Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.
- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.
- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).
- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.
- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.
- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.
- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.
- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.
- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.
- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"
- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.
- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.
- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.
- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.
- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).
- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).
- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).
- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.
- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).
- 25º número (1º semestre de 2020): Pinharanda Gomes: Textos e Testemunhos dos seus Amigos.
Para o 25º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
EDITORIAL NOVA ÁGUIA 24
As personalidades maiores (ou mais aquilinas) são aquelas que mais transcendem fronteiras – culturais, religiosas ou ideológicas. Pela amostra (significativa – mais de uma dúzia) de testemunhos que aqui recolhemos, proferidos numa sessão em sua Homenagem promovida pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, no dia 10 de Maio do corrente ano, no Palácio da Independência, João Bigotte Chorão foi, de facto, uma personalidade maior da nossa cultura lusófona.
Personalidade não menor foi a de Afonso Botelho, que completaria no dia 4 de Fevereiro 100 anos. Igualmente por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, realizou-se, nesse exacto dia, também no Palácio da Independência, um Colóquio que abordou as diversas facetas do seu pensamento e obra. São os textos então apresentados (com mais alguns entretanto chegados) que aqui publicamos (mais de uma dezena e meia de textos).
Dois mil e dezanove tem sido um ano especialmente rico em centenários. Para além de Afonso Botelho, evocamos aqui igualmente Jorge de Sena e José Hermano Saraiva. Para o próximo número, fica desde já prometida a evocação de Joel Serrão e de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde iremos também recordar Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida, no início deste semestre, que marcou ainda presença na NOVA ÁGUIA – logo no primeiro número, onde publicámos um texto seu intitulado “O fantasma que anda no meu jardim”, que termina desta forma: “Voltaremos a encontrar-nos”. Até sempre, Agustina!
Ainda no vigésimo quarto número da NOVA ÁGUIA, para além do “Poemáguio” e do “Memoriáguio” (duas secções igualmente clássicas), publicamos cerca de uma dezena de “Outros Voos” e, em “Extavoo”, mais um capítulo da segunda parte (inédita) da Vida Conversável, de Agostinho da Silva, bem como a série completa das “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão –, algumas das quais já publicadas em números anteriores da nossa revista. No “Bibliáguio”, por fim, publicamos mais de meia dúzia de recensões de obras que despertaram a atenção do nosso olhar aquilino.
A Direcção da NOVA ÁGUIA
Post Scriptum: Já na fase final da composição deste número, a 27 de Julho, faleceu, aos oitenta anos, Pinharanda Gomes, Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, um dos mais importantes colaboradores da NOVA ÁGUIA, desde o primeiro número (até este que aqui se apresenta, com dois ensaios que nos fez chegar no primeiro semestre deste ano), e, sob todos os pontos de vista, uma das mais relevantes figuras da cultura lusófona do último meio século (facto que só por ignorância ou má-fé pode ser contestado). Por isso, no próximo número da revista, teremos, logo a abrir, uma série de Textos e Testemunhos em sua Homenagem.
NOVA ÁGUIA Nº 24: ÍNDICE
HOMENAGEM A JOÃO BIGOTTE CHORÃO
Textos e Testemunhos de J. Pinharanda Gomes (p. 8), Alfredo Campos Matos (p. 22), Annabela Rita (p. 22), António Braz Teixeira (p. 24), António Cândido Franco (p. 24), António Leite da Costa (p. 25), António Manuel Pires Cabral (p. 26), Artur Anselmo (p. 27), Eugénio Lisboa (p. 27), Isabel Ponce de Leão (p. 29), Jaime Nogueira Pinto (p. 29), Miguel Real (31), Paulo Ferreira da Cunha (p. 39) e Paulo Samuel (p. 41).
NOS 100 ANOS DE AFONSO BOTELHO
APOLOGIA E HERMENÊUTICA NA OBRA DE AFONSO BOTELHO | António Braz Teixeira…48
AFONSO BOTELHO SEMI-INÉDITO | António Cândido Franco…57
AFONSO BOTELHO NO 57: MOVIMENTO DE CULTURA PORTUGUESA | Artur Manso…59
EDUCAÇÃO E SAUDADE EM AFONSO BOTELHO | Emanuel Oliveira Medeiros…65
HUMANISMO ESPERANÇOSO DE AFONSO BOTELHO | Guilherme d’Oliveira Martins…86
À MEMÓRIA DE AFONSO BOTELHO | J. Pinharanda Gomes…88
AFONSO BOTELHO: TESTEMUNHO BREVE | Joaquim Domingues…90
AFONSO BOTELHO, UM ARISTOCRATA EXEGETA DE D. DUARTE | José Almeida…92
TESTEMUNHO E HOMENAGEM A AFONSO BOTELHO | José Esteves Pereira…97
MITO E MITOS FUNDANTES: A POSSIBILIDADE DO DISCURSO DA SAUDADE | Luís Lóia…98
O TEMA DA SAUDADE NA TEORIA DO AMOR E DA MORTE DE AFONSO BOTELHO | Manuel Cândido Pimentel…104
AFONSO BOTELHO: DA RAZÃO E DO CORAÇÃO | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…108
AFONSO BOTELHO, DO PENSAMENTO À ESCRITA FICCIONAL NO 57: UMA ABORDAGEM DO CONTO O INCONFORMISTA | Maria Luísa de Castro Soares…112
A FICÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Miguel Real…118
DA FILOSOFIA COMO “SABEDORIA DO AMOR”: ENTRE JOSÉ MARINHO E AFONSO BOTELHO | Renato Epifânio…125
A RENÚNCIA DO MAL NA METAFÍSICA CRISTÃ DA REDENÇÃO DE AFONSO BOTELHO | Samuel Dimas...127
SOBRE A MÓNADA HOMEMULHER EM AFONSO BOTELHO | Teresa Dugos-Pimentel…139
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES: JORGE DE SENA E JOSÉ HERMANO SARAIVA
A CRÍTICA LITERÁRIA EM JORGE DE SENA | Miguel Real…146
JOSÉ HERMANO SARAIVA: HISTORIADOR E DIVULGADOR DA CULTURA PORTUGUESA | Nuno Sotto Mayor Ferrão…151
OUTROS VOOS
A MANEIRA PORTUGUESA DE ESTAR NO MUNDO | Adriano Moreira…162
O PENSAMENTO ESTÉTICO DE EDUARDO LOURENÇO | António Braz Teixeira…165
O SENTIDO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO DA LUZ EM “VIRGENS LOUCAS” DE ANTÓNIO AURÉLIO GONCALVES | Elter Manuel Carlos…170
OS AÇORES E O MAR – O POVO, SOCIEDADE(S) E TERRITÓRIOS | Emanuel Oliveira Medeiros…176
SOBRE OS INÉDITOS DE JUNQUEIRO | Joaquim Domingues…188
VIVÊNCIAS COM MÁRIO CESARINY E FERNANDO GRADE: POETAS E PINTORES | Luís de Barreiros Tavares…194
SENTIDO E VALOR ACTUAIS DA MONARQUIA: UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-CONSTITUCIONAL | Pedro Velez…197
CINCO DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS| Renato Epifânio…199
AUTOBIOGRAFIA 6 | Samuel Dimas…204
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…220
CARTAS SEM RESPOSTA | João Bigotte Chorão…227
BIBLIÁGUIO
ARISTÓTELES EM NOVA PERSPECTIVA | Joaquim Domingues…256
A ESCOLA PORTUENSE EM QUESTÃO | Elísio Gala…256
LEONARDO COIMBRA: VIDA E FILOSOFIA | José Esteves Pereira…258
EUDORO DE SOUSA E A PRESENÇA DO MITO NA FILOSOFIA PORTUGUESA | Samuel Dimas…262
TABULA RASA II & ESTUDOS SOBRE HEIDEGGER | Renato Epifânio…263
PEITO À JANELA SEM CORAÇÃO AO LARGO | Onésimo Teotónio Almeida…264
ESPÍRITOS DAS LUZES | Anabela Ferreira…266
POEMÁGUIO
CATATÓNICO; GOLGOTHA | António José Borges…46
SEU HÁBITO MELHOR | Jaime Otelo…47
“NASCERÁ O MAIOR AMOR…” | Catarina Inverno…144
FUNDURA | Maria Leonor Xavier…145
MACAU | António José Queiroz…159
CANÇÃO SUPREMA | Carla Ribeiro…160
COMO PODEM ESPERAR | Delmar Maia Gonçalves…161
PELOS SENTIDOS | Juvenal Bucuane…161
NUME | Luísa Borges…218
STELA | Jesus Carlos…219
MIMNERNO E AS FOLHAS CAÍDAS DE JÚDICE | Susana Marta Pereira…254
LARGO | Joel Henriques…255
PARA O HERBERTO HELDER | Manoel Tavares Rodrigues-Leal…267
SEGUNDA VARIAÇÃO | José Luís Hopffer C. Almada…268
MEMORIÁGUIO…272
MAPIÁGUIO…273
ASSINATURAS…273
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…274
Lançamento da NOVA ÁGUIA 24
18 de Outubro, no Palácio da Independência (na foto: Abel Lacerda Botelho, Renato Epifânio e António Braz Teixeira). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...
Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.
PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:
https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas
O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"
Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
RETÓRICA
Mas por que falarmos de poesia, se a palavra é muito mais universal que a poesia? Em qualquer análise sintática de uma construção concreta teremos mesmo que em forma de poesia elementos rudes, senão ruiria a construção, com seus elementos etéreos e abstratos...
