EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

Para o 12º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

A ligação com o mar começa por ser um factor geográfico comum a todos os países de língua portuguesa, mas, como acontece com alguns “factores geográficos”, está muito para além disso. Com efeito, a forma como estamos no mundo, a forma como somos, sentimos e pensamos, não é apenas afectada pelo factor tempo – apesar deste ser o mais óbvio –, mas, igualmente, pelo factor espaço. Já foi muitas vezes referida, por exemplo, a influência da experiência espacial do deserto no pensamento árabe, em particular no que este tem de mais espiritual.

Partindo desse factor geográfico – de a ligação ao mar ser comum a todos os países de língua portuguesa –, procurámos, pois, neste número da NOVA ÁGUIA, pensar a ligação entre o mar e a Lusofonia, sugestivamente já referida por Vergílio Ferreira, quando escreveu: “Da minha língua vê-se o mar”. Em que medida o mar emerge na nossa língua, na forma como estamos no mundo, na forma como somos, sentimos e pensamos, eis, pois, em suma, o repto que lançámos aos nossos colaboradores, também eles unidos pelo mar por esse mundo fora.

Uma vez mais, como sempre tem acontecido, teve esse repto ampla resposta. Publicamos aqui cerca de duas dezenas de textos que, por diversas vias, têm em vista esse horizonte. De resto, já em números anteriores o havíamos assinalado, ainda que de forma subliminar. O nosso pensamento parece-nos ter, com efeito, essa marca “marítima” – daí o seu anti-cousismo, o seu anti-substancialismo, nalguns autores particularmente evidente (apenas para dar um exemplo, refira-se o conceito de “insubstancial substante”, de José Marinho), em contraponto com os pensamentos mais “continentais”, mais ligados à terra, ou seja, à fixidez e às fronteiras – e, por isso, menos propensos à mistura e à mestiçagem, marca maior da Lusofonia.

Como sempre tem acontecido, não se esgota este número na abordagem da temática central. Assim, publicamos ainda alguns textos sobre Leonardo Coimbra, esse pensador anti-cousista por excelência, por nós homenageado no número anterior, por ocasião dos 100 anos da publicação da sua obra O Criacionismo. A par de Leonardo Coimbra, evocamos uma série de outros autores: de Agostinho da Silva, o grande pensador, entre nós, da Lusofonia, até Teixeira de Pascoaes, o poeta maior da “Renascença Portuguesa” (cujo centenário celebrámos em 2012), passando, entre outros, por Fernando Pessoa, Jaime Cortesão e João de Deus.

Isto para além das secções já clássicas: “Outros Voos”, com a habitual colaboração de Adriano Moreira; “Rubricas”, desde o nº 9 da NOVA ÁGUIA reforçadas com as “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão; “Bibliáguio”, onde destacamos, a fechar, a justa homenagem que é feita, por António Cândido Franco, ao poeta Couto Viana; “Noticiáguio”, onde, desde logo, evocamos os recém-falecidos Manuel Luciano da Silva e Elsa Rodrigues dos Santos, para além de publicitarmos o Programa do I Congresso da Cidadania Lusófona, onde estaremos presentes; sem esquecer o “Poemáguio”, onde, como sempre tem acontecido desde o primeiro número da Revista, publicamos uma série de poemas – destaque-se, neste número, a publicação de um poema de António Telmo, bem como um poema de homenagem a Manuel António Pina.

Como também tem sempre acontecido, ficaram muitos textos por publicar – desde logo, o já aqui anunciado dossiê sobre o poeta Ramos Rosa. Procuraremos publicá-lo no próximo número da revista, onde a figura em destaque será António Quadros, por ocasião dos 20 anos da sua morte, a par de outros autores que evocaremos, nomeadamente: Orlando Vitorino e Eduardo Abranches de Soveral (ambos falecidos há 10 anos), Heraldo Barbuy (nos 100 anos do seu nascimento, em São Paulo) e Silvestre Pinheiro Ferreira (nos 200 anos do início das suas famosas Prelecções Filosóficas no Real Colégio de S. Joaquim, no Rio de Janeiro). Em 2013, a NOVA ÁGUIA manterá, assim, o seu voo cada vez mais ascendente e “marítimo”, não fosse o mar, precisamente, nas lapidares palavras de António Quadros, “a imagem eterna do caminho”.

