EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.

- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).

- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.

Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 24

Capa da NOVA ÁGUIA 24

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24

As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.

Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).

Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!

Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.


A Direcção da NOVA ÁGUIA


Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.

NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE

Editorial…5
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274

Lançamento da NOVA ÁGUIA 24

Lançamento da NOVA ÁGUIA 24
18 de Outubro, no Palácio da Independência (na foto: Abel Lacerda Botelho, Renato Epifânio e António Braz Teixeira). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Presença de Dalila na NOVA ÁGUIA



Se a NOVA ÁGUIA teve vários “padrinhos” – falamos das figuras maiores da Filosofia Portuguesa na altura vivas (em 2008, ano da génese deste projecto), como, nomeadamente, António Braz Teixeira, António Telmo, Manuel Ferreira Patrício e Pinharanda Gomes (e, destes quatro, António Telmo foi o único que entretanto partiu) –, Dalila Pereira da Costa foi para nós uma espécie de “madrinha”. Deu-se até a coincidência de o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA ter decorrido no Porto, na Fundação Escultor José Rodrigues (outro dos nossos “padrinhos”), a 19 de Maio de 2008, data em que decorreu o III Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade, precisamente em Homenagem a Dalila Pereira da Costa, que contou com sua Presença.

Nesse primeiro número da NOVA ÁGUIA, que teve por tema “A Ideia de Pátria: sua actualidade”, Dalila Pereira da Costa esteve igualmente presente, com um fulgurante texto intitulado “União e Fuga à Pátria”. O mesmo, de resto, aconteceu nos dois números seguintes. No segundo número, lançado no segundo semestre de 2008, Dalila Pereira da Costa marcou a sua Presença com uma carta dirigida a João Teixeira da Motta, a propósito de um seu estudo intitulado “O Território e o Mapa”, conjuntamente com outras cartas de Agostinho da Silva, Cruzeiro Seixas e António Quadros. Já no terceiro número da NOVA ÁGUIA, lançado no primeiro semestre de 2009, Dalila Pereira da Costa presenteou-nos com mais um dos seus fulgurantes ensaios, intitulado “Religião Pré-Histórica”.

No sexto número da NOVA ÁGUIA, publicámos mais uma carta de Dalila, desta vez dirigida a Rodrigo Sobral Cunha, a propósito do seu estudo “Giambattista Vico e Europa”. Em 2012, como estamos ainda todos recordados, Dalila partiu. Nesse mesmo ano, no seu décimo número, a NOVA ÁGUIA publicou em série de textos em sua expressa Homenagem: de J. Pinharanda Gomes, Carlos H. do C. Silva, Carminda Proença, Cynthia Guimarães Taveira, José Leitão, Lúcia Helena Alves de Sá, Maria José Leal, Maurícia Teles da Silva, Paulo Ferreira da Cunha, Pedro Sinde, Pedro Teixeira da Mota, Rodrigo Sobral Cunha, Rui Martins e Teresa Bernardino; para além ainda de alguns poemas, de Fernando Henrique de Passos, de Eduardo Aroso e de nós próprios: “De Costa a Costa/ Ninguém tanto viu/ Tanto te viu, Portugal// Por Fora e por Dentro/ Viste que não existia/ Nem Dentro nem Fora// Nem Mar, nem Terra, nem Céu/ Nem Sul, nem Norte, nem Sorte/ Apenas um Destino por cumprir”.

Após a sua partida, Dalila Pereira da Costa foi sendo evocada na NOVA ÁGUIA – nomeadamente, no décimo segundo número (Maurícia Teles da Silva, “Dalila Pereira da Costa, d’A Ladainha de Setúbal à Ascese Arrábida”) e no décimo quinto (José Almeida, “No Labirinto do Espírito: Dalila Pereira da Costa e Fernando Pessoa”). Neste ano de 2018, em que celebram os seus 100 anos, Dalila Pereira da Costa volta a marcar a sua Presença na NOVA ÁGUIA. Assim, no seu vigésimo primeiro número, publica-se um inédito seu, devidamente anotado por Rui Lopo. No seu vigésimo segundo número, no segundo semestre de 2018, publicaremos mais uma série de textos sobre esta figura ímpar da cultura lusófona, textos a serem apresentados num Ciclo, co-organizado pelo MIL e pela NOVA ÁGUIA, a decorrer, durante todo o ano, no Porto, no Palacete dos Viscondes de Balsemão.



domingo, 4 de março de 2018

2018: Ano Dalila Pereira da Costa...

