

Pioneiro do intercâmbio entre Portugal e o Brasil, Alexandre Herculano abordando esta problemática, escreve o seguinte no primeiro número da Revista Panorama, de 1837:

Ainda que hoje vasto império, separado de Portugal, forme por si uma nação independente por todos os títulos, não deixam contudo os brasileiros de ser irmãos dos portugueses.”

Explicando a separação entre as duas nações, o autor das Lendas e Narrativas argumenta do seguinte modo:

“Porque uma grande família não pode viver reunida, segue-se, por ventura, daí, que os membros de que ela se componha, sejam entre si estranhos? Se um filho chegado à idade viril, saiu de sob a tutela materna, deverá sua mãe, amaldiçoá-lo por isso? Neste caso está o Brasil, a sua idade viril tinha chegado. Mais rico do que Portugal; com uma civilização sempre progressiva; produzindo génio, e homens extraordinários, era absurdo ou antes impossível que os seus habitantes deixassem de conhecer que Portugal não tinha jus a tratá-los como colonos. A consciência desta verdade, causou a Revolução do Brasil e a revolução era justa. Nós tentámos a sorte das armas porque o orgulho nacional fora ofendido; mas a sorte das armas nos foi contrária e a independência do Brasil foi reconhecida.”

Depois de explicada a separação entre os dois países, Alexandre Herculano não se coíbe de enunciar os caracteres que unem as duas nações irmãs:

“Esses acontecimentos pertencem já à história; os ódios recíprocos estão extintos e os dois povos ligados por laços de sangue, falando a mesma língua, seguindo a mesma fé; habituados a usos e costumes mui semelhantes, nada mais devem ser do que aliados fiéis e amigos sinceros. A razão, a política, e até a religião aconselham estes sentimentos a ambas as nações.”

De seguida, o autor de O Bobo denuncia algumas atitudes nocivas para Portugal:

“O nosso povo não conhece isto inteiramente [as vantagens da aproximação entre os dois países]; ainda não percebe até que ponto a fraternidade com os seus irmãos de além-mar lhe pode ser vantajosa. Afiguram muitas pessoas o Brasil como um país ainda inculto e bárbaro; crêem que a civilização, as artes e os cómodos da vida são apanágio só dos europeus. Erro miserável que cumpre derrubar pelo pé.”

E as atitudes a tomar para combater essas mesmas atitudes:

“Importa fazer saber ao povo a verdade e destruir preocupações vãs que só servem de transviar o espírito público do que lhe pode ser proveitoso. Nós, pela nossa parte trabalharemos nisto com ânimo sincero de ser úteis aos nossos compatriotas; e das pessoas ilustradas do império brasileiro receberemos quaisquer notas ou rectificações, que tiverem a bondade de nos comunicar, sobre o que escrevemos acerca do seu país.”

Alexandre Herculano enuncia então, os sectores de actividade (agricultura, comércio, navegação e indústria) em que a antiga colónia portuguesa se mostra de uma grande fortaleza:

“O Brasil é uma terra de esperanças. As produções quase espontâneas do seu extensíssimo solo, regado por tantos rios caudais que facilitam o trato do comércio, o tornam independente dos outros povos, ao passo que estes dele carecem para muitos objectos que se têm convertido em necessidades da vida. À sombra de boas leis, e se alcançar a tranquilidade interior, aquele império crescerá cada vez mais em navegação e em indústria; assim o horizonte do seu futuro brilhante não é fácil: (difícil) de compreender.”

Como afirmámos atrás, Alexandre Herculano dedicou um segundo artigo à nação irmã, publicado no nº 2 da Revista O Panorama, em 1838, intitulado “População carácter, usos e costumes dos habitantes, produtos”. Assim, começando por caracterizar o povo brasileiro, escreve:

“Se entre eles se considerarem individualmente os homens das raças diferentes e até opostas, de que a Nação é formada, dificultoso empenho será fazer uma ideia apurada do carácter nacional, cujos principais toques são a vivacidade e a agudeza juntas a certa leveza, que nem sempre a reflexão alcança moderar. Têm comummente os brasileiros notável aptidão para o estudo das ciências e das boas letras e é de esperar «que de futuro venham por esta parte a servir de modelo do Novo-Mundo»”.