A Direcção da NOVA ÁGUIA

ÍNDICE

Editorial…5
O MAR E A LUSOFONIA: “DA MINHA LÍNGUA VÊ-SE O MAR”
Maria Luísa de Castro Soares, A OMNIPRESENÇA DO MAR NA CULTURA PORTUGUESA: SUA EXPRESSÂO NA LITERATURA…8
Miguel Real, O MAR PORTUGUÊS…17
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A POESIA PORTUGUESA: O MAR E A LUSOFONIA…23
Rodrigo Sobral Cunha, A EUROPA CULTA E O MAR PORTUGUÊS…25
Samuel Dimas, EPIFANIA: DA MINHA SERRA VEJO O MAR DO MUNDO, ILUMINADO PELA ESTRELA DA REDENÇÃO UNIVERSAL…31
Rui Martins, O MAR COMO DESÍGNIO NACIONAL…35
Pedro Cipriano, O MAR E O SER PORTUGUÊS…38
Luís G. Soto, A MULHER E O MAR…39
Lúcia Helena Alves de Sá, AO MAR LARGO, LONGO... QUE A VIDA É CURTA…43
José Manuel Malhão Pereira, A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO…45
José Leitão, DEAMBULAÇÃO…47
Joaquim Miguel Patrício, NÃO CULPEM NEM SACRALIZEM O MAR…49
Joaquim Domingues, E NÃO SE OUVE O MAR?!...53
Isaque de Carvalho, ORFEU TRANSATLÂNTICO…54
Delmar Domingos de Carvalho, O MAR NO UNIVERSALISMO LUSÓFONO…60
Carminda H. Proença, A BAÍA DE SESIMBRA E A ALMA LUSA…64
Carlos Vargas e Luísa Janeirinho, O MAR, O AMOR E A LUSOFONIA…65
António Carlos Carvalho, AQUI À ESCUTA COM O MAR AO FUNDO…66
Almerinda Pereira, ARAR O MAR…68
AINDA SOBRE LEONARDO COIMBRA
Ângelo Alves, O CRIACIONISMO DE LEONARDO COIMBRA NA CONJUGAÇÃO DE IDEALISMO E REALISMO…74
António Braz Teixeira, O DIÁLOGO CRÍTICO DE LEONARDO COIMBRA COM BRUNO, JUNQUEIRO E PASCOAES…82
Manuel Ferreira Patrício, APROXIMANDO LEONARDO COIMBRA E VIKTOR FRANKL…92
Luís Tavares, HOMENAGEM A LUÍS DO ESPÍRITO SANTO, LEITOR DE LEONARDO COIMBRA…98
Joaquim Domingues, A TEORIA E A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO EM LEONARDO COIMBRA…99
Carlos Aurélio, CRIACIONISMO: OCIDENTE, ARTE E VIDA POÉTICA…103
EVOCAÇÕES
A HONESTIDADE DE AGOSTINHO DA SILVA, por José Lança-Coelho…110
MEMÓRIAS AÇORIANAS DE AGOSTINHO DA SILVA,VITORINO NEMÉSIO E ALBERTO MACHADO DA ROSA, por Eduardo Ferraz da Rosa…112
NOTAS SOBRE A PRESENÇA ARABICO-ISLAMICA NA IBERIA DE FERNANDO PESSOA, por Fabrizio Boscaglia…123
AS LINHAS DE FORÇA DO PENSAMENTO HISTORIOGRÁFICO DE JAIME CORTESÃO, por Nuno Sotto Mayor Ferrão…130
SERIA DEUS UM ARTISTA? UM BREVE OLHAR SOBRE O MISTICISMO NA POESIA DE JOÃO DE DEUS, por Elisabete Francisco…136
LEONIDAS HELMUTH BAEBLER HEGENBERG (1925-2012), por José Maurício de Carvalho…139
MANUEL ANTÓNIO, O POETA DO MAR DA GALIZA, por Maria Seoane Dovigo…142
A UNIVERSALIDADE DE NUN’ALVARES PEREIRA, por José Eduardo Franco…144
O MAR E O MARÃO: A NATUREZA POETICA DE SOPHIA E DE PASCOAES, por Nuno Freixo…146
VEIGA PIRES: UM HOMEM, MUITAS VIDAS, por Alfredo Ribeiro dos Santos e Rui M. Gil da Costa…148
OUTROS VOOS
Adriano Moreira, ENTRE O PODER DA PALAVRA E A PALAVRA DO PODER…162
