Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Um Hino do Natal Universal
Um Hino do Natal Universal
José J. Peralta
Adeste Fideles é um dos hinos de Natal mais cantados, nos grandes templos cristãos e católicos do mundo inteiro.
Até um passado recente, desde o século XVII, este hino era conhecido, na Inglaterra e nos Estados Unidos, como “Hino Português” “The Portuguese Hymn”.
Adeste Fideles era um dos hinos favoritos, regularmente cantados no Natal da Capela da Embaixada Portuguesa, em Londres, nos séculos XVII e XVIII, no tempo da intolerante repressão protestante.
Os livros, são quase unânimes em registrar o Adeste Fideles como Hino Português.
A autoria é atribuída, por alguns, ao Rei Português D. João IV, o rei músico, cuja Capela do Palácio Ducal de Vila Viçosa era um grande e célebre reduto de arte musical, no século XVII.
Entre as composições muito conhecidas de D. João IV contam-se a “Crux Fidelis”, que pode ser conferida no
http://www.youtube.com/watch?v=7XZ3DLz8zEY
A Embaixada Portuguesa, em Londres, também ficou célebre “pela excelência das músicas usadas nas cerimônias litúrgicas”
O Adeste Fideles tornou-se popular também nas Igrejas Anglicanas, onde se tornou conhecido também como “The Portuguese Hymn”, apontando a sua origem.
A autoria da melodia, jamais será conhecida com certeza. Mas não há dúvida de sua origem portuguesa.
De modo geral, até recentemente, era registrado como canto popular português.
Esta é, certamente, a única maneira correta de registrar a origem de tão bela quão célebre melodia e letra.
Por questões políticas e hegemônicas, hoje muitos registram Adeste Fideles, como sendo de autoria anônima, simplesmente, tentando desviar a atenção da autoria portuguesa, até porque não há outra alternativa possível. Anônima, sim, mas não apátrida.
O ritmo de Adeste Fideles é claramente de origem portuguesa.
Pela delicadeza e leveza da melodia, assemelha-se ao ritmo popular da ciranda, além de outras modalidades populares de Portugal, hoje tradicionais, em todos os Povos Lusófonos.
Concluindo, podemos dizer que, com tão leve e sugestiva melodia, Portugal ofereceu ao mundo o Hino Universal do Natal.
É um belo troféu de que os portugueses, podem se honrar, e é um estímulo para a sua reconhecida criatividade para aprenderem que seus patrícios são capazes de produzir grandes e belas obras, ainda em nossos dias.
O Adeste Fideles canta um Natal compartilhado e Universal. É um convite a todos (Vinde, correi) para a confraternização Universal do Natal, sem discriminação de raça, credo ou posição social. Tal como ocorre no bodo do Divino, nos Açores.
Adeste Fideles canta os genuínos valores do Natal cristão, com toda a simplicidade, como convém à mais bela celebração da cristandade, talvez da humanidade, para quem sabe sentir a força que dela irradia. Canta a simplicidade, a confraternização popular, a alegria compartilhada, o sentido imanente do Divino, a superação dos antagonismos de classes sociais, aqui solidárias.
O Espírito do Natal perpassa a vida social, no Adeste Fideles. O destaque dado hoje à Celebração do Natal foi sendo imposto pela tradição popular, que aos poucos se impôs à hierarquia. O Natal foi conquista popular. Nasceu do povo. Daí o ritmo do canto popular de roda, de ciranda, simples, alegre e movimentado que caracteriza o Adeste Fideles. Por isto pode ser acompanhado por instrumentos simples. O Adeste Fidelis dá realce ao espírito do Natal, integrando-se na Comunidade.
ADESTE FIDELES
Canto Popular Português
Adeste Fideles, laeti triunphantes.
Venite, venite in Bethlehem.
Natum Videte, Regem Angelorum
Venite, adoremus; venite adoremus.
Venite, adoremus Dominum.
ADESTE FIDELES
[Correi ó Fiéis]
Correi, ó fiéis, correi,
Ágeis, Exultantes!
Oh! Vinde, vamos até Belém.
Vede o Menino, em palhas deitado.
Oh! Vinde ,adoremos! Oh! Vinde, adoremos!
Oh! Vinde, adoremos o Senhor!
(Tradução: JPeralta)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Texto que nos chegou...
CAMINHOS PARA A ESPERANÇA
Armando Carlos Alves
O sopro cada vez mais forte dos ventos da mudança cultural e civilizacional em curso induz esforço para preservar o eixo, mantendo a roda a girar em torno de valores duradouros. A sociedade portuguesa está pressionada por graves crises internas e internacionais, “Portugal necessita de um grande desafio colectivo”, tornando-se urgente repensar identidade, individualidade e cultura.
