EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018) - temas e autores: Mais um Abraço a José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): em destaque – V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): tema de abertura – A Lusofonia, avanços e recuos (10 anos após a criação do MIL: Movimento Internacional Lusófono).

Para o 23º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 21

Capa da NOVA ÁGUIA 21

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 21

Iniciamos este número por dar mais um Abraço a José Rodrigues, publicando mais uma série de textos (mais de uma dúzia) que nos chegaram, conjuntamente com algumas ilustrações e poemas, nomeadamente de Fernando Guimarães.

A secção seguinte é dedicada a Fidelino de Figueiredo. Em 2017 assinalaram-se os 50 anos de seu falecimento e o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira promoveu um Colóquio sobre a sua Obra. Alguns dos textos então apresentados são aqui publicados, associando-se assim a NOVA ÁGUIA a esta Homenagem a uma grande figura da cultura lusófona, tais as pontes que criou: entre Portugal e o Brasil, entre Filosofia, História e Literatura.

De seguida, na esteira do número anterior, em que assinalámos os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, publicamos mais alguns textos sobre o autor de Húmus, bem como sobre António Nobre, nascido no mesmo ano de 1867. Em “Outras Evo(o)cações”, estendemos o nosso olhar a uma extensa série de outras figuras relevantes da cultura lusófona: de Afonso Botelho e Agostinho da Silva a Vergílio Ferreira e Vicente Ferreira da Silva.

Em “Outros Voos”, como igualmente é já um clássico, abordamos as mais diversas temáticas, a começar, guiados por Adriano Moreira, pela questão do “sagrado”, tema do II Festival Literário TABULA RASA, que decorreu em Novembro de 2017, co-organizado pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono e pela NOVA ÁGUIA. Em “Extravoo”, publicamos, uma vez mais, alguns inéditos: nomeadamente, de Agostinho da Silva e José Enes. Nesta secção, publicamos ainda um inédito de Dalila Pereira da Costa, uma das figuras em destaque no próximo número, por ocasião dos 100 anos do seu nascimento.

Fazendo ainda referência a essas três outras secções já clássicas – “Bibliáguio”, Poemáguio” e “Memoriáguio” –, salientamos enfim os autores em destaque no próximo número: para além de Dalila Pereira da Costa, iremos igualmente evocar Francisco de Holanda, publicando uma série de textos apresentados num Colóquio que decorreu em Dezembro de 2017, por ocasião dos 500 anos do seu nascimento, uma vez mais por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-brasileira.

De igual modo, publicaremos no próximo número da NOVA ÁGUIA os textos apresentados no V Congresso da Cidadania Lusófona, coordenado pelo MIL, que decorreu em Novembro de 2017 e que, uma vez mais, juntou representantes de Associações da Sociedade Civil de todos os países e regiões do amplo e plural espaço de língua portuguesa. Número após número, a NOVA ÁGUIA vai, pois, cimentando pontes: entre a cultura portuguesa e as demais culturas lusófonas (antecipamos, a esse respeito, a publicação, no próximo número, de mais um fundamental ensaio de António Braz Teixeira, sobre a “expressão e sentido da saudade na poesia angolana e moçambicana”).

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Post Sciptum: Dedicamos este número a Pinharanda Gomes, que, depois de ter recebido o “Prémio Vida e Obra” do II Festival Literário TABULA RASA, foi homenageado pela Universidade Portuguesa, que, curvando-se igualmente (e finalmente) perante a sua monumental Vida e Obra, lhe atribuiu, em Março deste ano, o mais do que justo “Doutoramento Honoris Causa”.