É de realçar que, muito antes de Stefan Zweig e outros intelectuais que defenderam que o Brasil seria o líder do Novo-Mundo, já Alexandre Herculano entrevia que o país irmão era a nação do futuro, ao mesmo tempo que, chegava ao ponto de caracterizar os comportamentos de alguns habitantes de regiões significativas como, o paulista, o mineiro, o sergipano e o pernambucano.

Saliente-se que Herculano baseava os seus juízos no livro do bispo de Pernambuco, Azeredo Coutinho, intitulado Ensaio Económico sobre o Comércio de Portugal e suas Colónias, e onde se combate a tese de Montesquieu em que o filósofo francês defende a falta de habilidade e de carácter dos povos de países quentes.

Alexandre Herculano defende os brasileiros, salientando a não existência de racismo no Brasil, quando escreve:

“(…) em nenhuma região do Novo-Mundo são mais bem tratados os pretos; e cumpre notar que as distinções que nascem da cor da pele são no Brasil menos sensíveis do que em qualquer outra parte.”

O conhecimento do autor da História de Portugal acerca do Brasil é de tal modo específico que, termina o artigo que vimos referindo, enunciando as várias produções do subsolo brasileiro:

“ (…) pedreiras de granito nas vizinhanças do Rio de Janeiro; pedreiras de pedra calcárea, de pedra de afiar e de amolar, de lousa, de amianto; pedreiras de mármore no distrito de Sabará; pedras preciosas em Minas Gerais e outras partes do Brasil [mas] tem menos valor que as da Índia Oriental. Platina na Serra de Mendanha; chumbo no Rio de S. Francisco, zinco em Tocayos.”

Relativamente ao ferro, Herculano seguindo as informações do Barão de Eschwege, escreve:

“(…) o ferro é tanto em Minas que teria sido suficiente para abastecer todo o mundo, sem que nunca ali se esgotassem as minas dele.”

Antes de terminar o artigo, Herculano refere sumariamente as espécies vegetais com características medicinais e as que servem para construções:

“(…) é grande a abundância de madeiras para navios, transportes e construções de todo o género”

ao mesmo tempo que, cita a importância da pecuária,

“cria-se naquela região maravilhosa [Pernambuco] grande cópia de gado, sendo o vacum tanto que se matam centenas de bois só para lhes aproveitar o couro”

e da pesca:

“Pelos mares e rios do Brasil vivem cardumes de peixes e as pescarias da Nação podem chegar a grande apuro.”

A finalizar, diremos que, Alexandre Herculano ao escrever estes dois artigos sobre o Brasil, revela uma agudeza de espírito e uma capacidade de previsão, que apenas é exclusivo dos grandes génios. Pensamos assim, que esta é a melhor homenagem que podemos fazer ao Homem, ao Intelectual e ao Historiador, na passagem do segundo centenário do seu nascimento.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"Fechem-me isso à chave e deitem a chave fora!"

"E tu Portugal-centavos, resto de Monarquia a apodrecer Republica, extrema-uncção-enxovalho da Desgraça [...]!
E tu, Brazil «republica irmã», blague de Pedro Alvares Cabral, que nem te queria descobrir!
Ponham-me um panno por cima de tudo isso!
Fechem-me isso á chave e deitem a chave fóra!"


- Álvaro de Campos, Ultimatum, 1917.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Evolução da Língua Portuguesa no Brasil

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Como todos sabem, o povo brasileiro fala e escreve na “Língua Portuguesa”, assim reza a “ Constituição Brasileira", no entanto, não foi sempre assim, uma vez que, nos primórdios da terra brasileira, muita confusão aconteceu. Porquanto, quando chegaram os navegadores lusitanos, encontraram os famosos “indígenas”, grupos ou tribos esparsas de habitantes, os quais falavam as suas línguas ou dialetos, eram os “tupis” e os “ guaranis” e eles habitavam as florestas ou o litoral e cada um constituía as suas “tabas” e já denominavam os locais de acordo com as suas línguas.

Evidentemente como aconteceu em Portugal, quando da invasão dos romanos e depois dos “mouros”, ali falava-se a língua “celtibera”, uma mistura das línguas celta e ibera, com vários povos, celtas, iberos, lusitanos e termos foram introduzidos pela língua “romana”, o “Latim” e daí derivando para o lusitano arcaico, que com o decorrer do tempo foram os lusitanos também misturando termos dos “mouros”, e começou a surgir o “português arcaico”, derivando mais tarde, já no século 16 para o “português moderno”. Todavia, milhares de termos das línguas Celta, Latina e Moura foram introduzidos na língua e permanecem até os nossos dias.