Constança Marcondes César, VULNERABILIDADE E FINITUDE…166
Elter Manuel Carlos, ENSAIO SOBRE O SENTIDO ÉTICO-ESTÉTICO DA LITERATURA E DA EDUCAÇÃO LITERÁRIA EM CABO VERDE…169
João Pereira de Matos, ÀS PORTAS DE ISHTAR…176
Manuel Ferreira Patrício, FILOSOFIA PARA CRIANÇAS NO ESPÍRITO DA FILOSOFIA SITUADA…178
Maria Leonor Xavier, O VALOR DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA…181
J. Pinharanda Gomes, GLOSAS DE CULTO E CULTURA…187
Rui Tinoco, A CITAÇÃO CIENTIFICA COMO ARMA SIMBOLICA: CONSEQUENCIAS CULTURAIS…194
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…200
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…202
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…213
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…214
CARTAS SEM RESPOSTA, de João Bigotte Chorão…215
BIBLIÁGUIO
O QUE É O OCIDENTE?, por Renato Epifânio…220
SOBRE A SAUDADE, por José Almeida…221
AMORIM DE CARVALHO E DELFIM SANTOS, por Mourão Jorge…222
TIAGO VEIGA. UMA BIOGRAFIA, por João Rasteiro…223
DE CABINDA AO NAMIBE, por J.P.A. Alves Ambrósio…228
O ETERNO RETORNO DO FASCISMO, por Eugénio Montoito…238
PODER E MORALIDADE, por Luiz Paulo Rouanet…240
FÁRMACO, por Joel Henriques…244
TERRA PROMETIDA, por António José Borges…246
AUTOS DO FOGO ANALOGICO, por Pedro Martins…248
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA: MEMORIAL DO CORAÇÃO, por António Cândido Franco…250
NOTICIÁGUIO
ELSA RODRIGUES DOS SANTOS (1939-2012)…256
MANUEL LUCIANO DA SILVA (1926-2012)…256
XIX PRÉMIO CARVALHO CALERO…258
I CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA : PROGRAMA…258
POEMÁGUIO
Joaquim Carvalho, VIDA DE LUZ E DE SOMBRA (A CAMILO CASTELO BRANCO)…7
António José Borges, ESCOL…64
Delmar Maia Gonçalves, EM DECLÍNIO…65
Carlos José Maria Gonçalves, COMO CÉU NO MAR…68
Gabriela Correia, PORTUGAL…68
Maurícia Teles da Silva, DE FINISTERRA A MAR…69
Henrique Madeira, AS VOZES DO MAR…69
Sofia Varino, MAR NOVO…70
Helena Sanchez, LÁGRIMAS NO SAL…71
Maria Luísa Francisco, DA TUA CASA VÊ-SE O RIO…71
Marco Aurélio, ALENTEJO…71
Renato Epifânio, DO NOSSO MARRITÓRIO…72
Jesus Carlos, BRASIL DE PÊRO VAZ DE CAMINHA…73
Maria Leonor Xavier, TEMPO SUSPENSO...109
Eduardo Aroso, D. SEBASTIÃO EM MIM/ E, NO ENTANTO, ELA FALA-SE!/ DAS EUROPAS…161
Jaime Otelo, SONETO III/ SONETO IV…195
Samuel Dimas, NO SAUDOSO VOO…/ METÁFORA/ CONVERSÃO/ METAFÍSICA/ POETAS DO MAR E DO DESERTO…196
Catarina Inverno, FRUTOS EM FLOR…198
António Simões, QUANDO SE VIU…198
Abé Barreto Soares, CRIANÇAS PALESTINIANAS…199
João Canha Hespanhol, PARTO A MEIO A ROMÃ E...218
António Salvado, ANOS SE LEVA…219
António Manuel Couto Viana, ESTERTOR…254
António Telmo, AO SENHOR DOS MUNDOS…254
João Rasteiro, ESPERA UM POUCO (AO MANUEL ANTÓNIO PINA)…255
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

