A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ramos-Horta - a vergonha de um Nobel da Paz



Quando os interesses estratégicos ultrapassam a ética de responsabilidade internacional implicada pelo respeito dos Direitos Humanos, perde-se a consideração pelos que assumem esta postura ou, no mínimo, é legítima a dúvida sobre a sua autenticidade e honestidade motivacional em eventuais momentos em que os mesmos protagonistas possam ter apelado a causas desta dignidade.

É o caso de Ramos-Horta que, na qualidade de Presidente de Timor-Leste, afirmou, em declarações à Lusa, reconhecer "legitimidade à soberania chinesa em relação ao Tibete" apesar, disse, de admirar o Dalai-Lama por condenar actos de violência no território tibetano. As declarações de Ramos-Horta merecem o repúdio de todos os pacifistas do mundo, por várias razões: a) decorrerem de interesses estratégicos de natureza económica e comercial; b) serem proferidas por um homem que foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz; c) denotarem a hipocrisia na avaliação de situações em que se está ou não, pessoalmente envolvido... porque, até por evidentes razões históricas, Timor não merecia mais a independência do que a merece o Tibete.

A este propósito, relembro, por um lado, que a ONU, em 3 Resoluções datadas, respectivamente, de 1959, 1961 e 1965, reconheceu os tibetanos como "privados do seu direito à auto-determinação" e que, por outro lado, a impossibilidade de, até hoje, o Tibete ser internacionalmente reconhecido como nação soberana, se deve, exclusivamente, à correlação de forças e interesses dos vários países em relação à China... apesar de toda a violência a que o seu povo tem sido sujeito pelas autoridades chinesas! Para ostensiva violação dos Direitos Humanos já bastava... escusava Ramos-Horta de vir fazer o favor ao Governo Chinês de, como Presidente de um país, se prestar a fazer declarações deste inqualificável teor, apenas e só para, a troco de algumas vantagens económicas a preço de saldo, os chineses exibirem a relativização do apoio de Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, à causa tibetana.

Publicado por Ana Paula Fitas em:
anapaulafitas.blogspot.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Assim se mente lusofonamente: que vergonha, Ramos-Horta!

É triste ver como um Prémio Nobel da Paz, Presidente de uma nação outrora ocupada e oprimida, que moveu a solidariedade internacional, se torna conivente com a invasão chinesa do Tibete, ao ponto de mentir descaradamente, negando todos os factos históricos... A China tudo compra, até as consciências! São estas colunas vergadas os representantes da lusofonia!?...

Ontem por Timor, hoje pelo Tibete!


....


"O presidente de Timor-Leste e Nobel da Paz José Ramos-Horta disse hoje que a principal virtude de Dalai Lama é ser contra qualquer ato de violência no Tibete, mas que a admiração por ele não retira a legitimidade da soberania chinesa.

Nas vésperas da passagem dos 70 anos sobre a entronização do Dalai Lama, Ramos-Horta recusa qualquer comparação da situação no Tibete com o seu país, afirmando que “quer a questão do Tibete, quer a questão de Taiwan, são territórios chineses sobre os quais a China sempre teve soberania histórica ao longo de séculos”.

“Factos internos que hoje ocorrem nas províncias chinesas do Tibete ou de Taiwan, que têm a ver com reivindicações de um grupo ou outro, não podem afetar a soberania da China nessas duas províncias”, comenta.

Afirmando que “a admiração que muitos milhões de pessoas pelo mundo nutrem pelo Dalai Lama, enquanto líder espiritual budista, não retira legitimidade à soberania chinesa em relação ao Tibete, tal como a Taiwan”, o Presidente timorense vinca que a posição de Timor-Leste como Estado é “absolutamente clara” nas duas questões.

“Timor-Leste prossegue a política de uma China indivisível com o governo em Pequim. A China é um mosaico de grupos étnicos e o facto de num país existir um grupo com uma cultura distinta não quer dizer que por isso tenha de ser independente”, diz.

