EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Camilo Castelo Branco na Sociedade da Língua Portuguesa



Prezado (a) Amigo (a):

Vimos convidá-lo a assistir à conferência Camilo Castelo Branco, “Amor de Perdição” integrada no Ciclo “Comunidade de Leitores” proferida pela Dra. Elsa Rodrigues dos Santos, no dia 4 de Maio, 4ª feira, pelas 18.30 horas, na sede da SLP.

A entrada é livre.

Informações pelos telefones 213 533 458 / 213 573 204, das 13.30 às 19.30 horas, de 2ª. a 6ª. feira, ou pelo correio electrónico soclingport@gmail.com

Com os nossos cumprimentos

A Presidente da Direcção
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

Esta Sexta: Casa Fernando Pessoa, 18h30

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Passam hoje 143 anos...

A 22 de Abril de 1868, nasce, na ilha de São Tomé, o músico português José Vianna da Motta. Notabilizou-se como pianista, compositor, pedagogo e musicógrafo. Entre as suas inúmeras obras, poderemos citar, À Pátria (sinfonia) e Rapsódias Portuguesas (obras para piano).

Fonte: O Leme

Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

QUESTIONÁRIO A TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS PORTUGUESES



Sendo o MIL: Movimento Internacional Lusófono um movimento cultural e cívico que defende a Convergência Lusófona, ou seja, o reforço dos laços entre os países lusófonos a todos os níveis – não só cultural, mas também social, económico e político –, perguntamos a todos os partidos políticos portugueses, que concorrerão às próximas eleições legislativas, o seguinte:

1) Que medidas concretas defendem para o reforço da CPLP, passados já 15 anos após a sua criação?

2) Concordam, nomeadamente, com a criação:
- do cargo de Presidente da CPLP e que Lula da Silva seja o primeiro eleito para esse cargo, como propusemos recentemente?
- de um Parlamento Lusófono, com representantes eleitos por cada um dos países, com atribuições e competências a acordar entre os Países de Língua Portuguesa?
- de um Banco Lusófono de Cooperação, a ser gerido por todos os países da CPLP, conforme as possibilidades de cada um dos países?
- de um Fundo Monetário Lusófono, de modo, desde logo, a salvaguardar o espaço lusófono da especulação financeira internacional?
- de uma Zona Lusófona de Comércio Livre, a ser progressivamente concretizada?
- de uma Força Lusófona de Manutenção de Paz, tão actualmente necessária, por exemplo, na Guiné-Bissau – tal como no passado em Timor-Leste –, conforme o MIL propôs em Petição Pública: http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html?
- de um Passaporte Lusófono, proposta igualmente por nós lançada numa Petição: http://www.gopetition.com/online/20337.html?
- de um Ministério para a Lusofonia, independente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na estrutura governativa de Portugal?

3) Finalmente, concordam que se reveja a Constituição Portuguesa, reflectindo o desejo expresso de muitos cidadãos, abrindo a possibilidade de candidaturas independentes (directas/individuais e/ou por via de listas não partidárias/colectivas) de cidadãos portugueses a futuras Eleições Legislativas, conforme também defendemos em Petição Pública: http://www.gopetition.com/petition/26885.html ?

MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

Terça-feira, 19 de Abril de 2011

Sábado, 16 de Abril de 2011

Este Sábado: NOVA ÁGUIA em Tavira




16.04.11 - 19h00: Cine-Teatro António Pinheiro (Tavira)

No âmbito do "5º Encontro de Escritores Algarve-Andaluzia"

Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Ontem, no Porto...

Alfredo Ribeiro dos Santos, na assistência
Pinharanda Gomes, dirigindo-se aos presentes

Homenagem a Manuel da Costa Freitas

LIVROS LIDOS POR MIGUEL TORGA E CITADOS NO DIÁRIO (II)



DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

Terminámos o artigo anterior com uma apreciação negativa a Baudelaire da parte de Miguel Torga transcrita do Diário I, porém, o autor de S. Martinho de Anta volta a falar do autor de As Flores do Mal no Diário II, ao mesmo tempo que o compara com outros três autores, como se constata na seguinte passagem:
“Coimbra, 22 de Dezembro de 1942 – Não há dúvida nenhuma: se um leitor não se tem firme nos pés diante de certos livros e de certos autores, acontece-lhe como quando a gente se debruça a uma alta janela e olha com adesão exagerada para o fundo: atira-se dali abaixo. E coisa curiosa: tanto monta que o aceno venha dum clássico, como dum romântico, como dum realista, como dum futurista. Desde que a mão feiticeira que o faz saiba da sua poda, um homem, que ainda ontem era enforcado de Villon, passa a satânico de Baudelaire sem qualquer cerimónia. Por mim, já esta semana tive tentações de ser o Bimnarder da Menina e moça, o António de Faria da Peregrinação, o Nathanael das Nourritures terrestres, e não sei que mais. Mas é claro que me segurei ao parapeito da janela, e não cedi à atracção do abismo. – Calma! Calma – ia murmurando, a ter mão no juízo. Calma, que mais vale um caldo de couves em choupana nossa, do que um lauto banquete em palácio alheio.” (D. II, pp. 96-97)
Como já se percebeu, os autores que vimos citando aparecem aqui por ordem alfabética. Assim, depois de Baudelaire, surge Raul Brandão, o autor português de quem Torga cita a obra Os Pescadores.
“Leiria, 9 de Julho de 1939 – Berlengas o dia inteiro. Vide Raul Brandão, página 195 de Os Pescadores. (Para que raio há-de a gente estar para aqui a presumir).” (D. I, P. 99)
Em seguida, surgem diversos livros e seus respectivos autores ligados à Índia: Tagore, Fernão Mendes Pinto e Rudyard Kipling. Ao lado desses escritores, outros dois magos do pensamento humano – Buda e Gandhi.
“Coimbra, 9 de Agosto de 1941 – A propósito da morte de Tagore, fui reler coisas da Índia. Daquela Índia maravilhosa, que em mim começa em Fernão Mendes Pinto, passa pelo Buda, e acaba no Rudyard Kipling. Li, e perdi-me como sempre num fantástico labirinto humano, onde até um Deus pode morrer ortodoxamente duma indigestão de carne de porco. Passei pelos jejuns do Gandhi, pelo barqueiro que esteve um ano a fio a contemplar uma árvore, e só parei diante de um extraordinário monge, rapaz novo ainda, de lindos olhos, pelos quais a esposa de um mercador se enamorou. A tentá-lo, a mulher parecia a serpente do Paraíso. Falava-lhe daqueles olhos como das riquezas de um marajá. Mas ele sabia disto de castidade. E não esteve com meias medidas: arrancou um olho, e secou o pecado da cobra pondo diante do fogo do seu desejo aquele pedaço de carne sangrento e feio. (…)” (D. I, p.199)
Segue-se Byron, o autor que tratou tão mal os portugueses, quando os confrontou com as belezas de Sintra, pelas quais se apaixonou.
“Coimbra, 25 de Janeiro de 1937 – Leitura de uma «Vida de Byron». Não há dúvida nenhuma que aquele homem foi uma espécie de Henrique VIII do reino da poesia. Coragem de ser quem era, e coragem de pôr a sua realeza ao serviço do seu corpo. Pessoalmente, prefiro um Shelley honrado, a sustentar o sogro, a dar lebre por lebre, e sem sombras de incesto. Mas é evidente que se não fossem os Byrons que de vez em quando aparecem na família dos poetas, a humanidade, com o desprezo que tem por nós, já nos tinha mandado capar a todos.” (D. I, p. 35)

Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Hoje: lançamento duplo...

12.04.11 - 14h30: Academia dos Saberes: Pólo de Sacavém
12.04.11 - 18h00: Palácio da Independência (Lisboa)
Em conjunto com o lançamento da Revista “Letras com Vida”

Sábado, 9 de Abril de 2011

"O murmúrio das árvores"


Tomando a Árvore como elemento central,Gustavo Fernandes afirma nesta exposição o seu constante interesse e preocupação pela Natureza. Ao longo de 25 anos dedicados à arte, em quase todas as suas obras existe um elemento que nos remete para a Natureza e
nos apela à preservação do planeta.
Árvores de sólidas raízes que nos apontam o céu, destemidas, enfrentam o fogo e lutam sem vergar pela eterna regeneração.
Ar, Terra, Fogo e Água colocam-nos definitivamente a preservação ambiental como a prioridade número um de todos os cidadãos, mesmo que alguns ainda insistam em ignorar a realidade.
“ O Murmúrio das árvores” na Galeria Galveias de 28 de Abril até ao dia 9 de Junho.