Ocorre, em 2018, o centenário do nascimento de Dalila Pereira da Costa, figura singular das letras e do pensamento. Para celebrar a efeméride, a Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a que se associam outras instituições, vai promover um Congresso Internacional nos próximos dias 4-6 de Março de 2018.
Para mais informações: http://www.iflb.webnode.com/marco-2018-congresso-dalila/

segunda-feira, 4 de março de 2013

Para a Dalila, no dia em que faria 95 anos...

De Costa a Costa
Ninguém tanto viu
Tanto te viu, Portugal

Por Fora e por Dentro
Viste que não existia
Nem Dentro nem Fora

Nem Mar, nem Terra, nem Céu
Nem Sul, nem Norte, nem Sorte
Apenas um Destino por cumprir

Publicado nº 10 da NOVA ÁGUIA

terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 de Novembro, no Porto

O Centro Nacional de Cultura e a Associação de Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa convidam Vossa Excelência para uma sessão pública, a decorrer no Palacete dos Viscondes de Balsemão, às 18h, no dia 20 de Novembro do corrente ano.
Nesta sessão, far-se-á a apresentação da Associação de Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa, pelo Presidente do Centro Nacional de Cultura, Professor Doutor Guilherme d’ Oliveira Martins.
Poucos meses após o falecimento de Dalila Pereira da Costa, o Professor Doutor Paulo Ferreira da Cunha fará ainda uma Homenagem a esta figura ímpar da cultura portuense e nacional.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Textos sobre Dalila: para a NOVA ÁGUIA nº 10


J. Pinharanda Gomes, BREVE SAUDADE PARA DALILA
Carlos H. do C. Silva, DALILA E O SEU TEMPO DA SAUDADE
Carminda Proença, UM FIO DE MEADA
Cynthia Guimarães Taveira, O CANTO E A ESCUTA
José Leitão, CLAVIS CYPRIANUS
Lúcia Helena Alves de Sá, A SABIÁ DO PORTO
Maria José Leal, A SÁBIA DE OPHIUSA
Maurícia Teles da Silva, DALILA PEREIRA DA COSTA, A FLOR DO VERBO
Paulo Ferreira da Cunha, DALILA, MESTRE ECLÉTICA
Pedro Sinde, DALILA: UMA CAPELA INCRUSTADA NUMA ANTA (EXCERTOS DE UM OPÚSCULO)
Pedro Teixeira da Mota, UMA ALMA BEM PORTUGUESA
Rodrigo Sobral Cunha, DALILA PEREIRA DA COSTA E O RITMO EXTÁTICO EM “A FORÇA DO MUNDO”
Rui Martins, A RESPEITO DE “A NAU E O GRAAL”
Teresa Bernardino, A PROPÓSITO DE “ORPHEU, PORTUGAL E O HOMEM DO FUTURO”

sábado, 4 de agosto de 2012

De Carlos H.C. Silva, sobre Dalila Pereira da Costa: no próximo nº da NOVA ÁGUIA

Houve alturas em que a nossa razão polemizou com esta intérprete do esoterismo de Pessoa e pensadora da Saudade e do Mito português (1). Porém, numa outra lectio colhida antes ao sabor feminino da inteligência cordial de outras obras de Dalila P. da Costa, acertou-se com aquela lucidez derivada e declinante como em hora crepuscular ou auroral de uma diversa e silenciosa concordância.