O Presidente de Timor-Leste sustenta que nem a independência do Tibete é uma pretensão do Dalai Lama: “Ele não quer a independência do Tibete. Defende apenas alguma autonomia limitada no plano cultural e religioso”.

“Essas reivindicações devem ser discutidas com as autoridades chinesas e tem havido enviados especiais do Dalai Lama a Pequim, por diversas vezes, para tentar encontrar um acordo que possa satisfazer as aspirações do Dalai Lama, no tocante a essa questão restrita que é a autonomia cultural e religiosa, dentro da República Popular da China”, refere.

Sobre a personalidade do líder espiritual tibetano, Ramos-Horta diz ser “uma pessoa extremamente simpática, que nutre pela China uma enorme admiração e afeição”.

“Creio que a grande virtude do Dalai Lama, reconhecida pela comunidade internacional e que a própria China reconhece, será o facto de que ele se opõe à separação do Tibete da China e a todo e qualquer ato de violência no Tibete. Ele quer a vivência totalmente pacífica entre a minoria tibetana e a maioria de todos os outros grupos que vivem no Tibete”, conclui".

Publicado em:
umoutroportugal.blogspot.com

domingo, 22 de março de 2009

O PCP, a China e o Tibete

Continuam desaparecidos mais de 1200 tibetanos, depois das várias prisões arbitrárias e ocorridos a coberto da calada da noite um pouco por todo o Tibete ocupado. A maioria destes tibetanos estão desaparecidos desde os tumultos de março e a sua ausência é um factor determinante no clima de medo que se sente ainda hoje, em Lhasa, havendo rumores de que alguns dos desaparecidos teriam sido executados e que praticamente todos teriam sido torturados. Essa informações constam de um relatório da ONG "International Campaign for Tibet" e baseia-se em publicações proibidas na China e no relato de várias testemunhas locais sendo que algumas delas descrevem técnicas de tortura como "espancamentos, joelhos e cotovelos partidos, eletrocussões e cravamento de bambu sobre as unhas".

A "International Campaign for Tibet" estima que tenham morrido mais de 200 pessoas no decurso das 130 manifestações ocorridas desde março de 2008, sobretudo na região de Lhasa.

Em Portugal, temos um grupo político que se move em favor da ocupação chinesa do Tibete. Este procura manter um apoio o mais discreto possível, limitando ao máximo as aparições públicas de apoio, pelo natural embaraço que a "causa universalista" causa nos seus próprio militantes e pela impopularidade geral da defesa de um dos regimes mais autocráticos e opressivos do mundo: o da China comunista. Empurrado pela cega aderência ao regime chinês, apenas porque o partido único que a rege ainda inclui a palavra sacro-ssanta "comunista", os dirigentes do PCP, vão acriticamente em apoio da tirania de Pequim, e defendem o regime de uma forma automática e sempre em "baixo perfil", para minimizarem os impactos no seu eleitorado de tal defesa... Empurrados pelos Media por vezes têm que emitir declarações públicas de apoio. Como as três que passaremos a comentar, mais abaixo.

Tibete: Declaração de voto do PCP na AR
"Senhor Presidente,

Senhores Deputados,

O voto apresentado sobre acontecimentos no Tibete, traz considerações das quais discordamos, assentando em pressupostos que, reproduzindo mensagens difundidas internacionalmente (incluindo imagens de acontecimentos de fora da China apresentadas como tendo aí ocorrido), não correspondem com rigor à realidade.

Não está em causa a manifestação de pesar do PCP em relação às vítimas, o seu desejo de que os conflitos tenham uma resolução rápida e pacífica, bem como os seus princípios de defesa da democracia e dos direitos humanos.

O que está em causa de forma cada vez mais clara, é estar em curso uma grande operação contra os Jogos Olímpicos de Pequim, real mola por detrás de uma escalada de provocação e de muitas das falsas indignações a que vamos assistindo na cena política internacional.

É curioso aliás que continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China quando nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas, de que até o Dalai-Lama já se demarcou, põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como Região Autónoma.