Desde muito longe no tempo, o homem tende para atribuir origem mágica ou religiosa aos fenómenos que não consegue entender e explicar racionalmente. Daqui terá aberto caminho a convicção sobre a existência do espírito para além da matéria, originando a concepção da transcendência espiritual, de uma alma imaterial agregada ao corpo humano.
A busca de ideias sobre segurança em liberdade e o seu exercício organizado - num mundo em que pesa o lado subjectivo do sentimento de seguridade suportado por valores - coloca questões a explorar: Haverá alguma influência espiritual na procura humana da condição de segurança? Será a espiritualidade uma característica usual dos portugueses? Existem alguns sinais de espiritualidade na organização e força de segurança nacional de referência?
(excerto)
Diário da NOVA ÁGUIA: 19 de Dezembro...

Foi mais uma semana em grande da NOVA ÁGUIA. Depois de uma sessão em Telheiras, que motivou um muito animado debate, ontem rumámos até um dos locais de eleição do Mapiáguio: Montargil. Aí assistimos a mais actuação do coro local, dirigido pelo Professor Manuel Ferreira Patrício, que muito inspirou a sessão que se seguiu…
Agora haverá a pausa do Natal. Em 2011 outros voos estão já agendados…
NOVOS CURSOS NA SEDE DO MIL

(PARA LER, CLICAR SOBRE A IMAGEM)CICLO "PROBLEMÁTICAS EM ESTUDOS PORTUGUESES" (1)
(Da 2ª metade do séc. XIX ao início do séc. XXI)
1. Cesário Verde: Tradição; Tendência artística; A temática da oposição;
Influências literárias
2. Fernando Pessoa/Alberto Caeiro:
A poética da não-filosofia reflexiva ou da filosofia não-reflexiva
3. João de Araújo Correia: A arte de Contar a vida
4. José Saramago: A ficção/O fantástico na intervenção cívica romanceada
António José Borges
4 sessões, a partir de 12 de Janeiro (até 2 de Fevereiro), às quartas (18h30-20h00)
V
FINANCIAMENTO DE PROJECTOS CULTURAIS ATRAVÉS DE PATROCÍNIO E MECENATO
Objectivo:
Conhecer as metodologias e os processos necessários à angariação de financiamento através de Patrocínio e Mecenato Cultural.
Destinatários:
Organizações culturais públicas ou privadas: associações, cooperativas, fundações, estudantes, artistas e todas as pessoas interessadas em obter informação sobre Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato.
Metodologia:
As sessões serão maioritariamente divididas em períodos expositivos e de debate, com recurso a "casos de estudo" e exercícios, Encoranjando-se os formandos a desenvolverem uma proposta/dossier de patrocínio ou mecenato ao longo do curso bem como à sua discussão/apresentação.
Materiais Pedagógicos e certificado:
Será entregue um Manual completo do curso, bem como declaração de participação no curso. É igualmente disponibilizado o acesso online a documentação em formato digital sobre Marketing da Cultura e Patrocínio/Mecenato.
Rui Matoso
15 horas (5 sessões de 3 horas),
Segundas e Sextas-feiras, das 18h30 às 21h30. Início: 10 Janeiro Fim: 24 Janeiro
VI
LER NAS PEDRAS
... E se fosse possível aprender a ler não apenas as letras do alfabeto mas também os elementos de leitura das nossas capelas, igrejas, mosteiros, conventos, monumentos de pedra -que os seus constru tores, há tantos séculos, con ceberam como autênticos livros de pedra?
Durante quatro sessões, sem sairmos daqui, mas vendo imagens e reflectindo sobre elas, vamos viajar no tempo e no espaço deste Portugal que tão mal conhecemos, tentando decifrar as mensagens escritas nas pedras dos monumentos da chamada Pré-História e das arquitecturas Românica, Gótica e Manuelina – correspondentes a três fases fundamentais da nossa História.
E talvez seja possível acabar por descobrir que nem tudo vem nos livros das nossas bibliotecas, esses outros livros feitos de pa pel e letras de tinta…
As letras das pedras contam-nos outras histórias, feitas de imaginação e de sonhos ainda não concretizados.
Primeira Sessão: Relação entre os monumentos megalíticos e os monumentos das artes consideradas históricas. Arte Românica em Portugal.
Segunda Sessão A arte Românica em Portugal e a sua linguagem própria, surpreendente de imaginação, em relação com os Bestiários medievais e com as influências orientais.
Terceira Sessão A arte Gótica, a luz e o movimento das pedras para os céus.
Quarta Sessão Síntese da arte Manuelina num momento de refundação do país.