Todos os pensamentos deveriam ser expressos em vocábulos audiovisuais, mas também, por outro lado, nem todas as palavras são dignas de serem ouvidas nem vistas.
Ouvir constitui-se então no melhor predicado humano, favorável à construção de si mesmo, em vez de se falar só para se construírem frases concretas, por se tornarem maiores que as palavras, estas maiores que as sílabas, que por sua vez são maiores que as letras?
Afinal, geniais, quais construtores de livros? E em sendo os livros o país das palavras, compreende-se porque há países muito ricos e países muito pobres, embora alguns dos mais pobres exportem muitos exemplares! Sinal de que a exportação revela também pobreza global.
Pena que por trás deles estejam os homens que não deveriam escrever nem governar e escrevem e governam!
Mas, felizmente, por trás destes, outros também escrevem grandes e bons livros. Por isso é que a genialidade reside entre os dois momentos poéticos: bons e maus livros. O que não vale para os governos, por motivos óbvios de tábua rasa e de palavra rude, em que até a língua se avilta; e não só a língua se arrasa, pois até mesmo em cova rasa se a enterra com todos os valores que com ela foram construídos pelos povos e formam sua alma em versos, palavras, cultura, cor, sabor arte e dom de ser uma nação original e digna.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Agora... É a Hora

“Gêmeos que nasceram unidos pelo abdômen recebem alta em MG
Siameses passaram por cirurgia de separação em dezembro.
Médicos disse que recuperação foi perfeita”. (Globo)
Por falar em gêmeos, vida, nascimento, excessivamente unidos, e a separação de novo.
É natural de alguma forma por terem descido juntos, por assim se encontrarem em cima.
Mas teriam de se desdobrar em baixo, senão como poderiam espraiar partículas que se unindo assim como no fado português navegando de ilha em continente assim de Pessoa a ir...
Assim num lusofonar sentido de às vezes ofendido por um urso das neves, por um sérvio do frio...
Sem sonho, sem feito exceto cadáveres aos milhões, que lhe pesam, certamente que lhe pesam, seu carma coletivo é de seu povo com os dois lados da mesma moeda.
O povo, que sofreu as baixas de milhões assassinados do regime, e os senhores da vida e da morte do regime...
Assim sem a ideia de uma quinta coisa, que seja uma rosa na cruz, que seja um cruzeiro e nele crucificado Jesus, que seja um quinto sonho, o quinto império, que seja antes de tudo um graal e um sangue, pois que sem ele, o sangue, com vestes da sua cara portuguesa de ares mouros, africanos, ciganos, lusitanos, portugueses... e agora brasileiros...
Com sangue, graal e tudo e três tronos em duas serras e uma ilha...
É bonito este sonho não é?
Pois é e é real, pois tem no Brasil de Portugal o nome e uma fonte de São Lourenço, como a tem Portugal, dos Anciães...
E de uma serra de Sintra a da Mantiqueira e com aqui é o quinto mais sólido, mais denso, a serra do Roncador...
E assim o Homem Coletivo bem crescido com já bem sedimentados os quatro costados e os quatro metais, em formas nacionais de uma cruz...
Em formas nacionais de um Pentagrama...
Todavia ainda em minha história nesta trilogia com os gêmeos perguntando o que seria o homem agora se não tem fosse de pernas e braços abertos a forma de um pentagrama?
Sem contaminações nem vícios num simples lusofonar, que é uma das raras artes em que é possível criar sonhos tecidos de saber e sentir com o coração generoso já sem tanto amargurado e frio da neve.
Assim lusofonar com eira de brasileira, beleza de portuguesa, bacana de africana, longínqua da Índia e da china, universal...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Reciclagem. Crítica
Segundo Deepak Chopra, eminente médico e escritor Hindu radicado nos Estados Unidos, somos fisicamente reciclados da terra, assim como emocionalmente reciclados de outros sentimentos e do meio psíquico do mundo; e, do mesmo modo, reciclados mentais; (supondo que originais só em espírito pela unidade), pois, afinal, quem tivera de milhões de anos para cá uma idéia genial e absolutamente nova? E se isto não bastasse o que dizer frente ao conceito teosófico da evolução, segundo o qual estaria agora esta mesma evolução mais ou menos na metade do caminho, restando ainda bilhões de anos de estrada a serem percorridos?
Diante disto, quem afinal sabe realmente alguma coisa e do que saiba possa garantir seja definitivo? Ninguém, seguramente, todavia a beleza dessa ignorância reside em ter-se pela frente um infinito de revelações e conhecimentos novos e quase tudo para aprender. Mas, nesse caminho sequer uma vírgula pode ser desprezada enquanto objeto de observação e análise, compreendendo-se desde logo o grave erro cometido pelas seitas religiosas, assim como as ideologias políticas ao proibirem tudo quanto soe estranho à sua cartilha. Neste caso classificar como erro talvez seja uma suave maneira de amenizar aquilo que, na verdade, constitui-se em grave crime de lesa evolução ao proibir-se qualquer conceito cultural, seja qual for a fonte e o assunto de que trate.
Portanto nada, absolutamente nada pode nem deve ser proibido em matéria e objeto de conhecimento, com vistas ao “amar a Deus sobre todas as coisas”. (Pois se essas coisas compreenderem nosso terreiro e nossas galinhas, Deus não está acima de grande coisa!) Além de que nas diversas teologias religiosas, assim como nas diversas ideologias políticas espalhadas pelo mundo encontram-se semelhanças filosóficas deveras admiráveis, para serem proibidas por este ou por aquele líder religioso ou político, muitas vezes um completo analfabeto, quando não completamente cego de “espírito” e até das vistas. (Compreendendo-se este “espírito” naturalmente como o fogo da inteligência que faz com que se apreenda e se ilumine a mente, de quem observa o objeto ou a vírgula, naquele momento da análise).
Por isso valerá a pena admirar esse magnífico ser chamado homem evoluinte, pela sua capacidade criativa em reciclagem; mesmo não sendo de fato um criador original. Nem mesmo os grandes cientistas a tanto se atreveriam julgar-se. Mas vê-se ainda assim e de forma engraçada em algumas empresas um espaço reservado com a seguinte legenda: “sala de criação”. Vista no sentido absoluto soa como uma brincadeira, ainda que não desmereça a capacidade realmente admirável de reciclar conceitos e idéias, desse não menos admirável ser chamado homem a fazer “artificialmente” ou instintivamente outros... Certamente é ainda criança, todavia com um futuro brilhante... Se, para isso atentar para uns determinados deveres que há longo tempo uns estúpidos vândalos vem deixando de cumprir, e seguem derrubando florestas inteiras só para extrair madeira com que reciclam idéias de móveis, bancos, mesas, camas, cadeiras... E estas servem às vezes, apenas para sentarem seus mal lavados traseiros.
Ou então arrasam a terra a fim de formar pasto para o gado, que por outro superior/inferior gado será pastado. Sem contar com as magníficas fábricas, que pelo ar toneladas de gases venenosos espalham dia e noite. Mas, ainda assim, uns tantos defensores da ecologia compram seus produtos, e até em forma de brinquedos os oferecem às suas crianças e em forma de bandeiras tintas e cartazes os agitam.
Mas como se trata de uma eterna reciclagem, também o Eterno recicla todos os elementos materiais e imateriais até a exaustão. Entretanto, quando esta magnifica reciclagem cósmica estiver finalmente consumada, certamente já não haverá homens pra reciclar lixos e restos de suas desventuras, falta de educação, de saber e de amor. Ainda que, provavelmente sobreviva um cadáver planetário, como hoje temos em nossa órbita um satélite, que romanticamente serve de inspiração a alguns poetas; ou escritores de novelas “surrealistas”, para não se cometer a indelicadeza de classificar o real gênero de “devastadores morais”, como soem em ser a maioria destas novelas e seus artífices, em geral.
Mas ninguém está isento de culpa, primeiramente eu, que a estas coisas venho a dizer; talvez menos, ou quem sabe até mais que aquele outro que fala para milhões todos os dias através das novelas... Conquanto seja certo: (pelo que semeares assim havereis de colher, para que o mundo sendo isto, vós os responsáveis por aquilo, em gramas, toneladas...) Num eterno isto e aquilo reciclar os nadas.
Contudo compreenda-se reciclar no sentido mais nobre criar, pois criar neste caso é que leva o homem adiante e o mantém aceso por dentro.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Argonautas (homenagem aos detratores das descobertas e inventores das invasões...)
Também meus ossos milenares ainda choram; também minhas células do sangue reclamam; também minha carne sofre ainda agora as dores do navegar arcaico; mas não por ser velho e ultrapassado o argonáutico navegar das caravelas, que o não é! Mas arcaico pelas lágrimas derramadas pelos quatro reinos vertidas dos velhos olhos ancestrais, que ainda habitam as mesmas rotas muito saudosos e tão enaltecidos em minha alma honrada, pois sou eu sim descendente desse povo e dessa gente, antiga!
Valeu a pena? Sim, valeu e vale ainda por ter se feito maior para nunca ser pequena a arcaica alma e a ousadia.
Meu coração ainda aos prantos retornou à rota e retumbou o som e se juntou a mim, dando-me notícias do que viu escrito; lamentoso por nem todos reconhecerem o feito, e dos que vêem alguns ainda hoje só enxergam uma caótica viagem pelo olhar estrábico e despreparo mental... Ou seria um coração rançoso?
Apesar de alguns filhos das terras aonde a alma navegante as suas lágrimas levou tragam às suas bocas e às suas cabeças ainda acorrentadas as idéias tacanhas do leste, e é, ainda, seu desejo desejar o que não é seu... E a inveja mata tanto e tanto amarga a boca do proletário mental sem oriente! Mas ainda assim segue engajado e envenenado pelo falso líder que elegeu e elege!
