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Importa denunciar o perigo eminente que correm dois dos maiores símbolos da Portugalidade e da Lusofonia quer ao nível da espiritualidade, quer ao nível da nossa missão do advento do Espirito Santo, a transformação do Mosteiro de Alcobaça e o Convento de Tomar em dois equipamentos de hotelaria de luxo!
Dois centros espirituais onde se cultuava o desapego aos valores deste mundo serem convertidos em antros de materialismo é condenar à morte estes dois espaços sagrados, onde ainda moram os arquétipos e arcanos do nosso passado e da nossa missão incompleta.
Se os querem rentabilizar, porque os não transformam em dois museus internacionais, um da Ordem de Cister (já que este é o único e o mais antigo convento que escapou - até agora - à voracidade da matéria) e o outro da Ordem de Cristo? Não seriam rentáveis desse modo? Ou com espectáculos de musica clássica?
Isolá-los do público em geral em favor de um punhado de ricos que não são dignos de "tocarem" naqueles espaços é no mínimo um ultraje e um sacrilégio!
Temos que nos opor a tal desonra e profanação do nosso passado e do nosso futuro, já que quem o planeou o o fez de forma cirúrgica e com conhecimentos muito profundos, porque escolheu aquilo que de facto tem o maior poder simbólico e espiritual.
http://tomaradianteira.blogspot.com/2009/05/ocupacao-hoteleira-de-monumentos.html
Eurico Ribeiro
A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
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Fotos de Anabela R.

Fotos de Anabela R.Apesar de estarem ainda a decorrer as obras de recuperação e requalificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, é uma visita a não perder.
Link.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
GÁRGULAS
Entro no templo onde repousam os Homens da pena e do sextante. Imponente resultado de um sonho alquímico que transformou pimenta, cravo e canela em rendas de calcário lioz. Subo ligeira as escadas que me levam para perto das guardiãs. Em breve cairá a noite e acordarão do seu sono de pedra fria. Virão então pousar no meu ombro, e contar-me-ão histórias das negras sombras que povoam os céus da Pátria. Altivas no seu posto, por elas passam mais do que as águas da chuva. Deixá-las-ei enredar as garras nos meus cabelos e desvendar-me as histórias dos que já partiram mas nunca nos deixaram. O mais precioso dos legados: a memória.Vive a tua memória e assombra-te.
Jack Kerouac

Música: Negra Sombra, poema de Rosalia de Castro, por Luz Casal e Carlos Nuñez
Fotos: Gárgulas do Mosteiro dos Jerónimos, Abril de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
Separação do Convento de Cristo do Castelo de Tomar contestada online
http://www.petitiononline.com/1cc1160/petition.html
O diploma legal que impõe desde Dezembro diferentes tutelas para o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo é contestado por vários investigadores e cidadãos, que colocaram um abaixo-assinado na Internet.
O abaixo-assinado foi lançado por Rui Ferreira, que, em declarações à Lusa, afirmou pretender «chamar a atenção das pessoas para um problema que existe por desconhecimento das características do monumento».Rui Ferreira classifica a portaria do ministério da Cultura como «inaudita» enquanto que o historiador de arte Paulo Pereira, ex-vice-presidente do extinto Instituto Português do Património Arquitectónico, a considera «um absurdo».«Essa divisão não faz nenhum sentido, é um absurdo», sublinhou o investigador.Para o historiador, Castelo e Convento «cresceram juntos, estão intimamente ligados desde a fundação do Castelo à igreja e à casa da Ordem do Templo [Templários]».
