EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Faria hoje 94 anos...

A 31 de Dezembro de 1917, nasceu o professor universitário e ensaista português, António José Saraiva. Entre as suas obras mais conhecidas, poder-se-ão citar as seguintes: O Crepúsculo da Idade Média em Portugal, História da Cultura em Portugal e História da Literatura Portuguesa, esta última em parceria com Óscar Lopes.

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

"A Geopolítica dos Descobrimentos Portugueses"



Selene: edição de Inverno



www.selene-culturasdesintra.com
EDIÇÃO DE INVERNO 2011
BOAS FESTAS COM MUITA LEITURA
O nosso webjornal completa aqui o seu primeiro ciclo de quatro estações, o seu primeiro ano de vida. Ele surgiu até agora sempre com os solstícios e os equinócios, este é o seu primeiro inverno. Reminiscentes de uma civilização agrária, diríamos que este é o tempo do pousio da terra semeada para a próxima primavera. É um tempo que pede intimidade, reencontro, profundidade. A nossa capa é dedicada a Frederico Mira George, Um Poeta na Praia das Maçãs.

Continuamos assim a cartografar um mapa cultural de Sintra, um mapa sensível porque tecido das palavras, das cores e dos sons dos artistas e criadores que abundam, felizmente, por estas paragens, atraídos pela fama universal da charmosa vila romântica. As nossas âncoras foram lançadas neste vasto oceano denominado Sintra, mas também sabemos soltá-las e navegar por todo o cosmo humano. Aliás, para estar em contacto com toda a humanidade, basta vivermos e criarmos nesta montanha sagrada.

Temos vontade de no segundo ano de vida dar início à nossa actividade editorial, porque das fontes de Sintra jorram letras de insondável beleza. Acompanharemos também cada edição de Selene - Culturas de Sintra com eventos culturais. Queremos alargar muito a nossa rede de contactos e de amigos, queremos crescer como a pequena árvore que ainda somos, com muita liberdade e imaginação. O fruto do nosso trabalho pertence a toda a comunidade.

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

"Seminário de Literatura e Filosofia Portuguesas"



Passaram ontem 42 anos sobre a sua morte...

Começando ex-abrupto: Haverá, ou não, filosofias nacionais? E haverá, ou não, uma filosofia portuguesa? Eis, meu amigo, questões muito insistentemente solevadas pelos livros de Álvaro Ribeiro, cuja última obra, A Razão Animada, você pretende, mas não consegue, discutir.

Claro está que muitas outras questões se levantam nesses livros, ricos de pensamentos; e, antes de mais, porque exprimem eles próprios uma filosofia, – discutível como todas. Discutir, porém, uma filosofia que se tem vindo abrindo aos poucos, sob forma bem mais aforística, até hermética ou oracular, do que discursiva, e expressando-se numa original linguagem em que, por vezes, até o rigor paradoxalmente desconcerta o leitor mais ou menos vulgar – não é coisa fácil. Por isso a maioria dos leitores, mesmo os considerados críticos, preferem discutir o autor, as suas intenções particulares e atitudes meramente humanas. Não serei eu quem me abalance, e menos num breve artigo, a discutir a filosofia de Álvaro Ribeiro. Para isso me falta a competência dos especialistas. Só, sobre um ponto ou outro dos versados pelo autor, quando muito poderei dar a minha opinião de leigo. Os nossos especialistas, porém, – os que naturalmente possuem o dom, e culturalmente conquistaram o direito, de criticar obras de pensamento – não poderão esses ir mais longe?

