EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Domingo, 30 de Outubro de 2011

Promoção especial: aproveite esta oportunidade!

Promoção especial para a renovação da sua assinatura, até ao próximo dia 28 de Outubro, na qual beneficiará da oferta de um livro da colecção Nova Águia à sua escolha. Se desejar fazer a renovação e usufruir desta campanha, bastará efectuar os seguintes passos simples:

1) Deverá primeiramente efectuar uma transferência bancária de 40 Eur (para Portugal e Ilhas) para o NIB da Zéfiro:

NIB: 0035 0200 0000 8293 030 88


2) Posteriormente, envie-nos o respectivo comprovativo via email para assinaturas@zefiro.pt

Nota: Sem o envio do comprovativo não nos é possível proceder ao envio da encomenda.


3) Por fim, envie-nos também um email para assinaturas@zefiro.pt com a indicação do livro à sua escolha da colecção Nova Águia que pretende receber a título gratuito.

Poderá consultar o catálogo da colecção em: http://www.zefiro.pt/catalogo_novaaguia_net.htm

Ontem, na Biblioteca Municipal de Sesimbra



Renato Epifânio, Pedro Martins, Luís Paixão e Joaquim Domingues

Sábado, 29 de Outubro de 2011

Este Sábado, na Biblioteca Municipal de Sesimbra



29 de Outubro - 15:00

- Lançamento do oitavo número da revista NOVA ÁGUIA: O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro

- Colóquio António Telmo e a Escola Portuense em Lisboa

com a participação de Pinharanda Gomes – António Telmo e a escola portuense em Lisboa, Joaquim Domingues – António Telmo e Álvaro Ribeiro e Renato Epifânio, António Telmo e José Marinho

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

29 de Outubro: Pegadas "luso-galaicas"



Pegadas é o segundo número dos Q de Vián Cadernos, que reúne trinta e sete vozes da Galiza e de Portugal ( Aurelino Costa, Asun Estévez, Alberto Augusto Miranda, António Pedro Ribeiro, Baldo Ramos, Miguel Ángel Alonso Diz, Bruno Miguel Resende,Artur Alonso Novelhe, Fabián Barreiro, Lino Braxe, Lois Magariños, María Elvira Millán Liméns, Concha Rousia, Alberte Momán, Ramiro Vidal Alvarinho, Iolanda Aldrei, Marília Miranda Lopes, Manolo Pipas, Xoán Carlos Domínguez Alberte, Virgilio Liquito, Susana Pazo Maside, Fátima Vale, Alba Méndez, Marta Pedrosa Agra, Eva Méndez Doroxo, Alfonso Láuzara, Xosé Daniel Costas, Xoán’ma Rial Rodríguez, Miguel Alonso Fernández, Pilar Mera Costas, Lucía Novas, Ana Cibeira, María N. Soutelo, Rosa Enríquez, José Fontes Novas, Xavier Vásquez Freire, e Xurxo F. Martin.) e será apresentado no próximo dia 29 de Outubro no Doo Bop pelas 18h30: uma iniciativa conjunta da Associação Cultural Extrapolar e da Porta Verde do Sétimo Andar.

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Esta Quarta: livro de poesia de Carlos Carranca "Com o cachimbo do meu pai"


Prezado (a) Amigo (a):
Vimos convidá-lo a assistir à apresentação do livro de poesia de Carlos Carranca Com o cachimbo do meu pai no dia 26 de Outubro, 4ª feira, pelas 18.30 horas, na sede da SLP.
A apresentação será feita pela Dra. Elsa Rodrigues dos Santos.
A entrada é livre.

Informações pelos telefones 213 533 458 / 213 573 204, das 13.30 às 19.30 horas, de 2ª. a 6ª. feira, ou pelo correio electrónico soclingport@gmail.com

Com os nossos cumprimentos

A Presidente da Direcção
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

Próxima conferência:
Dia 9/11 – Leitura dramática da peça de João d’Ávila Um crime em Nova Iorque
João d’Ávila

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Hoje: Revisitando as “Conversas Vadias” com… Adelino Gomes



Adelino Gomes, 20 anos depois, fala da entrevista que fez a Agostinho da Silva. Quinta-feira, 20 de Outubro, 22h, no Bartô, o bar do Chapitô.


Filósofo, professor, pensador, exilado, caminhante errante. Foram muitas as gavetas em o quiseram encaixar, mas, na verdade, Agostinho da Silva foi tudo isto ao mesmo tempo e muito mais. Em 1990, quatro a...nos antes da sua morte, a personalidade dá-se a conhecer ao grande público com o célebre programa televisivo Conversas Vadias. Passados vinte anos trazemos, em colaboração com a Associação Agostinho da Silva, os “entrevistadores” do Professor ao ZonaFranca|Bartô, para uma descontraída conversa sobre a figura, a entrevista em questão e as profundas alterações que se foram operando durante o tempo que nos separa das suas eloquentes formulações. Neste mês senta-se à mesa connosco Adelino Gomes, um dos mais consagrados jornalistas portugueses e um dos mais polémicos entrevistadores do Professor.

