EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018) - temas e autores: Mais um Abraço a José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): em destaque – V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): tema de abertura – A Lusofonia, avanços e recuos (10 anos após a criação do MIL: Movimento Internacional Lusófono).

Para o 23º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 21

Capa da NOVA ÁGUIA 21

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 21

Iniciamos este número por dar mais um Abraço a José Rodrigues, publicando mais uma série de textos (mais de uma dúzia) que nos chegaram, conjuntamente com algumas ilustrações e poemas, nomeadamente de Fernando Guimarães.

A secção seguinte é dedicada a Fidelino de Figueiredo. Em 2017 assinalaram-se os 50 anos de seu falecimento e o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira promoveu um Colóquio sobre a sua Obra. Alguns dos textos então apresentados são aqui publicados, associando-se assim a NOVA ÁGUIA a esta Homenagem a uma grande figura da cultura lusófona, tais as pontes que criou: entre Portugal e o Brasil, entre Filosofia, História e Literatura.

De seguida, na esteira do número anterior, em que assinalámos os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, publicamos mais alguns textos sobre o autor de Húmus, bem como sobre António Nobre, nascido no mesmo ano de 1867. Em “Outras Evo(o)cações”, estendemos o nosso olhar a uma extensa série de outras figuras relevantes da cultura lusófona: de Afonso Botelho e Agostinho da Silva a Vergílio Ferreira e Vicente Ferreira da Silva.

Em “Outros Voos”, como igualmente é já um clássico, abordamos as mais diversas temáticas, a começar, guiados por Adriano Moreira, pela questão do “sagrado”, tema do II Festival Literário TABULA RASA, que decorreu em Novembro de 2017, co-organizado pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono e pela NOVA ÁGUIA. Em “Extravoo”, publicamos, uma vez mais, alguns inéditos: nomeadamente, de Agostinho da Silva e José Enes. Nesta secção, publicamos ainda um inédito de Dalila Pereira da Costa, uma das figuras em destaque no próximo número, por ocasião dos 100 anos do seu nascimento.

Fazendo ainda referência a essas três outras secções já clássicas – “Bibliáguio”, Poemáguio” e “Memoriáguio” –, salientamos enfim os autores em destaque no próximo número: para além de Dalila Pereira da Costa, iremos igualmente evocar Francisco de Holanda, publicando uma série de textos apresentados num Colóquio que decorreu em Dezembro de 2017, por ocasião dos 500 anos do seu nascimento, uma vez mais por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-brasileira.

De igual modo, publicaremos no próximo número da NOVA ÁGUIA os textos apresentados no V Congresso da Cidadania Lusófona, coordenado pelo MIL, que decorreu em Novembro de 2017 e que, uma vez mais, juntou representantes de Associações da Sociedade Civil de todos os países e regiões do amplo e plural espaço de língua portuguesa. Número após número, a NOVA ÁGUIA vai, pois, cimentando pontes: entre a cultura portuguesa e as demais culturas lusófonas (antecipamos, a esse respeito, a publicação, no próximo número, de mais um fundamental ensaio de António Braz Teixeira, sobre a “expressão e sentido da saudade na poesia angolana e moçambicana”).

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Post Sciptum: Dedicamos este número a Pinharanda Gomes, que, depois de ter recebido o “Prémio Vida e Obra” do II Festival Literário TABULA RASA, foi homenageado pela Universidade Portuguesa, que, curvando-se igualmente (e finalmente) perante a sua monumental Vida e Obra, lhe atribuiu, em Março deste ano, o mais do que justo “Doutoramento Honoris Causa”.


