A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

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Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Passam hoje 88 anos...


A 28 de Janeiro de 1924, morre, em Lisboa, Joaquim Teófilo Fernandes Braga, político, escritor e ensaísta português. Completou o mandato de Manuel de Arriaga como Presidente da 1ª República, entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.
___________
Em suma, para os dois mais insignes hermeneutas da Filosofia Portuguesa, Teófilo Braga é um autor a valorizar – não apenas na primeira dita “fase romântica”, em que por influência de Michelet, Vico e Hegel, entre outros, se dedicou mais expressamente às tradições nacionais (1), mas inclusivamente na sua posterior dita “fase positivista”, dado que, mesmo aí, recordando as palavras de Álvaro Ribeiro, aspirou à “formação, dentro do positivismo, de uma escola tipicamente portuguesa”.



(1) Sobre esta fase, ver em particular o artigo “Teófilo o jovem”, de Rodrigo Sobral Cunha, publicado na NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (nº 6, 2º Semestre de 2010).

domingo, 31 de janeiro de 2010

Já começaram a chegar textos para o nº 6 da NOVA ÁGUIA...

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Rodrigo Sobral Cunha
TEÓFILO O JOVEM

(excerto)

Entre nós os da língua portuguesa, o provérbio Vox populi, vox Dei – que todos os Cristãos do Sacro Império Romano-Germânico conheceram, como aliás os antecessores da Christianitas do Império Romano – mantém de certo modo duas traduções, ou tradições, que enunciam duas leituras consoante queiramos escutá-lo do lado de Deus ou do lado do Povo. Digamos que uma versão do provérbio – Voz do povo, voz de Deus – é teocrática ou teológica, o que equivale a dizer conforme o desígnio do alto: posto que o povo escuta a Deus, escutando o povo escuta-se Deus, que é assim como a voz do povo; ou seja – a voz de Deus soa na voz do Povo. A outra versão do provérbio – A Voz do povo é a voz de Deus – permite já uma interpretação antropológica ou democrática, isto é, segundo o humano desígnio: escutar a voz do povo confunde-se de tal modo com escutar a voz de Deus, pois tanto fala Deus ao povo, como fala o povo a Deus, que se vai a ponto de se escutar Deus no falar do Povo; ou seja – a voz do Povo soa como voz de Deus. Claro que a interpretação maior do sábio provérbio é a que, colocando os dois como em um, não distingue versões, para melhor unir o que Deus e Povo não quiseram separado.
Procuramos assim, entretanto, aproximar-nos em obnubilada homenagem do sentido do nome próprio de Teófilo Braga (1843-1924) – o Amigo de Deus – cujo operoso amor ao Povo Português haveria de erigir pai da Pátria, “um dos últimos pais da Pátria”, segundo Álvaro Ribeiro, que em 1977 o exarava também “o último romântico”; especificando: “na exactidão histórica de quem defendeu o princípio cultural das nacionalidades, inspirado na tradição do medievalismo.” [1]
Segundo a caracterologia do exegeta da filosofia portuguesa, “Teófilo Braga pertenceu muito mais à família espiritual de Alexandre Herculano e de Almeida Garrett do que à de Antero de Quental, Oliveira Martins e Eça de Queiroz” [2] . Notou, com efeito, Álvaro Ribeiro que “em Portugal foram Teófilo Braga, Sampaio Bruno e Teixeira Rego os escritores que nos ensinaram a extrair da nossa história da literatura uma história de filosofia […]” [3]. Para Álvaro Ribeiro, é Teófilo Braga “o mais poderoso obreiro da literatura portuguesa na segunda metade do século XIX”, cujo pensamento “surge na configuração propícia de um precursor da filosofia portuguesa”, ensaiando a expressão inaugural de “uma visão filosófica da História da Literatura Portuguesa” [4]. Na assunção das raízes populares portuguesas, bem como das ramagens da verdadeira teoria, virá a propósito recordar ainda o comentário de Álvaro Ribeiro – até porque ajuda a elucidar a dualidade característica do pensamento português – de que “Agostinho da Silva concorda com Teófilo Braga em atribuir ao povo uma resistência de ordem maravilhosa e de sinal profético”, posto que “a diferença notável entre os dois historiadores da literatura está em que o doutrinador positivista procurou fundamento na lei dos três estados, formulada por Augusto Comte, enquanto o intérprete franciscanista considera por firmamento o dogma da Santíssima Trindade” [5].
