EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018) - temas e autores: Mais um Abraço a José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): em destaque – V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): tema de abertura – A Lusofonia, avanços e recuos (10 anos após a criação do MIL: Movimento Internacional Lusófono).

Para o 23º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 21

Capa da NOVA ÁGUIA 21

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 21

Iniciamos este número por dar mais um Abraço a José Rodrigues, publicando mais uma série de textos (mais de uma dúzia) que nos chegaram, conjuntamente com algumas ilustrações e poemas, nomeadamente de Fernando Guimarães.

A secção seguinte é dedicada a Fidelino de Figueiredo. Em 2017 assinalaram-se os 50 anos de seu falecimento e o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira promoveu um Colóquio sobre a sua Obra. Alguns dos textos então apresentados são aqui publicados, associando-se assim a NOVA ÁGUIA a esta Homenagem a uma grande figura da cultura lusófona, tais as pontes que criou: entre Portugal e o Brasil, entre Filosofia, História e Literatura.

De seguida, na esteira do número anterior, em que assinalámos os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, publicamos mais alguns textos sobre o autor de Húmus, bem como sobre António Nobre, nascido no mesmo ano de 1867. Em “Outras Evo(o)cações”, estendemos o nosso olhar a uma extensa série de outras figuras relevantes da cultura lusófona: de Afonso Botelho e Agostinho da Silva a Vergílio Ferreira e Vicente Ferreira da Silva.

Em “Outros Voos”, como igualmente é já um clássico, abordamos as mais diversas temáticas, a começar, guiados por Adriano Moreira, pela questão do “sagrado”, tema do II Festival Literário TABULA RASA, que decorreu em Novembro de 2017, co-organizado pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono e pela NOVA ÁGUIA. Em “Extravoo”, publicamos, uma vez mais, alguns inéditos: nomeadamente, de Agostinho da Silva e José Enes. Nesta secção, publicamos ainda um inédito de Dalila Pereira da Costa, uma das figuras em destaque no próximo número, por ocasião dos 100 anos do seu nascimento.

Fazendo ainda referência a essas três outras secções já clássicas – “Bibliáguio”, Poemáguio” e “Memoriáguio” –, salientamos enfim os autores em destaque no próximo número: para além de Dalila Pereira da Costa, iremos igualmente evocar Francisco de Holanda, publicando uma série de textos apresentados num Colóquio que decorreu em Dezembro de 2017, por ocasião dos 500 anos do seu nascimento, uma vez mais por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-brasileira.

De igual modo, publicaremos no próximo número da NOVA ÁGUIA os textos apresentados no V Congresso da Cidadania Lusófona, coordenado pelo MIL, que decorreu em Novembro de 2017 e que, uma vez mais, juntou representantes de Associações da Sociedade Civil de todos os países e regiões do amplo e plural espaço de língua portuguesa. Número após número, a NOVA ÁGUIA vai, pois, cimentando pontes: entre a cultura portuguesa e as demais culturas lusófonas (antecipamos, a esse respeito, a publicação, no próximo número, de mais um fundamental ensaio de António Braz Teixeira, sobre a “expressão e sentido da saudade na poesia angolana e moçambicana”).

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Post Sciptum: Dedicamos este número a Pinharanda Gomes, que, depois de ter recebido o “Prémio Vida e Obra” do II Festival Literário TABULA RASA, foi homenageado pela Universidade Portuguesa, que, curvando-se igualmente (e finalmente) perante a sua monumental Vida e Obra, lhe atribuiu, em Março deste ano, o mais do que justo “Doutoramento Honoris Causa”.


