EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Carta hoje entregue ao Reitor da Universidade de Lisboa

António Braz Teixeira, Manuel Ferreira Patrício e António Sampaio da Nóvoa


Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa

Professor Doutor António Sampaio da Nóvoa

30 de Novembro de 2011

Ao longo de meio século, Jesué Pinharanda Gomes produziu uma obra ímpar, pela sua extensão e qualidade, no domínio da historiografia do pensamento português, como é reconhecido por todos aqueles que se dedicam ao estudo da nossa reflexão filosófica multissecular.

Desde a Introdução à História da Filosofia Portuguesa (1967), dos sete volumes da série Pensamento Português (1969-1993), de A teodiceia portuguesa contemporânea (1974), A filosofia tomista em Portugal (1978) ou dos três volumes da pioneira História da filosofia portuguesa (1981, 1983 e 1991) – em que, pela primeira vez, a contribuição hebraica e árabe para a constituição de uma tradição especulativa autónoma foram consideradas global e sistematicamente –, até ao volume sobre Os Conimbricenses (1992 e 2005), aos estudos dedicados à Escola Portuense (2005) ou à sua valiosa colaboração em diversos volumes da História do Pensamento Filosófico Português (1999-2004), dirigida pelo Professor Doutor Pedro Calafate, a obra historiográfica de Pinharanda Gomes tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica.

Ao mesmo tempo, não deixou Pinharanda Gomes de realizar significativa obra especulativa própria, em livros e ensaios como Exercício da morte (1964), Peregrinação do Absoluto (1965), Teoria do pão e da palavra (1973), Pensamento e movimento (1974) ou Saudade ou do mesmo e do outro (1976).

Por outro lado, são ainda merecedoras de referência a sua continuada contribuição para o estudo da história e da etnografia da sua região natal e os importantes trabalhos que produziu no domínio da história da reflexão teológica portuguesa e da história eclesiástica do nosso país.

Pelo valor e extensão da obra até hoje realizada por Pinharanda Gomes nestes vários campos do conhecimento, em particular na área da reflexão e da historiografia filosóficas, consideram os signatários ser ele merecedor de que a Universidade de Lisboa, em reconhecimento do alto mérito científico dos seus trabalhos, lhe confira o título de Doutor “honoris causa” em Filosofia.

Primeiros Signatários

António Braz Teixeira Fernando Cristóvão Manuel Ferreira Patrício

Restantes Signatários:

Adriano Moreira (Academia das Ciências de Lisboa)

Afonso Rocha (Universidade Católica Portuguesa)

Ana Paula Loureiro (Universidade de Lisboa - CFUL)

Andrés Torres Queiruga (Universidade de Santiago de Compostela)

Ângelo Alves (Universidade Católica Portuguesa)

Anna Maria Moog Rodrigues (Universidade Gama Filho)

Annabela Rita (Universidade de Lisboa – CLEPUL)

António Cândido Franco (Universidade de Évora)

António Leite da Costa (Casa da Cultura de Coimbra)

António M. Costa (Universidade Católica Portuguesa)

António José de Brito (Universidade do Porto)

Arnaldo Pinho (Universidade Católica Portuguesa)

Celeste Natário (Universidade do Porto)

Celso Carminatti (Universidade Estadual de Santa Catarina)

Clara Calheiros (Universidade do Minho)

Constança Marcondes César (Universidade Federal de Sergipe)

Cristiana Abranches de Soveral (Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro)

Ignacio Pulido Serrano (Universidade de Alcalá de Henares)

Isabel Morán Cabanas (Universidade de Santiago de Compostela)

Januário Torgal Ferreira (Bispo das Forças Armadas)

João Bigotte Chorão (Academia das Ciências de Lisboa)

Joaquim Domingues (Instituto de Filosofia Luso-Brasileira)

Jorge Teixeira da Cunha (Universidade Católica Portuguesa)

José Adelino Maltez (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas)

José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra)

José Eduardo Franco (Universidade de Lisboa – CLEPUL)

José Maurício de Carvalho (Universidade Federal de São João Del Rei)

José Valle de Figueiredo (Sociedade Histórica da Independência de Portugal)

Luís Araújo (Universidade do Porto)

Luís Bigotte Chorão (Universidade de Coimbra)

Luís Garcia Soto (Universidade de Santiago de Compostela)

Luís Manuel Bernardo (Universidade Nova de Lisboa)