A singularidade romântico-positivista do pensamento de Teófilo condu-lo a assertivas como esta: “No organismo social, a consciência é conhecida pelo nome de Nacionalidade; ela está ligada a impressões profundas, de uma persistência tenacíssima, até ao ponto de já não existir nenhuma forma material de nação, e ainda se conserva esse sentimento, como se vê com o Judeu. As impressões que perpetuam essa consciência nacional são o objecto das tradições, são o proselitismo religioso, são a dedicação altruísta do civismo, por onde se revela a vida histórica de um povo.” [6]
Uma ritmanálise do pensamento de Teófilo Braga mostra-o, porém, inconciliavelmente dividido, como ele mesmo confessa no mês dos seus quarenta e um anos, entre “a serenidade contemplativa da Arte” e “a crítica, a erudição, a ciência, a filosofia”. E se nesse mesmo texto acrescenta: “só muito tarde é que consegui conciliar em mim estas duas tendências do espírito”; na verdade, um passo de linhas aí à frente vai situar-se a si mesmo, com sinceridade maior, “neste dilema dos dois amores, em que ainda se debate o espírito, atraído para a arte e seduzido pela ciência.” [7] Ora, um tal dilema, como é sabido, reflectiu-se muito especialmente nas opções que Teófilo Braga tomou em relação ao pensamento de Giambattista Vico e em relação ao sistema de Auguste Comte. Ninguém ignora qual destes dois modos de compreensão do movimento histórico se tornaria vigente no tempo dos homens e sua mentalidade, até nós.
Escutemos o que em torno disto mesmo pensou Álvaro Ribeiro:
“Lamentamos hoje que Teófilo braga não tivesse permanecido fiel à inspiração de Vico para aplicar ao pensamento do seu tempo e ao estudo das coisas do nosso país. Vico era o representante de uma filosofia peninsular em reacção a uma filosofia continental que, no século XVII com o cartesianismo como no século XVIII com o enciclopedismo, sempre tem pretendido assumir hegemonia na cultura europeia. O anticartesianismo dos povos insulares e peninsulares, orientado segundo o pensamento de Vico, seria a libertação fecunda de um falso e abstracto universalismo.
“Correspondia o pensamento de Vico às tendências próprias do liberalismo romântico, quer pela sua predilecção teológica, quer pelo estudo das tradições, quer pelo sentido da liberdade humana. A obra de Michelet, muito lida pelos escritores portugueses, ainda mantém pura a inspiração do filósofo napolitano. Só mais tarde foi o humanismo de Vico interpretado num sentido pragmatista e ateu, por quem não soube ler o contexto das suas obras admiráveis.”
“A poesia é, para Aristóteles, mais verdadeira do que a história. Mas a filosofia da história, nas grandes linhas traçadas por Vico, é propícia à formação de grandes poemas e à epopeia da humanidade. A Visão dos Tempos, de Teófilo Braga, como audaciosa e original concepção deste tipo, tem o alto mérito de ser uma concepção nova, embora imperfeitamente realizada.” [8]
Assente, por conseguinte, que houve um Teófilo romântico e um Teófilo positivista e que essa dualidade atravessará a sua obra, na qual se há-de contar decerto a República Portuguesa, importa agora reparar bem que durante uma década permaneceu ele em linha directa da obra de Vico, onde, segundo conta na Autobiografia, “recebeu a primeira iniciação”, precisamente pelo verdadeiro sentido da poesia.