NOVA ÁGUIA Nº 21: ÍNDICE


Editorial…5
MAIS UM ABRAÇO A JOSÉ RODRIGUES
Textos e Testemunhos de Ana Isabel Ornellas (p. 8), António Reis (p. 8), Arnaldo de Pinho (p. 9), Duarte de Cifantes e Leão (p. 10), Helena Mendes Pereira (p. 12), Hélder Pacheco (p. 14), Jorge Pinto (p. 17), Júlio Gago (p. 18), Luís Portela (p. 19), Maria João Fernandes (p. 20), Manuel de Novaes Cabral (p. 22), Manuela de Abreu e Lima (p. 23) e Paulo Telles de Lemos (p. 24).
Ilustrações de Lauren Maganete (p. 6), João Nunes (p. 6), Paulo Gaspar Ferreira (p. 6) e José Rodrigues (pp. 16, 17 e 21).
FIDELINO DE FIGUEIREDO, 50 ANOS DEPOIS
CONTRIBUIÇÃO DE FIDELINO DE FIGUEIREDO PARA A HISTORIOGRAFIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA António Braz Teixeira…26
BREVES CONSIDERAÇÕES ACERCA DE UMA ONTO-PO(I)ÉTICA EM FIDELINO DE FIGUEIREDO Joaquim Pinto…29
FILOSOFIA E MITO: EUDORO DE SOUSA, LEITOR DE FIDELINO FIGUEIREDO Luís Lóia…33
FIDELINO DE FIGUEIREDO: O TRAÇO ESSENCIAL DO SEU HUMANISMO Manuel Ferreira Patrício...38
PERTINÊNCIAS DO PENSAMENTO FILOSÓFICO DE FIDELINO DE FIGUEIREDO Mário Carneiro…39
NOS 150 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO NOBRE E RAUL BRANDÃO
NO5 150 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO NOBRE José Lança-Coelho…46
ANTÓNIO NOBRE: PEREGRINAÇÕES DE UM POETA SÓ António José Queiroz…48
EFEITOS DE LEÇA DA PALMEIRA: “A DELICIOSA HIPNOTIZADORA” NO POETA ANTÓNIO NOBRE J. Alberto de Oliveira…55
ANTÓNIO NOBRE: TEMÁTICA E VERSO NA SUA OBRA ‒ MITO E REALIDADE Júlio Amorim de Carvalho…63
O OUVIR E O ESCUTAR DE RAUL BRANDÃO, OU HÚMUS ENQUANTO MÚSICA Edward Ayres de Abreu…70
EL-REI JUNOT DE RAUL BRANDÃO: UMA NARRATIVA SOBRE O SENTIDO NA HISTÓRIA Mendo Castro Henriques…80
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES
AFONSO BOTELHO Abel de Lacerda Botelho…90
AGOSTINHO DA SILVA E MARIA CECÍLIA CORREIA Eleonor Castilho…91
BOCAGE (VISTO POR AGOSTINHO DA SILVA) Pedro Martins…97
CAMILO CASTELO BRANCO Pinharanda Gomes…103
CARLOS MALHEIROS DIAS João Bigotte Chorão…108
COUTO VIANA E JOSÉ VALLE DE FIGUEIREDO José Almeida…110
JOAQUIM MARIA DA SILVA Samuel Dimas…116
MIRANDA BARBOSA António Braz Teixeira…122
NUNO BRAGANÇA La Salette Loureiro...128
ORTEGA Edson Ferreira da Costa…135
PADRE CHICO MONTEIRO Valentino Viegas…139
