EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): autores em destaque – Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre (nos 150 anos do seu nascimento).

Para o 21º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 19

Capa da NOVA ÁGUIA 19

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 19

No décimo nono número da NOVA ÁGUIA, começamos por dar destaque a dois eventos promovidos pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono – falamos do Colóquio “Afonso de Albuquerque: Memória e Materialidade”, que assinalou, da forma descomplexada que nos é (re)conhecida, os quinhentos anos do seu falecimento, e do IV Congresso da Cidadania Lusófona, que teve como tema “O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – 20 anos após a sua criação”.
Assim, na secção de abertura, sobre “O Balanço da CPLP”, começamos com uma reflexão de Miguel Real sobre o futuro da Lusofonia, dando depois voz aos representantes dos vários países e regiões do espaço de língua portuguesa que participaram no IV Congresso da Cidadania Lusófona – finalmente, fechamos com um Balanço do próprio Congresso e com o Discurso de justificação da entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a D. Duarte de Bragança, proferido, na ocasião, por Mendo Castro Henriques. Na secção seguinte, sobre Afonso de Albuquerque, seleccionámos alguns dos textos apresentados no referido Colóquio, que decorreu em Dezembro de 2015, na Biblioteca Nacional de Portugal.
Depois, evocamos mais de uma dezena e meia de autores, começando por Afonso Botelho – falecido há já vinte anos e a quem foi dedicado o mais recente Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade, que decorreu no passado ano – e terminando em Vergílio Ferreira, na NOVA ÁGUIA já celebrado no número anterior, por ocasião dos cem anos do seu nascimento. Na secção seguinte, outras temáticas são abordadas – desde logo: “A Universalidade da Igreja e a vivência do multiculturalismo”, por Adriano Moreira, e a “Confederação luso-brasileira: uma utopia nos inícios do século XX (1902-1923)”, por Ernesto Castro Leal.
A seguir, em “Extravoo”, publicamos inéditos de Agostinho da Silva e de António Telmo e republicamos um conto de Fidelino de Figueiredo, “No Harém”, precedido de um ensaio de Fabrizio Boscaglia. Por fim, em “Bibliáguio”, damos destaque a algumas obras promovidas recentemente pelo MIL – nomeadamente: A “Escola de São Paulo”, de António Braz Teixeira, Olhares luso-brasileiros, de Constança Marcondes César, Política Brasílica, de Joaquim Feliciano de Sousa Nunes, e José Enes: Pensamento e Obra, resultante de um Colóquio promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, a Universidade dos Açores, a Universidade Católica Portuguesa e a Casa dos Açores em Lisboa, decorrido em Outubro de 2015.
Ainda sobre Ariano Suassuna, autor em destaque no número anterior, publicamos, a abrir este número, uma ilustração do próprio Ariano oferecida a António Quadros, com uma nota explicativa que nos foi enviada por Mafalda Ferro, Presidente da Fundação António Quadros, a quem agradecemos mais este gesto de apoio à NOVA ÁGUIA. De igual modo, agradecemos também aqui – na pessoa do seu Presidente, Abel de Lacerda Botelho – todo o apoio que tem sido dado à NOVA ÁGUIA e ao MIL pela Fundação Lusíada, uma das instituições culturais mais prestigiadas em Portugal, que comemorou, no dia 12 de Março do passado ano, no Círculo Eça de Queiroz, em Lisboa, os seus trinta anos de existência. Os nossos parabéns à Fundação Lusíada.

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Post Scriptum: Falecido no dia 4 de Março do corrente ano, dedicamos este número a Ângelo Alves, Doutorado em Filosofia em 1962, com a tese “O Sistema Filosófico de Leonardo Coimbra. Idealismo Criacionista", que, na sua última obra, “A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo” (2010), escreveu que a NOVA ÁGUIA e o MIL: Movimento Internacional Lusófono representam o "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural, após o Movimento da Renascença Portuguesa e o Movimento da Filosofia Portuguesa.

