A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Orfeu Estudo da Coletânea Número Três da Revista AQUARIOS da SBE

ORFEU
O MANU DOS CELTAS

O R F E U
o divino Orfeu, o mago do som, o doce cantor, foi o iniciador da Grécia sagrada... Sua Lira de 7 cordas moldava a natureza e os homens. Filho de Apolo, portador do Verbo solar, imortal Soberano, salvador dos homens e vitorioso nos três mundos, ele ensinou à Grécia a verdade dos Mistérios, a harmonia da música e a beleza da Poesia, como revelações sublimes da Verdade eterna.

I – A Manifesração de Orfeu
A grécia se achava mergulhada no caos religioso. A culto solar havia, de há muito, decaído, cedendo lugar, na preferência do povo, ao dominio terrível do culto lunar. No fundo dos vales, pontificavam as sacerdotis da infernal Hécate, sob o comando a Aglocice, com suas evocações ás forças cegas da natureza a às paixões perigosas.
Inimigas mortais do Verbo Solar as sinistras bacantes, de seus veles sombrios submetiam a homens e mulheres pelo terror infundido através de suas urgias sangrentas.
Encontrava-se a grécia em tal situação, quando surge na Trácia, a região sagrada da grécia, o jovem orfeu, o filho de apolo, o grande hierofante, que, com estranho encanto, fala dos deuses com palavras melodiosas e cheias de doçura e magia.
Sua fama se espraia e desperta inveja ódio das bacantes que reconhecem, no divino jovem, seu inimigo mortal.
Sua vida corre perigo, e Orfeu, ainda muito jovem retira-se para o Egito, onde passa vinte anos, iniciando-se nos grandes Mistérios.
Completada a sua iniciação, retorna ele á sua amada grécia, já com o nome iniciático de Orfeu ou “Aquele que cura pela Luz” , para dar cumprimento à sua grande missão.
Sua influência se faz sentir por todos os santuários da Grécia. Realiza uma obra de grande profundidade no âmbito social, ao estabelecer os fundamentos do tribunal dos Anfictiões, ao qual deve a Grécia a sua unidade. Cria os Mistérios Orficos; realiza a fusão dos cultos a Zeus e a Dionisios; proclama a majestade suprema de Zeus Olimpico e revela, aos iniciados, o profundo mistério de Dionisios celeste.

II O ensinamento de Orfeu

Orfeu irradia uma luz inconfundivel, e brilha através dos tempos com a fôrça do gênio criador. É o apaixonado do Eterno-Feminino da Natureza: e, por isso, glorifica-se em nome de Deus. Suas palavras,carregadas de Divina melodia, são o testemunho da grande Luz.

Palavras ao Postulante: "Dobra-te sobre ti mesmo, para te elevares ao Principio das coisas, à grande Tríade que flameja no Éter imaculado.Cosome o teu corpo com o fogo do teu pensamento; desliga-te da matéria como a chama da madeira que devora. Então, o teu espirito se elevará ao éter puro das causas eternas, como a águia ao trono de Jupiter".

O Grande Arcano: "Um único ser reina no céu profundo e no abismo da terra, Zeus tonante, Zeus etéreo. Ele é o conselho profundo, o castigo poderoso e o amor dulcíssimo. Reina nas profundezas da terra e nas alturas dos céus estrelados: sopro das coisas, fogo indomado, macho e femea, um Rei, um Poder, um Deus, um Grande Senhor".

O Primeiro Mistério: "Jupiter é o Esposo e a Esposa divina, Homem e Mulher, Pai e Mãe! Do seu casamento sagrado, das suas bodas eternas sai, incessantemente, o Fogo e a Agua, a Terra e o Éter, a Noite e o Dia, os Titãs altivos, os deuses imutáveis e a semente ondeante dos homens.

Os amores do céu e da Terra nao são conhecidos dos profanos. Os mistérios do Esposo e da Esposa só aos homens divinos são revelados. Porém, eu quero declarar o que e verdadeiro. O trovão abala os rochedos. O raio cai sobre eles como um fogo vivo, uma chama ondulante; e os ecos da montanha berram de alegria. O homem treme sem saber de onde vem esse fogo e nem onde ele cai. E o fogo masculino, semente de Zeus, o fogo criador. Ele sai do coração e do cérebro de júpiter; ele se move em todos os seres. Quando tomba o raio, ele brota de sua mão direita. Mas nós, os seus sacerdotes, nós conhecemos a sua essência, as vezes, dirigimos as suas flechas.
Contempla o firmamento. Vê esse circulo brilhante de constelações sobre as quais pousa a mantilha leve da Via Láctea, poeira de sóis e de mundos. E o corpo da Esposa divina que, ao cantar sublime do Espôso, voteia num transporte luminoso. Olha com os olhos do espírito e tu verás a sua cabeça derribada nos seus braços estendidos e poderás, então, levantar o seu véu semeado de estrela”•

O Segundo Misterio: "Zeus é o grande Demiurgo. Dionisios é o seu filho, o seu verbo revelado. Dionisios, espírito radioso, inteligência viva, resplandecia na casa de seu Pai, no palácio do Eter imutável. Um dia, debruçado, contemplava os abismos do céu através das constelações e viu refletlda no azul profundo a sua própria Imagem, que lhe estendia os braços. Apaixonado por esse belo fantasma, amoroso de seu duplo, precipitou-se para alcançá-lo. Mas, a imagem fugia, fugia sempre e o atraía para o fundo do vórtice. Finalmente, encontrou-se em um vale assombreado e perfumado, gozando com as brisas voluptuosas que lhe acariciavam o corpo. Em uma gruta descobre Perséfona. Maia, a bela tecedeira, tecia um véu, onde se viam ondular as figuras de todos os seres. Diante da virgem divina, ele ficou mudo de espanto. Nesse instante, os Titãs altivos, e as livres Titãnidas, viram-no.
Os primeiros, ciumentos de sua beleza, as segundas, tomadas de amor louco, lançaram-se sobre ele como os elementos furiosos e fizeram-no em postas. Depois, distribuindo entre si os seus membros, fizeram-nos ferver em água e enterraram o seu coração. Jupiter fulminou os Titãs e Minerva levou para o Éter o coração de Dionisios e, ali, ele se tornou um sol ardente. Porém, da exalação do corpo de Dionisios, saiam as almas dos homens que sobem para o céu. Quando as pálidas sombras atingirem o coração flamejante do deus, elas iluminar-se-ão como chamas, e Dionisios, inteiro, ressuscitará mais vivo do que nunca, nas alturas do Empíreo".

O terceiro Mistério: “Os homens são a carne e o sangue de Dionisios: os homens desgraçados são os seus membros esparsos, que se buscam torcendo-se no ciúme e no ódio, na dor e no amor, através de milhares de existências. O calor ígneo da terra, o abismo das forças inferiores, os atrai sempre, cada vez mais, pata o báratro, prendendo-os.
Porém, nós, os iniciados, nós que sabemos o que existe no alto e o que existe embaixo, nós somos os salvadores das almas, os Hermés dos homens. Como irmãs, atraimo-los a nós, atraídos nós próprios por Deus. Assim, por celestes encantamentos, reconstituímos o corpo vivo da divindade. Nós fazemos chorar e alegrar-se a terra e, como jóias preciosas trazemos no coração as lágrimas de todos os seres para as transformar em sorrisos. Deus morre em nós: em nós renasce!”.
Oração aos Iniciados: " Saude a todos os que viestes para renascer após as dores da terra e que renasceis neste instante. Vinde beber a luz do templo, vós todos que saístes da noite. Vinde alegrar-vos, vós que sofreste vinde repousar, vós que lutates. O sol que eu evoco sobre as vossas cabeças e que vai brilhar nas vossas almas, não o sol dos mortais; é a luz pura de Dionísios, o Grande sol dos iniciados. Pelos vossos sofrimentos passados, pelo esforço que vos traz, vós vencereis e, se,accreditais nas palavras divinas, então, já sois vencedores. Porque, após o longo circuito das existências tenebrosas, vós saireis finalmente, do círculo doloroso das gerações e todos vos encontrareis, como um só corpo, como uma só alma, na Luz de Dionísios

