A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

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Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Coma menos carne para lutar contra as alterações do clima, diz a ONU


Fonte: Jornal Público, 08.09.2008

Quer lutar contra o aquecimento global? Então escolha um dia qualquer da semana e não coma carne. A recomendação é de Rajendra Pachauri, secretário do Painel Intergovernamental para as Alterações Cimáticas (IPCC, na sigla em inglês), o grupo de cientistas que avalia o que se sabe sobre as alterações climáticas, trabalhando sob a égide da ONU, e que em 2007 foi distinguido com o Nobel da Paz, junto com Al Gore.

Para produzir um quilo de carne de vaca são precisos nove quilos de comida para alimentar o animal. Por isso, mudanças na nossa dieta podem ter um grande efeito na ocupação da terra e na criação de gado - ambos contribuintes importantes para as emissões de gases com efeito de estufa que estão a alterar a composição da atmosfera da Terra. A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) estima que a produção de carne represente um quinto das emissões de gases com efeito de estufa. E a FAO aponta para que o consumo de carne duplique na próxima década.

Pachauri fez este apelo em declarações ao semanário britânico The Observer - e esta promete ser uma das recomendações mais polémicas do IPCC. Mas a lógica de Pachauri é que é mais fácil cada pessoa introduzir pequenas modificações nos seus hábitos do que esperar grandes alterações a nível global no sistema de transportes, por exemplo. "Em termos de facilidade de acção e possibilidade de fazer reduções rapidamente [nas emissões de gases de estufa] esta é claramente a melhor hipótese", disse Pachauri ao Observer. "Deixe de comer carne um dia por semana, e vá reduzindo a partir daí", recomendou o economista indiano - que é vegetariano.

Mas nem todas as carnes são iguais: são necessárias 54 calorias de combustíveis fósseis para produzir uma caloria de carne de vaca. Para o porco, os valores são 17 para 1, e para galinha, 4 para 1. Rajendra Pachauri, que é vegetariano, recomenda a redução de carne na alimentação para reduzir gases de estufa.

(nota: o título é nosso).

sábado, 6 de setembro de 2008

Uma História do Vegetarianismo


Há alguns anos atrás, quando fazia a feira da FATACIL em Lagoa, no Algarve, conheci um casal que era estritamente vegetariano, a moça pelo que me contou nunca tinha comido carne devido à sua mãe por princípios éticos ou morais e também religiosos, não o permitir. O seu namorado padecia da mesma educação fundamentalista e conheceram-se ambos num centro de alimentação naturista.

O casal e eu ficamos alojados no mesmo parque de campismo e um dia os dois vieram ter comigo com um ar estranho e um pouco embaraçados confessaram-me que o maior desejo que tinham era o de comer carne, mas que não sabiam mexer com a carne nem temperá-la e muito menos como se confecionava, pediram-me se eu podia comprar carne e grelhá-la para fazer uma refeição comigo estritamente carnívora.

Juro que fiquei surpreso! Mas o olhar de desejo deles não me deixou dúvidas que tinha de lhes proporcionar tal experiência, que eu sabia os marcaria para sempre.

Fizeram questão de me dar o dinheiro para comprar a carne, comprei entrecosto de porco e costeletas, um vinho alentejano, e pão alentejano também, temperei a carne com alho e sal, um pouco de pimentão, e fiz um churrasco à maneira. Tive o cuidado de grelhar bem a carne para não chocar demasiado nesta primeira vez os meus neófitos carnivoros que esperavam ansiosamente pelo pitéu, com ar de quem vai cometer um pecado, mas está desejoso de o cometer. A reação deles era muito parecida com um desejo sexual exacerbado...fiquei espantado ainda mais, mas lá servi a refeição aos meus novos amigos, que se deliciavam enquanto comiam a carne.

Foi gratificante a nível humano, ver a alegria e o prazer que desfrutaram enquanto comiam as costeletas e chupavam os ossos do entrecosto.

Ficamos a partir daí bons amigos, embora eles tenham continuado a ser vegetarianos, penso que de vez em quando darão uma saidinha carnívora, com convicção.


Luís Cruz Guerreiro

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Largo da Graça


3. Alimentação

Ontem estive com o meu amigo Jorge. Jantámos juntos. E disse-me ele: "O pessoal come demais. Já reparaste que bastava eliminar a carne e o peixe ao pequeno almoço e ao jantar para reduzir a mais de metade o sacrifício animal?"
E como podia eu deixar de concordar?!

A alimentação tradicional que temos por cá tem séculos atrás de séculos. Ora, se nós somos também o que comemos, então estamos bem cristalizados naquilo que somos. Ou não?

Com o tempo tudo muda, até os hábitos alimentares. Mas tem mudado devagar e não necessariamente para melhor. É verdade que nestes tempos que correm está tudo a mudar mais depressa, embora como sabemos o espaço que passa e o tempo que mede, depende do posicionamento de quem observa...

Ao lado da alimentação tradicional podemos pensar numa alimentação... vegetariana. Mas logo algumas perguntas se vão chegando:
1) Será que depois de tantos séculos a comer mais do mesmo, se deverá (e poderá) mudar de um dia para o outro?
2)E que alterações no comportamento, e na saúde, poderemos esperar?
3) Será uma alimentação vegetariana (à boa maneira dos carneiros, dos cavalos e dos elefantes) mais apaziguadora para a mente, o espírito e a alma?

Eu comprometo-me. Sejamos as próprias ideias. "Semeemos a doutrina e sejamos apóstolos pela praxis".

Até logo.


Luis Santos


P.S.: O título ainda continua a ter música. Desta vez é o Rão Kyao, mas tem mais...