22h Bartô, Bar do Chapitô
Passagem do episódio "Conversas Vadias" (com Adelino Gomes) 27´, seguida de conversa informal

Hoje: Mia Couto, encontro na Biblioteca da FLUL (20/10, 18h)

"Teoria do Amor e da Morte", de Afonso Botelho




Ver obras da Fundação Lusíada:
http://www.fundacao-lusiada.org/publicacoes.html

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

Este Sábado: mais 2 lançamento​s da NOVA ÁGUIA 8

15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)

Apresentação de Pinharanda Gomes e Renato Epifânio

15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)

Apresentação de Miguel Real

"Em Torno de Agostinho da Silva na Casa Bocage"



A Casa Bocage (Divisão de Museus do Município de Setúbal) e a Associação Agostinho da Silva convidam para estar presente na quarta e penúltima sessão do ciclo de tertúlias "Em torno de Agostinho da Silva na Casa Bocage".

A sessão, no próximo Sábado, dia 15 de Outubro, pelas 17h30, será preenchida com as comunicações:
"Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa", por Miguel Real
"Agostinho da Silva, Além de Poeta ... Poema", por Maurícia Teles

E o testemunho
"Encontro com Agostinho da Silva no Brasil", por João Ferreira.

Seguir-se-á a apresentação do oitavo número da
“Nova Águia – Revista de Cultura para o Séc. XXI” , por Miguel Real

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Resposta a António Guerreiro



O provincianismo de alguma crítica

Qualificou, Fernando Pessoa, o provincianismo como o nosso “mal superior”, referindo Eça de Queiroz como “o exemplo mais flagrante do provincianismo português” [in “Portugal entre Passado e Futuro”], o mesmo Eça que Agostinho da Silva, em convergência com Pessoa, acusou de ter criado “um ambiente de desprezo pela pátria” [in “As responsabilidades de Eça de Queiroz”].

Esse provincianismo, que consiste em desprezar tudo o que alegadamente é próprio da nossa tradição filosófica e cultural, ficando embasbacado com todas as modas que vêm de fora, por mais supérfluas que sejam, tem sido, cada vez mais, justiça seja feita, erradicado das nossas Universidades, onde – falo, em particular, dos Cursos de Filosofia, que conheço melhor –, hoje se estudam, sem quaisquer complexos provincianos, os autores da Filosofia Portuguesa.

Esse provincianismo subsiste, contudo, nalguma “crítica”, sendo António Guerreiro [AG] um dos seus exemplos mais flagrantes. Em Abril deste ano, escreveu uma diatribe contra a Filosofia Portuguesa em geral e a Revista Nova Águia em particular, onde procurava assustar os mais incautos, falando até de “máquina mitológica que constrói uma identidade, reduzindo o passado — com o qual mantém uma relação viciada — a uma papa indistinta de destino e devir, de passado mítico e presente incognoscível” [Atual, 30.04.2011]. Caso para dizer: “Que horror!”.

Agora [Atual, 08.10.2011], volta de novo à carga contra “a tribo da chamada ‘filosofia portuguesa’” [sic], tomando como pretexto uma obra de Miguel Real [MR], recentemente editada na Imprensa Nacional – Casa da Moeda [INCM]: O Pensamento Português Contemporâneo (1890-2010). Esta obra, com mais de um milhar de páginas, procura ser sobretudo um mapa do pensamento filosófico português contemporâneo, detectando as suas principais tendências. Pois bem: AG denuncia nesta obra a “vontade de categorizar, atribuir epítetos, organizar em gavetas e incluir em listas”. Como se não fosse esse, precisamente, o intento maior da obra: construir um mapa. Isso, por si só, torna a obra muito meritória: até agora, não havia um mapa do pensamento filosófico português contemporâneo com esta abrangência e minúcia. Agora – mérito de MR – já há. Por isso, lhe devemos estar muito gratos.

Decerto, poderemos discordar de algumas perspectivas – eu também não me revejo nalgumas delas. Mas é da mais elementar justiça reconhecer que MR procurou fazer-nos um mapa o mais abrangente e minucioso possível do pensamento filosófico contemporâneo, incluindo nele quase todos os nomes (como sempre acontece neste tipo de obras, há alguns nomes não referidos). Para o constatar, basta consultar o índice onomástico da obra (pp. 1009-1022). São cerca de um milhar de nomes.

AG acusa ainda MR de não nos dar uma visão aprofundada de muitos desses pensadores. Como se MR não o tivesse já feito em obras em que se dedicou, nomeadamente, a autores como António Vieira, Agostinho da Silva e Eduardo Lourenço. O que aqui se procurava não era, de todo, isso – uma perspectiva aprofundada sobre os autores do pensamento filosófico português contemporâneo –, mas, o que é muito diferente, uma visão panorâmica sobre “os veios nervosos e os traços singulares da reflexão filosófica escrita em Portugal nos últimos cento e cinquenta anos”, conforme se pode ler na contracapa do livro. Escamotear isto só pode denotar curta inteligência ou extensa má-fé.