(excerto) 


[1] Cf. Carlos H. do C. SILVA, Recensão de «Dalila Pereira da COSTA, O Esoterismo de F. Pessoa, Porto, Lello 1971», in: Clássica, nº 4, Dez. (1978), pp. 97-101; Id., Recensão de «Dalila Pereira da COSTA, Duas Epopeias das Américas, Moby Dick e Grande Sertão: Veredas (ou o Problema do Mal), Porto, Lello & Ir., 1974», in: Didaskalia, vol. IX, 1 (1979), pp. 237-239; e Id., Recensão de «Dalila Pereira da COSTA e Pinharanda GOMES, Introdução à Saudade (Antologia), Porto, Lello & Ir., 1976», in: Didaskalia, vol. IX, 1 (1979), pp. 239-241.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

De Maurícia Teles da Silva, sobre Dalila Pereira da Costa: para o próximo nº da NOVA ÁGUIA


Pensadora veiculando a intuição e o sentir como gnose, hermeneuta da cultura e história portuguesas, Dalila gravou a vida em áureas palavras no conhecimento de ancestrais raízes nacionais, desocultando a memória num profundo entender a génese ontológica do arquétipo português. A tradição como fons vitae, na visão do futuro anunciado pelo Anjo de Portugal, ascensão na Casa do Espírito

(excerto)

De Pedro Teixeira da Mota: sobre Dalila Pereira da Costa, para o próximo nº da NOVA ÁGUIA

"Na verdade, Dalila, imbuída do sentido de missão individual e nacional que cumpria metódica e sagradamente, foi sempre uma estimuladora das vocações e dos trabalhos dos seus amigos, interrogando como iam pois tanta falta faziam ao ambiente anímico português, para ela visto como numa fase última de decadência ou mesmo podridão, donde se estaria a renascer ou mesmo a despertar unificantemente. Era pois, Dalila, uma mulher ou uma mãe muito estimuladora dos veios próprios de cada um e sempre norteada pelo seu amor à Pátria e ao Divino (...)."
(excerto)

terça-feira, 31 de julho de 2012

De Paulo Ferreira da Cunha, sobre Dalila Pereira da Costa - para o próximo nr. da NOVA ÁGUIA

Há pessoas que, como Camões, parece morrerem com a Pátria. Mas apenas morrem com uma das suas modalidades. Dalila Lello Pereira da Costa deixou-nos no passado 2 de março, dois dias antes do seu aniversário, num tempo que só não é sentido como apocalíptico porque Portugal anda certamente anestesiado para não sofrer tanto. Até que possa ressurgir. Numa época (aliás generalizada, e não só nacional) de total descrença e abatimento moral e filosófico, de um lado, e de pretensas verdades absolutas e inevitabilidades por outro (até políticas: como se a política não fosse um reino de enorme liberdade da ação humana), o perspetivismo, de uma banda, e o ecletismo, de outra, parece serem bens a acarinhar no mundo das ideias e da ação. Ignoro se alguém já o terá observado o que aqui digo em teoria, mas, como fiz para este artigo o compromisso para mim mesmo de falar apenas de uma Dalila oral, nas minhas memórias dela, não ficaria também correto vir vasculhar e convocar bibliografias segundas. Nem as obras escritas da autora revisitei, para a empresa de hoje. Apenas fiado na memória, relembro a Mestre.

(excerto)

sábado, 9 de junho de 2012

CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO NO Nº 10 DA NOVA ÁGUIA



Dando o devido destaque aos Temas e Autores maiores da nossa tradição filosófico-cultural, a NOVA ÁGUIA homenageará no seu próximo número (2º Semestre de 2012) Dalila Pereira da Costa, no ano do seu falecimento.
A sua colaboração deve ser enviada por e-mail (novaaguia@gmail.com) até ao final do mês de Junho.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sobre a Dalila: para o próximo nº da NOVA ÁGUIA


O CANTO E A ESCUTA 

Escrevo este texto à beira de uma tese. Daquelas teses de Universidade. Daquelas que se querem muito depuradas, explicadas, argumentadas, arguidas perante júris. Mas o verdadeiro júri não é esse. O verdadeiro júri será a preservação da memória de Dalila.

