EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018): autores em destaque – Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre (nos 150 anos do seu nascimento).

Para o 21º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 20

Capa da NOVA ÁGUIA 20

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 20

Decerto, uma das melhores formas de aferir o valor de uma vida é ter em conta a quantidade e a qualidade dos amigos que deixou. Sob esse prisma, José Rodrigues, que nos deixou recentemente, teve uma grande vida, como se pode verificar neste número da NOVA ÁGUIA: entre textos, testemunhos, poemas e ilustrações, foram cerca de meia centena de contributos que nos chegaram para prestar tributo a uma figura que esteve também na génese desta Revista – não tivesse sido ele o autor da capa do primeiro número da NOVA ÁGUIA.
Em 2017, assinalam-se os 150 anos do nascimento de Raul Brandão e António Nobre. O MIL: Movimento Internacional Lusófono e a NOVA ÁGUIA têm assinalado essa efeméride com um Ciclo a decorrer no Porto (no Ateneu e na Casa Museu-Guerra Junqueiro). Neste número, publicamos igualmente alguns textos sobre Raul Brandão. No próximo número, publicaremos uma série de textos sobre António Nobre.
Em 2016, assinalaram-se os 350 anos do falecimento de D. Francisco Manuel de Melo, essa figura maior da nossa cultura que teve o “azar” de ter nascido no mesmo ano (1608) do Padre António Vieira, “Imperador da Língua Portuguesa”. O Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em parceria com uma série de outras entidades (entre as quais o MIL: Movimento Internacional Lusófono e a NOVA ÁGUIA), promoveu um Colóquio, em Outubro do passado ano, na Biblioteca Nacional de Portugal. Os textos apresentados nesse Colóquio são também aqui publicados.

Tendo chegado ao vigésimo número, a NOVA ÁGUIA poderia ter optado por um número auto-celebratório, o que seria mais do que justificado, mas, como sempre, preferimos celebrar as figuras maiores da nossa cultura. Assim, para além da três figuras já referidas, celebramos uma série de outras figuras, em “Outras Evo(o)cações”, e, como sempre, em “Outros voos”, abordamos uma série de outras temáticas. Em “Extravoo”, como também tem acontecido, publicamos alguns inéditos – nomeadamente, de Agostinho da Silva, António Telmo e Delfim Santos.
Em “Bibliáguio”, publicamos uma série de recensões de algumas obras publicadas recentemente: “Portugal, um Perfil Histórico”, de Pedro Calafate, “Traços Fundamentais da Cultura Portuguesa”, de Miguel Real, e “A Literatura de Agostinho da Silva”, de Risoleta Pinto Pedro. Sem esquecer o “Poemáguio” e o “Memoriáguio”, duas outras secções também já clássicas, antecipamos os autores em destaque no próximo número – para além do já aqui referido António Nobre, iremos celebrar Dalila Pereira da Costa, no centenário do seu nascimento, e Fidelino de Figueiredo, no cinquentenário da sua morte. É tão-só por isso que a NOVA ÁGUIA irá persistir no seu voo, pelo menos por mais vinte números: se soçobrássemos, quem ficaria para falar sobre quem e o que mais importa?

Post Sciptum: Dedicamos este número a João Ferreira e a Antônio Paim, duas das figuras maiores da Filosofia Luso-Brasileira e (por isso) colaboradores da NOVA ÁGUIA, que entretanto chegaram aos noventa anos de vida.