III – A vitória de Orfeu

Tendo completado o seu tempo e realizado a sua grande colheita, sentiu Orfeu que a hora de confirmar a sua missão havia chegado. Reuniu-se, então, no interior do templo, com os seus discípulos, os sacerdotes de Zeus. Estes, distribuindo-se em torno do mestre, apresentaram as suas saudações, segundo o costume. O momento era grave. Os sacerdotes, tomados por profunda angustia, entreolhavam-se. Orfeu os observava com olhar distante e tranqüilo. Por fim, falaram:- Mestre! – Aglaonice, a terrive maga de Hécate, e as suas sinistras bacantes reuniram, no vale, os principais guerreiros da margem do Ebro, insuflando neles o ódio aos filhos de Deus, os templos dos deuses solares estão sob ameaças de destruição!.
Orfeu, que a tudo ouvia, sem se perturbar, disse: - "Tudo isso devia realizar-se:" Percebendo que suas palavras aumentara, ainda mais, a inquietação de seus
discípulos, acrescentou:
- "Por que temeis ? Não estou eu, aqui, convosco?".
Diante desta admoestação, os sacerdotes passaram a considerar as possibilidades de esmagar a rebelião, mas Orfeu, o filho de Apolo, o portador do cetro místico dos filhos de Deus, falou:
- "Os deuses se defendem pela palavra e não pelas armas. Nada tendes a temer, ficai tranquilos.O reinado de Aglaonice e suas bacantes chega ao seu fim".
E, transfigurando-se, disse:
"Amanhã, eu irei só. Para mim bateu a hora suprema. Os deuses solares vencerão!
Terminara a reunião. Todos se retiraram em pesado silêncio. Orfeu dirigiu-se, então, a um jovem discípulo e lhe disse:
- "Segue-me. Vamos ao vale. A hora aperta e eu quero surpreender os meus inimigos".
Caminhavam a passo firme. Enquanto andavam, Orfeu falava ao jovém discipulo com doçura e encantamento: "A alma é filha do céu. Quando ela desce à carne, continua, embora fracamente, a receber o influxo do alto. É por nossas mães que primeiro nos chega esse sopro poderoso. Seu leite nutre nossos corpos, mas é da sua alma que se alimenta o nosso ser, angustiado pela sufocante prisão do corpo.
Minha mãe era sacerdotisa de Apolo. Minhas primeiras recordações mostram-me um bosque sagrado, um templo solene e uma mulher envolvendo-me na sua doce cabeleira. O seu olhar inundava duma recordação divina do céu. Mas esse raio luminoso desapareceu: minha mãe tinha morrido. Privado de seu olhar e de suas caricias, eu fiquei espantado com a minha solidão. Vaguei atônito e desci aos vales tenebrosos. As bacantes surpreenderam a minha mocidade. Aglaonice já reinava e todos a temiam. Por esse tempo, já tinha ela lançado as suas vistas sôbre uma donzela - Eurídice, a quem queria arrastar para entregá-la aos gênios infernais..
Atraído por um pressentimento, caminhava eu pelo vale do lempe quando descobri, à minha frente, Eurídice que caminhava lentamente como que fascinada por um destino invencível. Contemplei-a por momentos e, tomando-lhes as mãos, gritei: Eurídice - Como que acordada dum sonho, ela deu um grito de horror e de libertação e caiu sôbre o meu peito. Foi, então, que o divino Eros nos dominou e, com um olhar, Eurídice e Orfeu foram esposos para sempre.
Todavia, Eurídice tremia de terror por Aglaonice. Dirigi-me à sua gruta e
encontrei-a sentada junto a uma estátua de Hécate. Nas mãos, um chicote. Aglaonice murmurava palavras de encantamento, fazendo girar a sua roda mágica. Quebrei a roda e calquei aos pés a imagem de Hecate e gritei-lhe:
- Por Júpiter, proibo-te, sob pena de morte, que tornes a pensar em Eurídice! Os filhos de Apolo não te temem!
Aglaonice torceu-se como uma serpente e lançou-me um olhar de ódio mortal.
Conduzi Eurídice aos arredores de meu templo e as virgens Ebro cantaram: Himeneu! Himeneu! eu conheci a felicidade.
Não passara muito tempo e uma bacante, mandada por Aglaonice, apresentou a Eurídice uma taça de vinho dizendo-lhe que ela lhe daria a ciência dos filtros e das ervas mágicas:
Eurídice, curiosa, bebeu-a e caiu fulminada.
Desesperado, gritei onde está a sua alma? - e errei por toda a Grecia. Finalmente, cheguei ao antro de Trofônio, onde certos sacerdotes conduzem os visitantes temerários aos lagos de fogo que fervem no interior da terra. Depois de ter visto o que boca alguma deve repetir, regressei à gruta e caí em profunda letargia. Neste sono de morte, apareceu-me Eurídice e falou-me: - Por mim tu afrontaste o inferno depois de me ter buscado entre os mortos. Eu não habito o seio da terra, mas a região do Erebro, o cone de sombra que há entre a Terra e a Lua. E nesse limbo que eu turbilhono a chorar como tu. Se queres libertar-me, salva a Grécia, outorgando-lhe a Luz. Então, eu subirei para os astros e tu me reencontrarás na luz dos deuses.
- Dito isto, ela desapareceu murmurando: Orfeu...
Senti passar por mim o poder de um sobre-humano amor. Eurídice viva ter-me-ia dado a embriaguez da felicidade; Eurídice morta fez-me achar a Verdade. Foi por amor que eu me votei à grande iniciação. Porém, a hora de confirmar a minha missão chegou. Ainda uma vez é-me preciso descer ao inferno para subir ao ceu".
Chegaram ao fundo do vale. Orfeu caminhava tranquilamente quando uma sentinela interpelou-o, pedindo-lhe o nome.
- "Sou um sacerdote de Júpiter". A sentinela, com espanto, gritou: "um sacerdote do Templo!" Ante o grito de alarme, os chefes acorreram e cercaram o pontífice. Orfeu falou-lhes:
- "Sou um enviado do templo que vos vem dizer, a vós todos, reis, chefes, guerreiros, que renuncieis a lutar com os filhos da luz, pois os deuses do alto falam-vos pela minha bôca".
E Orfeu falou-lhes das coisas divinas, da alegria, do amor, da beleza. Do fundo dos bosques, as bacantes espreitavam. Aglaonice, rugindo de fúria, lançou-se diante de Orfeu e gritou:

- “Um deus, dizeis? – Eu vos digo que é Orfeu, um homem como vós, um mago que vos engana. Que se lancem sobre ele. Se é deus, que se defenda”.
- “Eu morro, mas os deuses vivem!”.

A seguir expirou. Aglaonice, com alegria selvagem, aproxima-se de seu cadáver. Porém, foi tomada de intenso pavor ao ver reanimar-se a cabeça cadavérica, os olhos reabrirem-se num olhar profundo, doce e terrível fixar-se nela enquanto se ouvia mais uma vez, a sua voz de Orfeu pronunciar nome de sua eterna amada:

- “Eurídice!...”

O corpo de Orfeu foi cremado por seus sacerdotes e suas cinzas depositadas num santuário dedicado a Apolo. - E a alma de Orfeu tornou-se a alma da Grécia!- E os deuses solares venceram!



Autor: Dr. José Carlos Simões

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ZARATHUSTRA Estudo da Coletânea Número Três da Revista AQUARIOS da SBE

ZARATHUSTRA
o fundador do Mazdeísmo


Também Zoroastro na forma grega do nome.
Foi legislador e fundador da religião conhecida sob denominações
diversas tais como mazdeísmo, Magismo.
Parsismo, Culto do Fogo ou ainda Zoroastrismo.
Pretendem alguns autores haver Zarathustra (pois Zoroastro e um nome genérico) nascido em Bactriana e outros o dizem natural da Bíblica Rhagés, não distante da atual Teheran. Quando? Tão longínquos aqueles tempos? O escritor Haug,por,exemplo, assinala para Zoroastro, escrevendo acerca das "Etapas do Verbo, solar”,uma antiguidade não menor do que 1000 anos antes de Cristo, Filho de Maria.
Dizem ainda ter ele vivido nos dias do rei Vistaspa, uns 3.000 anos antes da nossa era. Datas pouco importam; sabemos ter sido ele uma das mais luminosas inteligências "descidas" à Terra, um dos maiores homens que abençoaram este indiglente mundo com sua augusta presença, Seus maravilhosos ensinamentos
por largos círculos se difundiram sob o nome de Magismo, tendo sido adotados pelos adeptos de outrora, os astrónomos da Caldeia.
Dissemos ser Zoroastro um nome genérico, para os grandes reformadores e legisladores. Segundo Helena P. Blavatzky, a jerarquia começou,com o divino Zarathustra, no Vendidâd - primeiro livro de fragmentos Zendas,
mais conhecido como o Zend-Avesta findando a mesma gloriosa Hierarquia
como um homem realmente maravilhoso, porém mortal. Mortal na condição de humana criatura,pois que, Vindos do TODO, seremos todos um dia... imortais!
Ainda segundo a "Doutrina Secreta", de H.P.B., o derradeiro Zoroástro teria sido o fundador do Templo do Fogode Azareksh, muitos séculos antes da era propriamente histórica.
Conta-se que nasceu lá pelas monlanhas de Elbourz, descendente de antiga estirpe real; conta-se também que certa vez, caminhando pelas selvagens solidões das florestas um visinário predisse-lhe que seria "um rei sem cetro e sem diadema",
um monarca coroado pelo SOL...

Num morrer de tarde, chegou o Mancebo - infatigável caminhante numa busca que ele mesmo ignorava a um vale, onde sussurrava uma fonte.
Uma mulher vestida de branco, enchia seu cantaro. A uma pergunta do peregrino, respondeu ela que o vale pertencia ao patriarca Vahoumano guardião do Fogo puro e servo do Altíssimo. Assim nos relata Schure, em sua literatura toda poesia.
E a rapriga do cântaro, acrescentou: - "Aquele que beber desta água sofrerá inextinguível sede, uma sede que só Deus pode estancar".
(Sede que somente Deus poderia estancar...)
Vestido de peles de carneiro, Zoroastro passou dez anos ao abrigo de uma floresta de cedros, alimentando-se com o leite e o pão que lhe traziam os pastores.
Era despertado por uma águia, na hora em que o Sol ia nascer.
Muitos anos depois foi que ele ouviu a voz de Ormuz e lhe contemplou a glória.
Ormuz ou Ahura Mazda é o deus dos zoroastrianos ou parses modernos.
Está simbolizado pelo Sol sendo, como é, a Luz das luzes.
Secretas palavras foram ditas então ao ao discípulo de Vahoumano, sendo este por alguns Gnósticos identifica do com Melchisédec, o iniciador de Abrahão.
Dissera Vahoumano ao mancebo quando este, misteriosamente guiado: foi ao seu encontro: "Vem viver na floresta e desaparece aos olhos dos teus. Quando voltares, serás outro não mais Ardjasp, mas Zarathoustra ou seja: "estrela de ouro ou esplendor do Sol..."
Porque Ardjasp, nascido nas tribos de Elbourz, que se chamava então AIbordj, era o formoso mancebo, descendente de estirpe real.
Nuitas vezes falou-lhe a voz de Ormuz que lhe falava numa voz interior ou por meio de imagens ardentes, quais pensamentos vivos que lhe abrasavam a alma.
Misteriosas coisas lhe foram transmitidas pela voz divina... E todo o Zend-Avesta é um diálogo entre Ormuz e Zoroastro: "Do Fogo - segredou Ormuz - recebi a existência!
No Zend-Avesta palpita um otimismo sadio, bem contrário ao pessimismo bouhista. Ormuz condena a violência e a injustiça, apresentando a coragem como sendo a primeira virtude do homem.
No pensamento de Zoroastro parece palpitar a presença contínua do mundo invisível; toda sua atenção é porém focalizada na ação, na conquista da terra a energia da vontade disciplinada pela alma.

