Místico português do século XVI que viveu como eremita num lugar muito bonito, uma serra em Portugal, chamada Arrábida, que fica por cima donde o rio Sado encontra o Atlântico.
A foto eu roubei de quem me deu a conhecer.
Nas entranhas da mãe alumiado
Da luz que nas da Virgem dentro via,
Sentiu João quamanho bem seria
Trocar pelo deserto o povoado.
Dele fugindo vai, todo abrasado
Do fogo que em seu peito arder sentia;
Mais quer de animais brutos companhia
Que ser de gente humana acompanhado.
A troca foi ditosa em tenra idade:
A solitária vida é mais segura,
Que do mundo cruel a falsidade.
Nas pedras do deserto achou brandura,
Nas serpentes da serra piedade,
E nas peles das feras cobertura.
A foto eu roubei de quem me deu a conhecer.
Nas entranhas da mãe alumiado
Da luz que nas da Virgem dentro via,
Sentiu João quamanho bem seria
Trocar pelo deserto o povoado.
Dele fugindo vai, todo abrasado
Do fogo que em seu peito arder sentia;
Mais quer de animais brutos companhia
Que ser de gente humana acompanhado.
A troca foi ditosa em tenra idade:
A solitária vida é mais segura,
Que do mundo cruel a falsidade.
Nas pedras do deserto achou brandura,
Nas serpentes da serra piedade,
E nas peles das feras cobertura.
Frei Agostinho da Cruz