"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.
- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.
- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).
- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.
- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra e Dalila Pereira da Costa- Razão e Espiritualidade.
Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.
Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
EDITORIAL
Em Janeiro de 1912, Teixeira de Pascoaes escrevia: “Neste momento genesíaco e caótico da nossa Pátria, é necessário que todas as forças reconstrutivas se organizem e trabalhem, para que ela atinja rapidamente a sonhada e desejada harmonia.”. Segundo Raul Proença, importava “dar uma alma nova à nossa nacionalidade, despertar a acção e vida nesta existência e modorra”.
Decorridos 100 anos sobre a génese da Renascença Portuguesa, que um dia Jaime Cortesão havia sonhado, com o propósito “de fundar uma Associação dos artistas e dos intelectuais portugueses, com o fim principal de exercer a sua acção isenta de facciosismos políticos”, uma “acção social orientadora educativa”, o seu legado está ainda por se cumprir.
Tendo sido criada para dar uma orientação maior, superior, à República, esta, infelizmente, preferiu seguir outros caminhos, mais imediatos, com os resultados que se conhecem. Por isso, ficou a promessa da Renascença Portuguesa parcialmente adiada, não obstante todas as sementes que então se lançaram à terra e alguns frutos que, na época, ainda foi possível colher: falamos, em particular, das Universidades Populares e da ainda hoje impressionante série de edições, que visavam promover uma elevação cultural e cívica de todo o povo português.
Na altura, a Renascença Portuguesa foi, de facto, o mais marcante movimento cultural e cívico, que agregou as mais insignes personalidades da época, sendo, ao mesmo tempo, a voz de uma nova geração que emergia e se afirmava. Se o seu legado não se cumpriu plenamente, o seu exemplo de dedicação à comunidade pátria persiste por inteiro ainda hoje, para que as gerações de hoje cumpram esse legado, essa tarefa.
Por tudo isso, a NOVA ÁGUIA evoca, neste número, os 100 anos da Renascença Portuguesa. Se há 100 anos importava fazer renascer Portugal, quem não dirá o mesmo hoje? Se Portugal há 100 anos parecia morto, quem, hoje, dirá o contrário? Ao evocarmos os 100 anos da Renascença Portuguesa, evocamos pois uma memória viva, de tal modo que quisemos aqui, neste número, olhar sobretudo para a futuro, para a frente. Daí a questão que colocámos: como será Portugal daqui a 100 anos? Decerto, um desafio ousado, mas quisemos sobretudo abrir Horizontes, porque sem Horizontes não há caminho que valha.
*
Constituindo, essa, a secção principal, houve espaço, como sempre tem acontecido, para outras temáticas. Assim, para além de textos ainda sobre Álvaro Ribeiro (autor destacado no número anterior), publicamos, neste número da NOVA ÁGUIA, textos sobre outras figuras, nomeadamente sobre algumas personalidades mais ligadas à Renascença Portuguesa: falamos, entre outros, de Sampaio Bruno, Guerra Junqueiro e Jaime Cortesão.
Como sempre, houve também lugar para outros voos – nomeadamente, até à Galiza (“Ernesto Guerra da Cal, Mestre da Nova Galeguidade. Notas para um Centenário”), ao Brasil (“Sílvio Romero: O Elemento Português no Brasil”), a Timor-Leste (“A Lusofonia em Timor-Leste – Além da mera sobrevivência da Língua Portuguesa”) e a Cabo Verde.
A respeito da Mátria de Cesária Évora – cuja memória aqui sentidamente evocamos –, publicamos, de resto, três textos: de António Braz Teixeira (“A Saudade na Poesia da Claridade”), de Elter Manuel Carlos (“A singularidade da leitura do olhar cabo-verdiano”) e de Adriano Moreira – falamos do Discurso que proferiu, recentemente, ao aceitar o título de Doutoramento Honoris Causa por parte da Universidade do Mindelo: “Uma Meditação sobre a Universidade”.
Depois de já termos publicado três números sobre personalidades ligadas à Renascença Portuguesa – Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva (para além do número que dedicámos aos “100 anos d’A Águia”) –, o mesmo acontecerá, de novo, já no próximo número, cujo tema maior será: “Leonardo Coimbra – Razão e Espiritualidade: nos 100 anos d’O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)”. Uma vez mais, um grande número da NOVA ÁGUIA em perspectiva.