NOVA ÁGUIA Nº 19: ÍNDICE

Editorial…5

O BALANÇO DA CPLP: COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

O FUTURO DA LUSOFONIA Miguel Real…8

PORTUGAL Maria Luísa de Castro Soares…10

ANGOLA Carlos Mariano Manuel…18

MOÇAMBIQUE Delmar Maia Gonçalves…21

CABO VERDE Elter Manuel Carlos…23

TIMOR Ivónia Nahak Borges…24

MACAU Jorge A.H. Rangel…26

MALACA Luísa Timóteo…31

GUINÉ Manuel Pechirra…32

GALIZA Maria Dovigo…34

BRASIL Paulo Pereira…37

GOA Virgínia Brás Gomes…41

BALANÇO DO IV CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA Renato Epifânio…44

D. DUARTE DE BRAGANÇA, PRÉMIO MIL PERSONALIDADE LUSÓFONA Mendo Castro Henriques…45

SOBRE AFONSO DE ALBUQUERQUE

PORQUÊ RECORDAR AFONSO DE ALBUQUERQUE? Renato Epifânio…48

AFONSO DE ALBUQUERQUE, PROFETA ARMADO, E A SOMBRA DE MAQUIAVEL Mendo Castro Henriques…49

AFONSO DE ALBUQUERQUE, DA REALIDADE À FICÇÃO: A MATÉRIA DE QUE SÃO FEITOS OS MITOS Deana Barroqueiro…58

A ARQUITECTURA MILITAR PORTUGUESA DE VANGUARDA NO GOLFO PÉRSICO João Campos…60

ASPECTOS MILITARES DA PRESENÇA PORTUGUESA NO ÍNDICO NO SÉCULO XVI Luís Paulo Correia Sodré de Albuquerque...74