Haverá, ou não, filosofias nacionais? E haverá, ou não, uma filosofia portuguesa? Eis sobre que venho dar-lhe a minha opinião de leigo, pois a mim se me afigura não serem inconciliáveis as duas posições postas em forma contraditória. Sim e não, – aventarei. Creio que a filosofia é universal; ou, mais modestamente, internacional. E creio que há filosofias não só nacionais como, até, temporais e individuais. Universal e intemporal é a filosofia, porque todo o pensamento válido ou autêntico – isto é: gerado num cérebro humano e capaz de ser assimilado por outros cérebros humanos – pode e deve ultrapassar as fronteiras das individualidades, das pátrias ou dos tempos. Assim nós, portugueses do século vinte, somos capazes de nos interessarmos pela filosofia de Platão, ou de Sto. Agostinho, ou de Descartes. Não me parece obstar isto a que se possa falar na filosofia de um autor, ou de uma nação, ou de uma época ou idade. Aqui mesmo, sem intenção, acabo eu de o exemplificar quanto aos autores, referindo-me à filosofia de Descartes, de Sto. Agostinho, ou de Platão. E a cada passo encontramos referência, por exemplo, à filosofia grega, francesa, ou alemã, – à filosofia medieval ou ao pensamento contemporâneo. Torna-se evidente que estas expressões algum sentido têm. Independentemente da sua perene validez em qualquer lugar da Terra, toda a filosofia criada por um indivíduo se há-de ressentir da personalidade sua criadora; e tanto mais quanto mais original for, devendo, ainda, notar-se que, quanto mais original, – mais interessante, mais autêntica, mais válida; por outras palavras: mais internacional e intemporal. O que se dá quanto à personalidade criadora se dá, ou pode dar-se, quanto à necessidade ou temporalidade. Pois até na medida em que se ressente a criação filosófica da personalidade do filósofo-criador, e se ressente esta personalidade do lugar e tempo em que nasceu, cresceu, criou, reflecte a citada criação das várias características de uma nação ou época. Pode o centro, o fundo de qualquer pensamento filosófico ser, como é, intemporal e inespacial, e, simultaneamente, reconhecermos nos autores certas posições, tonalidades, modalidades, preferências, inclinações que os distiguem como indivíduos, como cidadãos de uma pátria, como seres de uma idade; e que naturalissimamente se espelham nas suas obras. Mas por que seria – a ser doutro modo – por que seria a filosofia diferente da arte ou, até, da religião? Acaso não sentimos que, por exemplo, Tolstói e Dostoievski são universais, são intemporais, – sem, por isso, deixarem de ser russos e pertencerem ao século dezanove? Não será, no fim de contas, a arte tão universal e intemporal como a filosofia? Sobretudo em nos reportando ao pensamento de Álvaro Ribeiro, não estará a filosofia tão presa à língua e à palavra como a literatura propriamente dita? Não pertence, afinal, à própria arte literária?

Talvez o fenómeno religioso seja ainda mais delicado ou esquivo, mais difícil de abordar. E, todavia, até com a criação religiosa, produto do génio místico, se dão coisas idênticas. Porventura o cristianismo, que liga todos os seres através dos tempos e dos espaços, no natural e no sobrenatural, não nasceu da personalidade de Jesus Cristo, não se enriqueceu da colaboração doutras personalidades, não surgiu numa certa época, não reflecte cambiantes das épocas que vai atravessando? O paganismo que caracterizou certos povos, floresceu em certos tempos, – não pode renascer hoje e, sem negar a sua essência, apresentar aspectos que pertencem aos indivíduos, aos países, aos tempos? Muito natural julgo, pois, que se fale em filosofia portuguesa, como tenho por naturalíssimo falar-se na internacionalidade da filosofia.

Suponho, porém, ainda não ser isto – nacionalizar a filosofia, ou uma filosofia – o que mais irrita e assombra, o que provoca mais indignados protestos aos adversários de Álvaro Ribeiro: mas sim afirmar a existência de uma filosofia portuguesa. Perfeitamente admito que possa tal afirmação ser contraditada por indivíduos de senso e boa-fé. O caso é que dificilmente poderá caber o que chama Álvaro Ribeiro «a filosofia portuguesa» no conceito que têm esses de filosofia. Além, porém, dos que só têm por filosofia a monumentalidade, racionalidade e discursividade dos grandes sistemas filosóficos (que, nós, por enquanto, não produzimos) há os que se comprazem em negar a seus compatriotas quase toda a capacidade para quaisquer superiores formas de criação literária. Em Portugal não há senão excepcionalmente romance – os pobres dos portugueses são inaptos para a criação romanesca! Em Portugal não há teatro, – os infelizes lusitanos não se adaptam à criação teatral! Em Portugal não há filosofia, – os míseros lusíadas mostram-se incapazes de pensar sobre quaisquer intuições! Destas e outras negações, seria, precisamente, a que diz respeito à filosofia que os nossos auto-negativistas julgariam mais inabalável, Como, então, não darão pinchos com a insistente afirmação de Álvaro Ribeiro.