Dez ano decorridos na solidão, tornou Zoroastro à sua tribo. Era agora outro homem. Anunciou ao seu povo a Revelação recebida. E, sob a direção de Zorostro, a vida dos Aryas tornou-se uma vigília de armas (combates contra os Touranianos) intercalada pelos trabalhos dos campos, pelas alegrias do lar.
Terminava porém sua obra terrena e ordenou-lhe Ormuz que voltasse para a montanha.
E naquela solidão amiga, agora, ao fim da jornada, teve Zoroastro a sublime visão Ardouizour, aquela que um dia a vida lhe arrebatara, mas que volvia transfigurada no Anjo da Vitória. E as duas almas (almas gêmeas) fundiram-se num amplexo supremo...
Partindo em busca do Mestre, os discípulos não mais o encontraram.
Por toda a montanha buscaram em vão o profeta.
Pousada no velho cedro, estava porém a águia que fora por tantos anos a única companheira de Zoroastro, daquele que ousara - o que jamais homem algum havia ousado - fitar, face a face, o Sol.

Autora: Profª Sylvia Patrícia

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

VYASA... Estudo da Coletânea Número Três da Revista AQUARIOS da SBE

VYASA

O CODIFICADOR DA VEDANTA

Em um antigo número de "Dharana", com as seguintes palavras refere-se nosso Mestre J.H.S. “A Excelsa Galeria da S. T . B . mais do que glorioso monumento, o Templo da Socieda de Teosófica Brasileira, serve de modesto mas indestrutivel PANTHEON aos Grandes Instrutores ou Guias Espirituais de todos os povos, a esses extraordinários Seres que, desde Vyâsa, codificador da Vedanta, até ao último rebento oriental, o sábio e mistico Ramakrishna, vieram impulsionar a tônica da Verdade e encaminhar as mônadas que deviam constituir nestas plagas, as futuras civilizações".
Da "Excelsa Galeria", destacamos aqui a luminosa figura de Vyasa, ou seja: "aquele que desenvolve ou amplia" .
Ou ainda, em outras palavras, o que explana, interpreta, revela, fazendo surgir qual flor que desabrocha - sob a letra que mata, o espírito gue vivifica, ensinamento es¬te tão maravilhosamente aplicado pelo nosso Mestre aos que tiveram a honra e a ventura de conviver com Ele.
Diz-nos H.P.B. ter havido de passagem pela Terra, ou melhor, pela face da Terra, numerosos Vyasas lá pelas longinquas paragens de Aryavarta, antigo nome da India do Norte. Parece que ali se teriam estabelecido em remotas eras os invasores brahmânicos. Era aquela região compreendida entre as soberbas cadeias de montanhas do Himalaya e de Vindhy, indo do mar oriental ao ocidental.
Trazendo pois esses gloriosos Seres cada um a sua missão ao nosso planeta (e quem a este mundo viria sem trazer uma missão?) um deles teria sido o Compilador e organizador dos Vedas: as Escrituras dos indus e que constituem as mais antigas, as mais sagradas obras sânscritas.
Como acima dissemos houve (segundo Helena Petrovna Blavatsky) diversos Manus conhecidos sob o nome de Vyasa: um deles, repetimos, foi o revelador dos Vedas, aquele que explana... até certo ponto, um mistério para os profanos. Outro, que dizem ser o vigésimo oitavo Vyasa e o autor do Mahabarata, famoso poema épico da India e possivelmente o mais extenso poema jamais escrito; encerra nada menos do que 220.000 versos divididos em 18 livros
Outro Vyasa houve, ou seja,o autor do Uttara Mimânsâ, o sexto sistema ou escola da fllosofia indiana, o fundador do sistema Vedantino.
Longe vão os séculos e bem parcos são os dados que até aos nossos dias chegaram acerca de Seres tantos que em paises vários e em diversas épocas entre os humanos têm passado trazendo centelhas da Verdade Única, ainda a ser desvelada...
Segundo alguns escritores, o autor do Uttara Mimânsâ teria vivido 1400 anos antes de Cristo, o Nazareno, data, ao que parece, um pouco recente. Falam os Purânas apenas em vinte e oito Vyasas que de tempos em tempos, segundo ordena a Lei, aqui vieram promulgar as ciências, ou melhor, a Sabedoria Védica; parece no entanto ter sido maior o número desses Manus. Quem o podeá ao certo saber? Tal como cumprem os astros suas trajetórias, assim tais Seres sob nomes e aspectos diversos - suas trajetórias realizam em compassiva missão pela humanidade.
Entre todos eles, Krishna Dwaipâyana parece ser o mais notável, dada a importância das obras que compilou, tais como o Mahâbhârata e que narra fatos ocorriaos durante a Dwâypayâna, idade que precedeu a nossa, há uns 5.000 anos passados. São as lutas entre raças rivais (as eternas guerras na eterna ambição).
Vedânta: Um sistema mistico de filosofia que foi desenvolvido e promulgado por diversas gerações de sábios com o intuito de interpretar o secreto significado dos Upanishads ou seja a "penetração" dos Vedas segundo os métodos da Vedanta.
Explicam os Panditas indus significar a palavra Upanichad "aquilo que destrói a ignorancla, produzindo a liberação do espírito”.
Não foi isto o que Jesus pregou quando, lá pelas terras da Galiléia, dizia aos seus discipulos: "Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres. (João,VIII,32).
E não nos foi também, aqui em nossa Obra, ensinada esta frase que, entre lutas tantas e bem duros embates, nos tem sido escudo e final: "Os Filhos da Luz caminham na Luz sem receio das trevas".
Dos tratados dos Upanichads que representam o eco da primitiva Religião da Sabedoria, foi desenvolvido o sistema Vedanta.
Alguns orlentalistas assinalam à primeira dessas obras uma antiguidade de 600 anos A.C. Mas dêsses tratados, em numero de 150, ao que parece, restam hoje
apenas uns 20,livres de qualquer alteração.
- Assunto? Focalizam profundas questões metafísicas tais como: a origem do Universo, a natureza e a essência da Divindade manifestada e as dos deuses manifestados; a universalidade da mente e a natureza do Ego e da Alma humana.
Sempre e sempre, em todas as épocas e sob todos os céus que abrigam essas ou aquelas raças, sempre se patenteia a mesma ansiedade e perpétua angustia do homem na busca de si mesmo, da sua origem... 0lvidada, interroga, busca, pesquisa sentindo muitas vezes, até inconscientemente, a nostalgia de uma pátria perdida, aquele Éden das sagas de todos os países e que teria sido, um dia, o seu divino berço.
É o velho simbolismo da lenda: Adão e Eva expulsos do paraíso natal...
Muito mais antigos do que o Budismo devem ser os Upanichads de tão profundo mistério que num dos seus trechos assim reza:
"O Atman, nosso verdadeiro eu, é Brahman; é o Ser puro e indivisível, luminoso em si, concentrado em sua consciência, é fonte de alegria para ele mesmo. Sua existencia é Luz e Felicidade. Ele é sem tempo, sem espaço, livre".
Os indus ortodoxos dão à Vedanta a denominação de Brahmã-Jnana: o puro e espiritual conhecimento de Brahma.

E acerca do "conhecimento de Brahman", aprendemos na "Doutrina Secreta: "É o declarado Criador masculino; só existe periodicamente em sua manifestação, entrando depois em palavra, ou seja: desaparece. É o Deus ou princípio criador do Universo - a personificação temporal do poder criador de Brahma, juntamente com Vishnu e Shiva a Trindade indu" .

Outros estudiosos das imortais obras sânscritas atribuem à Vedânta, uma antiguidade de 3.300 anos, afirmando ter Vyasa (o Codificador) vivido 1.400 anos antes do Cristo Jesus e a intitulam a Cabala da Índia.
Segundo os ensinamentos da Vedãnta - ciencia do Abstrato – seria precisamente o Abstrato, a Realidade única, ao passo que o universo concreto, com os milhões, talvez de "universos" que encerra nos infinitos do Infinito, não passaria de uma ilusão. (Maya)
Encarcerados na matéria, na prisão corpórea - não vivemos nós, os humanos, dentro da ilusão dos sentidos? De costas para a Luz, segunda aquela imagem de Platão?
Dos pouquíssimos dados biográficos que ate nós chegaram acerca da vida do Codificador, rezam alguns haver Vyãsa se casado com duas viúvas de seu meio-irmão, o rei Vichitravirya (que morreu sem deixar herdeiros) e de cujas esposas teve dois filhos chamados: Dhritarâchtra e Pându.
Vyãsa... Vyãsas... Um só nome abrangindo, como sempre, nos relatos da Sabedoria Iniciática, o mistérios de vários Seres:
Luminosos Gurus, Viajores de ignotas plagas... Manus que surgem ao decorrer dos Ciclos vindo trazer à Terra, de acordo com as exigências das épocas, com as necessidades das raças e dos povos, novas clareiras que ensinam a palmilhar o árduo Caminhonho da Evolução
Estrelas Guias, aos quais servem reverentes os peregrinos que pelo mundo - e no mundo, "estrangeiros" buscam, ante as agruras do exílio, a senda bendita que, cedo ou tarde, há de reconduzi-los à pátria de antanho, ao Eden jamais olvidado.
" ... Eu sou o Peregrino da Vida que venho de Alem-mar ... "