Escrevo este texto à beira das Lágrimas. Que és, Dalila? O que foste para mim? O que resta de ti senão esses textos de uma contenção explosiva, de um amor louco pelo céu? De um amor louco pela terra? Que me fica senão reler-te, e reler-te uma vez mais? Que me fica senão o desespero de nunca te conhecer plenamente?
Teu Verbo é a Luz que espalhaste pelo mundo.  Por um mundo que ainda não te conhece, como preço a pagar de teres conhecido tão bem o Outro Mundo.
Que efeitos tem a memória em nós e que efeitos têm os teus textos na nossa memória e que efeitos tem a tua Experiência na experiência dos outros? Como é possível transformar, como transformaste, as letras em experiências?  Acaso o misticismo se pega como uma doença? Colar-se-á ele a nós à medida que as tuas palavras ecoam no espaço silencioso do nosso Ser?
Só é possível ler-te no silêncio que vive dentro do silêncio. Um silêncio duplo.
Almada Negreiros disse que toda a arte é uma estratégia para a Poesia, mas tu, Dalila, foste ainda mais longe nessas voltas espiraladas da criação. Porque nasceste já em Poesia, porque vivias em Poesia, porque  já eras Poesia simplesmente por existires, só te sobrava ir mais além e, como o disseste. “Viver na caça ao sobrenatural”[1].
Que se passou contigo que já não vias simplesmente com os olhos mas vias com todo o corpo? Que diálogos ousaste com os anjos? Com que cores te era desvendado o mundo?
Não, não há teses a fazer sobre ti, apenas cores novas acabadas de nascer a cada página virada.
A tua obra é a revelação da revelação.
Sim, poderia falar dos teus ensaios e da graça com que num golpe de asa aniquilaste o tradicional Ensaio. O ensaio histórico, literário, antropológico não mais foram os mesmos depois de ti. Ousaste recusar o pragmatismo do Verbo enquanto percorrias esses temas, pousando os olhos da alma na História, na Literatura, na Antropologia. O Ensaio, contigo, deixou de ser um discurso para se tornar numa experiência. Que outra coisa poderia ser se as palavras para ti eram chamas vivas? Portugal deixou de ser objecto, objectivo na análise, distância segura e controlada para irromper por nós adentro. Para se tornar parte do nosso Ser. Portugal passou a ser Amor.
Escrevo este texto à beira da Alegria, afinal. Como o resultado da tua obra é a Alegria vivida na liberdade da vida. Falo em ousadia quando falo de ti. Mas é uma ousadia antiga, uma ousadia que vem do fundo dos tempos, uma ousadia que é toda escuta. Uma ousadia que caminha pelas ruas das cidade e a transmuta livremente em algo mais.
Mas essa transmutação não mais era do que um Regresso: “E todo o acto de conhecimento poético, sua transmissão, é um acto paradisíaco repetido”2.
Não há o isolamento místico in extremis. Não há carmelitas descalças, nem montes Athos, nem Cartuxos. Não há um muro entre ti o mundo. Há um abraço fundo nele. Não há desvios nem elevadores de renúncia numa qualquer auto-estrada rápida para o céu. Há os passos que se dão na terra, as viagens por ela, a contemplação dela, o silêncio que nela reside. Não há mosteiros de retiro de pedra a cal, há um Templo interior que se ergue como espelho da tua alma. Há um Templo que abarca a terra toda. Há uma volta diferente no fim da cornucópia desta abundância de totalidade. Há um retirar o excesso do mundo e devolvê-lo intacto, no seu centro numa bandeja de ouro vivo.
Há dádiva mais do que desejo. Há desejo mais do que exigência. Há exigência mais do que missão. Há missão mais do que função. Há entrega mais do que renúncia. Há renúncia mais do que desejo.
Sim, viajaria assim indefinidamente por estes paradoxos excessivos só para te tentar definir.
Há uma sombra que se adivinha e que remetes para o território do mal. E insistes que o mal é uma ilusão. Os espinhos não fazem a rosa. Apenas as suas pétalas são a razão do seu perfume. E o que fica é o perfume da manhã fresca que foi a tua vida.
A tua obra tem o encantamento vibratório da música. Só que ainda mais potente. Como se a tua vida tivesse o dom de ecoar nas vidas dos leitores que te escutam. Ler-te é escutar e nessa escuta intuir, num primeiro tempo, os vários mundos, num segundo tempo, descobri-los, num terceiro tempo, deixar que eles se manifestem como campainhas coloridas ecoando nos momentos de pausa que são sempre recordações das tuas palavras. Essas campainhas ecoam num jardim quando uma ave pousa, e é mais do que uma ave, é um movimento esvoaçado do cosmos; ecoam num olhar de uma criança que esconde e revela a presença de um anjo; ecoam à entrada de uma Igreja que é afinal o portal para a fusão com o sagrado. Essas campainhas, almas-fadas das tuas letras, são sempre experiências, tão seguras, tão verdadeiras como um mergulho nas águas quentes que percorrem o corpo. Têm uma presença tão real como o sabor de um fruto e, por isso, transcendem a música no que esta tem de etéreo.
O teu misticismo é carnal devido ao excesso de presença do Outro Mundo. Ele torna-se manifestação mais do que transcendência. Farias Platão pensar, repensar de novo… o teu platonismo não é platónico pois possuí a força da terra e o trovejar do sagrado.
A fluidez das tuas palavras é igual ao rigor com que as escolhes. E lamentas que não haja  palavras que digam o Absoluto que viveste.
“Não forçar nem intervir. Esperar e escutar. O melhor é não fazermos nada por nós: abandonarmos tudo a essa força, deixarmo-nos trabalhar por ela.
Estar só atentamente.
E quando ela nos atira o peixe, quando ele salta ao ar das águas matinais do mar, das águas então acordadas, cintilantes à primeira luz do sol, rápido, lançar-lhe o arpão.”3
Sim, entre a quietude e a acção total, arrebatada, entre a poesia e a razão, percorrendo a trave que segura o pratos da balança, assim se nos podemos situar se quisermos compreender-te. Porque renunciando não renuncias e aprisionando não aprisionas, só assim é possível “investigar o absoluto”4.
Escrevo à beira do Amor, como se estivesse sempre à beira de te encontrar, numa espécie de angústia serena que adivinha a profunda paz. À beira deste mar imenso que é o mistério da vida. Escrevo para que te lembrem. Para que te leiam. Para que te escutem. Para que te experimentem numa chamada de atenção urgente. Neste momento sou um pássaro que te canta, nos outros tempos um pássaro que te tenta escutar.  Cantar-te é sagrar-te, conseguir escutar-te é já Ser.


