EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.

- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).

- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.

Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 24

Capa da NOVA ÁGUIA 24

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24

As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.

Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).

Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!

Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.


A Direcção da NOVA ÁGUIA


Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.

NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE

Editorial…5
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274

Apresentação da NOVA ÁGUIA 23

Apresentação da NOVA ÁGUIA 23
27 de Abril, na Associação Caboverdeana de Lisboa (para ver o vídeo, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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sábado, 27 de julho de 2019

A Pátria Lusófona está de luto: Pinharanda Gomes (16.07.1939 - 27.07.2019)



"O maior historiador do pensamento português de todos os tempos numa perspectiva espiritualista e católica, estatuto que reivindica desde os primeiros livros e a que sempre se manteve fiel, a obra de Pinharanda Gomes é, devido à inúmera multiplicidade de temas abordados, tão vasta quanto impossível de ser sintetizada num único artigo, exigindo uma equipa multidisciplinar."

Miguel Real, justificando o Prémio Vida e Obra atribuído a Pinharanda Gomes no II Festival TABULA RASA (in Tabula Rasa: 2º Festival Literário de Fátima, coord. de Renato Epifânio, Sintra, Zéfiro, 2019).



PS: O velório será amanhã, a partir das 17h, na Igreja de Santo António dos Cavaleiros.
O funeral será segunda, às 10h, em Missa presidida por D. Manuel Clemente.

segunda-feira, 19 de março de 2018

20 de Março: Doutoramento Honoris Causa - Pinharanda Gomes

Doutoramento Honoris Causa - Pinharanda Gomes

20 de Março de 2018,  na Universidade da Beira Interior, Anfiteatro das Sessões Solenes, (Polo I) 14:30h
 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Prémio Vida e Obra "Tabula Rasa" 2017: Pinharanda Gomes



Ao longo de meio século, Jesué Pinharanda Gomes produziu uma obra ímpar, pela sua extensão e qualidade, no domínio da historiografia do pensamento português, como é reconhecido por todos aqueles que se dedicam ao estudo da nossa reflexão filosófica multissecular.
Desde a Introdução à História da Filosofia Portuguesa (1967), dos sete volumes da série Pensamento Português (1969-1993), de A teodiceia portuguesa contemporânea (1974), A filosofia tomista em Portugal (1978) ou dos três volumes da pioneira História da filosofia portuguesa (1981, 1983 e 1991) – em que, pela primeira vez, a contribuição hebraica e árabe para a constituição de uma tradição especulativa autónoma foram consideradas global e sistematicamente –, até ao volume sobre Os Conimbricenses (1992 e 2005), aos estudos dedicados à Escola Portuense (2005) ou à sua valiosa colaboração em diversos volumes da História do Pensamento Filosófico Português (1999-2004), dirigida pelo Professor Doutor Pedro Calafate, a obra historiográfica de Pinharanda Gomes tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica.
Ao mesmo tempo, não deixou Pinharanda Gomes de realizar significativa obra especulativa própria, em livros e ensaios como Exercício da morte (1964), Peregrinação do Absoluto (1965), Teoria do pão e da palavra (1973), Pensamento e movimento (1974) ou Saudade ou do mesmo e do outro (1976).
Por outro lado, são ainda merecedoras de referência a sua continuada contribuição para o estudo da história e da etnografia da sua região natal e os importantes trabalhos que produziu no domínio da história da reflexão teológica portuguesa e da história eclesiástica do nosso país.
Co-organização MIL/ NOVA ÁGUIA - para mais informações:
http://www.tabularasa.pt/

domingo, 4 de setembro de 2016

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 18...


A RENASCENÇA PORTUGUESA E A SEARA NOVA
Pinharanda Gomes
 
"Quanto às linhas filosóficas predominantes, parece que o sergismo não gerou um discipulato, enquanto o leonardismo tem gerado uma sucessão de discípulos que se reivindicam da herança renascentista."

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 16...


“Quando estejas em sociedade, segue o tom e o porte dos outros, e não trates de impor o teu, porque é de mau gosto. Busca não contares histórias e anedotas, nada há tão aborrecido quando se conversa, e nunca empregues a palavra eu que está sempre a saltar nos lábios dos tolos”. (Carta do Conde de Chesterfield a seu filho, mencionada e traduzida pelo Cavaleiro de Oliveira, e registada por Ferreira Deusdado na obra Educadores Portugueses, nova edição, p. 341). Regra assumida e levada à prática nos convívios dos mestres Álvaro Ribeiro/ José Marinho.