As sessões serão ilustradas mediante a projecção de imagens dos monumentos, que fazem parte da colecção particular do formador. Assim, sem sairmos do mesmo lugar, viajaremos no tempo e no espaço...
Objectivos: Chamar a atenção para o nosso património construído an tigo – capelas, igrejas, conventos, mosteiros, com exemplos no Norte, no Centro e no Sul -, geralmente mal conhecido, e cujas pedras têm inscritas mensagens importantes para todos nós, sejamos ou não religiosos. A intenção deste curso breve é ensinar «a ler as pedras» desses monumentos.
Destinatários: Todos aqueles, sem limite de idade, que sintam curiosidade em tentar perceber o que esses monumentos representam, sobretudo o que significam aqueles portais, aquelas escul turas, aquelas estranhas gárgulas, os desenhos daquelas ar quitecturas, os homens que os construíram de tal modo que ainda hoje estão de pé, tantos séculos depois. A linguagem deles.
António Carlos Carvalho
4 sessões, a partir de 11 de Janeiro (até 1 de Fevereiro), às terças (19h00-20h30)
VII
CONTOS QUE CURAM
Como utilizar os contos como ferramenta de mudança
Comum às diversas culturas, as histórias e a sabedoria popular oferecem informações sobre regras e conceitos e ilustram a fantasia milenar dos povos, permitindo o desenvolvimento de conceitos, valores e habilidades na resolução prática de conflitos.
Mediante as histórias, preconceitos, ressentimentos e mesmo as resistências são reduzidos, promovendo a mudança educativa das pessoas, em contexto terapêutico, escolar laboral ou mesmo familiar.
Como mediadores entre as pessoas (terapeutas e pacientes, líderes e equipe, docentes e discentes, membros da mesma família e/ou casal), permitem que o ouvinte se identifique, e, assim, fale de si, das suas dificuldades e dos seus conflitos, e dos seus desejos, pois o conto não “ataca” diretamente – nem a ele nem aos seus conceitos ou à sua auto-estima.
Essa mudança de posição ajuda à reinterpretação de conceitos e, sobretudo, ampliá-los, numa relação com os outros.
Conteúdo programático
1. Apresentação:
a. Levantamento de conhecimentos prévios dos participantes;
b. Apresentação e consulta conjunta do programa de formação;
c. Partilha de bibliografia, histórias e autores conhecidos.
2. Introdução à teoria das histórias:
a. Alguns modelos explicativos sobre as histórias;
b. Padrões interculturais nas diversas histórias;
c. As funções das histórias.
3. As histórias na prática:
a. Que história pode ser utilizada em que contexto;
b. As histórias na educação;
c. As histórias nas organizações;
d. As histórias na psicoterapia;
4. Avaliação final:
a. Avaliação dos formandos, através da seleção de um contexto ou um caso, real ou fictício, utilizando uma determinada história, justificando a escolha;
b. Avaliação da atividade formativa, através do preenchimento de ficha escrita de avaliação do curso, dos conteúdos, dos módulos e do facilitador pelos demais participantes;
c. Debate final sobre a atividade formativa, aspectos a melhorar e temas a aprofundar.
Objectivos do curso
No final do curso, os participantes irão estar munidos com um depósito superior de histórias que deverão ser capazes de utilizar em contextos diversos (educativo, organizacional e/ou psicoterapêutico), no momento oportuno.
Destinatários
Profissionais e estudantes e das áreas de diversas áreas, num número mínimo de 10 participantes inscritos no curso.
Sam Cyrous
4 sessões, a partir de 13 de Janeiro (até 3 de Fevereiro), às quintas (16h00-20h00)
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
PORTUGUÊS, LENGUA DE LA GLOBALIZACION!
Nasci na cidade de São Paulo (Brasil) neto de espanhol e italiano, nunca tive dificuldade em compreender estas duas línguas. Cresci falando e escrevendo em português, do Brasil. Já adulto, percebi que o privilégio de entender o espanhol, também é dos mais de 220 milhões de pessoas que se comunicam em português, situados nas terras mais ricas e estrategicamente localizadas no planeta, e, isto é um facto! Alem de, ser o português uma língua de cultura aberta e que dá acesso a outras literaturas e civilizações originais e variadas, nos quatro cantos do mundo.
Foi em 1214 que surgiu o primeiro documento oficial na língua portuguesa, o testamento de D. Afonso II, que até então era o galaico-português, uma solidariedade natural entre duas línguas irmãs. No século XVI, a língua portuguesa começou a se espalhar e enriquecer-se, tomando dos outros povos não só expressões linguísticas novas como também formas de estar e pensar, dando inicio ao multiculturalismo Era o início da Globalização, via Comunicação, e não como é hoje, somente pela via política-económica.