PESSOA (VISTO POR ALMADA) Luís de Barreiros Tavares... 140
SILVA DIAS José Esteves Pereira…145
VERGÍLIO FERREIRA Renato Epifânio…151
VICENTE FERREIRA DA SILVA Constança Marcondes César…154
OUTROS VOOS
O SAGRADO NA VIDA DE CADA UM DE NÓS Adriano Moreira…158
A CULTURA DIVERSA DA CPLP NA “MARCHA HARMÔNICA” DO MERCADO GLOBAL André Ramos Tavares…162
O LUGAR DA FILOSOFIA NOS CURRÍCULOS DO ENSINO SECUNDÁRIO EM PORTUGAL Artur Manso…169
A PROPÓSITO DE GNOSE, GNÓSTICOS E GNOSTICISMO Diogo Alcoforado…175
OS AÇORES E A LUSOFONIA Eduardo B. Coelho…190
AS LÍNGUAS COMO FACILITADORAS DO DIÁLOGO CULTURAL Evanildo Bechara…192
O QUE NUNCA SE DIZ AO PAPA Manuel Curado…195
OS MITOS DO PRIMEIRO MODERNISMO Paula Oleiro…200
SOBRE A NATUREZA RELIGIOSA DA POLÍTICA MODERNA Pedro Velez…207
FILOSOFIA FILOSOFANTE EM PORTUGAL Pedro Vistas…210
AUTOBIOGRAFIA 4 Samuel Dimas…224
MANIFESTO HOLISTA Tiago de Vasconcelos e Moita e Edmundo Luís Ribeiro da Silva…233
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO), DE AGOSTINHO DA SILVA…236
TRÊS CARTAS DE AGOSTINHO DA SILVA A AARÃO LACERDA…239
TEXTO DE JOSÉ ENES sobre JOSEPH MOREAU & CARTA DE JOSEPH MOREAU A JOSÉ ENES…241
POSFÁCIO DE DALILA PEREIRA DA COSTA AOS SEUS “DISPERSOS”…243
BIBLIÁGUIO
OBRAS PUBLICADAS EM 2017 Renato Epifânio…246
A “ESCOLA DE SÃO PAULO” Luís Lóia…247
OLHARES LUSO-BRASILEIROS Jorge Teixeira da Cunha…250
O CROCODILO & FULGORES DE FÁTIMA José Almeida…251
FILOSOFIA COM CORAÇÃO Samuel Dimas…253
PRISCILIANO, UM CRISTÃO LIVRE Maria Dovigo…258
AI DOS VENCEDORES! Mário Matos e Lemos…260
UMA VIDA QUALQUER José Luís Brandão da Luz…262
DEMÓNIOS POR SEFARAD Lídia Machado dos Santos…266
AGULHAS DE ÁGUA Maria Luísa de Castro Soares…267
ARDOROSA SÚMULA António José Borges…269
MITOS GREGOS Inês Miranda…272
POEMÁGUIO
DESENHO Fernando Guimarães…7
MESTRE Avelina Vieira…7
AS MÃOS DE VAN GOGH Adília César…44
AS PONTES; VIAGEM António José Queiroz…45
TRÊS POEMAS A ANTÓNIO NOBRE Manoel Tavares Rodrigues-Leal…89
NA VIDA REAL; NA REAL VIDA António José Borges…156-157
CARTA PARA O-YONÉ Jesus Carlos…234
TEIA POÉTICA Maria Luísa Francisco…234
VAZADA NA RUA José Luís Hopffer C. Almada…235
PEDRO SEM INÊS Ana Luísa Queiroz…245
TEMPO CINZENTO Susana Roque Bravo…245
MEMORIÁGUIO…274
MAPIÁGUIO…275
ASSINATURAS…275
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…278