Entrecampos (excerto)

segunda-feira, 30 de março de 2015

Entrevista a Pinharanda Gomes, na NOVA ÁGUIA 15...

Luís de Barreiros Tavares - O que é a filosofia em sentido lato?
Pinharanda Gomes - A ideia de uma “filosofia em sentido lato” causa alguma perplexidade, salvo se a entendermos como paráfrase do termo septivio, caro à Escolástica medieval e constituído pelo organon de toda as ciências ou saberes, o saber enciclopédico ou universal arrumado nos cursos do trivio e do quadrívio. Todavia, o saber enciclopédico é muito mais um fruto da filosofia do que a filosofia propriamente dita. Enquanto aquele abrange a prática das ciências ao modo iluminista, pelo que da respectiva prática melhor se predica o adjectivo sábio (o francês “savant” parece ter gozado de prestigiada aura no ciclo do iluminismo), a filosofia mostra o carismático pudor de ainda não saber o todo de tudo, mesmo que aceda, ou vá acedendo, a algum grau de saber. Como se diz no adágio paradoxal, se sabe demais já não é filosofia. Pode sair da via ignorantiae e requerer o lugar na sedes illustrata, que ilustra, ou luz.
Em contraste, a filosofia é mendicante ou, por andar à procura, ou do saber, ou da sabedoria. Mendiga descalça, isto é, sem defesa, na ascese do que procura. Por isso, e sendo claro e universalmente aceite que a palavra todos a recebemos da língua grega, preferimos a definição considerada banal ou trivial, que se faz mediante a figura do truísmo ou da tautologia, definindo o sujeito, pondo o seu nome no lugar do predicado: filosofia é filosofia.
Entendemos que a definição pura e casta é a iniciática grega, que podemos transliterar no prolóquio que se lê: “Filosofia é o amor da sabedoria”. O princípio da filosofia é o amor, a causa final desse amor é a Sabedoria. E que é a Sabedoria? Se soubéssemos objectivamente e sem equívoco, a Filosofia já não seria necessária. Com efeito, o saber ainda não é sabedoria. No saber cabe o conhecimento de todas as disciplinas triviais e quadriviais ou facultativas, abrangendo-as num sistema dos saberes ou ciências, mas a sabedoria transcende o saber, imerge no conhecimento do que não vemos, nem ouvimos, nem palpamos, mas se nos propõe como o fim dos fins, a causa final absoluta, de onde ela não depender unicamente do conhecer as coisas ou saber delas, o que são, como são, e para que são, no âmbito da positividade ou da realidade física, mas anelar pelo que designaremos por apetência espiritual, vértice da dialogia pensamento / movimento, a Sapiência ou Sabedoria, que já subiu da especulação para a contemplação.
O que o aristotelismo, secular magistério da Escolástica, denominou de protê philosphia (filosofia primeira) constitui a dinâmica movente do itinerário que, de um ponto de vista existencial  e imediato, viaja em exercícios de discernimento que levam, não apenas ao conhecimento dos particulares, e dos relativos, mas movem o espírito para além disso, para o absoluto. A esta luz, a filosofia interroga os enigmas e a Sabedoria ou Sapiência ilumina-os, protegendo-a da queda em doutrinas incertas. O princípio da filosofia é o amor, e no que à Sapiência se refere, o princípio é o temor (seja lá o que isto for) do divino (Prov., 1, 7), por excelência a altíssima causa.
Continua válida a primacial definição segundo qual, em resumo, a filosofia é a procura das primeiras causas e dos primeiros princípios, ou, no latim escolástico, a “scientia rerum omnium per altíssimas causas”, conhecer toda a realidade pelas causas mais elevadas.
Considera-se evidente o gnoma de Álvaro Ribeiro: “sofia é o conhecimento especulativo absoluto”, e “a filosofia é o esforço para esse conhecimento”. A causa última da filosofia é a Sofia, que envolve a coerência ética do viver e do filosofar em simultâneo.
Ora, a filosofia está para além de ser apenas mais uma espécie de literatura. Ela não obriga o filósofo a ser escritor, nem editor, pois a reflexão filosófica constitui um mistério pessoal, questionado e vivido mesmo na solidão, por qualquer filósofo solitário e oculto, que elabore a sua via sapiencial, que pode exprimir segundo um ético modo de vida, sem qualquer outra explicação.
O nome completo de Sapiência é Sophia protê , primeira sabedoria, a da visão unívoca (conceito de José Marinho), a visão da verdade como se estivesse dentro desta, e não fora, num ser de embebência do amador no amado, cujo nome não se profere por inefável. Ao saber das ciências apraz a certeza, ao da filosofia apraz a verdade, que é também caminho e vida.
(excerto)