Mas o meu coração chora-lhe também a falta de berço; chora-lhe também a falta de olhos; chora-lhe também a falta de eixo... E não ser um ser social que não se encaixe na faixa do meio e nada trazer nem dizer o que faz nem ao que veio.
Meus pés cansados de tanto andar a dizer o que ninguém ouve, quedam-se sujeitos aos calos de tanto andarem em vão a caminhar; mas minha alma acredita no novo que há de chegar com o Encoberto, que já chegou. Apesar do Estado, apesar do conto que em seu nome já foi aplicado, apesar do tolo hoje falando alto, falando grosso e causando dolo.
Porque não ouça a voz antiga do sangue Árabe e incluso nele o Negro; porque não ouça o cavalgar dos Celtas; porque não ouça o pulsar do Luso sangue e tantos outros elementos de sangue e feitos... No mais só fazem discursos pobres de colar de miçangas, onde penduram rodas de carrinho de brinquedo e colheres de plástico em forma corrupta de palavras cultas da moda, usadas e mal penduradas ao pescoço com seus mal ditos períodos e de seus infundados projetos a despejarem com raiva nos ouvidos de meu coração gerúndios e verborragias vazias.
Aos prantos, porque não haveria de ser o meu pranto? Ainda no fundo do mar há sangue; ainda no fundo do mar há ossos; ainda no fundo do mar há lágrimas das filhas sem casar; ainda no fundo do mar há feitos que a outros mares já fosse levar...
Aos prantos atravessei mil vezes e mil vezes aos prantos hei de chorar as lágrimas de quem não pode ver... Nem ouvir a voz no balanço das ondas do mar. Que dirá um feito que a morte não ceifa ainda que alguns o andem com ódio a conjurar? Mas na batida solene dos tambores africanos há tanto a nos ensinar! Mas até isso alguns nos querem mentir!
Aos prantos não atravesso mais o oceano de água salgada; só o oceano de minha desilusão pela aula que alguns não compreenderam e vão sem eixo, porque a cartilha fora escrita em vermelho e turvara-lhe fatalmente a vista de um coração já muito corrompido e amargurado sem cor.
Mas também eles são vítimas de sua própria e insana desventurada ideologia... Ainda que alçado algum ao mais alto posto do país do Encoberto vá voando.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
CÓDIGO DA MISÉRIA
Aquela a quem elegi dama dos meus mais íntimos anseios ando a oferecer isto? Quão longe estou dela?
É bom que ela possua mecanismo para preservar-se, é muito bom! Ainda bem que pode manter-se integra – embora em sonho – mas integra! E como ela é humilde, por humildade não zomba de mim.
E por ser justa, também não tem pena, esse desprezível sentimento. Ainda bem que ela possui refúgios secretos onde transforma mazelas em alegrias, e não permite, por isso, que o fraco alimento que lhe ofereço a desonre.
Poderão aqueles que me olham sentir tristeza e compaixão ao verem os cálices de tolices que bebo por raros licores, mas não pelo amargor! Mas talvez pelo fraco sentimento, pobre de alimento de se dar à alma! Ela é aquela que elegi senhora mor do meu ser, a quem ofereço cada ceitil do que recolho em meu caminho.
E por eu ser muito pobre, é bom ter ela mecanismos de defesa e sem falso egocentrismo ser alma, apenas alma, que por ela inesquecíveis e boas recordações eu guardo de pessoas, de inesquecíveis mulheres! E foi também por ela que eu amei e comigo viveram magníficos atos de ver no espelho da vida – o outro. (...)
Ainda assim, são pobres meus argumentos perante o ser que já não sou neste momento, para eleger-me digno da alma eleita. E por serem pobres, o meu ser incógnito – que não sei quem é – está muito triste encerrado em mim onde apenas reconhece os ensaios dela enquanto alma metáfora, símbolo e algo no meio do que vindo de baixo encontra com algo vindo de cima. E aí, ao encontrarem com outros algos vindos dos lados, de fora e de dentro, resultam nela e pronto: é alma! Tubo abstrato! Ou retrato de tudo que passou por mim numa espécie de relicário virtual, condenando ao chão aquele eu inferior a seus pés, e elevando ao alto aquele outro eu em sua cabeça cujo resultado final é este ser que sou sem ter certeza do que seja; porém eu em tese, mas deveras sem saber o que realmente sou...
Por isso e por serem pobres meus argumentos, quão pobre vou!
Prouvera aos céus afastar de mim tanta miséria! Houvera vontade forte para elevar-me ao alto deste atolado e alagadiço caminho de barro, por onde atolo meus pés! Quem dera desta minha sorte se comprouvessem os Deuses! Quem dera pudesse despertar do torpe estado em que me encontro e acordasse consciente de que além das trevas há luz!
Lá? Onde é lá? É onde dizem existir o arquétipo que se tornará percurso, mas não vi o curso natural das águas que demarcam o caminho, porque tentei em vão contra a correnteza do rio. Mas não temo havê-lo completamente errado ou poluído. Afinal, perder-me em definitivo, por ainda estar aqui ainda não me perdi. Sinto ainda em mim o sopro original no ato de respirar, porque afinal ainda respiro e arde-me o peito.
É verdade, são pobres os meus argumentos, mas cheirei e ainda cheiro através do olfato, porque o ar transporta as partículas do odor e ainda respiro por ainda existir o ar! Por ele cheiro e respiro como convém aos dons divinos de viver e cheirar. De tal sorte o paladar, em sabor de um excelente degustar... Outrora!
Só não toquei o céu com os pés nem com as mãos tateei a alma; lamento não ter certeza de que nunca com os pés chutei-a!
Sentir, eu senti... E sinto ainda arder-me no peito o ar da esperança, que por ser esperança não poderia arder, mas arde e arde muito!
Talvez por serem pobres meus argumentos e não saber quem sou!
Minha casa - meu corpo gasto - sem ter de verdade um lar e por não saber onde estou como saberia para onde ir? Sem saber se há um porto aonde chegar ou um abrigo contendo uma porta por onde possa entrar e lá dento repousar, o que devo pensar? O quê, enfim vou sendo ou penso que estou?
Às vezes concentro minha vontade em cima, outras vezes em baixo, em frente, dos lados e não atino por onde posso entrar ou sair nem onde dentro ou fora ficar.
Em qualquer lugar que lance minha atenção dói-me; quando não é uma víscera, dói-me a recordação.
Tudo muito ao sabor da imaginação, por não haver janelas para olhar lá fora. Esforçando-me surgiriam e abrir-se-iam, mas não vale a pena ver o que vem de fora por uma janela hipotética. Tudo isso em tese e de olhos fechados, para não ver também o que tanto o mundo chora!
Nisto não sou como eles, os que choram, porque fechei os meus olhos ante a pobreza dos meus argumentos e também do mundo. Mas eu ainda choro os céus, por não querer chorar os homens que devem chorar a si mesmos, para que o mundo seja mais justo. Injusto e cruel é como ele é de olhos fechados: sem gestos, mas com cenas; sem arte, mas com artimanhas; sem cor, mas muito descorado e muito ruído, muita algazarra! Sem rosto, mas com dramas e com penas por muitas penas das aves andarem a despenar para fazer enfeites e cocares...
Talvez só nisto valha a pena em mim tanta insanidade! Insano sim tanto, que nem creio num inferno ou céu longe daqui distante deste pedaço de chão de onde de pé e de olhos fechados vejo o mundo lá fora...
São pobres, meus argumentos. Entretanto ricos são todos os encantos deste pedaço de chão ao qual a fúria de raivoso cidadão vai ceifando a verde cabeleira, já um tanto escurecida pelo fogo do desejo e pelo fogo monetário e outros fogos cães...
Quão pobre sou! Alimento minha alma desta sujidade e comer, com os quais até o divino alquimista há de sujeitar-se, para manter-me vivo?
Mas só enquanto viva esta vida pobre, para que de nenhum passado vá pesar-me no futuro e enfraquecer meus outros argumentos, que os quero outros...
Quando eu aqui voltar e certamente voltarei, não quero nada disto a pesar-me, porque é certo que já o terei carregado...
Embora pobres meus argumentos, andei por onde andei e não vi em rosa nenhuma alma se abrir... Exceto as grandes, algumas em poesia maior que a dos poetas e pensamentos nobres! E quanto isto me custa, admitir-me pequeno e sem caminho certo! Mas quem haverá de tê-lo? Quem as barreiras insanas vencera e exista além em algum lugar, e a algo que não há aqui?
Pobre de mim! Tão pobre que a ninguém nunca vi tanto assim! Mas resta-me ainda contemplar o belo, de algum modo à expressão do eu.
A Consciência cria as formas, ou...
Segundo já alguns Físicos e todos os iniciados sim, a consciência cria as formas para nelas se manifestar.
E não o contrário, como defende a ciência materialista tradicional.
Portanto a consciência será então descida de cima para baixo, criando as formas e estas uma vez criadas vão se adaptando e redescobrindo a origem, e não o contrário.
Assim seria inútil continuar trabalhando com a hipótese do conhecimento produzido de baixo pra cima, de maneira instintiva e ao acaso.