Apresentação da NOVA ÁGUIA 21

Apresentação da NOVA ÁGUIA 21
28 de Março: Sociedade de Geografia de Lisboa (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas


O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Manifesto "Refundar Portugal" / Movimento "Outro Portugal": documento do grupo Comunicação




Começam a estar prontos, no momento previsto, os documentos dos vários grupos de trabalho do Manifesto "Refundar Portugal"/Movimento Outro Portugal, que desde o final de Outubro de 2009 conta hoje com cerca de 800 aderentes e um núcleo interno e activo de 6 dezenas de pessoas.

Divulgamos aqui o texto do grupo dedicado à Comunicação, coordenado por Sofia Costa Madeira.

O Movimento Outro Portugal procede a um trabalho de reflexão séria e profunda, livre de preconceitos ideológicos, apetites pelo poder, "bocas", slogans e exibição de egos no circo das atenções. O nosso único critério é o de contribuir para pensar e realizar o melhor país para todos, segundo o soberano princípio do eticamente correcto.

Quem estiver interessado em contribuir activamente para um Outro Portugal, contacte-nos em refundarportugal@gmail.com

Saudações fraternas

Paulo Borges

Grupo Comunicação: Outra Comunicação

A comunicação é tão antiga quanto a própria vida, é algo inato à própria vida. Trocar incessamentemente partículas com o mundo exterior (Hubert Reeves, in Poeira de Estrelas). Assim começou a comunicação. Foi com a comunicação enquanto troca e simbiose que os organismos unicelulares evoluiram para plantas e animais. Nem todos o sabem ou reflectem sobre isto, mas um corpo humano é, na realidade, um aglomerado de seres vivos, microorganismos, bactérias e outros, que vivem simbioticamente. Ou seja, não somos Um, nem mesmo fisicamente. Cada um de nós é uma multidão.
Todos os seres vivos utilizam a comunicação para sobreviver. E, muitas vezes, para sobreviver, manipulando. Quando uma flor abre e exala aroma e esplendorosamente refecte a luz em cores maravilhosas, atraindo os polinizadores, está a comunicar.
Se pensarmos bem, não há nada que distinga o melhor marketeer do mundo de um vegetal, a esse nível. Também o marketeer comunica para sobreviver. Se necessário, manipulando, se necessário, mesmo enganando, como uma planta carnívora, por exemplo.
Na sua incessante busca por aquilo que distingue o ser humano dos outros animais, os cientistas ainda não conseguiram encontrar ou definir uma verdadeira diferença. Tudo o que parecia distinguir-nos dos outros primatas, por exemplo, é afinal comum a ambas as espécies. Nós processamos em maior quantidade a informação, mas não em qualidade. Os chimpanzés e os gorilas, tal como nós, desenvolvem estratégias, constroem ferramentas e abrigos, sonham, riem e choram, amam, sentem ciúme, inveja, irritação. Pensou-se em amor e altruísmo. No entanto, os animais também são capazes de sacrificar a sua vida por outros da sua espécie. Talvez o ser humano seja, no entanto, o único capaz de sacrificar a sua vida em prole de uma outra espécie. Quando um grupo de humanos, por exemplo, se coloca entre um arpão industrial e uma baleia, arriscando a própria vida, faz algo que nenhum outro animal ou planta faz. Excepto talvez o cão. Ou outro animal que tenha crescido com um humano. Mesmo assim, quando o fazem, acreditam que estão a defender a sua espécie, a sua matilha. Ou seja, não se trata realmente de altruísmo. Sabemos que não somos capazes de sobreviver sós. Precisamos dos “nossos” para sobreviver.
Utilizando uma análise racional desta e outras formas de altruísmo, um dia os cientistas podem descobrir que se trata de uma deficiência ou evolução genética. Aqueles que se colocam entre o arpão e a baleia, são deficientes ou mais evoluídos? Algo nos seus genes dir-lhes-à que o ecosistema tem de ser preservado a todo o custo, pois precisamos de outros para além da nossa espécie? Mas também pode tratar-se de uma deficiência, pois um dia o ser humano não precisará das outras espécies, nem mesmo do seu planeta ou do sol. Será capaz de produzir o seu próprio alimento a partir de átomos ou moléculas, dominará a fissão nuclear podendo criar as suas próprias estrelas, será capaz de terra-formação, para formar planetas capazes de sustentar a vida humana. Então, será uma deficiência, preocuparmo-nos com as outras espécies? Ou será aquilo que os budistas chamam compaixão e os cristãos amor?
Também o ser humano parece ser o único capaz de comunicar de forma não manipuladora e não egoísta, quando a todo o custo tenta preservar o conhecimento adquirido para as gerações futuras, já desde as pinturas rupestres. No entanto, a maior parte das vezes, comunica de forma vegetal, com o intuito único da sobrevivência.