Isso vem aliás acompanhado em geral de uma sistemática deturpação dos acontecimentos históricos. Seria preciso lembrar, para reintroduzir algum rigor, que desde o século XIII que o Tibete está unido, com diversos graus de autonomia à China, e que no início do século XX a região foi invadida pela Grã-Bretanha a partir da Índia. Seria até preciso lembrar que, à época da revolução popular chinesa, em 1949, vigorava no Tibete um regime feudal onde a maioria da população era constituída por servos e escravos, com uma forte concentração da terra e dos meios de subsistência, ou que o actual Dalai-Lama, antes de se assumir como dirigente do chamado governo no exílio, integrou ele próprio a 1ª Assembleia Nacional Popular da China que elaborou a constituição chinesa.

Neste processo invocam-se e inventam-se argumentos para justificar actuais e futuras linhas de confronto e de afronta ao direito internacional com origem nos mesmos de sempre, aqueles que já há cinco anos não se coibiram de também inventar a existência de armas de destruição em massa, como suporte de uma guerra que destruiu o Iraque e impôs incontáveis sacrifícios ao seu povo.

É por isso que assume especial importância neste caso o respeito pelo direito internacional, tantas vezes violado para dar lugar a acções de ingerência directa ou indirecta procurando impor interesses estratégicos e económicos.

É por tudo isto que não votamos o voto apresentado.

Disse."


http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=31646&Itemid=120


"as imagens de acontecimentos de fora da China apresentadas como tendo aí ocorrido), não correspondem com rigor à realidade"

O deputado comunista refere-se aqui às prisões dos manifestantes que junto à embaixada chinesa em Catmandu. Estas foram da direta responsabilidade da polícia anti-motim nepalesa e não das forças militares ou policiais chinesas. Mas se foram tão violentas (depois dos nepaleses terem assistido impávidos e serenos a manifestações que não os afectavam diretamente) foram-no apenas uma semana depois destas manifestações terem começado e porque resultatam de pressões diretas de Pequim, para que o Nepal lhes pusesse cobro! Isso surgiu em vários media!


"Não está em causa a manifestação de pesar do PCP em relação às vítimas"

Se não está, parece. E em política, o que parece é. É que o discurso público do PCP quanto a este tema da ocupação do Tibete alinha constantemente pelas posições públicas do regime de Pequim, e nunca pelas posições das pessoas que fora e dentro do Tibete se manifestam a favor da maior autonomia do território (recordemo-nos que a posição oficial do governo tibetano no exílio é favorável apenas à autonomia, não à independência!)


"conflitos tenham uma resolução rápida e pacífica, bem como os seus princípios de defesa da democracia e dos direitos humanos"

A ocupação do Tibete pela China leva já mais de 50 anos. Isto é uma resolução rápida? Ainda não há muito tempo estas imagens foram tornadas públicas. Mostram menores desarmados a serem abatidos e cumprindo o único "crime" de estarem a tentar sair do Tibete ocupado. Estas imagens são apenas a ponta do iceberg porque é certo que é frequente que as tropas de fronteira disparem sobre pessoas que tentam deixar o Tibete a caminho do Nepal, mas nem sempre (como desta vez) estava perto uma câmara de video para filmar o assassinato. Esta é a "resolução pacífica" e respeitadora dos "direitos humanos" que o último partido comunista estalinista da Europa advoga?


"estar em curso uma grande operação contra os Jogos Olímpicos de Pequim"

era possível ao PCP ecoar de forma mais literal o discurso diplomático da autocracia chinesa? Toda a contestação no Tibete está a ser manipulada a partir do exterior apenas com o soez objetivo de prejudicar o resultado de marketing que a China espera recolher da realização triunfal dos Jogos Olímpicos, dessa repetição plena dos Jogos de Berlim, que em 1936 consagraram internacionalmente o prestígio internacional do regime nazi. Os tibetanos não protestam contra o fluxo contínuo e esmagador de migrantes Han que são hoje já a maioria da população tibetana (60%), nem contra a cega ou torpe aplicação da política de "filho único", nem contra as esterilizações forçadas, nem contra a repressão política e religiosa, nem contra a destruição do rico património cultural e religioso tibetano, transformando em relíquia turística e esvaziada tanto quanto o possível. Não os tibetanos protestam apenas para prejudicar os Jogos Olímpicos de Pequim. Essa é apenas a "cruel" intenção dos tibetanos. Esta é pelo menos a visão dos dirigentes do PCP. E, por coincidência, também as dos dirigentes do PC chinês. Mundo pequeno, este...