Naturalmente que toda a forma de conhecimento deve ser observada, mas colocar o carro na frente dos bois tem trazido a humanidade atrelada a falsos conceitos que se vão desdobrando e levando a evolução por caminhos estranhos, cujos resultados o conjunto da ópera é isto que aqui está...
http://www.celeirodeescritores.org/pagina.asp?ESCRITOR=16#412
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Botões da história
Não pense ninguém, que o sonhar se esgote aqui... Deixo outras peças mais pesadas para trás, momentaneamente, como estrelas a brilhar nos calos dos artesãos. Entretanto, e isto me alegra, os botões nos quais está prisioneira minha história transladada aos gritos, calada de aplausos e facetada em muitos sonhos, são os pedaços que se não podem cortar...
Quem então o dom teria de apagá-los? Já os farrapos da memória em boa parte da história de anseios se apagam... Mas está mesmo essa parte da história restrita a um botão.
Isto é bom! O homem cientista e o mago da humildade sabem e fazem coisas belíssimas, mas expondo-se ao risco de aplicações criminosas, com inescrupulosas mãos manchando de sangue aos seus inventos.
Porém as coisas do criador supremo também são do mesmo modo de múltiplas aplicações: a água liberta, purifica, refresca, alimenta e mata; da mesma sorte o fogo e quaisquer outros prodígios e desgraças, porque passe a vida em seu eterno caminho a transformar...
Também eu em meu caminho vou de encontro ao quente e ao frio em minhas relações humanas de morte e vida; alegria e tristeza, amigos e inimigos – embora a estes não os tivesse programado – feras - e anjos, e todas as pobrezas e tesouros da face da terra tenho encontrado.
Rico, entretanto, não havendo sonhos não haveria histórias... Nem riquezas... Não haveria porque escrever ou apertar botões. Felizmente esta é a boa riqueza: ora gotas de orvalho, ora calos nas mãos, ora botões de apertar e criar ilusões.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Homenagem à Nova Águia

O Blog da Nova Águia está no ar, e ninguém pode evitar isto. E sendo à prova de pichações e sabotagens, ainda que algum engraçado Skin Red tente pichá-la... Como é virtual, a tinta nem pega e nada atingirá a criança já fecundada com a gênese de asas voando no mundo.
E a mim cabe apenas sentir-me honrado, por estar aqui, entre tanta gente disposta a levar avante a nave da lusofonia onde vai embarcado e sendo gerado o Homem Lusófono.
Mas é recomendável a cada cidadão nele engajado procurar ser justo e solidário, que o homem que se reúne em grupo para criar uma pátria, está também plasmando uma alma, acreditem ou não os descrentes, e terá de ter regras que a tornem nobre e digna.
Tal como a que está escrita na história das conquistas grandiosas. Mas olhando no mapa custa acreditar, pois não passa Portugal de uma pequena incrustação na barriga da Espanha; como à sua frente havia o mar...
Cumpriu rigorosamente o talento e o destino de navegar, foi mar adentro e encontrou tantas coisas... Reuniu gente de todas as gentes, culturas de todos os feitios e sabores...
Facilitou e proporcionou amores, reuniu diversidades e nasceram talentos múltiplos; e o Brasil, devido a sua dimensão, tem um povo miscigenado, valoroso, mas que passa indubitavelmente por uma crise moral nunca vista na história, mas, concomitante até agora com uma fase global pujante, veio até aqui escondida atrás da suposta aprovação, mas acabam os prazos de validade e as pessoas passam...
E também não acabou o mundo, nem estão totalmente de pernas para cima as nações. E as crianças? E os jovens e as pessoas de moral e caráter? E a Nova Era, e chegado do Encoberto?
E nós, aqui? Ao que devemos temer? O Homem Lusófono, a partir do português é recomendável ser revisto em toda a sua ancestralidade anterior ao lusitano, conhecer seus instrutores, seus heróis, que aí não mais haverá medo...
Mas já depois do feito e aqui agora no Brasil, segundo o IBGE somos 120 milhões de luso-descentes. Crescemos bem!
E junto com os africanos, indianos, chineses... Ao cabo nós, apenas lusófonos, iniciando um novo tempo de juntar e de criar uma pátria transcontinental, multirracial, e isto é trabalho de verdadeiros Manús...
E ao juntar e promover interação unindo os semelhantes cria-se o novo, certamente, pouco importa o nome, seja o “quinto”, como síntese de “quatro”, seja o Reino do Espírito Santo... Mas será antes de tudo o Homem Lusófono com os pés em quatro continentes e a cabeça no céu, que é onde deve andar a cabeça.
Mas é, todavia necessário criar um roteiro paralelo ao que se vai criando em modelo intelectual, pragmático, a fim de transformar e materializar as ideias em riquezas e bens de consumo acessíveis ao povo...
Enfim, produzir alimentos e bens de consumo de qualidade e bom preço, fortalecer as relações em todos os sentidos, criar o que for possível e natural a cada região e faça bem ao meio e ao mundo, como espelho e exemplo digno de ser seguido...
Será mais uma vez dar novos mundos ao mundo... E se nascer em Portugal, com diz a lenda, é por missão ou castigo, castigo não é o caso... os vídeos da conferência deixam muito clara a “Missão”.
Mas precisa haver essa vontade, e não nos importarmos com as críticas, nem com os arroubos da juventude, ainda que às vezes nem tanto a juventude seja o caso nem o motivo.
A técnica de produção deverá ficar em torno do núcleo governamental, e para a agricultura e agropecuária a EMBRAPA e outras congêneres já estão prontas, por exemplo, E assim (o corpo diplomático), e os corpos de ação múltipla trocando experimentos pondo-os na terra, na fábrica, nas máquinas, no comércio, na vida da lusofonia...
Este caminho terá de ser percorrido, e vão acontecer estas coisas de uma maneira ou de outra cedo ou tarde.
Havendo um planejamento superior e organizado dando orientação aos governos e agindo efetivamente, e se for o caso deixar aos chefes de estado que brinquem, se insistirem em brincar...
Este corpo Lusófono, que tem como cúpula de governo o “Corpo Consular”, não pode estar sujeito aos governos de cada país... E deve agir no sentido de facilitar, seja o que for desde o mais simples ao mais complicado, sem burocracias e livremente.
Acho que assim até os cães latem menos, os bichos se socializam melhor, e a Pátria Lusófona cresce sadia e próspera.
Já criou coisas muito mais difíceis! Atravessou o mar em caixas de fósforos e chegou edificando e transformando o mundo!
Agora é só unir, mas como acredito na lei de causa e efeito, se estamos aqui e podemos fazer isso, assim, na miúda, é porque merecemos...
O esforço de gigantes ficou para trás, mas deve ser motivo de eternas homenagens, pois quem não reconhece seus ancestrais e não os respeita, nunca será um patriota.
E então já sem “Adamastores nem Tormentas”, é só unir e facilitar as coisas que já estão prontas...
Aqui, no Blog, interação simples, uma palavrinha sempre, idéias, comentários respeitosos, que ninguém jogou pedra na cruz, para ser gratuitamente agredido por quem quer que seja...
E é claro, devemos ter compreensão e conviver com pessoas que parecem até que fugiram de algum manicômio, e que eventualmente passem por aqui, ter paciência com os atrevidos e com os meio sem juízo, que ao fim nem são maus e dão ao clima um ar surreal e humorístico...
E para encerrar esta prosa, apesar do propósito sério de todos por aqui, não quer dizer que não se possa representar como teatro, o nosso trabalho...
E a arte, parece que ainda não deu o ar da graça, salvo poesias e alguns vídeos, também vai desembarcar por aqui, na hora certa. E é a arte uma forma muito expressiva e aglutinante.
Só precisa ser no caso do teatro o bom “Teo-Atrio” e a boa música, com parcerias lusófonas do gingado brasileiro, com os tambores africanos e a nostalgia portuguesa, que dará um canto maravilhoso...
E no mais, mudando de rumo e de prosa, a Lusofonia está pronta... Não precisamos mais ir lá onde foram os nossos antepassados e trazer o irmão negro, amarelo e branco, e começar um processo agora.
Isso já foi feito. Só precisamos facilitar os encontros e nos abrirmos sem medo. Medo do quê?
Eu posso dizer que cheguei ontem e já tenho aqui bons amigos, dos quais gosto muito.
Na verdade, como ninguém sabe nada em definitivo, também não precisamos do compromisso de ter fórmulas ou coisas inéditas e milagrosas para oferecer. Mas juntos sim, com o nosso esforço podemos criar... A principio amizade, respeito, admiração e arte, cultura, riqueza...
Confraternização, boa vontade e propósito firme, que é regra, e vamos em frente a sério, e não numa onda passageira, ou num barato temporário.
Se Construir o MIL é o que nos cabe fazer, para abrigar o Homem Lusófono é, pois para nós conquistar o direito de cumprir o que está faltando nesse movimento de evolução de uma raça, que teve sua origem lá tão distante, no passado!
E que pegando o bastão de outra mais antiga, e assim por diante; e ao recebermos esse nobre bastão neste momento, conquistamos o direito de viver a história ao vivo, construindo o presente em plena era de Aquários...
Tudo tão solar, no sentido da transparência, tão rápido, tão belo!
“É a Hora”...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Interação... Uma ideia a se pensar.
Não é exatamente mal: eu falo deles o que se pode dizer de alguém que faz o que eles fazem.
Simples e assim, como por exemplo: que nome se dá a quem rouba? Ladrão? Então à pessoa que rouba eu chamo ladrão.
É porém necessário ter uma ideia justa sobre o conceito do roubo. Pode ser roubo sem ser roubo, se se roubar por uma causa que alguém acha que os outros a que têm de pagar a sua conta.
Escutar a sua música, ler os seus livros que eles nem lêem e alguns até azia sentiriam se lessem...
Fazer pouco, o mínimo, falar muito sem trabalho de pensar repetindo, repetindo, repetindo, retalhos de retóricas, pedaços de gravações, folhas mal escritas e lidas de cor sem faltar as já corruptas corrupções, do que nunca foi original.
