EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.

- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).

- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.

Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 24

Capa da NOVA ÁGUIA 24

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24

As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.

Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).

Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!

Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.


A Direcção da NOVA ÁGUIA


Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.

NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE

Editorial…5
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274

Apresentação da NOVA ÁGUIA 23

Apresentação da NOVA ÁGUIA 23
27 de Abril, na Associação Caboverdeana de Lisboa (para ver o vídeo, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Inicias agora...

Inicias agora
A sexta ronda
O sexto round

Nada te atinge, nunca
Nem tiros de frente
Nem pelas costas

Nada te atinge, nada de afasta
Do teu Rumo, do teu Desígnio
Ronda a ronda, ele cumprir-se-á

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Gratos!

Três vezes diz
Trinta vezes repete
Trezentas vezes ecoa

“Gratos por não teres
vergonha de celebrar,
sem complexos,

Pascoaes e as figuras maiores
de Portugal e da Lusofonia”
Gratos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mensagem que nos chegou...

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É PRAZEROSO SEGUIR A NOVA ÁGUIA


Caro Rogério

Estimei a sua mensagem leal e sincera, séria e cordial, postada no nosso “Nova Águia”.

Estamos aqui para somar e multiplicar e não para dividir e subtrair. Muito menos para nos exibir. Só por isso aderimos ao MIL.

Fico muito agradecido por seus comentários e por me dizer que também é professor. Pelo seu estilo forte e lógico, cordato e fraternal, eu já o pressentia.

Concordo com seus argumentos, com pequenas discordâncias eventuais e normais, num assunto complexo. Estamos em ângulos de visão um pouco diferentes.

Assim sendo a dedução de que aí havia “um pobre ignorante” é sua, como simples provocação, suponho. Eu jamais imaginaria tal qualificativo.

Ao ler, nesse sentido, o que escrevi, você não “leu” o que eu escrevi. Procurei ser muito respeitoso. Quando escrevi “à altura” quis dizer adequado ao assunto e não quis qualificar o autor. Foi simples lapso de apreensão. Até porque já li diversos comentários seus, muito lógicos e muito firmes, como a questão recente de escrever no blogue em português ou em inglês.

Aliás, quero deixar clara a minha admiração pelo nível e respeito, firmeza e espírito democrático com que você, Rogério, o Eurico, o Renato e o Paulo Borges dialogam, em diversos contextos de artigos.

A Nova Águia está conseguindo manter um diálogo democrático, com respeito pela opinião alheia, sem deixar de manifestar a própria opinião.

Foi esse nível que você manifestou agora, ao comentar a “Nova Ortografia e os Velhos do Restelo”.

Gosto do clima reinante na “Nova Águia”, embora nem sempre consiga acompanhar o que aí se publica, por falta de tempo.

É prazeroso seguir a “Nova Águia”.

Já aposentado, hoje dedico-me intensamente à pesquisa nos campos da lusofonia. Milito no Instituto Tropical do Pensamento Contemporâneo – ITC. Parte dos meus trabalhos estão sendo publicados nos websítios do ITC, mormente: www.portaldalusofonia.com.br ; www.tribunalusofona.blogspot.com ; www.tribunatropical.blogspot.com ; dou um pouco de tempo ao www.portugalclub.org e ao www.novaaguia.blospot.com

Envio colaboração e acompanho a Nova Águia porque vale a pena. É bom compartilhar e sempre aprender.

Respeitosas saudações

JPeralta

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mensagem que nos chegou...

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É caso para dizer que, se não existisse, impunha-se criar a NOVA ÁGUIA, tal é a capacidade revelada para polarizar tanta gente que de outro modo se dispersaria, se não tendesse a cair no mutismo ou em atitudes destrutivas. Importa continuar, pois.

J.D.

sábado, 25 de julho de 2009

Texto que nos chegou...

