A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

Albufeira, Alcáçovas, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belmonte, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Ermesinde, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Famalicão, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guarda, Guimarães, Idanha-a-Nova, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Mirandela, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pinhel, Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Teresina (Brasil), Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vigo (Galiza), Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ganha consistência a aparição de uma "política de Defesa comum" entre os países da CPLP

(http://www.agal-gz.org)

Em 17 de Maio de 2008 os ministros da Defesa da CPLP aprovaram a chamada "Declaração de Díli". Segundo esta, a proposta portuguesa para a fundação de "Centros de Excelência", que já noticiámos no Quintus será a primeira fase para assentar os fundamentos de uma política de Defesa comum, erguida em torno do seu pilar fundamental que é o do treinamento e da formação dos meios militares da Comunidade Lusófona.

Agora, compete ao "Secretariado Permanente" da CPLP a recepção das propostas dos diversos Estados da Comunidade de forma a, em 2009, elaborar uma lista dos diversos Centros, indicando explicitamente quais as áreas de formação específica entregues a cada país.

Cabo Verde, Angola, a Guiné-Bissau e Moçambique já se exprimiram dispostos a acolher a instalação local de um destes "Centros de Excelência".

Já há muito tempo - praticamente desde a independência dos PALOPs - que Portugal tem colaborado em diversas fases na formação dos militares destes países, e atualmente, os mesmo tipo de missões é cumprida em Timor-Leste. A fundação e alargamento destes Centros de formação vai expandir esta experiência e consolidar a ligação dos países da CPLP neste domínio, precisamente como defendíamos NESTA petição, já que estes Centros terão como principal objectivo formar militares lusófonos, e treiná-los muito particularmente para a participação em missões de paz da ONU ou de outras entidades internacionais, algo em que Portugal e o Brasil (este menos) têm já alguma experiência que podem transferir para os seus parceiros na CPLP. O recurso a forças angolanas ou moçambicanas nos (infelizmente) numerosos cenários de crise em África seria um objectivo a curto prazo para os militares aqui treinados... Angola, por exemplo, teria todas as condições para substituir outros países que vemos frequentemente nestas missões africanas, e desempenhando sempre o seu papel de uma forma muito medíocre e ineficaz... como a Nigéria, por exemplo e alavancando a CPLP para outros voos, mais ambiciosos e de maior escala mundial.

Fonte:
Lusa

sábado, 17 de maio de 2008

Assim se vê, uma vez mais, a razão do MIL...