Clamar aos berros contra o passado, os vizinhos, os outros, que é onde está a causa do mal,que lhes andam a fazer.
Os pobres e as minorias são a sua causa, mas que por elas não faz senão discurso, congressos, “projetos” planos de todas as formas, e hoje virtuais, que se alguém quiser fazer ou comprar está na mão...
O mal de não poder viver sem fazer nada e a cantar como a cigarra, no verão, quando deveria saber andar em pleno inverno, senão pleno, pelo menos num inferno astral, sem teto e sem juízo lá isso anda!
É o que dá não fazer nada.
É festejar o fim do capitalismo, mas celebrando muito com o dinheiro dos outros...
E no fim o “ganharás o pão com suor do teu rosto”, até o suor, tem de ser do outro?
Acho que o Senhor Lusófono, o Ser a ser criado e por aqui uma de suas faces vá a ser revelada, terá de ser feita ao vivo e a cores, com som, ainda que em silêncio.
Mas se quem cala consente, aí poderá ser parceiro ou cúmplice.
Acho que por outro lado medidas e formas concretas de agir pelo MIL deveria mesmo começar pelo corpo Diplomático.
Este formado, dotado da capacidade de formar em torno de si um outros corpos: científico, industrial.
Outro agrícola e assim por diante, não podendo faltar um corpo de comércio.
E isto formando numa ação voluntária dos governos, com plena capacidade e intenção de fazer e assessorar, nessas áreas, os governos de cada país, no sentido de pô-las em prática.
Os governos torram tanto dinheiro, inutilmente! Milhões, assim, numa festa.
Boas ideias no plano delas,é o mesmo que seguir os passos do Padre Vieira sozinho, sem lhe apresentar José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, isso já na questão do Brasil; e no fim assim num raciocínio rápido, de alguma forma de todas as nações da língua, unindo, clareando as espumas e indo de ilha em continente, como divinamente disse Pessoa, do Infante, sem termos vergonha de imitarmos os seus gestos e fazer agora...
Ou então fechar a casa e ir cada um para seu canto rezar ou reclamar da vida, do tempo, do governo, da televisão, de tudo e não fazer nada. Como dizia um amigo, que há muito não vejo, “a coçar sem fazer PORRA nenhuma”.
Está na hora dessas pessoas e também aquelas que esperam caia do céu se mexerem, e mãos no barro, que o barro não faz mal a nada.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Tríade de Cordões
Infeliz daquele que ao terceiro cordão que o liga ao espírito, ou Mônada tiver rompido! Morre pela segunda vez e nunca mais voltará a renascer na terra... Também em nenhum outro lugar (na tese Teosófica).
O exemplo do Cosmos vive o homem plenamente interagindo harmoniosamente entre os três mundos, unido pelos três cordões: físico, (umbilical) que o liga à mãe durante o estágio uterino; psíquico, unindo o corpo à alma através do cordão (astral) ou de prata, responsável pelas sensações; e finalmente o mais importante, o cordão (espiritual), que une a alma ao espírito através do precioso “fio de Sutratmã” ou de ouro, responsável pela união do homem terreno com o homem universal, segundo sérios ocultistas e sérias doutrinas iniciáticas.
Assim a vida de estágio em estágio vai ligando e desligando cordões, mas que jamais se desligue o terceiro, do mais elevado plano!
De tal sorte ou má encerrar-se-á para sempre a estrada; e o que era ensaio de um deus a caminho da própria identidade real, deixa de ser qualquer coisa para ser absolutamente nada, enquanto ego humano... Nada absoluto?
Não sendo possível existir algo fora do todo, nada absoluto é o que será enquanto ego, mas enquanto o resto... Ninguém poderá responder.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Faz de conta que é verdade... Conversa Desaforada
Teria isto ocorrido há 18 milhões de anos, e o famoso Adan-kadmon tornar-se-ia Adan-Heve ou Adão e Eva.
E a partir daí estabelecia-se o Trono de Deus na Terra, convivendo a divindade com o homem em sete cantões (Sete Reis de Edon) e viria assim até que, numa revolta, os Titãs teriam sacrificado os Gêmeos Espirituais (Adan-Heve) já agora ali (Muisis e Muiska); e o país de Mu submergia; e parte dele está hoje coberto com o manto argênteo aquoso que leva o seu nome.
Onde está escrito? (Quando Cristo quis saber internou-se entre os Essênios e dos treze aos trinta aí se inteirou e iniciou.)
Nascia assim, ali, a tradição do Santo Graal, para conter o sagrado Sangue Real, vindo até os dias de hoje, encoberto de mistério.
Onde está? Não, não está nas cavernas Tibetanas, embora por aí, para os INICIADOS Monges houvesse uma conexão.
Hoje os tempos são chegados e o homem ainda nem acordou; e em sonhos coloridos de enlevos intelectuais se diz cristão, budista, judeu... acredita na eternidade da alma, com se alma fosse uma alvíssima pomba eterna, etérea, metafísica, certamente alada de asas invisíveis, que após o último suspiro alça vôo e vai para o Céu, Paraíso (Para Ísis) Devakan, Nirvana, sem ninguém a ver...
Mas se chora o que jaz enrijecido, e em violácea cor metamorfoseado, inerte; e se demorar, o odor desagradável se espalha.
Claro que só aquele cujo rito fora cumprido segundo a ordem, o preço, o credo, medo... A fé dali partirá alma para deus!
Ah se fosse assim tão simploriamente tecido, o ser, que se quer tenha sido feito à imagem e semelhança do criador! Mas não é.
Todavia é melhor: com a queda ganhou o direito de “ganhar o pão com o suor de seu rosto”, e de conhecer e se tornar Deus, mas só à custa de si mesmo e ao longo dos bilhões de anos já percorridos, e outros tantos que faltam ainda percorrer sem necessariamente ter de ser bonzinho... Às vezes é preferível ser mau. Só não dever ser gratuitamente e quando é desnecessário na forma de ignorância.
Há, sim, vida inteligente além de nossos terreiros e de nossas galinhas!
Senão, o que quis dizer Sócrates: (homem conhece-te a ti mesmo)
Cristo: (ama a deus sobre todas as coisas e ao próximo com a ti mesmo)
Hermes: (os lábios da sabedoria estão cerrados, exceto para os ouvidos do entendimento)
Buda: (só uma coisa ensino e ensinarei: há sofrimento; este tem uma causa e esta pode ser removida: pois o homem sofre por querer o que não tem e desprezar o que já tem)
Krishna: (Todas as vezes que Dharma (a Lei Justa) declina e Adharma (ao contrário da lei) se levanta, eu me manifesto par salvar os bons e destruir os maus). Seria na forma de guerreiro?
Mas ainda a arrogância faz do pequenino ser terreno um gigante que se torna cada vez mais anão, quando ouve a voz de Mara, a ilusão e quer provas de que deus existe. Para desafiá-lo?
Claro que deus existe, mas está muito bem escondido onde o homem não pode encontrar:
Onde ele está? Dentro e não fora... mas esse dentro... cada um há de saber primeiro onde é o fora.
Mas se depois do homem compreender que é uma quase infinita cadeia de fótons que em harmonia coabitam nessa galáxia chamada corpo, passageiro, e reduzido quimicamente não passa de uma pastilha de carbono que não vale um cafezinho, e ainda assim poderá ser deus e fundir-se com o todo, através da sua alma (emoção e razão)...
Que vista, pois o manto da humildade, e saiba que ainda é cedo para ser qualquer coisa que não seja nada, individualmente, embora seja tudo ao mesmo tempo.
Não importa quantas teses e compêndios tenha lido, de outros homens; será passageiro e mutável quanto é o vento, a água do rio que passa e nunca duas vezes nela se banhará, tal já o disse o filósofo.
Humildade é, portanto a capa do sábio, e nada mais sábio fora dito por Sócrates senão afirmar que não sabia nada, e repetido pelo próprio Cristo, no diálogo com seu irmão, segundo os manuscritos do mar morto.
Mas se alguém perguntar: a que veio isso, agora? Como tudo que foi escrito pelo homem, pouco importa a fundamentação e quão citado e recitado tenho sido outro homem, da mesma forma, porque o papel também nesta forma o aceitou.
Certamente nunca será um texto filosófico, não tenho esse talento, oferecendo o risco de em seu nome causar mortes ideológicas, como tantos que por aí abundam e com paixão arrastam ao caos o pensamento solar... Sem serem guerreiros. Pois os guerreiros são necessários tanto quantos os salvadores.
Mas não deixa de ter sido de algum modo uma forma mental desenvolvida, e já, acreditem ou não, impressa e indelével no éter.
E assim caminha a humanidade – uma unidade – embora haja quem pense ser individualmente algo mais que isto.
Antes do cordeiro imolado para servir de compaixão, é necessário celebrar o ouriço com a sua carapaça de espinhos.
Rigor e misericórdia devem seguir lado a lado porque alguém tem de fazer o serviço sujo.
Embora não se deva usar da espada para ferir, deve-se, entretanto de mantê-la.
É assim que eu entendo, neste meu momento de fazer o serviço de vilão e o papel de agressor.
Mas se for preciso, embora não aprecie, também posso ser bonzinho, sem, todavia descer ao chão da falsidade.
Lusofonia deverá ser então também este tipo de linguajar tosco e primário, para servir de base a outras formas mais cultas, mas que vá em frente, sem estagnar-se pelos curvas do rio em silêncio ou remanso a dormir.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Diálogo entre um jovem e um velho louco
E o velho calmo e sem perder a serenidade, respondeu: não sei!