Como se sabe, entre as línguas românicas, o português e o espanhol são as que mantém maior afinidade entre si. Tidas como irmãs da mesma família linguística, possuem um tronco comum, o latim, e uma história evolutiva paralela, a da popularização diaspórica do idioma latino na península ibérica e de lá para a América, África e Ásia. Entretanto, é bom salientar que é mais fácil para um “lusófono” comunicar-se em “Portunhol” do que para um hispânico comunicar-se em “Hispanês”.
A razão para este facto é que há algo muito especial na língua portuguesa, o elemento descodificador do espanhol, do italiano e do francês. A nossa língua possui um sistema fonético vocálico de 12 entidades, composto de sete fonemas orais e cinco nasais. O espanhol tem apenas cinco fonemas orais o AEIOU. Eis o porquê de entre as cinco línguas latinas, o português ser o “Ferrari” deste comboio linguístico.
É importante divulgar o quanto se pode ganhar com a aprendizagem da língua portuguesa. Por exemplo: - Grande promoção da Língua Portuguesa, pague uma, leve duas e meia! - Dado que ganhamos 90% do espanhol e 50% do italiano, e até, uns 20% do francês. É um valor acrescentado que a nossa língua possui e que nunca foi publicitado. Daí a importância de uma aliança entre os países Iberófonos, que tire partido do facto de conseguirem se entender nas suas línguas maternas. Lembrando que, o Brasil equivale a metade da população e território da América Latina, sendo que, neste século, o centro de gravidade do desenvolvimento económico mundial será transferido para a China, Rússia, Índia e Brasil, ao invés da América do Norte e Europa.
Visto que, os países de língua portuguesa e espanhola somam 700 milhões de pessoas em metade do mundo, geograficamente falando, e que não possuem problemas de comunicação entre si, deve-se com urgência, elaborar um plano de marketing estratégico para a língua portuguesa! Diante dos FACTOS já descritos, propõe-se promover a auto-estima pela língua e a cultura nos 30 países que compõem a Comunidade Iberófona através de variadas acções concertadas, por exemplo, nas áreas da Educação, Saúde e Segurança, além de fomentar o português como 2ª língua nos países hispânicos e também nos seguintes países, geo-estratégicos, por acréscimo:
França, onde há cerca de um milhão de “lusófonos”, sendo o português a segunda língua mais falada, alem de que, poderá ser usada como arremesso ao bilinguismo;
Itália, pelo facto de entendermos 50% do italiano e por ser o Brasil a maior colónia de italianos do mundo, sendo, após o espanhol, a língua italiana a mais próxima da nossa;
EUA, onde há cerca de 50 milhões de Iberófonos e por factores geo-politico, económico e estratégico. A ALCA (Aliança de Livre Comércio das Américas), por exemplo, é inviável sem o Brasil e caso os EUA adoptem o português como 2ª língua, o poder de comunicação de um cidadão Anglo-Iberófono alargar-se-á para 1 bilhão de pessoas. (... é a “Super ALCA”, trabalhando pela via do diálogo na língua do cliente)
China, pelo facto do Mandarim estar restrito ao próprio país e, se cada chinês tiver o português como 2ª língua, serão 2.300.000 milhões de Sino-Anglo-Iberófonos, e ainda pela sua aproximação ao Brasil, que em conjunto com a Rússia e a Índia, representam, no aspecto comercial, científico e geopolítico, a nova «Ordem Mundial»;
Índia, onde há 23 línguas correntes e 1.000 dialectos, a maior industria de audiovisual e informática do mundo. Os Hindi-Sino-Anglo-Iberófonos serão 3.400.000 milhões;
Indonésia, por razões semelhantes às referidas para a China e para a Índia, pelo facto de fazer fronteira com Timor-Leste, e pela promoção de uma verdadeira, saudável e frutífera democracia de cultos e religiões, através do DIALOGO que assim se estabeleceria entre o maior país muçulmano do mundo e o mundo católico.
Sendo os Sino-Hindi-Anglo-Iberófonos, bilingues, (mantendo a sua língua materna, mais o português como 2ª língua) a comunicação entre os mesmos exclui o monolíngüismo.
Visto que, o “lusófono” é naturalmente bilingue (característica única no mundo) e sendo o português a 2ª língua para os hispânicos, a comunicação entre os mesmos exclui o monolíngüismo. Portanto deveremos promover este “Segredo” guardado desde o ano 1214. É o Portugraal. É o “Quinto Império”, da espiritualidade e comunicação. É o GEO-Código! (… antes de Da Vinci, ter existido)
Outro facto é: no âmbito da política linguistica do Mercosul, os países hispânicos já estão assumindo o português como 2ª língua, visto que o Brasil já oficializou o espanhol como segunda língua, praticando a reciprocidade e fortalecendo a Iberofonia. Recentemente, num Colóquio realizado em Paris – «Três Espaços Linguísticos Perante os Desafios da Mundialização» - o Sr. Boutros Ghali, demonstrou-se totalmente favorável à Franco-Iberofonia.