Defesa: Declaração de Díli aprovada por unanimidade dos países da CPLP
17 de Maio de 2008, 16:59
Díli, 17 Mai (Lusa) - A Declaração de Díli, que propõe o conceito de Centros de Excelência de formação militar, foi hoje aprovada por unanimidade em Timor-Leste na X reunião dos ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O primeiro dia da reunião ministerial em Díli introduziu apenas alterações mínimas de redacção ao texto e termos de referência que estavam em discussão, explicou o ministro da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira, à agência Lusa.
O documento será assinado domingo pelos ministros da CPLP, excepto por São Tomé e Príncipe, que não enviou delegação a Timor-Leste mas que concordou previamente com a Declaração de Díli.
Os Centros de Excelência, como são designados na Declaração de Díli, são uma proposta portuguesa para a política de defesa comum da CPLP e pretendem constituir uma rede de formação de formadores em áreas específicas.
Na sequência da reunião de Díli, o Secretariado Permanente da CPLP "vai receber o contributo dos Estados membros e, no espaço de um ano, concretizar uma proposta operacional, definindo as especialidades e os locais em cada um dos países", explicou Nuno Severiano Teixeira.
O ministro da Defesa português recordou que em matéria de defesa "há uns países que estão mais avançados, outros que estão menos, como é o caso de Timor-Leste, o que é natural".
"Dos países africanos, houve uma disponibilidade muito clara. Cabo Verde, Angola, Guiné e Moçambique manifestaram uma disponibilidade imediata" para receber centros de formação militar, acrescentou o ministro português.
"Portugal tem tido um empenhamento grande na CPLP, aliás vamos ter em breve a cimeira da comunidade, mas também uma vontade política e empenhamento técnico-militar que tem dado um grande impulso na área da defesa", salientou Nuno Severiano Teixeira.
"Para isso contribuiu muito a experiência adquirida no quadro da cooperação militar com os países da CPLP. Podemos multilaterizar o conhecimento adquirido ao longo de 17 anos de cooperação bilateral com os vários países. É um capital que é nosso e se traduz no avanço multilateral no quadro da CPLP", acrescentou o ministro da Defesa.
Os Centros de Excelência servirão para a formação de formadores com o objectivo de "criar uma unidade de doutrina e regras de empenhamento, mas virada para as operações de paz, que exigem segurança cooperativa e capacidade militar para poder intervir nos cenários regionais em que estão inseridos" os vários países da CPLP.
Missões de manutenção de paz e humanitárias no continente africano são o cenário típico em que países da CPLP poderão usar a capacitação das suas forças armadas para desempenhar operações que hoje outros países como o Senegal e a Nigéria asseguram com regularidade, exemplificou o ministro da Defesa português.
"A CPLP é um instrumento e uma mais-valia de cada Estado na sua afirmação nas organizações regionais em que se inserem. Isto é verdade, em particular, no sector da defesa, ao dar uma dimensão real de segurança à CPLP", afirmou Nuno Severiano Teixeira.
A X reunião ministerial de defesa da CPLP começou com a passagem da presidência do fórum de Cabo Verde para Timor-Leste.
A ministra da Defesa de Cabo Verde, Maria Cristina Fontes Lima, recordou, ao passar o testemunho ao seu homólogo timorense, o primeiro-ministro e titular da Defesa, Xanana Gusmão, que é importante "a materialização do protocolo da CPLP no âmbito da defesa".
O protocolo foi assinado na Cidade da Praia em 2006 e a ministra da Defesa de Cabo Verde apelou à ractificação do documento pelos Estados membros.
Este protocolo prevê a criação de um pacto de segurança entre os Oito países lusófonos, abrindo a possibilidade de intervenção da CPLP em caso de agressão de um dos seus membros.
A partir da reunião de Díli, onde Timor-Leste assume a presidência do fórum de defesa da CPLP, a direcção será ocupada rotativamente e por ordem alfabética de Estados membros, começando por Angola.
PRM
Lusa/fim

Dê Força a este projecto. Assine a Petição MIL: “POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ”: http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Primeiro de Janeiro é um grande jornal...

Notícia ainda de Fevereiro...

A organização cultural e cívica Movimento Internacional Lusófono (MIL) defende a criação de um corpo policial e militar efectivo de manutenção de paz no seio da CPLP, com o patrocínio da ONU, como “força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança”.
A proposta foi lançada em forma de petição na Internet em www.petitiononline.com/mil1001/petition.html esta semana e, segundo disse a O PRIMEIRO DE JANEIRO Renato Epifânio, conta já com mais de “duas centenas de subscritores” de várias nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. “Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter”, pode ler-se no texto da petição.
Com uma ressalva, porém: “Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada”. “A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança”, faz notar ainda o MIL na sua argumentação.
Na opinião dos proponentes, “esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo”. Na perspectiva do MIL, este contingente poderia, inclusive, ajudar a defender “a presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos”. O MIL é um movimento cultural e cívico criado em Janeiro, em associação com a «Nova Águia: Revista de cultura para século XXI», disponível no blogue da internet www.novaaguia.blogs pot.com. A comissão coordenadora é presidida por Paulo Borges, presidente da Associação Agostinho da Silva.

Notícia completa

domingo, 6 de abril de 2008

Venham mais 5(00)...

Seja bem vinda, Maria Eduarda Fagundes (Brasil). Uma das últimas aderentes do MIL e subscritora nº 500 da nossa Petição POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A respeito das 2 Petições MIL...

Um mês e meio depois, a primeira Petição MIL, “POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ”, aproxima-se finalmente do meio milhar de assinaturas. A outra, lançada mais recentemente, "EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO", ainda não chegou a metade desse valor.

Sob esse prisma, dirão alguns que estas duas petições foram um relativo insucesso. Considero essa análise curta, muito curta. Vejamos as coisas por outro prisma, mais largo.