BRÁS DE ALBUQUERQUE E OS COMMENTARIOS DE AFONSO DALBOQUERQUE (LISBOA, 1557) Rui Manuel Loureiro…79

AFONSO DE ALBUQUERQUE: CORTE, CRUZADA E IMPÉRIO José Almeida…89

OUTRAS EVO(O)CAÇÕES

AFONSO BOTELHO Pinharanda Gomes…92

AGOSTINHO DA SILVA Pedro Martins…97

ANTÓNIO VIEIRA Nuno Sotto Mayor Ferrão…103

AURÉLIA DE SOUSA Joaquim Domingues…111

CAMÕES Abel de Lacerda Botelho…113

FARIA DE VASCONCELOS Manuel Ferreira Patrício…119

FIALHO DE ALMEIDA José Lança-Coelho…125

FIDELINO DE FIGUEIREDO Mário Carneiro…127

LEONARDO COIMBRA João Ferreira…133

MÁRIO SOARES Renato Epifânio…139

PESSOA E RODRIGO EMÍLIO José Almeida…140

PIER PAOLO PASOLINI Brunello Natale De Cusatis…146

PINHARANDA GOMES Carlos Aurélio….151

SAMUEL SCHWARZ Sandra Fontinha…157

SANTA-RITA PINTOR José-Augusto França…168

VERGÍLIO FERREIRA António Braz Teixeira…177

OUTROS VOOS

A UNIVERSALIDADE DA IGREJA E A VIVÊNCIA DO MULTICULTURALISMO Adriano Moreira…184

CONFEDERAÇÃO LUSO-BRASILEIRA: UMA UTOPIA NOS INÍCIOS DO SÉCULO XX (1902-1923) Ernesto Castro Leal…187

CAMINHOS PARA UMA PEDAGOGIA SOCIAL OU PARA UMA TRANSDISCIPLINARIDADE DIALÓGICA Joaquim Pinto…196

O QUE SÃO AS FILOSOFIAS NACIONAIS? Luís de Barreiros Tavares…206

A HETERONÍMIA COMO ETOPEIA Mariella Augusta Pereira…214

ESCOTÓPICA VISÃO – DA ESSÊNCIA DA POESIA Pedro Vistas…223

AUTOBIOGRAFIA 2 Samuel Dimas…232

O PENSAMENTO E A MÚSICA DE MARIANO DEIDDA António José Borges…241

EXTRAVOO

VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) Agostinho da Silva…246

NOVE APONTAMENTOS INÉDITOS António Telmo…251

NO HARÉM Fidelino de Figueiredo (com um ensaio de Fabrizio Boscaglia)…254

BIBLIÁGUIO

A « ESCOLA DE SÃO PAULO» Constança Marcondes César…266

JOSÉ ENES: PENSAMENTO E OBRA Manuel Ferreira Patrício…268

OLHARES LUSO-BRASILEIROS & POLÍTICA BRASÍLICA José Almeida…270

O COLAR DE SINTRA Luísa Barahona Possollo…272

OBRAS PUBLICADAS EM 2016 Renato Epifânio…277

POEMÁGUIO

FAL A DE AFONSO DE ALBUQUERQUE AO SAIR DE MALACA José Valle de Figueiredo…90

O QUE NÃO FIZ NA VIDA André Sophia…90

MANIFESTO LUSÓFONO 1 Cristina Ohana…91

LER O AR António José Borges…205

O FRESCOR DA MANHÃ Manoel Tavares Rodrigues-Leal…240

VER, DE VERGÍLIO FERREIRA Renato Epifânio…240

INSCRIÇÃO Jesus Carlos…245

LUSO–ASCENDENTE Maurícia Teles da Silva…264

O FUMADOR Jaime Otelo…265

TINTA PERMANENTE Maria Luísa Francisco…265

ABANDONO Maria Leonor Xavier...279

DE MECA A JERUSALÉM Daniel Miranda…279

MEMORIÁGUIO…280

MAPIÁGUIO…281

ASSINATURAS…281

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…284


Apresentação da NOVA ÁGUIA 19

Apresentação da NOVA ÁGUIA 19
18 de Abril: Sociedade de Geografia de Lisboa (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas




O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Texto que nos chegou...

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EÇA, CAMILO E PESSOA NA REVISTA A ÁGUIA

I - EÇA DE QUEIRÓS

A revista A Águia teve cinco séries, começando a publicar-se a 1 de Dezembro de 1910, cerca de dois meses após a implantação da República.
A Iª série teve 10 números, estendeu-se entre Dezembro de 1910 e Julho do ano seguinte, tendo como director e proprietário, Álvaro Pinto (Barca de Alva, Figueira de Castelo Rodrigo 29.11.1889-Lisboa 25.2.1956). A sua periodicidade era quinzenal e, anunciava-se como “Revista de Literatura e Crítica”.
A IIª série envolveu 120 números, entre Janeiro de 1912 e Outubro de 1921, tendo três directores – o literário, Teixeira de Pascoaes (Amarante 2.11.1877-Gatão, Amarante 14.12.1952); o artístico, António Carneiro (Amarante 16.9.1872-Porto 31.3.1930); o científico, José de Magalhães (Mocâmedes, Angola 7.1.1867-?) – e um secretário, Álvaro Pinto. A sua periodicidade passou a mensal, a revista apresentou-se como “de Literatura, Arte, Ciência, Filosofia e Crítica Social”.
