A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

UNIVERSIDADE POPULAR DO PORTO

Ontem um grupo de alunos da Universidade Popular do Porto, orientado pela Arquitecta Annie Gunther, fez uma visita de estudo ao edifício do Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes.


Durante a visita puderam apreciar as características arquitectónicas do edifício e as manifestações artísticas que embelezam o seu interior. A maioria dos alunos ficou surpreendida com a qualidade do edifício e com o seu bom estado de conservação e com o facto de nele se encontrarem tantos motivos de interesse, dos quais destacaram a bela clarabóia com o seu magnífico trabalho em estuque e a beleza dos tectos.




Ficaram, igualmente, surpreendidos com o interessante espólio do museu composto, principalmente, por peças relacionadas com a I Guerra Mundial e com a Guerra do Ultramar.









Também visitaram a galeria de arte pertencente ao Núcleo, instalada no mesmo edifício e que se encontra disponível, de forma gratuita, para a realização de exposições de qualquer tipo.
O edifício onde se encontra instalado o Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes, bem como, o museu e a galeria podem ser visitados, individualmente ou em grupo, durante os dias úteis, da parte da tarde, embora no caso dos grupos se aconselhe um contacto prévio.

domingo, 16 de novembro de 2008

O NÚCLEO DO PORTO da Liga dos Combatentes

(continuação)

No texto publicado em 6 do corrente fazia-se referência ao magnífico edifício onde o Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes está instalado. É um edifício cuja fachada principal é quase todo de cantaria de granito que hoje não mostra as barbaridades que ao longo dos anos lhe foram feitas.

A partir da década de 30 do Século passado, foi ocupado, sucessivamente, pelo Tribunal da Relação e pelo Arquivo de Identificação do Porto.
Em consequência dessas ocupações e dos maus tratos ( péssimos tratos ) que lhe deram, em 1974 o edifício encontrava-se num estado de degradação próximo da ruína. Bastará recordar que, durante esses anos de ocupação, houve quem tivesse sido capaz de retirar ou destruir os fogões-de-sala em mármore de Carrara existentes em cada sala. Igual sorte tiveram as figuras douradas dos capitéis das falsas colunas do salão nobre.
No começo da década de 70, o então banqueiro Pinto de Magalhães pretendeu adquirir o edifício para o demolir para alargamento do supermercado que se estenderia da Rua Passos Manuel à Rua Formosa.
Felizmente, esse crime contra o património arquitectónico da cidade não se consumou porque a Câmara Municipal classificou o edifício como de interesse artístico e arquitectónico.
Assim, a venda que estava ajustada por 11.000 contos, não chegou a realizar-se e os proprietários que, na altura, 1974,eram já em número de 16,viram-se impossibilitados de fazer a partilha do imóvel que só poderia interessar ao Estado, à Câmara Municipal ou a uma instituição, para nele instalar os seus serviços.
Foi então a vez do Núcleo do Porto encetar negociações para aquisição do imóvel, o que veio a conseguir pelo valor, irrisório mesmo para a época, de 5.800 contos.
No dia 16 de Março de 1974, foi assinada, no salão nobre, a escritura de compra e venda.
O edifício teve a sorte de, nessa altura, ser Presidente da Direcção do Núcleo do Porto o hoje coronel Mário Fernandes da Ponte que, não só o salvou da destruição, mas que, graças ao facto de ser engenheiro civil, tratou imediatamente de encetar as primeiras e indispensáveis obras. A ele deve a cidade a preservação desta jóia arquitectónica e a Liga dos Combatentes o orgulho de ter as suas instalações num dos mais significativos edifícios da cidade.
Foi renovada e ampliada a instalação eléctrica, substituida toda a caixilharia da fachada posterior ( a maioria já não existia ), fizeram-se outras pequenas obras e, em Setembro de 1974, os serviços do Núcleo começaram a funcionar no edifício, onde hoje se encontram.

Desde então e à medida que as disponibilidades o permitiam, foram efectuadas as necessárias obras de recuperação e adaptação. Pode dizer-se que, do edifício adquirido, hoje só existem as paredes de pedra, a escadaria principal e alguns pavimentos em madeira. Aos longo destes 34 anos foram-se fazendo mais melhoramentos, dos quais se deve salientar a recuperação da pintura dos tectos do salão nobre ( hoje sala principal do museu ) que se ficou a dever ao empenho e iniciativa de alguns membros da Direcção do Núcleo e ao seu presidente, o médico tenente-coronel Rui Fernandes, e à decisiva contribuição do Centro de Coordenação da Região Norte que cobriu 60% do custo da obra.


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

COMBATENTES MOÇAMBICANOS E PORTUGUESES


A Liga dos Combatentes, portuguesa, e a Associação de Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), moçambicana, assinaram um memorando de entendimento com vista a realizarem actividades comuns.
Por outro lado, o Ministério para os Assuntos dos Antigos Combatentes pretende coligir dados sobre a guerra em Moçambique.
Para bem da CPLP, seria bom a Liga dos Combatentes procurar moderar a tendência que todos os Estados têm de transformar o antigo inimigo num monstro a odiar.

Desse modo, prestaria mais um inestimável serviço à CPLP.

Ler mais:

terça-feira, 26 de agosto de 2008

LIGA DOS COMBATENTES


Em Outubro de 2007, foi celebrado, entre o Instituto de Defesa Nacional, da Guiné-Bissau, e a Liga dos Combatentes, de Portugal, um protocolo que tem por finalidade a recuperação e manutenção, com dignidade, dos espaços onde se encontram inumados militares que combateram por Portugal.

Finalmente houve alguém que se recordou que o Exército Português não era constituido só por militares oriundos do território europeu.

Uma das maiores vergonhas que Portugal arrasta consigo, é a indiferença com que tem tratado os militares da Guiné-Bissau, de Angola e de Moçambique que combateram nas suas fileiras. Os que não foram assassinados, após as Independências, vivem, na grande maioria, nas piores condições.

Tão genial e bem sucedida foi a ideia, que um cemitério e sua capela já foram recuperados, que está em vias de concretização um Monumento ao Soldado Desconhecido, guineense e português, e a formação de técnicos guineenses na área de arquivos históricos e bibliotecas.

Quero, ainda, deixar ficar registado, que existe a Associação de Ex-Militares das Forças Armadas Portuguesas, constituida por guineenses!

Grande serviço está a prestar a Liga dos Combatentes à Lusofonia.

Esta, meus Senhores, é uma das formas mais sólidas de se fortalecer a CPLP.

Muito haveria para escrever sobre isto, mas deixo que cada um valorize esta notícia conforme a sua consciência e a sua formação.


Arnaldo Norton
http://santosnorton.blogspot.com/