Antes de mais, importa salientar que ambas as Petições foram lançadas no respeito pela nossa Declaração de Princípios e Objectivos, em particular, pelo Horizonte que nessa Declaração se prefigura: a cooperação lusófona, em todos planos (daí a primeira petição); a assunção de uma única língua para todo o espaço da Lusofonia (daí a segunda petição). Seja ou não essa "visão estratégica" uma visão popular, nós não a mudaremos…

Depois, ambas as Petições geraram um muito interessante debate neste Blogue: a respeito da primeira Petição, muitos salientaram que ela não perderá a actualidade; se ela já não irá a tempo de produzir efeitos em Timor, a constituição de uma FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ, a constituir-se, como aliás está consagrado nos estatutos da CPLP, ainda virá a ser muito útil. O futuro o dirá, quando voltar a acontecer algo de similar num qualquer outro país lusófono…
Quanto à segunda, a controvérsia foi bem maior, como de resto, pessoalmente, já esperava: há várias pessoas que, tendo aderido ao MIL, consideram que a Convergência Lusófona não passa necessariamente pela implementação do Acordo Ortográfico. Estão no seu direito, como nós estamos no nosso: o MIL não podia deixar de ter posição sobre o Acordo e, a tê-la, não podia deixar de ser, por coerência, a favor. Ainda que, como sempre aqui tenho dito, o Acordo que o MIL almeja está muito para além do plano ortográfico…

Finalmente, ambas as Petições fizeram-nos crescer bastante. Como se pode verificar na última página deste Blogue, ambas as Petições foram noticiadas em mais trinta jornais, sites, blogues, etc. Muita gente ficou a conhecer o MIL por causa delas e, em virtude disso, registámos um acentuado crescimento nas nossas adesões.

Eis, pois, em suma, o que mais importa: continuar a crescer, na fidelidade a nós próprios…

quinta-feira, 13 de março de 2008

Breve reflexão acerca do MIL…

O MIL: Movimento Internacional Lusófono tomou, até ao momento, posição sobre três questões:
1. O reforço da CPLP, através da criação de uma “Força Lusófona de Manutenção de Paz” (teor da petição que lançámos), a propósito do que aconteceu em Timor (objecto também de um primeiro comunicado).
2. A ratificação do Acordo Ortográfico (que só não foi objecto de uma Petição porque, entretanto, o Governo Português, finalmente, desbloqueou a sua posição).
3. A defesa dos direitos dos tibetanos face à ocupação chinesa (aí não lançámos petição alguma; limitámo-nos a apoiar uma Petição já existente).

Já nos incitaram a tomar posições sobre outros temas. A esse respeito, defendo que o MIL deve ser prudente e não cair na tentação de tomar posição sobre tudo, sob pena da sua voz se banalizar. Mas, obviamente, há espaço para a discordância. Quem achar que o MIL deve tomar posição pública sobre um qualquer tema, deve enviar-nos uma mensagem nesse sentido, de modo a que a Comissão Coordenadora do MIL possa depois tomar uma decisão.

Quanto às três referidas questões, houve também espaço para a discordância:
- houve quem tivesse achado a iniciativa mais consensual a referente ao Tibete; ao invés, houve quem tivesse achado que o MIL não se devia ter pronunciado, dado o Tibete estar fora do espaço lusófono.
- houve e há quem seja contra o Acordo Ortográfico.
- finalmente, há pessoas que, tendo aderido ao MIL, não assinaram a nossa Petição.

A esse respeito, expresso a minha opinião pessoal:

A medida mais consensual que o MIL tomou foi a petição “Por Força Lusófona de Manutenção de Paz”. A esse respeito, recordo a resposta de Amândio Silva, da Comissão Coordenadora do MIL: “Se isso visa o reforço da CPLP, não vejo como (um membro do MIL) possa ser contra”. Também, pela minha parte, continuo a não ver…

Quanto ao Acordo Ortográfico, defendo-o pessoalmente mas não o considero tão decisivo. O reforço da CPLP, grande objectivo do MIL, poder-se-ia fazer, em teoria, sem o Acordo. Mas já que finalmente chegámos a ele, o MIL não pode deixar de o apoiar, com a ressalva que o Acordo que defendemos está muito para além do plano ortográfico – como já escrevi a esse respeito: “O Acordo Ortográfico pode ser, a esse respeito, um bom princípio, até do ponto de vista simbólico – nos fóruns internacionais, como na ONU, os documentos não terão que ser mais traduzidos para as duas variantes da língua lusa (o que, convenhamos, é por inteiro absurdo), mas apenas para uma, aparecendo todo o espaço lusófono como um único Bloco... Através desse Acordo, desde logo, o que o MIL pretende não é senão isso - que os diversos países lusófonos se (re)aproximem, no aprofundamento das suas relações: linguísticas, mas também culturais, mas também económicas, mas também políticas... O Acordo Ortográfico será apenas, na nossa perspectiva, o começo desse Movimento, dessa Dinâmica.”.