No Movimento Outro Portugal, o grupo Comunicação propõe-se reflectir sobre este tema, propõe-se assegurar uma comunicação dentro e fora do grupo que seja uma troca, sim, mas não com o intuito de sobreviver, ou seja, meramente crescer e multiplicar-se, manipulando ou enganando, mas tendo em vista a partilha de informação, a preservação do conhecimento para as gerações futuras, a busca de alternativas que tragam uma maior felicidade e alegria a todos os seres humanos e todos os outros seres vivos no nosso planeta.
Nos últimos trinta anos houve uma mudança radical na forma como a nossa sociedade comunica. Houve uma democratização e globalização das fontes de informação e o acesso às mesmas. Actualmente, qualquer um de nós pode ser jornalista por um dia, ao filmar por exemplo uma situação de abuso com o seu telefone celular e colocar no YouTube ou nas redes sociais. A informação deixou de estar concentrada nos OCS's.
Por outro lado, nem sempre é possível verificar de forma fidedigna a informação que chega até nós, o que por vezes dá origem ao aparecimento de noticias ou acontecimentos fabricados, muitas vezes criados por grupos de pressão ou lobbys, para criar uma realidade que nem sempre é verdadeira.
A quantidade de informação a que temos acesso nem sempre corresponde à qualidade. Corremos o risco de obter um conhecimento superficial sobre muitos factos, sem aprofundarmos verdadeiramente nenhum deles.
O mesmo se passa com a comunicação ao nível inter-pessoal, ao comunicarmos muitas vezes telegraficamente ou com ícones para demonstrarmos os nossos pensamentos, passamos a ter um intermediário entre o emissor e o destinatário: o telefone celular ou o pc. A rapidez da comunicação aumentou, mas tal não significa que tenha aumentado a percepção e a recepção perfeita da mensagem.
O problema ou o obstáculo da comunicação entre seres humanos é nunca podermos apreender na totalidade a mensagem em todos os seus angulos: sensorial ou mental.
A um nível mais lato, a mensagem que chega até nós através dos orgãos de comunicação social, já vem filtrada pelos chamados "gate keepers", há um alinhamento de noticias que é decidido com o objectivo de "dar ao espectador aquilo que ele quer ver" ou, se quisermos, de "informar o público". Com os casos mais recentes de jornalistas que viram censurada a sua opinião, sabemos que nem sempre a realidade é assim. As agências de comunicação, desempenham cada vez mais o papel de intermediários entre os media e as empresas ou os partidos politicos. E muitas vezes o público tem acesso a apenas um angulo ou perspectiva da história. Aconteceu nos EUA na altura do presidente Bush, em que a Fox News foi praticamente veiculo de propaganda do governo.
Num Outro Portugal, a comunicação é o eixo principal, a base de tudo. Haver um equilibrio entre a comunicação virtual e a comunicação presencial em casa ou entre amigos. Olhos nos olhos. Cada vez mais falamos quase 24 horas por dia, sete dias por semana, cada vez com mais pessoas. Onde fica a qualidade e a profundidade da comunicação?
É importante chegar a uma proposta de comunicação saudável e não abusiva e invasiva como a que vivemos actualmente. Uma das questões sobre a qual temos de reflectir é: como propor isso a um nível nacional. Será que as pessoas querem realmente outro tipo de informação e comunicação, ou estão satisfeitas com o que têm... e terão coragem para mudar? Uma das soluções que consideramos interessante e que, como cidadãos, gostaríamos de ter, é um (pelo menos) canal de informação imparcial, cultural e socialmente rico. Falta algo que divulgue o que temos de melhor, um meio de divulgar coisas realmente úteis e construtivas para a população. Faltam programas que estimulem e que informem sobre o que de tão bom temos neste país.
Para além desta reflexão, o grupo da Comunicação tem como missão divulgar a existência do movimento cívico e cultural Outro Portugal, assegurando que o máximo possível de pessoas potencialmente interessadas em colaborar tomem conhecimento do movimento.
Para realizar esta missão, tem como principais tarefas:
- Assegurar uma boa divulgação dos blogs e páginas do Movimento na Internet;
- Manter um jornal online com notícias relevantes para o movimento, que sirva tanto de base de investigação para os membros do Movimento, como de angariação de novos membros, potencialmente interessados e que seja um resultado da reflexão acima mencionada;
- Proceder ao planeamento da comunicação do grupo, listando todas as actividades e cruzando a gestão e objectivos do movimento com as acções de comunicação.
- Propôr formas alternativas de divulgação sem ser via Internet;
- Dar apoio a eventos do Movimento, quer através da presença, quer logisticamente;
- Facilitar a comunicação entre membros do Movimento;
- Facilitar parcerias com outra entidades interessadas.
Os membros da Comunicação comprometem-se a não utilizar métodos manipuladores de comunicação, a divulgar apenas notícias no jornal Outro com fundamento científico e com qualidade e a aconselhar os restantes membros do grupo a tornarem a sua linguagem o mais abrangente possível, para que possamos reunir no movimento diferentes qualificações, culturas e inteligências.