Língua oficial de oito estados em quatro continentes, o Português é também língua de comunicação de doze organizações internacionais, nomeadamente na União Europeia, UNESCO, MERCOSUL, Organização dos Estados Americanos (OEA), União Latina, Aliança Latino-Americana de Comércio Livre (ALALC), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Organização de Unidade Africana (OUA), União Económica e Monetária da África Ocidental, idioma obrigatório nos países do Mercosul e língua oficial da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), organização que integra a maioria dos países africanos do hemisfério sul.
A língua portuguesa é como o software Linux, pois pode ser usada e praticada a custo zero, basta assistir a uma telenovela brasileira na sua língua original. É fiável, visto não ser uma língua artificial e sim natural, existe a 800 anos. É uma língua que não depende da moda e não se impõe à força, com praticas etnolinguísticas, psicológicas e financeiras. Está disponível, pela sua presença alargada no mundo e o seu desempenho é confirmado cientificamente por linguistas que endossam a mais valia na aquisição desta língua/software e, que corre em qualquer sistema e hardware !!!!
Lembremos que, por exemplo, actualmente a TV Globo é a maior produtora de programas próprios de televisão do mundo. O seu acervo de telenovelas e mini-séries é distribuído em diversos idiomas, levando hoje a cultura “lusófona” a espectadores de cerca de 130 países em todos os continentes.
Aproveitando-se dos altos índices de audiências, que uma telenovela possui, poderá se promover a aprendizagem do português como segunda língua de comunicação e como justificativa teórica e pratica, divulgar a importância de se aprender a língua que une 700 milhões de pessoas. É a Globalização Democrática, 1 cidadão 2 línguas! É a única língua candidata a ser a preferida da Globalização e que preenche os cinco pré-requisitos necessários para que tal aconteça:
O aspecto Quantitativo, Qualitativo, Geopolítico, Geoeconómico e o quinto é o facto desta língua entender uma outra língua. Ora, o Brasil preenche todos estes cinco requisitos, além de, possuir 30% da água renovável do planeta, a matéria prima para a industria química e farmacêutica, (graças ao Amazonas e a sua biodiversidade), o petróleo e energias alternativas, a agricultura e, os seus 190 milhões de habitantes não possuem problema de comunicação - matéria-prima da informação.
Actualmente, a Fundação Geolingua está a organizar um novo tratado, simbólico e de promoção de auto-estima, o “Tratado de Tordesilhas II”, cujo objectivo é ressuscitar a maior e mais antiga comunidade dos últimos 500 anos, a CPLP+E – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa & Espanhola.
São os iberófonos a unir-se, lembrando a importância que já tiveram, têm, e continuarão a ter, estes dois idiomas. Não esquecendo que a Península Ibérica, os Países Africanos Iberófonos e a América Latina (99% Iberófona) ficam “separados” e claramente identificados da outra metade do mundo por uma linha imaginária. A America Latina e a Comunidade Ibero-Americana não deverão, portanto, deixar de fora os países africanos de expressão portuguesa e espanhola, mais Timor-Leste. Que se crie, portanto, uma GEO-Comunidade Iberófona, onde a base passe a ser a língua, a maior ponte para o diálogo de todos os tempos.
A título de exemplo pode-se citar que o Banco Santander demonstrou-se plenamente favorável ao conceito da Iberofonia ao anunciar publicamente que a língua portuguesa passa a ser, em paralelo com o espanhol, a língua oficial nos 42 países onde o banco se encontra presente.
E, para o xeque-mate final, além de tudo o que aqui já foi dito para se aprender a língua portuguesa, o maior de todos os motivos é, sem duvida:
O FACTO DE A LÍNGUA PORTUGUESA ENTENDER O ESPANHOL
Um mercado de 700 milhões de pessoas presentes na metade do mundo!
