A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

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Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ramos-Horta - a vergonha de um Nobel da Paz



Quando os interesses estratégicos ultrapassam a ética de responsabilidade internacional implicada pelo respeito dos Direitos Humanos, perde-se a consideração pelos que assumem esta postura ou, no mínimo, é legítima a dúvida sobre a sua autenticidade e honestidade motivacional em eventuais momentos em que os mesmos protagonistas possam ter apelado a causas desta dignidade.

É o caso de Ramos-Horta que, na qualidade de Presidente de Timor-Leste, afirmou, em declarações à Lusa, reconhecer "legitimidade à soberania chinesa em relação ao Tibete" apesar, disse, de admirar o Dalai-Lama por condenar actos de violência no território tibetano. As declarações de Ramos-Horta merecem o repúdio de todos os pacifistas do mundo, por várias razões: a) decorrerem de interesses estratégicos de natureza económica e comercial; b) serem proferidas por um homem que foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz; c) denotarem a hipocrisia na avaliação de situações em que se está ou não, pessoalmente envolvido... porque, até por evidentes razões históricas, Timor não merecia mais a independência do que a merece o Tibete.

A este propósito, relembro, por um lado, que a ONU, em 3 Resoluções datadas, respectivamente, de 1959, 1961 e 1965, reconheceu os tibetanos como "privados do seu direito à auto-determinação" e que, por outro lado, a impossibilidade de, até hoje, o Tibete ser internacionalmente reconhecido como nação soberana, se deve, exclusivamente, à correlação de forças e interesses dos vários países em relação à China... apesar de toda a violência a que o seu povo tem sido sujeito pelas autoridades chinesas! Para ostensiva violação dos Direitos Humanos já bastava... escusava Ramos-Horta de vir fazer o favor ao Governo Chinês de, como Presidente de um país, se prestar a fazer declarações deste inqualificável teor, apenas e só para, a troco de algumas vantagens económicas a preço de saldo, os chineses exibirem a relativização do apoio de Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, à causa tibetana.

Publicado por Ana Paula Fitas em:
anapaulafitas.blogspot.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Assim se mente lusofonamente: que vergonha, Ramos-Horta!

É triste ver como um Prémio Nobel da Paz, Presidente de uma nação outrora ocupada e oprimida, que moveu a solidariedade internacional, se torna conivente com a invasão chinesa do Tibete, ao ponto de mentir descaradamente, negando todos os factos históricos... A China tudo compra, até as consciências! São estas colunas vergadas os representantes da lusofonia!?...

Ontem por Timor, hoje pelo Tibete!


....


"O presidente de Timor-Leste e Nobel da Paz José Ramos-Horta disse hoje que a principal virtude de Dalai Lama é ser contra qualquer ato de violência no Tibete, mas que a admiração por ele não retira a legitimidade da soberania chinesa.

Nas vésperas da passagem dos 70 anos sobre a entronização do Dalai Lama, Ramos-Horta recusa qualquer comparação da situação no Tibete com o seu país, afirmando que “quer a questão do Tibete, quer a questão de Taiwan, são territórios chineses sobre os quais a China sempre teve soberania histórica ao longo de séculos”.

“Factos internos que hoje ocorrem nas províncias chinesas do Tibete ou de Taiwan, que têm a ver com reivindicações de um grupo ou outro, não podem afetar a soberania da China nessas duas províncias”, comenta.

Afirmando que “a admiração que muitos milhões de pessoas pelo mundo nutrem pelo Dalai Lama, enquanto líder espiritual budista, não retira legitimidade à soberania chinesa em relação ao Tibete, tal como a Taiwan”, o Presidente timorense vinca que a posição de Timor-Leste como Estado é “absolutamente clara” nas duas questões.

“Timor-Leste prossegue a política de uma China indivisível com o governo em Pequim. A China é um mosaico de grupos étnicos e o facto de num país existir um grupo com uma cultura distinta não quer dizer que por isso tenha de ser independente”, diz.

O Presidente de Timor-Leste sustenta que nem a independência do Tibete é uma pretensão do Dalai Lama: “Ele não quer a independência do Tibete. Defende apenas alguma autonomia limitada no plano cultural e religioso”.

“Essas reivindicações devem ser discutidas com as autoridades chinesas e tem havido enviados especiais do Dalai Lama a Pequim, por diversas vezes, para tentar encontrar um acordo que possa satisfazer as aspirações do Dalai Lama, no tocante a essa questão restrita que é a autonomia cultural e religiosa, dentro da República Popular da China”, refere.

Sobre a personalidade do líder espiritual tibetano, Ramos-Horta diz ser “uma pessoa extremamente simpática, que nutre pela China uma enorme admiração e afeição”.

“Creio que a grande virtude do Dalai Lama, reconhecida pela comunidade internacional e que a própria China reconhece, será o facto de que ele se opõe à separação do Tibete da China e a todo e qualquer ato de violência no Tibete. Ele quer a vivência totalmente pacífica entre a minoria tibetana e a maioria de todos os outros grupos que vivem no Tibete”, conclui".

Publicado em:
umoutroportugal.blogspot.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ainda nos 10 anos do Referendo que legitimou a independência de Timor-Leste...



PALAVRAS DE JOSÉ RAMOS-HORTA:

"Portugal ocupa uma posição única do nosso país. Diria que uma posição central! Partilhamos centenas de anos de uma ligação colonial que, apesar da dimensão óbvia da subjugação, une povos e culturas (...) e forja uma nova identidade, ajudando-nos a progredir de comunidades tribais para um Estado-nação".

Ainda sobre Timor-Leste...