Percebendo na voz rancorosa e na estampa da camisa a velha foto do ídolo,
prosseguiu: não sou comunista, não sou capitalista, anarquista, espiritualista, não sou político e nem tenho boa memória.
E o meu bom jovem, sabe quem é? Perguntou o velho...
Mais ou menos, disse o jovem.
Mas, é mais ou é menos? Desafiou o velho.
Mais, creio. Tenho bastante experiência de militância política, que me deu uma boa visão sociológica, disse.
Muito bom, muito bom, mesmo! Retrucou o velho
Acho que o mundo, ao seguir o caminho de alguns países da América que optaram pelo socialismo, concertará o estrago feito pelo capitalismo, e encontrará a solução para a humanidade. Disse o jovem.
http://www.celeirodeescritores.org/pagina.asp?ESCRITOR=16#408
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Faz de conta que é verdade... Conversa Desaforada
Por mais que fora antes qualquer coisa, pela natural corrupção que o tempo impõe às coisas concretas, não mais nada o será agora. Mormente se a leviandades acreditei verdades, ou se a alguém por tolices e asneiras creditei louvor. Mas na hipótese de erros dessa espécie ter cometido, porque não seja asno tudo já passou com a irrevogável passagem do tempo; não obstante com aquelas tolices ter eu perdido algum da minha temporal cota...
E se eu penso, por exemplo, numa tola loucura, não é o mesmo que a umas tolas idiotices tolerar de outrem. Pois quando se é louco de alguma loucura cometer-se, até que é bom, muito melhor que asneiras ouvir, que são coisas de asno ocorridas coletivamente em grande número em época de eleições.
E embora asno não pense e não saiba que asneiras comete, carrega seus pesados fardos porque seja asno no mínimo quatro anos, quando não carrega dessa mesma carga os efeitos por ela causados a vida toda! Todavia não leva muito um asno em peso, pois, por mais que as carregue, não é nada o que carrega conscientemente... Isto tendo em vista o peso que sentiria e não sente, porque não pense. E de quem pensa que sabe tudo e diz exercitar a arte de pensar, mas não sabe coisa alguma da origem do pensamento, sobressai-se disso não apenas um asno, mas muitos e outros tantos tolos que àquele outro asno ainda aplaudem e elegem!
Quanto ao mundo não sei o que será: melhor ou pior caso mais novo, ou na mesma ordem caso mais velho? Mesmo que a lógica aponte para essa questão, antes serei eu certamente mais velho!
Por isto hoje não sendo amanhã, amanhã não será mesmo hoje mais velho ou mais novo. Mas se hoje for eternamente hoje e nunca amanhã, ontem é impossível que seja de hoje a sua negação. Conquanto não seja isto assim uma leviandade, que se o possa dizer ter sido sem de fato o ser. É preciso compreender o sentido profundo da ausência concreta do tempo e de todas as coisas com e sem forma dentro dele, para que no momento de decidir entre ser tolo ou asno se opte por ser louco de rasgar se preciso for o título de eleitor, dinheiro e até todas as cartas de amor que não se escrevera e também as de jogar... E jogá-las fora.
Porque realmente hoje não sendo ontem nem ontem sendo amanhã, agora é tudo que é. E é só isso mesmo! Sem teorias metafísicas nem jogo de palavras. Porque se fora hoje ontem e ontem fora amanhã, poderia muito bem a caráter você ser eu e eu você, e não somos porque aí não seriamos ninguém; e não seriamos ao cabo e ao fim nada, ainda que asnos votantes vivam de ser alguma coisa, mormente nos dias de festa e de eleição.
Portanto essas brincadeiras que o tempo faz e o poeta com as palavras brinca, devem irritar o leitor eleitor que pensa que sabe, mas que não sabe nem mesmo ler o nome do eleito, que dirá sua intenção. Embora as palavras distendidas ao longo do papel branco, muito claramente com todos os caracteres estejam escritas dentro da regra com tinta negra ou de outra cor, mas ainda assim é possível que venha eventualmente o vento a este branco papel com tinta preta escrito pelo ar solto o levar!
E quanta beleza num papel livre voando com o sopro do vento! Ao antolhar quanta leveza no traço deixado pelo movimento do papel, no espaço! Há tanta compreensão numa folha solta quanto num tratado de filosofia pragmática mal resolvida, ou na opinião de um astrônomo sobre astrologia, ou num projeto de reforma de um governo vesgo... Mas se há diferenças entre si, louvemos a grandeza do papel sem artifícios do qual uma protofilosofia não pode abrir mão, por ser a sua natureza só de artifícios. Nem a astronomia por não terem os astrônomos largueza, exceto alguns, livres das cataratas! Nem o relator por não ter grandeza, pois ainda que a tivesse faltaria ao seu chefe, que é chefe do executivo e é aquela que o chefe do executivo não tem e nunca terá.
Todas as coisas têm uma particular beleza, mas dentre todas aqui agora apontadas o papel solto aos saltos pelo vento afora tomou para si todo o encanto deste momento poético!
Ó papel, vê se te quedas sossegado! Ó vento, pára de soprar que a vaidade dos doutores e dos políticos quer brilhar, em teses e artifícios! Deixa um pouco, só um pouco que seja que é quanto eles precisam para sustentarem-se em cima das caixas velhas de madeira das outrora frutas, e suas teses de reformas!
Enquanto isso balançava numa folha verde de amoreira a magrinha lagarta, esperando o vento se acalmar para devorar as folhas. Pobre lagarta! Nunca antes havia uma lagarta esperado o vento se acalmar. Quando esta quis experimentar, como não tivesse a medida do tempo, não o viu passar; e o outono amarelou as folhas, que depois o vento soprou pelo ar...
Quanta beleza numa folha amarela que escapara da voracidade da lagarta! Sim, é amarela! Mas quantas verdes foram e já comidas voam borboletas?
sábado, 10 de janeiro de 2009
Homenagem aos Criadores da Nova Águia

Cenas rápidas de Teatro ao ar livre... O ninho da Águia.
Certidão de Nascimento da Nova Águia
Testamento e Gênese
Nasceu de ancestrais muito ilustres, de grande qualidade mental superior e genial no seu exercício.
Nesta nova fase, surgiu em perfeição quanto ao modelo universal de Pai, Filho e Espírito Santo (ou Mãe)
E numa analogia simples veremos aí Paulo ou Renato, na função de Pai e vice-versa igualmente Filho, cabendo o papel Espírito Santo ou Mãe à Celeste. E não poderia ser diferente, já agora que faz um ano de vida e de ninho e vive...
E nesta fase, talvez já o ninho precise de reformas: novos espaços fora do ninho original, mas que pode ser nos galhos da mesma árvore, por exemplo, novas salas, talvez um café, para conversar, escritórios, interação e trocas... Muitas trocas sem reservas nem receios de errar, em português, que se em outra língua fora, deus me livre, que as não conheço!
Mantendo sempre a idéia central de edificar o Homem Lusófono, como se edificou e continua edificando o Homem Português (de alma nacional), como se está criando o jovem Homem Brasileiro, e como se criam os homens de cada nação, o micro homem terreno do Homem Universal, que dizem ser o Adankadmon que desceu ou caiu, e se integrou ao que vinha na onda e passou a ter como objetivo criar-se Jeová... Tetragrama... JHVH, ainda a cruz, tão lusa, no símbolo.

E no tempo agora Aquários, rápido, fluídico, sintético, e o Ano Solar... E será mesmo um deus nos acuda de tantas surpresas, ainda que relativas, mas na mesma medida da que hoje alguém acredita em quem desacredita que o homem foi à lua.
Lua, entretanto é o que à noite e ao dia segue o seu compasso quaternário, que lhe impõe a terra...
Conquanto o homem deveria sair desse compasso e ritmo, para ficar mais leve pensar e descobrir atrás das sombras, as formas, e nas formas as suas essências, que, tanto as da terra quanto as do céu, dizem ser as mesmas.
Esse andar Aquariano, esse andar no ritmo de Quintessência e povoar e dirigir o Quinto Império, o Reino do Espírito Santo, a Terra de Preste João...
Seja lá o que for seja ao vivo, com trabalho e interação geral sem medo de falar, comentar e principalmente errar...
E nossa empreitada bem que poderia também ser dar uma forma de Totem a esse homem coletivo, com a estrutura dos quatro metais, sem perder de vista a idéia dos sete (segundo a Tradição) e concentrar-se no quinto, para já...
Por estar também de acordo com a quintessência divina, a tônica e a promessa para Aquários.
Perfeitamente tudo muito bem alinhado com o Quinto Império... Edificado nas cruzes do luso consagrar, e embrionário, além de outras matrizes no pentagrama do brasão do Brasil.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Conversa Franca
Com ela muitas bugigangas poluentes de almas e da terra feitas na china.
Mas quantas bolhas precisam estourar?
A bolsa de valores que de algum modo é parceira da bolsa das bombas, estas explodem já.
A próxima, pela ordem deveria ser das falsas ordens...
A começar pelas religiões, que cooptam entre o povo os seus escravos, e cobram os dez por cento, no mínimo para comprar aviões, navios... serão realmente depois de bem usadinhos devolvidos a Deus?
A bolha do futebol, viria a seguir. Estrelas de tamanha magnitude cujo melhor joga perto dos dez por cento de Pelé, mas dez por cento do salário de um desses atuais craques soma um milhão, mensal, religiosamente depositado na conta do casal, dono da igreja renascer, ora em férias forçadas, numa prisão americana.