NOVA ÁGUIA Nº 21: ÍNDICE


Editorial…5
MAIS UM ABRAÇO A JOSÉ RODRIGUES
Textos e Testemunhos de Ana Isabel Ornellas (p. 8), António Reis (p. 8), Arnaldo de Pinho (p. 9), Duarte de Cifantes e Leão (p. 10), Helena Mendes Pereira (p. 12), Hélder Pacheco (p. 14), Jorge Pinto (p. 17), Júlio Gago (p. 18), Luís Portela (p. 19), Maria João Fernandes (p. 20), Manuel de Novaes Cabral (p. 22), Manuela de Abreu e Lima (p. 23) e Paulo Telles de Lemos (p. 24).
Ilustrações de Lauren Maganete (p. 6), João Nunes (p. 6), Paulo Gaspar Ferreira (p. 6) e José Rodrigues (pp. 16, 17 e 21).
FIDELINO DE FIGUEIREDO, 50 ANOS DEPOIS
CONTRIBUIÇÃO DE FIDELINO DE FIGUEIREDO PARA A HISTORIOGRAFIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA António Braz Teixeira…26
BREVES CONSIDERAÇÕES ACERCA DE UMA ONTO-PO(I)ÉTICA EM FIDELINO DE FIGUEIREDO Joaquim Pinto…29
FILOSOFIA E MITO: EUDORO DE SOUSA, LEITOR DE FIDELINO FIGUEIREDO Luís Lóia…33
FIDELINO DE FIGUEIREDO: O TRAÇO ESSENCIAL DO SEU HUMANISMO Manuel Ferreira Patrício...38
PERTINÊNCIAS DO PENSAMENTO FILOSÓFICO DE FIDELINO DE FIGUEIREDO Mário Carneiro…39
NOS 150 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO NOBRE E RAUL BRANDÃO
NO5 150 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO NOBRE José Lança-Coelho…46
ANTÓNIO NOBRE: PEREGRINAÇÕES DE UM POETA SÓ António José Queiroz…48
EFEITOS DE LEÇA DA PALMEIRA: “A DELICIOSA HIPNOTIZADORA” NO POETA ANTÓNIO NOBRE J. Alberto de Oliveira…55
ANTÓNIO NOBRE: TEMÁTICA E VERSO NA SUA OBRA ‒ MITO E REALIDADE Júlio Amorim de Carvalho…63
O OUVIR E O ESCUTAR DE RAUL BRANDÃO, OU HÚMUS ENQUANTO MÚSICA Edward Ayres de Abreu…70
EL-REI JUNOT DE RAUL BRANDÃO: UMA NARRATIVA SOBRE O SENTIDO NA HISTÓRIA Mendo Castro Henriques…80
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES
AFONSO BOTELHO Abel de Lacerda Botelho…90
AGOSTINHO DA SILVA E MARIA CECÍLIA CORREIA Eleonor Castilho…91
BOCAGE (VISTO POR AGOSTINHO DA SILVA) Pedro Martins…97
CAMILO CASTELO BRANCO Pinharanda Gomes…103
CARLOS MALHEIROS DIAS João Bigotte Chorão…108
COUTO VIANA E JOSÉ VALLE DE FIGUEIREDO José Almeida…110
JOAQUIM MARIA DA SILVA Samuel Dimas…116
MIRANDA BARBOSA António Braz Teixeira…122
NUNO BRAGANÇA La Salette Loureiro...128
ORTEGA Edson Ferreira da Costa…135
PADRE CHICO MONTEIRO Valentino Viegas…139