Manuel Cândido Pimentel (Universidade Católica Portuguesa)

Manuel Clemente (Bispo do Porto)

Manuel Gama (Universidade do Minho)

Margarida Simões (Universidade Nova de Lisboa)

Maria Leonor Xavier (Universidade de Lisboa - CFUL)

Maria de Lourdes Sirgado de Sousa Ganho (Universidade Católica Portuguesa)

Maria Manuela Brito Martins (Universidade Católica Portuguesa)

Mário Bigotte Chorão (Universidade Católica Portuguesa)

Miguel Real (Universidade de Lisboa – CLEPUL)

Norberto Dallabrida (Universidade Estadual de Santa Catarina)

Paulo de Assunção (Universidade São Judas Tadeu)

Paulo Borges (Universidade de Lisboa – CFUL)

Paulo Ferreira da Cunha (Universidade do Porto)

Renato Epifânio (Universidade de Lisboa – CFUL)

Rodrigo Sobral Cunha (Instituto de Arte e Design)

Rui Carita (Universidade da Madeira)

Samuel Dimas (Universidade Católica Portuguesa)

Teresa Dugos (Instituto de Filosofia Luso-Brasileira)

Teresa Pinheiro (Universidade de Chemnitz)

Valmir Muraro (Universidade Federal de Santa Catarina)

Esta Quinta, na Galiza...

Passam hoje 76 anos sobre a sua morte

Em Deus não acreditavas
Nem nos homens
Nem em ti, sequer

Somente na Pátria
Esse sonho teu maior
Do tamanho do próprio mar

Enquanto por cá estiveste, não te ouviram
Talvez agora te ouçam, te levem a sério
E então enfim sejas, tu. Tão-só, tão-somente


Publicado no nº 7 da NOVA ÁGUIA

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Ontem, na Biblioteca Municipal de Sesimbra

Primeira mesa: Luís Paixão, Pedro Martins, Felícia Costa, Alexandre Gabriel e Renato Epifânio
Segunda mesa: intervenção de Abel de Lacerda Botelho

Fotos de Filipe Nobre Gomes

Sábado, 26 de Novembro de 2011

A apresentar hoje, em Sesimbra: Em Memória de António Telmo



ÍNDICE

Apresentação, Pedro Martins e Renato Epifânio…7
[A família é de noite quando se dorme], António Telmo…
O batoteiro, António Telmo…
Pensar o irracional [entrevista]…
Conversa com António Telmo…

ACTAS DO COLÓQUIO “A OBRA E O PENSAMENTO DE ANTÓNIO TELMO”
Intróito, António Braz Teixeira
O homem e a obra , Joaquim Domingues…
Um olhar de António Telmo na simbólica de Prestes João, Abel de Lacerda Botelho
António Telmo e os caminhos da hermenêutica, Roque N. Brás de Oliveira…
António Telmo e as três tradições do Livro, M. N. Vieira…
O octógono e o número 8 – Notas soltas de uma tertúlia, Luís Paixão
Os nomes de António Telmo, António Carlos Carvalho
António Telmo e a Inversão dos Candelabros, Cynthia Guimarães Taveira
Significado e Valor da Filosofia na Obra de António Telmo - Em diálogo com José Marinho, Rui Lopo
António Telmo e Luís de Camões, Pedro Martins
Correspondência entre António Telmo e António Quadros, António Quadros Ferro
A Ideia de Pátria em António Telmo, Renato Epifânio
Religiosidade e Razão Poética em António Telmo, Carlos Aurélio
Uma carta de António Telmo sobre o Surrealismo, António Cândido Franco
O viajante, Rodrigo Sobral Cunha
O Sebastianismo em António Telmo, Carlos Vargas
Testemunho sobre António Telmo: Passos da Memória, Manuel Ferreira Patrício
Dois testemunhos, Pedro Sinde
O Futuro, em memória de António Telmo, Paulo Santos
António Telmo e o tempo da filosofia extravagante, Pedro Paquim Ribeiro
Recordar António Telmo, Maurícia Teles da Silva
No signo da Raia, J. Pinharanda Gomes

OUTROS ESTUDOS E TESTEMUNHOS
António Telmo e o Camonismo contemporâneo, António Cândido Franco
António Telmo, filósofo da razão estética, António Quadros
António Telmo e a hermenêutica, Avelino de Sousa
Inteligência e bondade, Elísio Gala
Testemunho a/de António Telmo, José Paulo Ribeiro Albuquerque
Encontro com António Telmo, Helder Cortes
Visita à casa de António Telmo, em Estremoz, neste temp(l)o do Espírito Santo, Eduardo Aroso
Ao António Telmo, Isabel Xavier
Nenhum lugar é sem sombra, Jesus Carlos