Aqui no Brasil aconteceu a mesma coisa, chegando a existir então até uma língua já falada em quase todo o litoral do Brasil, a “Língua Geral”, que era uma mistura do português, com os termos da língua “Tupi" e “Guarani",inclusive o próprio padre “Anchieta” fez versos nessa língua. Essa língua que existiu até o princípio do século 18 (1725), foi eliminada da escrita e do falar, por imposição do “Marquês de Pombal”, o qual havia sido nomeado ministro em Portugal e proibiu no Brasil que as pessoas falassem e escrevessem na “Língua Geral”, inclusive, determinou que os “Cartórios” trocassem os registros de vendas e compras de imóveis, e casamentos ou nascimentos da “Língua Geral” pela “Língua Portuguesa” e assim sendo ficou uma língua morta.

Hoje no “Dicionário Brasileiro" da Língua Portuguesa, encontramos milhares de termos "indígenas”, inclusive, “Estados brasileiros” como, Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Roraima, Tocantins, Amapá, Goiás e Paraná, bem como, nomes de rios, como Tietê, Parnaíba, Sapucaí, Tocantins, Paranapanema, Iguaçu, Tamanduatei, e um número infindável de cidades, como exemplo Congonhas, Pirapóra, Araçatuba, Baurú, Guaratinguetá, Guariba, Caruaru, Araguari, Jequié, Paraguaçu, e designações como “cariocas” “fluminenses” nascidos na capital e Estado do Rio de Janeiro, "capixabas” no Estado do Espírito Santo, Piratininga em São Paulo e até na comida muita coisa que hoje saboreamos tem esses nomes, como: paçoca, pipoca e milhares de termos, bem ainda nas “serras” como da Mantiqueira, Tumucumaque, Paçaraima e assim por diante.

Várias reformas da Língua Portuguesa foram feitas, tanto em Portugal como no Brasil, todavia, foi tão somente na ortografia atualizada, como em 1943, 1973 e agora em 2009, no entanto, todas essas designações ficaram eternamente fixadas e no dia comum dos brasileiros todos esses termos ficaram no falar diário e todos eles foram introduzidos no decorrer dos 5 séculos da existência do Brasil formando um cabedal grandioso de termos, todavia, sem que a maravilhosa “Língua Portuguesa” ficasse modificada no sentido geral, para honra e glória do nosso querido e eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho

Fonte: http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_coluna_275.htm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Brasil: Congresso poderá autorizar revisão de acordo ortográfico

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O Congresso Nacional poderá autorizar o governo brasileiro a rever o acordo ortográfico firmado com os demais países de língua portuguesa. A sugestão foi apresentada pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), após ouvir diversas críticas feitas ao acordo, durante audiência pública sobre o tema, realizada nesta quarta-feira (4) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

A aprovação de uma lei que autorize o governo a sugerir modificações no texto da reforma ortográfica é uma das alternativas a serem analisadas pela comissão, segundo a senadora, que defendeu o aprofundamento do debate sobre a reforma com a sociedade. O Brasil foi o único país que adotou oficialmente o acordo, assinado em 1990. Segundo o texto, implantação das mudanças na língua deverá estar concluída até 2013.

O presidente de honra da Academia Brasileira de Filologia, Leodegário Amarante de Azevedo Filho, observou que existe grande resistência à adoção da reforma ortográfica estabelecida pelo acordo, principalmente entre escritores portugueses. Em sua opinião, o acordo foi feito para as próximas gerações, que já aprenderão a língua segundo a nova ortografia. Mesmo assim, ele apontou a existência de problemas como a extinção do trema, que tem uma função ao indicar a pronúncia das palavras, e a manutenção de consoantes mudas, como o c na palavra 'actor'.

- Os portugueses não abrem mão das consoantes mudas, que não têm função, enquanto o trema, que tem função, foi eliminado - comparou.

A reação dos portugueses à mudança também foi ressaltada pelo representante da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, Walter Esteves Garcia. Na opinião de escritores de Portugal, relatou, o Brasil está querendo impor uma revisão da língua ao país onde a língua foi criada.