A bolha da televisão, onde um apresentador e outros deste naipe ganham milhões, por mês, e os seus ouvintes e senhores do ibope o salário mínimo, de quatrocentos e poucos reais, mas as palmas são de graça em troca de serem lembrados toda a hora por galera.
E as bolhas dos Bancos?
E as bolhas atômicas?
Israel, Palestina, Ismael, Isaque, e os Roketes? Quem fez os Gafanhotos Roketes?
Que importa isso! Eles já estão aí.
Mas tudo isto atrelado às bolhas malignas dos congressos atuais e das câmaras, com pena de não serem para eles as câmaras de gás e que ao lado podre dos judiciários queimasse, e a quase totalmente os executivos transformasse em cinzas!
Cinzas dos ilícitos que levam às bolhas dentro da maior das bolhas que tem na máquina federal a marca que sustenta as TVs, revistas, jornais, paredes, bandeiras e estandartes com a “arte” e logomarca: (Brasil Um País dos To...os) colorido, falado e até se um urubu caísse, por ser raro um urubu cair levaria a marca: (Brasil um país de To..os) ao preço de milhares de bilhões de reais. Reclamar do quê?
O homem é bom! Deixai o homem viajar e beber suas cachacinhas!
Pois a marca patente de um totem na bolha mãe nacional, é um boneco inflado cheio de talco e confetes prestes a explodir.
E até uma criança com um alfinete na mão pode espetá-lo e ele explodir!
Pensar que a tragédia de uma guerra teve até aqui pouco mais vítimas que as estradas federias, brasileiras, em dois dias de feriado prolongado!
Caminho Desconhecido: Senhores da Guerra
Não sei onde vai dar o caminho pelo qual não vou andando. Como saberia? Não sou profeta, adivinho cartomante e nem pastor!
Na verdade não sei de nenhum caminho nem mesmo daquele a que denominam estrada para frente ou para o alto. Não entendo nada de caminhos, e nem sei ainda por nenhum desses já traçados caminhar.
Tendo realmente andado, caso tenha me movido em qualquer direção, mas fatalmente terei seguido por um atalho e por ele aqui chegando, não sei já ao certo se saí do mesmo lugar.
Ao sentir como me sinto surdo e mudo e também manco completamente dos atributos da inteligência, o que sou? Só por estar aqui, em presença relativa, com este meu gesto pobre e rude a escrever as provas de que vivo?
É preciso mais que isso, e caminhar... Mas para onde caminhar se para onde se vai Há guerra! E em nada mais sei estar presente, nem sequer se o sol ardente ou a chuva fria ou algo que garanta ser eu mesmo eu ou mera fantasia do que nem sei, mas que ainda assim, enquanto esse que nem sei quem sou escrevo!
De um olhar tão distante e de uma luz tão fria, o quê garante que sou eu quem seja e o que sou e aonde eu vou, vá ou ia se ouço canhões, bombas de arrasar quarteirões?
Convém respeitar os escritos da história, convém respeitar as palavras, mas aos conceitos que encerram porque encerrem, nem tanto se devem respeitar, em virtude dos “encerramentos” e das tendências, pois não há monstros poderosos que justifiquem os artefatos da morte!
Ainda ontem uma criança morreu vítima de um pequeno mosquito da dengue! Morre-se tão banalmente!
Mas talvez minha ignorância seja a causa de não encontrar caminhos por ignorar que as bombas não são para matar pessoas, e sim abrir caminhos...
E aí por não compreender o código não sei onde vai dar o caminho pelo qual não vou andando.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Conversa Franca
Ninguém de um lado sabe qualquer coisa, e do outro também não.
Conversando com um amigo, hoje pela manhã, concordávamos que jamais um homem sábio e justo será presidente, bem como também nenhum presidente será jamais sábio e justo.
Por mais cara e sofisticada seja a campanha que o elege.
Mas há presidentes médios, um dois ou três não sei aonde, cujos nomes, há de me perdoar, jovem brasileiro, e o trato assim de jovem com muito orgulho e confiança, devido a proximidade dos parentes... que por estarem mais perto se me fazem canais de ligação consigo com todos e todas essas esperanças, mas cuidado! depresa deixam de ser esperanças e viram homens...
Nem todos, é verdade, ou de verdade até poucos.
E por todas as razões devemos ser gratos com a nossa origem, vinda desde lá dos montes Hermínios, numa primeira etapa, e antes nas levas caucasianas que resultaram depois de misturados nos Lusitanos, cujo guia ou Manú, para homenagear a velha mãe Índia foi Viriato, e fazendo o que era preciso no peito e na raça conseguiram, e resultou inclusive naquilo que a história conta, e fez-se Português...
E aí, como diz a atriz, apareceu o “senador”! e a história se escreveu, cumpriu-se o mar, e Portugal?
Pelo seu tamanho e seu feito é mais que o mar devassado, é mais do que o diz Pessoa, na sua negação de cumprimento e feito o disse... se não se cumpriu, “andou” pelos menos muito.
Mormente no sentido sagrado, mas sagrado no sentido superior e atendendo a desígnios mais altos e não sagrado de qualquer dogma a ditar-lhe regras, de uma elite hierárquica religiosa. Sagrado no sentido de missão superior de manter o culto do fogo, do sangue e do Graal, Sim! E onde estas três conjugações se fazem, aí está o APTA... Onde nasce o sol... A representação da Obra do Eterno na Face da Terra... Mas também aí apareceu o senador!
Conquanto, vendo o homem brasileiro, que é aquele cujo vulto e feito deixou as marcas palpáveis e vai deixando preferentemente as metafísicas, mas, mesmo assim, dependendo desse valor metafísico estar ligado a um tempo, e este sendo-o agora, nada há o que devemos temer.
E os campos de tal forma que “em se plantando tudo dá”, literalmente dá mesmo...
E o que impera no momento, devido o alto espraiar e a passagem carinhosa de mãos na cabeça do gatuno, que acredito meu jovem, que se gatuno tivesse relação com gato seria ofensa muito grande ao gato servir uma forma de seu nome corrompida a estes, que, felizmente e certamente passarão...
E já não viu, então, agora a nova banca virtual com quinhentos anos de cultura, de um povo, digamos, diferente no ar!
Imagine a vinda de um noveleiro Inspirado brasileiro, para escrever uma novela, com o seguinte roteiro: Uma abertura saindo do caos de épocas remotas dos Galos, caucasianos, descendo a sul da Europa e daí com a arte do autor o avançar do tempo (eu tenho até uma idéia pessoal) até o momento do nascimento de Portugal com o casamento de Afonso com Tereza, e o primeiro Rei, Afonso Henriques...
Passando pelos dezesseis até os três usurpadores e sua purga, e vindo até cá, lá pelos dois terços da novela e aqui, bicho, meu irmão! 120 milhões de luso-descendentes hão de ter histórias... Tendo em vista as misturas, com todos os povos... Jovem brasileiro Judson, haja riqueza no mundo para competir conosco!
Acho mesmo que se “recumpriria” não Portugal, mas a Lusofonia, que inserções dos irmãos dos quatro continentes já estão por aqui mesmo!
Em forma de arte, e essa arte já é exportada, mesmo!
Entretanto já parando por aqui, não vamos nos perder de vista. Ainda que venhamos a “brigar” e corra até sangue entre nós. (riso)
Mas eu acho que é isso: nada está pronto de nenhuma forma: mas com o que temos devemos viver da melhor forma e da maneira mais justa.
Não queremos ser presidentes!
Vamos lançar esse brado, seremos justos porque na queremos ser presidentes, deixemos que as mazelas morais se esgotem neles, que detêm o poder e podem se fartar, sem escrúpulos.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Feliz Ano Novo ao sempre novo "Lusofonar".
Eu sou aquele viajante que partiu de sua Pátria um dia, e nunca mais voltou. Desde lá caminho sem parar, e o faço apenas pelo dever de caminhar. Tenho noções do rumo, mas não sei exatamente onde irei ter. Não seguirei à esquerda, cega, nem à direita, gulosa e distante. Mas não paro nunca de seguir minha estrada, ainda que o faça sentado na calçada de qualquer esquina da vida, onde possa simplesmente pensar. E é este pensar, sem dúvida, o meu único e possível caminho.
Caso tenha encontrado por ele espinhos, estes já me não ferem, embora os sinais indeléveis marquem meus pés e minha alma. Mais esta, talvez, do que os pés; todavia grato lhe sou por tudo quanto colorido há no mundo e a meus olhos fez que por eles eu visse.
E então há um pouco colorido aos meus dias onde outrora existiram lágrimas, que grande tolice, e às vezes em crises profundas mágoas, outra grande asneira! Não as choro nem as sinto mais daqueles espinhos, mas como as pedras brutas pelo caminho ainda ferem quem por elas ande... sempre alguns “espinhos” hão de reaparecer, sem lágrimas não mais segregarem. Para quê?
Chovê-las por serem líquidas, ou vertê-las por serem tristes e espúrias? É possível ser-se triste sem chorar, a não ser que queiramos lubrificar as pupilas, enfim manter os olhos abertos sem sofrer.
Este é o código dos navegantes; e estas são as armas dos guerreiros da paz. Existem outras, mas essas outras não as conheço. Não permite minha humilde formação conhecer muitas coisas, nem sou culto para depositário de algum saber mais alto ser.
Contenta-me o andar calmo e leve sem grandes pesos carregar, que os meus ombros são fracos e não agüentariam grandes cargas...