NOVA ÁGUIA Nº 21: ÍNDICE


Editorial…5
MAIS UM ABRAÇO A JOSÉ RODRIGUES
Textos e Testemunhos de Ana Isabel Ornellas (p. 8), António Reis (p. 8), Arnaldo de Pinho (p. 9), Duarte de Cifantes e Leão (p. 10), Helena Mendes Pereira (p. 12), Hélder Pacheco (p. 14), Jorge Pinto (p. 17), Júlio Gago (p. 18), Luís Portela (p. 19), Maria João Fernandes (p. 20), Manuel de Novaes Cabral (p. 22), Manuela de Abreu e Lima (p. 23) e Paulo Telles de Lemos (p. 24).
Ilustrações de Lauren Maganete (p. 6), João Nunes (p. 6), Paulo Gaspar Ferreira (p. 6) e José Rodrigues (pp. 16, 17 e 21).
FIDELINO DE FIGUEIREDO, 50 ANOS DEPOIS
CONTRIBUIÇÃO DE FIDELINO DE FIGUEIREDO PARA A HISTORIOGRAFIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA António Braz Teixeira…26
BREVES CONSIDERAÇÕES ACERCA DE UMA ONTO-PO(I)ÉTICA EM FIDELINO DE FIGUEIREDO Joaquim Pinto…29
FILOSOFIA E MITO: EUDORO DE SOUSA, LEITOR DE FIDELINO FIGUEIREDO Luís Lóia…33
FIDELINO DE FIGUEIREDO: O TRAÇO ESSENCIAL DO SEU HUMANISMO Manuel Ferreira Patrício...38
PERTINÊNCIAS DO PENSAMENTO FILOSÓFICO DE FIDELINO DE FIGUEIREDO Mário Carneiro…39
NOS 150 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO NOBRE E RAUL BRANDÃO
NO5 150 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO NOBRE José Lança-Coelho…46
ANTÓNIO NOBRE: PEREGRINAÇÕES DE UM POETA SÓ António José Queiroz…48
EFEITOS DE LEÇA DA PALMEIRA: “A DELICIOSA HIPNOTIZADORA” NO POETA ANTÓNIO NOBRE J. Alberto de Oliveira…55
ANTÓNIO NOBRE: TEMÁTICA E VERSO NA SUA OBRA ‒ MITO E REALIDADE Júlio Amorim de Carvalho…63
O OUVIR E O ESCUTAR DE RAUL BRANDÃO, OU HÚMUS ENQUANTO MÚSICA Edward Ayres de Abreu…70
EL-REI JUNOT DE RAUL BRANDÃO: UMA NARRATIVA SOBRE O SENTIDO NA HISTÓRIA Mendo Castro Henriques…80
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES
AFONSO BOTELHO Abel de Lacerda Botelho…90
AGOSTINHO DA SILVA E MARIA CECÍLIA CORREIA Eleonor Castilho…91
BOCAGE (VISTO POR AGOSTINHO DA SILVA) Pedro Martins…97
CAMILO CASTELO BRANCO Pinharanda Gomes…103
CARLOS MALHEIROS DIAS João Bigotte Chorão…108
COUTO VIANA E JOSÉ VALLE DE FIGUEIREDO José Almeida…110
JOAQUIM MARIA DA SILVA Samuel Dimas…116
MIRANDA BARBOSA António Braz Teixeira…122
NUNO BRAGANÇA La Salette Loureiro...128
ORTEGA Edson Ferreira da Costa…135
PADRE CHICO MONTEIRO Valentino Viegas…139