AG que escolha a “etiqueta” que mais lhe convém mas eu optarei pela segunda. E isto atendendo ao que AG escreve ainda sobre alguns autores que MR destaca – falo, em particular, de Carlos Henrique do Carmo Silva [CHCS] e António Braz Teixeira [ABT] – a este respeito, uma nota pitoresca: AG denuncia que MR escreve Luísa Neto Jorge e não Luiza Neto Jorge mas comete erro similar com o nome de António Braz Teixeira (escreve “Brás”). Assim, procura ridicularizar o facto de MR considerar a obra de CHCS como “a mais importante produzida em Portugal, no último quartel do século XX”, referindo apenas o título “Experiência Orante em Santa Teresa de Jesus”. Percebe-se bem a intenção: “Vejam bem quem MR escolhe como a grande obra da Filosofia Portuguesa! Uma obra de evidente teor beato…”. Trata-se de má-fé porque, manifestamente, se procura induzir o leitor em erro. CHCS, sendo Professor de Filosofia na Universidade Católica Portuguesa, é tudo menos um autor beato. Qualquer pessoa minimamente culta sabe isso.

Mas a má-fé não acaba aqui. Atinge o seu auge no último parágrafo. Neste, AG expressa o seu “escândalo” pelo destaque dado por MR a ABT: “promovido a ‘pensador’ de vasto alcance”. Razões para tal? AG só encontra uma: ABT “editou este livro e tem feito do catálogo da editora do Estado um bafiento e despudorado centro de irradiação e difusão do ‘pensamento português’”. Na sua despudorada má-fé, AG consegue até manipular o calendário: ABT não foi o editor da obra pois saiu da INCM, onde era Presidente, em 2008 (!). Mas mesmo que se tivesse mantido: não seria de todo por isso que MR promove ABT “a ‘pensador’ de vasto alcance”. AG conhece, por acaso, a extensíssima obra de ABT? Ou é daqueles críticos que gosta de dizer “não li e não gostei”?

O provincianismo crítico de AG é, pois, evidente. Contra esse provincianismo, muito bem andou ABT em ter “feito do catálogo da editora do Estado um despudorado [despudorado sim, bafiento não] centro de irradiação e difusão do ‘pensamento português’”. Devemos homenageá-lo por isso. Se o Estado tem uma Editora – como eu considero que deve continuar a ter – é precisamente para isso. AG, pelos vistos, considera o contrário. Provincianamente, AG julga que a Editora do Estado não deve irradiar nem difundir o pensamento português. Ou talvez sim, desde que com (algum?, muito?) pudor…

Num texto a meu ver menos feliz, pela sua equivocidade, que de resto aparece no livro, falou MR da “morte da Filosofia Portuguesa”. Também aqui AG discorda de MR. Neste caso, faz, na minha perspectiva, muito bem. Esperemos então pelo próximo ataque à “tribo” (sic). Pessoa tinha, de facto, razão: o provincianismo é mesmo o nosso “mal superior”. Sobrevive a tudo. Nesse aspecto, mas apenas nesse, é como a Filosofia Portuguesa. É, decerto, o seu mais genuíno par antitético.

Renato Epifânio

Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa

Co-Director da Revista NOVA ÁGUIA

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono


P.S.: O presente texto foi enviado para o Jornal "Expresso", que recusou publicá-lo, dando assim cobertura à manipulação crítica e factual.

Esta Segunda: 1º Lançamento da NOVA ÁGUIA 8...

10.10.11 - 18h30: Livraria Fnac Chiado (Lisboa)

Apresentação de António Braz Teixeira

António Braz Teixeira é Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa, tendo exercido funções docentes em diversas instituições de Ensino Superior, como a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a Universidade de Évora e a Universidade Autónoma de Lisboa. Membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Membro correspondente da Academia Portuguesa de História, da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia (Rio de Janeiro). Autor de: A Filosofia Portuguesa Actual (1959); O Pensamento filosófico-jurídico Português (1983); Sentido e Valor do Direito. Introdução à Filosofia Jurídica (1990/ 2000); Caminhos e Figuras da Filosofia do Direito Luso-Brasileira (1991/ 2002); Deus, o Mal e a Saudade: estudos sobre o pensamento português e luso-brasileiro contemporâneo (1993); Filosofia Jurídica Portuguesa Contemporânea (1993); O Pensamento Filosófico de Gonçalves de Magalhães (1994); O Espelho da Razão: estudos sobre o pensamento filosófico brasileiro (1997); Ética, Filosofia e Religião: estudos sobre o pensamento português, galego e brasileiro (1997); Formas e Percursos da Razão Atlântica: estudos de filosofia luso-brasileira (2001), História da Filosofia do Direito Portuguesa (2005); Diálogos e perfis (2006), A Filosofia da Saudade (2006), O Essencial sobre a Filosofia Portuguesa (sécs XIX e XX) (2008), Conceito e formas de democracia em Portugal e outros estudos da história das ideias (2008) e A Experiência Reflexiva: estudos sobre o pensamento luso-brasileiro (2009). Homenageado por colegas, admiradores e discípulos, através de: AAVV, Convergências e Afinidades. Homenagem a António Braz Teixeira, CEFi / CFUL, Lisboa, 2008.

Terça-feira, 4 de Outubro de 2011