A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sábado, 6 de setembro de 2008

MOÇÃO DE ESTRATÉGIA A APRESENTAR NA PRÓXIMA ASSEMBLEIA GERAL DO MIL (IV)



Intróito
Indo decorrer uma Assembleia Geral do MIL, em data e nos termos a definir pela actual Comissão Coordenadora, irei aqui apresentar, em esboço, e em várias partes, aquela que será a moção de estratégia que, a meu ver, a próxima Comissão Coordenada, a ser (re)eleita, deverá prosseguir. Espero que esta seja uma reflexão conjunta e partilhada – desde já agradeço comentários e críticas às ideias que irei aqui apresentar.
C – Sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA.

1. Como já foi aqui dito, o MIL é o movimento cultural e cívico prefigurado no Manifesto da NOVA ÁGUIA. Como sempre pensaram os directores da NOVA ÁGUIA, o Paulo Borges, a Celeste Natário e eu, esta nunca poderia ser apenas uma revista, mas expressão de um movimento, tal como a revista A ÁGUIA foi expressão, e “órgão”, do Movimento da Renascença Portuguesa.

2. Afirmando-se como órgão do MIL, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural e não como um órgão de propaganda. E isso verificou-se logo no primeiro número – pela diversidade de perspectivas sobre o tema proposto: “A ideia de Pátria: sua actualidade”. Decerto, a escolha do tema foi, por si só, significativa. Quando propus o tema da “ideia de Pátria” para o primeiro número, proposta de imediato aceite pela Celeste e pelo Paulo, fi-lo porque achava que essa ideia era uma ideia a promover, e que tinha tudo a ver com o ideário do MIL. Continuo a achá-lo.

3. O mesmo acontecerá nos próximos números da Revista: sobre António Vieira e Agostinho da Silva. A NOVA ÁGUIA continuará fiel a si mesma: na promoção das figuras maiores da Lusofonia. Esse será sempre o enfoque.

4. É certo que se tratam, ambos, de figuras portuguesas, apesar de terem deixado uma marca bastante forte no Brasil. Já, aliás, nos fizeram alguns justos reparos em relação a isso – nomeadamente neste blogue, onde também predominam as referências a figuras portuguesas, desde logo em relação ao Brasil. Mas isso é algo que só se irá ajustar com o tempo, à medida que cada vez mais brasileiros participem neste projecto em prol do valor comum da Lusofonia. De resto, para quem quiser fazer uma análise justa a esse respeito, reconhecerá que, devido ao contributo de várias pessoas (permito-me salientar o nome de Adriana Costa, o primeiro nome que me ocorre), o blogue NOVA ÁGUIA é, cada vez mais, um BLOGUE DA LUSOFONIA. Ainda que haja muito caminho a percorrer a esse respeito. A Lusofonia não se esgota em Portugal e no Brasil. Queremos que, cada vez mais, pessoas dos outros países da CPLP aqui colaborem.

5. Quanto ao mais, e em comentário a alguns reparos que sempre vão chegando relativos ao blogue (por natureza um espaço mais incontrolável, devido, sobretudo, ao facto de várias centenas de pessoas poderem nele escrever directamente, sem qualquer mediação), permito-me fazer minhas as palavras de Paulo Borges, escritas ontem mesmo: “Não creio que no blogue, sobretudo a partir do momento em que se pacificaram mais os ataques pessoais, predominem os aspectos negativos. Pelo contrário, creio que tem sido fundamental para a difusão do projecto e para trazer pessoas novas, como se nota pelas crescentes adesões.” (5 de Setembro de 2008).

(a continuar)

MOÇÃO DE ESTRATÉGIA A APRESENTAR NA PRÓXIMA ASSEMBLEIA GERAL DO MIL (III)


Intróito

Indo decorrer uma Assembleia Geral do MIL, em data e nos termos a definir pela actual Comissão Coordenadora, irei aqui apresentar, em esboço, e em várias partes, aquela que será a moção de estratégia que, a meu ver, a próxima Comissão Coordenada, a ser (re)eleita, deverá prosseguir. Espero que esta seja uma reflexão conjunta e partilhada – desde já agradeço comentários e críticas às ideias que irei aqui apresentar.