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Voos da Águia

As formas da sociabilidade humana mantêm complexas relações às do mundo natural, como observa até a sabedoria popular, cujos apólogos, exemplos e ditados usam os animais, em especial, como termo de comparação. Compreende-se, por isso, que as publicações periódicas e sobretudo as revistas, mais ciosas do papel que almejam na vida pública, valorizem esse recurso significativo. Assim, os homens da Renascença Portuguesa, apostados em levar ou, melhor, elevar a República Portuguesa aos mais altos graus de consciência, escolheram A Águia como figura heráldica do movimento.
Os seus próceres tinham estudado a fenomenologia e a simbólica religiosa, como está provado nos escritos de Teixeira Rego e de Aarão de Lacerda. Bem sabiam, pois, que a Águia, metaforizando a altura, no plano da transição entre os elementos aéreo e fogoso, está associada ao quarto evangelista, São João, e que na língua por ele usada, o grego, αγιος [águios] significa santo. Admitindo que a lógica simbólica tem virtualidades que ultrapassam o mero plano da consciência, fácil será intuir os benéficos efeitos de tão sábia escolha.
Ao retomar o impulso antecedente, noutro século e em novo ciclo agora, a Nova Águia, movida pela mesma ânsia de altura e altivez, assume a tradição futurante que mora no coração de um povo longamente humilhado. A viva noção de que do envelhecido envoltório está para eclodir um tempo novo e uma vida renovada a confirmei por via de outra revista, que usa também o título de Águia, no caso por razões bem objectivas. Com efeito, através da «Folha informativa dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural» descobri ser esse o símbolo que figura no pelourinho e no escudo da altaneira sede da Ordem de Avis, que marcou a mais gloriosa fase da vida portuguesa.
Pairando sobre o Alto Alentejo, na zona mediana onde se articulam as duas metades do País, a avis rara fita, para além do horizonte, o Sol que preside ao movimento desenvolvido, desde as origens, pela nossa grei, para levar a Sul do trópico de Câncer a Mensagem sintetizada na figura que o poeta, no Brasão, identificou com A cabeça do Grypho

O Infante D. Henrique
Em seu throno entre o brilho das espheras,
Com seu manto de noite e solidão,
Tem aos pés o mar novo e as mortas eras −
O unico imperador que tem, deveras,
O globo mundo em sua mão.

Como pode continuar adormecido o povo que acalentou tão sublime sonho?! Tarda a hora de romper enfim com o pesadelo e despertar para a realidade que a Águia fita.

Joaquim Domingues

quinta-feira, 5 de março de 2009

NOVOS MEMBROS DO CONSELHO EDITORIAL

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Em reconhecimento institucional dos relevantes serviços prestados a este projecto (nomeadamente no que diz respeito às muitas dezenas de sessões de lançamento que têm decorrido), a Direcção da NOVA ÁGUIA decidiu integrar no seu Conselho Editorial dois novos membros: António José Borges e Eurico Ribeiro.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Mail que nos chegou...

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Sinceros parabéns por tudo quanto fizeram neste ano em sua atividade intelectual.

Parabéns pelo MIL; por sua campanha pela Lusofonia .

Parabéns pela Nova Águia e pelo espírito criativo.

Muito oportunas as matérias do nº 1 e do nº 2.

Parabéns pela peregrinação que fizeram para divulgar a NOVA ÁGUIA;

Parabéns pelos trabalhos em prol, de Agostinho da Silva;

Parabéns pela participação e atuação no Congresso Internacional do P. Antônio Vieira.

Vocês, com suas equipes, trabalharam com afinco, dedicação e qualidade.

Neste ano, vocês fizeram história levantando bandeiras cívico-culturais que estavam meio dispersas, embora desabrochando por toda a parte, como deve continuar...

Parabéns por essa exemplar união de forças em prol do bem-comum e da lusofonia, por uma civilização mais humanizada....

A pátria e a lusofonia ainda podem esperar muito de vocês.

Cordiais saudações.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo com muita saúde e produtividade.
São Paulo (BR) 23 de dezembro de 2008
São os votos de J. Peralta e Família (São Paulo – Brasil)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Uma estaca no meio do vento...

Uma estaca no meio do vento
No seio do vácuo
Contra o caos

Tu, só, face ao caos, ao vácuo, ao vento
No teu voo, infinito, no teu voo
Fixas um novo eixo

E de novo unes Céu e Chão
Raiz e Horizonte
Em rubro azul

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Perceberam agora? Foi para isso que a NOVA ÁGUIA nasceu…

1. A questão não está em haver ou não cânones culturais, mas em nos batermos por aquele(s) que consideramos o(s) melhor(es).