NOVA ÁGUIA Nº 20: ÍNDICE

Editorial…5
A JOSÉ RODRIGUES, AQUELE ABRAÇO
Textos e Testemunhos de Ramalho Eanes (p. 8), A. Andrade (p. 9), Alberto A. Abreu (p. 9), Alberto Tapada (p. 10), António Oliveira (p. 11), Castro Guedes (p. 12), Diogo Alcoforado (p. 13), Diva Barrias (p. 20), Emerenciano (p. 22), Francisco Laranjo (p. 23), Gaspar Martins Pereira (p. 24), Guilherme d’Oliveira Martins (p. 25), Henrique Silva (p. 26), Isabel Pereira Leite (p. 27), Isabel Pires de Lima (p. 29), Isabel Ponce de Leão (p. 34), Isabel Saraiva (p. 36), Jorge Teixeira da Cunha (p. 37), José Adriano Fernandes (p. 38), José Gomes Fernandes (p. 38), José Manuel Cordeiro (p. 39), Júlio Cardoso (p. 41), Júlio Roldão (p. 42), Luandino Vieira (p. 42), Luís Braga da Cruz (p. 43), Maria Celeste Natário (p. 44), Maria Luísa Malato (p. 46), Mónica Baldaque (p. 48), Nassalete Miranda (p. 48), Nuno Higino (p. 49), Roberto Merino Mercado (p. 50), Ruben Marks (p. 52) e Salvato Trigo (p. 55).
Ilustrações de Artur Moreira (p. 9), Avelino Leite (p. 12), Emerenciano (p. 23), Francisco Laranjo (p. 23), Filomena Vasconcelos (p. 28), Isabel Saraiva (p. 36), Mário Bismarck (p. 39), Luandino Vieira (pp. 42-43), Paulo Gaspar (p. 48) e Sousa Pereira (p. 60).
NOS 150 ANOS DO NASCIMENTO DE RAUL BRANDÃO
EM TORNO DO TEATRO DE RAUL BRANDÃO António Braz Teixeira…62
APONTAMENTOS SOBRE HÚMUS DE RAUL BRANDÃO Luís de Barreiros Tavares…66
A COISA NA OBRA DE RAUL BRANDÃO Rodrigo Sobral Cunha…72
NOS 350 ANOS DO FALECIMENTO DE FRANCISCO MANUEL DE MELO
FRANCISCO MANUEL DE MELO: O HOMEM E A OBRA NO CONTEXTO DO BARROCO Maria Luísa de Castro Soares...84
FRANCISCO MANUEL DE MELO E ANTÓNIO VIEIRA Ana Paula Banza…91
FRANCISCO MANUEL DE MELO, MORALISTA António Braz Teixeira…99
FRANCISCO MANUEL DE MELO: CONHECER, SENTIR E «ESCREVIVER» Deana Barroqueiro…103
A METAFÍSICA DA SAUDADE DE FRANCISCO MANUEL DE MELO Manuel Cândido Pimentel…108
AS EXPLORAÇÕES CABALÍSTICAS DE FRANCISCO MANUEL DE MELO Manuel Curado…112
A PINTURA DO PENSAMENTO: ALEGORIA DA HISTÓRIA EM FRANCISCO MANUEL DE MELO Maria Teresa Amado…127
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES
ÂNGELO ALVES J. Pinharanda Gomes…136
ANTÔNIO PAIM José Maurício de Carvalho…143
AZEREDO PERDIGÃO Adriano Moreira…144
CORRÊA DE BARROS José Almeida…150
EÇA DE QUEIRÓS José Lança-Coelho…151
EDUARDO PONDAL Maria Dovigo…153
EUGÉNIO TAVARES Elter Manuel Carlos…158