Apresentação da NOVA ÁGUIA 11

Apresentação da NOVA ÁGUIA 11
Para ver o vídeo, clique sobre a imagem...

NOVA ÁGUIA: SESSÕES DE APRESENTAÇÃO

19.03.13 - 17h00: Palácio da Independência (Salão Nobre)
02.04.13 - 11h00: Sociedade de Geografia de Lisboa
05.04.13 - 18h00: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
06.04.13 - 17h00: Biblioteca Municipal de Elvas
08.04.13 - 20h30: Casas das Campas (Pontevedra, Galiza)
09.04.13 - 19h00: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
13.04.13 - 18h30: Livraria Adrião (Mangualde)
14.04.13 - 19h00: Casa do Fauno (Sintra)
20.04.13 - 17h00: Faculdade de Direito da Universidade do Porto
27.04.13 - 15h00: Casa do Bispo (Sesimbra)
04.05.13 - 21h30: Associação Nova Cultura (Montargil)
08.05.13 - 18h30: Livraria Bertrand Chiado
10.05.13 - 18h00: Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António
10.05.13 - 19h30: Chalé Bela Mandil (Olhão)
13.05.13 - 14h30: Auditório da Escola Básica e Secundária de Carcavelos
18.05.13 - 23h00: Museu do Trabalho (Setúbal)
22.05.13 - 18h00: Universidade Católica Portuguesa
26.05.13 - 17h00: Casa Mantero (Sintra)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Allariz (Galiza), Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

RTP África

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas

À venda nas melhores livrarias do país.

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009



OS PORTUGUESES NO BRASIL COLONIA: FORMAÇÃO ÉTNICA DO POVO BRASILEIRO.
Vários povos contribuíram para a nossa formação no Brasil Colônia; porém,dentre todos,os portugueses,talvez por serem nossos descobridores e colonizadores,suplantaram todos os outros.
A nossa cultura foi desenhada pelos lusos,começando pela língua falada e escrita –a Língua Portuguesa- e pelos costumes e tradições que repassaram para nós.
É importante salientar que, eles mesmo,os portugueses,nunca tiveram uma unidade étnica e cultural,fruto que foram de uma mistura de muitos povos(ligúrios,celtas,iberos,fenincios,visigodos,vândalos,alanos,árabes e judeus)que traçaram até seu tipo físico,pois existem portugueses louros,morenos,baixos e altos,,de olhos verdes,azuis ou negros.
Os povoadores que vieram para o Brasil procediam das regiões do Douro e do Minho, da Beira,Trás-os-Montes, da Estremadura, do Alentejo e,embora em pequena quantidade,das Ilhas.
A presença do português está na língua , que dominou as comunicações e é falada até hoje num país continental como o Brasil, no traçado das cidades antigas-igrejas,cadeia,casa da Câmara-,nos sobrados,nos fortes que protegiam as cidades,nos utensílios domésticos e nas festas religiosas.
A casa tradicional baiana era sem tirar nem por, uma réplica da casa portuguesa::mesmo traçado original,mesma fachada,mesma divisão de cômodos.
Depois da porta de entrada, vinha um corredor comprido,ladeado de quartos semi-escuros e terminando numa ampla sala de jantar.
A cozinha, o banheiro, incrivelmente desconfortável e o alojamento dos escravos eram construídos fora da casa.
Essa divisão estava presente também nos suntuosos sobrados, construídos sem fundações e com paredes de madeira recobertos de barro;durava assim até os proprietários melhorarem de condição,quando ,então,fincavam as fundações e refaziam paredes de adobe ou tijolo.
No início a construção das vilas obedecia a uma planta tradicional; praça central quadrada,igreja,cadeia e casa da Câmara com ruas partindo á direita e á esquerda,tanto transversais como longitudinais,porém sempre estreitas e irregulares.
Com o passar dos anos as cidades criaram vida própria e foram crescendo desordenadamente, com vielas e becos desalinhados, como se via em Coimbra e Lisboa.