PESSOA (VISTO POR ALMADA) Luís de Barreiros Tavares... 140
SILVA DIAS José Esteves Pereira…145
VERGÍLIO FERREIRA Renato Epifânio…151
VICENTE FERREIRA DA SILVA Constança Marcondes César…154
OUTROS VOOS
O SAGRADO NA VIDA DE CADA UM DE NÓS Adriano Moreira…158
A CULTURA DIVERSA DA CPLP NA “MARCHA HARMÔNICA” DO MERCADO GLOBAL André Ramos Tavares…162
O LUGAR DA FILOSOFIA NOS CURRÍCULOS DO ENSINO SECUNDÁRIO EM PORTUGAL Artur Manso…169
A PROPÓSITO DE GNOSE, GNÓSTICOS E GNOSTICISMO Diogo Alcoforado…175
OS AÇORES E A LUSOFONIA Eduardo B. Coelho…190
AS LÍNGUAS COMO FACILITADORAS DO DIÁLOGO CULTURAL Evanildo Bechara…192
O QUE NUNCA SE DIZ AO PAPA Manuel Curado…195
OS MITOS DO PRIMEIRO MODERNISMO Paula Oleiro…200
SOBRE A NATUREZA RELIGIOSA DA POLÍTICA MODERNA Pedro Velez…207
FILOSOFIA FILOSOFANTE EM PORTUGAL Pedro Vistas…210
AUTOBIOGRAFIA 4 Samuel Dimas…224
MANIFESTO HOLISTA Tiago de Vasconcelos e Moita e Edmundo Luís Ribeiro da Silva…233
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO), DE AGOSTINHO DA SILVA…236
TRÊS CARTAS DE AGOSTINHO DA SILVA A AARÃO LACERDA…239
TEXTO DE JOSÉ ENES sobre JOSEPH MOREAU & CARTA DE JOSEPH MOREAU A JOSÉ ENES…241
POSFÁCIO DE DALILA PEREIRA DA COSTA AOS SEUS “DISPERSOS”…243
BIBLIÁGUIO
OBRAS PUBLICADAS EM 2017 Renato Epifânio…246
A “ESCOLA DE SÃO PAULO” Luís Lóia…247
OLHARES LUSO-BRASILEIROS Jorge Teixeira da Cunha…250
O CROCODILO & FULGORES DE FÁTIMA José Almeida…251
FILOSOFIA COM CORAÇÃO Samuel Dimas…253
PRISCILIANO, UM CRISTÃO LIVRE Maria Dovigo…258
AI DOS VENCEDORES! Mário Matos e Lemos…260
UMA VIDA QUALQUER José Luís Brandão da Luz…262
DEMÓNIOS POR SEFARAD Lídia Machado dos Santos…266
AGULHAS DE ÁGUA Maria Luísa de Castro Soares…267
ARDOROSA SÚMULA António José Borges…269
MITOS GREGOS Inês Miranda…272
POEMÁGUIO
DESENHO Fernando Guimarães…7
MESTRE Avelina Vieira…7
AS MÃOS DE VAN GOGH Adília César…44
AS PONTES; VIAGEM António José Queiroz…45
TRÊS POEMAS A ANTÓNIO NOBRE Manoel Tavares Rodrigues-Leal…89
NA VIDA REAL; NA REAL VIDA António José Borges…156-157
CARTA PARA O-YONÉ Jesus Carlos…234
TEIA POÉTICA Maria Luísa Francisco…234
VAZADA NA RUA José Luís Hopffer C. Almada…235
PEDRO SEM INÊS Ana Luísa Queiroz…245
TEMPO CINZENTO Susana Roque Bravo…245
MEMORIÁGUIO…274
MAPIÁGUIO…275
ASSINATURAS…275
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…278