GUERRA JUNQUEIRO Delmar Domingos de Carvalho…165
JOÃO FERREIRA Renato Epifânio e Luís Lóia…167
MANUEL ANTÓNIO PINA José Acácio Castro…169
MANUEL FERREIRA PATRÍCIO Fernanda Enes e J. Pinharanda Gomes…174
MATEUS DE ANDRADE José Luís Brandão da Luz…181
PINHARANDA GOMES Elísio Gala…190
TORGA E RUBEN A. Paula Oleiro…192
VIEIRA Eduardo Lourenço…196
OUTROS VOOS
A LUSOFONIA COMO UTOPIA CRIADORA Adriano Moreira…200
UTOPIA E MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO: NOS 10 ANOS DA NOVA ÁGUIA António José Borges…204
BREVE CRÓNICA DO CENTRO PORTUGUÊS DE VIGO Bernardino Crego…207
A ITÁLIA NA “GERAÇÃO DE 70”: A “GERAÇÃO DE 70” EM ITÁLIA Brunello Natale De Cusatis…210
LITERATURA E DIPLOMACIA: ALGUMAS REFLEXÕES Cláudio Guimarães dos Santos…218
PROLEGÓMENOS E INTERMITÊNCIAS DIALÓGICAS Joaquim Pinto…222
LUSOFONIA INTERIOR Luís G. Soto…230
A NOVA ÁGUIA E A CULTURA LUSÓFONA Nuno Sotto Mayor Ferrão…235
AUTOBIOGRAFIA 3 Samuel Dimas…241
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) Agostinho da Silva…252
APRESENTAÇÃO A ORIENTE DE ESTREMOZ DE UMA REVISTA LITERÁRIA António Telmo…255
DO QUE POSSA SER A FILOSOFIA Delfim Santos…257
BIBLIÁGUIO
PORTUGAL, UM PERFIL HISTÓRICO Renato Epifânio…270
TRAÇOS FUNDAMENTAIS DA CULTURA PORTUGUESA Renato Epifânio e Joaquim Domingues…272
A LITERATURA DE AGOSTINHO DA SILVA António Cândido Franco…276
POEMÁGUIO
PARA AS TINTAS DO JOSÉ RODRIGUES Albano Martins…6
A “ANJA” DE JOSÉ RODRIGUES José Acácio Castro…6
DA ESCULTURA: A JOSE RODRIGUES - IN MEMORIAM António José Queiroz…6
PESSOAS COMO O JOSÉ RODRIGUES Renato Epifânio…6
O ROSTO QUE SONHA: PARA JOSÉ RODRIGUES J. Alberto de Oliveira…7
TU NÃO VIESTE ONTEM Emerenciano…22
CANTANDO-TE Ruben Marks…54
O TEU NOME INSCRITO Rosa Alice Branco…60
PERMITE-TE O IMPOSSÍVEL Isabel Alves de Sousa…60
PROCELA / VIDA E POESIA António José Borges…61
HUMANIDADE Fernando Esteves Pinto…83
ALEKSANDR SOLZHENITSYN Jesus Carlos…135
CARTA AO ALBERTO CORRÊA DE BARROS NA HORA DA PARTIDA José Valle de Figueiredo…151
SONETO – OBIRALOVKA/ INCONSTÂNCIA Jaime Otelo…198
AMADOR, COMO DISSE CAMÕES Manoel Tavares Rodrigues-Leal…250
MORTE EM AZUL Filipa Vera Jardim…251
FLUVIALMENTE Maria Luísa Francisco…279
ESCURIDÃO Delmar Maia Gonçalves…279
MEMORIÁGUIO…280
MAPIÁGUIO…281
ASSINATURAS…281
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…284




Apresentação da NOVA ÁGUIA 20

Apresentação da NOVA ÁGUIA 20
18 de Outubro: Palácio da Independência (para ver, clicar sobre a imagem)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas





O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Portugal, Europa, Oriente e universalidade em Fernando Pessoa



A visão pessoana acerca da Europa e do universal [1] surge e mantém-se intimamente ligada com a sua visão do sentido e virtualidades histórico-culturais, civilizacionais e espirituais de Portugal, como se apreende nos ensaios sobre a “nova poesia portuguesa” publicados em 1912 na revista A Águia, dirigida por Teixeira de Pascoaes, marcando uma orientação de pensamento que se manterá e desenvolverá até ao final da vida. Partindo do princípio de que “a literatura não só traduz as ideias da sua época”, mas de haver ainda uma correspondência entre “o valor dos criadores literários” e o “valor criador das épocas” a que pertencem, correspondendo “o valor da literatura, perante a história literária, […] ao valor da época, perante a história da civilização” [2], e considerando que “a actual corrente literária portuguesa” – que tem como “precursor” Antero de Quental, passa por António Nobre, Eugénio de Castro e Guerra Junqueiro e vai até Teixeira de Pascoaes, António Correia de Oliveira e os “novos poetas” [3] – é, em comparação com as grandes fases da história política e literária europeia, o início “de uma grande corrente literária, das que precedem as grandes épocas criadoras das grandes nações de quem a civilização é filha” [4], Pessoa assume na sociologia da literatura a confirmação racional das intuições místico-proféticas de Pascoaes “sobre a futura civilização lusitana” e o “futuro glorioso que espera a Pátria Portuguesa” [5]. Vaticina assim, por sua vez, quer o iminente aparecimento do “Grande Poeta” português, o “supra–Camões” [6], quer “uma renascença extraordinária, um ressurgimento assombroso” da nação portuguesa [7], exortando a que nenhum português “falte à sua missão de hoje, de criar o supra-Portugal de amanhã” [8].