CORRESPONDÊNCIA INÉDITA
Carta a António Telmo, Álvaro Ribeiro
Carta a António Telmo, José Marinho
Cartas a António Telmo e Anahi, Agostinho da Silva
Carta a António Telmo, Dalila Pereira da Costa
Carta a António Telmo, António Quadros

Tomé Natanael, António Telmo

Micropétalas extravagantes

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

A apresentar amanhã, em Sesimbra: "O Segredo de Grão Vasco": Próximo Título da Colecção NOVA ÁGUIA...

Faria hoje 166 anos...




Grécia e Portugal

Eça de Queirós, em 1872, escreveu nas Farpas:

"Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal".

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Este Sábado, em Sesimbra: Congeminaç​ões

15 horas, na Biblioteca Municipal de Sesimbra.


Lançamento da obra
O Segredo do Grão Vasco,
de Pedro Martins, da editora Zéfiro,
apresentado por Luís Paixão

Lançamento de António Telmo,
3.º volume dos
Cadernos de Filosofia Extravagante, da editora Zéfiro, apresentado por Eduardo Aroso, Paulo Júlio Guerreiro dos Santos e Pedro Paquim Ribeiro

Conferência de encerramento
Desenfaixai-o e Deixai-o Ir – Quem Tem Medo da Filosofia Portuguesa
por Abel de Lacerda Botelho

Esta Sexta: "Dispersos de Sampaio Bruno"

Esta Sexta: Celebração do Tempo

Faria hoje 105 anos...



A 24 de Novembro de 1906, nasce, em Lisboa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, professor, investigador e poeta. Como pedagogo, foi autor de inúmeras obras de divulgação científica e, como poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão, escreveu conhecidos poemas como Lágrima de Preta e Pedra Filosofal.

Fonte: O Leme

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Faz hoje 81 anos...


A 23 de Novembro de 1930, nasce, no Funchal, Ilha da Madeira, no seio de uma família judaica, Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira, ficcionista e poeta mítico da modernidade portuguesa contemporânea. Entre as suas obras destacamos A Colher na Boca (1961), Os Passos em Volta (1963), Retrato em Movimento (1967), Cobra (1977), Photomaton & Vox (1979), A Cabeça entre as Mãos (1982), Última Ciência (1988), Do Mundo (1994) e Poesia Toda (1996).

Fonte: O Leme

Do Ultimato à(s) República(​s) Variações literárias e culturais: FLUL, 25/Novembr​o/2011, 17h15m

Apresentação por: Fernando Cristóvão
Coord.: Annabela Rita & Dionísio Vila Maior

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Regresso às "conversas vadias" com... Fernando Dacosta



Quarta 16/11, às 22h, no Chapitô (Lisboa)

Regresso às "conversas vadias" com... Fernando Dacosta


Conversas que pensam que nos pensam que se pensam. Resgatamos à televisão dos anos 90 as "conversas vadias" e os entrevistadores que popularizaram Agostinho da Silva junto do público português. Desta vez o convidado é Fernando Dacosta que, tomando como ponto de partida a entrevista realizada por Herman José ao professor, relembra esta figura e as suas grandes visões e utopias.
Passagem do episódio "Conversas Vadias" (entrevista de Herman José a Agostinho da Silva), 27', seguida de conversa informal.

Hoje: Filme sobre Guerra Junqueiro



Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

"Tradição e modernidade na poesia de Ruy Belo"



Prezado (a) Amigo (a):

Vimos convidá-lo a assistir à conferência do Dr. António José Borges
Tradição e modernidade na poesia de Ruy Belo no dia 16 de Novembro, 4ª feira, pelas 18.30 horas, na sede da SLP.

A entrada é livre.

Informações pelos telefones 213 533 458 / 213 573 204, das 13.30 às 19.30 horas, de 2ª. a 6ª. feira, ou pelo correio electrónico soclingport@gmail.com

Com os nossos cumprimentos


A Presidente da Direcção

Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

"Fazer Cultura em Portugal"

Esta Quinta: "Ressano Garcia"

Esta terça: "A Guerra dos Mascates", de Miguel Real

"Filosofia Portuguesa para a Educação Nacional"




Ver obras da Fundação Lusíada:
http://www.fundacao-lusiada.org/publicacoes.html

Domingo, 13 de Novembro de 2011

Ontem, digressão NOVA ÁGUIA pelo Alentejo...