PESSOA (VISTO POR ALMADA) Luís de Barreiros Tavares... 140
SILVA DIAS José Esteves Pereira…145
VERGÍLIO FERREIRA Renato Epifânio…151
VICENTE FERREIRA DA SILVA Constança Marcondes César…154
OUTROS VOOS
O SAGRADO NA VIDA DE CADA UM DE NÓS Adriano Moreira…158
A CULTURA DIVERSA DA CPLP NA “MARCHA HARMÔNICA” DO MERCADO GLOBAL André Ramos Tavares…162
O LUGAR DA FILOSOFIA NOS CURRÍCULOS DO ENSINO SECUNDÁRIO EM PORTUGAL Artur Manso…169
A PROPÓSITO DE GNOSE, GNÓSTICOS E GNOSTICISMO Diogo Alcoforado…175
OS AÇORES E A LUSOFONIA Eduardo B. Coelho…190
AS LÍNGUAS COMO FACILITADORAS DO DIÁLOGO CULTURAL Evanildo Bechara…192
O QUE NUNCA SE DIZ AO PAPA Manuel Curado…195
OS MITOS DO PRIMEIRO MODERNISMO Paula Oleiro…200
SOBRE A NATUREZA RELIGIOSA DA POLÍTICA MODERNA Pedro Velez…207
FILOSOFIA FILOSOFANTE EM PORTUGAL Pedro Vistas…210
AUTOBIOGRAFIA 4 Samuel Dimas…224
MANIFESTO HOLISTA Tiago de Vasconcelos e Moita e Edmundo Luís Ribeiro da Silva…233
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO), DE AGOSTINHO DA SILVA…236
TRÊS CARTAS DE AGOSTINHO DA SILVA A AARÃO LACERDA…239
TEXTO DE JOSÉ ENES sobre JOSEPH MOREAU & CARTA DE JOSEPH MOREAU A JOSÉ ENES…241
POSFÁCIO DE DALILA PEREIRA DA COSTA AOS SEUS “DISPERSOS”…243
BIBLIÁGUIO
OBRAS PUBLICADAS EM 2017 Renato Epifânio…246
A “ESCOLA DE SÃO PAULO” Luís Lóia…247
OLHARES LUSO-BRASILEIROS Jorge Teixeira da Cunha…250
O CROCODILO & FULGORES DE FÁTIMA José Almeida…251
FILOSOFIA COM CORAÇÃO Samuel Dimas…253
PRISCILIANO, UM CRISTÃO LIVRE Maria Dovigo…258
AI DOS VENCEDORES! Mário Matos e Lemos…260
UMA VIDA QUALQUER José Luís Brandão da Luz…262
DEMÓNIOS POR SEFARAD Lídia Machado dos Santos…266
AGULHAS DE ÁGUA Maria Luísa de Castro Soares…267
ARDOROSA SÚMULA António José Borges…269
MITOS GREGOS Inês Miranda…272
POEMÁGUIO
DESENHO Fernando Guimarães…7
MESTRE Avelina Vieira…7
AS MÃOS DE VAN GOGH Adília César…44
AS PONTES; VIAGEM António José Queiroz…45
TRÊS POEMAS A ANTÓNIO NOBRE Manoel Tavares Rodrigues-Leal…89
NA VIDA REAL; NA REAL VIDA António José Borges…156-157
CARTA PARA O-YONÉ Jesus Carlos…234
TEIA POÉTICA Maria Luísa Francisco…234
VAZADA NA RUA José Luís Hopffer C. Almada…235
PEDRO SEM INÊS Ana Luísa Queiroz…245
TEMPO CINZENTO Susana Roque Bravo…245
MEMORIÁGUIO…274
MAPIÁGUIO…275
ASSINATURAS…275
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…278