B – Sobre o grau de adesão ao MIL

1. O MIL é o movimento cultural e cívico prefigurado no Manifesto da NOVA ÁGUIA – o seu nome foi votado no final de 2007. O MIL, já assim baptizado, nasceu pois no princípio deste ano (basta, para o confirmar, consultar o blogue por esses dias).

2. Até ao momento, aderiram ao MIL já quase setecentas pessoas, de todo o espaço lusófono – a proporção é: 3 quintos de portugueses, um quinto de brasileiros, o outro quinto de outros países (incluindo de todos os países da CPLP). A esse respeito, saliento, nesse último quinto, um número significativo de adesões oriundas da Galiza (ver coluna esquerda do nosso blogue).

3. Decerto, há várias formas de olhar para este números: há sempre possível ver o copo meio cheio ou meio vazio. Façamos, a esse respeito, mais um pouco de História.

4. Logo aquando da primeira leitura oficial do Manifesto da NOVA ÁGUIA, a 10 de Outubro de 2007, no Porto, durante um Congresso de Filosofia, foi visível que, precisamente por ser um Manifesto forte, ele não era aceite por todos (e estávamos, por assim dizer, perante uma assistência “amigável”). Já se sabe: quem marca uma posição, gera oposição.

5. Depois, enviámos convites a muita gente e houve várias recusas. Lembro-me, por exemplo, de um professor português a leccionar em Paris ter recusado o convite, muito amavelmente, dizendo-nos que não se revia na linguagem “proto-identitária” (se o termo não foi este, foi algo próximo) do Manifesto. Nada de extraordinário: há muita gente que, legitimamente, é avessa a expressões como “sentido histórico da cultura portuguesa”, “nova vocação”, “destinação colectiva”, etc. Por isso, por exemplo, sempre olharam com desconfiança Agostinho da Silva, Pessoa, Pascoaes (o próprio Eduardo Lourenço, apesar da sua linguagem mais “suave”). Por isso, também, naturalmente, não se reconheceram no nosso Manifesto, pelo menos a ponto de aderirem a este projecto. Sempre encarei isso com naturalidade – para conseguirmos a adesão dessas pessoas, teríamos que descaracterizar de tal modo o Manifesto que este se tornaria outra coisa. E isso, pelo menos para mim, nunca foi opção.

6. As nossas petições também geraram bastante oposição. Se a primeira, “Por uma Força Lusófona de Manutenção do Paz” não levou ninguém a sair (mas terá, admito-o, levado alguma gente a não entrar), isso aconteceu com a segunda, a respeito do Acordo Ortográfico: houve uma pessoa que se desvinculou do MIL por causa dessa Petição e houve pelo menos uma pessoa que não aderiu ao MIL por causa dela (pessoa, aliás, bem conhecida: Carlos Pinto Coelho, o ex-apresentador do célebre programa “Acontece”). O mesmo aconteceu depois com a nossa defesa do “Passaporte Lusófono”: houve uma pessoa que saiu por causa dessa Petição. E, por causa dela, continuamos a ser atacados em vários sítios – nomeadamente, em vários blogues de extrema-direita, que nos acusam de nos vergarmos aos “brasucas”, de querermos o país “cheio de pretos”, etc. Como se nós não tivéssemos sempre defendido um Portugal “lusofonamente mestiço”.

7. Poderia aqui referir as muitas pessoas que, ao invés, aderiram ao MIL por causa dessas Petições, mas esse não é ponto. O ponto é que as três petições emanaram da nossa “Declaração de Princípios e Objectivos” (como é facilmente argumentável; eu próprio o fiz até à exaustão). Poderíamos, porventura, não o ter feito. Poderíamos, eventualmente, tê-las formulado de uma forma menos comprometida – no caso da última, por exemplo, foi sugerido (não importa por quem) que se fizesse uma mera denúncia da “Directiva do Retorno” sem qualquer referência ao “Passaporte Lusófono”. Mas o ponto é que nós não somos uma mera associação de defesa de imigrantes (sem qualquer desprimor para estas), nós somos um movimento que se assume como “internacional lusófono”. Logo, essa referência lusófona tem que aparecer sempre em todas as nossas posições públicas.