ÍNDICE
Editorial…5
NOS 100 ANOS DA RENASCENÇA PORTUGUESA: COMO SERÁ PORTUGAL DAQUI A 100 ANOS?
Maria Luísa de Castro Soares, NOS 100 ANOS DA RENASCENÇA PORTUGUESA…8
Manuel Ferreira Patrício, NOS PRÓXIMOS 100 ANOS, A CPLP SERÁ OU PORTUGAL NÃO SERÁ…14
Pedro Cipriano, ENSAIO SOBRE O FUTURO DE PORTUGAL, DO SEU POVO E DA SUA CULTURA…15
Renato Epifânio, DIÁRIO DA NOVA ÁGUIA: 1 DE JANEIRO DE 2112…24
Rui Martins, DAQUI A CEM ANOS…28
Rui Tinoco, PELO MAR E PELA NET…30
António Cândido Franco, DA RENASCENÇA PORTUGUESA AO REGRESSO AO PARAÍSO…32
António Carlos Carvalho, UM RESTO DE PORTUGAL…35
Bruno Gonçalves Bernardes, O FOSSO CONSCIENTE…37
Carlos Aurélio, A CRISE E O ENGENHO…39
Clara Tavares, PORTUGAL: PONTE ENTRE O PASSADO E O FUTURO…47
Elisabete Correia Campos Francisco, COMO PENSAR O PORTUGAL DE AMANHÃ?...49
Gabriela Lança, A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL NO ANO 2112…53
João Franco, PORTUGAL AINDA EXISTIRÁ NO SÉCULO XXII?...55
Joaquim Domingues, PREVISÃO E PROFECIA…58
Lúcia Helena Alves de Sá, A HISTORIAR O PORVIR DE PORTUGAL…60
Manuel Abranches de Soveral, OH MAR SALGADO…62
Miguel Real, FEIRA DO LIVRO DE 2112…65
Sérgio Luís de Carvalho, PORTUGAL, 2112…67
J. Pinharanda Gomes, ANTEVISÃO…70
AINDA SOBRE ÁLVARO RIBEIRO
António Quadros Ferro, “O QUE O 57 NÃO DISSE”…72
Renato Epifânio, HORIZONTE E CAMINHO(S) DA FILOSOFIA…74
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…77
OUTROS AUTORES: DE JOÃO DE DEUS A MARIA ZAMBRANO
Manuel Ferreira Patrício, APONTAMENTOS SOBRE JOÃO DE DEUS PEDAGOGO…98
Joaquim Domingues, JUNQUEIRO E BRUNO: AS DUAS COLUNAS DA RENASCENÇA PORTUGUESA…100
Rodrigo Sobral Cunha, SAUDAÇÃO RÍTMICA NA OBRA DE CARLOS QUEIROZ (INCLUI “EPÍSTOLA AOS VINDOUROS” E “PAISAGEM”)…109
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A RENASCENÇA PORTUGUESA E O PERCURSO POLÍTICO E HISTORIOGRÁFICO DE JAIME CORTESÃO…138
José Lança-Coelho, TRÊS CENTENÁRIOS DA LITERATURA PORTUGUESA: FONSECA, REDOL E FIALHO (1911-2011)…145
Maria Seoane Dovigo, ERNESTO GUERRA DA CAL, MESTRE DA NOVA GALEGUIDADE. NOTAS PARA UM CENTENÁRIO…149
José Maurício de Carvalho, A PROBLEMÁTICA ÉTICA EM EL ESPECTADOR DE ORTEGA Y GASSET…152
Mª Aránzazu Serantes, JOSÉ ORTEGA Y GASSET Y MARÍA ZAMBRANO: A CONFESIÓN NA SAUDADE COMO EXPRESIÓN DA IDENTIDADE…160
OUTROS VOOS
António Braz Teixeira, A SAUDADE NA POESIA DA “CLARIDADE”…164
António José Borges, A LUSOFONIA EM TIMOR-LESTE – ALÉM DA MERA SOBREVIVÊNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA…168
Carlos Carreira, A ALMA PORTUGUESA E O CHEIRO DA CASA DOS MEUS AVÓS…173
Elter Manuel Carlos, A SINGULARIDADE DA LEITURA DO OLHAR CABO-VERDIANO…183
Joaquim Miguel Patrício, SÍLVIO ROMERO: O ELEMENTO PORTUGUÊS NO BRASIL…190
Maria Seoane Dovigo, DE UTOPIAS E UCRONIAS: A DEMANDA DA GALIZA E A PROFECIA DO HOMEM LIVRE…193
Maria João Coutinho, ONDE A PALAVRA É MÚSICA E DANÇA…196
Maria Leonor L. O. Xavier, A FILOSOFIA ENTRE AS HUMANIDADES…201
Paulo Santos, REFLEXÃO INVOCATIVA DO LEGADO DE ANTÓNIO TELMO…206
J. Pinharanda Gomes, APOLOGIA DA GRAMÁTICA ELEMENTAR…208
Adriano Moreira, DISCURSO DE DOUTORAMENTO HONORIS CAUSA NA UNIVERSIDADE DO MINDELO – CABO VERDE…215