Carlos Aurélio no seu Atelier, em Vila Viçosa

Manuel Ferreira Patrício, Joaquim Domingues, Pinharanda Gomes e Samuel Dimas, na sessão em Montargil

Sábado, 12 de Novembro de 2011

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Notícia da sessão do último Sábado, em Amarante

Rodrigo Sobral Cunha, Armindo Abreu e Renato Epifânio



Biblioteca recebeu conferências e a apresentação da oitava edição da revista “Nova Águia”


A Biblioteca Municipal Albano Sardoeira inaugurou, a 5 de Novembro, a Exposição “A Águia e a Renascença Portuguesa no contexto da República”, quando também teve lugar apresentação de algumas obras, nomeadamente, a oitava edição da revista “Nova Águia” intitulada “O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa”. Decorreram ainda conferências inseridas no IV Encontro Luso Galaico da Saudade.

A exposição “A Águia e a Renascença Portuguesa no contexto da República” estará patente ao público até ao final do mês de Novembro e consiste numa mostra documental que integra documentos iconográficos e manuscritos de diversas personalidades ligadas à Renascença Portuguesa ou Contemporâneas desse movimento (Teixeira de Pascoaes, António Carneiro, Augusto Casimiro, Leonardo Coimbra, Raul Brandão, Guerra Junqueiro, Frederico Garcia Lorca, Miguel de Unamuno, Fernando Pessoa, António Sérgio, Carolina Michaelis).

A cerimónia do evento foi presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Amarante, Armindo Abreu, e contou com a presença de José Carlos Seabra Pereira, Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e presidente do Centro Inter-universitário de Estudos Camonianos que abordou o tema “Outras Visões da Saudade”; e com a docente Maria Luísa Malato que dissertou sobre o tema “Energia, outro nome da Saudade: o teatro crítico do Padre Feijoo”.


Armindo Abreu começou por agradecer a presença de todos, designadamente da Fundação Espanhola Vicente Risco. Perante o olhar atento do público, José Carlos Seabra Pereira congratulou-se pela sensibilidade da Autarquia para este projecto e salientou o Património muito rico de Amarante, expondo, em seguida, as diversas visões da saudade. Por sua vez, Maria Luísa Malato referiu que a escolha de abordar Padre Feijoo está relacionada com o facto de, através dele, talvez consigamos perceber Pascoaes.

A Rodrigo Sobral Cunha coube a apresentação da Revista “Nova Águia nº 8: O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa”, referindo que a capa desta edição acaba por ser um convite a que sigamos o descobridor Infante D. Henrique de forma a ler e explorar o que ali é abordado.

Renato Epifânio apresentou “A Águia e a República: 100 anos depois” e “Teixeira de Pascoaes: Saudade, Física e Metafísica” de Maria Celeste Natário. Antes da apresentação, agradeceu à Edilidade o expresso apoio a este projecto, salientando que se trata de um sinal de reconhecimento.

Fonte: http://www.cm-amarante.pt/index.php?info=YTozOntzOjQ6Im1lbnUiO3M6MzoiY2FtIjtzOjU6ImFjY2FvIjtzOjEyOiJub3RpY2lhc19sZXIiO3M6MjoiaWQiO3M6MzoiODQ1Ijt9

Esta Quarta: "Um crime em Nova Iorque"



Prezado (a) Amigo (a):

Vimos convidá-lo a assistir à leitura dramática da peça de João d’Ávila "Um crime em Nova Iorque" no dia 9 de Novembro, 4ª feira, pelas 18.30 horas, na sede da SLP.

A leitura será feita pelo Actor João d’Ávila.

A entrada é livre.

Informações pelos telefones 213 533 458 / 213 573 204, das 13.30 às 19.30 horas, de 2ª. a 6ª. feira, ou pelo correio electrónico soclingport@gmail.com

Com os nossos cumprimentos

A Presidente da Direcção
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

Rua Mouzinho da Silveira, 23 - 1250-166 Lisboa - Horário de Funcionamento: 13 às 20 h
Site: www.slp.pt - Tel.: 213 573 204 - Tel. e Fax: 213 533 458
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