[1] Pereira da Costa, Dalila, Os Jardins da Alvorada, Lello & Irmão Editores, 1981, pág. 40
2 Op. Cit. pág. 78
3 Op. cit. pág. 95
4  Op. cit.  pág. 90

Cynthia Guimarães Taveira

sábado, 24 de março de 2012

24 de Março, na Sede do MIL


15h30: Assembleia Geral
1. Apreciação e votação do Relatório e Contas e do Parecer do Conselho Fiscal referentes a 2011.
2. Ratificação da nova constituição do Conselho Consultivo do MIL
3. Ratificação dos novos Sócios Honorários do MIL.

16h00: Evocação de Dalila Pereira da Costa
Por Pinharanda Gomes

17h00: Apresentação de "O Segredo de Grão Vasco" e do nº 9 da NOVA ÁGUIA
Por Luís Paixão, Pedro Martins e Renato Epifânio

18h00: Debate "Ainda vivemos em Democracia?"
Com Manuel Villaverde Cabral e Miguel Serras Pereira

domingo, 4 de março de 2012

Para a Dalila, no dia em que faria 94 anos...

De Costa a Costa
Ninguém tanto viu
Tanto te viu, Portugal

Por Fora e por Dentro
Viste que não existia
Nem Dentro nem Fora

Nem Mar, nem Terra, nem Céu
Nem Sul, nem Norte, nem Sorte
Apenas um Destino por cumprir