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…220
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…222
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…223
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…227
CARTAS SEM RESPOSTA, de João Bigotte Chorão…230
BIBLIÁGUIO
ENTRE FILOSOFIA E LITERATURA, por Maria Luísa Malato Borralho…232
O SEGREDO DE GRÃO VASCO, por António Carlos Carvalho…239
A FILOSOFIA JURÍDICA BRASILEIRA DO SÉCULO XIX, por José Esteves Pereira…240
MIGUEL REALE: ÉTICA E FILOSOFIA DO DIREITO, por Antônio Paim…242
MENSAIGE, por Fernando de Castro Branco…243
A MINHA SALA DE AULA É UMA TRINCHEIRA, por Sérgio Quaresma…244
EXTREVOO
Rémi Boyer, METAFÍSICA & INICIAÇÃO…248
POEMÁGUIO
Samuel Dimas, SAUDADE DO PARAÍSO CELESTIAL…6
João Carlos Raposo Nunes, NA GUARIDA DE SEBASTIÃO DA GAMA…6
Renato Epifânio, PASCOAES…7
Catarina Inverno, PORTUGAL…66
Eduardo Aroso, AQUI ME TENHO, ASSIM ME QUERO…71
Manuel Neto dos Santos, LUÍS DE GÔNGORA, NACIONAL…96
Teresa Dugos, CHUVA; DA ESPERA; AURORA…151
Joaquim Carvalho, PORTUGALICIA…161
Henrique Madeira, RENASCENÇA…182
Maria Leonor Xavier, A FACE MAIS TERNA...189
Delmar Maia Gonçalves, VIDA E MORTE…189
António José Borges, BARBAROSSA INDELÉVEL SUCUMBIRÁ…192
Marco Aurélio, SUPRA-CAMÕES…195
Carlos Carranca, AGORA…200
Maria Filomena Xavier, À PROCURA DA CORDA FINAL…200
Carlos Gonçalves, DESPOSAMENTO…219
Giancarlo de Aguiar, CARAVELAS DE NUVENS…219
Jesus Carlos, GUINÉ…229
António Simões, DITOSO SEJA; QUANDO O SOL…231
Maurícia Teles da Silva, O RIO DA SAUDADE...258
Sam Cyrous, SE O FÊNIX TIVESSE UM LAR…259
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261
NOVA ÁGUIA 9: LANÇAMENTOS
22.02.12 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
24.02.12 - 17h00: Sociedade de Geografia (Lisboa)
24.03.12 - 18h00: Sede do MIL: Movimento Internacional Lusófono
30.03.12 - 14h30: Espaço Ideias (Bairro da Madre de Deus, Lisboa)
31.03.12 - 14h30: Biblioteca Municipal de Sesimbra
03.04.12 - 21h00: Universidade Sénior de Rotary (Chaves)
04.04.12 - 18h00: Biblioteca Municipal da Régua
14.04.12 - 17h00: Caixa de Crédito Agrícola (Messines)
17.04.12 - 11h45: Escola Secundária José Gomes Ferreira (Lisboa)
17.04.12 - 16h00: Universidade Jean Piaget de Cabo Verde
19.04.12 - 16h00: Universidade de Santiago (Cabo Verde)
25.04.12 - 14h30: Casa Luso-Angolana (Porto)
25.04.12 - 18h00: Feira do Livro de Marco de Canaveses
28.04.12 - 20h30: Fundação Vicente Risco (Allariz, Galiza)
29.04.12 - 17h00: Pátio da ex-Escola Grande (Praia, Cabo Verde)
07.05.12 - 15h30: Delegação de Turim da SHIP
12.05.12 - 17h30: Centro Cultural de Moscavide
12.05.12 - 20h00: Feira do Livro de Lisboa (Auditório)
18.05.12 - 17h30: Universidade dos Açores
20.05.12 - 21h30: Doris Bar (Ponta Delgada)
22.05.12 - 17h30: Teatro Café (Ponta Delgada)
23.05.12 - 18h30: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
25.05.12 - 21h30: Restaurante Isabel’s (Lisboa)
02.06.12 - 18h30: Feira do Livro de Coimbra
Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Allariz (Galiza), Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.