"É curioso aliás que continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China quando nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas, de que até o Dalai-Lama já se demarcou, põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como Região Autónoma."

É também curioso quanto a obsessão pelo seguidismo ideológico pode deturpar até o pensamento dos mais inteligentes dos Homens... O Tibete é ocupado militarmente, como demonstram aliás cabalmente as forças militares e paramilitares que Pequim transferiu para o território em 2008 para abafar a revolta e que sendo responsáveis pelos mortos e pelos desaparecimentos, continuam ainda hoje nos mesmos números no Tibete. E que "potencias que instigam", são estas? São os EUA ou a França? A Índia ou o Japão? Que alusão envergonhada é esta? Se o PCP tem provas de que esta revolta teve o "telecomando" estrangeiro porque não referiu explicitamente a sua fonte? Tão lestos (corretamente) a apontar os pecadilhos dos EUA no Iraque e na Sérvia, porque são tímidos os dirigentes do PCP na elucidação destas fontes? Será que é porque estas... não existem?

O Dalai Lama não se demarcou já da "orientação separatista"... Ele sempre se demarcou dela e defende desde à muito a simples autonomia, que Pequim se recusa a ceder apenas para manter no Tibete um jugo apertado, uma exploração profunda das suas riquezas minerais e uma constante colonização...


"Seria preciso lembrar, para reintroduzir algum rigor, que desde o século XIII que o Tibete está unido, com diversos graus de autonomia à China, e que no início do século XX a região foi invadida pela Grã-Bretanha a partir da Índia"

E daí? Durante a sua existência, houve várias ocasiões em que o Tibete foi completamente independente, ao contrário do que sugere o texto enganador do PCP tendo sido o mais recente entre 1912 e 1950, o ano da invasão chinesa. Mas mesmo que isso fosse verdade, o que alteraria na justeza da causa da luta tibetana? Portugal, ele próprio, também esteve submetido a potencias estrangeiras durante uma parte significativa da sua História. Isso significa porventura que o PCP defende a sua incorporação na Espanha (como Saramago, o comunista português mundiamente mais conhecido), no Marrocos ou na República francesa pós-napoleónica?


"Seria até preciso lembrar que, à época da revolução popular chinesa, em 1949, vigorava no Tibete um regime feudal onde a maioria da população era constituída por servos e escravos, com uma forte concentração da terra e dos meios de subsistência, ou que o actual Dalai-Lama, antes de se assumir como dirigente do chamado governo no exílio, integrou ele próprio a 1ª Assembleia Nacional Popular da China que elaborou a constituição chinesa."

Correto. O mesmo se verificava na China - que o PCP tanto defende - até à vitória de Mao Tse Tung na guerra civil chinesa, em 1949. E o mesmo se passa agora, com a reduzida quantidade e qualidade de direitos cívicos, laborais, humanos e políticos de que gozam os chineses comuns no seu próprio país... e em defesa destes ainda ninguém ouviu o PCP pronunciar-se...

O Dalai Lama integou a Assembleia, sim, antes da revolta popular de 1959 contra a ocupação chinesa e a destruição sistemática de mosteiros budistas. Perante tal repressão violenta e o agudizar da ocupação chinesa, teve que retirar-se para manter viva a chama da autonomia. Se foi iludido, sob a promessa de respeito da autonomia cultural e religiosa, quando esta se revelou completamente falsa, optou pela única solução válida: o exílio.