A comunicação é tão antiga quanto a própria vida, é algo inato à própria vida. Trocar incessamentemente partículas com o mundo exterior (Hubert Reeves, in Poeira de Estrelas). Assim começou a comunicação. Foi com a comunicação enquanto troca e simbiose que os organismos unicelulares evoluiram para plantas e animais. Nem todos o sabem ou reflectem sobre isto, mas um corpo humano é, na realidade, um aglomerado de seres vivos, microorganismos, bactérias e outros, que vivem simbioticamente. Ou seja, não somos Um, nem mesmo fisicamente. Cada um de nós é uma multidão.

Todos os seres vivos utilizam a comunicação para sobreviver. E, muitas vezes, para sobreviver, manipulando. Quando uma flor abre e exala aroma e esplendorosamente refecte a luz em cores maravilhosas, atraindo os polinizadores, está a comunicar.

Se pensarmos bem, não há nada que distinga o melhor marketeer do mundo de um vegetal, a esse nível. Também o marketeer comunica para sobreviver. Se necessário, manipulando, se necessário, mesmo enganando, como uma planta carnívora, por exemplo.

Na sua incessante busca por aquilo que distingue o ser humano dos outros animais, os cientistas ainda não conseguiram encontrar ou definir uma verdadeira diferença. Tudo o que parecia distinguir-nos dos outros primatas, por exemplo, é afinal comum a ambas as espécies. Nós processamos em maior quantidade a informação, mas não em qualidade. Os chimpanzés e os gorilas, tal como nós, desenvolvem estratégias, constroem ferramentas e abrigos, sonham, riem e choram, amam, sentem ciúme, inveja, irritação. Pensou-se em amor e altruísmo. No entanto, os animais também são capazes de sacrificar a sua vida por outros da sua espécie. Talvez o ser humano seja, no entanto, o único capaz de sacrificar a sua vida em prole de uma outra espécie. Quando um grupo de humanos, por exemplo, se coloca entre um arpão industrial e uma baleia, arriscando a própria vida, faz algo que nenhum outro animal ou planta faz. Excepto talvez o cão. Ou outro animal que tenha crescido com um humano. Mesmo assim, quando o fazem, acreditam que estão a defender a sua espécie, a sua matilha. Ou seja, não se trata realmente de altruísmo. Sabemos que não somos capazes de sobreviver sós. Precisamos dos “nossos” para sobreviver.

Utilizando uma análise racional desta e outras formas de altruísmo, um dia os cientistas podem descobrir que se trata de uma deficiência ou evolução genética. Aqueles que se colocam entre o arpão e a baleia, são deficientes ou mais evoluídos? Algo nos seus genes dir-lhes-à que o ecosistema tem de ser preservado a todo o custo, pois precisamos de outros para além da nossa espécie? Mas também pode tratar-se de uma deficiência, pois um dia o ser humano não precisará das outras espécies, nem mesmo do seu planeta ou do sol. Será capaz de produzir o seu próprio alimento a partir de átomos ou moléculas, dominará a fissão nuclear podendo criar as suas próprias estrelas, será capaz de terra-formação, para formar planetas capazes de sustentar a vida humana. Então, será uma deficiência, preocuparmo-nos com as outras espécies? Ou será aquilo que os budistas chamam compaixão e os cristãos amor?

Também o ser humano parece ser o único capaz de comunicar de forma não manipuladora e não egoísta, quando a todo o custo tenta preservar o conhecimento adquirido para as gerações futuras, já desde as pinturas rupestres. No entanto, a maior parte das vezes, comunica de forma vegetal, com o intuito único da sobrevivência.

No Movimento Outro Portugal, o grupo Comunicação propõe-se reflectir sobre este tema, propõe-se assegurar uma comunicação dentro e fora do grupo que seja uma troca, sim, mas não com o intuito de sobreviver, ou seja, meramente crescer e multiplicar-se, manipulando ou enganando, mas tendo em vista a partilha de informação, a preservação do conhecimento para as gerações futuras, a busca de alternativas que tragam uma maior felicidade e alegria a todos os seres humanos e todos os outros seres vivos no nosso planeta.

Nos últimos 30 anos houve uma mudança radical na forma como a nossa sociedade comunica. Houve uma democratização e globalização das fontes de informação e o acesso às mesmas. Actualmente, qualquer um de nós pode ser jornalista por um dia, ao filmar por exemplo uma situação de abuso com o seu telefone celular e colocar no youtube ou nas redes sociais. A informação deixou de estar concentrada nos OCS's.