Apresentação da NOVA ÁGUIA 21

Apresentação da NOVA ÁGUIA 21
28 de Março: Sociedade de Geografia de Lisboa (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas


O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Manifesto Refundar Portugal / Movimento Outro Portugal: documento do grupo dedicado à Saúde



Continuamos a publicar os documentos dos nossos grupos de trabalho. Aqui se publica o do grupo Saúde, coordenado por Yara-Cléo Bueno.

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HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE NO PRINCÍPIO, MEIO E FIM

Pretendemos associar a todos os aspectos da saúde em Portugal, o Princípio Ético da Humanização no Princípio, Meio e Fim.


No princípio, meio e fim da relação com a pessoa (doente ou não)

Em todos serviços do SNS deve ser mantido e reforçado o actual esforço de humanizar a relação com o utente, desde o momento que entra no serviço de saúde até ao momento em que deixa de usufruir do mesmo. Propomos o reforço da formação sobre as boas práticas de atendimento ao público (na vertente administrativa) e o reforço das competências na relação empática e compreensiva com o sofrimento e vivência do utente (na vertente assistencial), valorizando-se as componentes psicológicas do ser doente e do adoecer.


No princípio, meio e fim da vida.


Com o intuito de fomentar o princípio ético de humanizar no princípio, propomos que se incentive a adopção das recomendações preconizadas pela OMS relativamente à assistência no parto normal em gravidez de baixo risco (ver anexo 1). Nestas recomendações, como se pode ver, salientam-se um conjunto de condutas ainda bastante praticadas em Hospitais e Maternidades, assim como outras que, apesar de muito recomendáveis, raras vezes são empreendidas ou tidas em conta nos locais tradicionais de atendimento ao parto, como são o Plano de Parto que a mulher elaborou, de forma consciente e informada, a privacidade no momento do parto, a possibilidade de recorrer a formas alternativas de alívio da dor (massagem e outras técnicas não invasivas e não medicamentosas), a liberdade de movimentar-se durante o parto e assumir posições mais favoráveis à fisiologia do parto, o recurso não rotineiro de episiotomia, o contacto pele a pele do bebé com a mãe imediatamente depois do parto, com apoio à primeira amamentação, o corte do cordão umbilical apenas quando não apresentar mais pulsação, etc.

Deverão ser incentivadas práticas diferenciadas e alternativas, complementarmente às tradicionalmente protocoladas, no apoio e atendimento da mulher grávida e em trabalho de parto. Como exemplo desta humanização no princípio, propomos as experiências de partos acompanhados por Doulas, de partos domiciliares supervisionados por Enfermeiros Obstetras e dos trabalhos realizados por Casas de Partos (ver anexo 2). Neste sentido, é fundamental criar debate público em torno destas temáticas, tornando-as como possibilidades reais e socialmente aceites, para todas as mulheres que pretendam optar por formas mais naturais de parto.

Propomos o incentivo e apoio efectivo na amamentação, de acordo com o que é defendido pela OMS e UNICEF para todas as crianças do mundo. Neste sentido, é importante fazer valer os objectivos estabelecidos pelo Código Internacional de Marketing para os substitutos do Aleitamento Materno (em anexo 3), assinado por Portugal, promovendo mecanismos mais eficientes para a fiscalização do Decreto-Lei nº 115/93 (em anexo 4).

Reforçar as competências dos técnicos que acompanham grávidas e mulheres que amamentam, através de acções de formação ministradas por Consultores em Aleitamento Materno (IBCLCs), à semelhança do que acontece noutros países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Austrália, entre outros (ver anexo 5).

Alertar a população não só para os benefícios da amamentação prolongada, como também dos perigos reais da alimentação com substitutos de Leite Materno (em anexo 6).

Ao promover a humanização no princípio, potenciamos um desenvolvimento físico e emocional equilibrado para as crianças em crescimento, os adultos do amanhã.

A saúde deve andar de mãos dadas com a educação. O desenvolvimento de programas de educação que visem o florescimento do mundo interior das crianças, equilibrado, através da aprendizagem de competências emocionais e sociais (em anexo 7). O treino da inteligência emocional, e social, pode fazer parte dos programas escolares, pelo recurso a técnicas contemplativas que estimulam a atenção, concentração, e humanização da relação com o outro. Crianças mais saudáveis, em sintonia com o seu corpo, mente, e com o ambiente e pessoas que as rodeiam, vão promover um adulto consciente da sua condição interdependente. A consciência desta condição natural é uma força motriz básica do desenvolvimento social e civilizacional, e uma mais valia em termos económicos para qualquer nação.
Promover a saúde, pelo incentivo a mudanças de comportamentos alimentares, especialmente no seio familiar, e instituições que formam crianças, demonstrando as virtudes e benefícios físicos, ecológicos, e económicos da alimentação vegetariana e macrobiótica, mesmo que em regime parcial em associação à alimentação mediterrânica, e do consumo de alimentos de produção biológica.

