A Águia, órgão do Movimento da Renascença Portuguesa, foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal. No século XXI, a Nova Águia, órgão do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tem sido cada vez mais reconhecida como "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português". 
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra). 
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa). 
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286. 

Donde vimos, para onde vamos...

Donde vimos, para onde vamos...
Ângelo Alves, in "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo".

Manuel Ferreira Patrício, in "A Vida como Projecto. Na senda de Ortega e Gasset".

Onde temos ido: Mapiáguio (locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA)

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

In NOVA ÁGUIA 37: sobre António Telmo...

 

O SEGREDO DO (GRANDE) ORIENTE EM ANTÓNIO TELMO: O FULCRO MEDITATIVO-VISIONÁRIO E A “TRADIÇÃO” DA KABBALAH

Alexandre Teixeira Mendes

É sobretudo a kabbalah a referência subterrânea aos noemas do (grande) Oriente, a cidade santa de Jerusalém e o cenáculo de Safed, que se encontram previamente na filosofia de António Telmo. O rememorar como o (re)percorrer, no sentido decisivo, dos grandes momentos da história da metafísica judaico-oriental, tal como se exprime na teoria da palavra poética ou, de modo recorrente, nas figuras do homem-em-exílio e do Deus-em-exílio. O nosso mestre ousou, durante uma vida consagrada à reflexão, infundir um tipo particular de ensinamento e de dialéctica escrita, como Platão, dominado pelo daimon literário e por um instinto dramático, onde está presente a perfeição formal de uma obra, como nenhuma outra, tendo em conta, por exemplo, as potencialidades da linguagem e os modelos não igualados de ensino filosófico? Como situar a relação de António Telmo com a fé cabalística do repensar a questão da linguagem, remontando à dimensão dativa ou vocativa, o entrelaçamento da voz e da letras da Thora? Mas sobre este poder de eclosão que se revela na desdobragem do texto de um ensinamento esotérico, ao nível dos assentimentos prévios, a fixação de um método de decifração do texto, nas suas subestruturas de mapeamento, como, por exemplo, o imperativo do registro da realidade que é conduzida pela palavra e portanto o fluxo mais vasto das coisas que existem na medida em que são nomeadas? Essa noção de “arcaísmo” é crucial para o nosso argumento. Prende-se com a sua relação com os procedimentos de caráter filosófico ou literário, de uma religiosidade heterodoxa e mística da busca abrangente do «verdadeiro oriente»? E onde a ideia abrangente de exílio e de redenção, concebida como desterro, continua num outro momento o seu hebraísmo, uma escrita interrogante centrada no enigma do mal e uma filosofia que se mantém na área fronteiriça da poesia, no (trans)curso então da magia salvadora e da reminiscência do paraíso, (in) apreensível)? O segredo da ars (arte) de António Telmo, a partir da qual se poderia discernir o primado délfico, que fez notavelmente de omphalos o centro do mundo, onde assinalamos a crucial importância atribuída ao ciclo da terra e da serpente, é a reivindicação do hermetismo e do conhecimento secreto?

(excerto)