Rui Ferreira salientou que, «para se entrar no Convento tem de se passar pela porta do Castelo, e os Paços do Infante, que foi administrador da Ordem de Cristo, que sucedeu aos Templários, são na zona da alcáçova».«Esta portaria emana de pessoas que não conhecem o monumento», criticou Rui Ferreira.Paulo Pereira, por seu turno, disse que o diploma «vai ao contrário das actuais políticas de gestão do património, que optam pela unidade como forma de agilizar a gestão».O ex-presidente da Câmara de Tomar e actual membro da Comissão directiva do Plano Operacional do Centro, António Paiva, declarou que «só pode ser um erro» e que na altura [Dezembro último] alertou o presidente do IGESPAR, Elísio Summavielle.«Não faz sentido, qualquer pessoa que visite vê isso, é um absurdo separar essa unidade», concluiu.Também o actual presidente das Câmara tomarense, Curvelo de Sousa, afirmou que «a separação não faz qualquer sentido, é até anti-natura pois aquilo é unidade».O autarca afirmou à Lusa que recebeu «garantias» do presidente do IGESPAR, Elísio Summavielle, que «não ficaria assim e que a portaria seria alterada».Fonte do gabinete do presidente do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) disse à Lusa que «a portaria está ser corrigida e está a ser redigida uma nova que coloca toda área monumental sob tutela do Instituto».Tanto o IGESPAR como o gabinete do ministro da Cultura não prevêem quando será publicada a nova portaria.Entretanto, o abaixo-assinado, que já reuniu cerca de 15000 assinaturas, continua on-line «para alertar as consciências», assinalou Rui Ferreira.Ferreira insistiu na «diversidade arquitectónica e histórica na sua íntegra continuidade, que sustenta o reconhecimento do Conjunto como Património da Humanidade: Castelo, Convento, Cerca, Ermida [de N.ª S.ª da Conceição] e Aqueduto de Pegões».Observou ainda que a classificação pela UNESCO «diz respeito ao conjunto monumental com características únicas».
«O que propomos - esclareceu - é que o Convento seja novamente unificado com o Castelo, situação que foi criada no início do século XX com a criação provavelmente original de um serviço de monumento com um guarda, dotação para obras. E desde logo, a partir do resgate de parte do edifício a particulares, considerou-se como um monumento - Castelo e Convento -, porque são uma evolução construtiva, tem a ver com a evolução do Templo e mais tarde da Ordem de Cristo e a sua reforma [1789] e são uma única habitação da Ordem do Cristo até à sua extinção [1834]».O autor da petição alertou também para «o estado em que está o Aqueduto de Pegões, que é uma parte integrante do Convento de Cristo, que está classificado desde 1910, mas apenas na sua parte mais nobre, na zona dos Pegões Altos».«Todo o resto da paisagem, a zona das nascentes as áreas que são tecnologicamente interessantes para a história da hidráulica, estão completamente a saque, são objecto discricionário das pessoas que usam os terrenos, e é este um pouco o estado do património», alertou.Segundo uma nota do IGESPAR, «o Convento e Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género».O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e fundador da cidade.Dentro das suas muralhas, a Oriente, foi construída a Charola e em continuidade o convento sucessivamente ampliado.A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas em Portugal os seus bens foram passados à Ordem de Cristo, criada pelo Rei D. Dinis em 1319.
O diploma legal que impõe desde Dezembro diferentes tutelas para o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo é contestado por vários investigadores e cidadãos, que colocaram um abaixo-assinado na Internet.
O abaixo-assinado foi lançado por Rui Ferreira, que, em declarações à Lusa, afirmou pretender «chamar a atenção das pessoas para um problema que existe por desconhecimento das características do monumento».Rui Ferreira classifica a portaria do ministério da Cultura como «inaudita» enquanto que o historiador de arte Paulo Pereira, ex-vice-presidente do extinto Instituto Português do Património Arquitectónico, a considera «um absurdo».«Essa divisão não faz nenhum sentido, é um absurdo», sublinhou o investigador.Para o historiador, Castelo e Convento «cresceram juntos, estão intimamente ligados desde a fundação do Castelo à igreja e à casa da Ordem do Templo [Templários]».