APRECIAÇÃO DE LIVROS FEITA POR TORGA NO DIÁRIO (I)



DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

Vejamos o que o escritor Miguel Torga escreveu acerca das obras que leu ao longo da sua vida e cujo registo nos deixou nos dezasseis volumes que constituem a sua colossal obra, a que chamou Diário.
A primeira referência tem duas vertentes, como constatamos no texto seguinte, um escritor policial chamado Armstrong, e o célebre norte-americano William Faulkner:

“Monte Real, Agosto de 1938, Quarta – É preciso dizer isto. É preciso fazer esta confissão, mesmo que a posteridade depois desista da lápide. É preciso dizer que li hoje de enfiada dois romances policiais, dum tal Sr. Armstrong, e que gostei. E acrescentar que tinha ao lado, interrompida, A Luz de Agosto de Faulkner.” (D. I, p. 72)

Seguem-se dois livros escritos por franceses – Maupassant e Flaubert -, ao mesmo tempo que os compara com outros dois seus compatriotas, Zola e Balzac:

“Coimbra, 2 de Fevereiro de 1942 - Une vie. Um assombro, a cena do velório. Mas este Maupassant era mau aluno. Ouviu as lições do Flaubert, ouviu, e ficou-se na sua: - génio. E com ele escreveu os seus eternos contos, a rir-se dos romances do Zola, do Balzac, e até dos do próprio mestre, excluindo, Madame Bovary, claro está.” (D. II, p. 26)

Os próximos livros referidos pelo poeta de S. Martinho de Anta referem-se a autores portugueses. São eles, Carlos Malheiro Dias, Camilo Castelo Branco e o Bandarra. Por comparação, cita ainda, Eça de Queirós e o padre António Vieira:

“Coimbra, 20 de Outubro de 1941 – Outra morte no pequeno mundo das nossas letras. Também não era um génio, Carlos Malheiro Dias. A lição que o Eça lhe deixou merecia outro entendimento. Se a aprendesse, aquela Paixão de Maria do Céu nem teria os limites do Vieira, nem o melaço das rabanadas. Seria um grande romance. Mas, quê! O autor convenceu-se de que era preciso reaportuguesar o Amor de Perdição que o Camilo atirara à barra do Doiro, na esperança fundada de que, como ao vinho do Porto, dali qualquer barco veleiro o levaria à Europa. E vá de recolher o náufrago, de lhe cegar os olhos que luz da França conspurcara, e de o reintegrar na solidão montanhesa do solar dos Sepúlvedas. É triste e desanimador. Mas aos românticos e aos realistas, a quem o mundo só meteu medo na medida em que o não conheciam, sucedeu uma gente estranha, maníaca dum Portugal à base de D. Sebastião e das alheiras de Chaves. E pronto: lá regressa a pobre da nossa literatura ao Bandarra e ao Flos Sanctorum – atoleiro que parece ser, afinal, o seu íntimo destino.” (D. II, pp. 18-19)

Torga volta de novo, à literatura anglo-saxónica, para falar de duas obras, Daphne Adeane e The Fountain, como se comprova com a leitura do seguinte excerto do Diário:

“Coimbra, 16 de Abril de 1941 – Segunda leitura de Daphne Adeane do Baring. Nada que se possa comparar à emoção forte que senti a primeira vez. Tenho a impressão de que certos livros vivem duma espécie de ópio que trazem diluído nas páginas por abrir. A gente prova o veneno, e não resiste. Mais tarde, quando estamos já vacinados, a estrutura frágil do conteúdo aparece em toda a sua extensão. É claro que Daphne Adeane continua a ter boas cenas, bom diálogo, e que todo o livro é bem escrito e bem arquitectado. Mas precisamente porque as manhas com que foi feito eram para toldar de mistério certo enredo, uma vez o mistério revelado, a gente verifica que o travejamento, afinal, não é de carvalho, resistente a qualquer hora e a qualquer leitura, como o The Fountain, por exemplo.” (D. I, P. 184)

A terminar (por hoje), fiquemo-nos com a referência torguiana a uma obra de Baudelaire, onde compara este poeta com Tolstoi, Morgan e Rilke:

“Caldas da Rainha, 15 de Setembro de 1939 – As Fusées de Baudelaire. Decididamente, não pertenço a semelhante raça. Aquilo, de resto, não é nada, a não ser o fígado a dar sinais de si. Ao pé de um Tolstoi, de um Morgan, de um Rilke, coisas assim parecem realmente vómitos biliosos.” (D. I, p. 111)

Para além das muitas ilações que se podem tirar dos excertos seleccionados do Diário de Torga, não podemos deixar de chamar a atenção para a erudição e os conhecimentos literários do grande escritor português.