A PARTIR DESTE SÁBADO
De Filomena Oliveira e Miguel Real
TEATRO no Museu Nacional do Teatro (Lisboa, Lumiar)
18/12/2010 (SÁB), às 16h
· RESERVAS: 911 906 778 / 917 069 965
· Preço: 9€ público em geral, 7.5€ p/aluno (escolas)
· 3º Sábado de cada mês às 16h sessões para público em geral
· Sessões para escolas: Terças-feiras às 11h e às 15h
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto: Miguel Real e Filomena Oliveira; Música original e orgânica sonora: David Martins; Interpretação: António Mortágua, João Brás, Pedro Mendes ou Filipe Araújo; Figurinos: Ana Bruno e MNT; Desenho de Luz: Paulo Cunha; Operação: Bruno Oliveira ou Paulo Cunha: Video-Montagem: AnaF; Fotografia: André Rabaça; Ilustração: Luís Lázaro; Encenação: Filomena Oliveira; Produção: Éter; Frente de Sala: Tito Ribeiro; Co-produção: ÉTER – Produção Cultural e Museu Nacional do Teatro
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
CÉLINE – UM PERCURSO CONTROVERSO
DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO
CÉLINE nasceu em Coubervoie, a 27 de Maio de 1894, e faleceu a 1 de Julho de 1961.
Médico e escritor, anti-semita. Quando cai o regime de Vichy, foge com Pétain para Sigmaringen, na Alemanha. Depois, quando o regime nazi cai, foge para a Dinamarca. É julgado à revelia em Paris, e condenado a um ano de cadeia, e considerado uma ‘vergonha pública’. Amnistiado, volta a França em 1951. Morre 10 anos depois.
A partir de 1957, devido ao seu relato autobiográfico ‘sui generis’ torna-se um símbolo da ‘beat generation’.
Quando se encontrava em Sigmaringen com a sua mulher Lucette, o seu amigo La Vigue e o seu gato Bébert, entre os colaboracionistas e os outros fugitivos, num caos de refugiados de todas as nacionalidades, Céline fora já definido por Rádio Londres como «um inimigo do homem»; para toda a opinião pública do mundo livre já não era o grande escritor popular dos seus primeiros livros, que haviam denunciado o embrutecimento existencial e social, mas um traidor infame, o cúmplice dos nazis, o anti-semita dos panfletos contra os Judeus, agora encurralado e reduzido à escória do mundo como os carrascos nazis.
O seu absoluto torna-se distorção e ele acaba por pôr no mesmo plano todos os actores de alguma maneira relevantes da história, Hitler (1889-1945) e Léon Blum (Paris, 1872-1950; foi um politico socialista francês, judeu, que ocupou pela primeira vez o cargo de primeiro-ministro) na medida em que todos lhe surgem como igual expressão da vontade de poder, beneficiários do favor das massas e por isso detentores da força.
Como um messias dorido e culpado, identifica-se com os algozes nazis, porque os vê na derrota.
Num dos seus relâmpagos de grandeza, Céline reconhece por outro lado a futilidade de qualquer exibição de vitalismo pessoal: «Ma vie est finit, Lucie, je ne débute pas, je termine dans la littérature».
Sabe ter uma piedade pungente pelo indivíduo isolado, como pelos meninos com trissomia 21 (vulgo mongolóides), de que se ocupou durante a sua fuga através da Alemanha e em cujos olhos leu uma dignidade capaz de vencer o matadouro da história, mas não sabe reconhecer os seus próprios erros.
Nunca tem uma palavra de verdadeiro arrependimento após o extermínio dos Judeus, sendo incapaz de considerar a humanidade concreta de pessoas de quem não tenha tido um conhecimento directo, como o afirma o filósofo italiano Cláudio Magris, no seu livro Danúbio (pp. 43-44; 46).
Mais um título da Colecção NOVA ÁGUIA
Passam hoje 15 de Dezembro 125 anos do falecimento do rei D.Fernando...
Passam hoje 15 de Dezembro 125 anos do falecimento do rei D.Fernando,após uma queda à saída do teatro de S.Carlos na qual entrou em coma falecendo três horas depois.Foi D.Fernando II quiçá o primeiro grande defensor do património nacional.Desde obras profundas que mandou fazer no então arruinado Mosteiro da Batalha e em Alcobaça(onde chegou a pensar instalar uma escola de restauro),até ao Mosteiro dos Jerónimos,onde gastou do seu bolso 6.000.000 réis(foto abaixo)ao Paço dos Duques de Bragança,em Barcelos,em ruínas e consumido pelo fogo em 1852,ou ao Convento de Cristo em Tomar, o rei não só pugnava pelo restauro,como fazia ofertas do seu bolso e amiúde visitava as obras.
A ele se deve o restauro do tríptico Tentações de Santo Antão,de Jeronimus Bosch,que ele descobriu no Paço das Necessidades,ou a descoberta, na Casa da Moeda de Lisboa,á beira de ser fundida,da Custódia de Belém,de Gil Vicente.Ou a recuperação do Templo de Diana,em Évora,ocupado como talho e totalmente desprezado à época.
Este alemão foi como poucos um Grande Português.