Talvez tenha sido um pouco indolente com os bens mais caros, mas ainda assim vale-me o sacrifício de seguir mais livre e sem patrimônios a prenderem-me a qualquer lugar. Ao vento suave que ao passar a brisa sopra-me o longe, o incógnito, exalto de louvor quando o sol quente aquece-me a cabeça e a faz vacilar na direção incerta. Mas louvo ao sol, como não poderia deixar de fazê-lo, pela luz e pela vida verdejante à beira do caminho colorindo o mundo para quem passa.
E para não dizer que não sou nada, digo que sou o caminhante sem pátria; mas não sem pátria do ninho onde nasci e onde estou e vou agora. Mas sem pátria das regras, sem pátria dos preconceitos, sem pátria dos códigos secretos, sem pátria dos politiqueiros, sem pátria dos códigos financeiros, sem pátria das bolsas de valores, sem pátria das bolsas de família, que por esses há pátrias dos de ninguém.
Minha verdadeira pátria é o universo, sim, mas é também minha terra humilde; e como Ele disse, é também “minha língua”, é também meu coração, é também meu pensamento, é também os meus irmãos do mundo, é também, se o conheço e dele possuo ainda que um mísero e parco entendimento, o meu Amor.
Porque a verdadeira pátria é a árvore da vida universal, onde de alguma forma eu também estou, a pensar e a sentir – e se no fim nisto se resuma o ser, sou um ser patriótico, sou um ser com pátria real, de sangue, nome e voz...
Um muito feliz e luminoso Ano Novo aos povos primeiramente da Lusofonia e aos demais sers da terra sem repartir nem água, terra e ar, que dirá cor, que dirá o que parece diferente mas não, pois por dentro tem a mesma cor, tem temperatura semelhante e irriga cada cidadão.
Júlio Teixeira de Lima
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
A Novela do Orkut em Dois Atos
Imensa e profunda saudade invade não sei bem se o meu pensamento ou minha emoção – não é preciso, esse sentir – sempre que as imagens de alguma cena reportam-me à infância e ao começo da juventude, ainda em minha terra natal; é-me impossível evitar que os olhos umedeçam e a alma lacrimeje internamente soluços noturnos, fruto de tudo que outrora passara por mim tão inocente!
Quisera muito, talvez o máximo possível de se querer retornar no tempo àqueles lugares, mas não há como voltar senão pelas lágrimas que nem sempre atingem a contento nem a tempo, tamanha é a distância e tal a brevidade, quase sempre se evaporando rapidamente antes de alcançarem o objetivo de minha melancolia; e porque as imagens fracionadas sejam também voláteis e breves, tornam-se memórias mortas. Porém absolutamente dolorosas e tão presentes, desgraçadamente difusas a tal ponto, que o mais que sei disto é um não saber nada. Mas um nada saudoso e real, no sentido do sentir; todavia reconhecido pela ação cognitiva que é quem ora lacrimoso ora melancólico, faz com que eu perceba a diferença.
Fosse instintivo certamente não saberia distingui-los, exatamente como os animais não fazem; mas não sou nesse aspecto, talvez só nesse aspecto animal, e então sei que sei e que sinto, sofrendo as sensações que um animal não sentiria.
Já saudade é um sentir ingênito da alma humana tanto quanto o dizê-lo é certamente um dizer genuinamente lusitano; e, como tal, digo-o agora com todas as substâncias das quais a saudade não pode furtar-se à existência, e tampouco eu faço qualquer esforço para evitar anunciá-la ao senti-la.
De modo que até as pedras mais duras e geladas de um inverno rigoroso ou os mais quentes de um inclemente verão de pés descalços, fazem-me sentir saudade; e até a fome do pós-guerra e todas as dificuldades de uma criança pobre numa aldeia portuguesa, de uma Europa arrasada, por ela geme minha alma ainda saudosa, lacrimeja minha vida acasernada dentro de meu ser incerto, e já não sabendo ser eu ou não, mas saudosamente sim sendo um ser todo-saudade; não talvez apenas e só um ser saudoso, senão que a própria saudade é que adotara o meu ser, para se fazer presente a existir eterna nele, e no caso ele sou eu.
Ao longe, quando olho fora sem olhar dentro, não me sinto tanto saudade; mas de repente vejo na penumbra de meu castelo antigo do qual totalmente ainda não tomei posse, sombras deveras arcaicas, mas como são as sombras de amigos que se foram ou de mulheres que eu pensei ter amado e de algum modo sim até amei, passam envolvidas numa névoa purpura, e até algumas me olhando a riem. E aí, nesse momento e já mais brando e calmo retorne lacrimosa a saudade, e eu recobro assim um pouco a consciência de mim mesmo.
De um nada ela nasce, quando é nada já tudo, mas ainda olhando fora através da janela de meu castelo vejo as escadas de um hotel modesto, aonde à tarde uma daquelas mulheres ia me encontrar e eu ansioso a esperava; e nem sei dela sequer o nome, nem reconheço o seu rosto difuso de incerta identidade. Foram afinal finais de semana e talvez até cama, porque noite e dia de quanto este tempo a mais e a todas elas eu pensei que amava. Mas não entendo por que seus rostos se apagam ou não se mostram nítidos, mesmo que sorriam, para mim?
Para acalentar a saudade daqueles distantes dias no bairro arcaico do centro comercial e misto de residências? Sem data ou tempo, embora em lances o clima ensolarado muito claramente quente, em pleno verão. Mas logo em seguida se faz inverno chuvoso e aconchegante, ensejando um olhar e depois um estar no seio de alguém.
Tudo é a um só tempo magnificamente trágico e belo, neste entardecer de uma vida a cismar a um canto da sala e à esquerda da alma. Que à direita o tédio é mais grave que a saudade em razão do cenário/solidão e da companhia tediosa das visitas indesejáveis cheirando a mau humor.
Só o amor vale a pena, mesmo quando não se ama; porque que se tivera a intenção de amar. Talvez a saudade por isso venha sempre acompanhada de um olhar incerto e feminino. Algum há de como eu lacrimejar, mas valeu a pena aquele olhar e até aquelas lágrimas sem as quais não haveria cenário; e, ainda que o houvesse não seriam as cenas nele animadas em atmosferas coloridas, com névoas e rostos passando, compondo-se com arte porque beba neles a arte suprema, se é que se pode neste momento chamar arte da saudade, se for nascida da arte suprema da alma.
Pena o meu coração bater e a seu ritmo limitar meu viver a este sentir concreto dos sentidos físicos, tão carnais! Cheiro e sinto o sabor das coisas agradáveis e desagradáveis, e ouço o tilintar de objetos caindo ao chão de quem cozinha. O cheiro a levantar com o fogo e transformando as matérias numa coisa que chamam comida, porque se coma, e bebida ao que se bebe porque tenha lá também o seu cheiro, embora no momento ausente dentro de uma hermética garrafa hipotética.
Concretas sensações indispensáveis ao estar aqui em presença física a recordar ontens, sem desejar muito mais amanhãs feitos com os hojes de tantas indesejáveis personagens diárias na mídia e que se dizem tão grandes, que até há os que se dizem governantes... Tantos vendedores de coisas que dizem obrar maravilhas! Que é melhor voltar ao simples de ontem que já não cheira e ninguém fala, nem tem sorrisos na televisão a fingir alegria, e já não se vê aí ninguém a mentir e a prometer, já não está aqui para que se o possa ver ao vivo, ou virtualmente na tela.
Quão belo é o recordar sem estar aqui mais nada! Talvez por isso até a fome da guerra, a geada, o calor de ontem saudosos sejam muito mais agradáveis que a presença de gente que nem sei se é gente apesar de parecer mais que gente, se essa gente é que vai por aí a gerar tédio, quando o tédio é morte ou sonho e ao belo? O tédio tem cheiro, tem cor, tem cara e sabor. Ainda bem que no meu castelo antigo só entrem imagens difusas, e por serem mentais, abstratas, louvo às minhas saudades como louvaria aos deuses se os houvesse encontrado no mesmo espaço dos ontens saudosos.
Saudade dos deuses, seria sem dúvida uma gratíssima saudade, como é a das mulheres que por mim passaram e hoje rostos virtuais sorriem; algumas até acenam, mas outras há que de meus olhos lágrimas abstratas descem entristecidas.
Tal como de mim descem ou sobem sentimentos ora de natureza tediosa do momento, ora de saudade do passado, mas sempre por elas...
Sou de algum modo um artista de mim mesmo, cujo quadro fundamental funde-se de elementos voláteis do passado com substâncias presentes, de todas as minhas desilusões; e ante o estar a observar a hoje com as essências de ontem profanadas pelos políticos, nem chorar vale a pena. Pouco importa se por isso a derramarem suas lágrimas de sangue vão aqueles que neles acreditaram, e aqueles que não; mas ao final, todos vão chorando. Melhor que por isso eu choro, pois choro de saudade com a sua gênese no passado; e não permite nenhum espaço ao presente tedioso com cheiro de promessas, nem na cor de falsas primaveras! Com sabor de um ranço amanhecido e profanado com mãos sujas de uns tantos promotores de ensaios, sejam eles de caráter bíblico, sejam eles de caráter de tecelões de temas da fome, sejam eles ensaiados ao vivo e em nome de ordem serial ou oculta?
E porque seja eu de fato eu um artista sem arte qualquer a bom termo exercer, embora exercendo de algum modo a arte de um poeta da saudade, a arte de um tocador de gaita, sem ser ao luar que a toco; a arte de quem fere a madeira com as ferramentas desafinadas, cujo fio lágrimas em fio vertidas no passado, as enferrujou. Ao final, já descontando as alegrias que de passagem encostaram à minha porta, mas não entraram completamente, restar-me-á apenas e tão somente, a minha bendita saudade.