Referindo-se em particular ao Ramos Horta e ao Xanana Gusmão, houve alguém que escreveu neste blogue: “A União Lusófona, se não fosse uma quimera, seria a união das piores gentes do mundo.”

Cito a frase não por causa de quem a escreveu - não vale a pena perder tempo com palermas, que só estão aqui a ver se causam alguma perturbação. Eles que percam o tempo deles, que pelos vistos não tem valor algum…

Também não por causa da manifesta agenda anti-lusófona, que aliás não me espanta: desde que outra palerma infiltrada se indignou por eu ter manifestado a esperança de que Moçambique mantenha e reforce a sua condição lusófona, já nada me espanta…

Apenas pela expressão: “piores gentes do mundo”. Isto para dizer que não sendo eu um admirador incondicional do Ramos Horta e do Xanana Gusmão, não posso deixar de ter por eles um profundo respeito. Ambos dedicaram a sua vida à libertação do seu povo e ambos sofreram por isso – em particular o Xanana (que, recordo, esteve preso vários anos).

É verdade que depois, chegados ao poder, desiludiram, como, de resto, não poderia deixar de acontecer, tal a aura que tinham criado. Em particular o Xanana, que, se tivesse morrido ainda enquanto guerrilheiro, seria hoje, decerto, uma espécie de Che Guevara lusófono…

Tudo isto para concluir que podemos, decerto, concordar menos ou mais com a proposta de amnistia geral que os dois propuseram (ver textos abaixo sobre o assunto). Mas isto sempre respeitando estas duas figuras que, justamente, já entraram para a História Lusófona…

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A Indonésia na CPLP ?

A Indonésia exprimiu recentemente o seu interesse em ingressar na CPLP na qualidade de "membro observador". Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Zacarias da Costa, o seu homólogo timorense já exprimiram o seu apoio a esta adesão, uma eventualidade que decorre dos contatos já realizados pelo embaixador indonésio em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz.

Os primeiros contatos neste sentido, começaram em Outubro de 2008, quando uma delegação de parlamentares indonésios visitou a Assembleia da República. Em começos de Novembro, questionado sobre esta possibilidade, Ramos Horta, presidente de Timor e parte diretamente interessada e com "direito de veto moral" a esta adesão exprimiu a sua concordância em termos muito veementes, classificando-a de "excelente ideia", o que foi reforçado depois pelo MNE timorense acrescentando que Timor-Leste apoiaria essa adesão.

Atualmente, no estatuto de "Observadores Associados", a CPLP já conta com o Senegal, as Ilhas Maurício e a Guiné Equatorial. A Indonésia - ainda que possa parecer "pouco lusófona" - na verdade é um dos países com mais antigos laços com Portugal. Foi o próprio Ramos Horta que recordou existem milhares de vocábulos portugueses no bahasa, a língua indonésia. Por outro lado. Existem, por exemplo, no Aceh ainda lusodescendentes.

Timor-Leste, já é membro de pleno direito da CPLP, teria tudo a ganhar com esta adesão, já que agilizaria as relações diplomáticas, comerciais e políticas com o único país do mundo com que tem fronteiras terrestres e com qual tem a maioria das relações económicas. Ramos Horta, dando mostras de um sentido de Estado e de uma visão estratégica que falta a muitos políticos portugueses, infelizmente, dado o estado atual da sociedade timorense a este sentido de Estado e visão não corresponde uma capacidade de gestão... Mas adiante. Ramos Horta levantou a possibilidade de conceder a Malaca, na Malásia, o mesmo estatuto. Aqui há uma longa e enraizada comunidade lusófona, sendo o nome "Silva" muito comum na lista telefónica dessa cidade malaia...

Fontes:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1050271
http://www.cplp.org/Observadores_Associados.aspx?ID=50
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1047998

segunda-feira, 28 de julho de 2008

José Ramos-Horta, Presidente da CPLP?


A VII Cimeira da CPLP cumpriu-se.
Portugal parece, enfim, perceber o seu potencial geo-estratégico.
O Brasil já o tinha percebido há muito, os outros países africanos também, cada vez mais. Há a excepção de um ou outro, ainda refém de alguns complexos coloniais. Nada que o tempo não cure de vez…

A Presidência Portuguesa quis fazer, e muito bem, desta Cimeira a “Cimeira da Língua”. Daí a importância dada ao Acordo Ortográfico que, pela voz de Luís Amado, nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (para quando o Ministro da Lusofonia?), pode mesmo entrar em vigor já em 2011. Ou seja, já daqui a três anos, como o MIL, (ir)realisticamente, defende na sua Petição…

Também se deram alguns passos na facilitação de “vistos”. Ainda estamos bem longe do “passaporte lusófono”, mas o caminho faz-se caminhando…

Para que a CPLP ganhasse outra projecção, a nível internacional, falta contudo, a meu ver, uma voz, um rosto. Alguém que, enquanto Presidente da CPLP, a pudesse representar nos grandes fóruns internacionais…

A escolha não é óbvia, mas, ao ouvir hoje uma entrevista a José Ramos-Horta, actual Presidente de Timor, ocorreu-me a ideia de que ele seria uma boa escolha. Por várias razões:
- é uma pessoa com prestígio internacional (foi, não o esqueçamos, Prémio Nobel da Paz);
- é um diplomata, bem conhecido nos fóruns internacionais, nomeadamente na ONU;
- não é nem português nem brasileiro (o que, para evitar suspeitas neo-imperialistas, é uma vantagem);
- não é branco nem preto e as suas feições são simultaneamente ocidentais e orientais.

Fica (mais um)a ideia…