Finalmente, considero que a posição do MIL relativamente ao Tibete, não tendo sido despropositada, foi a que, por razões óbvias, menos teve a ver com a nossa Declaração de Princípios e Objectivos. O MIL, fazendo jus ao nome, deve sobretudo preocupar-se com o que se passa no espaço lusófono. Ainda que não só. Só assim cumpriremos a nossa vocação universalista…

terça-feira, 11 de março de 2008

Mais um destaque da Petição MIL:

http://www.lusofonia.com.pt/forum/index.php?action=stats

A revista Janus e a Petição MIL "Por uma força lusófona de Paz"

Ainda a propósito da nossa petição "Por uma força lusófona de Paz" eis uma citação da revista Janus, que aborda temas ligados à área das Relações Internacionais:

"A participação na resolução do problema interno que eclodiu na Guiné-Bissau foi talvez a intervenção mais mediática da CPLP, o que, entre outros factores, levou alguns sectores a defenderem a constituição de uma dimensão de segurança para a organização. Esta vertente parece estar, pelo menos para Portugal, afastada. Não negando o desenvolvimento de programas de cooperação técnico-militar, afirma que a criação de uma força militar não faz parte dos objectivos da CPLP, mais vocacionada para os objectivos comuns no plano linguístico, cultural e da formação e capacitação de quadros na área da educação e saúde."

Versão Integral em Janus Online

domingo, 9 de março de 2008

Em três semanas, mais de trezentas subscrições...

Parabéns, Rute Ramos. Foi a subscritora nº 300 da Petição MIL "Por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz".

quinta-feira, 6 de março de 2008

Provocação à Petição MIL...

Provocação: sendo o MIL um movimento cultural e cívico, porque lança uma Petição de alcance político?

Resposta: a Petição MIL tem, antes de tudo, uma motivação cultural, na acepção simultaneamente mais ampla e profunda. A própria CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), sendo uma criação política, é, antes de tudo, um projecto cultural. Se a CPLP não avança é, de resto, porque se perdeu essa perspectiva. À luz de uma perspectiva cultural do(s) país(es) e do mundo, faz todo o sentido apoiar o reforço da CPLP, em todos os planos. Faz todo o sentido assinar a nossa Petição!

segunda-feira, 3 de março de 2008

As Petições Online, o estado da Democracia e as novas formas de expressão cívica e política

No passado sábado foi publicado no semanário “Expresso” um artigo sobre a nossa “Petição online contra as taxas nos levantamentos no Multibanco”, embora o âmbito do artigo tivesse extravasado o âmbito muito específico desta petição - que é aquela mais votada alguma vez em Portugal – não abordou aquela que é a nosso ver o ponto essencial: Existe uma vontade de participação cívica por parte dos portugueses, e esta vontade não se revê nem nas tradicionais lógicas e mecânicas partidárias (em claro processo de erosão e decadência), mas que está apto a procurar e a encontrar novas formas de participação política e cívica.

Os partidos políticos estão a desaparecer. As elevadas e consistentemente crescentes taxas de absentismo nas eleições registadas em todo o mundo indicam que o modelo partidário tradicional está esgotado. Em seu lugar, ainda não existem alternativas e o processo actual está a evoluir perigosamente para duas direcções: a tomada interna e palaciana do núcleo de poder interno dos partidos por interesses económicos e privados com agendas profundamente diferentes e inconciliáveis dos quais os processos judiciais recentes dão prova (Casino de Lisboa, Somage, Portucale, etc) ou a transformação do espectro político, por via da simplificação e autofagia dos pequenos e mais inovadores partidos pelos grandes, tornando o sistema partidário dual e alternante entre dois grandes “partidos-únicos” que mantêm diferenças apenas formais e nas personalidades que os regem. Simplificado, amalgamado e tornado em simples colégio de técnicos e economistas seguidores do dogma do “Pensamento Único” este sistema paradoxalmente decadente e perene repeliu todos aqueles que não se revêm nele e abriu espaço para novas formas de participação cívica e política.