O acordo foi duramente criticado pelo professor Ernani Pimentel, que lançou o movimento Acordar Melhor, destinado a aperfeiçoar a reforma ortográfica. Em primeiro lugar, ele lembrou que as mudanças começaram a ser debatidas em 1975, quando ainda nem existia a internet. Além de anacrônica, observou, a reforma também teria fugido a seus objetivos, quando, por exemplo, eliminou o trema. Em sua opinião, a reforma ortográfica deveria eliminar exceções a regras e duplas grafias, além de padronizar os radicais.

- Não houve uma discussão democrática e aberta - afirmou Pimentel.

Após ouvir os expositores, o senador Flávio Arns (PSDB-PR) disse ter ficado "abismado com o nível de dificuldade que o acordo está trazendo para a vida nacional". Se existem tantas objeções à reforma aprovada, ele perguntou quem estaria a favor do acordo. Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a revisão do acordo, após perceber a existência das falhas mencionadas pelos expositores.

Fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97030&codAplicativo=2

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Portal Galego da Língua promove concurso cultural


O Portal Galego da Língua convida a todos para participar do concurso cultural , que tem como objetivo estreitar laços entre a matriz do idioma galego-português com o Brasil e toda comunidade lusófona.

A mecânica do concurso é muito simples. Basta enviar até um máximo de três propostas de frases com as palavras «Brasil» e «Galiza» ao endereço noticias[arroba]pglingua.org indicando no assunto «Concurso Espaço Brasil».
Serão escolhidas três frases e cada pessoa ganhadora receberá um exemplar do livro O Duelo de Lampião e Dom Quixote, do escritor brasileiro Francisco Cunha.

Para mais informações e conhecer o regulamento acesse www.pglingua.org

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ABL debate unificação ortográfica no encontro "Duas Línguas, Duas Culturas"

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Nas comemorações da criação da Região Administrativa Especial de Macau – RAEM e do Instituto Internacional de Macau – IIM, ambos em seu 10º aniversário de fundação, a Academia Brasileira de Letras promoverá palestras na manhã do dia 22 de outubro, a partir das 10h30, no Teatro R. Magalhães Jr.

No encontro, o IIM doará à Biblioteca da ABL 60 publicações de escritores macaenses.

Dois aspectos serão objeto de especial atenção dos palestrantes: a unificação da língua portuguesa e o papel dos dois países emergentes, China e Brasil com Macau desempenhando importância estratégica para o relacionamento cultural e acadêmico sino-brasileiro em meio às transformações da cena internacional na primeira metade do século XXI. Macau foi uma região administrada por Portugal durante mais de 400 anos, e mantém, por isso, fortes relações com os países lusófonos situados na África e na América Latina.

Fonte: http://www.academia.org.br/

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CARTA ABERTA A MAITÊ PROENÇA

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(recebi por e-mail; publico porque me parece pertinente, ainda que alguma informação necessitasse de comprovação com fontes credíveis)

Exma. Senhora:

Foi com indignação que vi a 'peça cómica' que fez em Portugal e passou no programa Saia Justa em que participa. Não que me espante que o tenha feito - está à altura da imagem que há muito tenho de si, pelo que me tem sido dado ver pelos seus desempenhos - mas sim pelo facto da TV Globo ter permitido que tal ignorância fosse para o ar.

Só para que possa, se conseguir, ficar um pouco mais esclarecida:

A 'vilazinha' de Sintra é património da Humanidade, classificada pela UNESCO e unanimemente reconhecida como uma das mais belas e bem preservadas cidades históricas do mundo.

Em Portugal, onde existem pessoas que olham para o mouse do seu computador como se de uma capivara se tratasse,

foi onde foi inventado o serviço pré-pago de telefones móveis (os celulares) - não existia nenhum no mundo que sequer se aproximasse;

foi também o que inventou o sistema de passagem nas portagens (pedagios, se preferir), sem ter que parar - quando passar por alguma, sem ter que ficar na fila, lembre-se que deve isso aos portugueses;

é dos países do Mundo com maior taxa de penetração de computadores e serviços de internet em ambiente doméstico;