O português,povo muito tradicionalista ,trouxe consigo para o Novo Mundo a fé nos dogmas da sua religião,os atos litúrgicos da Igreja de Roma e as festas tradicionais;trouxe também as superstições,os costumes e as comidas.
Mas,o colonizador não era segregacionista;incorporou elementos da cultura africana,como,por exemplo a festa de maior prestígio em Salvador,a do Senhor do Bonfim,que dura quase quinze dias no mês de Janeiro.
A origem desta festa está na devoção ao Cristo Crucificado trazida de Setúbal pelo Capitão Teodósio Rodrigues de Faria que construiu a Igreja do Bonfim no alto da Colina Sagrada.
A cultura negra incorporou a esta festa as Águas de Oxalá,(Sr.do Bonfim na cultura ioruba)tradicional lavagem das escadarias da igreja,na terceira quinta feira do mês de Janeiro,quando centenas de baianas nos seus trajes típicos e carregando porrinhas de água de cheiro,acompanhadas de milhares de fiéis e espectadores deslumbrados,lavam as escadarias para expulsar as más energias e o mau olhado.
A presença, na Bahia,de uma cultura agrária,escravista e mercantil,com uma estrutura social fundamentada na hierarquia,na oligarquia e na repressão,é um remanescente da sociedade desta época colonial e predomina nos dias de hoje,principalmente no Nordeste.
Ao chegar numa terra de nômades, caçadores e pescadores, o colono português implantou uma economia açucareira , capitalista e mercantil,conforme predominava do século XIV.
Trouxe a cana de açúcar dos Açores e da Madeira e plantou nas terras conquistadas; construiu engenhos e começou a produzir açúcar,o artigo de maior procura no mundo europeu.
Plantou também o algodão e fumo.
É necessário esclarecer que, em Lisboa estava o poder central que mandava em tudo,representado na pessoa do rei e seus conselheiros a quem obedeciam os governadores e vice-reis;logo abaixo vinham os grandes fazendeiros e senhores de engenho,parceiros coloniais;em seguida vêm os plantadores de cana de açúcar,pequenos fazendeiros dependentes dos senhores de engenho para a moagem da cana e a comercialização do açúcar,o ouro-branco da época.



Quase na base desta pirâmide social estavam os lavradores pobres que só possuíam seus braços para o trabalho e estavam quase ao nível dos escravos que fechavam a pirâmide.A única diferença é serem brancos.
Os moradores urbanos,oficiais militares,funcionários,altos comerciantes,exportadores,mestres,artesãos eram considerados “homens bons” apesar de lhe faltarem terras ou riquezas.
Senhor de baraço e cutelo no seu engenho,o português,dirigia suas propriedades com mão de ferro,submetidos ás suas ordens e desejos seus escravos,seus agregados e sua numerosa família que incluía avós,tios,sobrinhos,primos,além da esposa e filhos legítimos e dos milhares de bastardos tidos com negras e índias.
Talvez não tivesse poder político,mas,não era carta fora do baralho e freqüentemente era consultado nas questões que diziam respeito á província.
Prova disto é a proibição de 1663 que tornava ilegal a penhora e execução por dívidas nas fábricas e nos engenhos.

12 comentários:

Macieluxcitânia disse...

????O que é que quer dizer com isso tudo ?
Que continuamos a ser os responsáveis pelos vossos problemas ?
Há 200 anos (julgo) que são independentes , que podem mudar o rumo dos acontecimentos e até agora não modificaram nada sobre o racismo , a destruição da Amazónia , a destruição da cultura dos ìndios e por aí fora ...
Acho muita piada quando alguns (bastantes) de vocês falam de vocês próprios , no passado , referindo-se aos "portugueses" ,aos "colonizadores" , etc .
Vocês são eles , vocês são os seus descendentes , vocês devem assumir o vosso passado e os vossos ancestrais ...
Porque se odeiam tanto ?
Porque odeiam tanto o vosso passado ?
Porque é que estão sempre a falar dos vossos maiores , os vossos antepassados , como se estes não o fossem ?
Porque é que estão sempre a tentar descartar-se de Portugal como se Portugal fosse uma peste ?
... como é ?
Vocês hoje existem , apenas por Obra e Graça do Divino Espírito Santo ?
Quer-me dizer que os Portugueses

***Honra e Glória aos meus bravos patrícios e antepassados , os PORTUGUESES de 1500 (e os que se seguiram) , que VOS deixaram o Brasil intacto e completo!...coisa que hoje , graças á vossa incúria , já assim não é !

chegaram , estabeleceram-se e depois houve um hiato no tempo , uma falha no continuum espaço-tempo e , de repente , o Brasil já estava formado , vocês apareceram miraculosamente para nos apontar o dedo e constantemente falarem da nossa culpa acerca das VOSSAS responsabilidades ...
Sem dúvida que é mais fácil sacudir a água do capote e dizer que o culpado da nossa situação é o outro ...
Porque odeiam tanto as vossas origens ? ... OU PELO MENOS UMA PARTE ENORME DELAS ?
Assumam-se de uma vez por todas , e assumam que Portugal é Pai do Brasil e por consequência de vocês todos .
Assumam as vossas responsabilidades como cidadãos do Brasil e de tudo o que aí acontece , pelo menos de há 200 anos para cá ...
Assumam isso e verão o Brasil a tornar-se numa potência muito maior do que aquela que vocês julgam que têm .