2. A natureza tem horror ao vazio (e à anarquia). Havendo ser e tempo, estabelece-se sempre uma ordem, uma diferenciação…

3. Assim também no campo cultural. Há sempre um cânone, uma alta e baixa cultura, um plano superior e um plano inferior…

4. E não vale a pena dizer que esse cânone é meramente circunstancial, meramente histórico. Tudo o que é humano determina-se historicamente – as nossas próprias figurações do divino, as próprias religiões…

5. Assim sendo, a opção não está, pois, em nome de um ingénuo conceito de “igualdade”, não querer discriminar entre alta e baixa cultura. Se nós não o fizermos, outros o farão por nós…

6. Assim sendo, a única opção está pois em nos batermos por aquele que consideramos ser o melhor cânone. Daí, aliás, a NOVA ÁGUIA: das actualmente existentes, que outra Revista dedicaria algum dos seus números a temas como a actualidade da ideia de Pátria e/ou o futuro da Lusofonia?; que outra Revista dedicaria algum dos seus números a figuras como António Vieira e/ou Agostinho da Silva; que outra Revista daria voz, e com destaque, a autores como António Telmo e/ou Pinharanda Gomes?

7. Perceberam agora? Foi para estabelecer um novo cânone que a NOVA ÁGUIA levantou voo. Nada menos do que isso…

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Não Acredites...

(Por um escrito dedicado à Nova Águia)


Não acredites, Nova Águia, não acredites…
Portugal não era um poeta, Portugal é um poeta.
E ser poeta é ser gente, é ser alma, é ser História!
Portugal não sofre de síndroma alguma,
Portugal é todo ele Pessoa desdobrado em heterónimos,
É Reis horaciano sonhando a infância, sofrendo a velhice,
É o simples zagal guiando os rebanhos, sentindo a natureza,
É o que nada tem, mas tem em si todos os sonhos do mundo.
Portugal tem o que o Esteves não tinha, Portugal é um poeta maior!
É um cavaleiro andante à procura de um pouco mais de azul,
É a formosíssima Maria, é a linda Inês, é Marília, é Lianor,
Busca a inspiração no orgulho da sua História.
Da Europa o rosto, já olha e cresce navegando os mares
Na Ciência, na Arte (nem o Fado escreve já com pena).
Restam as Fátimas, a pandemia do Futebol
mas é só o reverso de uma medalha de ouro.
O poeta existe, e crê, e grita em vida de Ramos e Rosa:
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

Não há medo, nada é decadente, nem obsoleto:
Há sangue novo, há uma Águia Nova que deixou o ninho,
Voa, contempla, plana, caça pelo mundo lusófono,
A nossa palavra – a Língua Portuguesa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Texto que nos chegou...


Dedicado à Nova Águia


Portugal é um poeta.

Não um conjunto de pessoas que escrevem uma história. Portugal é uma alma. Um poeta. A história que Portugal escreve nunca aconteceu. Há quem diga que nunca acontecerá.

Portugal não sofre do sindroma de personalidade múltipla: Portugal é, sim, bipolar.

Portugal já foi analisado nos mais subtis divãs e tratado pelos mais rigorosos cientistas. Mas Portugal é ainda poeta. Poeta menor, talvez, em busca da velha inspiração, mas ainda poeta.

Por vezes, Portugal gosta de recordar poemas antigos, folheá-los, decorá-los até. E sempre que o faz, Portugal sente já não ser capaz de compor a beleza de antigamente e resigna-se ao estatuto de poeta decadente. Alegra-o um pouco mais o facto de “poeta decadente” ser uma invenção sua, bela no sentido melancólico do termo, bela. Mas mesmo assim Portugal tem saudade de si mesmo. Saudade. Portugal tornou-se uma rima.

O seu medo é justificado. O Editor já não o elogia, nem tanto acha piada à sua saudade de coitadinho: para ele Portugal é um ex-poeta em fase de negação e nem sequer percebeu que hoje os poemas já nem se escrevem com pena. Portugal sente-se obsoleto. Não poeticamente obsoleto: verdadeiramente obsoleto.

Portugal era um poeta.

Primatologista

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

2008: É Novamente Hora!