Apresentação da NOVA ÁGUIA 21

Apresentação da NOVA ÁGUIA 21
28 de Março: Sociedade de Geografia de Lisboa (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas


O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Texto que nos chegou...

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EÇA, CAMILO E PESSOA NA REVISTA A ÁGUIA

I - EÇA DE QUEIRÓS

A revista A Águia teve cinco séries, começando a publicar-se a 1 de Dezembro de 1910, cerca de dois meses após a implantação da República.
A Iª série teve 10 números, estendeu-se entre Dezembro de 1910 e Julho do ano seguinte, tendo como director e proprietário, Álvaro Pinto (Barca de Alva, Figueira de Castelo Rodrigo 29.11.1889-Lisboa 25.2.1956). A sua periodicidade era quinzenal e, anunciava-se como “Revista de Literatura e Crítica”.
A IIª série envolveu 120 números, entre Janeiro de 1912 e Outubro de 1921, tendo três directores – o literário, Teixeira de Pascoaes (Amarante 2.11.1877-Gatão, Amarante 14.12.1952); o artístico, António Carneiro (Amarante 16.9.1872-Porto 31.3.1930); o científico, José de Magalhães (Mocâmedes, Angola 7.1.1867-?) – e um secretário, Álvaro Pinto. A sua periodicidade passou a mensal, a revista apresentou-se como “de Literatura, Arte, Ciência, Filosofia e Crítica Social”.
A IIIª série publicou 60 números, entre Julho de 1922 e Dezembro de 1927, tendo como director Leonardo Coimbra (Felgueiras 30.12.1883-Porto 2.1.1936), e passou a intitular-se “Propriedade e Órgão da Renascença Portuguesa”.
A IVª série publicou 12 números, entre Janeiro de 1928 e Dezembro de 1929, apresentando uma comissão directiva constituída por Hernâni Cidade (Redondo 7.2.1887-Évora 2.1.1975) Leonardo Coimbra, José Teixeira Rego (Matosinhos 1881- id. 1934) e António Carneiro, que apenas se manterá até ao nº 7-8 de Janeiro-Março 1929, altura em que saem Hernâni Cidade e José Teixeira Rego, e entram Sant’Anna Dionísio (Porto 23.2.1902-id. 6.5.1991) e Adolfo Casais Monteiro (Porto 4.7.1908-S. Paulo 23.7.1972), este último só ficará até ao nº12.
Finalmente, a Vª série só publicou 3 números, entre Janeiro e Julho de 1932, sendo dirigida de início, apenas por Leonardo Coimbra e Sant’Anna Dionísio, a que se juntaram a partir do nº 2-3, Delfim Santos (Porto 6.11.1907-Cascais 26.9.1966) e Aarão de Lacerda (Porto 1890-Curia, Tamengos, Anadia 7.9.1947).
Após uma leitura atenta dos índices de todos os números que constituem a revista «A Águia», são inúmeros, extremamente sugestivos e interessantes, os temas que se podem elencar numa abordagem exaustiva aos conteúdos tratados por esta publicação do princípio do século XX e de uma incipiente República que começava a dar os seus primeiros passos.
De uma vasta gama de assuntos, comecemos então por tratar aquele que diz respeito ao prosador português mais lido – ainda actualmente - de todos os tempos – Eça de Queirós (Póvoa do Varzim 1845-Paris 1900).
Assim, consideremo-lo em duas perspectivas, numa primeira, aquilo que foi escrito acerca da sua vastíssima obra, pelos colaboradores de A Águia e, numa segunda, o próprio material do escritor que, após a sua morte em 1900, chegou às páginas desta revista cultural e filosófica do início do século XX e da República portuguesa, em que participou grande parte do escol da intelectualidade do país.
Comecemos, então, pela primeira das vertentes enunciadas, tendo como preocupação fundamental a citação dos seguintes vectores: a identidade do articulista (por ordem alfabética), o nome do artigo, a série e o número da revista em que está inserido, a data, e as páginas em que o podemos encontrar.
1 – A.M. (Augusto Martins?), «Bibliografia»: Foi Eça de Queirós um Plagiador? de Cláudio Basto, s. III, nº 28-30, Outubro-Dezembro 1924, pp. 157-159.
2 – ALBUQUERQUE, Mateus de, Eça de Queirós, s. II, nº 7, Julho 1912, pp. 32-36.
3 – BASTO, Cláudio (Viana do Castelo 1886-Porto 1945), À Memória de Eça de Queirós, s. III, nº 23-24, Maio-Junho 1924, pp. 173-178.
4 – CABRAL, António (Baião 15.1.1863-Lisboa 11.12.1956), Onde nasceu Eça de Queirós, s. II, nº 41, Maio 1915, pp. 182-188.
5 – FERREIRA, J. Bettencourt (Lisboa 22.3.1866-?), Nosso Pai venerável… Evocação literária do paraíso terrestre segundo o conto de Eça de Queirós: Adão e Eva, s. III, nº 55-57, Janeiro-Março 1927, pp. 23-37.
6 – MONTEIRO, Adolfo CASAES (Porto 4.7.1908-S.Paulo 23.7.1972), Notas biográficas sobre Eça de Queirós, s. IV, nº 6, Novembro-Dezembro 1928, pp. 177-180.
7 - «Bibliografia»: O Egipto – Notas de Viagem de Eça de Queirós, s. III, nº 43-48, Janeiro-Junho 1926, pp. 59-66.
A segunda vertente, constituída pelo material do próprio escritor, apresenta apenas uma entrada:
1 – QUEIRÓS, EÇA de, Últimas páginas – Trecho do S. Frei Gil, s. I, nº 6, 15-2-1911, pp. 6-7.


