A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 21 de junho de 2008

SUDÁRIO, ESCUDO VERMELHO E ESPADA

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Dedicado ao 1º Sargento CMD Roma Pereira, morto no Afeganistão
Fotos por cortesia de Amigos


A morte, a de sempre, real, a que uiva
Desde o início dos tempos, de luvas negras,
A que não se mostra na TV, entre a sopa,
Os talheres sem fio, as toalhas sujas, os rostos
Zombificados da família dopada.
A morte, ceifeira muda que estende a mão
Aos mortos – valquíria antiga, valente e pura –
Para longe da miséria dos vivos,
Nas suas tocas, tronos, como vermes,
Ou pardas toupeiras cegas, ávidas, à procura
Da sua ração de gozo no lixo.

Estes, os guerreiros sem nome nos livros,
Nas conversas de café e de bordel,
Que são antes os primeiros – os olhos são altos –
A correr para as muralhas da cidade,
Tijolos de carne e amor, estandartes da honra,
Lanças e clarins, ao sol, à geada,
Defendem as fronteiras do Ocidente, protegem-nos
Nas Termópilas ainda, em Aljubarrota,
Com a memória dos filhos no coração sangrante,
A terra pátria guardada nas mãos.

Não leram Heraclito e são o garante da lei,
As páginas de sangue em que duramos e somos.


Klatuu Niktos