[1] Álvaro Ribeiro, Dispersos e Inéditos (Organização e apresentação de Joaquim Domingues), III, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2005, p. 287. São ainda palavras de Álvaro Ribeiro acerca de Teófilo Braga: “Ninguém, como o último romântico, soube interpretar a História do Povo Português nos seus aspectos fonético, prosódico, versicular, ortográfico, literário, político, científico, filosófico e religioso como o Mestre admirado, venerado e respeitado do Curso Superior de Letras” (ibid., pp. 291-292). E na transição para a política, observa Álvaro Ribeiro: “Teófilo Braga viu que o problema social português consistia em doutrinar um amplo escol que estivesse apto a exercer as funções governativas logo que fosse proclamada a República” (ibid., p. 580). Num texto intitulado “Vicissitudes da filosofia portuguesa”, de 1952, Álvaro Ribeiro regista: “Como é sabido, foi Teófilo Braga quem conseguiu transformar a propaganda romântica e messiânica de um regime político melhor, - melhor do que o regime da Carta Constitucional, - na severa doutrinação positivista que conduziu logicamente à proclamação da república” (Álvaro Ribeiro, Dispersos e Inéditos [Organização e apresentação de Joaquim Domingues], I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004, p. 472).
[2] Dispersos e Inéditos, III, ob. cit., p. 288.
[3] Álvaro Ribeiro (1957), in Dispersos e Inéditos (Organização e apresentação de Joaquim Domingues), II, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004, p. 356.
[4] Álvaro Ribeiro, Os Positivistas – Subsídios para a história da filosofia em Portugal, Lisboa, s.e., 1951, pp. 58-59, 64. “Uma teoria das morfologias culturais talvez fosse a mais conveniente para o trabalho que Teófilo Braga se propôs fazer entre nós e que em grande parte realizou. […] Assim deixou-nos Teófilo Braga uma obra que podemos admirar com sinceridade, que podemos utilizar com proveito, mas que serve principalmente de modelo e exemplo para quem quiser reconstituir, à luz da filosofia especulativa, a teoria da cultura portuguesa” (ibid., p. 77).
[5] Ibid. (1958), p. 455.
[6] Teófilo Braga, Traços Gerais de Filosofia Positiva, Lisboa, 1877, p. 8 (citado por Álvaro Ribeiro, Os Positivistas, ob. cit., p. 72).
[7] Preliminar dos Contos Phantasticos (2ª edição), em Fevereiro de 1894. Nos Contos tradicionais do Povo Português, cita Teófilo, sintomaticamente, o poemeto de Filinto Elísio “Defeitos da Filosofia”: “Que cousa há nas matas espinhosas / Dessa magra e subtil Filosofia / Que emparelhar se atreva c’um bom Conto / De Fadas, c’o condão de uma varinha? […] Oh ricas Fadas, rico encantamento, / Enleio dos sentidos agradável, / Com que saudade crua, e com que pena / Vos choro, de entre nós afugentadas / Por esses maus Filósofos esquivos / De todo o bom saber […]!”
[8] Álvaro Ribeiro, Os Positivistas – Subsídios para a história da filosofia em Portugal, ob. cit., pp. 59, 60, 163. Dedicámos há mais de uma década um estudo ao pensamento de Giambattista Vico e à sua recepção na Europa e em Portugal, sob o título “Giambattista Vico e Europa: Ciência da Lira e das Nações”, publicado em Gepolis - Revista de Filosofia e Cidadania, nº 6, Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, 1999 (pp. 50-61).

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TEÓFILO BRAGA

DA MEMÓRIA…JOSÉ LANÇA-COELHO

A 28 de Janeiro de 1924, em Lisboa, faleceu o escritor e político Joaquim TEÓFILO BRAGA, que nasceu na ilha açoriana de Ponta Delgada, em 24 de Fevereiro de 1843.

Profissionalmente, começou por ser tipógrafo, tendo ele próprio composto o seu primeiro livro de poesia, intitulado Folhas Verdes (1860).

No ano seguinte, 1861, começou a estudar Direito na Universidade de Coimbra, participando na célebre polémica literária que opôs os românticos aos realistas, ficando conhecida por «Questão Coimbrã» e que opôs o grupo de António Feliciano de Castilho ao de Antero de Quental.

Finalmente, em 1868, doutorou-se em Direito.

De 1872 até 1910, ano da implantação da República, Teófilo Braga regeu a «cadeira» de Literaturas Modernas no Curso Superior de Letras, em Lisboa.

Militante no Partido Republicano, de tendência socializante e anticlerical, presidiu ao governo provisório, surgido após a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910, e foi Presidente da República durante algum tempo em 1915.

Dissemos acima que, Teófilo Braga se estreou no mundo das Letras, com um livro de poesia, estilo literário que cultivou até ao fim da sua vida, embora se tenha distinguido, sobretudo, no campo da história literária.

Teófilo Braga foi um dos principais apóstolos do sistema filosófico do positivismo em Portugal, que se reflecte na enciclopédia da história cultural portuguesa que nos legou.

* * *
DIÁRIO DO ESCRITOR

Serra da Estrela, 28 de Janeiro de 1973


NEVE

O banquete é de fria solidão.

