EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, temos tido o contributo das mais relevantes figuras da Cultura Lusófona...

Para o 26º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Lançamento da NOVA ÁGUIA 25

Lançamento da NOVA ÁGUIA 25
10 de Março, no Palácio da Independência (na foto: Miguel Real, António Braz Teixeira, Renato Epifânio e Abel Lacerda Botelho). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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sábado, 23 de janeiro de 2010

RAFAEL BORDALO PINHEIRO

DA MEMÓRIA …JOSÉ LANÇA-COELHO
23 DE JANEIRO
RAFAEL BORDALO PINHEIRO


Este desenhador e ceramista nasceu em Lisboa, a 21 de Maio de 1846 e, faleceu, nesta mesma cidade, a 23 de Janeiro de 1905.
Na capital do país, frequentou as Belas-Artes e o Curso Superior de Letras e, na década de 70 do século XIX, o seu nome começou a ser falado nas lides artísticas portuguesas. Tal facto, porém, não obstou a que, em 1875, embarcasse para o Rio de Janeiro, tornando-se assim, num dos raros emigrantes artísticos do seu tempo. No entanto, a sua estadia no país irmão, não durou mais do que quatro anos, devido às invejas que os seus confrades brasileiros lhe votavam, pela sua qualidade artística.
Muitas das inovadoras ideias do artista ficaram registadas nos jornais brasileiros, que, posteriormente foram desenvolvidas nos jornais portugueses, como a invenção de figuras-tipo extraídas do quotidiano da política e do social, de que é caso paradigmático, o famoso ‘Zé-Povinho’ (1875), nascido nas páginas do jornal humorístico, A Lanterna Mágica, e que será uma constante na obra de Rafael Bordalo Pinheiro, nomeadamente, em A Paródia, no Álbum das Glórias.
Ao contrário de outras figuras míticas representativas de outras nações, como o inglês ‘John Bull’, ou o norte-americano ‘Tio Sam’, o ‘Zé-Povinho’ não é uma figura exemplar, pelo contrário, ele é o representante paradigmático de um povo ou país, que, em qualquer circunstância, como por exemplo, na revolta, é constantemente a alegre vítima das instituições. Por outro lado, ele tem também um estatuto individualizado, uma vez que é a representação do próprio Rafael Bordalo Pinheiro, envelhecendo com ele no eterno, e bem lusíada «sempre à espera».
O seu labor e capacidade artística levam-no, não só, a ser considerado o maior caricaturista e desenhador humorista português do século XIX, mas também, um precursor da Banda Desenhada e da publicidade artística.
Por sugestão do escritor Ramalho Ortigão (Porto 24.10.1836-Lisboa 27.9.1915), orientou o seu trabalho no barro, para a criação, em 1885, da Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha, onde desenvolverá uma cerâmica criativa de vários objectos, como pratos, jarras, bilhas e azulejos, algumas vezes monumental como nas célebres peças, a Talha Manuelina de 1892, ou na Jarra Beethoven, eivada de características naturalistas extremamente coloridas.
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DIÁRIO DO ESCRITOR
Coimbra, 23 de Janeiro de 1979 – Um farrapo. Aparentemente ninguém diz, mas eu é que sei como caio aos bocados por dentro. Nunca devia ter nascido. Sem jeito para viver, arrasto-me no mundo como se ele não fosse o meu ambiente natural. Quando era novo, já admitia num poema Ser qualquer desgraça acontecida / Fora do seio mãe da natureza. Só que os versos dizem sempre mais do que o poeta adivinha, e é passados muitos anos que consciencializo a verdadeira extensão daquele lamento. Sim, sou mesmo o que então intuí. Um pobre homem absurdo que nunca se acostumou a respirar fora do líquido amniótico.
Miguel Torga, Diário XIII, Coimbra, 1975, p.1288.