O ano de 2008, que agora se aproxima do fim, não nos permite ignorar a surpreendente confluência de memoráveis e relevantes momentos da história da comunidade lusófona que, simultaneamente, são nesta data, dignos de ser comemorados. Celebrações essas que coincidem, também, com o renascimento deste espaço de reflexão e expressão literária dedicado ao mundo de língua portuguesa que, com asas renovadas, possibilita que a Águia ressurja, um século mais tarde, adaptada ao despertar das consciências actuais. Façamos então, e neste momento, a mensagem ressoar a partir das magistrais e memoráveis palavras de Vieira, embaixador da língua portuguesa como a pena de Fernando Pessoa o distinguiu; exímio orador, missionário, diplomata, político e visionário como o seu pensamento e obra testemunham e anunciador de um conceito maior de pátria, projectado no vivo sentido e cumprimento de uma unidade atlântica fundamentada na unidade da língua portuguesa. Neste corrente ano de 2008, celebramos o nascimento de um homem que, pela agudeza de espírito, perspicácia, retórica e visão singular, nos deixa, ainda hoje, quatrocentos anos depois, não obstante as considerações sobre o contexto específico da sua época, sentir a actualidade e adequação da sua reflexão sobre a essencialidade da natureza e realidade portuguesas. Já no século XVII, aconselhara D. João IV a espraiar Portugal até além-mar, de forma a assegurar, assim, a concretização plena da pátria. Sob os aspectos pragmáticos e de fundamentação política que visavam a protecção da coroa portuguesa e de Portugal, Vieira acreditou que, a partir da união cumprida entre Portugal e o Brasil, seria possível realizar, neles, o último dos impérios, o Quinto Império, que por meio da simples vocação espiritual lusófona, devolveria, à Terra, a possibilidade de construir salutares relações entre os homens, alicerçadas sobre os princípios de solidariedade, fraternidade, cooperação e partilha: defendia, enfim, a firme crença de uma realidade firmada no sentimento de plena humanidade, enraizado na mais íntima e profunda essência do ser português; sentimento esse que hoje, porém, tão dificilmente respira, intimidado pelas condutas políticas fortemente desadequadas que asfixiam o autêntico sentir popular e encobrem os valores originais que subjazem à nossa identidade. A antecipação da obsessão europeia à prioritária e importantíssima promulgação de um projecto de consolidação das raízes nacionais foi o maior erro que se cometeu e, como se ainda não tivesse passado tempo suficiente para se concluir a inviabilidade de uma política europeia aplicada à realidade portuguesa, nega-se reiteradamente aquilo que é próprio da nossa cultura, história e sociedade. Continua-se a tentar semear políticas que nos são estranhas e que retêm o povo, em vão, na perpétua espera por dias melhores. Até quando sofreremos as consequências de uma desadequada compreensão e percepção da realidade lusófona? Relacionarmo-nos com a Europa e com o mundo ser-nos-á imensamente desejável. A simbologia do Quinto Império remete-nos naturalmente para a comunhão universal, mas não da forma como se tem empreendido: nunca será possível uma sã integração europeia, de verdadeira troca e respeito, antes de adoptarmos condutas políticas e sociais que vão ao encontro das nossas raízes e consolidem, sem os comuns e infundados complexos de inferioridade, a identidade portuguesa. É desejável que se cumpra o abraço fraterno entre todos os países de expressão lusófona para se conseguir a superação das graves deficiências sociais, políticas e económicas que obstruem a possibilidade do cumprimento do sentido maior que Vieira atribuiu a Portugal e que, hoje, devemos interpretar como o caminho de todos os países lusófonos: Portugal não poderá crescer íntegro sem a complementaridade dos seus irmãos lusófonos, assim como, desprezar a cultura portuguesa será, para estes, rejeitar a sua raiz original e plenitude da sua identidade.
Em confluência com o aniversário dos quatrocentos anos e na continuidade do pensamento de Vieira, em 2008, celebramos os duzentos anos da transferência da corte para o Brasil e os cento e vinte anos da abolição da escravatura. Marcos históricos que tornaram mais próxima a possibilidade de construção daquele império que, não concebendo o exercício da autoridade, identifica-se com o exercício pleno da liberdade, para a qual se começa a caminhar, em 1808, data a partir da qual, o Brasil inicia a sua caminhada rumo à independência e, em 1888, quando a regente D. Isabel assina a lei áurea, pondo termo à exploração da mão-de-obra escrava. Este último, um problema que exige uma atenção urgente no sentido de minorar e superar as trágicas consequências sociais que ainda hoje se fazem sentir. Quando Vieira nomeou os portugueses, sob o signo de uma aparente contradição, de “cafres da Europa” e de “povo eleito” referir-se-ia, justamente, à infeliz ambivalência da sua postura e, nomeadamente à supressão dos valores éticos que minaram e deturparam até hoje o princípio de humanidade que tão bem sabemos cumprir: “cafres” que invadidos por uma cega avidez, cometeram uma política colonialista repreensível, de carácter já muito semelhante ao colonialismo de outras potências europeias, e completamente oposta ao sonho dos primeiros homens que partiram para se fixar e construir, no Brasil, um Portugal novo e mais condizente com as aspirações primordiais de fraternidade. A ambição causou atrocidades, impregnando o português de princípios que o afastaram dos antigos valores que outrora, no século XIV, eram espontaneamente enaltecidos nas festas do Divino Espírito Santo e que reconhecidamente faziam dele o “ povo eleito”.
O caminho ideológico percorrido por Vieira, o visionário, já trilhado, em todas as épocas, por tantos nomes como os de Bandarra, Fernão Lopes, Camões, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, é a mencionada utopia e loucura que nos propomos resgatar, encarando este projecto, não como uma irracionalidade, mas como um acto de coragem para assumir e redescobrir, sem complexos, a identidade portuguesa, conscientes da nossa distância ante a realidade europeia e o pensamento puramente positivista e capitalista. É necessário que adaptemos medidas sociais adequadas à realidade e sentimento do povo português para que, cumprindo de acordo com um real entendimento de nós próprios e desenvolvendo uma relação fraterna e activa com os países de expressão portuguesa, possamos, então, consistentemente caminhar em direcção ao diálogo internacional, expressando assumidamente aquilo que somos e trabalhando no sentido de potencializar as nossas capacidades.
… falta-nos, agora, como Vieira preconizou e Pessoa exprimiu na Mensagem que dirigiu a todos nós, mudar de atitude, abandonar o constante estado de letargia, os complexos de inferioridade e a ditadura de pré-conceitos incapacitantes que ainda dita nos nossos espíritos; libertar a cultura portuguesa da escravidão europeia e fazer novamente a hora!