D.Fernando Saxe Coburgo-Gotha,filho do Duque de Saxe Coburgo e da Princesa Kohary da Hungria foi o príncipe mecenas de Portugal,e de Sintra,tendo a Sintra trazido uma plêiade de artistas que moldaram o que ainda hoje é a sua paisagem e com marcas visíveis.
Entre eles,Friedrich Welwitsch,biólogo que em 1939 foi nomeado director do Jardim Botânico da Ajuda,Wenceslau Cifka,austríaco que arborizou a serra de Sintra da forma que ainda hoje conhecemos,ou o dr Kessler,médico do príncipe-rei,cujo filho construiu o elevador(ainda existente) da Nazaré.Mas também o músico Victor Hussla,compositor da "Suite Portuguesa",o pintor Katzenstein,e seu irmão,Emil Biel,que introduziu a fotografia em Portugal,a luz eléctrica,o primeiro gramofone,ou o primeiro automóvel,um Benz.Inclusive por essa altura vieram os pais de Alfredo Keil,o autor do hino nacional anos mais tarde.
De todos se destaca contudo o barão von Eschwege,que veio para Portugal como mineralogista em 1803,e que lutou enquadrado no exército português contra o exército napoleónico,até 1810,quando foi chamado ao Brasil por D.João VI,onde se manteve 11 anos,em trabalhos topográficos e levantamentos.Regressado a Portugal,foi promovido a general e nomeado Intendente Geral das Minas e Metais do Reino,e a quem D.Fernando confiou a elaboração do projecto de transformar o convento jerónimo da Pena num monumento neo-gótico que representasse o imaginário de Portugal em pedra.
Também estes estrangeiros,portugueses de coração, fizeram parte da história de Sintra.Cabe aos que cá estão guardar a Memória estudar-lhes o Legado e fazer crescer o Projecto.Sábado, num concerto em Monserrate com música os sintrenses vão recordá-lo, lá na Grande Floresta onde ainda o seu espírito vive eterno.
--
JR
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Este Sábado: a NOVA ÁGUIA regressa a Amarante...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
15 de Dezembro
15 de Dezembro:
Programa de Actividades
No âmbito da organização do Dia do Bairro Alto, iniciativa conjunta entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação de Comerciantes do Bairro Alto, o Serviço de Actividades Culturais e Educativas da Hemeroteca Municipal de Lisboa, colaborou neste desafio apresentando a seguinte programação de actividades para este dia:
Programa:
Mostra Bibliográfica:
O Bairro Alto no Fundo Histórico da Hemeroteca Municipal de Lisboa. Mostra com alguns jornais e revistas pertencentes ao fundo histórico da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa. Reúne, portanto, publicações periódicas dos séculos XVII, XIX e início do século XX. Inauguração: 15 de Dez., 10H. Patente ao público até 31 de Dez. Local: Hemeroteca Municipal de Lisboa – Sala do Espelho.
PERCURSOS HISTÓRICOS:
“Bairro Alto – Capital do Jornalismo Português”
Passeio literário pelo Bairro Alto, enquanto antiga capital do jornalismo português. Inclui percurso pelas ruas das redacções de jornais e revistas já extintos, intercalado com pequenas histórias sobre a vida destes periódicos. O passeio tem início e termina no repositório da memória jornalística nacional, a Hemeroteca Municipal de Lisboa. Sujeito a inscrição prévia: 213 246 290. Data: 15 de Dez., 11H. Ponto de encontro: Hemeroteca Municipal de Lisboa. Público-alvo: geral.
“Ribeiro de Carvalho (1880-1942) – Da Escrita à Política”
Figura singular da I República, Ribeiro de Carvalho destacou-se sobretudo como político e jornalista. Carbonário, maçon, deputado às Constituintes, tradutor, poeta, foi ainda um “grande” director do jornal República, onde desenvolveu uma intensa actividade jornalística até 1941. Este roteiro propõe-se revisitar alguns dos espaços emblemáticos da cidade de Lisboa relacionados com a vida e obra de Ribeiro de Carvalho, num percurso cheio de surpresas, também no Bairro Alto. Sujeito a inscrição prévia: 213 246 290. Data: 15 de Dez., 15H. Ponto de encontro: Hemeroteca Municipal de Lisboa. Público-alvo: geral.
VISITA DE ESTUDO
“As Ruas têm nome – Ler a Toponímia”
Actividade desenvolvida no âmbito do Plano Nacional de Leitura, consiste numa visita guiada pelas ruas do Bairro Alto, bairro histórico da cidade de Lisboa, através da qual os participantes poderão ler a aprender a sua toponímia: o porquê do nome das ruas, a sua localização geográfica no bairro, o seu contexto histórico, entre outras curiosidades históricas. Sujeito a inscrição prévia: 213 246 290. Data: 15 de Dez., 15H. Ponto de encontro: Hemeroteca Municipal de Lisboa. Público-alvo: escolas do ensino básico (2.º/3.º ciclo) e do ensino secundário; professores.