sábado, 17 de janeiro de 2009

Ram ou Rama Estudo da Coletânea Número Três da Revista AQUARIOS da SBE

RAMA
O condutor dos Ários

Rama
A missão de Rama

Quatro ou cinco mil anos antes da nossa era, a antiga Citia, que se estendia do Oceano Atlântico aos mares polares, era ainda uma espessa floresta. Os negros haviam denominado esse continente de "a terra emergida das ondas" ...
não se ouvia senão o grito dos veados e dos cabritos, o mugido dos búfalos e o galopar de enormes rebanhos de cavalos selvagens. O homem branco que habitava tais florestas não era mais o homem das cavernas. Inventara as facas e os machados de silex, o arco e a flecha, a funda e o laço; descobrira dois companheiros de luta, dois amigos dedicados: o cão e o cavalo.
O cão domesticado, guarda fiel de sua casa de madeira, garantia-lhe a segurança do lar. Dominando o cavalo, havia conquistado a terra e submetido os outros animais. Havia começado a civilização: a familia rudimentar, o clã, a tribo já existia. Os citas erigiram, aos seus maiores, monstruosas pedras tumulares.
Quando morria um chefe, enterravam com ele as suas armas e o seu cavalo, a fim, diziam, de que o guerreiro pudesse cavalgar as nuvens e caçar lá no outro mundo, o dragão de fogo.
Daí o costume de sacrificarem os cavalos, que representavam um grande papel entre os Vedas e os escandinavos. A religião começava, assim, pelo culto dos antepassados. Os citas encontraram os deuses no fundo dos bosques; e por isso que a floresta se conservou sempre querida da raça branca .
Desde os tempos mais afastados, que as mulheres profetizavam sob as árvores. Cada trlbo possula a sua profetiza. Essas mulheres, porém, inspiradas a principio, tornaram-se, com o correr do tempo ambiciosas e cruéis.
De profetizas transformaram-se em mágicas. Instituíram os sacrificios humanos e o sangue correu, ao som dos cantos dos sacerdotes. Entre estes, encontrava-se um homem, na flor da idade, de nome Ram, que se destinava ao sacerdócio, mas cujo espírito se revoltava contra esse culto sanguinário. O moço druida era doce e grave. Desde muito novo começava a revelar aptidão singular para o conhecimento das plantas, da virtude dos sucos com elas preparados, assim como para o estudo dos astros e suas influências. Parecia adivinhar, ver as coisas longe, daí sua autoridade precoce sobre os druidas mais velhos. Emanava da sua palavra, de todo o seu ser, uma grandeza benévola. A sua sabedoria contrastava com a loucura das druidisas, que proferiam os seus nefastos oráculos nas convulsões do delírio. Os druidas haviam-no chamado - "o que sabe" e o povo - "o mensageiro da paz". Ram, que aspirava à ciência divina, viajara por toda a Citia e paises do Sul.

Seduzidos pelo seu saber e pela sua modéstia, os sacerdotes iniciaram-no em parte dos seus conhecimentos secretos. Voltando ao Norte do seu país, Ram se assusta ao ver como, entre os seus, se introduz o culto dos sacrifícios humanos. Compreendeu que estava ali a perdição da sua raça. Mas, como combater esse costume propagado pelo orgulho das druidisas, pela ambição dos druidas e pela superstição do povo? Quando um flagelo cai sobre os brancos e Ran julga ver nele um castigo do céu pelo culto sacrílego. Tinham adquirido uma espécie de peste. Essa enfermidade corrompia o homem pelo sangue. O corpo inteiro se cobria de manchas negras, o hálito se tornava infecto, os membros inchados e cobertos de chagas se deformavam e o doente expirava entre dores atrozes.
Propagado o flagelo tombavam aos milhares. Ram, aflito procurava debalde um meio de salvação.
Tinha ele o hábito de meditar debaixo de um carvalho, numa clareira. Uma tarde, em que refletia sobre os males de sua raça, adormeceu sob a árvore. Durante o sono, pareceu-lhe que uma voz forte o chamava pelo nome e teve a impressão de despertar. Então, vê diante de si um homem de estatura majestosa; vestido como ele próprio, da tunica branca dos druidas, trazendo na mão uma vara em torno da qual se enroscava uma serpente. Antes que Ram, perturbado lhe perguntasse quem era e o que queria, o desconhecido, puxando-o pela mão, o obriga a levantar-se e mostra na árvore, sob que se havia deitado, um belíssimo ramo de visco.
"Ó Ram, diz-lhe, eis o remédio que procuras". Tira do peito uma foicinha de ouro, corta o ramo, oferce a Ram quando murmurando algumas palavras sobre a maneira de prepará-lo, desaparece.
Então Ram acorda, sentindo-se aliviado. Uma voz interior lhe dizia que havia encontrado a salvação. Prepara o visco de acordo com o conselho do amigo divino. Faz tomar a sua beberragem a um doente - e o doente se salva. As curas que realizou, tornaram-no celebre em tôda a Cítia.
Chamavam-no de tôda a parte, para ir curar enfermos. Consultado pelos druidas da sua tribo, Ram lhes transmite a sua descoberta, pedindo-lhes segredo, para melhor assegurar, sua autoridade.
Ora, os discípulos de Ram, andanvam por toda a Cítia com os seus ramos de visco, e foram considerados mensageiros divinos, e o seu mestre como o
semi-deus.
Tal acontecimento constituiu a origem de um culto novo: o VISCO tornou-se uma planata sagrada: "Ram consagra-lhe a memória, instituindo a festa do Natal”. Quanto-ao ser misterioso que Ram havia visto em sonho e que lhe havia mostrado o visco, os gregos fizeram dele o seu Esculápio, cuja insígnia é a vara mágica, sob a forma de caduceu.
Ram "o inspirado da paz tinha, porém, vistas mais largas. Queria libertar o seu povo duma praga moral mais nefasta que a peste. Eleito chefe dos sacerdotes da sua tribo, dá ordem de porem fim aos sacrifícios humanos. Seu gesto, aplaudido por uns, foi condenado por outros. Longe de fugir à luta, aceitou-a.
Cada tribo branca possuía sua contra-senha de reunião, sob a forma de um animal.
Os chefes ostentavam nos frontões de seus palácios de madeira águias, cabeças de Javali ou de búfalo, o que constitui a origem dos brasões. A preferida os Citas era o Touro, símbolo da fôrça e da violência.
Ram opõe ao Touro o Carneiro, tornando-o a divisa de seus partidários...
Essa divisa torna-se o sinal de uma verdadeira revolução nos espíritos. Os povos brancos dividem-se em duas facções.
Em face de uma luta iminente, Ram hesita. Instigando essa guerra, não iria agravar o mal, levando sua raça a destruir-se a si mesma? E teve novo sonho: O céu estava carregado de nuvens tempestuosas. De pé sobre um rochedo, uma mulher desgrenhada está prestes a ferir um guerreiro. "Em nome dos antepassados, para”! brada Ram precipitando-se sobre a mulher. Mas esta, ameaçando-o, lança-lhe um olhar que o fere como golpe de navalha. Nisto o trovão rola pelas nuvens espessas, e surge, num fulgor, uma figura luminosa. A floresta parece que desmaia ... e a mulher cai como que fulminada.
Ram não se perturbou, pois reconheceu nas feições da aparição, o ser divino que já lhe havia falado sob o velho carvalho.
E Ram se vê num templo aberto, de imensas colunas. No lugar da pedra de sacrifício, ergue-se um Altar, junto ao qual se conservava o guerreiro, cujos olhos desafiavam a morte. Prostrada sôbre as lajes, a mulher parecia morta. O gênio celeste trazia um facho na mão direita e na esquerda uma taça. E sorrindo, diz:
"Ram, estou contente contigo". "Vês este facho? é o fogo sagrado do Espírito Divino. Ves esta taça? é a taça da Vida e do Amor. Dá o facho ao homem e a taça à mulher".
Ram fêz o que o Gênio lhe ordenava. Logo o facho se acendeu sobre o
altar e os dois transfigurados sob o seu clarão, resplandeceram como o Esposo e a Esposa divinos.
Ao mesmo tempo o templo se alargava e as suas colunas sobem até ao céu, sua abobada se ergue no firmamento. Ram arrebatado pelo seu sonho viu-se transportado ao cume duma montanha, sob o ceu estrelado. De pé, juto a si, o Gênio lhe explicacava as constelações e fazia-lhe ler, nos sinais acesos do Zodíaco, o destino da humanidade. "Espírito maravilhoso, quem es tu?" - diz Ram ao seu Gênio. E êste responde: "Chamam-me a Inteligência Divina. Tu espalharás o meu fulgor por sobre a Terra e eu sempre acudirei, ao teu apelo. Segue o teu caminho. Vai!" E com um gesto da sua mão, o Gênio aponta o Oriente.