Com o intuito de fomentar o princípio ético de humanizar no meio, propomos a difusão e incentivo ao recurso a técnicas terapêuticas alternativas com reconhecido mérito na prevenção de patologias diversas, e da morbilidade associada às mesmas.

Propomos o incentivo, nas comunidades, da replicação de projectos pioneiros, que fazem uso destas técnicas não convencionais, que são tradicionais e milenares noutras culturas. No trabalho com pessoas das mais variadas idades, e nos mais diversos contextos sociais (escolas, juntas de freguesia, postos de trabalho, centros de dia, prisões, bairros “problemáticos”, etc.), Meditação, Yoga, Tai Chi Chuan, Chi Kung, Massagem Terapêutica e Reiki, entre outras, podem ser úteis, tendo sido verificado como resultado da sua aplicação, uma melhoria significativa em crianças com dificuldades de atenção e concentração, em doentes com dor crónica, em doentes hospitalizados e na população em geral, sendo actualmente oferecidas como experiências potenciadoras da saúde e do equilíbrio bio-psico-social (em anexo 8).

Para agilizar a difusão destas experiências, propomos a rápida regulamentação da Lei 45/2003 (anexo 9), que define inclusão das medicinas e terapias alternativas no Sistema Nacional de Saúde. Esta lei tem sido usada como modelo para diversos países europeus, que já a colocaram em prática com sucesso, o que demonstra sua pertinência para a saúde pública, e o motivo porque deve ser implementada em Portugal. Naturalmente, o facto desta lei não ter sido regulamentada, dificulta que os benefícios da utilização de medicinas e terapias alternativas se alarguem à população em geral. Sabemos, que o recurso a medicinas alternativas reconhecidas cientificamente tem não só inúmeros e comprovados benefícios para a saúde individual de quem a elas recorre, mas também um assinalável benefício económico para o país.

E, humanizar no fim, ao promover boas práticas no modo como se entende e cuida da qualidade de vida no fim da mesma, desenvolvendo acções que modifiquem a visão social instituída sobre o envelhecimento e a morte, fomentando uma visão alternativa para que estas sejam encaradas como parte do processo natural que é a vida.

Propomos a difusão do conceito de envelhecimento activo. Urge desenvolver o Plano Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas (PNSPI) – que se fundamenta nos princípios postulados pela ONU, de independência, participação, auto-realização e dignidade do idoso – e que adianta como prioridades de intervenção:

1. Promoção de um envelhecimento activo;
2. Adequação de cuidados de saúde às necessidades próprias do idoso; e
3. Desenvolvimento de ambientes favoráveis à autonomia e independência das pessoas idosas.

Propomos o incentivo ao aumento de número de UTIS (Universidades da Terceira Idade) espaço privilegiado de inserção e participação social dos mais velhos, onde, através das várias actividades desenvolvidas (aulas, visitas, oficinas, blogs, revistas e jornais, grupos de música ou teatro, voluntariado, etc) os seniores se sentem úteis, activos e participativos: “ Saúde no jovem, obra da Natureza, saúde no idoso, obra de arte!” Hérmogenes.

O acompanhamento das pessoas em fim de vida e das suas famílias, em unidades de saúde próprias para o efeito e, principalmente, no domicílio deverá ser proporcionado a todos os que dele necessitem. Proporcionar serenidade, cuidados médicos e de enfermagem de carácter paliativo, promovendo qualidade e conforto no fim da vida e dignidade na morte deverá ser um imperativo (anexo 10).
Concluímos assim que o empreendimento de acções que promovam a Humanização da Saúde em Portugal, nos moldes descritos, trará inestimáveis benefícios para a população portuguesa, através de um aumento da qualidade de vida e de uma diminuição do número e da gravidade das doenças.