Mas vale a pena ser,

Num intervalo limpo de viver,

Conviva na toalha desta mesa

Lavada e posta

No chão da natureza,

E, deslumbrado, ter

O gosto da mais pura

Brancura

Que a fome das pupilas pode ver.


Miguel Torga, Diário XI, Coimbra, 1995, p. 1136.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"O sentimento de Pátria foi o elo da nossa coesão nacional; enquanto esse sentimento se propagou, fomos fortes e grandes"

“Os portugueses, desde o princípio do século XV até à colonização do Brasil, a mais vasta e mais perfeita colónia de todas as nações da Europa, derramaram-se pelo mundo, mas não se enfraqueceram. É a começar no século XV que se manifesta o sentimento de uma Pátria portuguesa, essa união afectiva dos espíritos através das distâncias, e que tendo por objectivo o território onde se passaram os anos felizes da vida da família, se torna o mais poderoso incentivo da actividade individual heróica e altruísta. O sentimento de Pátria foi o elo da nossa coesão nacional; enquanto esse sentimento se propagou, fomos fortes e grandes. Os homens de Plutarco não excedem os navegadores e guerreiros portugueses; devemos a esse sentimento as mais belas manifestações da Arte e da Literatura com que entrámos a uma altura digna no grande certame estético, científico e filosófico da Renascença. Somente quando esse sentimento de Pátria foi atrofiado pelo regímen intelectual e moral da educação jesuítica, é que Portugal caiu na incorporação da unidade castelhana sob o julgo da Casa de Áustria, e a nobreza se vendeu a Filipe II no intuito de dar força ao poderoso sustentáculo da unidade católica.”

Teófilo Braga, in A Pátria Portuguesa, Lello & Irmão, 1894

Publicado em:
http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2010/01/ao-redor-do-31-de-janeiro-2.html

sábado, 16 de janeiro de 2010

[Álvaro Ribeiro e Teófilo Braga]




“O Estado Português ainda não pagou a gratidão devida a Teófilo Braga. Dizemos o Estado, para que o substantivo maiusculado seja também concreto, e portanto, vulnerável à crítica mais penetrante da inteligência definida. Não dizemos a Pátria, porque já morreram os pais dessa realidade conceitual a que os imaginários atribuíram a perfeita, mas última, acepção de República.
Sim, a verdade é que foi Teófilo Braga um dos últimos «pais da Pátria». Toda a actividade espiritual desse homem obscuro, modesto, malsinado se resume, sem receio de erro, numa série de livros que representam cinco decénios de pensamento actual e actuante, manifestado em lições, conferências e discursos. Ao proceder como historiador das principais expressões da alma nacional, Teófilo Braga teve em mão milhares de documentos sobre os quais exerceu o seu juízo analítico e reflexivo, para explicar em termos fáceis de narrativa imaginosa a luta do nosso pensamento pátrio e varonil contra as sucessivas invasões das legiões estrangeiras.
Foi certamente Teófilo Braga o último romântico, não só na acepção dada pelos literatos em contraste com o termo clássico, mas na exactidão histórica de quem defendeu o princípio cultural das nacionalidades, inspirado na tradição do medievalismo. A sua posição retardatária, irreverente, fora de moda, conferiu às páginas dos seus melhores livros uma característica que poderemos dizer anacrónica, e que por seu tanto afasta os leitores menos pacientes e menos diligentes. Dir-se-á que Teófilo Braga pertenceu muito mais à família espiritual de Alexandre Herculano e de Almeida Garrett, do que à de Antero de Quental, Oliveira Martins e Eça de Queirós.
Um homem que dedicou a sua vida a demonstrar a liberdade, a autonomia e a independência do pensamento português merece uma posição de relevo na história da nossa filosofia. Foi Teófilo Braga um filósofo romântico, mas, disciplinado pelo racionalismo de Augusto Comte, resistiu, como «homem de um só livro», aos ataques petulantes dos literatos seus contemporâneos. A feição historicista que imprimiu aos seus escritos de arte – produto da vontade, do sentimento e da memória – não turvou nem obscureceu a inteligência poderosa de um génio atraído pela estética do sublime, a ética do amor, a ideia do infinito.”


Álvaro Ribeiro

(excerto retirado de “O Último Romântico (1843-1924)”, originalmente publicado em Escola Formal, n.º 2, Julho de 1977, e posteriormente em Dispersos e Inéditos, III (1961-1981), INCM, 2005)

Publicado em:

http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2010/01/palavras-que-fazem-ver-16.html