A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 15 de agosto de 2009

DIÁSPORA

Com os

nossos

não podemos ser nós!

Com os

outros

não somos nós!

Que triste

existência esta

de não podermos

ser nós

e de não sermos nós!



Delmar Maia Gonçalves

Lisboa, 12 de Abril de 2006

SINGULARIDADE AFRICANA

Quando carrego no “d”

Alguns doutos ignorantes

Riem-se da inovação

Quando mastigo um “r”

Lá vem a correcção dos

Supostos eruditos

Quando me pronuncio

Moçambicanamente

Alguém expressa

Um sorriso estridente

Quase incontínuo

Deixem-me dar o grito

Que não é do Ipiranga

Mas que o é.

- Caramba!

Escrevo o país de mim

Falo o povo de mim

Falo o espaço que é meu

Canto o canto que é meu.

Ninguém compreende

Minha singularidade

Talvez Camões

Compreendesse

E eu danço nela.



Delmar Maia Gonçalves

O ILEGAL

Meu irmão

Semeou a morte

Em território sagrado

Construí uma jangada de esperança

Entreguei-me ao oceano

Em busca de porto seguro

Mas escrito estava

Em mar aberto

Que havia uma linha de fronteira

Entre a morte e a vida

O mar devolveu-me à morte

Consentida por esse artificio

Mas a jangada essa…

Pode passar a fronteira

E chegar ao destino sem dono!



Delmar Maia Gonçalves

Cartaxo, 23 de Março de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

Poema do telemóvel

.
Há tristeza na tua voz.
Senti.

Onde estão os pássaros, porquê o cinzento no céu?
Se o deus dos ventos amasse o verbo
como beija as folhas que caem,
em cada um de janeiro e seguintes
na foto do calendário estaria o teu sorriso,
a dedilhar os dias
que vêm.

Senti. A tristeza e o Janeiro,
a voz e o tempo
a insónia.

Sorri quando telefonares
e o vento levará um beijo
à caixa de segredos do teu telemóvel.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Machamba



A enxada ergue-se e cai,
ritmadamente

Uma para o imposto…
outra para o mulungo…
e mais esta, também…
Uma para mim…
tantas para não sei quem…

As AK's ergueram-se e soaram,
ritmadamente


"José Alberto Sitoe", m/heterónimo em memória dos tempos em que morei na Mafalala.


Foto de Ricardo Rangel "gamada" aqui, e sei que os titulares do blogue não se importarão.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Esta noite



esta noite não sonhei contigo.
adormeci descansado,
convencido que a sombra da almofada a meu lado
eras tu, meu beijo dado.

acordei acreditando qu'o vazio,
era tão provisório como fora tardio
o nosso acordar dos sonhos,
lado-a-lado

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ábaco da vida



na intimidade da solidão imagino-te
nua, terna
minha.

em silêncio gemido
ejaculo a minha tristeza.