Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".
Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".
Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
O Espírito ou a mente?
- Agostinho da Silva, Ecúmena [1964], Textos e Ensaios Filosóficos II, p. 193-194.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
"O português foi o que agiu e na acção se aniquilou"
As nações que cometem o maior pecado contra o espírito, o de tomar a acção como fim, concebida esta na maior universalidade, aniquilam-se no seu agir. É agindo que o ser se revela na sua primitiva forma vital e social, e, neste sentido, telúrico e humano, "no começo é a acção". Mas é agindo que o ser se nulifica. Não só o podemos ver na vida social, onde o homem da acção constitui e determina em seu agir a zona extrínseca do ser do homem, mas ainda cosmicamente. O ser apenas em acto é o menor ser físico. O ser que, fazendo, não sabe porque nem para que faz, é uma virtualidade espiritual que logo se apaga, é o ser alheio a si próprio"
- José Marinho, "Sobre o valor da acção", in Teoria do Ser e da Verdade I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, INCM, 2009, p.349.
terça-feira, 8 de junho de 2010
"Conhece-te a ti mesmo"
- José Marinho, Teoria do Ser e da Verdade, I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, INCM, 2009, p.197.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
José Marinho ou de como o espírito nada tem a ver com o poder
“Nada há mais lisonjeiro para os amadores do génio do que conceber o génio como todo-poderoso senhor da vida dos homens. Mas quem zela mais a verdade do que os senhores homens de génio sabe que o génio ou é espírito ou nada é. Se é espírito, ele não pode conduzir, dirigir, guiar, coisas estas que o espírito ignora (o espírito verdadeiro mostra, não conduz). Muitos homens puseram, certamente, o seu génio a servir as próprias ambições. Eles quiseram conduzir, dirigir, guiar, acabaram por ser conduzidos, dirigidos, guiados para o que muitas vezes não esperavam, e não poucas vezes para a morte ou para a ignomínia. Os séculos volvem uns atrás dos outros e os homens de espírito vão atraiçoando a sua missão continuam a pregar que conduzem, que dirigem, que guiam. Ora quando todos os homens compreenderem o não-sentido disto e se convencerem de como cada um cumpre guiar-se a si mesmo, convicção que não seja mera convicção externa, mas que traga consigo o sentido da necessidade de transmutação profunda dos valores do sentir, saber e julgar nela implicados, o sentido do esforço pessoal e de incomunicáveis resultados a realizar para atingi-lo, começará a vida sobre a terra. Até isso só poucos vivem, até lá está-se na fase de preparação da vida, não na vida.”
|José Marinho, “Sociedade e rebanho”, in Ensaios de Aprofundamento e Outros Textos, INCM, 1995, pp.123-124.
Publicado por Paulo Feitais no blogue da ENTRE:
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