sexta-feira, 27 de março de 2015

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 15

ANTÓNIO ALBERTO BANHA DE ANDRADE (1915-1982): UMA OBRA A FAVOR DA FILOSOFIA PORTUGUESA

António Alberto Banha de Andrade (Montemor-o-Novo, 1915 – Lx.ª, 1982) é o autor de uma obra de investigação e de interpretação da cultura portuguesa dos séculos XVI-XVIII, com tónica na história do pensamento filosófico e pedagógico, cujo conhecimento é de absoluta recorrência, sobretudo no que concerne às ideias da Renascença, da Segunda Escolástica e do Iluminismo, até ao autocrático consulado do Marquês de Pombal, em resumo, no que abarca toda a época do que designou por “Vernei e a Cultura do seu Tempo”. (excerto)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 14

Se o culto exprime a essência da cultura, e se o rito é um modo de reapresentação viva do mito, a liturgia designa a palavra anunciada em benefício do povo, sendo, ela mesma, liturgia, a proclamação da palavra (leiton) ou trabalho (ergon) em serviço do povo. Tal como as artes, a liturgia é também uma arte, constituída por palavras, gestos e coisas, arte essa que, em cada momento do caminho, recorre às demais artes (literárias, plásticas, musicais) desenhando assim o corpo místico da cultura, mesmo da considerada apenas como fenómeno profano. (excerto)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

De Pinharanda Gomes, para a NOVA ÁGUIA 13

Ao Encontro de Teixeira Rego (1881-1934)

Memória: No 50.º Aniversário da Morte de Raul Leal (Henoch)

A estátua de Nuno de Santa Maria em Lisboa

sábado, 7 de setembro de 2013

Na Colecção NOVA ÁGUIA: "Pinharanda Gomes - a Obra e o Pensamento: estudos e testemunhos"


Sessões de Apresentação: 
23.07.13 - 18h00: Biblioteca Nacional 
24.07.13 - 18h00: Feira do Livro do Porto - Letras na Avenida 
07.09.13 - 15h00: Centro de Estudos Pinharanda Gomes (Sabugal) 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

António Cândido Franco, sobre Pinharanda Gomes...

A obra escrita de Pinharanda Gomes é como a pedregosa e grandiosa paisagem natural que o viu chegar ao mundo. A orografia que serve para a descrição do seu espaço de origem é a mesma que se presta à compreensão da obra que a sua mão criou.
A região natal do escritor, essa Beira Alta que vai de Montemuro à Estrela, do Caramulo às penhas de Vilar Formoso, constitui porventura no território português a única província sempre dominada por altos picos de majestosas montanhas.
Também os inúmeros trabalhos do escritor, todos escritos numa língua viva e rija, de sabor popular, que sai das pedras e das estevas perfumadas e bravias dos lugares mais intocados e recônditos das suas serranias natais, formam uma das mais impressionantes cadeias orográficas da escrita em portuguesa língua da segunda metade do século XX.
No maciço da sua obra, em que cada livro se levanta como um dorso sólido, destaco o estudo A Filosofia Hebraico-Portuguesa como sendo porventura o cume eminente e isolado dessa vasta fieira, a Estrela altiva e solitária dos trabalhos que este infatigável e modesto homem, só pele e osso, descarnado como o granito do território em que nasceu, esculpiu para nosso proveito e deleite em perene folha de bronze.

domingo, 7 de julho de 2013

De Carlos H. do C. Silva, sobre Pinharanda Gomes...