Qual é, todavia, a característica fundamental da “nova poesia portuguesa”, em termos psicológicos e filosóficos [9], responsável pelo seu futuro tão promissor? Poesia que excede as demais em termos de complexidade espiritual, a sua “mais notável e original feição” seria precisamente a marca principal da “ideação complexa”: “o encontrar em tudo um além” [10], sendo ao mesmo tempo subjectiva e objectiva, “poesia da alma e da natureza”, em que os dois elementos se interpenetram numa simultânea “espiritualização da Natureza” e “materialização do Espírito”, configurando uma “poesia metafísica” e “religiosa”, de pendor “superpanteísta”, “uma religiosidade nova”, ou mesmo “religião nova”, consideradas distintas de qualquer “outra poesia” ou “qualquer outra religião, antiga ou moderna” [11]. Partindo do pressuposto de que a poesia antecipa uma expressão filosófica e social, Pessoa afirma que a “Alma Portuguesa” está a gerar, pela sua “actual Poesia, um novo conceito emocional – e portanto colectivo e nacional – do Universo e da Vida”, o qual “representa um novo estádio criador” na “linha evolutiva da alma europeia”, uma vez que há uma analogia entre o “actual período literário nacional” e aqueles que, no apogeu das grandes nações civilizadoras, precederam e inauguraram “um grande período de vida nacional socialmente criadora”. Segundo Pessoa, isso mostra já “a dilatação da alma europeia que representará uma Nova Renascença”, ainda que por enquanto apenas existente “na alma do país donde essa Nova Renascença raiará para o que na Europa estiver preparado para a receber” [12]. A nova visão-experiência filosófica do mundo, inerente à metafísica neoreligiosa da contemporânea poesia portuguesa, como revelação do sentir e da alma nacionais enquanto vanguarda do novo Renascimento europeu, seria o que Pessoa designa como “transcendentalismo panteísta”, que considera exemplarmente presente na filosofia hegeliana [13], mas na verdade “apanágio de Portugal”, devido a condições étnicas específicas [14].


Quais as características desse “transcendentalismo panteísta”? É aqui que, ao apontar a visão-experiência do mundo, e o implícito “sistema” filosófico, inauguradores em Portugal do novo e superior Renascimento europeu, se desenha uma curiosa e substancial ponte para o Oriente. Colhendo da visão transcendentalista a ideia de que nela o transcendente se manifesta “como a ilusão, o sonho de si próprio”, sendo “matéria e espírito” suas “manifestações irreais”, Pessoa considera que no “transcendentalismo panteísta” esse mesmo “transcendente […] é e não é ao mesmo tempo, existe à parte e não à parte da sua manifestação, é real e não-real nessa manifestação”. Enquanto sistema que assume como “essência do universo […] a contradição” e ser “uma afirmação […] tanto mais verdadeira quanto maior contradição envolve”, o “transcendentalismo panteísta” seria um metasistema que “envolve e transcende todos os sistemas”, incorporando todas as teses e antíteses possíveis ao declarar que tudo, “matéria” e “espírito”, é simultaneamente real e irreal, existente e não existente, convertendo-se no seu oposto: “a matéria é espiritual e o espírito é material” [15].


Deve notar-se que, tal como acontece em Teixeira de Pascoaes, um vector central do pensamento pessoano permanece fiel a esta visão da “ilusão”, insubstancialidade e indeterminação universais, que permite relativizar, unificar e transcender todas as aparentes dualidades e oposições, conforme se constata n’ O Caminho da Serpente e noutros textos [16]. O que importa destacar é que em Pascoaes e Pessoa, numa visão comummente inspirada pelo psiquismo nacional, dissolve-se a aparente solidez da percepção habitual e reificada das coisas, divisando-se uma mesma e radical desconstrução da visão substancialista e entitativa da realidade, que em ambos conduz à sua identificação com o “sonho” e a “ilusão” atrás referidos, o que só por si remete, para além do barroco ocidental [17] , para as noções bramânicas de māyā e līlā – ou seja, a criação como i-lusão e jogo divino - , senão mesmo para śūnyatā, vacuidade, que na tradição budista designa a natureza última de todas as coisas, a sua ausência de existência intrínseca, em si e por si, enquanto configurações interdependentes e impermanentes de uma fenomenalidade irredutível às antinomias e entificações conceptuais da lógica aristotélica e a toda a onto-logia, positiva ou negativa. Śūnyatā procede de uma raiz sânscrita (svi, inchar, intumescer) que “parece haver expressado a ideia de que algo que se afigura “inchado” visto de fora é na verdade “oco” por dentro” [18]. Assim parece ser o universo de Pascoaes e Pessoa, onde todas as formas não são senão cambiantes aparições de um informe inconceptualizável, numa “convergente Aventura” para além das suas divergências e incompreensões mútuas [19], sendo significativo que em ambos esta cosmovisão resulte da interpretação do modo singular de ver e sentir da “alma” nacional, assumido como prefigurador e indutor de uma nova religião e filosofia – o saudosismo em Pascoaes e o transcendentalismo panteísta em Pessoa – e de uma mutação profunda da própria “alma” europeia.