"Neste processo invocam-se e inventam-se argumentos para justificar actuais e futuras linhas de confronto e de afronta ao direito internacional com origem nos mesmos de sempre, aqueles que já há cinco anos não se coibiram de também inventar a existência de armas de destruição em massa, como suporte de uma guerra que destruiu o Iraque e impôs incontáveis sacrifícios ao seu povo."

Mas que "mesmos de sempre são estes"? Os EUA? É a CIA que anda a inflamar os jovens tibetanos desde 1959? Sejamos sinceros... Quantos agentes da CIA acham que a China deixa operar no Tibete? E que relação há entre as armas de destruição massiça que não existiam no Iraque e uma invasão mal-fundamentada e pior planeada e os acontecimentos no Tibete? Não é compara o incomparável? Não é procurar desempenhar um sacríficio demasiado grande à lógica e ao bom senso de quem ouve este discurso? Se não foram os insurgentes tibetanos que plantaram armas falsas de destruição em massa no Iraque então o que faz aqui, em jeito de conclusão, este parágrafo extemporâneo e inoportuno?


Em suma, a posição de apoio do PCP a um dos regimes que na atualidade tem piores pergaminhos do domínio das liberdades individuais e de expressão não pode ser esquecida... Assim como a forma absoluta como este partido se alinha ao lado dos ocupantes do Tibete, daqueles que destroem o seu povo, a sua cultura e a sua religião, colonizando o território com vagas sucessivas e constantes de colonos Han. Se o PCP pretende manter alguma credibilidade no seu discurso nacional de defesa dos direitos dos trabalhadores e dos oprimidos, então deve procurar manter esse discurso consistente e defender as mesmas posições no quadro internacional, não deixando que os interesses de outro partido comunista estrangeiro (o Chinês) sejam mais importantes do que esses princípios.


E esta mudança de política não é apenas da responsabilidade da gerontocracia que rege o PCP: é de todos os militantes a que esta posição pública não pode senão humilhar.


Fontes:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368338 http://eutibet.typepad.com/tibet_interg

roup_blog/2008/06/press-conferenc.html

terça-feira, 10 de março de 2009

10 de Março, 19 h, em frente à Embaixada da China - Solidariedade com o Tibete

Caros Amigos,

Numa altura da história tibetana em que tibetanos no Tibete vivem sob o punho de ferro chinês, não deixem de estar presentes na concentração pelo Tibete que terá lugar esta terça-feira, a partir das 19h, frente à embaixada da R.P.C. em Lisboa (R. S. Caetano, 2 - Lapa).

A 10 Março 2009, data em que se comemoram os 50 anos da Revolta Nacional Tibetana contra a ocupação Chinesa, relembraremos a coragem dos Tibetanos e homenagearemos as vítimas da ocupação.

Porque 50 anos é tempo demais !

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Meditação

O Deus átomo repousa nas rochas,
Cresce nas plantas,
Anda nos animais,
Pensa nos homens,
Ama nos anjos...Por isso, respeite:
As rochas como se fossem plantas,
As plantas como se fossem animais,
Os animais como se fossem homens e
Os homens como se fossem anjos.

InscriçãoTibetana 3.000 AC

domingo, 27 de abril de 2008

Petição ONLINE: Pelo BOICOTE às emissões televisivas dos Jogos Olímpicos de Pequim

(http://www.pbs.org)

Contra a utilização dos Jogos Olímpicos como uma ferramenta de propaganda de um dos regimes mais autoritários do mundo, que apoia outras tiranias como a do regime sudanês, da ditadura militar de Burma, o regime da ZANU-FP do Zimbabwe e que age de forma predatória contra os recursos naturais do planeta sendo hoje o seu maior poluidor. Contra um regime que usa contra o seu próprio povo da censura, de prisões arbitrárias e por delito de opinião e que executa por ano mais de 8 mil dos seus cidadãos.Pelo povo tibetano, vítima de um terror constante e de um genocídio cultural e social violento e implacável.
Não consintamos que a arrogância do regime chinês utilize a chama olímpica e os seus Jogos como um intrumento de afirmação:MUDE DE CANAL quando vir emissões dos Jogos Olímpicos de Pequim. Não alimente esta arrogância assassina, nem as multinacionais que com a sua publicidade insensível a alimentam.