“Saber se o que decide é o mesmo que une” - Da ‘arte de filosofar’ à sabedoria de Elpídio: lição portuguesa da Filosofia segundo J. Pinharanda Gomes 

Na breve nota que aqui proponho, lembrando todas as ocasiões de encontro com J. Pinharanda Gomes e em homenagem amiga de especial apreço e consideração intelectual, não aludirei à vastidão – diria marítima – da sua obra, ao polifacetado do seu trabalho de investigador e historiador, mas ao que a partir do âmago da sua vocação filosófica se detecta como seu sistema.[1] Porém, sistema como pensamento que se exprime no dinamismo (movimento) que se casa com a vida,[2] desde as telúricas manifestações do corpus da língua até às asas da anagnose como «saudade de Deus».[3]

(excerto) 

[1] Como ele próprio reitera, ainda a partir de Álvaro Ribeiro (O Problema da Filosofia Portuguesa, Lisboa, ed. Inquérito, s.d., p. 70): cf. J. Pinharanda GOMES (doravante abreviado: P.G.), “«Filosofia realiza-se em sistema.» significa o seguinte: a filosofia é uma organização de ideias, um organon de teses.” Claro está que é também o contraste com a opinião (dóxa) avulsa e, sobretudo, com a filomatia sofística… Vide infra n. 96. 
[2] Vide a lição de P.G., Pensamento e Movimento, Porto. Lello & Irmão Ed., 1974. 
[3] Como se considerará, sobretudo, em: Id., «Saudade ou do mesmo e do outro», in: Dalila L. Pereira da COSTA e Pinharanda GOMES, Introdução à Saudade (Antologia Teórica e Aproximação Crítica), Porto. Lello & Irmão Eds., 1976, pp. 157-215.

terça-feira, 9 de abril de 2013

9 Abril, Homenagem a Pinharanda Gomes



Ao longo de meio século, Jesué Pinharanda Gomes produziu uma obra ímpar, pela sua extensão e qualidade, no domínio da historiografia do pensamento português, como é reconhecido por todos aqueles que se dedicam ao estudo da nossa reflexão filosófica multissecular.
Desde a Introdução à História da Filosofia Portuguesa (1967), dos sete volumes da série Pensamento Português (1969-1993), de A teodiceia portuguesa contemporânea (1974), A filosofia tomista em Portugal (1978) ou dos três volumes da pioneira História da filosofia portuguesa (1981, 1983 e 1991) – em que, pela primeira vez, a contribuição hebraica e árabe para a constituição de uma tradição especulativa autónoma foram consideradas global e sistematicamente –, até ao volume sobre Os Conimbricenses (1992 e 2005), aos estudos dedicados à Escola Portuense (2005) ou à sua valiosa colaboração em diversos volumes da História do Pensamento Filosófico Português (1999-2004), dirigida pelo Professor Doutor Pedro Calafate, a obra historiográfica de Pinharanda Gomes tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica.
Ao mesmo tempo, não deixou Pinharanda Gomes de realizar significativa obra especulativa própria, em livros e ensaios como Exercício da morte (1964), Peregrinação do Absoluto (1965), Teoria do pão e da palavra (1973), Pensamento e movimento (1974) ou Saudade ou do mesmo e do outro (1976).
Por outro lado, são ainda merecedoras de referência a sua continuada contribuição para o estudo da história e da etnografia da sua região natal e os importantes trabalhos que produziu no domínio da história da reflexão teológica portuguesa e da história eclesiástica do nosso país.


“COLÓQUIO A OBRA E O PENSAMENTO DE PINHARANDA GOMES”: 9 de Abril (IF/ IFLB): Auditório Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