ÊXODO E A CONQUISTA

Num sonho, sob luz fulgurante, viu Ram a sua missão e o destino de sua raça. Nunca mais hesitou. Em vez de aceder à guerra, arrasta sua raça até ao centro da Ásia. Instituiu o culto do fogo sagrado, que faria a felicidade dos homens; anunciou que os sacrifícios humanos ficariam abolidos para sempre; que os antepassados seriam invocados em cada lar, pelos esposos, unidos em uma só prece junto ao fogo, que purifica. O fgoo do altar, símbolo do fogo celeste invisível, uniria a famlia, o clã, a trlbo, todos os povos, templo de Deus Vivo sobre a terra. Mas, para isso, era preciso separar o joio do trigo; que os ousados se dispusessem a abandonar a Europa para conquistar terra nova, uma terra virgem. Lá daria ele a lei; lá fundaria o culto do fogo renovador. Tal proposta foi acolhida com entusiasmo por aquele povo moço, ávido de aventuras. Fogueiras acesas sôbre as montanhas foram o sinal da emigração em massa para todos que quisessem seguir o “Carneiro” (Áries)... Essa caravana se pôs em movimento, em direção ao centro da Ásia. Ao longo do Cáucaso, foi ela tomando aos negros várias fortalezas e mais tarde para celebrar essas vitórias, os clãs dos brancos esculpiram, nos rochedos dessa montanha, gigantescas cabeças de carneiro. Ram revelou-se digno da sua alta missão: aplainava dificuldades, penetrava pensamentos, previa o futuro, curava enfermos, apaziguava revoltas, estimulava a coragem. As potências celestes - que nós chamamos Providências - queriam que a raça boreal dominasse sobre a terra, e lançavam, através de Ram, seus raios luminosos sobre o caminho a percorrer. Essa raça havia já sido arrancada do estado selvagem. Ram, poréem, sendo o 1º a conceber a lei social, como expressão da lei divina, foi um inspirador da 1ª ordem.
Alia-se com velhas tribos citicas cruzadas de sangue amarelo, que ocupavam a alta Ásia e as arrasta à conquista do Irã. Ensina a amanhar e semear a terra. Ram foi o pai da seara e da vinha. Cria as castas segundo as proflssões e divide o povo em sacerdotes, guerreiros, agricultores e ártífies. Combate a escravatura e o assassinato, aflrmando que a escravidão do homem pelo homem era fonte de todos os males.
O clã, esse agrupamento primitivo da raça branca, o conserva tal qual era, permitindo porém que elegesse os seus chefes e os seus juizes; a obra principal de Ram, o instrunento Civilizador, por excelência, por ele ciado, foi, porém, o novo papel que destinou à mulher. O homem não conhecera até então a mulher, senão sob dois aspectos: o da escrava, que ele maltratava brutalmente, e o da sacerdotisa, que o dominava contra sua própria vontade, mágica terrível, cujos oráculos temia e perante quem sua alma supersticiosa tremia. - O sacrificio humano era como que a vingança exercida pela mulher sobre o homem. Acabando com esse culto horroroso, elevando a mulher ante o homem nas suas funções divinas de esposa e de mae, Ram a instituiu sacerdotisa do lar, depositária do fogo sagrado, igual ao esposo, invocando com ele a alma dos antepassados.
Como os grandes legisladores, Ram organizou e desenvolveu os instintos superiores de sua raça. A fim de embelezar a vida, ordena a realização de 4 grandes festas no ano: da Primavera ou das gerações, era consagrada ao amor conjugal...
A do Estio, ou das searas, pertencia aos rapazes e raparigas, que ofereciam aos pais as suas colheitas.
A festa do Outono era celebrada pelos pais, que distribuíam frutos aos filhos.
A Mais santa e mais misteriosa de tôdas era, porém, a festa do Natal, ou das grandes sementeiras. Ram consagra simultaneamente aos recém-nascidos-frutos do amor, concebidos na primavera, e à alma dos antepassados.
Formando como que uma conjunção entre o visível e o invisível, essa solenidade era, ao mesmo tempo, um adeus às almas desaparecidas e uma saudação àqueles que voltam a encarnar nas mães e a renascer nas crianças.
Os antigos árias se reuniam nessa noite santa, nos santuários, como outrora o faziam nas florestas. CeIebravam com fogueiras e cantos o renascimento do ano terrestre e solar, a germinação da natureza no coração do inverno, o estremecimento da vida no fundo da morte. Cantavam o universal carinho com que o céu beija a terra e a gestação triunfal do Sol pela grande
Noite–Máter
Ram ligava assim, a vida humana ao das estações, às revoluções cósmicas, ao mesmo tempo que ressltava o seu sentido divino. Estabelecida no Irã, às portas Himalaia, a raça branca não era ainda senhora do mundo. Precisava, para isso, que a sua guarda avançada entrasse na Índia, centro capital dos negros, antigos vencedores da vermelha e da raça amarela. O Zand-Avesta fala dessa marcha de sobre a Índia.
A epopéia hindu a aproveita com os seus temas favoritos.
Rama foi o conquistador do país dos elefantes, tigres e gazelas. É ele quem conduz a 1ª arrancada dessa luta gigantesca em que duas raças disputavam, inconscientenente o cetro do mundo. Exagerando as tradicões ocultas dos templos, a tradição poética da India cria a luta da magia branca com a magia negra. Finalmente, a tradição épica da Índia lhe atribui, como coroamento de sua obra, a conquista de Ceilão.

O TESTAMENTO DO GRANDE ANTEPASSADO

Dizem os livros sagrados do 0¬riente que Ram se tornara, pela sua e bondade, o senhor da Índia e o rei espiritual da terra.
Os sacerdotes, os reis e os poetas se inclinavam diante dêle, como diante de um benfeitor celeste. Os seus emissários propagaram, sob a égide do Carneiro, a lei Ariana, que proclamava a igualdade entre os vencedores e os vencidos, a abolição dos sacrificios humanos e da escravatura, o respeito da mulher no lar, o culto dos antepassados e a instituição do fogo sagrado.
Ram envelhecera. Sua barba encarnecia, mas o vigor não havia abandonada o seu corpo, e a sua fronte irrradiava majestade. Os reis e os enviados dos povos lhe ofereceram o poder supremo; ele pede um ano para refletir e de novo tem um sonho: Reviu-se nas florestas da sua mocidade. Rejuvenescera e ostentava a túnica de linho dos druidas. Era na Noite-Santa, na Noite-Mãe, em que os povos aguardam o renascimento do Sol e do ano. Fazia luar. Rama caminhava sob os carvalhos. Nisto, dirige-se para ele uma bela mulher, trazendo nas nãos uma coroa magnífica. Sua cabeleira brilhava como ouro, sua pele tinha a brancura da neve e seus olhos o azul profundo de após as tempestades. E lhe diz: "Eu era a druidisa selvagem. Transfigurei-me por ti, na Esposa resplandecente. Chamo-me argora Sitá. Sou a mulher glorificado por ti, sou a tua esposa. Ó meu senhor e meu rei! Não tem sido por mim que tens transposto os rios, encantado os povos e derribado os reis? Eis a recompensa. Toma esta coroa, coloca-a sôbre a tua fronte e reina comigo sobre o mundo”! se ajoelhava numa atitude submissa ofertando-lhe a coroa da terra. As pedras preciosas faiscavam, a embriaguez do amor sorria nos olhos da mulher. Pela alma do grande Ram, do pastor dos povos, passou um arrepio de emoção. Mas, de pé sobre o cimo da floresta, Deva Náhuxa - o seu Gênio - aparece e lhe diz: "Se tu pões essa coroa sôbre a tua cabeca, a Inteligência Divina abandonar-te-á. Se estreitares nos braços essa mulher, ela morrerá de felicidade. Mas, se renunciares à sua posse, ela viverá feliz e livre sobre a terra e o teu espírito invisível reinará sobre ela. Escolhe: ou atende-la ou seguir-me. Sitá, sempre de joelhos, fitava o seu senhor com os olhos perdidos de amor e, suplicante esperava a resposta. Ram fica silencioso. O seu olhar, engolfado nos olhos de Sitá, media o abismo entre a posse completa e o eterno adeus. Mas, sentindo que o amor supremo é a suprema renuncia, pousa sua mão sôbre a fronte da mulher branca, a abençoa e lhe diz:
"Adeus: Sê livre e não me esqueças:"
De repente, a mulher desaparece. A moça Aurora levanta sôbre a floresta a sua varinha mágica. O rei estava outra vez velho. Lágrimas banharam as suas cãs, enquanto do fundo do bosque uma voz triste chamava:"Ram!
Mlas o Deva Náhuxa, o gênio respladecente de luz, exclama: - A mim! E o espirito divino transporta Rama a alto duma montanha.
Depois dêsse sonho, que lhe revelou o fim da sua missão, Ram reuniu os reis e os enviados dos povos e lhes disse: "Não quero o poder supremo que vós me ofereceis. Guardai as vossas coroas e observai a minha lei. A minha tarefa está finda. Retirar-me-ei para sempre com meus irmãos iniciados para uma montanha. De lá, velarei por vós. Vigiai o fogo divino. Se o deixardes extinguir, eu reaparecerei entre vós, mas como juiz e vingador." “Depois, se retira com os seus para o monte, em um lugar solitário, unicamnete conhecido dos iniciados”. Ali, ensinou a seus discípulos o que sabia sobre os segredos da terra e do grande Ser. Estes levaram, depois, ao Egito e Oceania, o fogo sagrado, símbolo da unidade divina das coisas e os chifres do carneiro, emblema da religião ariana. Estes chifres tornaram-se as insígnias da iniciação, e em seguida, do poder sacerdotal e real.
De longe, Ram continuou a velar o seu povo e pela raça branca. Os derradeiros anos de sua vida, consagrou-os à fixaçao do calendarlo dos arias, sendo a ele que devemos os signos do Zodíaco. foi esse o testamento do patriarca dos iniciados. Estranho livro, escrito com estrelas, hieróglifos celestes, no firmamento sem fundo e sem limites, pelo maior artepassado da nossa raça:
Fixando em 12 signos o Zodíaco, Ram lhes atribui um tríplice sentido: o 1º, referia-se às influencias do sol sobre cada mês do ano; o 2º relatava, de certa forma, a sua própria história; o 3º, indicava os meios ocultos de que se servia para conseguir o seu fim.
Finalmente, sentindo-se morrer, o grande iniciado ordena aos seus que ocultem a sua morte e que prossigam na sua Obra, perpetuando a fraternidade. Efetivamente, os povos creram, durante séculos que Ram envolto na sua tiara com chifres de carneiro, vivia sempre na sua monta¬nha sagrada.
Nos tempos védicos, o grande Antepassado se transforma em Yama, o juiz dos mortos.

Autora: Profª Maria da Glória V. Cardoso

Justificando os Avataras Estudo da Coletânea Número Três da Revista AQUARIOS da SBE

JUSTIFICANDO OS AVATARAS

"Não haveria evolução,
Se os Avataras se manifestassem
pronunciando sempre as mesmas palavras".

Prof. Henrique José de Souza.