Todavia, poder-se-á conceber, sequer, que não tenha filosofia alguma um povo que já vive há alguns séculos, e está ao nível civilizacional dos outros povos cultos? Tão impossível como conceber que não tenha teatro, romance, ou música. Parece que esta coisa simplíssima dificilmente penetra em certas cabeças, que aliás podem nem ser das mais duras. Afinal, tudo depende do conceito que de filosofia se tenha; e também do que se exija à virtualidade filosófica impossível de recusar seja a que povo for. Há já uns anos, protestando contra os que negavam aos portugueses quaisquer possibilidades de criação de um romance de interesse universal, sugeria o autor destas linhas que se estudasse o nosso romance não só nas mais acabadas realizações do género, como nas várias, diversas obras em que pudessem revelar-se as nossas virtualidades ficcionistas próprias. Arrojo-me a pensar que, no caso da filosofia, segue Álvaro Ribeiro um caminho que não deixa de ter ligação com esse. Porque... vejamos: Não será uma das mais insólitas audácias de Álvaro Ribeiro (e das mais irritantes para os que, por um lado, se enfurecem com qualquer sua originalidade de pensamento ou criação), não será uma das mais insólitas audácias de Álvaro Ribeiro ter, de filosofia, um conceito próprio, dar, de filosofia, uma definição que, precisamente, lhe permite afirmar a existência de uma filosofia portuguesa?

Em suma: não valerá mais ler, estudar, tentar compreender os livros de Álvaro Ribeiro (além de tudo o mais, notabilíssimos de linguagem), discutí-los e criticá-los a partir desse estudo, que atirar ao ar foguetes de lágrimas, procurar facílima razão junto do vulgo, e morder no homem em vez de analisar o autor?

("A existência de filosofias nacionais e a de uma filosofia portuguesa", in Nova Renascença, 1993, Vol. XIII, pp. 151-153).

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Faria hoje 87 anos



Acaba mal o teu verso,
mas fá-lo com um desígnio:
é um mal que não é mal,
é lutar contra o bonito.

Vai-me a essas rimas que
tão bem desfecham e que
são o pão de ló dos tolos
e torce-lhes o pescoço,

tal como o outro pedia
se fizesse à eloquência,
e se houver um vossa excelência
que grite: – Não é poesia!,

diz-lhe que não, que não é,
que é topada, lixa três,
serração, vidro moído,
papel que se rasga ou pe-

dra que rola na pedra...
Mas também da rima «em cheio»
poderás tirar partido,
que a regra é não haver regra,

a não ser a de cada um,
com sua rima, seu ritmo,
não fazer bom e bonito,
mas fazer bom e expressivo.


Alexandre O’Neill
In Poemas com Endereço, Círculo de Poesia, Livraria Moraes Editora, Lisboa, 1962

Esta Segunda, nos Açores

"Cartas para Delfim Santos", de Álvaro Ribeiro



19 de Dezembro: "O Esplendor da Austeridade"

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

JOSÉ MARINHO, ENTRE DRAMA E ENIGMA (excerto)


(...)
Daí, em suma, a subtil, a abissal diferença entre Filosofia e Religião segundo José Marinho. Enquanto que “a religião tem como origem o que designamos por sentido do drama e a urgência de resolver esse drama” – só ela, aliás, “pode dar ao homem a solução imediata do drama” –, já a Filosofia, “dando solução ao enigma, não pode dar a solução do drama” – ela “não consola, nem redime” –, dado que “sabe que o drama é insolúvel como tal” , mais propriamente, dado que sabe que “o drama da criatura, enquanto tal, é solúvel apenas pela relação ao divino oculto e impassível” . Daí, cumulativamente, a subtil, a abissal diferença entre o “Deus religioso” e o “Deus metafísico”. Enquanto que o primeiro parece apenas existir em função do homem, da sua “salvação”, o mesmo não sucede com o segundo. Eis, pelo menos, a perspectiva de José Marinho. Daí o ter-nos dito que “o fim do Deus metafísico em relação ao homem não é salvá-lo, mas muito simplesmente pensar-se no homem” , daí o ter-nos denunciado “essa última ilusão religiosa da criação e da providência, tão importante para o religioso como perigosa para o metafísico” , daí ainda, enfim, estas suas palavras: “A verdade filosófica não é a de um Deus de que carece o homem, mas a presença no ser de um divino sentido que nos importa sumamente pensar.” ; “O ser não carece de redenção porque ele é propriamente redenção. Mas esta redenção de si que não supõe um redentor como uma pessoa divina é o que se chama propriamente liberdade.” . Num seu texto intitulado “Deus e Mandamento (II)”, antecipa-nos Marinho a mais do que previsível reacção da generalidade dos homens a esse “Deus” que não pretende salvar o homem, mas apenas pensar-se nele, mas apenas “dar-se ao homem para que o homem o apreenda e compreenda tal qual ele é” : “Um Deus como esse não serve para nada. Ou um Deus que intervém na vida e na existência do homem e atende à dor e à desgraça do homem ou nenhum.” . Contra a generalidade dos homens, mas não por isso, propõe-nos Marinho a atitude inversa: que louvemos esse “Deus que não serve para nada”. Seremos capazes disso?