Rogério Maciel

Ruela disse...

Boa noite,
gostava de ler este texto, parece ser interessante mas fica difícil com essa cor e com o emaranhado inicial das letras ao lado da imagem.
Na minha opinião o texto ficaria muito mais legível se estivesse a preto e justificado, a leitura não seria tão massacrante.
Fica um pouco confuso.

Cumprimentos.

Renato Epifânio disse...

Ruela: tens razão, já alterei.

Rogério: A Miriam acabou de entrar...

Ruela disse...

Obrigado Renato, melhorou...

Abraço.



As boas-vindas para a Miriam.

Clarissa disse...

Acho o texto demasiado "romântico", tanto no acerto como no desacerto, mas não merece a "recepção".
Anda mesmo difícil respeitar os outros neste blogue, e discordar sem ser com um pau na mão... Ou são pedras?

sebmellovip disse...

Texto interessante e justo. Parabéns!

Miriam de Sales Oliveira disse...

Creio q/o meu artigo n/foi bem interpretado e n/sei porque gerou tanto ódio.
Quis apenas mostrar como foi a civilização portuguesa no meu país,e o quanto devemos aos portugueses ter mantido intato esse império colonial nas Américas,preservando a língua e os costumes dos colonizadores.

Espero que não esteja na cabeça de alguns portugueses q/nos quexamos deles pelos nossos problemas de país continental.
Não posso mudar a História,fomos sim,colonizados por portugueses q/nos imprimiram a sua cultura ,língua(a mais bela do mumdo)e religião.
Tenho orgulho de descender de Caramurú e ser lusófona pela própria natureza,além de casada com um português de Lisboa e,graças à nossa boa cabeça não temos "guerrinhas racias" no nosso lar,onde aliás,não falta um bom vinho sobre a mesa.
Espantada estou eu,pois,visitando Portugal com alguma freqüencia,nunca pressenti toda essa hostilidade que percebi aqui.
O texto q/postarei hoje,vai dirimir estas dúvidas,pois ,perceberão que,ao contrário dos historiadores brasileiros,defendo a colonizaçao portuguesa e não os culpo por nossas mazelas de país continente.
Estou espantada,mas,não triste,reconheço o direito de todos a expôr suas opiniões.

Clarissa disse...

Não ligue, há quem seja só meio-português mas se ache o dono de Portugal.

Macieluxcitânia disse...

Tudo bem Renato .Miriam perdoe-me .A realidade é que ao longo de perto de 30 anos de experiência com brasileiros , os factos falam por si , ou seja , tenho tido más , péssimas experiências , com brasileiros que estão ou estiveram cá e outros tantos de lá ...o que escrevi não é ódio .É mesmo zanga .
Estou zangado com o Brasil...parte da minha adolescência , cresceu com as músicas do Tropicalismo , fui habituado , ou habituei-me a sentir carinho e admiração pelo Brasil ...depois já mais crescido foi a grande desilusão quando começei a contactar directamente brasileiros em variadíssimas situações .
Senti-me atraiçoado ...sempre tinha pensado que Portugal e Brasil eram povos irmãos .Porventura são-no , mas na práctica para milhões de brasileiros , infelizmente , Portugal é um país de estúpidos e burros .
É imagem disso as inumeráveis anedotas no Brasil a ridicularizarem , a humilharem ,a desprezarem , a pisarem Portugal e os Portugueses .
São exemplo disso os portugueses residentes e/ou a trabalharem no Brasil(alguns que conheço) que o sentem .
Sim estou zangado com o Brasil , mas o que escrevi mantenho-o , até prova em contrário.
De qualquer modo Miriam , e apesar de tudo seja bem-vinda .

Macieluxcitânia disse...

« ...fomos sim,colonizados por portugueses q/nos imprimiram ...»