é o único país do mundo onde TODAS as crianças que frequentam a escola têm acesso directo a um computador (no próprio estabelecimento de ensino) - e em Portugal TODAS as crianças vão à escola. Muitas delas até têm um computador próprio, para seu uso exclusivo, oferecido ou parcialmente financiado pelo Ministério da Educação - já ouviu falar do Magalhães? É natural que não... mas saiba que é uma criação nossa, que está a ser adquirida por outros países. Recomendo-o vivamente - é muito simples e adequado para quem tem poucos conhecimentos de informática;

somos tão inovadores em matéria de utilização de tecnologia informática e web nas escolas, que o nosso caso foi recomendado por especialista americanos, como exemplo a seguir, a Barack Obama, que é só o Presidente dos Estados Unidos - ao Sr. Lula da Silva tal não seria oportuno, porque ele considera que a Escola não é determinante no sucesso das pessoas (e, no Brasil, a julgar pelo próprio, tem toda a razão);

a internet à velocidade de 1 Mega, em Portugal há muito que é considerada obsoleta - eu percebo que não entenda porquê, porque no Brasil é hoje anunciada como o grande factor diferenciador, a transmissão por cabo já não nos interessa. Já estamos noutra - estamos entre os países do mundo com a rede de fibra óptica mais desenvolvida. E nesse contexto 1 Mega é mesmo uma brincadeira.

O ditador a que se refere - o Salazar - governou, infelizmente, 'mais de 20 anos', mas para a próxima, para ser mais precisa, diga que foram 48 (INFELIZMENTE, é mais do dobro de 20). Ainda assim, e apesar do muito dano que nos causou a sua governação, nós, portugueses, conseguimos em 35 anos

reduzir praticamente a ZERO a taxa de analfabetos;

baixar para cifras irrisórias o nível de mortalidade infantil e de mulheres no parto - estamos entre os melhores do mundo;

criar uma rede viária que é das mais avançadas do mundo - em Portugal, sem exceder os limites de velocidade e sem correr risco de vida, fazemos 300 Kms em duas horas e meia (daria tanto jeito que no Brasil também fosse assim);

melhorar muito o nível de vida das pessoas, promovendo salários e condições de trabalho condignos. Temos ainda muito para fazer nesta matéria, mas já não temos pessoas fechadas em elevadores, cuja função é apenas carregar no botão do andar pretendido - cada um de nós sabe como fazê-lo e aproveitamos as pessoas para trabalhos mais estimulantes e úteis; também já não temos trabalhadores agrícolas em regime de escravatura - cada pessoa aqui tem um salário, não trabalha a troco de um prato de comida;

colocar-nos na vanguarda mundial das energias renováveis, menos poluentes, mais preservadoras do planeta; enquanto uns continuam a escavar petróleo, nós estamos a instalar o maior parque de energia eólica do mundo (é a energia produzida a partir do vento).

Poderia também explicar-lhe quem foi Camões, Fernando Pessoa, etc., cujos túmulos viu no Mosteiro dos Jerónimos, mas eles merecem muito mais.

Ah!, já agora, deixe-me dizer-lhe também que num ponto estou muito de acordo consigo: temos muito pouco sentido de humor. É verdade. Não acharíamos graça nenhuma se tivéssemos deputados a receber mesada para votarem num certo sentido, não nos divertiria muito se encontrassem dirigentes políticos com dinheiro na cueca, não nos faria rir ter senadores a construir palácios megalómanos à conta de sobre-facturação do Estado, não encontramos piada quando os políticos favorecem familiares e usam o seu poder em benefício próprio.

Ficaríamos, pelo contrário, tão furiosos, que os colocaríamos na cadeia. Veja só - quanta falta de humor! Mas, pelo contrário, fazem-me rir as sessões plenárias do senado brasileiro. Aqui em Portugal, e estou certa que em toda a Europa, tal daria um excelente programa de humor. Que estranho não é?!

Para terminar só uma sugestão: deixe o humor para quem no Brasil o sabe fazer com competência (e há humoristas muito bons no Brasil).

Como alternativa, não sei o que lhe sugerir, porque ainda não a vi fazer nada que verdadeiramente me indicasse talento... Peço desculpa por não poder contribuir.

Mafalda Carvalho

domingo, 18 de outubro de 2009

Cabo Verde: Presidente Lula da Silva aceita convite para visitar Arquipélago

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O Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, aceitou o convite que lhe foi dirigido esta semana para realizar uma visita oficial a Cabo Verde no próximo ano, noticiou a PANA que cita fonte autorizada.

O convite foi-lhe entregue esta semana pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, durante um encontro decorrido na capital brasileira, Brasília, devendo a visita ter lugar no primeiro semestre de 2010.