8. Essa é pois, em suma, a nossa “marca”. A ela, por causa dela, já aderiu muita gente. Por causa dela, muita outra gente (impossível quantificar) não aderiu. Como diria o outro, é a vida…

(a continuar)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Moção a apresentar na 1ª Assembleia Geral do MIL (1ª parte)


1. Constituição de dois órgãos dirigentes:

Comissão Coordenadora (CC):

.eleita pelos participantes da Assembleia Geral, a partir de nomes autopropostos, dos membros da atual CC e de pessoas propostas por membros da atual CC

.com funções estratégicas (CE):

Comissão Executiva:

.com funções tácticas, executivas e operativas a partir dos princípios orientadores e estratégicos definidos pela CC

.eleita por cooptação, pela CC

Presidente:

.Responsável pelas relações exteriores do MIL

.Responsável pela coordenação da CC e da CE

.Eleito em Assembleia Geral

Assembleia Geral

.Os membros do MIL que não possam estar presentes, poderão enviar nomes de propostos para a CC, votar (a sua votação será diferida e por mail). São também encorajados a formarem CC e CE, se os seus países ainda não as tiverem. Isto é especialmente necessário para o Brasil, que já tem tantos membros do MIL, mas ainda nenhuma CC e poderá anular os receios daqueles que receiam ver no MIL um exagerado “lusocentrismo”.

MOÇÃO DE ESTRATÉGIA A APRESENTAR NA PRÓXIMA ASSEMBLEIA GERAL DO MIL (II)


Intróito

Indo decorrer uma Assembleia Geral do MIL, em data e nos termos a definir pela actual Comissão Coordenadora, irei aqui apresentar, em esboço, e em várias partes, aquela que será a moção de estratégia que, a meu ver, a próxima Comissão Coordenada, a ser (re)eleita, deverá prosseguir. Espero que esta seja uma reflexão conjunta e partilhada – desde já agradeço comentários e críticas às ideias que irei aqui apresentar.

A – Sobre a “Declaração de Princípios e Objectivos” do MIL

1. O ideário do MIL encontra-se definido na sua “Declaração de Princípios e Objectivos”. Caso o tenham feito de forma responsável, todas as pessoas que aderiam ao MIL fizeram-no porque se reconhecem, em geral, nessa “Declaração”. Nessa medida, as pessoas da Comissão Coordenadora do MIL, desde logo por respeito às pessoas que entretanto ao MIL aderiram, devem ter um particular respeito por essa “Declaração”, fundamentando todas as suas decisões à luz da mesma.

2. Obviamente, essa “Declaração” jamais poderá ser aceite por toda a gente. Mas, no campo das ideias como em tudo o resto, as coisas são como são: só o completamente inócuo poderá ser completamente consensual.

3. Como é igualmente óbvio, sendo essa “Declaração” o nosso texto fundamental, ela não é sagrada, podendo pois ser alterada. Mas não de ânimo leve. Nessa medida, proponho que todas as alterações a essa “Declaração” só possam ser aceites desde que aprovadas favoravelmente por dois terços dos votos expressos em Assembleia Geral (à imagem do que acontece no Parlamento, sempre que há propostas de alteração à nossa Constituição).

MOÇÃO DE ESTRATÉGIA A APRESENTAR NA PRÓXIMA ASSEMBLEIA GERAL DO MIL (I)


Intróito

Indo decorrer uma Assembleia Geral do MIL, em data e nos termos a definir pela actual Comissão Coordenadora, irei aqui apresentar, em esboço, e em várias partes, aquela que será a moção de estratégia que, a meu ver, a próxima Comissão Coordenada, a ser (re)eleita, deverá prosseguir. Espero que esta seja uma reflexão conjunta e partilhada – desde já agradeço comentários e críticas às ideias que irei aqui apresentar.

A – Sobre a “Declaração de Princípios e Objectivos” do MIL

1. O ideário do MIL encontra-se definido na sua “Declaração de Princípios e Objectivos”. Caso o tenham feito de forma responsável, todas as pessoas (já quase 700) que aderiam ao MIL fizeram-no porque se reconhecem, em geral, nessa “Declaração”. Nessa medida, as pessoas da Comissão Coordenadora do MIL, desde logo por respeito a todas essas pessoas que entretanto ao MIL aderiram, devem ter um particular respeito por essa “Declaração”, fundamentando todas as suas decisões à luz da mesma.

2. Obviamente, essa “Declaração” jamais poderá ser aceite por toda a gente. Mas, no campo das ideias como em tudo o resto, as coisas são como são: só o completamente inócuo poderá ser completamente consensual.