As petições online não são certamente a única destas formas de expressão. Nos EUA, as redes sociais como o Facebook ou o MySpace já se afirmaram com um dos palcos de debate mais intenso da campanha eleitoral das Primárias que agora ali decorre. Em Espanha, a campanha eleitoral actual oscila muito na blogoesfera e um pouco por todo o lado, vemos o YouTube como ferramenta de divulgação de discursos e mensagens políticas. As petições são apenas uma das formas de alguém escolher uma causa, seja ela a das “taxas do multibanco” ou a da “criação de uma força de paz lusófona” e de, depois, congregar em torno dela as hostes de cidadãos normalmente imóveis e neutros que não se revêm nas formas convencionais de expressão política. Sempre houve petições e sempre haverá, mudando apenas a sua forma física, ora o papel e a caneta, ora o electrão e o par teclado-monitor, mas esta nova forma poderá potenciar o ressurgimento da democracia num mundo onde as grandes corporações globais e os grupos financeiros procuram destruir o cerne das democracias e transformar o sistema político impondo uma forma disfarçada de auto-governo das megacorporações.

domingo, 2 de março de 2008

A Árvore e a Floresta...

É sempre possível discordar de um ou outro ponto da nossa Petição. Há, por exemplo, quem já tenha advertido que a Petição é demasiado minuciosa. Há quem ache, ao invés, que ela é demasiado vaga: que devia, nomeadamente, quantificar o número de efectivos a serem enviados para Timor (como se a Petição fosse apenas sobre Timor…).
É sempre possível ver apenas a Árvore e não a Floresta. Eu próprio não me reconheço por inteiro em alguns pontos da Declaração de Princípios e Objectivos do MIL, que resultou de um esforço de compromisso entre todos os membros da Comissão Coordenadora.
Mas nem por isso deixarei, ainda e sempre, de dar a cara pela Floresta…
Frontalmente! Quem me conhece sabe que tenho o gosto da polémica e que, por isso, até aprecio a divergência, quando ela é igualmente frontal. O que já aprecio menos é a indefinição…

Ainda a propósito da petição MIL...

É possível gostar de praia e não gostar de mar
É possível gostar de campo e não gostar da natureza
É possível ser um pássaro e não gostar de voar
É possível não ter dúvidas e, mesmo assim, não ter qualquer certeza…

É possível ser nazi e gostar de judeus
É possível ser comuna e ter saudades do Salazar
É possível ser português e ter complexos face aos demais europeus
É possível ser ateu mas, ainda assim, gostar de rezar…

É possível gostar de Sócrates mas não de Platão
É possível ser agostiniano mas não do MIL
É possível dizer não sem qualquer razão
Apenas porque se gosta do til…

sábado, 1 de março de 2008

O único argumento possível contra a petição MIL...

Fora a posição do pacifismo estreme (respeitável, mas, a meu ver, contestável), só há um argumento para (uma portuguesa ou um português) não assinar a Petição MIL “Por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz”: considerar que Portugal não deve reforçar os laços com outros países lusófonos, mas, tão-só, apostar na integração europeia.
Curiosamente, esta perspectiva é comungada tanto por algumas correntes de Esquerda como por algumas correntes de Direita. Estas últimas por razões rácicas: por defenderem um “Portugal branco”, europeisticamente “branco”. Aquelas, mais polidas (ou, tão-só, mais hipócritas?), por razões ditas “civilizacionais”.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Petição MIL e o problema do aquecimento global...