Quando diz isto , Miriam , está a falar como se tivesse estado lá naquele momento , como se o Brasil sequer já existisse , e como se "os portugueses" fossem invasores e colonizadores do "seu" território ...não vê que isso é um contrasenso ?
Ao mesmo tempo , o que a Miriam está realmente a dizer é que , efectivamente , os Portugueses , são os seus antepassados , por isso não poderia a Miriam ter lá estado , nem ter sido "colonizada" por si própria( os seus antepassados) ...
Se houve alguém que sentiu o seu território (não o país , não o Brasil , pois não existiam)invadido , foram os Índios daquela área (que não se chamava Baía de Todos os Santos), a partir da qual , o território hoje chamado de Brasil , se começou a formar , duma ponta á outra do continente , e foram os Portugueses , vossos antepassados que o fizeram . Não foram outros povos .
( BRASIL : Do «DESCOBRIMENTO» á «CONSTRUCÇÃO»

http://cvc.instituto-camoes.pt/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=908&Itemid=69

...QUANDO SÓ NO SEC XIX , D JOÃO VI ABRIU O BRASIL Á EMIGRAÇÃO DE OUTROS POVOS .
... o Brasil só começou a existir a partir de que foi nomeado pelos seus antepassados , a partir desses heróicos Portugueses , os Bandeirantes.

« ... Quis apenas mostrar como foi a civilização portuguesa no meu país,e o quanto devemos aos portugueses ter mantido intato esse império colonial nas Américas,preservando a língua e os costumes dos colonizadores. ...»

Veja como ficaria se assumissem o vosso passado e origens :

« Quis apenas mostrar como foi a civilização portuguesa no meu país,e o quanto devemos aos portugueses nossos antepassados ,terem mantido intacto para nós hoje ,esse imenso território nas Américas,preservando a língua e os costumes e tradições de Portugal , que são parte vital e identificativa do Brasil ... parte vital , sem a qual , nós não falaríamos Português nem seríamos o Brasil . Apenas um outro qq país da América do Sul »


CONTRADIÇÃO e PARADOXO :

« ...Espero que não esteja na cabeça de alguns portugueses q/nos quexamos deles pelos nossos problemas de país continental. »

« ... perceberão que,AO CONTRÁRIO DOS HISTORIADORES BRASILEIROS ,defendo a colonizaçao portuguesa e não os culpo por nossas mazelas de país continente. ... »

Diria , e com bastantes certezas que , não só os historiadores brasileiros , mas hipócritamente ( falam por fora muito bem de Portugal , principalmente quando cá vêm , a velha história do "avô português",mas interiormente pensam muito mal !) , muitas camadas de diferentes estratos da sociedade do Brasil , incluindo as pseudo intelectuais , agem assim , pensam assim , tratam Portugal assim .

« Espantada estou eu,pois,visitando Portugal com alguma frequência,nunca pressenti toda essa hostilidade que percebi aqui. »

Pois desengane-se . Os portugueses , por natureza ,gostam de receber bem toda a gente , e os brasileiros não são excepção .
Mas digo-lhe que existe no nosso país um mal-estar e uma aversão grande aos brasileiros ( infelizmente paga o justo pelo pecador , e quem disser o contrário aqui em Portugal , está a mentir !)devido , precisamente ao desencanto e a revolta ( que desde então tem vindo a aumentar )que estes provocaram quando começou a haver cada vez mais brasileiros neste país , a começar pelos actores das novelas ( a partir da Gabriela ) que cá pareciam realmente verdadeiros , mas quando regressavam ao Brasil "libertavam-se " , ou seja falavam muito mal de Portugal .
Indague , fale abertamente com Portugueses , e vai ver isso .
Os que lhe disserem o contrário , são hipócritas , a mesma hipocrisia que os brasileiros herdaram ( TAMBÉM , pois herdaram muito mais do que isso ) de nós .
Não me leve a mal pela minha franqueza , Miriam , mas essa ( a hipocrisia ) é uma "qualidade " que não possuo .

Rogério Maciel

Clarissa disse...

:)

PiresF disse...

Cara Míriam,

O Rogério não fala certamente por todos os portugueses. Eu conheço uma parte do Brasil, tenho família no Brasil que já vai na terceira geração e, todos nós, cá e aí, gostamos do Brasil e dos brasileiros.

Aliás, o gosto dos portugueses pelas novelas brasileiras (sou excepção, não por serem brasileiras mas por não gostar de novelas), pelo futebol brasileiro, pelas praias brasileiras, pelo carnaval brasileiro, pelo sotaque brasileiro, pela música brasileira etc, é revelador disso mesmo.

Existe no entanto, como diz o Rogério quem não goste. Mas daí a inferir que os portugueses que disserem o contrário dele são hipócritas, é de facto uma burrada de todo o tamanho.