Já vai longe, no suceder dos tempos, a época em que, no Planeta Terra, se tornou necessário adotar o Sistema Avatárico como único recurso capaz de manter a humanidade no caminho evolucional, conservando sempre acesa a chama que harmoniza a evolução do conjunto humano–planetário–cósmico.
Anteriormente, a direção do Planeta era exercida na Face da Terra, onde os Homens e os Seres Divinos formavam um binômio sempre harmonizado com as Leis da Natureza e com as Leis Universais, numa evolução equilibrada.
Assim, transcorreu a evolução das Raças-Mães que a tradição chamcu de Adâmica, Hiperbórea, Lemuriana e Atlante...
Evoluir é transformar vida energia em vida consciência.
Portanto, a tendência evolucional é fazer com que cada ser cons¬trua o seu próprio destino, e se torne auto-suficiente, adquirindo, do grande reservatório universal, tôdas as condições e meios que permitam obter a sua auto-direção, realizando a individualidade, divinizando-se.
Conclui-se, daí, que com o pas¬sar do tempo, a MÔNADA se vai individualizando, e gradativamente os seres se vão desgarrando do conjunto UNO, inicial, e passam a edificar sua própria consciência, ou Mônada Individualizada.
Essa transformação lenta e constante, se processa nos labora¬tórios da própria natureza, onde nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, exatamente como disse Lavoisier.
Nessa continuidade evolutiva, o ser individualizado se transforma, e superando suas próprias tendências de teor negativo, que servem de adubo à sua evolução, constrói, por esforço próprio, a sua divindade esplendendo finalmente em Amor Sabedoria, binômio que caracteriza os deuses.
Eis aí, realizada, a sublime trilogia:
Transformação-Superação-Metástase, ensinada aos seus discípulos pelo augusto Mestre, o Professor Henrique José de Souza, fundador, com a sua companheira de missão,
D. Helena Jéferson de Souza, do Grande Movimento, Cultural Espiritualista que hoje tem o nome de Sociedade Brasilei Eubiose, dirigida pelo seu filho primogênito Hélio Jefferson de Souza.
Compreende-se, pois, que evolução é um somatório de ciclos evolutivos, maiores e menores, que sucedem no tempo e no espaço, interpenetrando-se perfeitamente, sem interrupção em sua sequência, que se revela normal e lógica.
Assim, as Raças-Mães limitaram grandes ciclos evolucionais, cada um caracterizado pelos acontecimentos da época e do local, condizente com o estágio da evolução.
Desse modo se formaram a nações da Face do nosso Planeta e tiveram suas fases épicas contadas em prosa e verso pelos historiadores de todos os tempos.
A Índia, dos Brahmanes; a China de Fo-Hi, Confucio, Lau-Tze etc.; Grécia, de Orfeu e tantos outos; Egito, de Kunaton, Hermés, etc. Inglaterra, da Távola Redonda; Portugal, da misteriosa Sintra e da Escola de Sagres, do Infante Don Henrique, berço dos grandes navegadores; a Espanha e as grandes navegações; França imortal; a Alemanha, de Kristian Rosenkreutz; o México, o Peru praticamente quase todas as nações do mundo com suas relíquias históricas, viveram, como também a Fenícia de Badezir as três fases naturais da existência: o alvorecer, meio dia e o anoitecer, ou a infância, a mocidade e a velhice, ou, ainda, a ascendência, o esplendor e a decadência.
Por isso, é fácil compreender as palavras do venerável Mestre, o Professor Henrique Jose de Souza, quando disse que:

"Civilização é um conjunto de povo e cultura localizados no tempo e no espaço" .

E a História Universal, está aí mostrando a realidade dessa profunda afirmação.
Em tôdas as épocas, onde quer que exista um aglomerado populacional, há sempre um Ser que se destaca dos demais, pelo maior grau de sua espiritualidade, pelo seu senso de religiosidade, em torno do qual se reunem os demais, principalmente quando se trata de resolver assuntos "que só Deus pode solucionar".
Até no meio indígena, há um ser desse valor espiritual, é o Pajé, o indio que tem ligações com Deus, que vê aquilo que os demals não vêem, que tem poderes de cura, de previsão do futuro da tribo, e outros mais trancendentais.
Da mesma forma, em nenhuma oportunidade, a humanidade ficou viúva dos Deuses, mesmo depois da queda Atlante, cuja catástrofe teve inirio há 850 mil anos passados, vindo a terminar há 9.564 anos A.C com os movimentos sísmicos que geraram o chamado Dilúvio.
Sôbre a destruição da Atlântida, assim se expressa, de forma sintética nossa revista Dhãrana n. 110:
chegou finaImente o ano 9.564 antes de Cristo, "o ano 6 do Kan, e 11 Muluk do mês de Zac, (segundo as expressões do Codex Troanus, escrito há 3.500 anos pelos Mayas de Yucatan), e após tremendos tremores de terra que se prolongaram até o ano 13 Chuen, a ilha de Posseidonis, o Pais de Mu foi sacrificado desaparecendo para sempre no seio das águas, com seus 64.000.000 de habitantes".
Até a Atlântica, a civilização era diretamente dirigida pelos Seres divinos que também habitavam a face da terra. Os homens constituíam a 4a. Raça-Mãe e viviam em sete regiões distintas. A oitava era interdita.
Julgando-se exclusivos idealzadores das portentosas realizacões da época - os Vimanas ou Discos Voadores atuais, eram o meio de transporte daquela gente.
Rebelaram-se contra seus excelsos orientadores, dando origem ao mais violento cata¬clismo já havldo no nosse Planeta. Tão grande que o eixo da Terra saiu do paralelismo celeste, gerando as quatro estações do ano e todas as suas más conseqüências, que se refletem na natureza externa do planeta e na próprla constituição flslca, psíquica e espiritual do ser humano.
A Terra, com o seu eixo fora de paralelismo celeste, desarmonizou-se com a Eclitlca, dando origem as quatro estações do ano, aos quatro movimentos da maré, aos quatro tipos sanguíneas, aos quatro movimentos da respiração, etc e tal ...
Deu origem, também, na Topografia, ciência que orienta os grandes navegadores a dois tipos de NORTE, o VERDADEIRO ou Celeste e o MAGNÉTICO ou não Celeste.
Assim, a partir da destruição De ATLANTIDA, os homens passaram a ter DOIS NORTES para a sua ORIENTAÇÃO, gerando DESORIENTAÇÃO: Antes só havia um, pois os dois se superpunham.
Mas, não pararam aí as consequências da catástrofe atlante. E a pior de tôdas elas é a que se relaciona com a orientação da evolução humana.
Antes, os Deuses cohabitavam com os homens na Face da Terra e a orientação era dlreta. Depois da Queda atlante, em que a humanldade se lançou no caos por ela mesma gerado, que culminou com o sacnfíclo de Seres Divinos, estes passaram a habitar o "Sanctum Sanctorum" da Mãe Terra e com isso, a humanidade ficou sem o cons¬tante convivio dos Deuses.
Daquela época para os nossos dias, estabeleceu-se um sistema evolucional diferente: somente de tempos em tempos ou de ciclos em ciclos, os Grandes Seres passaram a vir à Face da Terra ditar a tônica do ciclo seguinte, ou as "Tábuas da Lei", para uma nova fase da evolução humana.
A esses Seres Divinos, chamamodos AVATARAS. (Ava + Torah = Lei Avô ou Avô do Universo).
Sôbre êles, assim se expressa o Professor Sebastião Vieira Vidal, em sua série DIVULGAÇÃO:
"A doutrina dos Avataras é de grande importância para que possamos compreender, perfeitamente, a Missão do Fundador do Movimento Cultural Espiritualista de que fazemos parte. Essa doutrina nos é clara, posto que explica, muito bem, o entrosamento da manifestação da Vida Universal, vivenciada pelas humanas criaturas e nos oferece elementos primorosos que nos permitem compreender o motivo pelo qual a Divindade, a Suprema Consciência Universal, o Deus Único e Real se projeta nos diversos planos do Universo e nos diversos setores da Vida; orienta-nos de modo brilhante, mostrando como proceder para que possamos ser bafejados pelas sublimes vibrações dos Avataras; dá-nos uma idéia de como se processa a progressiva evolução espiritual da Humanidade, senão da Mônada, atraves dos Ciclos. Graças a essa teoria, possuímos elementos que permitem nos qualificarmos como participantes da evolução monádica da maravilhosa Hierarquia Humana.
O processo de "AVATARIZAÇÃO oferece potência e capacidade às humanas criaturas para que elas se tornem divinas e se confundam com Aquele Principio a que o s o cultistas denominam de ATMÃ, Crístico ou Di¬vindade ...
Os Avataras têm como objetivo principal trazer a Essência Divina, cósmica para a Terra. Dar forma inteligente à energia (ou Essência) donde Tudo e Todos se originaram. Transformar o abstrato num elemento de ação, de Lei fisica.
AVATAR - quer dizer: baixar, descer, movimento de cima para baixo; objetivação do subjetivo; uma consciência cósmica agindo dentro da limitação antropogênica.
AVA - antepassado, antigo, velho, o mais antigo ... TARA - TORA - TORAH - ROTA ... tem o sentido de Divindade ou a Divina Lei que se manifesta nos planos inferiores constituidos de materia grosseira...
TARI - é veículo, e nave, portador de alguma coisa ...
TAR - êste prefixo tem o sentido de superar, sobrepujar ... O conjunto das palavras:
TARA - e a manifestação da Divina Lei (TORAH) nos Planos inferiores da matéria densa, grosseira ...
AVA+TARA é a mannifestação da Divina Lei TORAH nos planos inferiores da matéria densa, grosseira:
AVATAR Índia: nome dado às encarnações de um Deus, de uma Divindade; transformação ... metamorfose ... as quais são classificadas em Avataras: de Brahma, de Vishnu e de Shiva.
AVATARA - segundo a definição do Professor Henrique Jose de Souza:
"encarnação ou manifestação do "ESPÍRITO DE VERDADE", quando se trata de Ciclicos e Totais ... pois também se aplica a outras manifestações deíficas. Embora não falem as escrituras sagradas, os Avataras são de três naturezas ou de três categorias: - totais, parciais e momentâneos ...
AVATARA - no tupi. antepassado, velho, avô ...
TARA - vinda, chegada ... pousou ... Logo, repetimos –
AVATARA - é a vinda, a chegada de ...
ARA - TUPAN CABAYU, o Deus do Fogo, do Facho Luminoso, senão a chegada do Ancião das Idades, como uma alegloria do Eterno.
Consoante escrituras antiquíssimas, temos os termos AVALOMA e ISWARA ou AVALOKISWARA isto é, a Consciência, a Civilização, a HUMANIDADE criada pelo Avatara, pela manifestaçao de um ISWARA (LUZEIRO).
AVALOM - Avatara, Ada-Lohan, logo: a encarnação de um CHOAN - Cisne Celeste - como orientador de uma Civilização ...
CHOAN - senão, YO-CHOAN, LO-CHOAN, LO – EHIM LOHENGRIN - ELOHIM ... Temos, ainda, HELOIM, HÉLlO + KIM,ou seja, a manifestação do Sol espiritual (KIM), como Helio (o Sol no plano físico).
A ESSÊNCIA ÙNICA, embora sendo de natureza sutilíssima projeta-se nos planos de natureza mais densa em relação ao da sua existência, envolvendo-os e os modificando. A projeção dos Avataras tem por fim transformar as ambiências grosseiras em sutis... Dest'arte, a Divindade se projeta, hipostaticamente, numa gradação formal, desde o homem até ao infusório, obedecendo, contudo, à relatividade, muito natural, das limitações das formas. H.P. Blavatsky: na sua mondamental Obra, a " Doutri na Secreta" diz:

"Os Avataras são filhos de dire¬ta descendência do PAI ETERNO".