Com efeito, Pessoa insiste que nesta visão-sentimento poético e lusitano do mundo como simultaneamente real e irreal – não esqueçamos que a Serpente e sua via, símbolos do percurso libertador de cada consciência individual, são igualmente “Portugal” [20] - também se encarna “a alma recém-nada da futura civilização europeia”, sinal de que ela “será uma civilização lusitana” e de que o Supra-Camões futuro, além de “poeta supremo da […] raça”, será “o poeta supremo da Europa, de todos os tempos” [21]. Acresce que, sendo o “transcendentalismo panteísta” uma fusão de opostos, daí decorre que a “futura criação social” portuguesa venha a ser uma civilização onde eles igualmente se fundam, simultaneamente “religiosa e política”, “democrática e aristocrática” , “ligada à actual fórmula da civilização e a outra coisa nova” [22]. No que respeita a “essa futura fórmula”, Pessoa adianta que ela “deve distar do cristianismo, e especialmente do catolicismo, em matéria religiosa; da democracia moderna, em todas as suas formas, em matéria política; do comercialismo e materialismo radicais na vida moderna, em matéria civilizacional geral” [23]. Numa segunda e significativa ponte para o Oriente, não só metafórico, e também presente em Pascoaes, é o início da consumação disto que se profetiza como partir “em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus construídas “daquilo de que os sonhos são feitos” [24], muito significativa citação de uma fala de Prospero, n’A Tempestade, de Shakespeare, onde se alude ao desvanecimento de tudo, como um “espectáculo insubstancial”, sem deixar “uma névoa para trás” [25]. Essa será a divina realização do “verdadeiro e supremo destino” da nação, “de que a obra dos navegadores foi o obscuro e carnal ante-arremedo” [26]. Ou seja, as viagens e os Descobrimentos físicos e histórico-geográficos, supostamente reais e concretos, tradicionalmente celebrados como o apogeu da história nacional, são reduzidos por Pessoa, nos ensaios fundadores de todo o seu pensamento acerca do sentido de Portugal, a mero ensaio grotesco (um “arremedo” significa “imitação grotesca”, “simulacro” e “farsa”), numa dimensão semiconsciente, menor e grosseira, disso que para além deles o impulso do descobrir e a verdadeira vocação da nação visam: um desvendamento e experiência espirituais, no culminar de uma odisseia da consciência. A epopeia histórica é chamada a transfigurar-se em aventura espiritual, num salto – tal como no sebastianismo e na saudade metafísica a ele associada [27] - para uma visão mais subtil e profunda da realidade, que neste contexto cremos ser possível interpretar como esse mesmo reconhecimento da natureza ilusória, simultaneamente real e irreal, real-irreal, de tudo, transcendência e imanência, espírito e matéria, Deus e mundo.


Parece legítimo considerar ser precisamente isso que o Messias-Poeta, o “Supra-Camões futuro” – onde se suspeita uma forma de autoprofecia, por parte de um Pessoa precocemente consciente dos seus dons e missão [28], e cujo persistente desprezo de Camões pode relacionar-se com o considerá-lo o mero poeta da epopeia real, esquecendo injustamente a Ilha dos Amores [29] - , viria definitivamente consagrar e realizar, e ser isso mesmo que se anuncia vir a constituir a matriz da “futura civilização europeia”, cujo embrião português a deverá levar a uma frutificação universal, se tivermos em conta o desenvolvimento desta ideia na recriação posterior do tema do Quinto Império, onde o poeta o proclama como o consumar da aspiração nacional à totalidade, o ser tudo, enquanto sincrética aglutinação e superação dos contributos fundamentais dos grandes momentos civilizacionais anteriores: Grécia, Roma, Cristandade, Europa [30]. O Quinto Império, também no seu sincretismo trans-religioso, seria assim a expressão cultural e civilizacional, já planetária, desse salto da consciência no desvendamento da “Índia nova”, ou seja, da realidade irreal de tudo: daí que o poeta o identifique com as “novas Descobertas, a Criação do Mundo Novo” e o regresso de D.Sebastião, símbolo da verdade oculta da nação e do homem [31]. Se esta “Índia” não é propriamente a histórico-geográfica e cultural, não deixa todavia de ser evidente a sua relação com um paradigma fundamental da espiritualidade indiana, que curiosamente se assume e recria no extremo-ocidente da Europa ou, melhor, da Eurásia, como recorda José Marinho [32]. Com efeito, tudo se passa como se Pessoa visionasse o universalismo da vocação nacional como o de inaugurar um novo ciclo civilizacional, primeiro ainda europeu e depois já trans-europeu e planetário, por integração da herança greco-latina, cristã e moderna numa outra visão do mundo, uma visão do mundo outra, fortemente marcada pelo ilusionismo e insubstancialismo de matriz indiana, redescoberto e renovado porém na visão-sentimento metafísico da nova poesia portuguesa [33].