Sábado, 17 de Dezembro de 2011

19 de Dezembro: "Filosofia do Corpo"



Conferência por Nuno Nabais
no âmbito do Projecto Interno
Perspectivas sobre o Corpo. Filosofia, Ciência e Arte.
Dia 19 de Dezembro, segunda-feira, às 10h00
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Sala 8.1.67 (Edifício C8, Piso 1, Sala 67)

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Passam hoje 134 anos...

A 12 de dezembro de 1877, morre, no Rio de Janeiro, vitimado pela tubercolose, o romancista, político, jornalista e teatrólogo brasileiro José de Alencar. Entre as suas principais obras poder-se-ão citar Encarnação, O Guarani, Iracema, Lucíola, A Pata da Gazela e Ubirajara.

Fonte: O Leme

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Exposição sobre a Renascença Portuguesa: Faculdade de Filosofia (Braga)


Faz hoje 103 anos...


Manuel Cândido Pinto de Oliveira nasceu no Porto, a 11 de Dezembro de 1908, tendo sido registado com a data do dia seguinte. Apesar da sua provecta idade, continua a exercer a actividade de cineasta, sempre com as mais elogiosas menções por parte da crítica internacional. Vale Abraão, O Convento, A Caixa e Non ou a Vã Glória de Mandar são alguns dos seus mais conhecidos filmes.

Fonte: O Leme

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Esta Sexta: NOVA ÁGUIA em Braga



Exposição na Faculdade de Filosofia sobre
"A Águia e a Renascença Portuguesa no Contexto da República"

A Faculdade de Filosofia do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa organiza uma exposição comemorativa do centenário da Renascença Portuguesa, que estará patente nos próximos dias 09 a 17 de Dezembro, na entrada da Faculdade, no corredor de acesso ao Bar.
O significado filosófico-cultural do movimento/associação da Renascença Portuguesa, sediada no Porto, e que exerceu a sua atividade entre 1912 e 1932, está intimamente ligado à revista A Águia e às várias centenas de obras publicadas, e que estão significativamente presentes em dois núcleos da Exposição. A revista A Águia, como órgão oficial da Renascença Portuguesa, estabelece a ligação com a 1ª série da sua publicação, nos primeiros meses da República, de Dezembro de 1910 a Julho de 1911.
Uma parte importante da Exposição é constituída pela presença do património de pensamento ligado ao movimento da Renascença Portuguesa nas actividades desenvolvidas pela Faculdade de Filosofia, de modo particular através da Revista Portuguesa de Filosofia e outras publicações.
Fazem parte dos documentos em exposição, os materiais produzidos para a Exposição original, concebida pelo Doutor Arnaldo de Pinho, do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, e pela Doutora Celeste Natário, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e que esteve patente na Biblioteca Municipal do Porto, de 01 de Abril a 31 de Maio de 2011.
A entrada é livre, no horário de funcionamento da Faculdade de Filosofia.

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

"A Filosofia Política de Álvaro Ribeiro"




Ver obras da Fundação Lusíada:
http://www.fundacao-lusiada.org/publicacoes.html

Esta Quarta: última sessão do Ciclo "Paradoxos do Ponto de Partida da Filosofia"

7 de Dezembro: "Problemas de Concordância"

Prezado (a) Amigo (a):

Vimos convidá-lo a assistir à conferência da Dra. Elsa Rodrigues dos Santos, "Problemas de Concordância", integrada no Ciclo “Língua Portuguesa” no dia 7 de Dezembro, 4ª feira, pelas 18.30 horas, na sede da SLP.

A entrada é livre.

Informações pelos telefones 213 533 458 / 213 573 204, das 13.30 às 19.30 horas, de 2ª. a 6ª. feira, ou pelo correio electrónico soclingport@gmail.com

Com os nossos cumprimentos

A Presidente da Direcção
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

Rua Mouzinho da Silveira, 23 - 1250-166 Lisboa - Horário de Funcionamento: 13 às 20 h

Site: www.slp.pt - Tel.: 213 573 204 - Tel. e Fax: 213 533 458

Correio electrónico: soclingport@gmail.com

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Hoje, no Palácio da Independência...

João Bigotte Chorão, António Braz Teixeira e Luís Manuel Bernardo
António Braz Teixeira, José Esteves Pereira e João Bigotte Chorão
Rodrigo Sobral Cunha, António Braz Teixeira e Pedro Martins