Faça ZAP e...

ASSINE E DIVULGUE ESTA PETIÇÃO !!!
http://www.gopetition.com/online/18829.html

sábado, 29 de março de 2008

A democracia vermelha


«O governo chinês opõe-se a que o Dalai Lama tenha qualquer tipo de contacto oficial com o governo francês e com qualquer país» afirmou o ministro dos negócios estrangeiros chinês, Oin Gang.
O governo chinês pretende agora dar ordens a governos soberanos. Vai transformar a ditadura sobre o proletariado na ditadura sobre todo o mundo.
É importante dar uma boa lição a esta nova ordem mundial. Subscrevam e divulguem as petições. Boicotem os produtos chineses. Participem nas manifestações. Ajudem a reduzir a nada os Jogos Olímpicos, desliguem a televisão.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Boicote aos Jogos Olímpicos por Solidariedade com Tibete ou Outras Violações dos Direitos Humanos por Parte da China

Os Jogos Olímpicos eram na antiguidade uma festividade de tributo a Zeus em que eram estabelecidas tréguas em todas as guerras que existissem entre as várias ilhas e cidades gregas para que os grandes atletas pudessem estar presentes e competissem em paz, respeitando os seus inimigos como seus companheiros e iguais.
Pierre de Coubertin teve como ideal essa mesma essência. Pensou os Jogos Olímpicos como um local onde todos os grandes atletas se revissem como iguais provando ser possível o seu convívio em paz e promovendo o respeito pela diferença entre os povos através do crescente conhecimento das suas culturas. Promovendo este respeito entre os atletas e suas diferenças e esperando que através destes mesmos atletas esses ideais se propagassem às suas nações e povos, os Jogos Olímpicos contribuiriam para um convívio são, que ajudaria à paz entre todos os povos do mundo.
Tendo em conta estes e outros pontos da ética olímpica a minha opinião divide-se entre o apoio ao boicote aos Jogos Olímpicos e a sua rejeição. Elaboro então três pontos que considero serem essenciais para esta discussão:
1º - Não considero justo que parta do Comité Olímpico Internacional (COI) ou dos vários governos dos países concorrentes o quebrar de tréguas que se pretendem para os 17 dias de jogos, levando os jogos de uma dimensão social e desportiva para uma dimensão política e impedindo os atletas que vêem neles o sonho de uma vida tendo trabalhado com afinco para a sua auto-superação, privando-os também do convívio e troca de experiências que levaria a um melhor conhecimento inter-cultural que está por base dos Jogos Olímpicos.
2º - Os Jogos Olímpicos recebem o seu nome do local onde se realizavam na antiguidade, a cidade grega de Olímpia sendo o recinto dos jogos um local sagrado pelo objectivo dos jogos. Pela sua semelhança crê-se que a sua origem esteja associada ao Monte Olimpo, local mítico onde viviam os deuses gregos. Tendo os jogos como objectivo a promoção do respeito e da paz entre os povos, acho estranho como pode ter sido escolhido para palco dos jogos e por analogia como "palco sagrado" uma cidade de um país profundamente desrespeitador dos Direitos Humanos...
3º - Considerando injusto que os atletas fiquem privados de participarem naquele que é para muitos o sonho das suas vidas, considero também que estes têm o direito de se pronunciar e penso que estariam no direito de aceitar as tréguas olímpicas, recusando no entanto a sua presença num solo que nada tem de sagrado, ausentando-se assim por sua própria vontade dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Aceito então o boicote se e só se este partir dos atletas e nunca dos países envolvidos ou do COI. Acho que ninguém os levaria a mal.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Breve reflexão acerca do MIL…

O MIL: Movimento Internacional Lusófono tomou, até ao momento, posição sobre três questões:
1. O reforço da CPLP, através da criação de uma “Força Lusófona de Manutenção de Paz” (teor da petição que lançámos), a propósito do que aconteceu em Timor (objecto também de um primeiro comunicado).
2. A ratificação do Acordo Ortográfico (que só não foi objecto de uma Petição porque, entretanto, o Governo Português, finalmente, desbloqueou a sua posição).
3. A defesa dos direitos dos tibetanos face à ocupação chinesa (aí não lançámos petição alguma; limitámo-nos a apoiar uma Petição já existente).