[texto em elaboração para um volume colectivo sobre Fernando Pessoa, por mim organizado, a ser publicado em breve pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa]

...


[1] Sobre as questões levantadas pelo tema do “universal” é incontornável a obra de François Jullien, De l’universel, de l’uniforme, du commun et du dialogue entre les cultures, Paris, Fayard, 2008.
[2] Cf. Fernando Pessoa, “A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada”, Obras, II, organização, introduções e notas de António Quadros, Porto, Lello & Irmão, 1986, p.1150.
[3] Cf. Ibid., p.1158.
[4] Cf. Ibid., p.1153.
[5] Cf. Ibid., p.1152.
[6] Cf. Ibid., p.1153, 1167-1168, 1178 e 1193.
[7] Cf. Ibid., pp.1153 e 1167.
[8] Cf. Ibid., p.1154.
[9] Pessoa considera ser “a filosofia do poeta, e não a do filósofo, que representa a alma da raça a que ele pertence”. É assim “na poesia que vamos buscar a alma da raça, e na filosofia dessa poesia aquilo a que se pode chamar a filosofia da raça” – Ibid., p.1190.
[10] Cf. Ibid., p.1176.
[11] Cf. Ibid., pp.1176 e 1179-1180.
[12] Cf. Ibid., p. 1182.
[13] Cf. Ibid., pp.1189.
[14] Cf. Ibid., p.1192.
[15] Cf. Ibid., p.1189.
[16] “A ilusão é a substância do mundo, […] tanto no mundo superior como no mundo inferior, no oculto como no patente”; “Considerar todas as coisas como acidentes de uma ilusão irracional, embora cada uma se apresente racional para si mesma – nisto reside o princípio da sabedoria”; “Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo […]; “A Serpente é o entendimento de todas as coisas e a compreensão intelectual da vacuidade delas” – Obras, III, pp.518-520 e 522. Cf. também textos como Tratado da Negação e O DESCONHECIDO (Textos Filosóficos, I, estabelecidos e prefaciados por António de Pinto Coelho, Lisboa, Edições Ática, 1993, pp.42-46), que comentamos em Paulo Borges, O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa, Lisboa, Portugália Editora, 2008, pp.91-134. Sobre o “Tudo é ilusão” como motivo central na obra pessoana, cf. Jacinto do Prado Coelho, Diversidade e Unidade em Fernando Pessoa, Lisboa, Verbo, 2007, 12º edição, pp.49-56.
[17] Calderón de la Barca é uma das fontes de Pascoaes: “Que é a vida ? Um frenesim. / Que é a vida ? Uma ilusão, / Uma sombra, uma ficção, / e o maior bem é pequeno, / que toda a vida é sonho, / e os sonhos sonhos são” - , La vida es sueño, introdução e notas de Domingo Ynduráin, Madrid, Alianza Editorial, 1989, II, XIX, p.99. Cf. também p.98.
[18] Cf. Edward Conze, Buddhism: its essence and development, New York, Harper Torchbooks, 1975, pp.130-131.
[19] Cf. a nossa “Introdução” em Paulo Borges, O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa, pp.7-14.
[20] Cf. Fernando Pessoa, Obras, III, introduções, organização, biobibliografia e notas de António Quadros, Porto, Lello & Irmão, 1986, p.522.
[21] Cf. Id., Obras, II, p.1193.
[22] Cf. Ibid., p.1194.
[23] Cf. Ibid.
[24] Cf. Ibid., pp.1194-1195. Sobre a presença, em Pascoaes e Pessoa, dos temas das “Índias espirituais” e da “Ilusão”, cf. Paulo Borges, “Índias espirituais e ilusão em Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa: Portugal como centro do descentramento e re-orientação do velho mundo europeu-ocidental”, Nova Águia, nº4 (Sintra, 2º semestre de 2009), pp.27-39.
[25] “[…] Yeah, all which it inherit, shall dissolve, / And, like this insubstantial pageant faded, / Leave not a rack behind. We are such stuff / As dreams are made on; and our little life / Is rounded with a sleep […]" – William Shakespeare, The Tempest, Acto IV, Cena I, 155, The Complete Works of William Shakespeare, The Alexander Text introduzido por Peter Ackroyd, Glasgow, HarperCollins, 2006, p.23.