14h00: SESSÃO DE ABERTURA (Presidida por Maria de Fátima Marinho, Directora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
José Meirinhos e Maria Celeste Natário
14h30: SIGNIFICADO E VALOR DA OBRA DE PINHARANDA GOMES
António Braz Teixeira
15h00: ENTRE FILOSOFIA E TEOLOGIA
Ângelo Alves, PINHARANDA GOMES: NA ESTEIRA DE LEONARDO COIMBRA, FILÓSOFO DA LIBERDADE E DO AMOR INFINITO
Joaquim Domingues, UM PORTUGUÊS PEREGRINO
Jorge Teixeira da Cunha, O PENSAMENTO TEOLÓGICO DE PINHARANDA GOMES
Miguel Real, PINHARANDA GOMES: O PEREGRINO DE DEUS
Samuel Dimas, A FILOSOFIA TEOLÓGICA DE PINHARANDA GOMES
Manuel Cândido Pimentel, PINHARANDA GOMES, UM PENSADOR RELIGIOSO
17h00: ENTRE FILOSOFIA E CULTURA
Manuel Ferreira Patrício, SOBRE O CONTRIBUTO DE PINHARANDA GOMES PARA A COMPREENSÃO DA EDUCAÇÃO PORTUGUESA
João Bigotte Chorão, FRANCISCO COSTA NO ITINERÁRIO DE PINHARANDA GOMES
Rodrigo Sobral Cunha, O CONHECIMENTO NA OBRA DE PINHARANDA GOMES
Rui Lopo, DO EXERCÍCIO DA MORTE AO DESCOBRIMENTO DO HOMEM (PARA UMA DEFINIÇÃO DE CULTURA)
Renato Epifânio, DA SERENIDADE ENTRE RUÍNAS (A COLABORAÇÃO DE PINHARANDA GOMES NA NOVA ÁGUIA)
19h00: TESTEMUNHOS E APRESENTAÇÃO DE OBRAS

Comissão organizadora:
Maria Celeste Natário, António Braz Teixeira e Renato Epifânio
Organização:
Instituto de Filosofia da Universidade do Porto
Instituto de Filosofia Luso-Brasileira

 
Ver fotos:

domingo, 5 de agosto de 2012

De Pinharanda Gomes, sobre Leonardo Coimbra: para a NOVA ÁGUIA nº 10

A Teologia não é substituível pela Sociologia, nem Deus é substituível por uma Igreja. O próprio movimento filosófico demonstra a presença de dois momentos. “No primeiro momento apresentará a coordenação que a ciência e arte impõem. Este primeiro é o ponto final do movimento positivista. O segundo momento será aquele em que a pessoa se apreende em Deus, como mónada; é o momento metafísico e último” . O último novíssimo do Criacionismo: o ascenso da noção interrogante dos enigmas à plena contemplação, ou visão, em teoria, da Verdade.

 (excerto)

sábado, 9 de junho de 2012

9 de Junho: Homenagem a Pinharanda Gomes


Ao longo de meio século, Jesué Pinharanda Gomes produziu uma obra ímpar, pela sua extensão e qualidade, no domínio da historiografia do pensamento português, como é reconhecido por todos aqueles que se dedicam ao estudo da nossa reflexão filosófica multissecular.
Desde a Introdução à História da Filosofia Portuguesa (1967), dos sete volumes da série Pensamento Português (1969-1993), de A teodiceia portuguesa contemporânea (1974), A filosofia tomista em Portugal (1978) ou dos três volumes da pioneira História da filosofia portuguesa (1981, 1983 e 1991) – em que, pela primeira vez, a contribuição hebraica e árabe para a constituição de uma tradição especulativa autónoma foram consideradas global e sistematicamente –, até ao volume sobre Os Conimbricenses (1992 e 2005), aos estudos dedicados à Escola Portuense (2005) ou à sua valiosa colaboração em diversos volumes da História do Pensamento Filosófico Português (1999-2004), dirigida pelo Professor Doutor Pedro Calafate, a obra historiográfica de Pinharanda Gomes tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica.
Ao mesmo tempo, não deixou Pinharanda Gomes de realizar significativa obra especulativa própria, em livros e ensaios como Exercício da morte (1964), Peregrinação do Absoluto (1965), Teoria do pão e da palavra (1973), Pensamento e movimento (1974) ou Saudade ou do mesmo e do outro (1976).
Por outro lado, são ainda merecedoras de referência a sua continuada contribuição para o estudo da história e da etnografia da sua região natal e os importantes trabalhos que produziu no domínio da história da reflexão teológica portuguesa e da história eclesiástica do nosso país.
Pelo valor e extensão da obra até hoje realizada por Pinharanda Gomes nestes vários campos do conhecimento, em particular na área da reflexão e da historiografia filosóficas, irá a Câmara Municipal do Sabugal inaugurar o "Centro Pinharanda Gomes", em Sessão Solene a decorrer no Salão Nobre da Câmara Municipal, a iniciar-se, no dia 9 de Junho, às 15 horas.


A NOVA ÁGUIA e o MIL associam-se a esta justíssima homenagem e estarão nela representados.