2 – CAMILO CASTELO BRANCO

Continuando a elencar os nomes dos intelectuais tratados pela revista de cultura A Águia, debruçamo-nos agora sobre o escritor de S. Miguel de Seide, o autor português mais profícuo, que, terá pago tal atributo, com a cegueira.
Seguindo a mesma metodologia utilizada para Eça de Queirós, iremos, por um lado, registar todos os autores que trataram na revista “A Águia”, Camilo Castelo Branco (Lisboa 1825-S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão 1890) e, por outro, citar as incursões que a obra deste autor teve na própria revista.
Assim, abordemos a primeira vertente referida:
ARAÚJO, Veloso de, A visita de Vieira de Castro a S. Miguel de Seide, s. III, nº 25-27, Julho-Setembro, 1924, pp. 72-85.
BASTO, Cláudio (Viana do Castelo 1886-Porto 1945), Obras de Camilo – A ‘Colecção do Centenário’, s. III, nº 21-22, Março-Abril, 1924, pp. 107-112.
CORTESÃO, Jaime (Ançã, Cantanhede 1884-Lisboa 1960), Camilo no Panteão dos Jerónimos, s. II, nº 23, Novembro 1913, p. 129.
______ A paisagem na obra de Camilo, s. II, nº 35, Novembro 1914, pp. 129-132.
FIGUEIREDO, Antero de (Lourosa, Viseu 1866-Porto 1953), Mulheres de Camilo, s. II, nº 8, Agosto 1912, pp. 42-44.
______ A prosa de Camilo, s. II, nº 12, Dezembro 1912, pp. 193-194.
LIMA, António Augusto Pires de, Uma nota para o estudo psicológico de Camilo, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 20-22.
LIMA, Augusto César Pires de (Sto. Tirso 1888-ib. 1959), A linguagem de Camilo, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 10-18.
MARTINS, Augusto, Para a história do monumento a Camilo, s. III, nº 21-22, Março-Abril 1924, pp. 126-129.
______ Para a história do monumento a Camilo, s. III, nº 23-24, Maio-Junho 1924, pp. 182-183.
MORAIS, Álvaro de, Camilo, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 5-6.
______ Camilo, id., id., id., p. 11 [versos].
«Bibliografia»: Camilo Castelo Branco – Sua Vida e sua Obra, de Oldemiro César, s. II, nº 36, Dezembro 1914, pp. 182-192.
______ A Primeira Mulher de Camilo, Alberto Pimentel, s. II, nº 58-60, Outubro-Dezembro 1916, pp. 186-195.
______ Camilo Castelo Branco na cadeia da Relação do Porto, de Alberto Teles, id., id., id., pp. 231-235.
VILA-MOURA, Visconde de [Bento de Oliveira C. C. Carvalho Lobo], ______Camilo inédito (Prefácio do livro), s. II, nº13, Janeiro 1913, pp. 1-3.
______Camilo inédito (sobre uma crítica de Júlio Dantas), id., id., id., pp. 92-93.
______ Fanny Owen e Camilo, id., nº 61-63, Janeiro-Março 1916, pp. 5-23.
______ As Cinzas de Camilo (da revista Estúdio), id., nº 75-76, Março-Abril, 1918, pp. 122-126.
______ Camilo e Manuel Negrão, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 8-9.
No concernente à segunda vertente, diremos que a colaboração póstuma de Camilo em «A Águia», é constituída em grande parte por cartas inéditas, relativas, sobretudo, aos anos de 1911, 1912 e 1914. Na s. III, nº 55-57, Janeiro-Março, 1927, p. 39 existe ainda uma carta de Camilo a seu sobrinho António de Azevedo Castelo Branco, relativa à morte de seu pai.

3 - FERNANDO PESSOA

Na passagem do 75º aniversário da publicação da Mensagem do génio Fernando Pessoa (Lisboa 13.6.1888-id. 30.11.1935), achámos por bem indicar a bibliografia activa e passiva do poeta dos heterónimos, na segunda série da revista A Águia, que por esta época, entre Janeiro de 1912 e Outubro de 1921, tinha como director literário, Teixeira de Pascoaes (Amarante 2.11.1877-Gatão, Amarante 14.12.1952), director artístico, António Carneiro (16.9.1872-31.3.1930), director científico, José de Magalhães (7.1.1867-?), e como secretário, Álvaro Pinto (29.11.1889-25.2.1956), que foi director e proprietário da primeira série.
No que diz respeito à bibliografia activa, registemos então as contribuições de Fernando Pessoa, nas páginas de A Águia:
“A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada”, nº 4, Abril 1912, pp. 101-107.
“Reincidindo”, nº 5, Maio 1912, pp. 137-144.
“A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico”, nº 9, Setembro 1912, pp. 86-94.
“A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico – II”, nº 11, Novembro 1912, pp. 153-157.
“A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico – conclusão”, nº 12, Dezembro 1912, pp. 188-192.
“As caricaturas de Almada Negreiros”, nº 16, Abril 1913, pp. 134-135.
“Na Floresta do Alheamento”, nº 20, Agosto 1913, pp. 38-42.
Como podemos constatar pelos sete títulos dos artigos acima enunciados, a contribuição de Fernando Pessoa para o conteúdo da revista A Águia, dirigiu-se, sobretudo, à poesia portuguesa, considerada em duas matrizes fundamentais, a sociológica e a psicológica.
Ao lado dos poetas, há também uma referência aos aspectos estéticos das caricaturas do seu colega modernista, Almada Negreiros (ilha de S. Tomé 7.4.1893-Lisboa 15.6.1970).
A bibliografia passiva do autor de O Banqueiro Anarquista nas páginas da revista A Águia é extremamente escassa, pois apenas um autor, António Cobeira, se referiu a ele, dedicando-lhe uns versos, intitulados “Elegia da Alma”, publicados na IIª série, nº 8, Agosto 1912, p. 59.


JOSÉ LANÇA-COELHO