[26] Cf. Fernando Pessoa, Obras, II, p.1195.
[27] Recorde-se o sebastianismo como “salto para fora da história”, lamentado por Oliveira Martins e valorizado por José Marinho.
[28] Neste sentido interpretamos a resposta a uma entrevista já de 1923, em que, assumindo a mesma linhagem do ensaio de 1912, declara, no que nos parece uma referência à sua própria obra: “Os sinais do nosso ressurgimento próximo estão patentes para os que não vêem o visível. São o caminho de ferro de Antero a Pascoaes e a nova linha que está quase construída” – Id., entrevista a António Alves Martins, Obras, III, p.701.
[29] Cf. Paulo Borges, “Eros e Iniciação em Luís de Camões. A “Ilha dos Amores””, in Phainomenon, “Homenagem a João Paisana (1945-2001)”, nºs 5 e 6 (Outubro de 2002 e Primavera de 2003), pp.339-350.
[30] " - O que calcula que seja o futuro da raça portuguesa ?
- O Quinto Império. O futuro de Portugal - que não calculo, mas sei - está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra, e também nas quadras de Nostradamus. Esse futuro é sermos tudo. Quem, que seja português, pode viver a estreiteza de uma só personalidade, de uma só nação, de uma só fé? Que português verdadeiro pode, por exemplo, viver a estreiteza estéril do catolicismo, quando fora dele há que viver todos os protestantismos, todos os credos orientais, todos os paganismos mortos e vivos, fundindo-os portuguêsmente no Paganismo Superior? Não queiramos que fora de nós fique um único deus! Absorvamos os deuses todos! Conquistámos já o Mar: resta que conquistemos o Céu, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascença, os europeus que não são europeus porque não são portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma coisa! Criemos assim o Paganismo Superior, o Politeísmo supremo! Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade" – Ibid., pp.703-704. Pessoa propõe um “esquema português” alternativo ao da leitura tradicional do sonho de Nabucodonosor, interpretado por Daniel (Daniel, 2, 27-45), em que os quatro impérios já não o são segundo um critério material – babilónico, medo-persa, grego e romano - , mas antes espiritual – Grécia, Roma, Cristandade, Europa -, sendo o Quinto embrionariamente português e de consumação universal - “Prefácio ao livro de poemas “Quinto Império”, de Augusto Ferreira Gomes”, Ibid., pp.711-712. Cf. também p.717. Este esquema reflecte-se ainda no poema “Quinto Império”, de Mensagem: “Grécia, Roma, Cristandade, / Europa – os quatro se vão / Para onde vae toda edade. / Quem vem viver a verdade / Que morreu D. Sebastião?” – Obras, I, introduções, organização, biobibliografia e notas de António Quadros e Dalila Pereira da Costa, Porto, Lello & Irmão – Editores, 1986, p.1162. Para uma clara exposição do sincretismo da ideia de Quinto Império, com um esquema ligeiramente diferente, em que o quarto império é o “Inglês” e não o europeu, cf. Obras, III, pp.641-644.
[31] “Então se dará na alma da Nação o fenómeno imprevisível de onde nascerão as Novas Descobertas, a Criação do Mundo Novo, o Quinto Império. Terá regressado El-Rei D. Sebastião” – resposta ao inquérito “Portugal, vasto Império”, de Augusto da Costa, Obras, III, p.710.
[32] Falando de Portugal: “[…] povo extremo, cabe longamente pensá-lo, não da Europa, mas da Eurásia […]” - José Marinho, Verdade, Condição e Destino no Pensamento Português Contemporâneo, Porto, Lello & Irmão – Editores, 1976, p.228.
[33] Isto apesar de um texto onde se sustenta a matriz ainda europeia e cristã, porém não católica, do Quinto Império – Fernando Pessoa, Obras, III, pp.642-645.

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