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Naturalmente que faltava nessa trama acima, ou abaixo melhor dito, um Henrique;
embora tenha sido este realmente o Primeiro; o Conde Dom Henrique de Borgonha,
e Dona Tereza de Castela, herdeiros legítimos do Condado Portucalense,
aonde viria a ser fundada a nação portuguesa.
Seriam então nessa ordem, seis Henriques...
Seis, por seu turno é um número absolutamente cabalístico, muito especialmente nesta
história... Ligada a um deles, mas essa é outra história.
Sendo três lá e três cá, todavia esses são apenas seis nomes em comum,
de seis homens diretamente ligados ao destino das duas nações: Portugal e Brasil...
Num planeta Terra, habitado de todos os reinos vitais e eles...
Os grandes seres humanos, em múltiplas espécies de personalidades,
alguns com caráter e muitos em turbas e turmas coletivas de todas as cores e estandartes...
Mas, no particular, este é o ser que cada um é para si mesmo...
Um ser dito e composto de um Espírito, a tremeluzir a anos luz de distância;
mas que vai a refletir-se na Alma pessoal, na nossa Alma, que vai indo na vida
a carregar um Corpo pendurado de pernas para baixo, sustentando-se, por isso, de pé...
E então este dito ser expresso numa Tríade é, em conjunto, o Ego em cada um,
que adota um nome, de algum modo um número, e se mostra ao mundo enquanto
Persona... Máscara através da qual Sona... Fala... E falar em todos os sentidos,
em todos mesmo; em gestos, atos, ações e até quando está calado.
Este ser, consigo mesmo sem tréguas mentais nem emocionais, dos quais é um refém
e incapaz de se livrar, um segundo sequer... (Ninguém é capaz de ficar um segundo sem pensar nada);
e então este estado permanente de pensar e sentir pode ser um caldeirão...
Onde são gerados pequenos monstros e pequenas feras... Quanto pode ser um raro
e sagrado laboratório, uma usina de idéias geniais e sentimentos limpos e justos.
E tanto uns quantos outros ao saírem de si mesmo, revelam-se ao outro.
E, naturalmente exteriorizam o que vai aí dentro, e mostram, ao acusarem o outro,
o que são eles próprios... Este estado pessoal pode ser um caldeirão, ou um laboratório,
cuja individualidade superior, no caso dos Avataras (Deus manifestado como homem)
se pode até dizer ser o Laboratório do Espírito Santo...
Outros muitos nem de forja diabólica se podem chamar, por predominar neles
mais substâncias líquidas e corrosivas, do que o fogo infernal, propriamente dito...
De qualquer forma este ser é fruto de um tempo, moda, educação, povo, família
e atualmente global... A maioria absoluta filha do meio, com mais ou menos informação.
Entretanto, transformar, que é o pleno exercício do evoluir destes Egos, ao final a razão única de existirem,
consiste neste momento em voltar ao simples; pois voltar ao simples restaura a velha humildade;
restaurada a verdadeira humildade, aceitar-se-á mais facilmente cada um, como é;
porque o aceitar-se decorre de uma conversa séria de cada um consigo mesmo,
bons puxões em suas próprias orelhas por tanto atrevimento, arrogância e falta de conhecimento e juízo...
E então este ser de orelhas puxadas ao aceitar-se com todos os defeitos e idiotices,
que ninguém pode mentir para si mesmo, na hora de sopesar seus valores
e dimensionar seu universo... Aceitará ao outro realmente como o outro é, que ao final será ele mesmo...
E desta forma evolui o homem e o mundo mais leve se torna, pois é mesmo verdade que,
como disse o Mestre Henrique, “quanto mais pesado fizeres o mundo mais o mundo pesará sobre ti”.
Texto e Ilustração de Júlio Teixeira de Lima http://www.icaroartes.com/
3 comentários:
Amen e um Português Suave.
Tenho lido com muito interesse os textos que publica: Lusofonia sem espiritualidade é um corpo sem cabeça.
Saudações!
Obrigado ariana e amem.
Quem dera caro Paulo, fosse a espiritualidade a cabeça do lusofonia.
Não que eu seja o veículo, mas que outros aqui venham contribuir com essa cabeça...
E o que eu posso dizer, além da honra de participar desta revista é que, veio em boa hora e o mundo precisa muito de nós.
Muito!
Obrigado,
saudações fraternais a todos
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