Esta expressão PAI ETERNO deve ser conceituada como sendo a absolut:a Causa das Causas... ou seja, DAQUELA ESSÊNCIA ÚNICA, donde TUDO e TODOS se originaram.
Toda a criatura humana poderá possuir uma partícula... um raio dessa Unidade Espiritual, agindo como seu próprio divino espírito... Deus individual. Essa divina Essência, Chama que emana de Budi (o poder da divina inspiração) está como o Homem, ainda em plano inferior, materlal, do mes¬mo modo que o Dhyani - Buda está pa¬ra com o seu Buda Humano.
Como expressão dessa divina Essência no meio do torvelinho da vida humana, vamos citar personagens estranhas que vieram ao mundo, sempre dentro das suas respectivas épocas:
Krisnna, Bluda, Jesus (o Cristo),Shankara Pitágoras, Hermes, e muitos outros. A missão dêsses sêres é engrandecer o bem e transformar o mal, daí as sublimes palavras de Krishna: "nasço em cada Yuga (Idade)...
Acontece, porém, todos nasceram do mesmo Poder Divino.
Krishna desejando provar a Arjuna, a manifestação dessa Essência Divina, em varias Personagens e em várias épocas diferentes, disse:
"Muitos nascimentos deixei atrás de MIM e muitos deixaste TU".
"OH: ARJUNA. Porém EU os recordo a todos, porém tu não recordas os
teus, OH: Parantapas".
"Ainda sou o novato e imperecedor SER, o Senhor de todos os Seres,
projeto a natureza que é meu domínio, também, e nasço por virtude de meu prôprio poder".
"Fazendo crer que a retidão des¬maie, oh: Bharata: e cubra de brios a iniquidade, então EU renasço".
"Para projetar os bons, confundir os maus e restaurar firmemente a Justiça, de Idade em Idade, de Ciclo em Ciclo, renasço EU com este intento".
"Quem assim conheça em sua essência meu divino nascimento e minhas divinas ações ... não voltará a nascer quando deixar o corpo, senão que a MIM se unirá, oh: ARJUNA:"
De modo que todos os AVATARAS são o uno e o mesmo são os Filhos de seu PAI, em direta descendência, O PAI ... é uma das sete CHAMAS, atinge eternidades. Quem é o PAI? É a absoluta Causa de Todos ... E o impenetrável ETERNO? Sim e a Alma Causal, denominada por todos os indus de Iswara, o Senhor, pelos cristãos,"DEUS", e pelo nosso Supremo Dirigente, de Luzeiro.

Justificando os Avataras (II) Estudo da Coletânea Número Três da Revista AQUARIOS da SBE

H.P. Blavatsky, noutro trecho da "Doutrina Secreta", diz: "Avatara ê a descida da Divindade na forma ilu¬sória duma individualidade, que, no plano físico toma aparência Objetiva porque, realmente, não é, essa ilusória aparência. Essa ilusória forma: não tem passado nem futuro! Em virtude de não possuir encarnações anteriores e nem subsequentes nascimentos e nela não há intervenções de Lei do Karma, da Lei de Equilíbrio Universal. Muito misteriosas são, sem dúvida, as encarnações que fogem ao círculo geral dos renascimentos.
Além das hostes avatáricas tal como diz o Livro de Dyzlan - são os mesmos inquebrantáveis raios (Môna¬das procedentes, cada um, de seu proprio PAI-ETERNO... Chama Espiri¬tual... Denominados de Devas, Dhyanis-Choans, Arcanjos. Anjos Planetá¬rios, são pois a eternidade com seus protótipos. Há alguns homens que nascem à sua ima¬gem e semelhança, há propósito especial de beneficiar a humanidade, criar novas Raças e fundar novas Eras ...
São considerados Avataras os elementos componentes da Trimurti Indiana: Brahma, Vishnu e Shiva, os quais são considerados:
1) Avatara de Brahma - os de origem mais elevada, da natureza de Satwa, portadores da Consciência relativa ao Primeiro Logos, ao Mundo Divino, ao Mundo da Suprema Unidade, os que se poderiam denominar de os Cristos Universais, Budas Perfeitos, Supremo Sol.
2) Avatara de Visnnu - os de origem intermediaria, de natureza de Rajas, portadores da Consciência relativa ao Segundo Logos, Mundo Celeste, ao Mundo da Polaridade Cósmica, dando origem ao Pai-Mãe, as duas Faces. Chamamo-las: O ETERNO (a Pedra Filosofal) e o Supremo Arquiteto de Universo (a Pedra Cúbica).
3) Avatara de Shiva - os de origem material, física, de natureza de TAMAS, portadores da Consciência relativa ao terceiro Lagos, ao Mundo concreto, ao mundo material, ao nosso Plano Físico.
(Buda Celste, Buda Terrestre e Buda Humano)
Os avataras de Brahma se dão quando há maniifetação da Essênciada Única de Deus, o qual encampa os demais isto é: Avataras de Brahma de Vishnu e de Sihva ao memo tempo, por isso conhecidos e designados com o supremo nome de Maytréia (Trismegisto) ou senhor dos Três Mundos.
Antes do Avatara de Brahma há o de Maha-Vishnu, o Bijan dos Avatara... semente... todos os salvadores do mundo: Bod-Satwa, Budas, Cristos, Avataras de modo genérico –saem da árvore da redenção e brotam de uma só semente: o Bijam dos Avataras. (Árvore de KUMAMARA)
Compreendemos, perfeitamente: AVATARA é uma encarnação determinada pelo próprio Poder de cada Consciência Cósmica de cada SER CÓSMICO, senão do ADAN-KADMOM, do Homem Cósmico. São realizados para determinada Missão.. Nascem com dois dons especiais: dominam os oito Tawas e passam pelo mundo do Homem como "Encobertos Superiores, Incógnitos ... "São encobertos pela falta de sensibilidade e preparo mental dos Homens... Por isso observamos: KRISHNA, RAMA, IESEUS, BUDA, CRISTO, RAMAKRISHNA, e muitos outros vieram ao mundo em épocas diferentes. Não são contemporâneos... A Natureza tudo nos ensina, mas nós nada aprendemos de nossa Majestosa Mãe...
AVATARA é pois a manifestação da Divindade.
E manifestação consciente ou encarnação de um SER de CONSCIÊNCIA SUPERIOR. Trata-se da manifestação da VONTADE, do AMOR-SABEDORIA e da Atividade do Eeterno.
Conforme vimos, nosso Mestre assim definiu:
"AVATARA é a encarnação ou manifestação do ESPIRITO DE VE RDADE".
A avatarização ocorre ciclicamente, em função da necessidade de se imprimir novas diretrizes à evolução humana, a fim de que o seu mental se adapte a novas condições, à possibilidade de compreensão de novos conhecimentos mais avançados, caminhando sempre no sentido da inteqração harmônica do Sistema Evolucional HUMANO-PLANETARIO-COSMICO.
Há um relacionamento entre os ciclos e os Signos do Zodíaco dando uma ideia de duração.
Sabemos que o Sol, para percor¬rer a eclltica, leva 27.000 anos. Portanto, como são considerados apenas 12 Signos, o tempo gasto para percorrer cada um, é de 2.250 anos. Este número dá uma idéia de ciclo evolu¬cional.
Na atualidade, estamos ingressando no ciclo de "AQUARIUS", após ter¬mos percorrido o de "PISCIS".
O ciclo de "Piscis" ou Peixe, ln¬timamente ligado ao elemento água, (emocional paixão) induziu ao progresso cientílfico nes¬se campo: surgiram os navios, os sub¬marinos, etc. JEOSHUA BEN PANDIRA, o Cristo Bíblico, foi seu Avatara predominante, chamado, pela Tradição mais oculta, de Quinto Bodsatwa.
No ciclo de "Aquarius", o ar é o elemento predominante. O progresso científico avança célere, tentando o seu domínio. Nessa fase, já surgi¬ram os balões, os dirigíveis, os aviões, os vôos espaciais, o aproveitamento das correntes aéreas, etc.
E o homem lutando para dominar os mares e os ares, pois parece que os outros dois elementos, Fogo e Terra já não apresentam mais segredos: porquanto já usam o Fogo nos foguetes, para ir conquistar outra terra, a Lua ... um ser morto, apenas um cadáver cósmico que não tardará mui¬to a se desintegrar completamente.
No Fogo Sagrado, Agni, que quei¬ma as entranhas da alma e purifica a
CONSCIÊNCIA, o HOMEM não pensa... não é objeto de pesquisa científica e muito menos da ciência oficial do mundo...
Vivendo apenas de coisas exteriores, o ser humano, com todo o seu progresso científico, se esquece das coisas internas. Em vez de Lua, um pouco de interior da Terra. O Cristo não disse que "a casa de meu Pai tem muitas moradas?" Em vez de viagens astronáuticas, um pouco de viagens ao interior do próprio homem que é um Universo em miniatura, um Deus em busca de seu esplendor.
Pitágoras afirmou que "ninguém pode conhecer a DIVINDADE sem ser o que ELA é". "Conhece-te a ti mesmo", é a Lei do Templo de Delfos.
A Ciência Iniciática das Idades é a chave de tôda a evolução humana. Por ser o repositório da Eterna Sabedaria, atravês dos milênios, desde a queda Atlante, vem sendo ensinada pelos Avataras, augustos e lídimos representantes da LEI QUE A TUDO E A TODOS REGE. Cada um a atualiza, enriquecendo-a com novas revelações ou conhecimentos da época. Assim o fizeram no Egito, na Grécia, no Orien¬te e em tantos outros lugares do planeta, onde a MÕNADA fez morada no seu longo caminhar pelo ITINERARIO DE IO, ou caminho da evolução. No momento, e por alguns milhares de anos, ela permanecerá na região dos 23 graus de Latitude Sul do Trópico de Capricórnio, onde chegou para gáudio de todos nos.
Assim, sua ultima atualização o¬correu, e perdura, no BRASIL:

"Trago um novo estado de consciência para o Mundo:"

Estas palavras foram ditas pelo brasileiro que em 15 de setembro de 1883 "nasceu" na cidade de Salvador, na Bahia, e se chamou Henrique José de Souza. Jovem, ainda aos 16 anos de idade, já iniciava a sua sacrificial porém RADIOSA PEREGRINAÇAO, pois arrostando tôdas as dificuldades da época, SEGUIA para a lendária ÍNDIA, de onde, após certos cerimoniais an¬tecipadamente preparados por AQUÊLES poucos sêres que o aguardavam, retornava ao Brasil, portando para o OCIDENTE a SAGRADA CHAMA DO VERBO SOLAR, base de Grande Movimento Cultural Espiritualista que logo se iniciaria no mundo objetivo.
Realmente, em 10 de agosto de 1924, era fundada em Niterói - ou Nich-Tau-Ram, Caminho Iluminado pelo Sol - a Sociedade Mental Espiritualista, com o nome sánscrlto de DHARANA, verdadeiro elo ligando o ORIENTE ao OCIDENTE, mostrando ao mundo que "O BRASIL será o berço da Iniciação do Gênero Humano a caminho da Sociedade Futura" como autêntico continuador da mais pura e milenar Tradição Oriental.
Transparecia nesses auspiciosos atos iniciais, a realidade do Sagrado Itinerário de IO, traçado pelos "Rishs de Sabedoria" para a Evolução da Mônada, conhecido das TRADIÇÕES TRANS-HIMALAIANAS e agora também do Brasil.
Era o "Ecce-Occidente Lux" ou "A LUZ ESTÁ NO OCIDENTE", que se concretizava nas bandas ocidentais com toda a pujança do seu magno esplendor:
DHARANA foi o começo. Cumpriu sua finalidade inicial.

Significando o SUMO CONTROLE DO PENSAMENTO ou da INTELIGÊNCIA, Dhárana veio mostrar que a INICIAÇÃO a ser ministrada seria puramente MENTAL, sem práticas psíquicas.
Fundada a Sociedade, excelsa MENSAGEM foi recebida do TIBET, enviada por certa FRATERNIDADE LAMAlSTA, com a seguinte tradução:
“Salve Dhãrana! Rebento novo, mas vitalizado pela uberdade do TRONCO GIGANTESCO ONDE NASCESTE: Vieste do ORIENTE como uma RAMA EXTERNA florescer as mentes dos Filhos DESTE PAÍS GRANDIOSO, que já tiveram a dita de ouvir o cantar mavioso da Ave canora que lhes segreda, internamente, AMOR A TODOS OS SERES. Os teus triunfos já são cantados em melodiosas estrofes no GRANDE CONCERTO UNIVERSAL DA CADEIA SETENÀRIA, porque tu, excelsa potencia criada por teus próprios esforços, começaste a dar crescimento, nas tuas poderosas hastes, às folhagens verdejantes, onde amarelados frutos serão colhidos por todos aqueles que se acham famitos e perdidos na NEGRA FLORES D VIDA. E , assim, como as cores do PAVILHÃo DA PÁTRIA de teus filhos também Tu, Dhãrana, terás o teu Hino Glorioso cantado pelos Querubins que adejam em torno da SILHUETA MAJESTOSA do Supremo Instrutor do Mundo!”
Após três anos, o nome do Grande movimento Espiritualista era mudado para o de SOCIEDADE TEOSOFICA BRASLLEIRA, em homenagem a Helena Petrovna Blavatsky, "a Mártir do século XIX" a mesma que anunciou que depois dela, no século XX, viria um outro Ser que faria as revelações que a ela não era dado fazer. Com esse nome, o Movimento permaneceu quarenta e um anos, período em que enfrentou as mais terríveis lutas e superou poderosas dificuldades, continuado incólume, em consonância com sua própria origem, e se firmando na face da terra pela capacidade do seu intrépido fundador, arguto timoreiro que resoluto e firme sabia de onde veio e para onde tinha que levar sua GLORIOSA NAU!.
Finalmente, ultrapassados com altivez e galhardia todos os espinhosos obstáculos que se lhe antepuzeram, a OBRA do Grande Amoroso se firmou definitivamente:

Nunca se deveu tanta a um SER!
Que nem chegou a ser reconhecido pelos homens, com os quais.... viveu... 80 anos...
Em 28 de setembro de 1969, por força de LEI CÍCLICA, a Sociedade Teosófica Brasileira veio a se cha¬mar SOCIEDADE BRASILEIRA DE EUBIOSE, entrando num período de EXPANSÃO, em que a SUBLIME FILOSOFIA DO AUGUSTO MESTRE passou a ser cantada também nos mais longínquos rincões do Brasil, e levada aos quadrantes da Terra, num mavioso convite a um NOVO “MODUS-VIVENDI" de paz e harmonia entre os homens, para que se reatem os mágicos laços restauradores do EQUlIIBRIO COSMICO-HUMANO.
A HUMANIDADE SOFRE POR SUA PROPRIA INCONSEQÜÊNCIA, DESDE A GRANDE NOITE ATLANTE. QUANDO ESSES LAÇOS FORAM ROMPIDOS"
Imensa, portanto, tem sido a missão dos AVATARAS:

REDIMIR A HUMANA GENTE: De MOISES aos nossos dias, aproximadamente 4.000 anos (!),vemos que em Quase nada o ESTADO DE CONSEQÜÊNCIA HUMANO melhorou.
Prova-o a doce palavra do Meio Nazareno, há 2.000 anos passados:

"Foi dito pelos antigos: amai aos vossos amigos e odiai aos vossos ini¬migos.

EU POREM VOS DIGO:
AMAI ATÉ AOS VOSSOS PROPRIOS INIMIGOS:"

Perguntamos:

- No mundo atual já há alguém capaz de amar aos seus próprios inimigos?

Na conjuntura atual, após tentos sacrifícios dos Excelsos AVATARAS, quando estamos penetrando na Radiosa Civilização de AQUARIUS, inicio da Idade de Ouro, não devia mais haver inimigos. Contudo, há.
E assim se verifica, praticamente, não terem sido utilizados os sublimes ensinamentos trazidos para os homens.
O egoísmo campeia; a ambição é desenfreada; o respeito humano deixou de existir; o AMOR FRATERNAL nem chegou a ser compreendido e muito menos vivenciado:
É o FIM de ciclo APODRECIDO e GASTO:"

só se ouvem rumores de guerra.,.

Contudo, opostamente, os Avatras e os Manus, através dos tempos, com amor e sabedoria orientaram e conduziram os seus povos no caminho da fraternidade, da divinização.
- MU-KA (o Noé da Arca...) preservou da catástrofe Atlante as "Sementes" da nova HUMANIDIDE.
- VAIVASVATA conduziu a porto seguro, até à Meseta do Pamir, a Vergôntea Atlante, de que nas¬ceria a Raça Aria, ou 5a. RAÇA-MAE, a que hoje pertencemos.
MENÉS, dos Egípcios.
- FO-HI, condutor dos Chineses.
ODIN, dos Nórdicos.
- ABRAHAO, dos Hebreus.
- MOISÉS, dos Israelitas, atravesou com seu povo, a pé enxuto: o Mar Vermelho da maldade, da intolerância, da prepotência e da indignidade, pois despertou a Espiritualidade de sua gente gue assim se tornou infensa às aguas da incompreensão e do mal.
Belíssimo simbolismo.
MANCO-COPAC, foi o Manu dos INCAS
- ITZAMA, dos Mayas.
BOCHICA, dos Chibchas.
- TAMU, dos Caraibas.
SUMÉ ou TAMANDARÉ, dos TUPIS.


Todos foram GUIAS EXCELSOS na jornada da MONADA na escalada da ETERNA EVDLUÇÃO. Cada um no seu tempo e no seu lugar.


O último, Síntese ou BIJAM dOS AVATARAS, foi HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA. Em uma existência realizou o trabalho de uma Cadeia Evolucional.
Com suas revelacões, preparou a vinda de Maytreia

Hoje os Tempos chegaram.
Estamos vivendo outra época em que novos e radiosos horizontes se abrem para a Humanidade.
MAYTREIA, o AVATARA SINTESE,está a caminho.
O BRASIL é o seu destino: 2005 é o ANO DA GLORIFICAÇÃO:
O SEU TEMPLO, o TEMPLO UNIVERSAL, se encontra majestoso na Praça da VITORIA, em são Lourenço, a CAPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO, situada no Estado de Minas Gerais - BRASIL:

HOMENS DE TODOS OS QUADRANTES:

PREPARAI-VOS PARA ESSE MAGNO ACONTECIMENTO:
"Existe uma relação exata entre a HUMANIDADE e a CAUSA que a chamou a existir. Portanto, uma verdadeira Religião e uma verdadeira CIÊNCIA hão de ser as que ensinem os VERDADEIROS TERMOS daquela RELAÇAO .

Meu caro leitor:
Um pugilo de seres desejamos esperançosamente que este livro pos¬sa ser a água a lhe estancar a sede de saber, e o farol a lhe indicar o caminho seguro que conduz ao
EXCELSO SENHOR MAYTRÉIA!


Autor: Cel. Joaquim Luiz Seixo de Brito