Na quinta-feira, José Maria Neves revelou em São Paulo (Brasil) que Cabo Verde quer alargar a cooperação com o Brasil na área da formação profissional, lembrando que o arquipélgao é actualmente o país com o maior número de estudantes bolseiros nas universidades brasileiras.

José Maria Neves participou em encontros com empresários e com o governador do Estado de São Paulo, José Serra, onde manifestou o desejo de Cabo Verde de receber empresas brasileiras.

"Queremos incrementar a cooperação económica e comercial com o Brasil e que os empresários brasileiros usem Cabo Verde como uma plataforma de negócios com a África e Europa", afirmou.

O chefe do Governo cabo-verdiano reuniu-se igualmente com empresários brasileiros do sector eléctrico para discutir um projecto de construção de uma central térmica para produção de energia a partir da combustão de lixo doméstico.

A visita oficial do primeiro-ministro ao Brasil terminará segunda- feira próxima, em Fortaleza, no nordeste brasileiro.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24208&catogory=Cabo%20Verde

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ponto...

A única coisa sensata que todos os portugueses deveriam fazer seria boicotar o canal GNT. Quando declararem falência, eu acredito em vosso orgulho nacional...

Espelho meu...


1. Em Sintra carteiro caminha.
2. A casa é mais que centenária, ao tempo não havia mota.
3. Letra invertida em carro e ambulância é invento norte europeu que não tem mais de 20 anos.
4. Não é um 3 invertido, se trata da letra E. Salvo erro até o acordo ortográfico de 1911 a ortografia em Portugal manteve o epsilon grego para a letra E.
5. Vamos parar com essa porra? A cidadã Maitê Proença não é o Brasil. O video é de 2007, e de tv privada, mas já está a ser aproveitado para mais uma crise de preconceito contra os brasileiros a viver em Portugal.

domingo, 11 de outubro de 2009

Associação binacional Brasil-Galiza

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PGL - A televisão brasileira AllTV, projeto pioneiro de televisão através da net, dedicou ontem, 09 de outubro, o programa «Conexão Lusófona» à Galiza e ao reintegracionismo. José Carlos Silva, correspondente do PGL, foi convidado ao espaço dirigido pela portuguesa Sofia Salgado.O responsável pelo Espaço Brasil, falou acerca da proposta reintegracionista, das entidades que na Galiza defendem a unidade da língua galego-portuguesa e anunciou que está a ser estruturada uma associação binacional Brasil-Galiza, voltada para fomentar o intercâmbio nos diversos campos entre os dois países.
A emissão contou também com as músicas das violas caipiras do Duo Catrumano.

VEJA O VIDEO DA ENTREVISTA:
http://www.pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1359:associacao-binacional-brasil-galiza-nascera-em-breve&catid=24:espaco-brasil&Itemid=77

Brasil é o segundo país emergente que mais investe em Portugal

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O Brasil é o segundo país emergente que mais investe em Portugal e que mais participa de operações no mercado de acções desta nação, revelou hoje um estudo da empresa de consultoria A.T. Kearney.

De acordo com o documento, Brasil e Angola são responsáveis por 60% do valor total das operações na Bolsa de Lisboa envolvendo investidores emergentes.

Especificamente, o estudo indica que Angola é o país em desenvolvimento que mais investe no mercado de acções de Lisboa, com 3% de participação no PSI-20, o principal indicador local. O Brasil aparece em segundo, com 1%.

Também são Angola e Brasil as nações emergentes com os quais Portugal mais fecha fusões e aquisições. Entre 2005 e 2008, por exemplo, as operações deste tipo envolvendo os países movimentaram 1,7 bilhão de euros.

A A.T. Kearney divulgou ainda que as fusões e aquisições entre Portugal e os países emergentes cresceram de duas para 21 entre 2005 e 2008. Neste período, o volume total destas operações saltou de 60 milhões para mais de 1,1 bilhão de euros.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24105&catogory=Brasil

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Círio de Belém

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Caros Amigos,
Amanhã realiza-se mais um Círio Marítimo em Belém do Pará, um dos maiores espectáculos religiosos do mundo, de teor folclórico e popular. As raízes históricas do evento estão na lenda de D. Fuas Roupinho, em Nazaré, Portugal
Estávamos na multidão há 2 anos, em 2007. Para partilhar o evento com Fafá de Belém basta clicar em www.antonioabreufreire.bloguepessoal.com

A de Abreu Freire