Já nos incitaram a tomar posições sobre outros temas. A esse respeito, defendo que o MIL deve ser prudente e não cair na tentação de tomar posição sobre tudo, sob pena da sua voz se banalizar. Mas, obviamente, há espaço para a discordância. Quem achar que o MIL deve tomar posição pública sobre um qualquer tema, deve enviar-nos uma mensagem nesse sentido, de modo a que a Comissão Coordenadora do MIL possa depois tomar uma decisão.

Quanto às três referidas questões, houve também espaço para a discordância:
- houve quem tivesse achado a iniciativa mais consensual a referente ao Tibete; ao invés, houve quem tivesse achado que o MIL não se devia ter pronunciado, dado o Tibete estar fora do espaço lusófono.
- houve e há quem seja contra o Acordo Ortográfico.
- finalmente, há pessoas que, tendo aderido ao MIL, não assinaram a nossa Petição.

A esse respeito, expresso a minha opinião pessoal:

A medida mais consensual que o MIL tomou foi a petição “Por Força Lusófona de Manutenção de Paz”. A esse respeito, recordo a resposta de Amândio Silva, da Comissão Coordenadora do MIL: “Se isso visa o reforço da CPLP, não vejo como (um membro do MIL) possa ser contra”. Também, pela minha parte, continuo a não ver…

Quanto ao Acordo Ortográfico, defendo-o pessoalmente mas não o considero tão decisivo. O reforço da CPLP, grande objectivo do MIL, poder-se-ia fazer, em teoria, sem o Acordo. Mas já que finalmente chegámos a ele, o MIL não pode deixar de o apoiar, com a ressalva que o Acordo que defendemos está muito para além do plano ortográfico – como já escrevi a esse respeito: “O Acordo Ortográfico pode ser, a esse respeito, um bom princípio, até do ponto de vista simbólico – nos fóruns internacionais, como na ONU, os documentos não terão que ser mais traduzidos para as duas variantes da língua lusa (o que, convenhamos, é por inteiro absurdo), mas apenas para uma, aparecendo todo o espaço lusófono como um único Bloco... Através desse Acordo, desde logo, o que o MIL pretende não é senão isso - que os diversos países lusófonos se (re)aproximem, no aprofundamento das suas relações: linguísticas, mas também culturais, mas também económicas, mas também políticas... O Acordo Ortográfico será apenas, na nossa perspectiva, o começo desse Movimento, dessa Dinâmica.”.

Finalmente, considero que a posição do MIL relativamente ao Tibete, não tendo sido despropositada, foi a que, por razões óbvias, menos teve a ver com a nossa Declaração de Princípios e Objectivos. O MIL, fazendo jus ao nome, deve sobretudo preocupar-se com o que se passa no espaço lusófono. Ainda que não só. Só assim cumpriremos a nossa vocação universalista…

segunda-feira, 10 de março de 2008

Comunicado do MIL

No ponto 4 da "Declaração de Princípios e Objectivos do MIL", diz-se que "A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades".

Por isso, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, que tem lutado pela independência lusófona de TIMOR e por uma sociedade mais justa em todo o ESPAÇO LUSÓFONO, associa-se à MARCHA A FAVOR DO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE, que hoje, dia 10 de Março, se realiza em diversos pontos do país:

- Em Lisboa: com concentração no Rossio junto à estátua, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.
- No Porto: concentração nos Leões pelas 18h30, seguindo pela Avenida dos Aliados, Santa Catarina até à Praça da Batalha.
- Em Aveiro: Conferência de Imprensa da União Budista Portuguesa (Delegação de Aveiro) e da Amnistia Internacional, pelas 18.30, no Hotel Imperial, sobre a situação de violação dos Direitos Humanos no Tibete.
- No Funchal: concentração no Parque de Santa Catarina, pelas 18h30.