Cristina Leonor Pereira

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

VÔO - EXPLICITA



No silêncio das horas vagas
tive toda certeza do mundo
como extintor que o fogo aguarda
a mão cheia
que atende outra estendida.
Quero lamber tuas ancas largas
e nunca perder-te de vista
depurar-me dentro de tuas chagas
liberar a mente dos teus vícios
ser cinza do cigarro que se apaga
suspiro de uma dívida quitada
ser riscado da tua lista negra.
Quero construir um mundo novo
e desconstruir o elefante branco
ser poesia nos meios racistas
gritar e gritar: terra nova à vista
mesmo ouvindo o coro dos legistas
vendo meu barco naufragando
farei da vida um metal precioso
uma nova águia para seguir voando...


Dedicado: aos amigos da NOVA ÁGUIA e à águia psicodélica do Ruela.

Luciano Fraga

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Balanço do mês de Julho


Apesar de um natural decréscimo verificado nas últimas semanas (já há muita gente em férias), no mês de Julho o nosso blogue continuou a crescer, passando mesmo a barreira das 8000 visitas, o que perfaz uma média bem acima do quarto de milhar de visitas por dia. É caso para dizer: NOVA ÁGUIA, cada vez mais O BLOGUE DA LUSOFONIA. Neste mês, aliás, o nosso blogue chegou mesmo a estar no grupo dos 100 blogues mais visitados do país…

Em virtude desse crescimento exponencial de visitas, tivemos de activar a “moderação de comentários” – de modo a impedir a publicação de comentários menos próprios. A esse respeito, reiteramos que o nosso Blogue é um espaço de liberdade, onde há espaço para a divergência, mas onde se respeitam as regras da civilidade.

O ritmo de adesões a este projecto também se tem mantido. Em pouco mais de sete meses, estamos já a caminho das sete centenas de adesões de todo o espaço lusófono. A esse respeito, deixamos o seguinte repto: se cada um de vós indicar pelo menos mais uma pessoa para aderir a este projecto, depressa, bem depressa, chegaremos aos MIL

Obviamente, neste período abrandámos o ritmo de lançamentos da NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA DO SÉCULO XXI. Ainda assim, estaremos, no próximo sábado, na Ericeira, e no final do mês de Agosto, no Brasil (em breve indicaremos as datas precisas). Isto para além de outros lançamentos já agendados para Setembro e Outubro (ver mapa de lançamentos no nosso blogue). A esse respeito, reiteramos a importância do maior número de pessoas se tornar assinante da Revista. Para o fazer:

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Há quem/ Há sempre alguém/ D'aquém e além...

.
Há quem escarneça de tudo isto
Há quem levante os maiores fantasmas
Há quem não entenda tanto empenho pela Pátria

Há quem nos goze
Há quem nos despreze
Há quem nos combata

Há quem nos apoie
Há quem dê o peito, e a cara
Há quem tudo esteja disposto a dar

Há sempre alguém
Há sempre alguém a chegar
D’aquém e d’além mar

E isso chega, e isso basta
Para aqui nos mantermos
De pé entre as ruínas

Ainda não perceberam?
Quanto mais ru(m)inam
Mais a NOVA ÁGUIA voa