A IIIª série publicou 60 números, entre Julho de 1922 e Dezembro de 1927, tendo como director Leonardo Coimbra (Felgueiras 30.12.1883-Porto 2.1.1936), e passou a intitular-se “Propriedade e Órgão da Renascença Portuguesa”.
A IVª série publicou 12 números, entre Janeiro de 1928 e Dezembro de 1929, apresentando uma comissão directiva constituída por Hernâni Cidade (Redondo 7.2.1887-Évora 2.1.1975) Leonardo Coimbra, José Teixeira Rego (Matosinhos 1881- id. 1934) e António Carneiro, que apenas se manterá até ao nº 7-8 de Janeiro-Março 1929, altura em que saem Hernâni Cidade e José Teixeira Rego, e entram Sant’Anna Dionísio (Porto 23.2.1902-id. 6.5.1991) e Adolfo Casais Monteiro (Porto 4.7.1908-S. Paulo 23.7.1972), este último só ficará até ao nº12.
Finalmente, a Vª série só publicou 3 números, entre Janeiro e Julho de 1932, sendo dirigida de início, apenas por Leonardo Coimbra e Sant’Anna Dionísio, a que se juntaram a partir do nº 2-3, Delfim Santos (Porto 6.11.1907-Cascais 26.9.1966) e Aarão de Lacerda (Porto 1890-Curia, Tamengos, Anadia 7.9.1947).
Após uma leitura atenta dos índices de todos os números que constituem a revista «A Águia», são inúmeros, extremamente sugestivos e interessantes, os temas que se podem elencar numa abordagem exaustiva aos conteúdos tratados por esta publicação do princípio do século XX e de uma incipiente República que começava a dar os seus primeiros passos.
De uma vasta gama de assuntos, comecemos então por tratar aquele que diz respeito ao prosador português mais lido – ainda actualmente - de todos os tempos – Eça de Queirós (Póvoa do Varzim 1845-Paris 1900).
Assim, consideremo-lo em duas perspectivas, numa primeira, aquilo que foi escrito acerca da sua vastíssima obra, pelos colaboradores de A Águia e, numa segunda, o próprio material do escritor que, após a sua morte em 1900, chegou às páginas desta revista cultural e filosófica do início do século XX e da República portuguesa, em que participou grande parte do escol da intelectualidade do país.
Comecemos, então, pela primeira das vertentes enunciadas, tendo como preocupação fundamental a citação dos seguintes vectores: a identidade do articulista (por ordem alfabética), o nome do artigo, a série e o número da revista em que está inserido, a data, e as páginas em que o podemos encontrar.
1 – A.M. (Augusto Martins?), «Bibliografia»: Foi Eça de Queirós um Plagiador? de Cláudio Basto, s. III, nº 28-30, Outubro-Dezembro 1924, pp. 157-159.
2 – ALBUQUERQUE, Mateus de, Eça de Queirós, s. II, nº 7, Julho 1912, pp. 32-36.
3 – BASTO, Cláudio (Viana do Castelo 1886-Porto 1945), À Memória de Eça de Queirós, s. III, nº 23-24, Maio-Junho 1924, pp. 173-178.
4 – CABRAL, António (Baião 15.1.1863-Lisboa 11.12.1956), Onde nasceu Eça de Queirós, s. II, nº 41, Maio 1915, pp. 182-188.
5 – FERREIRA, J. Bettencourt (Lisboa 22.3.1866-?), Nosso Pai venerável… Evocação literária do paraíso terrestre segundo o conto de Eça de Queirós: Adão e Eva, s. III, nº 55-57, Janeiro-Março 1927, pp. 23-37.
6 – MONTEIRO, Adolfo CASAES (Porto 4.7.1908-S.Paulo 23.7.1972), Notas biográficas sobre Eça de Queirós, s. IV, nº 6, Novembro-Dezembro 1928, pp. 177-180.
7 - «Bibliografia»: O Egipto – Notas de Viagem de Eça de Queirós, s. III, nº 43-48, Janeiro-Junho 1926, pp. 59-66.
A segunda vertente, constituída pelo material do próprio escritor, apresenta apenas uma entrada:
1 – QUEIRÓS, EÇA de, Últimas páginas – Trecho do S. Frei Gil, s. I, nº 6, 15-2-1911, pp. 6-7.