Lançamentos já noticiados em:
RTP
RTP África
Diário de Notícias
Diário Digital
Expresso
Jornal de Notícias
Jornal Porto Net
Notícias Lusófonas
Público
E em muitas dezenas de blogues...
FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas
À venda nas melhores livrarias do país.
NOVOS CURSOS NA SEDE DO MIL


(PARA LER, CLICAR SOBRE A IMAGEM)
IV
CICLO "PROBLEMÁTICAS EM ESTUDOS PORTUGUESES" (1)
(Da 2ª metade do séc. XIX ao início do séc. XXI)
1. Cesário Verde: Tradição; Tendência artística; A temática da oposição;
Influências literárias
2. Fernando Pessoa/Alberto Caeiro:
A poética da não-filosofia reflexiva ou da filosofia não-reflexiva
3. João de Araújo Correia: A arte de Contar a vida
4. José Saramago: A ficção/O fantástico na intervenção cívica romanceada
António José Borges
4 sessões, a partir de 12 de Janeiro (até 2 de Fevereiro), às quartas (18h30-20h00)
V
FINANCIAMENTO DE PROJECTOS CULTURAIS ATRAVÉS DE PATROCÍNIO E MECENATO
Objectivo:
Conhecer as metodologias e os processos necessários à angariação de financiamento através de Patrocínio e Mecenato Cultural.
Destinatários:
Organizações culturais públicas ou privadas: associações, cooperativas, fundações, estudantes, artistas e todas as pessoas interessadas em obter informação sobre Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato.
Metodologia:
As sessões serão maioritariamente divididas em períodos expositivos e de debate, com recurso a "casos de estudo" e exercícios, Encoranjando-se os formandos a desenvolverem uma proposta/dossier de patrocínio ou mecenato ao longo do curso bem como à sua discussão/apresentação.
Materiais Pedagógicos e certificado:
Será entregue um Manual completo do curso, bem como declaração de participação no curso. É igualmente disponibilizado o acesso online a documentação em formato digital sobre Marketing da Cultura e Patrocínio/Mecenato.
Rui Matoso
15 horas (5 sessões de 3 horas),
Segundas e Sextas-feiras, das 18h30 às 21h30. Início: 10 Janeiro Fim: 24 Janeiro
VI
LER NAS PEDRAS
... E se fosse possível aprender a ler não apenas as letras do alfabeto mas também os elementos de leitura das nossas capelas, igrejas, mosteiros, conventos, monumentos de pedra -que os seus constru tores, há tantos séculos, con ceberam como autênticos livros de pedra?
Durante quatro sessões, sem sairmos daqui, mas vendo imagens e reflectindo sobre elas, vamos viajar no tempo e no espaço deste Portugal que tão mal conhecemos, tentando decifrar as mensagens escritas nas pedras dos monumentos da chamada Pré-História e das arquitecturas Românica, Gótica e Manuelina – correspondentes a três fases fundamentais da nossa História.
E talvez seja possível acabar por descobrir que nem tudo vem nos livros das nossas bibliotecas, esses outros livros feitos de pa pel e letras de tinta…
As letras das pedras contam-nos outras histórias, feitas de imaginação e de sonhos ainda não concretizados.