Obviamente, não obrigamos ninguém a assinar a petição. Não obrigamos ninguém sequer a definir a sua posição sobre a mesma.
Quem quer continuar em cima do muro, por nós, pode ficar…
Já a quem contesta a petição, pedimos apenas que não seja intelectualmente desonesto.
Já mais do que uma pessoa veio contestar a nossa petição porque, alegadamente, ela não resolvia os graves problemas sociais e económicos de Timor, como, desde logo, o desemprego. Qualquer dia ainda ouvirei dizer que a petição não defronta o problema do aquecimento global…
Como já aqui escrevi:
1. Timor precisa de forças policiais e militares estrangeiras para garantir condições mínimas de segurança no seu território. Isso é reconhecido pelas próprias autoridades timorenses.
2. Do que se trata, nessa medida, é, tão-só, de decidir que tipo de forças devem lá estar a realizar essa missão. Neste momento, estão lá forças australianas, sobretudo, com os resultados que se conhecem. O MIL defende que lá devem estar, sobretudo, forças lusófonas.
3. Do que se trata, enfim, é apenas de garantir as condições mínimas de segurança de modo a que o mais importante se possa fazer depois: é dito expressamente na petição que o envio dessas forças lusófonas não exclui “uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada”.
4. Não vale pois dizer que, em vez de forças policiais e militares, se deviam enviar professores. Pois o que é que acontece aos professores e restante pessoal "civil", incluindo o das ONGs, sempre que há um conflito armado? São, de imediato, evacuados!
5. O envio de forças policiais e militares para garantir condições mínimas de segurança não é pois concorrencial com o envio de, por exemplo, professores. É antes condição prévia! Será que é assim tão difícil de perceber isto?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Troca de mails a respeito da Petição MIL "Por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz"

Olá Renato,

Li a petição, mas discordo: como S. S. o Dalai Lama disse, a violência só provoca mais violência, além de ser difícil prever as consequências dela.
Existem, na história, muitos exemplos da acção não-violenta, ou civil, sem uso de arma qualquer. Os exemplos de "tropas de paz", em Ruanda, Somália, etc., parecem-me falhados.
Porque não "mandar" civilistas, diplomatas, etc.? A guerra da causa justa não existe. Nem a violência!

Amor e Paz,
Andre

Caro Andre

Deixemo-nos de lirismos.
O que é que acontece aos professores e restante pessoal "civilista", incluindo o das ONGs, sempre que há um conflito armado?
São evacuados!
Para que os professores e restante pessoal "civilista", incluindo o das ONGs, possam estar em Timor, é preciso que se reúnam as condições mínimas de segurança.
Uma coisa não exclui a outra, ao invés, uma coisa implica a outra.
Ninguém mais do que o MIL pretende que a presença em Timor de professores e restante pessoal "civilista", incluindo o das ONGs. Como se diz na nossa Petição: "Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada."
Por isso…

Abraço MIL
Renato

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Destaque de "O Diabo" à Petição MIL "Por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz".

Destaque de primeira página.
Desenvolvimento do tema nas páginas 6 e 7.
Inclui depoimentos do escritor Fernando Dacosta e do general Tomé Pinto, a favor desta petição em particular e do reforço dos laços lusófonos em geral.

Publica-se ainda uma entrevista a Paulo Borges, Presidente da Comissão Coordenadora do MIL (Movimento Internacional Lusófono):