2 – CAMILO CASTELO BRANCO

Continuando a elencar os nomes dos intelectuais tratados pela revista de cultura A Águia, debruçamo-nos agora sobre o escritor de S. Miguel de Seide, o autor português mais profícuo, que, terá pago tal atributo, com a cegueira.
Seguindo a mesma metodologia utilizada para Eça de Queirós, iremos, por um lado, registar todos os autores que trataram na revista “A Águia”, Camilo Castelo Branco (Lisboa 1825-S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão 1890) e, por outro, citar as incursões que a obra deste autor teve na própria revista.
Assim, abordemos a primeira vertente referida:
ARAÚJO, Veloso de, A visita de Vieira de Castro a S. Miguel de Seide, s. III, nº 25-27, Julho-Setembro, 1924, pp. 72-85.
BASTO, Cláudio (Viana do Castelo 1886-Porto 1945), Obras de Camilo – A ‘Colecção do Centenário’, s. III, nº 21-22, Março-Abril, 1924, pp. 107-112.
CORTESÃO, Jaime (Ançã, Cantanhede 1884-Lisboa 1960), Camilo no Panteão dos Jerónimos, s. II, nº 23, Novembro 1913, p. 129.
______ A paisagem na obra de Camilo, s. II, nº 35, Novembro 1914, pp. 129-132.
FIGUEIREDO, Antero de (Lourosa, Viseu 1866-Porto 1953), Mulheres de Camilo, s. II, nº 8, Agosto 1912, pp. 42-44.
______ A prosa de Camilo, s. II, nº 12, Dezembro 1912, pp. 193-194.
LIMA, António Augusto Pires de, Uma nota para o estudo psicológico de Camilo, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 20-22.
LIMA, Augusto César Pires de (Sto. Tirso 1888-ib. 1959), A linguagem de Camilo, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 10-18.
MARTINS, Augusto, Para a história do monumento a Camilo, s. III, nº 21-22, Março-Abril 1924, pp. 126-129.
______ Para a história do monumento a Camilo, s. III, nº 23-24, Maio-Junho 1924, pp. 182-183.
MORAIS, Álvaro de, Camilo, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 5-6.
______ Camilo, id., id., id., p. 11 [versos].
«Bibliografia»: Camilo Castelo Branco – Sua Vida e sua Obra, de Oldemiro César, s. II, nº 36, Dezembro 1914, pp. 182-192.
______ A Primeira Mulher de Camilo, Alberto Pimentel, s. II, nº 58-60, Outubro-Dezembro 1916, pp. 186-195.
______ Camilo Castelo Branco na cadeia da Relação do Porto, de Alberto Teles, id., id., id., pp. 231-235.
VILA-MOURA, Visconde de [Bento de Oliveira C. C. Carvalho Lobo], ______Camilo inédito (Prefácio do livro), s. II, nº13, Janeiro 1913, pp. 1-3.
______Camilo inédito (sobre uma crítica de Júlio Dantas), id., id., id., pp. 92-93.
______ Fanny Owen e Camilo, id., nº 61-63, Janeiro-Março 1916, pp. 5-23.
______ As Cinzas de Camilo (da revista Estúdio), id., nº 75-76, Março-Abril, 1918, pp. 122-126.
______ Camilo e Manuel Negrão, s. III, nº 31-33, Janeiro-Março 1925, pp. 8-9.
No concernente à segunda vertente, diremos que a colaboração póstuma de Camilo em «A Águia», é constituída em grande parte por cartas inéditas, relativas, sobretudo, aos anos de 1911, 1912 e 1914. Na s. III, nº 55-57, Janeiro-Março, 1927, p. 39 existe ainda uma carta de Camilo a seu sobrinho António de Azevedo Castelo Branco, relativa à morte de seu pai.

3 - FERNANDO PESSOA

Na passagem do 75º aniversário da publicação da Mensagem do génio Fernando Pessoa (Lisboa 13.6.1888-id. 30.11.1935), achámos por bem indicar a bibliografia activa e passiva do poeta dos heterónimos, na segunda série da revista A Águia, que por esta época, entre Janeiro de 1912 e Outubro de 1921, tinha como director literário, Teixeira de Pascoaes (Amarante 2.11.1877-Gatão, Amarante 14.12.1952), director artístico, António Carneiro (16.9.1872-31.3.1930), director científico, José de Magalhães (7.1.1867-?), e como secretário, Álvaro Pinto (29.11.1889-25.2.1956), que foi director e proprietário da primeira série.
No que diz respeito à bibliografia activa, registemos então as contribuições de Fernando Pessoa, nas páginas de A Águia:
“A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada”, nº 4, Abril 1912, pp. 101-107.
“Reincidindo”, nº 5, Maio 1912, pp. 137-144.
“A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico”, nº 9, Setembro 1912, pp. 86-94.
“A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico – II”, nº 11, Novembro 1912, pp. 153-157.
“A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico – conclusão”, nº 12, Dezembro 1912, pp. 188-192.
“As caricaturas de Almada Negreiros”, nº 16, Abril 1913, pp. 134-135.
“Na Floresta do Alheamento”, nº 20, Agosto 1913, pp. 38-42.
Como podemos constatar pelos sete títulos dos artigos acima enunciados, a contribuição de Fernando Pessoa para o conteúdo da revista A Águia, dirigiu-se, sobretudo, à poesia portuguesa, considerada em duas matrizes fundamentais, a sociológica e a psicológica.
Ao lado dos poetas, há também uma referência aos aspectos estéticos das caricaturas do seu colega modernista, Almada Negreiros (ilha de S. Tomé 7.4.1893-Lisboa 15.6.1970).
A bibliografia passiva do autor de O Banqueiro Anarquista nas páginas da revista A Águia é extremamente escassa, pois apenas um autor, António Cobeira, se referiu a ele, dedicando-lhe uns versos, intitulados “Elegia da Alma”, publicados na IIª série, nº 8, Agosto 1912, p. 59.


JOSÉ LANÇA-COELHO