Primeira Sessão: Relação entre os monumentos megalíticos e os monumentos das artes consideradas históricas. Arte Românica em Portugal.
Segunda Sessão A arte Românica em Portugal e a sua linguagem própria, surpreendente de imaginação, em relação com os Bestiários medievais e com as influências orientais.
Terceira Sessão A arte Gótica, a luz e o movimento das pedras para os céus.
Quarta Sessão Síntese da arte Manuelina num momento de refundação do país.
As sessões serão ilustradas mediante a projecção de imagens dos monumentos, que fazem parte da colecção particular do formador. Assim, sem sairmos do mesmo lugar, viajaremos no tempo e no espaço...
Objectivos: Chamar a atenção para o nosso património construído an tigo – capelas, igrejas, conventos, mosteiros, com exemplos no Norte, no Centro e no Sul -, geralmente mal conhecido, e cujas pedras têm inscritas mensagens importantes para todos nós, sejamos ou não religiosos. A intenção deste curso breve é ensinar «a ler as pedras» desses monumentos.
Destinatários: Todos aqueles, sem limite de idade, que sintam curiosidade em tentar perceber o que esses monumentos representam, sobretudo o que significam aqueles portais, aquelas escul turas, aquelas estranhas gárgulas, os desenhos daquelas ar quitecturas, os homens que os construíram de tal modo que ainda hoje estão de pé, tantos séculos depois. A linguagem deles.
António Carlos Carvalho
4 sessões, a partir de 11 de Janeiro (até 1 de Fevereiro), às terças (19h00-20h30)
VII
CONTOS QUE CURAM
Como utilizar os contos como ferramenta de mudança
Comum às diversas culturas, as histórias e a sabedoria popular oferecem informações sobre regras e conceitos e ilustram a fantasia milenar dos povos, permitindo o desenvolvimento de conceitos, valores e habilidades na resolução prática de conflitos.
Mediante as histórias, preconceitos, ressentimentos e mesmo as resistências são reduzidos, promovendo a mudança educativa das pessoas, em contexto terapêutico, escolar laboral ou mesmo familiar.
Como mediadores entre as pessoas (terapeutas e pacientes, líderes e equipe, docentes e discentes, membros da mesma família e/ou casal), permitem que o ouvinte se identifique, e, assim, fale de si, das suas dificuldades e dos seus conflitos, e dos seus desejos, pois o conto não “ataca” diretamente – nem a ele nem aos seus conceitos ou à sua auto-estima.
Essa mudança de posição ajuda à reinterpretação de conceitos e, sobretudo, ampliá-los, numa relação com os outros.
Conteúdo programático
1. Apresentação:
a. Levantamento de conhecimentos prévios dos participantes;
b. Apresentação e consulta conjunta do programa de formação;
c. Partilha de bibliografia, histórias e autores conhecidos.
2. Introdução à teoria das histórias:
a. Alguns modelos explicativos sobre as histórias;
b. Padrões interculturais nas diversas histórias;
c. As funções das histórias.
3. As histórias na prática:
a. Que história pode ser utilizada em que contexto;
b. As histórias na educação;
c. As histórias nas organizações;
d. As histórias na psicoterapia;
4. Avaliação final:
a. Avaliação dos formandos, através da seleção de um contexto ou um caso, real ou fictício, utilizando uma determinada história, justificando a escolha;
b. Avaliação da atividade formativa, através do preenchimento de ficha escrita de avaliação do curso, dos conteúdos, dos módulos e do facilitador pelos demais participantes;
c. Debate final sobre a atividade formativa, aspectos a melhorar e temas a aprofundar.
Objectivos do curso
No final do curso, os participantes irão estar munidos com um depósito superior de histórias que deverão ser capazes de utilizar em contextos diversos (educativo, organizacional e/ou psicoterapêutico), no momento oportuno.
Destinatários
Profissionais e estudantes e das áreas de diversas áreas, num número mínimo de 10 participantes inscritos no curso.
Sam Cyrous
4 sessões, a partir de 13 de Janeiro (até 3 de Fevereiro), às quintas (16h00-20h00)