“Ao Encontro da Hemeroteca de Lisboa”
Visita de estudo que tem por objectivo apresentar às escolas os serviços e os recursos informativos que os alunos e os professores poderão encontrar na Hemeroteca Municipal, localizada no Bairro Alto, e utilizar no âmbito do seu percurso/desenvolvimento escolar. Sujeito a inscrição prévia: 213 246 290. Data: 15 de Dez., 17H. Ponto de encontro: Hemeroteca Municipal de Lisboa. Público-alvo: escolas do ensino básico (2.º/3.º ciclo) e do ensino secundário; professores.
CONFERÊNCIAS
Bairro Alto: Capital do jornalismo na I República, por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa e Centro de Investigação Média & Jornalismo). Data: 15 de Dez., 18.30H. Local: Hemeroteca Municipal de Lisboa – Sala do Espelho. Inclui oferta-surpresa aos participantes na conferência.
8 OU 9, EIS A QUESTÃO

DA MEMÓRIA … JOSÉ LANÇA-COELHO
O homem fazia do número nove, o algarismo da sua vida.
Nascera no dia nove de um mês qualquer. Também a nove de outro mês conhecera a mulher da sua vida, ou pelo menos assim a classificara, enquanto vivera com ela. A nove dum outro mês nascera o seu primeiro filho. Ainda a nove de qualquer mês tivera o seu primeiro e grande êxito da sua vida profissional que, afirmando-se na música, também se relacionava com a poesia.
Ao longo da sua vida, preenchida com inúmeros êxitos, fizera do nove, um talismã em que acreditava piamente, o que o levou a escrever uma canção que se chamava precisamente “Número Nove”.
O seu êxito foi tão retumbante que, se tornou num dos homens mais conhecidos do universo. Em qualquer latitude da Terra, a sua cara era identificada pelo cidadão mais comesinho de qualquer país, inclusive, nas muitas ditaduras que grassavam no planeta, que, embora o tivessem banido, não conseguiam ofuscar-lhe o seu fulgor, apagar-lhe a sua imagem.
Houve até uma revista norte-americana que, nos idos anos sessenta do século XX, o considerou uma das três personalidades mundiais, ao lado de dois presidentes de nações.
O número nove era como a poção mágica em que Obélix caíra quando era criança, e lhe dera uma força sobrenatural para se opor aos Romanos.
Numa palavra, quando o nove estava envolvido em qualquer assunto, o homem acreditava que nada lhe podia acontecer, porque ele tinha a convicção da estreita relação, metafísica e mágica, existente entre os números e as pessoas, ou melhor dizendo, entre os algarismos e as almas dos mortais.
Todos os dias nove de cada mês, o homem comia e bebia tudo o que sabia que lhe podia fazer mal à saúde, metia-se no carro e acelerava que nem um louco, numa palavra, fazia tudo o que humanamente lhe era interdito, pois sabia que estava protegido pelo espírito do número em que se escudava.
O homem em questão era oriundo do velho mundo, da Europa, onde vivera os seus primeiros trinta anos, depois mudara-se para o novo mundo, a América dos sonhos dourados, não que precisasse de dinheiro, mas, porque Nova Iorque se tornava cada vez mais o umbigo do mundo moderno.
Após uma paragem de alguns anos, o músico e poeta voltara a gravar as canções que tão bem compunha e regressara à crista da onda. Estava, de novo, no auge. Amado pelos seus inúmeros fãs em todo o mundo.
Um dia, ao sair do seu apartamento nova-iorquino para gravar um novo disco, foi abordado por um fã que, lhe pediu um autógrafo. Deu-o e foi para o estúdio.
Ao princípio da noite, quando regressou a casa, deparou-se com o mesmo fã que o esperava, de novo, junto à porta do seu apartamento de luxo.
Instado para dar um novo autógrafo, preparou-se para o fazer, só que, desta vez, não o conseguiu, pois o fã disparou um revólver contra o seu peito.
Levado para o hospital, acabou por morrer.
Mas, era dia nove! Como é que o seu número da sorte falhara?
A explicação era bem simples. Na verdade, já era dia nove na Europa, onde ele nascera, só que na América era ainda a noite do dia oito.
O feitiço do nove só funcionava no continente onde o homem nascera, desde que ele lá estivesse…
Escrito a 8 de Dezembro de 2010, em homenagem a John Lennon, no trigéssimo aniversário do seu brutal assassínio.






