1 — Porquê surgiu esta ideia de lançar uma petição na Internet sobre a necessidade de criação desta força policial e militar de manutenção da paz no quadro da CPLP?
A ideia da petição resultou da situação grave vivida no território timorense e da nossa convicção de que uma força de paz lusófona, a avaliar pelo desempenho dos militares da GNR aí destacados, poderia agir com uma eficácia, sensibilidade e conhecimento da realidade local que as outras forças, não lusófonas, não parecem ter. A criação desta força é também fundamental para a segurança e a paz em todo o espaço lusófono, sem deixar isso na dependência de forças alheias à identidade histórico-cultural dos seus povos. Note-se que esta petição não visa mais do que pôr em prática o consagrado nos Estatutos da CPLP, onde, no artigo 3º, se diz claramente que um dos seus objectivos é "a cooperação em todos os domínios ", entre os quais a "defesa e segurança pública". Nesse sentido, foi acordada desde há cerca de dez anos a realização de exercícios militares (Felino) conjuntos pelas Forças Armadas dos estados-membros da CPLP, para treinar unidades para operações humanitárias e de paz. Se no plano teórico isso está consagrado, porque nunca se põe em prática ? O problema é a falta de vontade e coragem política, por sua vez enraizada na falta de uma visão da comunidade lusófona como um projecto vantajoso para todos os estados-membros, que se deve promover, proteger e afirmar no plano mundial.
2 — Na petição é referido que para além da criação desta força policial e militarizada de manutenção de paz, tal deveria ser conjugado igualmente numa ampla acção no plano cívico e cultural. Em que medida, concretamente, isso deve ser feito?
Para nós, Movimento Internacional Lusófono (MIL), há que promover, acima de tudo, a consciência de um destino comum dos povos e das culturas lusófonas, irmanados pela língua e pela história, livre de traumas pós-colonialistas e de tentações neo-imperialistas. Isso deve ser feito através do reforço do ensino do português onde ele ainda é limitado e pelo ensino da história e da cultura de cada nação lusófona em todas as demais nações da CPLP. Além disso, a ideia da própria comunidade lusófona deve tornar-se tema de discussão pública em todo o espaço lusófono, avaliando-se as vantagens, a nível cultural, político, militar, social e económico de uma aproximação crescente das nações lusófonas e da sua afirmação conjunta no plano internacional.
3 — Sendo que todos nós conhecemos as fragilidades da CPLP e, tendo em conta, que na petição é referido que a força policial a criar «poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas», a pergunta é esta: considera que este consenso seria possível (já que as várias forças policiais em causa têm também elas naturezas diferentes)?
Creio que, havendo discernimento, vontade e as pessoas certas nos lugares certos, todas as fragilidades são superáveis e todos os consensos são possíveis. Por outro lado, por mais que as forças em causa sejam diferentes, nunca são tão diferentes ao ponto de não falarem a mesma língua e de não partilharem de um mesmo sentimento de fraterna pertença a uma mesma comunidade. Se isso se manifesta no futebol, porque não se manifestará noutras dimensões da vida ?
4 — Na sua opinião o que tem faltado à CPLP para se impor no tabuleiro diplomático que ela representa, tendo em conta que ela é muitas vezes acusada de «falta de visibilidade», «inacção» e de «apatia»?
É um facto que isso existe. A CPLP é uma excelente ideia que ainda não foi verdadeiramente posta em prática, existindo até agora a um nível muito formal. Mas isso não faz dela uma má ideia. Creio que padece de falta de liderança, que idealmente deveria ser comum a todos os estados-membros. Todavia, enquanto isso não acontecer, creio que é a altura de Portugal e do Brasil assumirem, sem complexos, a sua maior capacidade de dinamizarem tudo o que está previsto nos estatutos da CPLP. Isso depende de profundas mudanças a nível das mentalidades e de se colocarem nos lugares de decisão político-cultural pessoas que estejam verdadeiramente sintonizadas com a ideia de uma aproximação lusófona e da sua afirmação internacional.
5 — Por fim, até onde tencionam ir com esta petição? Quais os seus objectivos?
O MIL, recentemente criado, mas contando já com mais de quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos, é um movimento cívico e cultural, associado à Revista NOVA ÁGUIA (http://www.novaaguia.blogspot.com/), que visa, com esta petição e outras formas de intervenção, defender uma aproximação crescente da vida cultural, política e económica das nações lusófonas, até uma futura União Lusófona. Estamos convictos de que os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa constituem uma comunidade com a vocação de estabelecer pontes entre os diferentes povos e culturas, promovendo uma cultura da paz e da fraternidade à escala planetária. Para isso são necessárias profundas mudanças mentais e políticas. No nosso caso, Portugal precisa de uma nova geração de líderes, cultos e formados dentro dos valores da cultura portuguesa e lusófona, com uma visão ampla e desinibida sobre as potencialidades culturais, políticas e económicas da comunidade lusófona. O nosso problema são as oligarquias de administradores, tecno-burocratas e políticos carreiristas e ignorantes, instalados nos partidos, nos grupos económicos e no estado, que desprezam a cultura e o bem comum e não têm a mínima ideia de um objectivo e uma estratégia para Portugal. O MIL assume-se como alternativa a isso e admite o combate político nesse sentido, quando for o momento oportuno.

P.S.: Se quiser assinar a petição e/ ou aderir ao nosso Movimento, consulte, por favor, o nosso blogue: http://www.novaaguia.blogspot.com/