Em articulação com as estas acções está também on line uma petição para que a Assembleia da República aprove, de acordo com os princípios fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa, uma moção de censura à sistemática violação dos Direitos Humanos e das Liberdades Política e Religiosa no Tibete, por parte do Governo Chinês:
http://www.PetitionOnline.comTibete08/petition.html

Exortamos todos os membros do MIL a assinarem esta petição, bem como a juntarem-se a esta Marcha.


A Comissão Coordenadora do MIL

domingo, 9 de março de 2008

Petição a favor do respeito pelos Direitos Humanos e pela Liberdade Política e Religiosa no Tibete

Caros Amigos, em articulação com as acções de 10 de Março, abaixo anunciadas, há uma petição on line para que a Assembleia da República, em acordo com os princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa, aprove uma moção de censura pela sistemática violação dos Direitos Humanos e das Liberdades Políticas e Religiosas, por parte do governo chinês, no Tibete. Estou convicto de que uma das formas mais nobres de Portugal e a Comunidade Lusófona se afirmarem mundialmente seria converterem-se num espaço de consciência e solidariedade planetária, a respeito de todos os povos e culturas oprimidos e violentados.

http://www.PetitionOnline.com/Tibete08/petition.html

Um Abraço Lusófono e Armilar, Universal

sábado, 8 de março de 2008

10 de Março - 18.30 - MARCHA PACÍFICA A FAVOR DO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE - Ser Lusófono é ser universalmente solidário

No próximo dia 10 de Março, aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa, serão realizadas marchas pacíficas e acções de protesto em todo o mundo, exigindo o respeito pelos direitos humanos no Tibete, o reconhecimento do direito do povo tibetano à autonomia, a libertação dos presos políticos por parte da China, país que procede a um genocídio étnico e cultural no Tibete e que viola brutalmente os mais elementares direitos de homens e animais.

Estas acções acontecem também no dia em que começará a marcha pacífica de regresso de muitos tibetanos ao Tibete, a partir de Dharamsala, na Índia, inspirada na Marcha do Sal promovida por Gandhi. Estas acções não são contra o povo chinês, mas apenas contra a política do actual governo chinês, que oprime o seu próprio povo e não está à altura da sua grande tradição cultural, onde avultam os valores da milenar sabedoria confucionista, taoista e budista.

Cabe aos portugueses, primeiro povo ocidental a chegar ao Tibete (1624), com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor e que recentemente tão bem receberam Sua Santidade o Dalai Lama, não permanecerem indiferentes a esta nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo.

Vimos por isso convidar todos a aderirem à MARCHA A FAVOR DO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE que se realizará no dia 10 DE MARÇO, 2ª feira,:

Em Lisboa: com concentração no Rossio junto à estátua, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.

No Porto: concentração nos Leões pelas 18h30, seguindo pela Avenida dos Aliados, Santa Catarina até à Praça da Batalha.

Em Aveiro: Conferência de Imprensa da União Budista Portuguesa (Delegação de Aveiro) e da Amnistia Internacional, pelas 18.30, no Hotel Imperial, sobre a situação de violação dos Direitos Humanos no Tibete.

No Funchal: concentração no Parque de Santa Catarina, pelas 18h30.

Convidamos todas as associações cívicas e humanitárias a aderirem a esta manifestação.

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA ! DIVULGUE ESTA INICIATIVA !

Não permaneça cúmplice, pela indiferença e pela abstenção, desta e de outras injustiças que há no mundo

ORGANIZAÇÃO:

União Budista Portuguesa Tel: 21 363 43 63 (www.uniaobudista.pt)

Songtsen - Casa da Cultura do Tibete Tel: 21 390 40 22 (www.casadaculturadotibete.org)

CONTACTO (Media):

Tm: 91 811 30 21

APOIO:

Amnistia Internacional
Associação Agostinho da Silva