A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

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Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Sobre Mário Cesariny, na NOVA ÁGUIA 32...

 

A CRIAÇÃO DA REALIDADE NA VOCAÇÃO POÉTICA DE MÁRIO CESARINY

António José Borges

Mário Cesariny (1923-2006), evocado aqui no centenário do seu nascimento, foi um poeta e pintor, com incursões pela dramaturgia, entre outros géneros como a ficção, a tradução e a crítica e o ensaio, de destaque na segunda metade do século XX em Portugal.

Considerado o principal representante do surrealismo português, deve ser realçado também o seu trabalho de antologista, compilador e historiador controverso das atividades surrealistas em Portugal. É o exemplo de um autor que não ostenta excesso de prémios e condecorações, pelo que referimos aqui os únicos e que bastam para o definir: o Grande Prémio Vida Literária APE/CGD 2005, pelo conjunto da obra; a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (2005), atribuída pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, pela defesa dos valores da civilização e da causa da liberdade, em prol da dignificação da pessoa humana.

Frequentou o Liceu Gil Vicente, em Lisboa, e ao fim de um ano, com o intuito de dar continuidade ao negócio da família, mudou-se para um curso de cinzelagem na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde viria a conhecer Cruzeiro Seixas. Desde o final da adolescência, Cesariny e os amigos frequentam várias tertúlias nos cafés de Lisboa e descobrem o neorrealismo e depois o surrealismo...

(excerto)


quarta-feira, 4 de junho de 2008

COMENTÁRIO AO ARTIGO «Vidas Portuguesas: Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) »


«[...] Mário de Sá-Carneiro é um dos grandes escritores da literatura moderna portuguesa que, devido ao reconhecimento que Fernando Pessoa alcançou – como expoente desta mesma literatura moderna, em Portugal –, começou a ser mais estudado e apreciado.»


Melhor seria a afirmação de que Pessoa abafou a geração de Orpheu e a anterior e, até, a posterior da Presença. Consumação do projecto do Super-Camões.
Mas, em implicatio, Mário de Sá-Carneiro é melhor poeta que Fernando Pessoa – que somente bate Sá-Carneiro em explicatio (vide Nicolau de Cusa).

Link.


Depois haveria que fazer um pouco de cronismo de bordel e botequim... porque na década de 80 toda a gente se alimentou do cadáver de Pessoa e do seu baú!


Ridículo, risível, cambada de burlões e megafónicos vendedores de cobertores em feira de também-temos-um.


Apenas – poucos – poetas se mantiveram lúcidos. Proiba-se, para todo o sempre, académicos de vasculhar no segredo dos mortos – só os poetas são herdeiros dos poetas.


Lord of Erewhon



«O Sá Carneiro não teve biografia: teve só génio. O que disse foi o que viveu.» – Fernando Pessoa.