Rui Ferreira salientou que, «para se entrar no Convento tem de se passar pela porta do Castelo, e os Paços do Infante, que foi administrador da Ordem de Cristo, que sucedeu aos Templários, são na zona da alcáçova».«Esta portaria emana de pessoas que não conhecem o monumento», criticou Rui Ferreira.Paulo Pereira, por seu turno, disse que o diploma «vai ao contrário das actuais políticas de gestão do património, que optam pela unidade como forma de agilizar a gestão».O ex-presidente da Câmara de Tomar e actual membro da Comissão directiva do Plano Operacional do Centro, António Paiva, declarou que «só pode ser um erro» e que na altura [Dezembro último] alertou o presidente do IGESPAR, Elísio Summavielle.«Não faz sentido, qualquer pessoa que visite vê isso, é um absurdo separar essa unidade», concluiu.Também o actual presidente das Câmara tomarense, Curvelo de Sousa, afirmou que «a separação não faz qualquer sentido, é até anti-natura pois aquilo é unidade».O autarca afirmou à Lusa que recebeu «garantias» do presidente do IGESPAR, Elísio Summavielle, que «não ficaria assim e que a portaria seria alterada».Fonte do gabinete do presidente do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) disse à Lusa que «a portaria está ser corrigida e está a ser redigida uma nova que coloca toda área monumental sob tutela do Instituto».Tanto o IGESPAR como o gabinete do ministro da Cultura não prevêem quando será publicada a nova portaria.Entretanto, o abaixo-assinado, que já reuniu cerca de 15000 assinaturas, continua on-line «para alertar as consciências», assinalou Rui Ferreira.Ferreira insistiu na «diversidade arquitectónica e histórica na sua íntegra continuidade, que sustenta o reconhecimento do Conjunto como Património da Humanidade: Castelo, Convento, Cerca, Ermida [de N.ª S.ª da Conceição] e Aqueduto de Pegões».Observou ainda que a classificação pela UNESCO «diz respeito ao conjunto monumental com características únicas».
«O que propomos - esclareceu - é que o Convento seja novamente unificado com o Castelo, situação que foi criada no início do século XX com a criação provavelmente original de um serviço de monumento com um guarda, dotação para obras. E desde logo, a partir do resgate de parte do edifício a particulares, considerou-se como um monumento - Castelo e Convento -, porque são uma evolução construtiva, tem a ver com a evolução do Templo e mais tarde da Ordem de Cristo e a sua reforma [1789] e são uma única habitação da Ordem do Cristo até à sua extinção [1834]».O autor da petição alertou também para «o estado em que está o Aqueduto de Pegões, que é uma parte integrante do Convento de Cristo, que está classificado desde 1910, mas apenas na sua parte mais nobre, na zona dos Pegões Altos».«Todo o resto da paisagem, a zona das nascentes as áreas que são tecnologicamente interessantes para a história da hidráulica, estão completamente a saque, são objecto discricionário das pessoas que usam os terrenos, e é este um pouco o estado do património», alertou.Segundo uma nota do IGESPAR, «o Convento e Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género».O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e fundador da cidade.Dentro das suas muralhas, a Oriente, foi construída a Charola e em continuidade o convento sucessivamente ampliado.A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas em Portugal os seus bens foram passados à Ordem de Cristo, criada pelo Rei D. Dinis em 1319.
sábado, 12 de julho de 2008
Salvem o Largo do Rato...
Foi dada agora luz verde aos projectos de especialidade pela autarquia lisboeta deste enorme edifício entre o Largo do Rato, Rua Alexandre Herculano e Rua do Salitre. Composto por 7 pisos acima do solo, com fachadas de 22 metros, com 10.000 metros quadrados em gaveto, trata-se de uma construção que pela volumetria rebenta totalmente com a escala existente.O projecto a construir prepara-se para descaracterizar definitivamente esta zona lisboeta.Para servir tais propósitos o novo prédio obrigará à demolição de alguns imóveis, nomeadamente a centenária Associação Escolar de São Mamede e todo o belíssimo centenário conjunto artístico, Palácio Palmela - Procuradoria Geral da República, chafariz e muro de pedra), que rodeia quase todo o terreno.
Petição: http://www.petitiononline.com/lgrato/petition.html
Ver detalhes e comentários: http://lesmamorta.blogspot.com/2008/02/fotomontagem-expresso-respeitando-as.html
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