Delfim Santos e a Filosofia da Ciência - Uma exploração preliminar



O SEMINÁRIO PERMANENTE DE FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS TEM A HONRA DE VOS CONVIDAR PARA A SESSÃO



por F. DELFIM SANTOS E EQUIPA DO PROJETO

DIA 12 DE ABRIL (TERÇA-FEIRA) PELAS 17.00H

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
SALA 8.2.02 (EDIFÍCIO C8, PISO 2, SALA 02)

Hoje, "Iniciar a Necessária Refundação do Estado"

09.04.11 - 19h30: Restaurante “A Quinta” (Oeiras)

Reúnem-se aqui os textos que fomos escrevendo ao longo da campanha presidencial de Fernando Nobre, que acompanhámos e apoiámos, a título pessoal e em nome do MIL: Movimento Internacional Lusófono. Esses textos foram sendo publicados no MILhafre, o blogue do MIL e na página oficial da candidatura presidencial de Fernando Nobre, textos que, conforme um dia nos disse, o próprio foi lendo e apreciando.

Finda essa campanha, e dado o resultado extraordinário, uma pergunta se impõe: “E agora, Fernando Nobre?”

Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Mais um título da Colecção NOVA ÁGUIA

Declaração MIL sobre a “dívida soberana portuguesa”



No seguimento das declarações dos Presidentes de Timor-Leste e do Brasil, que publicamente manifestaram a disponibilidade dos seus países em comprar “dívida soberana portuguesa a juros mais baixos” do que aqueles que se têm verificado nos mercados internacionais – cada vez mais insustentáveis –, o MIL: Movimento Internacional Lusófono vem expressar o seu apoio a esta proposta, que, a nosso ver, se pode constituir, a médio prazo, em algo de mais perene – na criação de um Fundo Monetário Lusófono, a ser gerido por todos os Governos da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, de modo, desde logo, a salvaguardar o espaço lusófono da especulação financeira internacional. Este Fundo, respeitando as regras do mercado financeiro, ainda que pugnando por outro enquadramento das Agências de Rating, promoveria, fundamentalmente, a cooperação lusófona, assim dando passos para uma Zona de Comércio Livre Lusófona.

MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

Esta Semana, Cursos sobre Agostinho da Silva e Vergílio Ferreira

Domingo, 3 de Abril de 2011

Faleceu há 17 anos...


“Do rectângulo da Europa passámos para algo totalmente diferente. Agora, Portugal é todo o território de língua portuguesa. Os brasileiros poderão chamar-lhe Brasil e os moçambicanos poderão chamar-lhe Moçambique. É uma Pátria estendida a todos os homens, aquilo que Fernando Pessoa julgou ser a sua Pátria: a língua portuguesa. Agora, é essa a Pátria de todos nós.”

“A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.”

Próximo Sábado, em Amarante

Sábado, 2 de Abril de 2011

Mais uma semana em grande...

Hoje, na Casa de Angola
Ontem, na Biblioteca Pública Municipal do Porto (José Meirinhos, Cristina Azevedo, Alfredo Ribeiro dos Santos, José Esteves Pereira e Arnaldo Pinho)

Ir a Angola sem sair de Lisboa: Hoje, mais um lançamento NOVA ÁGUIA

02.04.11 - 18h00: Casa de Angola (Lisboa)

Travessa da Fabrica das Sedas, nº7
1250-107 - Lisboa
Telef. 21 386 3496

"Pessoa e o sentido da (im)perfeição"

Esta quarta

Exmo. (a) Senhor (a):

A Sociedade da Língua Portuguesa vai realizar na próxima semana, dia 6 de Abril, às 18.30 horas, uma sessão dedicada ao Novo Acordo Ortográfico, orientada pela Dra. Elsa Rodrigues dos Santos e pelo Engº. D’Silvas Filho, autor do Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa. Pela importância que reveste esta sessão, agradecíamos que fosse divulgada a todos os professores, pois, gostaríamos de poder contar com a sua presença.

Com os nossos cumprimentos
A Presidente da Direcção
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Hoje e Amanhã, mais 3 lançamento​s NOVA ÁGUIA

01.04.11 - 17h00: Biblioteca Municipal do Porto
01.04.11 - 21h30: Café Aliança (Mira)
02.04.11 - 18h00: Casa de Angola (Lisboa)