Por outro lado nem sempre é possível verificar de forma fidedigna a informação que chega até nós, o que por vezes dá origem ao aprecimento de noticias ou acontecimentos fabricados muitas vezes criados por grupos de pressão ou lobbys, para criar uma realidade que nem sempre é verdadeira.

A quantidade de informação a que temos acesso nem sempre corresponde à qualidade. Corremos o risco de obter um conhecimento superficial sobre muitos factos, sem aprofundarmos verdadeiramente nenhum deles.

O mesmo se passa com a comunicação ao nível inter-pessoal, ao comunicarmos muitas vezes telegraficamente ou com icones para demonstrarmos os nossos pensamentos, passamos a ter um intermediário entre o emissor e o destinatário: o telefone celular ou o pc. A rapidez da comunicação aumentou mas não significa que tenha aumentado a percepção e a recepção perfeita da mensagem.

O problema ou o obstáculo da comunicação entre seres humanos é nunca podermos apreender na totalidade a mensagem em todos os seus angulos: sensorial ou mental.

A um nível mais lato a mensagem que chega até nós, através dos orgãos de comunicação social, já vem filtrada pelos chamados "gate keeper" há um alinhamento de noticias que é decidido com o objectivo de "dar as espectador aquilo que ele quer ver" ou se quisermos de "informar o público". Com os casos mais recentes de jornalistas que viram censurada a sua opinião, sabemos que nem sempre a realidade é assim. As agências de comunicação, desempenham cada vez mais o papel de intermediários entre os media e as empresas ou os partidos politicos. E muitas vezes o publico tem acesso a um angulo ou perspectiva da história. Aconteceu nos EUA na altura do presidente Bush, em que a fox news foi praticamente veiculo de propaganda do governo.

Num Outro Portugal, a comunicação é o eixo principal, a base de tudo. Haver um equilibrio entre a comunicação virtual e a comunicação presencial em casa ou entre amigos. Olhos nos olhos. Cada vez mais falamos quase 24 horas por dia, sete dias por semana, cada vez com mais pessoas. Onde fica a qualidade e a profundidade da comunicação?

É importante chegar a uma proposta de comunicação saudável e não abusiva e invasiva como a que vivemos actualmente. Uma das questões obre as quais temos de reflectir é: como propor isso a um nível nacional. Será que as pessoas querem realmente outro tipo de informação e comunicação, ou estão satisfeitas com o que têm... e terão coragem para mudar? Uma das soluções que considero interessantes e que como cidadãos gostaríamos de ter, é um (pelo menos) canal de informação imparcial, cultural e socialmente rico. Falta algo que divulgue o que temos de melhor, um meio de divulgar coisas realmente úteis e construtivas para a população. Faltam programas que estimulem e que informem sobre o que de tão bom temos neste país.

Para além desta reflexão, o grupo da Comunicação tem como missão divulgar a existência do movimento cívico e cultural Outro Portugal, assegurando que o máximo possível de pessoas potencialmente interessadas em colaborar tomem conhecimento do movimento.

Para realizar esta missão, tem como principais tarefas:

- Assegurar uma boa divulgação dos blogs e páginas do Movimento na Internet;

- Manter um jornal online com notícias relevantes para o movimento, que sirva tanto de base de investigação para os membros do Movimento, como de angariação de novos membros, potencialmente interessados e que seja um resultado da reflexão acima mencionada;

- Proceder ao planeamento da comunicação do grupo, listando todas as actividades e cruzaando a gestão e objectivos do movimento com as acções de comunicação.

- Propôr formas alternativas de divulgação sem ser via Internet;

- Dar apoio a eventos do Movimento, quer através da presença, quer logisticamente;

- Facilitar a comunicação entre membros do Movimento;

- Facilitar parcerias com outra entidades interessadas.

Os membros da Comunicação comprometem-se a não utilizar métodos manipuladores de comunicação, a divulgar apenas notícias no jornal Outro com fundamento científico e com qualidade e a aconselhar os restantes membros do grupo a tornarem a sua linguagem o mais abrangente possível, para que possamos reunir no movimento diferentes qualificações, culturas e inteligências.

umoutroportugal.blogspot.com

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