Aumentar o leque de recursos disponíveis para a prevenção e tratamento da doença, proporciona uma diminuição na procura de consultas dos centros de saúde e hospitais, uma diminuição no uso de medicamentos e um menor índice de práticas cirúrgicas.
Traduz-se num país mais rico no corpo e mente de cada cidadão e em cidadãos mais empenhados e participativos na edificação do país.



DOCUMENTAÇÃO, ANEXOS, E EXEMPLOS DE PRÁTICAS REALISTICAMENTE INSPIRADORAS

Humanizar no princípio:

ANEXO 1
Guia Prático Para a Assistência ao Parto Normal: OMS

A categorização destas condutas, encontra-se no capítulo 6 do Guia Prático para a Assistência ao Parto Normal, e foram elaboradas, em sequência da reflexão do Grupo de Trabalho da OMS para o Parto Normal, após análise e debate das melhores práticas, tendo em conta as evidências existentes, no momento da sua elaboração. No guia encontram-se os fundamentos para cada uma das condutas mencionadas. Resumo:

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas
1. Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/companheiro e, se aplicável, a sua família.
2. Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
3. Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
4. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
5. Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme directrizes da OMS sobre o aleitamento materno.

B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas
1. Uso rotineiro de enema (clister).
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
4. Uso rotineiro da posição supina (deitada) durante o trabalho de parto.
5. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto, de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.

C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apoiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos
1. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa de água) durante o início do trabalho de parto.
2. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
3. Manipulação activa do feto no momento de nascimento.
4. Utilização de ocitocina rotineira, tracção controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação (expulsão da placenta).
5. Clampeamento precoce do cordão umbilical.

D) Condutas frequentemente utilizadas de forma inapropriada
1. Exames vaginais frequentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
2. Cateterização da bexiga.
3. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
4. Parto operatório (cesariana).
5. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.”

ANEXO 2
http://www.youtube.com/watch?v=fML3pgZQVg0&NR=1&feature=fvwp
http://www.cmaj.ca/cgi/content/abstract/181/6-7/377?ijkey=2589c001ccbdbd59d84f30f21ef0839a0552a033&keytype2=tf_ipsecsha
http://www.youtube.com/watch?v=ndlrJ3JIjEE

ANEXO 3
http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?view=newsletter:View&zepp_obj_id=116&site=yes

ANEXO 4
http://pt.legislacao.org/primeira-serie/decreto-lei-n-o-115-93-lactentes-formulas-saude-produto-114285

ANEXO 5
http://www.ilca.org/i4a/pages/index.cfm?pageid=1
www.iblce.org
http://www.iblce.org/professional-standards
http://www.iblce.org/upload/downloads/ScopeOfPracticeMarch2008.pdf

ANEXO 6
http://www.ibfan.org/portuguese/gateportugues.html http://www.ibfan.org/portuguese/issue/overview01-po.html#2 http://www.infactcanada.ca/about.htm http://www.babymilkaction.org/

ANEXO 7
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1077760-5603,00-

Humanizar no meio:

ANEXO 8
http://www.casel.org/
http://www.innerresilience-tidescenter.org/
http://www.lindalantieri.org/about.htm
http://www.redesparalaciencia.com/1799/redes/2009/redes-50-meditacion-y-aprendizaje
TAI+CHI+CHUAN+E+ESPERANCA+COMO+TERAPIA+PARA+O+DERRAME+CEREBRAL.html

ANEXO 9
http://www.imt.pt/lei_medicina_452003.php

Humanizar no fim:

ANEXO 10
http://www.amara.pt/amara/apresentacao.php
http://www.apcp.com.pt/
http://www.rutis.org/cgi-bin/reservado/scripts/command.cgi/?naction=4&mn=EkpFuVZlEynEumlwll

EXTRA
Relatório de Saúde OMS 2008

http://www.almamix.pt/index.php?view=article&catid=37%3Avideos-de-medicina&id=298%3Aoms-relatorio-de-saude-2008&option=com_content&Itemid=117


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